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– O jornal “Valor Econômico” (São Paulo) de 28 de fevereiro de 2024 questiona: “O que leva o Maranhão a ser o Estado mais pobre do Brasil”

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Mais uma “vitória” de nosso Estado na mídia nacional e internacional, obtida com a indispensável contribuição de sucessivos, bem-intencionados e competentes governantes e governadores, mandatários e mandadores, interessados e interesseiros...

Antes, umas lembranças:

Eu tinha por volta de 15 anos quando passei a adquirir a publicação “Almanaque Abril”, a “enciclopédia em um volume”, que era anual, da Editora Abril, sediada na capital paulista.

A primeira edição do “Almanaque” saiu no fim do ano 1974, e a última, em 2015. Foram mais de 40 edições, que passaram a ter dois volumes a partir do ano 2000. Tenho quase todas as edições, inclusive uma multimídia (a única, pelo que sei), em “CD-Rom”.

Pois bem: no primeiro ou em um dos primeiros números (é possível verificar), o “Almanaque Abril” registrava (cito de memória): “O Piauí, Estado mais pobre do Brasil [...]”. 

Nessa época, idos dos anos 1970, eu, rapazote, ficava chateado com a (des)qualificação por meio daquele aposto ou locução substantiva. O Piauí, não só pela proximidade do Maranhão, não só por seu território ter feito parte do nosso Estado (1752-1811), sempre foi um local querido meu, tendo eu residido, brevemente, em Teresina, com breves e bons namoros, na juventude e na adultez, que permanecem inesquecidos... Isso aí e, é claro, reforce-se, a importância histórico-cultural e a influência mútua Piauí-Maranhão, a ponto de uma vez o jornal “O Pioneiro”, de Caxias, ter estampado notícia e foto de carimbo da agência dos Correios da cidade maranhense de Timon como “Timon – PI”. Escrevi artigos em defesa do Piauí quando o presidente da Philips no Brasil, Paulo Zottolo, e um ator à toa de São Paulo, um desconhecido Marauê Carneiro, disseram coisas como: “Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado”, entre outras difamações, delas escatológicas, intestinais.

Nesses vínculos Piauí-Maranhão, saiba-se, mais, que Teresina, a capital, foi planejada para ser onde está em razão de minha terra natal, a vizinha Caxias (MA), que, por sua grande movimentação econômica à época, teve influência/importância direta na localização e construção da “Cidade Verde”, como a denominou o escritor e também caxiense Coelho Netto.

O Conselheiro Saraiva (José Antônio Saraiva), advogado e político nascido na Bahia, transferiu a capital, que era em Oeiras, para Teresina, em 1852 (ano de fundação). Segundo registros da História, o “isolamento” de Oeiras, situada no centro do Piauí, “não conseguia deter a influência comercial e industrial da cidade de Caxias sob boa parte do oeste do Estado”. Portanto, reforçam os registros, “a nova capital resolveria um problema que ameaçava a integração do Estado: a influência de um crescente polo comercial e industrial no vizinho Maranhão, Caxias”. Então, se Caxias não existisse e não fosse à época tão próspera economicamente, Teresina poderia não estar onde está.

Quanto ao epíteto “Cidade Verde”, ele se referia, na época que Coelho Netto o mencionou, à “juventude” de Teresina, por ser cidade ainda nova, que ainda não tinha muita vivência, que não havia amadurecido enquanto cidade. Depois o título foi apropriado, utilizado (adequadamente) como expressão ambiental, em razão do paisagismo, da arborização da “Capital Mafrense”.

Se claramente eu me indignava com as detratações contra o Piauí, se eu ficava amuado com a classificação desse Estado como o mais pobre do Brasil, intimamente eu até respirava aliviado por não ser o Maranhão a ficar na última colocação.

Agora, as senhoras e os senhores não imaginam a minha surpresa, estupefação, contrariedade quando, ao abrir uma nova edição do “Almanaque Abril” (ainda vou pesquisar qual), vi que o Maranhão ocupara o lugar, a rabeira ou rabada do “ranking”... E parece que o Maranhão gostou, pois, pelo que eu me lembro, nunca mais foi “reabilitado” na posição – em que permanecemos e como, ao menos midiaticamente, se (re)confirma neste final de fevereiro de 2024.

Com a interrupção, em maio de 2009, da versão impressa do jornal “Gazeta Mercantil”, de São Paulo, o “Valor Econômico” tornou-se a publicação brasileira de maior referência nacional e internacional no setor econômico. Impresso e digitalmente, ainda é assinado e lido por influentes e importantes pessoas, sejam elas um cidadão aposentado ou trabalhador, sejam elas do mundo empresarial ou político, da banca financeira ou das organizações estatais públicas ou privadas.

E o Estado, é ou está pobre? O Maranhão NÃO É pobre. Ele ESTÁ pobre – na verdade, ele É EMPOBRECIDO. Em outras palavras, seu definhamento econômico – e, com isto, a pobreza de grande parte de nosso povo – não é uma condição natural, é uma incompetência ou desvontade pessoal, um processo pensado, estruturado para não dar certo, embora esforços e resultados aqui e acolá, os quais, como se vê e se lê, não têm sido suficientes para elevar e levar o Maranhão a posições mais nobres e menos sem-vergonhas, sem brio.

Quando eu era assessor da presidência da maior instituição financeira de desenvolvimento regional da América Latina, em Brasília, encontrei o advogado, professor universitário e político Ciro Ferreira Gomes, que, há tempos, também prestara serviços à mesma Instituição que assessorei. Ciro havia retornado ao Brasil, depois de um período de estudos nos Estados Unidos, e estava lançando dois livros, um deles em coautoria com Mangabeira Unger, brasileiro que é professor nos “States”. Auxiliei o Ciro, que estava sozinho, a organizar as mesas da área para eventos do restaurante brasiliense Carpe Diem, onde seria feito o lançamento. E conversávamos. Ciro me dizia, sobre o assunto “Maranhão, Estado mais pobre”, como as terras maranhenses são ricas, a ponto de, especificou ele, “lá no ministério, quando eu era ministro [da Fazenda, em 1995, e da Integração Nacional, 2003/2006], ouvia o Maranhão ser chamado de ‘o Paraná do Nordeste’”, por essas qualidades edafológicas e muitas outras, além de, importante, exuberante e sobrante, sua riquíssima história e cultura – importante, exuberante, sobrante.

