Skip to content

O judô será atração em São Luís, neste fim de semana. A Federação Maranhense de Judô (FMJ) promove, no sábado (26), a primeira etapa do Circuito Estadual de Judô abrindo o calendário de competições locais em 2022. As disputas vão ocorrer no Golden Shopping, no Calhau, a partir das 13h.

Judocas de todo o Estado estão confirmados nesta etapa do Circuito. Além de um lugar no pódio, os campeões de suas respectivas categorias asseguram vaga para representar o Maranhão no Campeonato Brasileiro Regional, importante evento que será realizado na cidade de Belém (PA), nos dias 30 de abril e 1º de maio.

“Estamos na expectativa para as disputas do Circuito Estadual de Judô 2022. A Federação tem feito um trabalho de fortalecer cada vez mais o judô no Maranhão e, para isso, buscamos investir em mais competições e eventos que possam preparar nossos judocas para as disputas regionais e nacionais. Esta primeira etapa do Circuito é seletiva para o Brasileiro Regional e temos certeza de que terá um bom nível técnico”, afirmou Rodolfo Leite, presidente da FMJ.

Nesta edição, o Circuito Estadual será disputado em cinco categorias: Sub-13, Sub-15, Sub-18, Sub-21 e Sênior. “Será um grande evento da FMJ com a participação dos melhores atletas do Maranhão na atualidade. Quem for ao Golden Shopping no sábado vai prestigiar boas lutas e um judô da mais alta qualidade”, concluiu Rodolfo Leite.   

Pesagem

Antes dos judocas entrarem no tatame para as disputas da primeira etapa do Circuito Estadual de Judô, a FMJ realizará, na sexta-feira (25), a pesagem oficial dos competidores. A pesagem está marcada para ocorrer das 17h às 20h30, no Golden Shopping.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Versão nacional do maior evento tecnológico do mundo, a Campus Party Brasil (CPBSB) começa hoje e vai até o próximo dia 27, em Brasília, no Estádio Mané Garrincha.  Além da capital federal, onde deve reunir cerca de 70 mil visitantes, o evento vai ocorrer em São Paulo, de 16 a 20 de julho deste ano.

Entre os temas a serem discutidos durante a feira, estão internet das coisas, blockchain (empresa de serviços financeiros de criptomoeda), cultura maker (qualquer pessoa consegue construir, consertar ou criar seus próprios objetos) e empreendedorismo. Além disso, haverá arenas de robótica, onde será possível participar de partidas de hóquei de robôs e de drones, com corridas e aulas para quem quiser experimentar.

Considerada um festival de inovação, criatividade, ciências e empreendedorismo, a quarta edição da CPBSB terá cinco dias de tecnologia, palestras, workshops e hackathons (maratona de programação na qual hackers se reúnem). O formato será híbrido, com atividades presenciais no Estádio Nacional Mané Garrincha, além de atividades on-line.

Na abertura, a feira contará com shows gratuitos do DJ Bashkar e da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, sob regência do maestro Cláudio Cohen. Haverá limitação de pessoas no estádio. 

Além do uso obrigatório de máscara, será necessário ter o passaporte vacinal. Caso contrário, será preciso um teste PCR ou antígeno com 48 horas de antecedência.

Atividades

No espaço gratuito e aberto ao público, os visitantes terão acesso à Campus Play. A área concentra os campeonatos de gamers e conteúdos voltados aos jogos digitais, a Arena de Drones e o Palco Empreendedorismo, parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae), onde conferencistas darão informações importantes para quem já empreende ou quem quer empreender.

Na Arena da Campus, espaço pago e fechado aos campuseiros – nome dado aos visitantes – são esperadas cerca de 7 mil pessoas. Elas poderão acompanhar as atividades de quatro palcos distintos, que abordarão temas do universo da tecnologia, programação e entretenimento digital, metaverso e games

No camping, são esperadas cerca de 3 mil pessoas, tornando a feira a segunda maior edição da Campus Party do mundo. Ao todo, serão mais de 300 horas de atividades, entre palestras, workshops, hackathonsgames, simuladores e outras atrações.

Entre os conferencistas internacionais confirmados, está Jordan Soles, vice-presidente de Desenvolvimento Tecnológico da Rodeo FX, empresa canadense de efeitos visuais para cinema, televisão e publicidade, famosa por ter sido a criadora de efeitos para a série Game of Thrones.

