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Morreu, na noite dessa sexta-feira (5), o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, aos 91 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.

Quinto ocupante da Cadeira nº 3 da Academia Brasileira de Letras (ABL), foi eleito em 23 de março de 2000 e tomou posse em 31 de maio do mesmo ano.

Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926. Começou a carreira em 1952 como redator da Rádio Jornal do Brasil. Também passou pelas redações do Correio da Manhã, da Folha de S. Paulo e da rádio CBN.

Como escritor, ganhou três prêmios Jabuti pelos romances Quase Memória, A Casa do Poeta Trágico e Romance sem Palavras.

Segundo a ABL, com o golpe militar de 1964, foi preso várias vezes e passou um período na Europa e em Cuba. Cony deixou esposa e três filhos.

Cony foi internado no dia 26 de dezembro por problemas gástricos. Ele morreu por falência múltipla dos órgãos devido a complicações decorrentes de uma cirurgia a que foi submetido no dia 1º.

(Fonte: Agência Brasil)

O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) terá R$ 14,05 bilhões de complementação da União garantidos para 2018. A complementação está preservada com ganhos em relação a 2017. “Na nossa gestão à frente do MEC, entre 2016 e 2018, aumentamos em R$ 1,5 bilhão a complementação do Fundeb”, afirmou o ministro da Educação, Mendonça Filho. A verba complementar está prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018.

O valor de R$ 14,05 bilhões é maior que a estimativa de receita dos Fundos, publicada na Portaria Interministerial MEC/MF nº 10, de 28 de dezembro de 2017, que previa o montante de R$ 13,6 bilhões de verba complementar. A atual gestão reajustou o repasse da complementação devida pela União aos Estados e municípios e antecipou o fluxo do pagamento da Complementação ao Piso em quatro meses em 2016, além de assumir parcelas mensais a partir de 2017.

Na atual gestão, considerando os períodos de 2016, 2017 e 2018, a complementação do Fundeb aumentou R$ 1,5 bilhão – de R$ 12,54 bilhões em 2016 para R$ 13,9 bilhões em 2017 e R$ 14,05 bilhões este ano de 2018. Por Lei, a complementação da União é de 10% das receitas estaduais projetadas para o ano. A memória de cálculo do valor previsto na Lei Orçamentária Anual de 2018 considerou as receitas estaduais de 2018 projetadas a partir da arrecadação/projeção de 2017, levando-se em conta o realizado até junho, e receitas federais constantes do PLOA 2018, um montante de R$ 140,5 bilhões – recursos do Fundeb.

A União repassa a complementação aos Estados e respectivos municípios que não alcançam com a própria arrecadação o valor mínimo nacional por aluno, estabelecido a cada ano. O Fundeb é a principal fonte de financiamento da educação básica pública e é composto por percentuais de diversos impostos e transferências constitucionais, a exemplo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

(Fonte: MEC)

Comemorado em 4 de janeiro, o Dia Mundial do Braille é dedicado à reflexão sobre a importância de mecanismos que favoreçam o desenvolvimento das pessoas cegas ou com baixa visão. O sistema Braille de escrita e leitura foi criado há cerca de 200 anos na França. No Brasil, chegou por meio de José Álvares de Azevedo, que aprendeu a técnica ainda criança e se dedicou a disseminá-la, com apoio do Imperial Instituto de Meninos Cegos, hoje Instituto Benjamin Constant (IBC), no Rio de Janeiro.

Para a diretora de políticas de educação especial do Ministério da Educação, Patrícia Raposo, o Sistema Braille é importante porque possibilita às pessoas com deficiência visual escrever e ler. “E sabemos que isso é importante para qualquer aluno, pois dá acesso à informação através da comunicação escrita em todo o mundo”, salienta ela.

O Ministério da Educação tem se preocupado e cuidado para que a inclusão dessa parcela da população seja prioridade. Por meio da Diretoria de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), desenvolve vários programas para atender as pessoas cegas ou com baixa visão.

Exemplo disso é o programa Livro Acessível, que, em parceria com o Instituto Benjamin Constant, oferece livros didáticos e paradidáticos em Braille para alunos cegos e com deficiência visual matriculados na educação básica. Esse programa faz parte do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e tem como objetivo fornecer, em Braille, os mesmos livros utilizados pelos demais alunos. Em 2016 e 2017, foram distribuídas cerca de 3.000 obras.

