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O governo de Hong Kong informou que revisou um decreto para censurar filmes que possam ameaçar a segurança nacional. Acrescentou que o conteúdo de filmes será examinado sob a lei de segurança nacional do território, que entrou em vigor no ano passado.

Tradicionalmente, em Hong Kong, autoridades do governo têm checado filmes para ver se há cenas de violência ou indecência antes de permitir a sua exibição.

Segundo o decreto revisado, as autoridades irão proibir filmes que poderiam pôr em risco a segurança nacional.

Neste ano, um documentário sobre grandes protestos pró-democracia de Hong Kong em 2019 foi retirado, por iniciativa própria, antes de sua programada estreia, após críticas de um jornal a favor de Pequim, entre outros.

O Partido Democrático de Hong Kong emitiu um comunicado criticando a revisão do decreto.

O partido citou que não está claro qual o conteúdo poderia ser considerado uma ameaça à segurança nacional, por isso a medida poderia afetar o desenvolvimento da indústria cinematográfica de Hong Kong.

Manifestou, também, temores de que, se as autoridades cortarem o conteúdo antigoverno ou mesmo cenas retratando a destruição de uma cidade, os filmes poderiam se tornar entediantes.

(Fonte: Agência Brasil)

Levantamento feito pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) em seu banco de dados, em alusão ao Dia dos Namorados, comemorado neste sábado (12), mostra que 132.975 músicas com a palavra amor no título foram cadastradas no Brasil nos últimos 25 anos, compreendidos entre 1997 e 2021.

Os títulos de obras musicais mais repetidos com esse tema foram: Amor (603 músicas); Amor proibido (572 músicas) e Nosso amor (468 músicas). Os anos que tiveram mais canções cadastradas com a palavra amor no título foram 2013 (18.737 músicas), 2019 (9.958 músicas) e 2020 (9.373 músicas).

Mais tocadas

Outra pesquisa foi relacionada às músicas mais tocadas nos principais segmentos de execução pública (rádios, sonorização ambiental, casas de festa e diversão, Carnaval e festa junina) com a palavra amor no título nos últimos cinco anos.

O ranking é liderado por músicas do gênero sertanejo. Em primeiro lugar, aparece Não deixo não (incidental: vá pro inferno com seu amor), de autoria de Garoto Perdido, Guilherme Ferraz, Rafael Quadros, Sando Neto, Paulo Pires, Diego Ferrari, Meirinho, Ray Antonio e Everton Matos; seguida de Amor falso, de Mc Rogerinho, Felipe Enzo e Walber Cássio; e Antiamor, de Luan Santana, Breno, Caio Cesar, Edu Valim e Renan Valim.

Na quarta posição, aparece Amor perfeito, de Paulo Massadas, Robson Jorge, Miguel, Lincoln Olivetti e Michael Sullivan. Em quinto lugar, ficou a melodia Mais amor e menos drama, de Victor Hugo, Michel Alves e Philipe Pancadinha.

Classificados do sexto ao décimo lugares, respectivamente, estão Dois loucos de amor, de Victor Hugo, Humberto Junior, Thalyta Peppes, Paulinho Juski, Newton Fonseca e Márcio Chaves; Morrer de amor, de Pj, Rogério Flausino, Alexandre Carlo, Marcos Túlio Lara, Paulinho Fonseca e Marcio Buzelin; Borbulhas de amor (tenho um coração), de Juan Luis Guerra e Ferreira Gullar; Se o amor tiver lugar, de Neto Schaefer, Edu Valim e Renan Valim; e Ousado amor, que tem como autores Flavia Arrais, Gabriel Guedes, Amauri Jr, Emi Sousa, Caleb Culver, Paris Jackson, Cory Hunter Asbury, Rafael Bicudo, Christie Tristão, Hananiel Eduardo Henklein e Isaias Saad. 