Um destaque entre os brasileiros é Fabiano de Abreu Agrela, professor, Ph.D. em Neurociências com licenciaturas em biologia e história. Ele vai falar sobre como o mau uso da tecnologia causa prejuízos cognitivos e pode resultar em transtornos, perturbações e doenças.

Segundo Agrela, o problema em si não é a tecnologia, mas a forma como ela é utilizada, seja por meio do uso exagerado das redes sociais, da total imersão do virtual e de outras formas abordadas em vários de seus estudos, publicados em revistas científicas.

A Campus Party contará também com o programa Startup 360º, parceria com o Sebrae, que tem como objetivo possibilitar que startups iniciantes e avançadas exponham seus trabalhos. Outra atividade de destaque é a maratona de negócios, que visa à idealização de novas iniciativas, em formato híbrido.

Além disso, estão abertas as inscrições para o programa Call for Talks, destinado a descobrir novos talentos dentro da rede da Campus Party pelo Brasil. As inscrições podem ser feitas no site oficial da feira.

O programa de voluntários também está confirmado nesta edição. Os participantes ajudarão na dinâmica do evento durante seis horas por dia, dentro dos períodos manhã/tarde e tarde/noite, uma possibilidade de aprendizado para as futuras carreiras. As inscrições estão abertas e podem ser feitas também no site.

(Fonte: Agência Brasil)

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciou o investimento de R$ 178 milhões para manutenção de equipamentos, aquisição de material de laboratórios, participação em eventos e publicação de conteúdos científicos em cursos de pós-graduação. Os recursos fazem parte dos programas de Apoio à Pós-Graduação (Proap) e de Excelência Acadêmica (Proex). 

O Proap é um programa de financiamento das atividades dos cursos de pós-graduação. A ideia é oferecer melhores condições para a formação dos estudantes. Já o Proex foi criado para manter o padrão de qualidade dos programas de pós-graduação com nota 6 ou 7.

Cursos de todas as regiões do país são atendidos nos dois programas. No Norte, 222 programas de pós-graduação receberão R$ 7,1 milhões, e no Nordeste, 751 beneficiados com R$ 31,5 milhões. No Sudeste, a concessão alcança 1.342 programas de pós-graduação com R$ 92,4 milhões. No Sul, são 650 com R$ 35,2 milhões e, no Centro-Oeste, 287, com R$11,7 milhões.

No total, 3.252 programas de pós-graduação serão beneficiados: 2.762 por meio do Proap e 490 pelo Proex.

(Fonte: Agência Brasil)

A demanda por cursos na área de saúde aumentou na educação superior, e essas graduações ficam entre as mais procuradas tanto no ensino a distância (EaD) quanto no presencial. As informações são do levantamento Observatório do Ensino Superior: análise dos microdados do Censo da Educação Superior 2020.

Entre as dez graduações a distância mais procuradas em 2020 e que tiveram aumento no ingresso de alunos em relação a 2019, quatro são na área de saúde: farmácia, com crescimento de 416%; biomedicina, com aumento de 190%; nutrição, com 70,5%; e enfermagem, com 30,4%. Esses cursos não são totalmente remotos, contam com atividades presenciais e práticas de ensino.

Sete dos 20 cursos presenciais mais demandados por novos alunos são na mesma área: psicologia, com aumento de 7,6% nas matrículas; medicina veterinária (6,9%), medicina (4,1%), odontologia (0,5%), biomedicina (2,1%). Os cursos de enfermagem e fisioterapia, apesar de estarem entre os mais procurados, tiveram queda no número de matrículas em relação a 2019, respectivamente de 9,6% e 12,7%.

“Essa tendência foi acelerada pela pandemia, na medida em que a sociedade tomou mais conhecimento dos chamados heróis da linha de frente e percebeu a necessidade de mais e melhores profissionais de saúde”, diz o diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes), Celso Niskier.

Ele ressalta que as carreiras na área da saúde precisam de diploma para exercer a profissão, o que faz com que os alunos tenham de buscar graduação. Além disso, tratam-se, segundo Niskier, de profissões com salários médios maiores que outras carreiras. 

Educação a distância

O levantamento, feito pela empresa de pesquisas educacionais Educa Insights e divulgado pela Abmes, teve como base o Censo da Educação Superior, realizado, anualmente, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Por causa dos impactos da pandemia, o período de apuração do Censo 2020 foi prorrogado. Os resultados foram divulgados em fevereiro de 2022.