Além disso, a Comissão Brasileira do Braille (CBB) do MEC acompanha e atualiza o uso e aplicação do Sistema Braille no Brasil em todas as áreas do conhecimento. Recentemente, o MEC e a CBB publicaram a Grafia Química Braille para Uso no Brasil, que atenderá alunos e profissionais da educação básica e superior. Agora, a comissão trabalha na revisão da Grafia Braille para Língua Portuguesa e das normas técnicas para produção de textos em Braille.

Patrícia Raposo enumerou algumas conquistas dos jovens com deficiência visual, como o maior número de vagas nas escolas, com o apoio de recursos humanos e materiais. Ela lembrou que o edital do Programa Nacional do Livro Didático deste ano já saiu com a normativa que estabelece que todas as editoras participantes devem publicar os livros em formato acessível. “Isso é um avanço muito grande, porque desse formato acessível nós conseguiremos atender alunos cegos e com baixa visão”, conclui ela.

Ela cita também as cotas para pessoas com deficiência visual nas universidades e institutos federais de ensino, que já são uma realidade desde 2017.

Um dos desafios, agora, revela Patrícia Raposo, é melhorar a participação e aprendizagem, permitindo que os alunos tenham uma trajetória escolar e que sigam para a educação superior. “Já existe um número importante de pessoas no ensino superior, mas ainda é menor do que a população geral”, finalizou.

Data

A celebração do Dia Mundial do Braille presta homenagem ao nascimento de Louis Braille, criador do sistema de leitura e escrita usado por milhões de pessoas cegas e com deficiência visual em todo o mundo. Louis Braille ficou cego aos 3 anos de idade e, aos 20 anos, conseguiu formar um sistema com diferentes combinações de 1 a 6 pontos em relevo, que se alastrou pelo mundo e hoje é usado como forma oficial de escrita e de leitura das pessoas cegas.

O Braille é composto por 63 sinais, gravados em relevo. Esses sinais são combinados em duas filas verticais com 3 pontos cada uma. A leitura se faz da esquerda para a direita.

Carta

A União Mundial dos Cegos (UMC) divulgou uma carta em que explica que a data dá a oportunidade de aumentar a conscientização sobre os problemas enfrentados pelas pessoas cegas e a importância de continuar a produzir obras em relevo, para proporcionar-lhes as mesmas oportunidades de ler e aprender que têm os que podem ver.

A entidade concorda que os países devem dar um novo impulso a esse sistema, agora que muitos dos fatores técnicos e econômicos que o tornaram de alto custo e de difícil produção foram superados. Durante este ano, a UMC tentará garantir também o futuro da música Braille, adotando uma abordagem muito mais cooperativa para sua produção e catalogação.

A UMC é uma organização global que representa um total estimado em 253 milhões de pessoas cegas ou com deficiência visual no mundo. Os seus integrantes são entidades de pessoas cegas que reivindicam ¬– em seu próprio nome – seus direitos e as instituições que prestam serviços a eles em mais de 190 países, bem como organizações internacionais que trabalham no campo da deficiência visual.

Apesar do aumento maciço de recursos de áudio transmitidos pela internet, o Braille continua sendo o principal meio de alfabetização para pessoas cegas e sabe-se que seu uso proporciona um aumento significativo nas oportunidades de emprego.

(Fonte: MEC)

Um estudo organizado pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com base em dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2015, mostra que o Brasil tem a segunda pior conectividade nas escolas entre os países que participaram do levantamento.

Segundo a análise, 28,3% dos estudantes do Brasil afirmaram que têm acesso a computadores com internet nas escolas. A porcentagem perde apenas para a República Dominicana, com 28,18%. A média de conexão dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é de 55,9%.

Ao fazer o Pisa, os estudantes respondem a perguntas sobre a existência e o uso de computadores nas escolas, além do acesso à internet. Quando perguntados se a escola tem computadores, 20,19% dos alunos responderam que a escola possui o equipamento, mas ele não utiliza. Outros 28,69% disseram que usam o computador e 26,48% responderam que a escola não tem o equipamento.

