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O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o ministro da Educação, Rossieli Soares, assinam protocolo de intenções para permitir a ampliação do acesso à educação para presos.

Os ministérios da Educação e da Segurança Pública assinaram, nesta sexta-feira (31), um protocolo de intenções para implementar um projeto que permita ampliar o acesso da população carcerária ao ensino. Uma vez tirada do papel, a iniciativa permitirá o investimento de R$ 24 milhões na criação de 100 salas de aula em estabelecimentos carcerários de todo o país, bem como na infraestrutura necessária à transmissão das aulas de apoio e no desenvolvimento de conteúdo para o ensino de jovens e adultos.

Segundo o Ministério do Planejamento, um protocolo de intenções é um instrumento formal que especifica programas e ações de governo a serem realizados com recursos federais. Em geral, precede a celebração de acordos de cooperação ou convênios.

De acordo com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o protocolo foi o instrumento escolhido em razão da pressa do governo federal em dar uma resposta ao problema. Atualmente, das mais de 720 mil pessoas privadas de liberdade, mais de 646,7 mil não têm educação básica completa. Dessas, em junho de 2016, apenas 74.540 participavam de alguma atividade de ensino formal oferecida pelo sistema prisional.

Das 1.449 unidades prisionais em funcionamento em junho de 2016, havia salas de aula em apenas 820 – num total de 2.565 recintos adaptados para o ensino.

“Já dispomos de recursos previstos no Orçamento e, em termos de ação pública, não existe garantia maior do que termos previsão de recursos orçamentários”, disse o ministro a jornalistas. Segundo ele, ainda este ano, R$ 15 milhões vão ser destinados ao projeto: R$ 9 milhões para a criação ou adequação de 50 salas de aula e R$ 6 milhões para a preparação do estúdio. Os R$ 9 milhões restantes serão investidos em 2019, para a criação de mais 50 salas de aula.

“Não há menor sombra de dúvidas de que vamos implementar essas 100 salas de aulas. Temos pressa e queremos, desde já, firmar este compromisso e envolver os dois ministérios neste tipo de trabalho”, acrescentou o ministro. Jungmann reconheceu que, seguindo o ritmo previsto, “levará tempo” para que governos federal e estaduais consigam ofertar ensino de qualidade a todos os detentos.

“Principalmente, se considerarmos que o sistema [carcerário] cresce mais de 8% ao ano. Neste ritmo, em 2025, teremos 1,47 milhão de presos. Precisamos dar este pontapé inicial e chamar a opinião pública de que o Poder Público tem que ter responsabilidade com aqueles que estão no sistema prisional”, destacou Jungmann após declarar que o Estado brasileiro falha na tentativa de ressocializar quem cometeu algum crime.

“Tem que punir, tem que punir; tem que privar da liberdade, tem que privar. Termos quase nove entre dez presos que não estudam e oito entre dez que não trabalham significa dar força ao crime. Temos que ser responsáveis pela ressocialização dessas pessoas para que, quando saírem possam se reinserir na sociedade e não no crime organizado”, declarou o ministro.

Segundo o ministro da Educação, Rosseli Soares, é preciso dar continuidade a esse tipo de política. “Entendo que, com este modelo, em três anos, conseguiremos chegar a, provavelmente, 50% dos apenados. O protocolo de intenções é para atuarmos com urgência. Temos certeza de que uma política bem desenhada terá continuidade. Educação não se faz sem continuidade. Tenho certeza de que o próximo governo vai olhar pela necessidade da continuidade”.

Soares enfatizou que a iniciativa não se trata de ensino à distância, com videoaulas. Segundo o ministro, a proposta é que sempre haja professores presentes nas salas de aula. Eventualmente, esses docentes receberiam a contribuição de especialistas em outras áreas.