Entre os destaques do censo, está o avanço da educação a distância. Em 2020, os iniciantes nesses cursos ultrapassaram os calouros nos cursos presenciais. Dos mais de 3,7 milhões de iniciantes de 2020 (instituições públicas e privadas), mais de 2 milhões (53,4%) optaram por cursos a distância e 1,7 milhão (46,6%) pelos presenciais.

Na edição de 2019, a rede privada já havia registrado o ingresso maior nas vagas das graduações a distância. Nos últimos dez anos, o número de ingressos em cursos presenciais encolheu 13,9%, enquanto nos cursos a distância aumentou 428,2%.

Entre as áreas dos cursos a distância, saúde avançou 78% em relação a 2019, com mais 78.527 estudantes. “A EaD veio para ficar e é parte da solução. O que temos de fazer é garantir que cresça com qualidade”, enfatiza Niskier. “Acredito que vamos construir um modelo de EaD que seja bom para o país, por causa da flexibilidade, da acessibilidade que proporciona, e que garanta os padrões de qualidade exigidos”. Em relação aos cursos de saúde, ele ressalta que defende as atividades presenciais e as práticas, que não é a favor de um curso 100% a distância.

Apesar dos impactos da pandemia em 2020, mais de 8,6 milhões de matrículas foram registradas no ensino superior, o que representa crescimento de 0,9%. Em relação a 2019, o número de matrículas totais avançou 3,1% entre as instituições privadas e encolheu 6% nas públicas.

(Fonte: Agência Brasil)

O deputado federal Juscelino Filho (União-MA) teve mais um fim de semana de agendas importantes no interior do Maranhão. No sábado (19), em Tuntum, participou das inaugurações da Escola de Música Valtevan Sobreira e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Na ocasião, ele também vistoriou obras de pavimentação no Bairro Vila Real, realizadas com recursos de emenda parlamentar de sua autoria.

“Ao lado do prefeito Fernando Pessoa e do senador Weverton, tive mais uma oportunidade de enumerar ações do nosso mandato em prol do município e de reafirmar essa grande parceria com a gestão atual. Estamos trabalhando muito, apoiando o prefeito Fernando, que está revolucionando Tuntum. Com muita dedicação, vamos continuar atuando e mudando a realidade dos municípios maranhenses”, disse Juscelino Filho.

Em Tuntum, o asfaltamento de ruas segue a todo o vapor. São diversos bairros beneficiados com emendas do deputado do União Brasil, entre eles Vila Mata, Vila Real e Vila Bento. Mais de 5 mil tuntuenses acompanharam o evento de sábado à noite. Além de Juscelino e Weverton, estiveram presentes outros prefeitos maranhenses, ex-prefeitos, vereadores, deputados estaduais e lideranças da região.

Fortuna

Na manhã de domingo (20), o deputado federal Juscelino Filho esteve em Fortuna, novamente ao lado de Weverton (PDT). Ambos participaram da inauguração de uma escola municipal e da entrega de kits para Conselhos Tutelares. Na cidade, o prefeito Sebastião Costa e lideranças locais reafirmaram o apoio à pré-candidatura do senador ao governo do Maranhão. Weverton recebeu, ainda, o Título de Cidadão Fortunense.

Juscelino Filho saiu satisfeito das agendas em Fortuna. “Quero agradecer ao prefeito Sebastião pela recepção e parabenizá-lo pelo excelente trabalho desenvolvido à frente da gestão municipal. Fomos recebidos com muito carinho pela população, e isso é sempre motivo de muita satisfação para mim. Contem comigo nessa parceria exitosa em prol do município e de uma vida melhor para a população”, afirmou Juscelino Filho.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

A lista de convocados a uma vaga no ensino superior pela 2ª chamada pelo Programa Universidade Para Todos (Prouni) já pode ser consultada nesta segunda-feira (21), no portal do Prouni. Os estudantes pré-aprovados terão até o dia 29 de março para comprovar informações como renda familiar e comprovante de conclusão do ensino médio, fornecidas no ato de inscrição.

O Prouni seleciona candidatos para bolsas parciais e integrais em universidades particulares. Um dos critérios de seleção é a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os candidatados que não forem selecionados nesta etapa ainda poderão manifestar interesse na lista de espera, em 4 e 5 de abril, pelo site do Prouni.