Outro dado apontado pela pesquisa é que os estudantes utilizam a internet mais fora do que dentro da escola. No Brasil, 37,65% dos estudantes dizem que não usam a internet na escola. No entanto, o questionário mostra que, fora de casa, 6,6% dos alunos não acessam a rede mundial de computadores durante a semana, e a maior parte (25,89%) acessa a internet mais de 6 horas por dia. Quando analisada a conexão sem fio, a porcentagem de estudantes brasileiros que afirmam usá-la na escola chega a 29,21%, mas o país aparece no ranking com a quinta menor porcentagem entre os países analisados.

“Pela internet, é possível acessar informações, notícias, serviços. Alunos que não têm acesso a esse tipo de infraestrutura não estão sendo educados a usá-la de forma cidadã”, diz o coordenador de Políticas Educacionais da Fundação Lemann, Lucas Rocha.

Pisa

O Pisa avalia estudantes em relação a conteúdos de matemática, português e ciências. É aplicado a estudantes de 15 anos de idade dos 35 países-membros da OCDE e 35 nações parceiras da organização, como o Brasil. Em 2015, foi aplicado a 540 mil estudantes que, por amostragem, representam os 29 milhões de estudantes.

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep), participaram 23.141 estudantes de 841 escolas.

Política de educação conectada

Em novembro, o governo lançou a Política de Inovação Educação Conectada, com o objetivo de universalizar o acesso à internet de alta velocidade nas escolas, a formação de professores para práticas pedagógicas mediadas pelas novas tecnologias e o uso de conteúdos educacionais digitais em sala.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), mais de 50% dos municípios brasileiros já aderiram à política. A meta é que, até o fim de 2018, 22,4 mil escolas, urbanas e rurais, recebam conexão de alta velocidade. O processo será concluído em todas as demais escolas públicas até 2024.

Durante a fase de indução da ação, até o fim de 2018, o MEC deve investir R$ 271 milhões, especialmente em ações para melhoria da infraestrutura e conexão das escolas, o que inclui a ampliação da rede terrestre de banda larga, serviços de conectividade, infraestrutura de wi-fi, compra de dispositivos e aquisição de um satélite que vai levar internet a escolas da zona rural.

(Fonte: Agência Brasil)

Todo o mundo tem dúvida, inclusive você. – Prof. Édison Oliveira
Ano novo ou Ano-novo?
Talvez você nunca tenha recebido um cartão de Ano-novo certinho. Eu, pelo menos, nunca tive essa satisfação. A verdade é que Ano-novo (o ano entrante; o próximo ano; a meia-noite do dia 31 de dezembro) deve ser grafado com hífen.
Trata-se de uma figuração, e o tracinho serve para sugeri-lo. Os bons dicionários e o próprio Vocabulário da Academia Brasileira de Letras estão aí para confirmar

Manual de Redação e EstiloFundação Assis Chateaubriand
Ano-novo – Escreve-se com inicial minúscula: Feliz ano-novo. Plural: anos-novos.

Corrija-se! de A a Z – Luiz Antonio Sacconi
ano-novo com minúsculas?
Sim, sempre com minúsculas, embora muita gente continue escrevendo “Ano Novo”. Por isso, caro leitor, amigo, precate-se contra aqueles que, no fim do ano, desejam-lhe Feliz “Ano Novo”!

Dicionário erros correntes da língua portuguesa – João Bosco Medeiros e Adilson Gobbes
Ano-novo: Ano-bom. Com hífen Plural: anos-novos.

Não erre mais! (português agradável e descomplicado) – Luiz Antonio Sacconi
Bom Ano Novo a todos!
Desejo malfeito: tanto ano-novo quanto ano-bom se escrevem com hífen e com iniciais minúsculas. Por isso, o desejo sincero só pode vir desta forma: Bom ano-novo a todos!
A edição 1.785 da Veja trouxe à pág. 50: Fumar menos está entre suas promessas para 2003? Bem, é melhor rever seus planos para o “ ano novo”
No site da Folha de S.Paulo: Feriado do “Ano Novo” deixa 109 mortos em estradas federais. Ué! e os manuais de redação?!
Num dicionário (aquele) se lê, na definição de réveillon: ceia da noite de “Ano-Novo”. (Por que as iniciais maiúsculas, se assim nem o próprio dicionarista registra?).