Além disso, Ciro escarafunchou a memória e contou-me: “Aprendi a ter curiosidade e a gostar do Maranhão desde criança. Lá em casa, em Sobral [CE], meus pais regularmente recebiam amigos, conhecidos e pessoas do município e região, que iam se despedir deles. Eu ouvia muitas dessas pessoas dizerem que, por causa da seca no Ceará, estavam se mudando para o Maranhão”.

Essa migração de levas e levas de cearenses para o Maranhão tem registro até na letra da conhecida música “De Teresina a São Luís”, do disco LP “Ô Véi Macho”, lançado, em 1962, por Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. A letra do maranhense de Pedreiras João do Vale revela, em 11 estrofes (incluindo-se o refrão), a intimidade do autor com aquele percurso ferroviário entre as capitais do Meio-Norte brasileiro. Cinco cidades maranhenses – São Luís, Caxias, Codó, Coroatá e Pedreiras – são citadas. A migração cearense para o Maranhão está na sétima estrofe:

“Alô, Coroatá,

Os cearenses acabaram de chegar.

Meus irmãos, uma safra bem feliz”.

Portanto, seja na música e, sobretudo, nas condições de clima e solo, de localização estratégica (excepcional porto com vantajosa distância marítima de Estados Unidos, Europa e Ásia), nunca foi e não é por falta de potencial econômico, de vantagens comparativas e competitivas, que o Maranhão não tenha saído desse praticamente permanente estado de pobreza.

A pobreza, digo-o, está na secundarização dos urgentes e ingentes esforços, cotidianos, no planejamento e consequentes ações de/para o desenvolvimento. Está no latifúndio das desvontade, no laboratório das mentes de maus maranhenses (com as muitas exceções de sempre, graças a Deus), sobretudo daqueles conterrâneos que, com poder de mando ou com mando no Poder, transformam a nobre arte, ciência e técnica da Administração Pública em uma prática de DESENVOLVIMENTO DA POLÍTICA e não em projeto de POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO.

“Desenvolvimento da política” – que não é nem será o mesmo que “Política de desenvolvimento” – tem a ver com busca e manutenção de práticas pessoais, grupais, familiares e partidárias de obtenção e continuidade no Poder, relegando-se à subalternidade, ao não protagonismo, o que seria a luta diária contra a pobreza, a inserção econômica expressiva do Estado e de seu Povo no concerto dos Entes Federativos brasileiros, onde ainda o Maranhão é nota dissonante.

E “Política de desenvolvimento”, está óbvio, é um projeto e são processos que, transformados em ações e em realidades positivamente transformadoras, façam o Estado adquirir sustento, sustentação e sustentabilidade socioeconômica; façam o Estado atingir estágios gradualmente mais elevados de crescimento, progresso e, por que não?, de felicidade humana. Temos direito a isso – quem nega?

Quando eu trabalhava em alto posto na sede de instituição financeira estatal em Fortaleza, pude confirmar certas verdades, certas realidades que a vontade constrói. Se eu convidasse algumas pessoas para ganharem dinheiro plantando flores no Ceará, é possível que os investidores se sobressaltassem: “Ficou louco, Sanches! O Ceará não tem água nem para gente beber, imagina para gastar com plantio de flores!...”

Sim, sabemos que sobre o Ceará “explode” o tempo todo a inclemente “bomba atômica” do Sol astro-rei. Mas, alguém aí não sabe?, o Ceará é O MAIOR exportador de rosas do Brasil e o segundo maior exportador de flores deste nosso país!

Visitei 18 Estados brasileiros. Fui recebido em pistas de aeroportos, à porta do jatinho que me conduzia, por empresários, gentes do agronegócio e outros empreendedores. Pude testemunhar, e em alguns casos documentar, exemplos belíssimos, tocantes, do quanto conhecimento, investimento, trabalho e honestidade podem mudar, sur-pre-en-den-te-men-te, uma lugar, uma região. No mesmo quente torrão nordestino, na baiana Juazeiro e na pernambucana Petrolina, plantaram-se uvas e outras frutas “chiques”. Como?! Isso é para clima frio! Pois bem, dizem os técnicos, o sol nordestino ajuda muito, “dosando” o que é líquido e o que é doce nas bagas das videiras dos parreirais. Mudança!

Em Mossoró e Baraúnas, no Rio Grande do Norte, pude constatar a transformação de uma região antes usada para agricultura de subsistência em região de plantio e exportação (para o Exterior, mesmo) de frutas de primeiríssimo nível. Em Limoeiro do Norte (CE), no Distrito Irrigado Jaguaribe-Apodi (DIJA), em uma parte das terras, pude ver, entre outros, tomates grandes e vermelhos e alfaces verdes e grandes; e, na parte das terras vizinhas daquelas, o solo esturricado, crestado, rachado... porque os investimentos adequados e suficientes ali não chegaram para, entre outras coisas, financiar a irrigação por gotejamento, onde lágrimas de água planejadamente caem e tornam o solo produtivo, pois para ele só estava faltando o precioso líquido que fazia liberar todo os ingredientes de fertilidade misturados àquela terra dura e aparentemente estéril, infértil.

Relatei alguns desses (bons) exemplos em textos que escrevi para revistas de circulação dirigida, como a “Rumos do Desenvolvimento”, da Associação Brasileira de Bancos de Desenvolvimento (ABDE), e a técnica “Revista Econômica do Nordeste – REN”, com indexação internacionalmente, de responsabilidade do especializadíssimo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste – Etene/BNB órgão onde (man)tive preparadíssimos Colegas de Instituição.

Se em terras que parecem estar com todas as pré-condições para nelas nada vingar, por que há séculos ou décadas não se tentou uma agricultura de altíssima qualidade, não apenas para exportação, mas também ou sobretudo para o aproveitamento industrial, com maior agregação de valor?

Em Buriticupu (MA), disseram-me da produção de abóboras do município. Sim – disse-o eu em palestra na Câmara Municipal de lá –, e por que não começar a pesquisar outras possibilidades desse fruto? Em vez de só vender abóboras, e após as devidas pesquisas científicas e ações de “marketing”, por que não produzir e vender doces, compotas, picolés, sorvetes, bolos, medicamentos fitoterápicos etc.? O que impede? Achem sua forma de plantar flores em solo seco, e se darem bem com isso!