“Se formos dar um curso técnico de edificações, por exemplo, poderemos ter um professor de um instituto técnico federal dando aula [“on-line”] para vários presídios”, acrescentou o ministro da Educação. De acordo com ele, os primeiros testes devem ocorrer até o fim de 2018. Os locais serão definidos pelo Ministério da Segurança Pública, que deverá firmar parcerias com as secretarias estaduais de Educação. “Temos certeza de que vamos ter adesão de praticamente todas as unidades da Federação”, disse Soares.

(Fonte: Agência Brasil)

O cineasta Cacá Diegues é eleito para a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras.

O cineasta Carlos José Fontes Diegues, conhecido como Cacá Diegues, foi eleito nessa quinta-feira (30), para ocupar a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras, fundada por Machado de Assis, que pertencia ao também cineasta Nelson Pereira dos Santos, que morreu em abril deste ano. A votação foi feita por escrutínio secreto.

Diegues venceu outros dez candidatos, entre eles, a escritora Conceição Evaristo e o diplomata Pedro Corrêa do Lago. Dos atuais 39 integrantes, apenas cinco são mulheres.

Os demais concorrentes foram Raul de Taunay, Remilson Soares Candeia, Francisco Regis Frota Araújo, Placidino Guerrieri Brigagão, Raquel Naveira, José Itamar Abreu Costa, José Carlos Gentili e Evangelina de Oliveira.

A cadeira 7 da ABL foi ocupada anteriormente por Valentim Magalhães (fundador), que escolheu o poeta baiano Castro Alves como patrono, seguindo-se Euclides da Cunha, Afrânio Peixoto, Afonso Pena Júnior, Hermes Lima, Pontes de Miranda, Dinah Silveira de Queiroz e Sergio Corrêa da Costa.

Fundador do Cinema Novo

Nascido em 19 de maio de 1940, em Maceió, Cacá Diegues é um dos fundadores do Cinema Novo. A maioria dos 18 filmes que realizou foi selecionada por grandes festivais internacionais, como Cannes, Veneza, Berlim, Nova York e Toronto, e exibida comercialmente na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina, o que o torna um dos realizadores brasileiros mais conhecidos no mundo.

Diegues exilou-se na Itália e, depois, na França, após a promulgação do AI-5, em 1969, durante o regime militar. Foi casado com a cantora Nara Leão, da qual se separou em 1977, 12 anos antes de ela morrer. Com Nara, teve dois filhos: Isabel e Francisco. Desde 1981, é casado com a produtora de cinema Renata Almeida Magalhães, com quem teve a filha Flora.

(Fonte: Agência Brasil)

“Vamos abraçar o nosso deputado”. A afirmação é do prefeito de Alto Alegre do Maranhão, Maninho, referindo –se à candidatura à reeleição do deputado federal Juscelino Filho (DEM). A declaração do gestor ocorreu na última sexta-feira (24), durante grande carreata pelas principais ruas da cidade com a participação do governador Flávio Dino e dos candidatos ao Senado Weverton Rocha e Eliziane Gama.

Juscelino Filho agradeceu a confiança depositada pelo grupo político do prefeito e pela população de Alto Alegre. O democrata reforçou que seu objetivo é continuar trabalhando pelos cidadãos da cidade.

“Nós estamos, ao lado do Maninho, trabalhando por essa cidade, ajudando a trazer recursos para diversas áreas como saúde, educação e infraestrutura. Continuaremos juntos trabalhando ainda mais por Alto Alegre. Quero agradecer o apoio do prefeito e do seu grupo para continuarmos trabalhando por Alto Alegre. Vamos juntos até a vitória. Aqui, é o time que ajuda o município”, afirmou o presidente estadual do DEM.

Em seu discurso, Maninho oficializou seu apoio à reeleição do democrata à Câmara Federal e enalteceu todos os benefícios destinados por Juscelino Filho a Alto Alegre do Maranhão em seu primeiro mandato como deputado.

“Eu trabalho muito por essa cidade, mas eu preciso de apoio. E é por isso que eu preciso ter um amigo em Brasília. O Juscelino é um menino jovem, mas muito trabalhador e que abraçou essa região e o nosso município. Estamos com o Juscelino Filho. Vamos abraçar o nosso deputado federal”, garantiu o prefeito.