O português do dia a dia (como falar e escrever melhor) – Prof. Sérgio Nogueira
ANO-NOVO ≠ ANO NOVO
Ano-Novo ou ano-novo refere-se à virada do ano, à festa de entrada. Ano novo é o novo ano, refere-se à totalidade do ano novo: “Feliz Ano-Novo e próspero ano novo”.

Ano-novo
Você sabia que a palavra Ano-novo pode significar duas coisas: a primeira delas é que pode ser sinônima de “Réveillon”, ou seja, o primeiro dia do ano. Para esse caso, escreve-se com hífen “Ano-novo”. O segundo significado é novo ano, ou seja, o ano inteiro. Para esse caso, escreve-se sem hífen!

Redação Forense e elementos da gramática – Eduardo de Moraes Sabbag
Ele agiu com sangue-frio no ano-novo.
Devemos tomar cautela com vocábulos que comportam duplo sentido: um sentido real (sem hífen) e um sentido figurado (com hífen).
Se queremos afirmar que o sangue está frio, usaremos “sangue frio”, sem hífen. No entanto, se pretendemos nos referir à calma, utilizaremos o termo “sangue-frio”, com hífen.
Da mesma forma, distinga-se “cachorro-quente” (sanduíche) de “cachorro quente” (= animal aquecido); entre outras expressões.
Nesse rumo, é imperioso ressaltar que a expressão designativa da meia-noite do dia 31 de dezembro, isto é, do ano entrante é o substantivo masculino “Ano-novo”, com hífen. Tal ortografia recebe a chancela de bons dicionários e do próprio Volp (plural: anos-novos), para Volp 2009).
Portanto, podemos falar à vontade: “Feliz Natal e próspero Ano-novo!”.

Acrescentando...
DICIONÁRIO “AURÉLIO”
ano-novo
Substantivo masculino.
1. O próximo ano; o ano entrante: “Estamos com sono, vamos dormir. Damos boa noite, bom ano-novo, eu abraço meu tio.” (Ricardo Ramos, Matar um Homem, p. 168.) 2. A meia-noite do dia 31 de dezembro; ano-bom. 3. O dia 1o de janeiro; ano-bom. [Pl.: anos-novos.]

DICIONÁRIO “CALDAS AULETE”
ano-novo (a.no-no.vo) [ô]
sm.
1 Ano que começa 2 Dia 1º de janeiro; ANO-BOM. [Pl.: anos-novos [ó].]

DICIONÁRIO “HOUAISS”
ano-novo
Acepções
■ substantivo masculino
1 ano entrante 2 meia-noite do dia 31 de dezembro; ano-bom 3 dia primeiro de janeiro; ano-bom

Gramática
pl.: anos-novos

Volp 5ª Edução 2009
ano-novo s.m.; pl. anos-novos

Manual de Redação e Estilo – jornal O Estado de S.Paulo
Réveillon
Inicial minúscula e acento: Ia participar da festa do réveillon.

Manual da Redação – jornal Folha de S.Paulo
Réveillon
Use Réveillon ou Ano Novo.

Dicionário de dificuldades da língua portuguesa – Domingos Paschoal Cegalla
Réveillon
S.m. Palavra francesa que se pronuncia reveion e que designa a festa com baile e ceia na noite que antecede o ano-novo. Como todo estrangeirismo não aportuguesado, deve ser escrito com tipo itálico (grifo).

1001 dúvidas de português – José de Nicola e Ernani Terra
Grafia de estrangeirismos
Na grafia de palavras estrangeiras, devemos obedecer às regras de grafia e acentuação do idioma originário do vocábulo estrangeiro. Sempre procurando marcá-lo por meio de aspas nos textos manuscritos ou datilografados e com destaque nos textos impressos. Assim, devemos grafar:
[...] réveillon (francês)

Tira-dúvidas de português de A a Z – Alpheu Tersariol
[...]
197. Qual o plural de réveillon?
Resposta: Sabemos que réveillon é a festa de passagem de ano. É uma palavra francesa e sua pronúncia é”reveiõm”. Sua inicial é minúscula e seu plural é “réveillons”.