(Fonte: Agência Brasil)

Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo nasceu em São Luís do Maranhão, em 4 de abril de 1857, e faleceu em Buenos Aires, em 1913. Estudou as primeiras letras no Maranhão, onde também trabalhou numa casa comercial. Aos dezessete anos, foi para o Rio de Janeiro e estuda pintura na Escola de Belas-Artes. Estreou na imprensa como caricaturista, trabalhando em “O Fígaro”, “O Mequetrefe” e “A Semana Ilustrada”. De volta ao Maranhão, lá escreve o seu primeiro romance de grande êxito, “O Mulato”, criado pelo jovem Aluísio aos 26 anos de idade, no mirante de um solar revestido de azulejos portugueses, onde morava sua família, na Rua da Paz, em São Luís, hoje tombado pelo Patrimônio Histórico.

Depois, Aluísio retorna ao Rio, onde publica diversas obras e colabora em jornais e revistas. Tendo feito concurso para cônsul, serviu em Vigo, Nápoles, Tóquio e, por fim, em Buenos Aires, onde morreu. Aluísio é a figura principal do Naturalismo no Brasil. Notável observador dos costumes e ambientes da sociedade do Segundo Reinado. A sua produção ressente-se do processo de trabalho do escritor, que era o do folhetim de imprensa. Há, em seus livros, uma significação histórica ao lado da significação literária. Pertenceu à Academia Brasileira de Letras e nos deixou estes preciosos títulos: “Uma Lágrima de Mulher” (1879); “O Mulato (1881); “Casa de Pensão (1884); “O Homem” (1887); “O Coruja” (1889); “O Cortiço” (1890); “O Esqueleto” (1890); “Demônios” (1893); “Livro de uma Sogra” (1895), além de outras produções espalhadas em jornais e revistas.

“O Mulato” ficou corporificado no Realismo, como o primeiro romance do Naturalismo estilizado, dentro do aspecto da “art nouveau”, exteriorizando, em suas angústias e depressões sociais, os mesmos males que oprimiam os artistas europeus, quando as misérias da crise mundial já rondavam a decadência emocional da “Belle Époque”.

Aluísio Azevedo, escritor e diplomata, foi um dos expoentes maiores da nossa ficção urbana e, em sendo “O Mulato”, o primeiro romance naturalista brasileiro – retrata, na sua estrutura, todo o nódulo social calcado no racismo do meio maranhense do tempo, onde alguns críticos dizem que, para o estigma do nosso autor, faltara aquela exigência de Emile Zola, quando normatiza a conduta dos personagens retratando o terrível comportamento da paixão, mas que, por outro lado, lhe sobrara, aqueles maneios acirrados que caracterizam a luta contra o conservantismo e as rigorosas imposições clericais que, de algum modo, entorpeciam São Luís no século XIX – servindo como pano de fundo a principal ação do romance.

Raimundo (o núcleo central romanesco), filho de escravos e recém-chegado doutor da Europa, não se deu conta de sua “mulatice” e se fez amado e amante em circunstâncias dolorosas envolvidas por terríveis preconceitos. Mas foi assim que Aluísio quis que “O Mulato” agisse, tipificando-lhe à moda das histórias de Diderot e dos romances de Tachear e Balzac, ou ainda, sob os traços dos contos de Maupassant e Tchekhov.

“O Mulato” agride o desesperado preconceito racial criado nas famílias abastadas de São Luís, talvez por isso tão bem recebido pela ferrenha crítica da Corte como exemplo e, ainda, por ter sido escrito no molde do Naturalismo bem ao jeito darwinista, causando forte irritação em seus comprovincianos, que o forçaram a voltar às pressas, para o Rio de Janeiro, e juntar-se, novamente, ao irmão, o dramaturgo, comediógrafo e também escritor Arthur Azevedo que, às gargalhadas, o esperava no cais do porto para comemorarem o que escrevia de Lisboa o crítico Valentim Magalhães: “Aluísio Azevedo é no Brasil, talvez, o único escritor que ganha o pão exclusivamente à custa da sua pena, mas note-se que apenas ganha o pão, porque as letras, no Brasil, ainda não dão para a manteiga”. E sempre será assim... A arte é um dom divino, por isso, dádiva de sacrifício!