(Fonte: Assessoria de comunicação)

Com o aumento do uso da internet por adolescentes o compartilhamento de fotos íntimas se tornou um perigo para muitos jovens que não medem os riscos dessa exposição

O crescimento do uso de tecnologias digitais cria preocupações dos próprios usuários com os excessos do tempo gasto com esses dispositivos. Pesquisa realizada nos Estados Unidos apontou que mais da metade dos adolescentes entrevistados (54%) consideram passar muito tempo com o celular. O levantamento foi uma iniciativa do centro de pesquisas Pew Research Center. Foram entrevistados 743 meninos e meninas de 13 a 17 anos e 1.058 pais de diversas regiões do país.

Quase metade dos jovens ouvidos (44%) disse checar o telefone assim que acorda para verificar o recebimento de novas mensagens. Segundo os dados, 28% relataram que agem assim de vez em quando. O tempo navegando em redes sociais foi objeto de preocupação de 41% dos adolescentes consultados. No caso de “videogames”, o percentual caiu para 26%. Do total, 58% comentaram sentir que devem responder a uma mensagem enviada, sendo 18% frequentemente e 40% em alguns momentos.

“Meninos e meninas tiveram percepções diferentes da quantidade de tempo que passaram usando várias tecnologias. Meninas são, de alguma forma, mais prováveis do que meninos de dizer que passam muito tempo em redes sociais (47% a 35%). Em contraste, garotos são quatro vezes mais prováveis de passar muito tempo jogando “videogames” (41% a 11%)”, analisaram os autores.

Mais da metade (56%) dos entrevistados relacionaram a falta de um telefone móvel a sentimentos negativos, como solidão, ansiedade ou raiva. Os índices são maiores no caso de meninas.

Embora a avaliação sobre os hábitos varie por dispositivo, parte importante dos entrevistados informou adotar medidas para reduzir a presença dessas tecnologias em suas vidas. Iniciativas de redução da intensidade do uso foram relatadas por 58% no caso de “videogames”, 57% para as mídias sociais e 52% para celulares.

Pais

Os autores da pesquisa também ouviram pais e mães para saber sobre seus hábitos e como veem o comportamento dos filhos em relação a tecnologias digitais. O índice de avaliação dos entrevistados sobre seus próprios hábitos foi menor tanto no uso excessivo de celulares (36%) quanto de redes sociais (23%). O percentual também foi menor quando questionados se acessam o celular assim que acordam (20%). “Os pais estão, de alguma forma menos preocupados com seu próprio uso da tecnologia do que os filhos estão em relação ao deles”, apontam os autores.

Já ao falar sobre seus filhos, 65% manifestaram preocupação com o tempo gasto pelos adolescentes com dispositivos digitais. Dos homens e mulheres ouvidos, 72% relataram que estes se distraem em uma conversa presencial por estarem de olho no celular, sendo 30% o tempo inteiro e 42% de vez em quando. Em razão dessa preocupação, mais da metade (57%) limitam o tempo que seus filhos podem passar utilizando esses dispositivos.

(Fonte: Agência Brasil)

O deputado federal Juscelino Filho (DEM) recebeu mais uma prova de que seu projeto de reeleição à Câmara Federal está cada vez mais fortalecido. No último sábado (25), o democrata realizou um grande ato político na cidade de Vitorino Freire com a presença do governador Flávio Dino. Centenas de pessoas participaram do “arrastão” que percorreu a cidade e foi finalizado com um comício. O sucesso do evento foi comemorado pelo presidente estadual do DEM, que agradeceu o voto de confiança dos vitorinenses.