Dicionário de dúvidas, dificuldades e curiosidades da língua portuguesa – Luiz Antonio Sacconi
réveillon
O Vocabulário Oficial já registra o aportuguesamento de flamboyant, soutien e peignoir, mas ainda não se dignou fazê-lo em relação a réveillon. Os brasileiros bem que mereciam melhor reveiom...

Acrescentando...
DICIONÁRIO “AURÉLIO”
Réveillon [Fr.]
Substantivo masculino.
1. Festa com baile e ceia na véspera do ano-bom.

DICIONÁRIO “CALDAS AULETE”
Réveillon (Fr. /reveiôn/)
sm.
1 Reunião e ceia festiva na passagem do ano.

DICIONÁRIO “HOUAISS”
Réveillon
Acepções
■ substantivo masculino
1 ceia da noite de Ano-Novo 2 conjunto de festejos que costuma acompanhar a ceia e a passagem do ano 3 Derivação: por extensão de sentido: véspera do Ano-Novo
Ex.: viajarás no r.?

Etimologia
fr. réveillon (1531) 'pequena refeição, feita à noite, com companhia', (1750) 'espécie de divertimento que se faz na França após a missa de meia-noite', der. de réveiller 'acordar'

Gramática
pl.: réveillons (fr.)

DICIONÁRIO “MICHAELIS”
Réveillon ré.veil.lon
(reveiõ) sm (fr) Ceia com baile para festejar a entrada do novo ano.

Volp 5ª Edição 2009
Réveillon s.m. fr. Estrangeira

O ministro da Educação, Mendonça Filho, assinou, nesta quinta-feira (28), a portaria que estabelece um aumento de 6,81% para o piso salarial dos professores para 2018. O reajuste anunciado segue a Lei do Piso, que estabelece a atualização anual do piso nacional do magistério, sempre a partir de janeiro.

Segundo o MEC, por estar acima do índice de inflação previsto para este ano, o piso nacional do magistério terá um ganho real de 3,9% e um salário de R$ 2.455,35, para jornada de 40 horas semanais. Nos últimos dois anos, os professores tiveram um ganho real de 5,22%, o que corresponde a R$ 124,96, de acordo com a pasta.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, o percentual está dentro do esperado, pois foi calculado de acordo com o mecanismo já utilizado nos últimos anos.

No entanto, ele alerta para o fato de que faltam dois anos para o cumprimento da meta 17 do Plano Nacional de Educação, que estabelece que até 2020 o salário médio dos professores deve ser equiparado com o salário médio de outras profissões. “Vai precisar de um esforço maior do MEC, junto com Estados e municípios para que essa meta seja alcançada até 2020”, disse Araújo à Agência Brasil.

O piso salarial dos docentes é reajustado anualmente, seguindo as regras da Lei 11.738/2008, a chamada Lei do Piso, que define o mínimo a ser pago a profissionais em início de carreira, com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. O critério adotado para o reajuste desde 2009 tem como referência o índice de crescimento do valor mínimo por aluno ao ano do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

(Fonte: Agência Brasil)

O principal acontecimento de 2017 na área de educação ocorreu no último mês do ano: a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O documento que servirá como referência para a formulação dos currículos dos sistemas e das redes escolares estaduais e municipais foi cercado de polêmicas durante todo o ano.

A terceira versão da BNCC foi entregue em abril pelo Ministério da Educação (MEC) ao Conselho Nacional da Educação (CNE) e passou por diversas modificações, após o recebimento de propostas e a realização de audiências públicas. Questões como identidade de gênero, ensino religioso e antecipação do prazo para a alfabetização das crianças foram os principais pontos debatidos pela sociedade.

Ao homologar a nova Base, o governo decidiu que ainda vai esperar a publicação da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a oferta de ensino religioso nas escolas para definir como ficará essa questão. Em setembro, o STF autorizou o ensino religioso de natureza confessional nas escolas públicas, ou seja, as aulas podem seguir os ensinamentos de uma religião específica.

O MEC também anunciou que irá destinar R$ 100 milhões no orçamento do ano que vem para apoio técnico e financeiro para o início das ações de criação da BNCC, em parcerias com Estados e municípios.