* Fernando Braga, publicado no Jornal “O Alto Madeira”, Porto Velho (RO), em 7/9/84, e republicado por ocasião do sesquicentenário de nascimento de Aluísio Azevedo. Originais in “Conversas Vadias”, antologia de textos do autor.

Ilustrações: Foto de Aluísio Azevedo e capa do livro comentado.

O Movimento Todos pela Educação e a Human Rights Watch Brasil divulgaram, nessa sexta-feira (11), um conjunto de recomendações ao governo federal para fortalecer as políticas públicas voltadas a apoiar o setor educacional durante a pandemia.

De acordo com as entidades, é preciso alocar recursos de forma estratégica para assegurar o acesso e evitar a evasão escolar, especialmente por segmentos mais atingidos pela pandemia, como negros, indígenas e crianças e adolescentes das áreas rurais.

Segundo o Todos pela Educação, em 2020, o governo federal reservou orçamento de R$ 48,2 bilhões para a educação básica, mas o valor executado ficou em R$ 35,2 bilhões, o menor em uma década.

As duas organizações destacam a necessidade de disponibilizar vacinas para trabalhadores da educação em todo o país, inclusive aqueles com atuação em unidades de ensino em comunidades marginalizadas.

Os profissionais da área foram incluídos no plano de operacionalização da vacinação contra a covid-19 e passaram a receber doses neste mês, para a sua imunização, começando pelos trabalhadores em creche e do ensino fundamental.

As organizações defendem o uso de indicadores claros para o fechamento das escolas que considerem os riscos de transmissão do novo coronavírus e parâmetros baseados em evidências para decidir o retorno às atividades presenciais.

O documento acrescenta que deve ser realizada uma campanha de “volta às aulas” visando a um retorno gradual e seguro, ofertando apoio às famílias cujas crianças e adolescentes tiverem dificuldades para isso.

A manifestação acrescenta que o Executivo federal deve apoiar Estados e municípios com menores condições no fornecimento de equipamentos de proteção individual para os profissionais da educação.

Outra ação elencada é o apoio ao acesso à internet de alunos. As entidades citam pesquisa do Instituto Datafolha segundo a qual antes da pandemia 4 milhões de crianças e adolescentes não possuíam acesso à internet.

Segundo as organizações, o governo federal deveria adotar “medidas para garantir internet acessível, confiável e estável, incluindo medidas direcionadas para fornecer acesso gratuito e equitativo – e dispositivos capazes de apoiar o conteúdo educacional básico – para crianças e adolescentes que ainda não podem assistir às aulas presencialmente”.

No posicionamento, o Movimento Todos pela Educação e a Human Rights Watch Brasil lembram que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, 16,6% das crianças em casas com renda per capita de até meio salário mínimo não tiveram acesso à educação, índice que foi de 3,9% nos lares com renda per capita de mais de quatro salários mínimos.

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Educação e aguarda retorno.

(Fonte: Agência Brasil)

A Administração Espacial da China divulgou, nesta sexta-feira (11), uma imagem panorâmica de 360 graus e duas fotografias em cores da superfície de Marte e dos dispositivos da sonda Tianwen-1, que chegou ao Planeta Vermelho em 15 de maio.

A imagem mostra os arredores da zona de pouso, um terreno plano e pedregoso, e foi registrada pelo veículo Zhurong - uma homenagem ao Deus do Fogo da antiga mitologia chinesa.

“A superfície próxima é relativamente plana, com pedras lisas, de cores claras e de diferentes tamanhos, espalhadas e semienterradas. Há um buraco no fundo com pedras mais escuras e angulares na margem”, detalhou a Administração Espacial da China em comunicado.

A imagem também mostra a rampa de descida para o terreno marciano e a parte traseira do Zhurong, com painéis solares. “A abundância e o tamanho das pedras correspondem às expectativas”, diz a nota.

A outra fotografia mostra a plataforma de aterrissagem, com a rampa de descida do Zhurong e uma bandeira chinesa desfraldada.