“Eu só tenho a dizer muito obrigado pela forma como os vitorinenses sempre acreditaram em nosso trabalho, sempre confiaram em mim, sempre acreditaram na nossa palavra. Trabalhar pelas pessoas é nossa obrigação e é isso que estamos fazendo. Durante o meu mandato, trabalhei por Vitorino Freire e por todos os municípios que me deram um voto de confiança. E é por isso que estamos aqui de cabeça erguida em um palanque formado por pessoas que trabalham pelo nosso Estado”, afirmou Juscelino.

Além do apoio popular, o democrata recebeu aliados em seu ato político. Na disputa pelo Senado, a deputada federal Eliziane Gama e o maior líder político da Região do Pindaré e suplente na chapa do deputado federal Weverton Rocha, Dr. Roberth Bringel, participaram do evento em Vitorino Freire, assim como a candidata à deputada estadual Andreia Rezende.

Outras lideranças da região também marcaram presença no “arrastão” e declararam total apoio ao projeto de reeleição de Juscelino Filho. Os prefeitos Antônio França (Pedreiras), Chico Eduardo (Brejo de Areia), Rodrigo Oliveira (Olho d’Água das Cunhãs), Dulcinha (Satubinha) e Luanna Bringel (Vitorino Freire) participaram do ato político.

Em seu discurso, o governador Flávio Dino reafirmou que está ao lado de Juscelino Filho e garantiu que a reeleição do deputado é “fundamental” para o Maranhão. “Quero continuar ajudando todas as cidades, mas, para isso, precisamos ter uma bancada federal forte de deputados em Brasília. O Juscelino Filho é fundamental para isso. Tenho certeza de que ele terá a maior votação da história aqui em Vitorino Freire”, disse Dino.

Hospital Municipal

Um dos compromissos firmados por Juscelino Filho durante o comício, em Vitorino Freire, foi o da construção e entrega do Hospital Municipal em 2019 com o apoio do governador Flávio Dino. De acordo com o deputado, esse é um sonho antigo do povo vitorinense.

“Vamos realizar esse sonho. Já botei emenda para o hospital, que vai ter tomografia computadorizada, ultrassom, centro cirúrgico para poder atender a nossa população. Vai ter uma ala especifica para maternidade. Isso é a nossa palavra. Essa é a hora de pedirmos mais uma vez o voto de confiança. Quero entrar no coração de cada um que está aqui para que vocês carreguem o 2510 pelos quatro cantos dessa cidade. Quero continuar ajudando o povo de Vitorino”, garantiu o democrata.

(Fonte: Assessoria de comunicação)

Mais de 90% do calor resultante do aumento de gases do efeito estufa foi armazenado nos oceanos, de acordo com uma das conclusões que serão debatidas na cúpula sobre mudança climática de Katowice (Polônia), e que será divulgada no relatório da ONU sobre o estado dos mares.

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (27), em comunicado, pelo pesquisador do Instituto Espanhol de Oceanografia (IEO) Carlos García Soto, que participou da reunião da ONU para o Relatório Mundial sobre o Estado do Meio Ambiente Marinho realizada em Nova York, entre os dias 23 e 24 de agosto.

Entre as consequências de os oceanos absorvererm este calor estão os efeitos na distribuição e sobrevivência dos biomas (por exemplo, os corais), a elevação do nível do mar com consequências para as populações e o desaparecimento progressivo do gelo do Ártico.

As mudanças também afetam a salinidade, criam uma maior estratificação da coluna de água, e, associada a esta última, a desoxigenação de grandes zonas profundas e uma maior acidez provocada pelo dióxido de carbono (CO²).

É um momento "de crise oceânica global em múltiplas frentes cuja solução requer o esforço de todos", disse Soto.

Por isso, segundo o pesquisador do IEO, na reunião da ONU foi designada uma comissão de especialistas para a elaboração do novo relatório periódico do estado do meio ambiente dos oceanos, que deverá estar pronto para julho de 2019.

O relatório periódico representa o mecanismo global da ONU para a vigilância do estado dos oceanos incluindo seus aspectos socioeconômicos de uma maneira sistemática. "Os oceanos não são uma fonte inesgotável de recursos e serviços, e também não têm uma capacidade de carga ilimitada", explicou o pesquisador do IEO.