Nesse caso, pode pedir para entrar na lista de espera para a 1ª opção de curso:  estudantes reprovados nas duas chamadas regulares e pré-selecionados na segunda opção de curso, mas reprovados por não formação de turma.

Na lista de espera para a 2ª opção de curso pode se candidatar quem foi reprovado nas duas chamadas regulares (e não houve formação de turma na primeira opção de curso) e os pré-selecionados na 1ª opção, mas reprovados porque não houve formação de turma.

Cronograma

2ª chamada: 21 de março

Comprovação das informações: 21 a 29 de março

Inscrição na lista de espera: 4 a 5 de abril

Resultado da lista de espera para as instituições de ensino: 7 de abril

Comprovação das informações dos selecionados na lista de espera: 8 a 13 de abril.

(Fonte: Agência Brasil)

Nora Ney

Como se declamasse uma poesia, como se contasse um segredo. Sussurrava e desfilava a potência vocal em diferentes tons. A cantora Nora Ney (1922-2003) fazia o que bem entendia com aquele vozeirão. “Ela inovou o tempo inteiro e tinha um jeito de cantar diferente”, afirma o pesquisador Raphael Farias. Para ele, a artista fazia um “sambolero”.

Farias prepara, junto a outros autores, um dossiê para celebrar o centenário da cantora que entoava o sucesso Ninguém me Ama (1952), e que se transformou em uma ídola nacional. O país a amava e parava diante de um aparelho, no horário nobre, às 21h, para ouvir a rainha na Rádio Nacional, a partir de 1953.

O dossiê deve ser publicado pelo Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural da Unicamp (CIDDIC). O trabalho reúne pesquisadores de diferentes universidades que estudam música popular, ou mesmo da música de concerto e também historiadores da música popular brasileira, em distintas áreas de conhecimento. 

“Ninguém me ama

Ninguém me quer

Ninguém me chama

De meu amor

A vida passa

E eu sem ninguém

E quem me abraça

Não me quer bem (...)”

Gêneros

Segundo o pesquisador, Nora Ney foi fundamental para a inovação do gênero samba-canção e fez escola na música brasileira. “Ela ficou marcada tanto pelo samba-canção quanto pelo bolero. Na minha pesquisa, eu adotei o termo sambolero. Publiquei inclusive alguns textos utilizando esse termo”. Nora, segundo avalia, ficaria na música brasileira entre esses dois gêneros.

“Ela tinha um estilo próximo ao estadunidense. Inclusive, ela começou na rádio cantando o repertório em inglês. Ela trazia um modo de cantar mais próximo ao microfone e sussurrava alguns trechos”. Para o pesquisador, o estilo de Nora Ney pode ser compreendido como samba-canção ou mesmo um “sambolero”.  “Na década de 1950, sobretudo, boa parte da produção que é chamada de samba-canção é muito próxima do bolero mexicano.

No caso da Nora Ney, ela tinha como uma das inspirações a cantora mexicana Elvira Rios, que era uma cantora de bolero e tinha um timbre de voz grave como da Nora”, afirma o pesquisador, que desenvolveu mestrado sobre esses gêneros musicais nas décadas de 1940 e 1950.

Nora Ney

Paixões

Ele explica que Nora Ney tratava de temáticas como o amor, da passionalidade, do abandono e da idealização. “Naquele momento, dos anos 1940 e 1950, eram músicas que tratavam muito dessas questões amorosas”.

O pesquisador considera que Nora Ney, a par de se destacar pelas canções de amor, ela, em parceria com o marido, o também cantor Jorge Goulart (1926-2012), revelou preocupação com os direitos da mulher. “A gente fala da da música de fossa, mas encontramos críticas ao machismo também".

Preocupado com a preservação da memória da obra da artista, o pesquisador criou grupo em redes sociais para que outros pesquisadores (e até fãs) possam trocar arquivos e informações sobre a cantora.

“Acho isso importante para que as memórias de artistas como ela não fiquem soterradas sob outros gêneros musicais classificados como MPB”.  As página no Facebook  e no Instagram têm atraído pessoas de diferentes faixas etárias. “Têm um viés mais memorialista”.