Pessoas e tapetes precisam ser sacudidos – para sair o barro do conformismo, para espanar a poeira da visão, para retirar o grão de areia dos olhos... 

C’os diabos! Quem atravessará o Rubicão maranhense! Quem gritará “Alea jacta est!”? Quem ousará a guerra definitiva (é pedir muito?) contra o atraso?

Não posso nem vou transcrever a reportagem do jornal “Valor Econômico”. Mas não é para causar satisfação e orgulho o quadro “pintado” pela Imprensa paulista, cujos dados (oficiais) mostram que, dos quase sete milhões de maranhenses, mais de oito por cento deles vivem com menos de 200 reais por mês... E que outros 58% vivem com renda que vai dos 200 reais aos 687 reais por mês... Ou que, na média, cada um dos 6.775.805 maranhense tem renda de 637 reais mensais (dados de 2023).

Destaques negativos assim, a respeito do Maranhão, não são os primeiros, não são únicos, não serão os últimos. Evidentemente, pessoas e institutos de pesquisas e até a Imprensa não são Deus, infalíveis ou perfeitos. Com certeza, o fato de muitos maranhenses não terem maior renda no bolso não significa não ter comida na mesa. Alguns dados podem e devem ser relativizados. Mas há uma constatação contra a qual é difícil brigar: sopesados os fatos e as versões, as perguntas e as respostas, as culpas e as desculpas, o Maranhão não é rico – e, talvez, nem “remediado”. E pronto.

Admitir nosso estado de carência socioeconômica, e subsidiar isto com os dados mais reais possíveis, é um dos primeiros passos para a análise do(s) problema(s), definição de estratégias, adoção de práticas e busca dos – melhores – resultados.

Alguém tem de saber que mudanças não são só um caminhão que carrega móveis. Repita-se a cantiga de grilo nos ouvidos muitas das vezes moucos de gestores públicos: O PROBLEMA DE UMA ADMINISTRAÇÃO NÃO É O GOVERNO SEM DINHEIRO – É O DINHEIRO SEM GOVERNO...

Conta-se uma historinha que diz que Deus e São Pedro passeavam pela Terra. O Criador vistoriava o planeta antes de fazer os seres humanos. Quando passaram pelo Japão, São Pedro não disfarçou sua estranheza ao ver um país de terras não muito produtivas, irregulares, vulcânicas, montanhosas etc. Quando chegaram às terras do Brasil, aí São Pedro não se conteve e, respeitosamente, indagou: “ – Senhor Deus, passamos por um país com terras poucas e de pouca qualidade; e agora, no Brasil, vejo terras vastas, férteis... Por que isso, meu Senhor?” E Deus responde, sábio e caridoso: “—Espere pra ver o tipo de gente que vai ocupar o Brasil...”

Mas não podemos ficar a depender da boa Graça Divina... Preparemo-nos: Deus não gosta de guerra, mas fica do lado de quem atira bem... Façamos nossa parte, pois, como se diz, confia em Deus, mas amarra teu cavalo...

As recentes reportagens nacionais sobre desvios, no Maranhão, de MAIS DE UM BILHÃO DE REAIS, dinheiro da EDUCAÇÃO, por um pequeno conjunto de prefeitos menores ainda dão a medida do quanto de qualidade administrativa, de compaixão social, de decência humana, de respeito, de integridade, falta a esses (ir)responsáveis que foram eleitos e com os quais cada eleitor deles acreditou ter assinado um contrato de esperança e expectativa de realizações e melhorias – que nunca vieram, nunca vêm e, pelo visto, dificilmente virão.

Não adianta eleger quem não rima “competência” com “honestidade” – palavra esta cada vez mais gasta no mundo político, pois não é com honestidade que se fazem “negociações” nem se vencem eleições. Nunca foi. Porque POLÍTICO QUE NÃO É CORRUPTO NÃO É CONFIÁVEL. Não adianta ser “líder”, ter estrutura partidária, ter dinheiro para a campanha, ter formação acadêmica, ter experiência administrativa se isso não se aguenta na falta de honestidade. Tudo desaba – geralmente, em cima dos mais fracos. Sabe-se que política não é local de santos, que ela não fornece passaporte para o céu, mas, convenhamos, a “coisa” virou uma geleia geral, que torna um inferno de necessidades a vida dos que, como cães, esperam cair sobras, ossos da mesa dos comensais...

Dizem que certa vez o senador Henrique de La Rocque Almeida (1912—1982) esteve em João Lisboa, município sul-maranhense. Durante a visita, recebeu um jovem que lhe pediu aconselhamento porque queria “entrar na política”. La Rocque  - cujo nome foi dado em 1994 a um município vizinho a João Lisboa – teria perguntado ao jovem aspirante:  “—Você venderia sua mãe?” Ante a negativa do moço, La Rocque orientou, curto e definitivo: “—Então, saia da política...”

O que se procura e o que se quer, nessa tal de “Pulítica” é o político “arteiro”, “malandro”, “jeitoso” (claro, tudo sob aparência de seriedade e interesse social). Poderia transcrever aqui manchetes geradas pelos relatórios da Controladoria Geral da União (CGU) sobre corrupção – e apenas com o dinheiro federal – em prefeituras, Estados e na própria União. Poder-se-ia também transcrever o que diz outro órgão federal, o Tribunal de Contas da União (TCU). É tudo um sumidouro, um lamaçal só. E tudo ligado a tramoias e maracutaias de políticos eleitos por nós, com o conluio, é claro, de outros agentes... Ninguém é corrupto sozinho.

Brasileiros pobres têm sido mortos pelo poder da pobreza por causa da pobreza (ética) do Poder. É uma mortandade quotidiana que não sei como não “toca” os que se julgam intocáveis. E a montanha de dinheiro roubado e noticiado é só um pouco da cordilheira criminosa de apropriações indébitas, de surrupiamentos descarados. A maior parte da corrupção não é vista, não é descoberta. Os bilhões que se sabe que foram roubados são fruto da corrupção que deu errado, da roubalheira que deixou digitais. São roubos de bandidos políticos e de políticos bandidos que não leram, ou não cumpriram o décimo-primeiro mandamento: “Não serás pego”.

E os políticos, como é que já se mostram este ano, com as eleições de outubro de 2024, e já se arrumando para 2026? Cada um mostra-se com aquele mesmo modo ladino, espertalhão, tinhoso. Cada um adora ser reconhecido na “Pulítica” como “o que sabe das coisas”.