Soto disse que uma gestão sustentada é a chave para a atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 14, que fala da conservação e uso sustentável dos oceanos.

(Fonte: Agência Brasil)

Um estudo feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) divulgado este ano em um jornal científico reforçou a ligação entre o consumo de álcool e o suicídio. Foram analisados 1,7 mil casos na cidade de São Paulo entre 2011 e 2015 a partir de exames toxicológicos e mais de 30% das vítimas apresentavam diferentes concentrações de teor alcoólico no sangue. Entre os homens, essa porcentagem chegou a 34,7%. A maior parte dos analisados (49%) corresponde a adultos jovens, com idade entre 25 e 44 anos. Dentro dessa faixa etária, mais de 61% apresentavam álcool no sangue.

Desde 2012, a taxa de suicídio em brasileiros de 15 a 29 anos subiu quase 10% de acordo com a edição de 2010 do Mapa da Violência, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda causa mundial de mortes entre pessoas dessa faixa etária - mais de 90% estão ligados a distúrbios mentais.

Segundo o psiquiatra Teng Chei Tung, coordenador dos Serviços de Pronto-Socorro e Interconsultas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, sob efeito do álcool, as pessoas podem apresentar diminuição da capacidade de julgamento, do senso crítico e do autocontrole, assim como tendem a adotar comportamentos agressivos. Esse efeito pode ser ainda maior entre os adolescentes.

“O cérebro do adolescente ainda está em desenvolvimento e os efeitos do álcool são mais nocivos nessa idade, com impacto ainda maior sobre a tomada de decisões e o autocontrole. Estamos falando de uma faixa etária em que o imediatismo é mais evidente e a exposição ao álcool pode ser mais perigosa quando pensamos no risco para o suicídio”, explicou.

De acordo com Tung, é possível desenvolver programas educativos sobre o consumo de drogas e álcool entre os jovens, mas é preciso lembrar que há outros fatores que também merecem atenção como o “bullying” e transtornos psiquiátricos, como a depressão. “É importante lembrar que um transtorno mental como a depressão pode alterar a percepção que o indivíduo tem da realidade. Por isso, os casos de suicídio não devem ser encarados como expressão do livre-arbítrio”.

Campanha digital

No próximo mês, será lançada a campanha digital #SAIADASOMBRA, para contribuir para as atividades educativas da campanha global Setembro Amarelo, que tem como foco o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado no próximo dia 10. A mensagem será lançada em forma de vídeo nas redes sociais com o objetivo de atingir os mais jovens. A campanha é feita em parceria com o Centro de Valorização à Vida (CVV) e o laboratório Pfizer.

"O objetivo, desta vez, é focar nos adolescentes e jovens que apresentam sinais de alerta em relação à depressão e à possibilidade de cometer suicídio num prazo próximo ou mediano. Nossa intenção é alertar, trazer informação e levar as pessoas a poder identificar esses sinais e, em seguida, ajudar, seja pessoalmente ou encaminhando para um profissional adequado", disse o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia.

Segundo ele, as pessoas que têm sinais ou sintomas depressivos têm um sofrimento inerente à doença e à condição clínica pela qual estão passando. "É importante lembrar que as pessoas que têm depressão, de alguma maneira, estão sofrendo e, para algumas delas, a saída para esse sofrimento é o suicídio. Vamos ter isso em mente e reconhecer que há mitos que envolvem a doença".

Correia ressaltou que é necessário ainda eliminar a ideia de que suicídio é uma consequência natural de várias situações na vida da pessoa. "Mais de 90% das pessoas que se suicidaram ou tentaram tem alguma doença envolvida. Não é questão meramente comportamental. Essa é uma das mensagens mais importantes: é uma morte evitável. Essa pessoa que tentou ou cometeu suicídio não precisava ter feito isso se a gente ouvisse, visse e desse atenção", completou.