A rainha

Ano de 1953. Expectativa total dos ouvintes para as 21h, horário nobre da rádio. A espera era para estar no ar o programa Quando Canta o Brasil, pela Rádio Nacional . “Agora, ouçamos Nora Ney, com o samba de Lupicínio Rodrigues, Aves Daninhas”. E surgia a voz da “rainha do rádio” que todos esperavam…

“Eu não quero falar com ninguém

Eu prefiro ir pra casa dormir

Se eu vou conversar com alguém

As perguntas se vão repetir

Quando eu estou em paz com meu bem

Ninguém por ele vem perguntar

Mas sabendo que andamos brigados

Esses malvados querem me torturar (...)”

O amor ou mesmo “a dor de amor” estava na voz da recém-contratada da rádio, desfilando o samba-canção com o timbre que a celebrizou. Nora Ney (nome artístico de Iracema de Souza Ferreira) era uma estrela consagrada aos 31 anos de idade. A carioca conferia ainda mais sucesso para as composições de Lupicínio Rodrigues, Dorival Caymmi, Ataulfo Alves e Antônio Maria.

Nora Ney nasceu há 100 anos (20 de março de 1922) no Rio de Janeiro. Morreu em 2003, aos 82 anos de idade. Entre tantas canções que ganharam a sua interpretação, Ninguém me Ama, de Antônio Maria e Fernando Lobo, ficou marcante. “Sem dúvidas, essa música é o cartão de visitas dela. Quando ouvimos o nome da Nora, pensamos na música”, afirmou a cantora Ellen de Lima, em entrevista à Agência Brasil. 

Ellen, hoje aos 83 anos, lembra de Nora Ney como uma ídola e referência. Ellen foi cantora da Rádio Nacional e se apresentou com Nora na década de 1950. “Um dia, ela me disse que eu tinha muito talento”. Ellen se emocionou com as palavras da estrela que era bastante “séria e concentrada” em tudo o que fazia. “Ela era uma pessoa muito eh muito apurada no gosto”.

(Fonte: Agência Brasil)

Domingo está aí. Um sol maravilhoso. Muita gente na praia no banho de mar, no banho de sol. Muita gente no bar, nas tendinhas, nas barracas, bebericando, tomando cerveja, a pinga, o uísque e há sempre a fumaça de um cigarro. A praia perdida no litoral, ensolarada, se alongando, se distendendo, se espichando cada vez mais.

Adiante, as dunas. Os montes de areia na exaltação duma prece ou na postura de um budista no silêncio das suas meditações. Diante da areia ardente, molhada de beijos, aquecida pela carícia de corpos jogados fora dos leitos, o mar, elemento em água, em porção, revolta, rugindo, em recuos e avanços formidáveis. Ondas subindo alturas diversas, se batendo em ondas e vindo mansas, rolando sobre a areia pregada no solo duro numa rebentação de espumas alvas, lascivas, em angústias de posse, de envolvimento.

Tudo assim, assim tão humano, tão feliz numa mensagem duradoura de encantamento. De felicidade. E a vida no abandono de suas preocupações. A vida na fuga, na corrida destas horas, destes instantes em que tudo parece tão diferente, tudo dentro dum realismo que não é brutal, mas que agasalha todos os sonhos, os mais extravagantes possíveis.

Um sonho num domingo de sol. A praia na iluminação feérica da luz é o palco. A paisagem que se descortina o cenário maravilhoso. Um céu azul, um mar numa mistura de cores, um verde que foge, um azul que se altera, sombras da luz na faiscação do astro radiante.

No bar, nos botecos, nas tendinhas, a algazarra dos boêmios, o entrelaçamento dos conflitos. Uma porção de bocas falando, dizendo coisas, repetindo coisas. Olhos olhando, bocas despejando mensagens íntimas, escondias que estavam dentro da gente, da freguesia que está na euforia da vida em comum, da vida numa comovente demonstração de solidariedade humana!

Lá fora, a praia, os banhistas, a alegria no esbanjamento de todas as emoções. Tudo assim tão distante das pessoas que ficam na cidade, em casa, nas repartições, trancadas nas limitações dos nossos deveres e das nossas obrigações com o processo desumano da existência esta que exige de nós esforço, trabalho, realizações etc.