Fies

Em julho, as regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foram alteradas e começam a valer em 2018. Após passar pela aprovação do Congresso Nacional, o Novo Fies, como foi chamado, foi sancionado pelo presidente Michel Temer em dezembro.

Uma das principais mudanças é a oferta de 100 mil vagas a juro zero para estudantes de baixa renda. As demais vagas terão juros variáveis de acordo com o banco onde for fechado o financiamento. Ficou estabelecido também o fim do prazo de carência de 18 meses, após a conclusão do curso, para que o estudante comece a pagar o financiamento.

O Novo Fies apresenta três modalidades. Na primeira, serão ofertadas 100 mil vagas a juro zero para estudantes com renda familiar per capita mensal de até três salários mínimos. Os recursos para esse financiamento virão da União. As outras duas modalidades serão destinadas a estudantes com renda per capita mensal de até cinco salários mínimos.

Enem

Em 2017, pela primeira vez, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi realizado em dois domingos seguidos. Antes, a prova era aplicada em um único fim de semana, sábado e domingo, o que prejudicava a aplicação para seguidores de religiões que guardam o sábado. As provas também foram organizadas por áreas de conhecimento.

O índice de candidatos que faltaram às provas foi de 29,8% no primeiro dia e de 32% no segundo dia. O ministro da Educação, Mendonça Filho, classificou esta edição como a mais tranquila aplicação do Enem nos últimos anos, com pouquíssimas ocorrências. O Boletim de Desempenho, que traz as notas individuais dos participantes, deverá ser disponibilizado só em 19 de janeiro de 2018.

Antes da aplicação do Enem, uma decisão da Justiça impediu a anulação de provas de candidatos que desrespeitassem os direitos humanos na redação.

O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal, e a presidente Cármen Lúcia decidiu manter a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

O tema da redação deste ano foi os desafios para formação educacional de surdos no Brasil.

Universidades

Durante todo o ano, as universidades federais enfrentaram problemas de falta de verbas e do contingenciamento de recursos feito pelo governo federal. Em agosto, o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Emmanuel Tourinho, chegou a dizer que os valores de custeio previstos para este ano não seriam suficientes para as despesas regulares com energia, vigilância, limpeza, bolsas para os alunos de baixa renda e serviços de manutenção das instalações.

Por causa das dificuldades, o MEC anunciou um aumento no limite de empenho para custeio e investimento de todas as universidades e institutos federais e, no final do ano, a pasta garantiu a liberação de 100% do custeio para a rede federal de ensino.

(Fonte: Agência Brasil)

O número de alunos matriculados em escolas públicas no ensino fundamental e no ensino médio em 2017 caiu, mas houve aumento nas matrículas de creches e pré-escola, bem como na educação especial. Os dados são do Censo Escolar da Educação Básica 2017, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Este ano, segundo o levantamento, o total de alunos matriculados no ensino fundamental em escolas públicas foi de 22,05 milhões, o que representa uma queda de 1,62% em relação a 2016. No ensino médio, foram 6,68 milhões em 2017, queda foi de 2,85% na comparação com o ano passado.

O número de alunos matriculados em creches da rede pública subiu 6,8%, chegando a 2,2 milhões. Na pré-escola, também houve aumento no número de alunos matriculados, com um total de 3,87 milhões e crescimento de 2,64% em relação a 2016. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) registrou um aumento de 4,1%, com 2,92 milhões estudantes matriculados em 2017.

Em todas as etapas, o total de matrículas na rede pública este ano chegou a 37,75 milhões, leve redução de 0,5% na comparação com 2016. Na educação especial, voltada para o atendimento de alunos com necessidades especiais, foi registrado aumento no número de matriculas em todos os segmentos.

Censo

O levantamento do Inep detalha o número de matrículas iniciais na educação básica das redes públicas municipal e estadual de ensino, que abrangem a creche, pré-escola, os ensinos fundamental e médio, a EJA e a educação especial. Os dados incluem as áreas urbana e rural e a educação em tempo parcial e integral.

A segunda etapa do Censo Escolar 2017 terá início no próximo mês, quando serão coletados os dados sobre o rendimento e o movimento escolar dos alunos.