O presidente do CVV, Robert Paris, destacou que a entidade criou um serviço via “chat” com o intuito de atrair jovens. Segundo ele, a adesão desse público foi rápida. "Um dado que nos chamou muito a atenção é que, no atendimento em geral, cerca de 5% a 10% das pessoas manifestam intenção ou planejamento para o suicídio. Parece pouco, mas se pensarmos que temos 3 milhões de contatos por ano, isso significa um número de pessoas em alto risco e que, felizmente, estão pedindo ajuda de alguma maneira".

Paris disse ainda que entre aqueles de 15 a 29 anos, a taxa dos que mostram planejamento ou intenção para suicídio é de 50%. "O jovem fala abertamente sobre isso. Ele pede ajuda e demonstra seu desespero. O problema é grave, estamos cada vez mais buscando voluntários para atender em todos os nossos meios de apoio, mas especificamente nesse. E buscamos trazer voluntários mais jovens”.

Mudanças bruscas de personalidade, alterações no desempenho escolar ou no trabalho podem ser sinais de que a pessoa sofre de algum transtorno que pode levar ao suicídio. Perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas, isolamento familiar ou social, pessimismo, perda ou ganho inesperado de peso, frequência de comentários autodepreciativos ou sobre morte, ou a doação de pertences que antes o indivíduo valorizava também são sinais que devem ser notados.

(Fonte: Agência Brasil)

Apesar de proibido na maior parte das salas de aula do país, o uso do celular em atividades pedagógicas cresce ano a ano. Mais da metade dos professores dizem que utilizam o celular para desenvolver atividades com os alunos, que podem ser desde pesquisas durante as aulas, até o atendimento aos estudantes fora da escola. O uso não se restringe aos docentes: mais da metade dos estudantes afirmam que utilizaram o celular, a pedido dos professores, para fazer atividades escolares.

A Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Escolas Brasileiras (TIC Educação 2017), divulgada esta semana, mostra que o percentual de professores que utilizam o celular para desenvolver atividades com os alunos passou de 39% em 2015 para 56% em 2017. O aumento aconteceu tanto nas escolas públicas, onde o percentual passou de 36% para 53%, quanto nas particulares, crescendo de 46% para 69%.

Entre os alunos, o uso também aumentou. Em 2016, quando a pergunta foi feita pela primeira vez, 52% disseram já ter usado o aparelho para atividades escolares, a pedido dos professores. No ano passado, esse índice passou para 54%. Entre os alunos de escolas particulares, o percentual se manteve em 60%. Entre os das escolas públicas, aumentou de 51% para 53%.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Daniela Costa, diante da falta de infraestrutura, sobretudo nas escolas públicas, o celular tem sido um importante instrumento de acesso à “internet”. Os dados mostram que 18% dos alunos usuários de “internet” utilizam apenas o celular para acessar a rede nas escolas urbanas – nas escolas públicas, esse índice é 22%, enquanto nas particulares, 2%. Metade dos estudantes de escolas particulares disse ter acesso à “internet” na escola. Entre os estudantes de escolas públicas, esse percentual é 37%.

“Mais de 90% das escolas proíbem o uso de celular na sala de aula. Mas, ainda assim, como a ‘internet’ muitas vezes não funciona, sobretudo nas escolas públicas, utiliza-se o celular”, afirma Daniela.

“Quando pensamos em crianças e adolescentes que fazem a tarefa só com celular, isso é complicado. Aqueles que têm acesso a mais dispositivos possivelmente têm mais oportunidade de conhecimento e aprendizagem”.

De acordo ainda com a pesquisa, 48% dos professores deram aulas expositivas com o auxílio de tecnologias, e 48% solicitaram a realização de trabalhos por esses meios. Outros 40% solicitaram exercícios e 40%, trabalhos em grupos pela “internet”.