Lá fora, a praia com o aprisionamento dos seus atrativos. Muita gente saindo do seu mutismo, atirando fora as tristezas, os compromissos, as incompreensões. Tudo tão humano. Uma poesia na alma de cada um. Uma canção escapando duma boca molhada com gosto de sal, gosto de água pesada, com cheiro de terra molhada, terra queimada. Um nome feio que se faz ouvir, mas que não provoca nenhuma reação de mal-estar. Um insulto que não ofende, mas que comanda a “largada” de gargalhadas saídas de tantas bocas que não se abriram para homenagear a pornografia jogada à toa sem objetivos certos. Tudo isto acontecendo neste domingo de sol, na praia.

Um banhista que fica sobre a areia. E sobre ela o Sol. O Sol no exercício sentimental duma cena de noivado ou na vibração mais íntima de posse, de domínio. Adiante, um boêmio olhando o mar. Ah! Se fosses um mar de cerveja, de uísque!

E a praia dominadora! Mas pisada, suportando corpos, corpos vida, amor, emoção, carícia. Domingo está aí. Um sol maravilhoso. Muita gente na praia, perdida na praia... 

* Paulo Nascimento Moraes. “A Volta do Boêmio” (inédito) – “Jornal do Dia”, 27 de agosto de 1967 (domingo).

Neste domingo, apresentamos...

Ortografia – Uso das Letras

Ortografia é “memória visual”

O nosso sistema ortográfico vigente é o de 1943. Sofreu uma pequena reforma em 1971. Desde 2009, temos outra que já está vigente no país

Até 31 de dezembro de 2012, tivemos uma fase de adaptação em que as duas grafias deveriam ser aceitas: estreia/estréia; tranquilo/tranqüilo…

Como ortografia se sabe mesmo é por “memória visual”, é bom irmos nos acostumando às novas regras.

É importante lembrar que o nosso sistema ortográfico é fonético e etimológico, ou seja, levamos em conta a pronúncia das palavras e a sua origem.

Para quem nunca se deu conta, a letra H inicial só existe por questões etimológicas. Mantêm o H aquelas palavras que já apresentavam a letra H na sua origem: hoc die (= “este dia”, em latim) > hodie (daí hodierno = atual, moderno) > hoje.

Certamente, você nunca perdeu o sono por não saber por que HOJE tem H e ONTEM não tem.

O que faz você saber se uma palavra começa por H ou não é a “memória visual”. Sabemos muito bem como se escreve aquela palavra que se lê muito, que se escreve seguidamente e que se usa com muita frequência.

A mesma explicação vale para o dígrafo SC. Essa dupla de letras que representa um único fonema (como se fosse /s/) só foi mantido em nosso idioma por motivos etimológicos. Mantivemos o dígrafo SC em português nas palavras que já o apresentavam em latim: piscis (= peixe, em latim) > pisciano (= quem nasce sob o signo de peixes); piscicultura (= cultivo de peixes); piscina, piscoso…

É isso aí. Memória visual é fundamental para sabermos ortografia.

Ler é tudo de bom.

O que mudou no nosso alfabeto com o novo acordo ortográfico?

A volta do K, do W e do Y

Nosso alfabeto, agora, tem 26 letras: A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, W, X, Y, Z.

O que diz o novo acordo ortográfico sobre a volta do K, do W e do Y?

As letras K, W e Y usam-se nos seguintes casos especiais:

1º) Em antropônimos originários de outras línguas e seus derivados: Franklin, frankliniano; Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Wagner, wagneriano; Byron, byroniano; Taylor, taylorista;

2º) Em topônimos originários de outras línguas e seus derivados: Kwanza; Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano;

3º) Em siglas, símbolos e mesmo em palavras adotadas como unidades de medida de curso internacional: TWA, KLM, K-potássio (de Kalium), W-oeste (West); kg-quilograma, km-quilômetro, kw-quilowatt, yd-jarda (yard); Watt.

Observações:
1ª) Em congruência com os casos anteriores, mantêm-se nos vocábulos derivados eruditamente de nomes próprios estrangeiros quaisquer combinações gráficas ou sinais diacríticos não peculiares à nossa escrita que figurem nesses nomes: comtista, de Comte; garrettiano, de Garrett; mülleriano, de Müller; shakespeariano, de Shakespeare.

Os vocabulários autorizados registrarão grafias alternativas admissíveis, em casos de divulgação de certas palavras de tal tipo de origem (a exemplo de fúcsia/fúchsia e derivados, buganvília/buganvílea/bougainvíllea).