É o famoso “macaco velho”.

É a velha “cobra criada”

Afaste-se desse zoológico...

E obedeça o aviso:

“Não alimente esses animais”.

* EDMILSON SANCHES

Brasília - 27/06/2023 - O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo, integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso), em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. As inscrições podem ser feitas pelo celular ou pelo computador. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A lista dos candidatos pré-selecionados na segunda chamada da oferta de bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni), que estava prevista para ser divulgada nessa terça-feira (27), ainda não foi publicada no  Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), as equipes técnicas da Subsecretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação e da Secretaria de Educação Superior estão trabalhando para divulgar os resultados da segunda chamada do Prouni “o mais rápido possível”. A previsão é que a lista saia ainda nesta quarta-feira (28).

primeira chamada ocorreu no dia 6 de fevereiro. De acordo com o MEC, a primeira edição de 2024 do Prouni recebeu a inscrição de 716.759 pessoas.

Na primeira edição, são ofertadas 406.428 bolsas, sendo 308.977 integrais e 97.451 parciais em 15.482 cursos de 1.028 instituições.

Caso o candidato não seja selecionado nas duas chamadas, poderá manifestar interesse na lista de espera nos dias 14 e 15 de março.

(Fonte: Agência Brasil)

Começa nesta terça-feira (27), em Brasília, a Mostra Adinkra de Cinema Afro Amazônico com exibição de filmes produzidos por cineastas negros do Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Pará e Roraima. Também estão previstas rodadas de bate-papo sobre temas como ancestralidade, feminino, luta e imaginário.

As exibições, reunidas em quatro sessões com temáticas diferentes, ocorrem na Caixa Cultural até quarta-feira (28), com entrada gratuita.

Serão exibidos oito curtas-metragens e, ao término da programação de cada dia, artistas e cineastas participarão de rodas de conversas com o público, em um espaço criado para o evento que recebeu o nome de Mate Masie, um símbolo afro que pode ser traduzido pelo provérbio Nyansa bun um nne mate masie, que significa: O que eu ouço, eu guardo.

Segundo um dos produtores do evento, Rafael Nzinga, a mostra foi estruturada no sistema de escrita simbólica Adinkra do povo Akan, do Oeste da África, e dividida em quatro sessões por temáticas.

Hoje, serão exibidos as sessões Duafe, que trata do feminino e Sankofa, que simboliza o ato de olhar o passado para entender o presente e seguir para o futuro.

Amanhã (28), ocorre a sessão Ananse, que reunirá filmes sobre criatividade e sabedoria e a sessão Aya, será sobre resistência e desenvoltura.

“Esse trabalho de divulgação e distribuição de filmes é mais do que pensar a floresta em si, é pensar as pessoas que ali vivem e que guardam a floresta até os dias de hoje, principalmente os povos originários, os quilombolas e os indígenas”, destaca Rafael.

Para criar essa atmosfera em Brasília, os participantes receberão colares e, com os símbolos Adinkra, também serão distribuídas mudas de plantas consideradas sagradas e haverá degustação de comidas típicas da Amazônia.

A capital federal é a segunda cidade a receber a mostra, que também passou pela Caixa Cultural de Salvador. Idealizada em Belém do Pará, ela reúne produções contemporâneas que passaram por festivais de cinema negro promovidos pelos mesmos produtores do evento.

“Em 2019, nós realizamos o primeiro festival de cinema negro da Região Norte e logo percebemos que as políticas afirmativas incentivaram essas pessoas a contarem suas histórias. E, embora essa seja o momento de ouvirmos as suas vozes, a falta de espaço para ecoar essas produções também revelou uma herança de um país segregado”, relembra Rafael.

O produtor conta que, na época, foram inscritos 80 filmes e logo na edição seguinte, as inscrições dobraram. Para ele, a quarta edição do festival, de 2024, deve revelar um crescimento expressivo na produção audiovisual de negros na Amazônia, motivado pelo lançamento do primeiro edital de audiovisual da Lei Paulo Gustavo.

“Até então, nunca houve um edital de política afirmativa que desse vazão ao volume expressivo dessa produção, mas esse crescimento mostra que as histórias existem, mas falta dinheiro para fazer”, conclui o produtor.

A programação da mostra começa às 19h e tem classificação indicativa de 10 anos. A Caixa Cultural fica no Setor Bancário Sul, quadra 4. Confira a programação completa:

Terça-feira

Sessão Duafe – 19h

Alexandrina - Um Relâmpago, de Keila Sankofa (AM)
A Velhice Ilumina o Vento, de Juliana Segóvia (MT)

Sessão Sankofa – 19h30

Meus Santos Saúdam teus Santos, de Rodrigo Antônio (PA)

Utopia, de Rayane Penha (AP)

Bate-papo com Rodrigo Antônio, sobre Cinema de impacto na defesa da floresta Amazônica – 20h

Quarta-feira (28)

Sessão Ananse (em LIBRAS) – 19h

Nome Sujo, de Artur Roraimana (RR)

Minguante, de Maurício Moraes (PA)

Sessão Aya (em LIBRAS) – 19h30

Não Quero Mais Sentir Medo, de André dos Santos (PA)
Maria, de Elen Linth e Riane Nascimento (AM)

Bate-papo com Francis Angmortey sobre os Adinkras e a cultura Akan na perspectiva da Mostra – 20h

(Fonte: Agência Brasil)

O beach tennis é um esporte que caiu no gosto do maranhense. Nos últimos anos, a modalidade tem crescido bastante no Estado, o que tem incentivado o surgimento de atletas talentosos. E, quando bons jogadores se reúnem, uma equipe forte e competitiva é formada. E foi assim que o projeto do Time Beach Tennis Maranhão foi criado. A iniciativa, patrocinada pelo governo do Estado e pela Potiguar por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, reuniu, em uma única equipe, os beachtenistas Marcelo Lima, Neto Martins e Igor Costa que, juntos, colocaram o Estado nos pódios das mais diversas competições, sejam elas regionais, nacionais e até internacionais. 

Em sua primeira temporada, o Time Beach Tennis Maranhão foi destaque por onde competiu. Os resultados obtidos pelo trio de atletas maranhenses em 2023 impressionaram tanto que a expectativa é que a temporada 2024 possa ser ainda melhor. 