Nas escolas rurais, a situação é mais complicada - 36% disseram ter acesso à “internet”, e 48% afirmaram que não há infraestrutura para acesso na região onde a escola está localizada. Em relação ao celular, 48% das escolas usam celulares em atividades administrativas, como acessar programas de gestão escolar ou mesmo para se comunicar com a Secretaria de Educação local, sendo que 42% desses aparelhos são pessoais e não custeados pelas escolas.

Na sala de aula

No Centro de Ensino Médio 01 do Paranoá, escola pública do Distrito Federal, os alunos não têm acesso à “internet” na sala de aula e, de acordo com a orientadora educacional Keila Isabel Ribeiro, a escola segue a Lei Distrital 4.131/2008, que proíbe o uso de celulares em sala tanto em escolas públicas quanto em escolas particulares.

“A escola não oferece ‘internet’ para os alunos. Tem laboratório, mas é pequeno, não atende nem à metade de uma turma nossa, que tem de 45 a 47 alunos. O laboratório acaba sendo usado pelo aluno que precisa fazer alguma pesquisa no turno contrário ao das aulas e para fazer provas de dependência”, diz.

Keila observa que o celular é proibido na sala de aula, mas que cada professor tem autonomia. "Alguns são mais benevolentes, permitem o uso desde que não estejam dando aula, por exemplo. E tem aqueles com tolerância zero". .

A professora de redação Verônica Araújo Leal, do Colégio Madre Carmen Salles, escola privada de Brasília, defende que a “internet” ajuda no aprendizado, mas é preciso ter alguns cuidados. “A gente leva à risca a proibição de uso de celular em sala de aula. Eu mesma, no entanto, abro um parêntese para fazer pesquisa. Eu aviso aos alunos para trazer os aparelhos e delimito um tempo para fazer pesquisa sobre determinada temática”.

O uso, segundo Verônica, é monitorado. “Eles são jovens, adolescentes, não podemos dar autonomia, deixá-los livres, porque ao mesmo tempo em que estão pesquisando, estão conversando na ‘internet’. Tem que verificar, passar entre as carteiras, é preciso estar atento”.

Pesquisa

A pesquisa foi feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

A coleta de dados em escolas localizadas em áreas urbanas ocorreu entre os meses de agosto e dezembro de 2017. Foram entrevistados presencialmente 957 diretores; 909 coordenadores pedagógicos; 1.810 professores de língua portuguesa, de matemática e que lecionam múltiplas disciplinas (anos iniciais do ensino fundamental); 10.866 alunos de 5º e 9º ano do ensino fundamental e 2º ano do ensino médio.

A partir de 2017, a pesquisa TIC Educação passou a coletar dados relativos a escolas localizadas em áreas rurais. Foram entrevistados pelo telefone e presencialmente 1.481 diretores ou responsáveis pela escola.

(Fonte: Agência Brasil)

Um debate sobre temas relacionados à inclusão e à oferta de uma educação de qualidade para a comunidade surda, principalmente dentro de uma política de educação bilíngue. Este foi o tema da reunião entre o ministro da Educação, Rossieli Soares, e representantes da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis), nessa quinta-feira (23), na sede do Ministério da Educação, em Brasília.

“A Feneis precisa estar junto conosco nesse debate. Nós não temos ainda a minuta pronta para a divulgação da Política e temos ouvido muito. Não só vocês desejam participar mais das discussões, mas nós precisamos que vocês participem, com muito mais voz”, afirmou Rossieli Soares.

Na avaliação do diretor de Políticas Educacionais e Linguísticas da Feneis, André Reichert, o encontro serviu para que eles tivessem um espaço democrático onde todas as questões relacionadas à educação plena e à acessibilidade das pessoas surdas pudessem ser garantidas. “A inclusão tem alguns ajustes necessários, que ainda não ratificam uma educação plena. Então, temos uma série de ações e políticas que precisam ser incluídas dentro dessa questão social e educacional”, explicou André Reichert.