O Censo Escolar é feito anualmente, sob coordenação do Inep. Segundo o órgão, a ferramenta é indispensável para que os atores educacionais possam compreender a situação educacional do país, das unidades federativas, dos municípios e do Distrito Federal, bem como das escolas e, com isso, acompanhar a efetividade das políticas públicas.

(Fonte: Agência Brasil)

Manual de Redação e Estilo – jornal O Estado de S.Paulo
Papai Noel
Tem plural: Havia dois Papais Noéis na loja.

Dicas da Dad: português com humor – Dad Squarisi
Dois jeitinhos
O Natal vem aí. Faltam poucos dias para a festança. O corre-corre já começou. A lista de presentes, visitas, cartões não tem fim. É um deus nos acuda. Nada pode faltar. Ninguém deve ficar de fora. (...) atenta às apreensões dos leitores, dá duas sugestões. Uma: caia fora. Fuja do estresse. Só volte quando o último pisca-pisca estiver apagado.
A outra: entre na onda. Distribua sorrisos, dê lembrancinhas, telefone aos amigos, deseje Natal aos conhecidos e desconhecidos. Sobretudo, esteja atento aos requintes da língua. Nada de deslizes. O menino Jesus é bonzinho. Mas é filho de Deus. Perfeição é seu vício. Valem algumas dicas.
[...]

Dica 2
(Papai Noel x papai-noel)
Papai Noel é o bom velhinho. O nome vem do francês Père Noël. Significa Pai Natal. Generoso, o gordinho de barbas brancas e roupas vermelhas distribui brinquedos pra garotada e presentes para todos. Ele tem um filhote. É papai-noel. Assim, com hífen e letra minúscula. Quer dizer presente de Natal: O que você quer de papai-noel? Ainda não comprei seu papai-noel. Para completar minha lista, preciso de mais três papais-noéis.
[...]

Tirando dúvidas de português – Odilon Soares Leme
[...]
o papai-noel: os papais-noéis; os papais-noel

Tirando dúvidas de português de A a Z – Alpheu Tersariol
[...]
172. Qual o plural de Papai Noel?
Resposta: É Papais Noéis. Exemplo: Havia dois Papais Noéis na noite de Natal.

Corrija-se! de A a Z – Luiz Antonio Sacconi
Papai Noel e papai-noel qual a diferença?
Papai Noel é a lendária personagem, representada por um velhinho de barbas brancas, que na noite de Natal traz num grande saco presentes para todas as crianças do mundo, principalmente as boazinhas e obedientes: Ela tem trinta anos e ainda acredita em Papai Noel! Em sentido figurado, é a figura fantasiada dessa personagem ou figura que representa esse velhinho: No Natal, abundam os Papais Noéis nos shopping centers da cidade. Ela bordou muitos Papais Noéis na toalha da filha.
papai-noel é presente de Natal: Ganhaste muitos papais-noéis ano passado?

Dicionário de dificuldades da língua portuguesa – Domingos Paschoal Cegalla
Papai Noel, papai noel
1. Papai Noel (com iniciais maiúsculas). Personagem lendário que, na noite de Natal, traz presentes para as crianças.
2. papai noel. Tratando-se do personagem fantasiado de Papai Noel, seria preferível grafar com iniciais minúsculas: Havia um papai noel na entrada da loja. (Pl.: papais noéis)

Não nos parece correto usar maiúsculas nesta acepção, como se costuma praticar.

Acrescentando...
DICIONÁRIO “AURÉLIO”
Papai Noel [Do fr. Père Noël; literalmente, ‘Pai Natal’.]
1. Personagem lendária, representada por um velho de barbas brancas e roupas vermelhas que, na noite de Natal, distribui brinquedos e presentes. 2. Indivíduo fantasiado de Papai Noel. [Cf., nessas acepç., papai-noel.]

papai-noel [De Papai Noel.]
Substantivo masculino.
1. Presente de Natal. [Cf. Papai Noel. Pl.: papais-noéis.]

DICIONÁRIO “HOUAISS”
PAPAI-NOEL
 substantivo masculino
presente natalino
Obs.: cf. Papai Noel
Ex.: não sei o que vou escolher de p.

Volp 5ª Edição 2009
papai-noel s.m.; pl. papais-noéis