Neto Martins, por exemplo, terminou a temporada passada em grande fase conquistando títulos mundiais. O atleta sagrou-se campeão mundial nas categorias 40+ e na Mista PRO. Ele ainda ficou na terceira colocação no Masculino PRO. Com esses resultados, o maranhense encerrou 2023 sendo o número 2 no ranking mundial na categoria 40+ e assumiu o Top 5 na categoria Masculino PRO. Além disso, ele ainda terminou o ano na liderança do ranking estadual. 

“A temporada de 2023 foi simplesmente espetacular para o Time Beach Tennis Maranhão. Conseguimos resultados muito bons tanto dentro como fora do Estado. O desempenho que tivemos mostra que estamos no caminho certo e que temos condições de continuarmos entre os melhores do país. O ano de 2024 promete ainda ser mais especial”, afirmou Neto Martins. 

Outro integrante do Time Beach Tennis Maranhão, Igor Costa também teve excelentes resultados no ano passado. No âmbito estadual, foi campeão do Circuito Maranhense de Beach Tennis, venceu várias etapas do Campeonato Maranhense e alguns torneios menores no interior do Estado. O beachtenista foi campeão por equipes 40+ no 22º Campeonato Mundial IFBT, competição realizada em Fortaleza (CE), e chegou à semifinal do Brasileiro de Beach Tennis na categoria Masculino A. 

Com bons resultados, Marcelo Lima também representou muito bem o Maranhão. O atleta maranhense, foi muito bem e venceu etapas do Campeonato Maranhense de Beach Tennis na categoria PRO Masculino. O beachtenista também conquistou o título da Liga Norte Beach Tennis na categoria PRO Masculino, além de ter chegado em fases decisivas em alguns torneios internacionais. 

“Os resultados do nosso time são frutos dos nossos esforços e dos nossos patrocinadores. Só temos a agradecer pelo apoio que o governo do Estado e a Potiguar têm nos dado, porque foi graças a esse patrocínio via Lei de Incentivo que conseguimos viajar para fora do Maranhão e competir contra os principais atletas do Brasil e do mundo”, explicou Marcelo Lima. 

Outras informações sobre o Time Beach Tennis Maranhão estão disponíveis no Instagram oficial da equipe (@beachtennismaranhao).

PRINCIPAIS RESULTADOS DO TIME BEACH TENNIS MARANHÃO

Neto Martins

- campeão mundial 40+

- campeão mundial Mista PRO

- Top 3 mundial Masculino PRO 

Igor Costa

- campeão do Circuito Maranhense de Beach Tennis

- campeão da I etapa do Campeonato Maranhense 40+

- campeão da II etapa do Campeonato Maranhense Oficial 40+

- campeão por equipes 40+ no 22º Campeonato Mundial IFBT

- campeão do Circuito Maranhense de Beach Tennis

- vice-campeão do I Open de Beach Tennis Arena Club 

Marcelo Lima

- Campeão da III etapa do Campeonato Maranhense Oficial PRO Masculino

- Campeão da Liga Norte Beach Tennis PRO Masculino 

(Fonte: Assessoria de imprensa)

A Federação Maranhense de Judô (FMJ) realizou, no último fim de semana, o Credenciamento Técnico 2024, iniciativa com o objetivo de atualizar e oficializar os técnicos e auxiliares que atuarão nas competições desta temporada. O evento ocorreu na Escola Recanto do Saber, no Parque Vitória, e abriu, oficialmente, as atividades do judô no Maranhão. 

Durante o Credenciamento Técnico, a FMJ apresentou o cronograma de competições que serão promovidas pela entidade, assim como as normas e regulamentos dos torneios previstos para este ano. 

“Nosso principal objetivo é o de desenvolver cada vez mais a modalidade. Ao atualizarmos nossos técnicos, damos um importante passo para fortalecermos o judô porque são eles que trabalham diretamente com os atletas, contribuindo com a FMJ, para termos uma base ainda mais forte e vencedora”, explicou Rodolfo Leite, presidente da Federação Maranhense de Judô. 

Nesta edição do Credenciamento Técnico, também foi realizado o Seminário de Arbitragem com os senseis Marco Leite e Luiz Henrique Cidreira. No encontro, eles apresentaram e esclareceram dúvidas sobre mudanças nas regras promovidas pela Federação Internacional de Judô (FIJ). 

Seletiva

No próximo sábado (2/3), a Federação Maranhense de Judô vai promover a seletiva estadual do Campeonato Brasileiro Regional. As disputas vão ocorrer no Ginásio Paulo Leite, em São Luís, e vão definir os atletas que serão convocados para representar o Maranhão no Brasileiro Regional deste ano, marcado para o mês de abril, na cidade de Teresina (PI).    

A seletiva estadual do Campeonato Brasileiro Regional vai reunir judocas de diversas classes: do Sub-13 ao Sênior (Graduados). Os atletas podem se inscrever pela plataforma Zempo (www.zempo.com.br). A taxa de inscrição custa R$ 50. 

Vale lembrar que, na temporada 2023, o Time Maranhão brilhou no Campeonato Brasileiro Regional na cidade de Macapá (AP). O selecionado maranhense conquistou o título de campeão geral masculino com um grande desempenho de seus judocas que levaram 25 medalhas, sendo 12 de ouro, 3 de prata e 10 de bronze. No feminino, o Maranhão terminou na 6ª posição com 10 medalhas: 6 pratas e 4 bronzes. 

Somando todas as conquistas do Time Maranhão – tanto no masculino quanto no feminino –, as 35 medalhas no total colocaram o Estado na quarta colocação geral no Brasileiro de Judô da Região I, atrás do Amapá, Pará e Piauí. 

(Fonte: Assessoria de imprensa)

O Fórum Jaracaty, projeto patrocinado pela Equatorial Maranhão e pelo governo do Estado por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, conquistou expressivos resultados nos campeonatos estaduais, regionais e nacionais do tênis de mesa no ano passado. A atuação do projeto nas competições teve grande destaque e, consequentemente, trouxe boas notícias ao projeto em 2024. A principal delas foi a indicação da mesatenista Paola Morais ao Troféu Mirante Esporte, principal premiação esportiva do Maranhão.