As pessoas surdas usuárias da Língua Brasileira de Sinais (Libras) desejam uma educação em duas línguas, a de sinais, que é a sua primeira língua, e a língua portuguesa, como segunda opção, na modalidade escrita. “O que nós queremos construir junto com o MEC é uma escola bilíngue, priorizando essa discussão sobre o que significa realmente o bilinguismo e o acesso a uma educação plena”, reforçou André Reichert. “Se todas as pessoas que são ouvintes podem acessar a educação na sua língua, da mesma forma, nós gostaríamos que a comunidade surda tivesse a opção de não somente a inclusão, mas que elas pudessem ser educadas na sua língua de instrução”.

Para a diretora de Políticas de Educação Especial da Secadi, Patrícia Neves Raposo, o que se quer é assegurar que a educação bilíngue para surdos seja garantida. “Essa reunião é importante, especialmente para a Feneis, que reivindica ações relacionadas ao MEC e que se dirigem principalmente à educação bilíngue”, afirmou Patrícia Raposo. “Nós, aqui no MEC, entendemos que as pessoas surdas usuárias da Língua Brasileira de Sinais desejam essa educação em duas línguas, na sua língua materna, a língua dos sinais, e na língua portuguesa, como segunda língua, na modalidade escrita”, completou a diretora da Secadi, lembrando que isso vai atendê-los da maneira mais adequada ao seu desenvolvimento escolar e também pessoal e profissional.

Feneis

A federação é uma instituição fundada em 1987, no Rio de Janeiro, tendo por finalidade a defesa de políticas linguísticas, educação, cultura, saúde e assistência social em favor da comunidade surda brasileira, bem como a defesa de seus direitos. É filiada à Federação Mundial dos Surdos (WFD), conta com uma rede de seis administrações regionais, e suas atividades foram reconhecidas como de utilidade pública federal, estadual e municipal.

Uma de suas principais bandeiras é o reconhecimento da cultura surda, por meio da propagação da língua de sinais. Hoje, a federação atende surdos, pessoas com perda auditiva, professores de Libras, pesquisadores, parentes de surdos, instituições, organizações governamentais e não-governamentais, profissionais da área, entre outras.

(Fonte: MEC)

Se em tempos atrás a matemática era o conteúdo mais temido por alunos das redes de ensino, hoje a língua portuguesa pode ser o mais novo líder do “ranking”. E isso já impacta nas grandes provas nacionais, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O “Salto para o Futuro” desta quarta-feira, 20h, aborda os desafios do aprendizado do idioma brasileiro e os motivos pelos quais ele se tornou um bicho de sete cabeças para os estudantes.

De acordo com dados do Enem 2017, dos seis milhões de candidatos, 300 mil tiraram nota zero na redação e somente 53 conquistaram a nota máxima na prova. Para um dos convidados do programa e professor de língua portuguesa da rede pública e privada Felipe Moraes, a habilidade de construir um bom texto não está atrelada apenas a interpretação de textos, mas também a outros problemas. “A ausência de leitura e o ensino descontextualizado tem dificultado a aquisição da língua. Quando o aluno aprende o conteúdo e vai para o texto, ele não consegue fazer a relação da regra com a estrutura textual”, analisa o especialista.

Outro convidado do debate é Romulo Bolivar, também professor de língua portuguesa e apresentador do programa “Como se Escreve”, da TV Escola. O especialista acredita que a tecnologia não atrapalha o aprendizado do aluno. “É um mito que a rede social emburrece o aluno”. Para ele, é preciso que os estudantes saibam separar os ambientes linguísticos, e a escola tem um papel fundamental nisso. “Essa é a reflexão que a escola tem que fazer o aluno entender: que a linguagem da escola é mais formal e ela não existe para substituir a da ‘internet’”.

Comandado por Bárbara Pereira e Murilo Ribeiro, o “Salto para o Futuro” vai ao ar todas as quartas-feiras, na TV Escola, às 20h. É possível assistir também pelo canal no YouTube da emissora, pelo portal oficial ou pelo aplicativo disponível nas lojas virtuais.

(Fonte: MEC)