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LITERATURA MARANHENSE: Imperatriz do Brasil – e do mundo*

O BLOG DO PAUTAR está de volta com o projeto Literatura Maranhense, que tem o objetivo principal de despertar o interesse pela leitura de textos de escritores da nossa terra. Aproveite... Boa leitura!

(Para o livro “Imperatriz do Brasil”, do fotógrafo maranhense Brawny Meireles)

Um rosto tem quem o maquie. Um rio tem quem o navegue. Deus tem quem O louve. Um diabo tem quem o carregue.

Uma rota tem quem a trace. Um rumo tem quem o siga. Uma rua tem quem a percorra. Uma vitória tem quem a consiga.

Uma montanha tem quem a escale. Uma árvore tem quem suba nela. Uma página tem alguém para lê-la. Uma margem faz par com sua paralela.

Um barulho tem quem o silencie. Um silêncio tem quem o escute. Um morrer tem quem o pranteie. A vida e o amor – ah! – tem quem os desfrute.

***

Para um fotógrafo, uma cidade é um espelho de seu olhar. Particular.

Toda fotografia de cidade é um rosto dela. Faces e facetas de uma mesma cara. Onde a imagem mostra um rio, vemos-lhe rosto – ou resto – de ci(vili)dade.

O olhar – particular – do fotógrafo é o encompridamento, prolongamento, da sensibilidade de quem, emocional, ama. De quem, profissional, documenta.

O olhar do fotógrafo se arria pelo rio, se arrua pelas ruas, se praceia pelas praças, se enviela pelos becos, se atravessa pelas travessas e, meio ave em sua lida, avoeja em meio à avenida.

O olhar do fotógrafo se arvora em árvores, se campeia pelos campos, se dobra em esquinas, se engancha pelas beiradas, se acriança e se menina entre crianças e meninos, se alua com a lua e sola um solo ao sol.

Quando se revela em imagens, o olhar – particular – do fotógrafo Brawny Meireles é aquela mistura fina de poesia e profissionalismo, sensibilidade e técnica, natureza e naturismo, humanidade e humanismo.

E quando o motivo de sua arte e paixão é Imperatriz, impera por um triz a dúvida: É o fotógrafo quem revela a cidade ou é a cidade que revela o fotógrafo?

Com a obra – obra de arte – “Imperatriz do Brasil”, Brawny Meireles, mais uma vez (não bastassem os postais e os jornais, o saite e o achega-te), mais uma vez Brawny Meireles mostra, retrata, revela Imperatriz, do Brasil e do mundo, para o Brasil e para o mundo.

* EDMILSON SANCHES

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