Paola, que frequenta o projeto desde os 7 anos de idade, conquistou medalhas em todos os campeonatos que participou em 2023, dentre eles, o 15º TMB Challenge Plus, realizado em agosto passado, em Teresina (PI). A competição nacional está presente no calendário da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) e, a cada edição, ocorre em uma cidade diferente. Nesse campeonato, Paola sagrou-se campeã brasileira, conquistando três ouros nas categorias em que competiu (Sub-19, Sub-21 e Absoluto C).

Aos 16 anos, Paola coleciona várias medalhas e premiações adquiridas ao longo do tempo. Ela vê, no Fórum Jaracaty, uma segunda casa. “É um projeto que me acolhe tanto no esporte quanto na vida. Não só eu, mas meus irmãos participam ou participaram. Minha família está sempre aqui. O projeto me apresentou ao tênis de mesa, traz muita oportunidade para nós, abre muitas portas”, destaca a atleta. Sobre a indicação ao Troféu Mirante Esporte 2024, ela é enfática: “A sensação de concorrer é de felicidade porque consigo ver que meu esforço não foi em vão”, disse.

Para Márcia Assunção, diretora-executiva do Fórum Jaracaty, a indicação ao Troféu Mirante Esporte 2024 é reflexo do trabalho realizado no projeto. “É uma emoção que vivenciamos novamente. Desta vez, com uma atleta do tênis de mesa. Neste momento, cai a ficha de como o trabalho que realizamos aqui é de suma importância, que a dedicação de funcionários e alunos são fundamentais para realizar sonhos”, ressalta a diretora.

O Fórum Jaracaty atua há mais de duas décadas, oferecendo modalidades esportivas (judô, tênis de mesa e futsal), aulas de artes e de informática, brinquedoteca, cursos e palestras para crianças, jovens e comunidade em geral. As atividades do projeto são gratuitas.

Além do tênis de mesa, outras 27 modalidades esportivas estão no Troféu Mirante Esporte 2024. A votação para escolher os melhores atletas das modalidades ocorre até o dia 12 de março. A cerimônia de premiação será realizada no dia 14 de março, às 19h30, no Teatro Arthur Azevedo. Para votar, basta acessar o site https://www.grupomirantema.com/trofeumirante/2023/indicados/, inserir as informações solicitadas e escolher o(a) atleta.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Brasília - 27/06/2023 - O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo, integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso), em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. As inscrições podem ser feitas pelo celular ou pelo computador. Foto: Juca Varella/Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) divulga, nesta terça-feira (27), a lista dos candidatos pré-selecionados na segunda chamada da oferta de bolsas da edição 2024 do Programa Universidade para Todos (Prouni).

A lista ficará disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Na primeira edição, serão ofertadas 406.428 bolsas, sendo 308.977 integrais e 97.451 parciais em 15.482 cursos de 1.028 instituições.

De acordo com o MEC, esta é a maior oferta de bolsas desde a criação do programa em 2005.

O candidato pré-selecionado deve entregar a documentação na instituição de ensino superior para comprovação dos dados informados na inscrição no período de 27 de fevereiro a 7 de março. A apresentação pode ser feita presencialmente. na instituição ou por meio eletrônico.

A primeira chamada ocorreu no dia 6 de fevereiro.

Programa

Criado em 2004, o Programa Universidade Para Todos oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em faculdades privadas.  

O programa ocorre duas vezes ao ano e tem como público-alvo o estudante sem diploma de nível superior. Como critérios para seleção dos candidatos, o Prouni considera a renda familiar bruta mensal, por pessoa; se o candidato cursou integralmente o ensino médio em escola da rede pública ou na condição de bolsista integral em instituição privada de ensino médio, ou ser pessoa com deficiência, entre outros previstos na legislação.

(Fonte: Agência Brasil)

Exposição leva visitantes ao mundo mágico do quadrinista e escritor Ziraldo. Na foto o escritor Ziraldo. Foto: Mundo Zira/Divulgação

O Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB RJ) recebe, a partir do dia 6 de março, a exposição sensorial Mundo Zira – Ziraldo Interativo, onde toda a família poderá ter contato com os personagens criados pelo quadrinista e escritor brasileiro, que fazem parte do imaginário infantil de todas as idades. A mostra ficará em cartaz até 13 de maio, celebrando o talento do artista, que completou 91 anos em outubro do ano passado.

A estreia ocorreu em 2022, em Brasília, onde a exposição imersiva foi vista por 65 mil pessoas. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados a partir do próximo dia 28, no site do CCBB RJ. A exposição funcionará todos os dias, exceto terça-feira, das 9h às 20h.

Ziraldo parou de produzir textos e desenhos em setembro de 2018, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Seu estúdio, onde trabalhou durante 70 anos, instalado no Bairro da Lagoa, zona sul do Rio, está sendo transformado no Instituto Ziraldo.

Exposição leva visitantes ao mundo mágico do quadrinista e escritor Ziraldo. Foto: Mundo Zira/Divulgação

As histórias infantis contadas por ele em mais de 200 títulos, incluindo FlicsMenino Maluquinho, Turma do Pererê, Menino Quadradinho, entre outros, ocuparão o saguão e o quarto andar do CCBB RJ, para serem apreciadas por cariocas e outros visitantes.. A direção artística e curadoria são de Adriana Lins e Daniela Thomas, respectivamente sobrinha e filha do artista. A exposição é realizada pela Lumen Produções e pelo Instituto Ziraldo, com patrocínio da Prio, empresa do setor de óleo e gás do Brasil, e do Ministério da Cultura.

Quem era criança e conheceu os livros e personagens de Ziraldo passou para os filhos e netos. “Flicts tem 60 anos, a Turma do Pererê também. São gerações. São avós, filhos e netos”, disse em entrevista à Agência Brasil a curadora Adriana Lins. Acrescentou que crianças de 10 e 12 anos, que atuam hoje em redes sociais, que nasceram quando Ziraldo tinha 80 anos, são leitores de suas histórias, o que comprova que os personagens são atemporais. “Elas conhecem os livros, os personagens e adoram”. Adriana afirmou que Flicts, lançado em 1969, é atual. “Ele fala de inclusão, de aceitação, das diferenças, da comunhão”. Sem ser didático, seus livros têm sempre uma lição para transmitir. “Ziraldo é tão literatura, poesia e sensibilidade que a mensagem chega. É por isso que tem tantos fãs. Ele conversa como leitor. Sua obra é pessoal”, destacou Adriana.