2ª) Os dígrafos finais de origem hebraica CH, PH e TH podem conservar-se em formas onomásticas (nomes próprios personativos) da tradição bíblica, como Baruch, Loth, Moloch, Ziph ou então simplificar-se: Baruc, Lot, Moloc, Zif. Se qualquer um desses dígrafos é mudo (não pronunciado), elimina-se: José, Nazaré, em vez de Joseph, Nazareth; e se algum deles, por força do uso, permite adaptação, substitui-se, recebendo uma adição vocálica: Judite, em vez de Judith.

3ª) As consoantes finais grafadas B, C, D, G e T mantêm-se, quer sejam mudas quer proferidas nas formas onomásticas (nomes próprios) em que o uso consagrou, nomeadamente em antropônimos e topônimos de tradição bíblica: Jacob, Job, Moab, Isaac, David, Gad, Gog, Magog, Bensabat, Josafat.

Integram-se também nesta forma: Cid, em que o D é sempre pronunciado; Madrid e Valladolid, em que o D ora é pronunciado, ora não; e Calecut ou Calicut, em que o T se encontra nas mesmas condições.

Nada impede, entretanto, que os antropônimos em apreço sejam usados sem a consoante final: Jó, Davi e Jacó.

4ª) Recomenda-se que os topônimos de língua estrangeiras se substituam, tanto quanto possível, por formas vernáculas, quando estas sejam antigas e ainda vivas em português ou quando entrem, ou possam entrar, no uso corrente. Exemplo: Anvers, substituído por Antuérpia; Cherbourg, por Cherburgo; Géneve, por Genebra; Jutland, por Jutlândia; Milano, por Milão; München, por Munique; Torino, por Turim; Zürich por Zurique etc.

A Câmara dos Deputados deve votar, na próxima semana, projetos de interesse de duas importantes categorias: profissionais da enfermagem e agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. A informação foi dada, nessa quinta-feira (17), pelo deputado federal Juscelino Filho (União-MA), que participou da reunião de líderes que definiu as próximas matérias que serão votadas no plenário.

“Na reunião em que representei a Liderança do União Brasil, acordamos que apreciaremos, na semana que vem, a PEC 22/2011, que coloca, na Constituição, a regra para remuneração dos ACS e ACE, e a urgência do PL 2.564/2020, que institui o piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras. Em relação a esse último projeto, trabalharemos para que o mérito seja pautado o quanto antes”, garantiu Juscelino Filho.

O parlamentar reforçou seu compromisso com as duas categorias. “Em Brasília, em diversas reuniões em nosso gabinete, assegurei meu apoio irrestrito a esses profissionais, que são essenciais para a promoção da saúde dos brasileiros. Como sempre disse, mais do que aplausos e agradecimentos, eles merecem respeito e valorização, e uma das principais formas de fazer isso é atendendo reivindicações relacionadas a salários e carreiras”, frisou.

Piso da Enfermagem

De acordo com o PL 2.564/2020, conforme o texto aprovado no Senado, o mínimo inicial para enfermeiros será de R$ 4.750, a ser pago por serviços de saúde públicos e privados. Em relação à remuneração dos demais profissionais, o projeto fixa 70% do piso dos enfermeiros para os técnicos (R$ 3.325) e 50% do mínimo dos enfermeiros para auxiliares e parteiras (R$ 2.375). O projeto também prevê correção anual do piso com base no INPC.

Remuneração dos ACS e ACE

Já a PEC 22/2011 fixa regras para a remuneração dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate a endemias. A proposta prevê, ainda, que as verbas para pagamento dos profissionais serão consignadas no Orçamento Geral da União com dotação própria e exclusiva, a serem repassadas aos municípios, Estados e Distrito Federal. Estima-se que existam hoje mais de 300 mil ACS e ACE nas cidades brasileiras.

Como relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, Juscelino Filho assegurou que o Orçamento trouxesse os recursos para o aumento do piso salarial dos agentes comunitários. O dispositivo chegou a ser vetado pelo presidente da República, decisão que foi alterada pelo Congresso Nacional. “Foi uma vitória de extrema importância, muito celebrada. Agora, vamos aprovar a PEC e dar ainda mais segurança à categoria”, finalizou.

(Fonte: Assessoria de imprensa)