Interatividade

A exposição une interatividade e tecnologia com a arte tradicional, proporcionando nova leitura das obras icônicas do artista. “Quando pensamos na obra de Ziraldo, pensamos no prazer, no fascínio e na alegria que ele consegue transmitir com sua arte. Agora, nessa exposição, queremos ir além das páginas, sair do papel, recriando uma conversa com o seu acervo. Em Mundo Zira, livros, quadrinhos e personagens saem das páginas e ganham novas dinâmicas pelas mãos dos visitantes”, afirmou a filha mais velha de Ziraldo, Daniela Thomas, curadora artística do Instituto.

Exposição leva visitantes ao mundo mágico do quadrinista e escritor Ziraldo. Foto: Mundo Zira/Divulgação

Quando o visitante entrar no saguão do CCBB RJ, já perceberá que Ziraldo está presente no prédio. Balões gigantescos. de 3 e 4 metros de diâmetro, estarão suspensos no ar com todas as cores do Flicts e com as figuras dos amigos do Menino Maluquinho, dando as boas-vindas e convidando todos a brincar e a viajar no Mundo Zira. “A gente mistura os universos de Ziraldo. A gente traz os meninos da lua, que são os meninos dos planetas, o Menino Maluquinho, a Turma do Pererê, o Planeta LilásFlicts, o Bichinho da Maçã, com o qual Ziraldo ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de arte em 1982”, lembrou Adriana.

Quando a pessoa chega ao quarto andar, do lado de fora da galeria, já começa a ter contato com o mundo de Ziraldo. O próprio artista dá as boas-vindas ao público em uma fotografia gigante em preto e branco. “É como se ele estivesse falando: Pode chegar que é aqui!”. O Menino Maluquinho aponta então para a direção que o visitante deve seguir. Na porta de de entrada, Flicts recebe as pessoas que acabam parceiras dessa orquestra de cores e sons, disse Adriana. À medida que as pessoas movem os braços e as mãos como se fossem maestros, o livro vai surgindo em um telão e se animando, fazendo aparecer cores e palavras. “Você vira o condutor dessa história. Vai mergulhando no sensorial e se apropriando dos sentimentos, de percepções, ao mesmo tempo que está brincando, se divertindo”.

Surpresas

Mais surpresas esperam o público nos espaços dedicados ao Menino Quadradinho, que fala da passagem da criança para a vida adulta, e no Planeta Lilás, que é uma homenagem ao livro, em que o personagem vai descobrindo as palavras. Já o Saci Pererê leva os visitantes para outra sala, que é a Mata do Fundão, simbolizando todas as florestas brasileiras. Ali, projeções misturam personagens e barulhos de mata que vão surgindo a cada momento atrás dos galhos. “É um pega-pega, dentro da Mata do Fundão”, disse Adriana Lins.

Exposição leva visitantes ao mundo mágico do quadrinista e escritor Ziraldo. Foto: Mundo Zira/Divulgação

Na verdade, a curadora explicou que se trata de um grande salão que vai criando ambientes. Em um desses ambientes, a imagem do visitante é capturada e projetada dentro de uma ilustração de Ziraldo na parede em frente a ele. “O visitante vira então um personagem do desenho, daquela cena. Tem um menu de desenhos e o visitante pode escolher em qual imagem ele quer aparecer”. Na parte de percepção pelo desenho, há outro ambiente com mesas digitais, que o público escolhe qual desenho quer colorir, por textura diferente . Em seguida, o desenho é projetado muito grande na parede e os outros visitantes passam a ver sua arte, como você se tornou coautor de Ziraldo naquela ilustração.

A exposição destaca ainda outra linguagem ziraldiana, que são as onomatopeias. A interatividade funciona em alguns pontos do chão onde a pessoa passa e pisa, fazendo a onomatopeia surgir na parede com seu barulho característico. Daniela Thomas lembra que as exposições de Ziraldo, normalmente, são uma festa, porque seus desenhos são fascinantes. “São alegres, brilhantes, sedutores”, completou Adriana. “Isso encanta muito”. Em uma mostra interativa como essa, tudo vira festa.

De acordo com ela, que também é diretora do Instituto Ziraldo, “é uma exposição imersiva, divertida, dinâmica, indo além da contemplação, convidando o visitante a atuar e fazer parte da brincadeira. De acordo com as curadoras, Mundo Zira – Ziraldo Interativo é um convite ao estímulo da criatividade e da reflexão. A interação com as obras oferece experiência educativa, unindo arte, tecnologia e mensagens sociais e ambientais. Os temas, tratados pioneiramente por Ziraldo desde os anos 60, permanecem não apenas contemporâneos, mas também urgentes. 

(Fonte: Agência Brasil)

22/02/2024-Livro de fotógrafo sobre crianças na Amazônia chega de graça a escolas. Obra de Araquém Alcântara reúne histórias de 15 crianças de 6 Estados. É necessário que instituições solicitem o livro. Foto: Araquém Alcântra/Divulgação

Na aldeia dos Kamayurá, no Mato Grosso, Raoni, de 8 anos, faz uma cambalhota e mergulha na Ipavu, a lagoa sagrada. Em Periquitaquara, no Pará, Pedro, de 12, diverte-se ao subir no açaizeiro e ao observar a floresta encantada. Já Franciele, de 10, em Xapuri, no Acre, equilibra-se nos troncos e cipós imaginando-se atleta nas Olimpíadas.

As diversões, os sonhos e as histórias de 15 crianças de seis Estados da Região Norte descortinam uma paisagem de inocência e das raízes culturais no livro Amazônia das Crianças, do fotógrafo Araquém Alcântara. O trabalho está disponível pela internet e também para instituições, que podem pedir o livro impresso de forma gratuita.

Confira, aqui, o livro. As imagens de Araquém Alcântara – que tem mais de 60 livros publicados sobre meio ambiente – é acompanhada por textos do jornalista Morris Kachani, do educador ambiental Zysman Neiman e ilustrações do artista Angelo Abu.

Para inspirar

O trabalho está dividido em dois volumes. Segundo explica o patrocinador da pesquisa, no primeiro livro, crianças indígenas, ribeirinhas, extrativistas, quilombolas e urbanas narram as histórias. No segundo volume, as experiências são acompanhadas de contextos históricos, sociais, econômicos e ecológicos.

A proposta é inspirar os professores da educação infantil a trabalhar esses temas em sala de aula a fim de sensibilizar para a preservação da maior floresta do mundo e para o cuidado com os moradores da região.

Segundo o que foi divulgado, o trabalho é voltado particularmente para educação infantil e, por isso, pode ser solicitado por escolas (públicas ou privadas), organizações não governamentais e bibliotecas. O patrocinador do trabalho, o C6 Bank, disponibilizou o livro para ser baixado gratuitamente com um guia de utilização para professores.

O livro e o guia também estão disponíveis em pdf, ePub para Kindle e Google Play Livros.

Para solicitar o kit impresso sem custo, as instituições devem preencher um formulário no site do patrocinador. “Cada kit contém um exemplar do livro Amazônia das Crianças e um do Guia de navegação”, divulgou o patrocinador.

22/02/2024-Livro de fotógrafo sobre crianças na Amazônia chega de graça a escolas. Obra de Araquém Alcântara reúne histórias de 15 crianças de 6 Estados. É necessário que instituições solicitem o livro. Foto: Araquém Alcântra/Divulgação

Para comunidades

O banco patrocinador garante que cerca de 2 mil livros serão distribuídos a escolas públicas, incluindo escolas das comunidades envolvidas no projeto, que receberão a nova publicação de Araquém e um acervo com 120 outros títulos. Estão previstos ainda encontros de formação de mediação de leitura nas comunidades representadas na obra.

A chegada do livro pode ser uma emoção diferente para Samuel, de 11 anos, morador de Manaus (AM). “Adoro minha escola. Principalmente a biblioteca. Lá tem livros que eu amo. Um deles é de fotos da floresta. Fico besta com aquele tanto de verde e de rios bonitos. As fotos me fazem sonhar”, escreveu. O menino sonhador vai poder ler o livro em que ele é protagonista.

(Fonte: Agência Brasil)

Dia internacional do Brincar celebra a importância das brincadeiras na infância.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em parceria com a Sociedade Paraibana de Pediatria (SPP), lança, nesta segunda-feira (26), a Cartilha de Desenvolvimento – 2 meses a 5 anos para profissionais de todo o Brasil filiados à entidade. Elaborado pelo Centers of Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, o conteúdo foi traduzido para o português por pediatras da SBP e apresenta um programa que visa auxiliar na identificação precoce de atrasos do neurodesenvolvimento.

Os Centers of Disease Control and Prevention, ou Centros de Controle e Prevenção de Doenças, são uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, que trabalha na proteção da saúde pública e da segurança da população.

A presidente do Departamento Científico de Desenvolvimento e Comportamento da SBP, Liubiana Arantes de Araújo, disse em entrevista à Agência Brasil que a cartilha busca informar as equipes de saúde e de educação, bem como pais e outras pessoas que lidam com crianças, sobre os marcos de desenvolvimento esperados para cada idade. Dessa forma, entendendo o que esperar para cada idade, as pessoas poderão, estimular a criança. Se detectarem algum atraso, poderão agir o mais cedo possível.

“Se a criança tem algum atraso ou algum risco, ela necessita de uma avaliação e uma intervenção imediatas”, destacou a médica. A cartilha vai ajudar os pais e responsáveis a detectar algum problema que os filhos apresentem no desenvolvimento. “Os pais não têm, muitas vezes, um conhecimento e suspeitam que a criança tem um atraso, mas não têm certeza disso. A cartilha ajuda muito os pais a compreenderem o que esperar para cada idade. E, se o meu filho não adquiriu aquela habilidade, o que está acontecendo? Se é um atraso realmente, eu tenho que procurar ajuda, porque eu tenho um guia certo, com referências científicas, baseado em estudos, em pesquisas publicadas, resultante da avaliação de muitas crianças sobre o que, realmente, elas têm que alcançar em cada idade”. 

Universalidade

Apesar de a cartilha ter sido elaborada nos Estados Unidos, a questão dos marcos do desenvolvimento é aplicada para crianças de diversas regiões do mundo. “O cérebro tem as etapas que já são previamente determinadas pela genética. Então, tanto no Brasil, Estados Unidos, Europa, Ásia, uma criança tem que andar por volta de 1 ano. Se ela tem 1 ano e 7 meses e não anda, ela tem um atraso porque o cérebro desenvolve a sua arquitetura da mesma forma, com etapas. É claro que a criança pode andar com 10 meses, 1 ano, 1 ano e dois meses. Tem um intervalo de variação, mas existem limites que são estabelecidos para qualquer criança, independente de onde ela viva. O que a gente entende é que não pode subestimar o potencial de desenvolvimento da criança”, ressaltou  Liubiana.

Segundo ela, uma criança brasileira, por exemplo, tem o mesmo potencial de outra que mora em países desenvolvidos. A genética é que vai determinar isso, embora ela seja influenciada pelo ambiente. “As pessoas entendendo que, em um ambiente rico de estímulo, trabalhando para uma boa nutrição, para cuidar de evitar problemas de saúde, essa criança pode adquirir o seu pleno potencial de desenvolvimento, independente do país em que nasceu”.

Liubiana informou que a ideia é que a cartilha sirva à conscientização dos pediatras de todo o Brasil, para que eles possam entender melhor sobre o desenvolvimento das crianças, saber fazer avaliação, orientar os pais nos casos em que forem identificados atrasos. Nas próximas semanas, o documento estará disponível no site da SBP para consulta por todos os pais do país, visando garantir informações de qualidade.

Publicação

Ao longo de 28 páginas, a publicação divide-se em 12 seções representativas das diferentes faixas etárias da criança: aos 2, 4, 6, 9,12, 15 e 18 meses, além de 2 anos, 30 meses, 3, 4 e 5 anos. Liubiana destacou que a cartilha é um instrumento didático, com as descrições dos marcos esperados para cada idade. A ideia é que os pais marquem o que seus bebês já conseguem fazer e levem o questionário preenchido para conversar com o pediatra e receber as orientações necessárias, durante as consultas.

Conforme destaca a integrante do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da SPP Flávio Melo, os cinco primeiros anos de vida das crianças são essenciais para um neurodesenvolvimento pleno do ser humano e, nessa fase, o comportamento verificado oferece pistas importantes sobre a saúde e o pleno desenvolvimento.

(Fonte: Agência Brasil)