No fim da rampa, podem ser vistas as marcas deixadas pelo veículo na superfície marciana, que formam um círculo.

Na terceira imagem, o Zhurong afastou-se da câmara descartável, que normalmente carrega no porão, e recuou alguns metros.

Assim, tanto o veículo quanto a plataforma podem ser vistos mais ao fundo.

“A imagem foi transmitida sem ligação por fio ao veículo, que então a reencaminhou para a Terra por meio do módulo de órbita", detalhou o texto.

De acordo com a agência chinesa, o módulo de órbita está em boas condições, e o veículo opera na superfície de Marte há 28 dias marcianos.

O Zhurong faz parte da missão chinesa Tianwen-1, que partiu para o espaço em julho de 2020 e cuja sonda de pouso atingiu a superfície do planeta em 15 de maio, na parte sul da chamada Utopia Planitia, uma planície localizada no hemisfério norte.

Tianwen-1 é a primeira missão de exploração da China a Marte e a primeira na história a combinar viagem, entrada em órbita e descida numa única missão.

Cientistas chineses pretendem encontrar mais evidências da existência de água ou gelo no planeta, bem como realizar pesquisas sobre a composição material da superfície ou sobre as características do clima.

(Fonte: Agência Brasil)

A maior feira de games do mundo está de volta! Ou quase: um ano após o evento ser cancelado por causa da pandemia de covid-19, a E3 retorna neste sábado (12), em uma versão virtual, com o apoio de diversas publicadoras e desenvolvedoras de games. Várias conferências virtuais são esperadas para os próximos dias, a maior parte delas podendo ser acessada em canais oficiais da E3, ou das próprias empresas. Claro, tudo em inglês, mas já se tornou comum diversos portais especializados ou canais de YouTube realizarem transmissões oficiais com tradução e comentários ao vivo.

A lista de conferências é extensa, mas separei abaixo principais delas:

12 de junho (sábado)

16h – Ubisoft – A publicadora francesa com estúdios espalhados em todo o mundo prometeu dar detalhes sobre o novo Rainbow Six, Far Cry 6 e Riders Republic. A expectativa é que, além do anúncio do costumeiro novo Just Dance, tenhamos novidades também na franquia Assassin´s Creed.

13 de junho (domingo)

14h – Xbox & Bethesda – Este promete ser um ano forte para a Microsoft na E3. Com vários exclusivos na manga (que sempre fizeram falta à marca em outras gerações), a Microsoft deve dar mais detalhes sobre o muito aguardado Halo Infinite, além de Hellblade 2, Everwild, Fable e Perfect Dark. Espere, ainda, novidades no Xbox Game Pass e sobre a Bethesda (de Fallout, Doom e Wolfestein), publicadora gigante comprada pela Microsoft em 2019 e que, inclusive, é citada no nome da conferência.

16h15 – Square Enix – A publicadora japonesa revelou que dará mais detalhes sobre os já anunciados Life is Strange: True Colors e a expansão de Marvel´s Avengers baseada no super-herói Pantera Negra. Outras franquias que podem acabar surgindo na apresentação é Tomb Raider, Final Fantasy, Dragon Quest e Outriders.

Horário indeterminado – PC Gaming Show – A conferência costuma reunir desenvolvedores e publicadores menores que desenvolvem jogos para computador, mas também pode ser palco para maiores detalhes sobre games revelados em algumas outras das principais conferências.

14 de junho (segunda-feira)

6h30 – Capcom – A desenvolvedora de Resident Evil e Street Fighter deve mostrar novidades nos games dessas duas grandes sagas e outras famosas como Monster Hunter e Ace Attorney. Existe, ainda, uma expectativa por um novo Dragon´s Dogma: o primeiro game, lançado em 2012, foi lançado durante a transição da sétima para oitava geração de consoles, se tornando sucesso de crítica e vendas. Recentemente, a franquia foi retomada em uma série animada para a Netflix, além de um relançamento do game original para o Switch.

Horário indeterminado – Take-Two – A existência da conferência em si já é uma surpresa, já que a publicadora nunca deu as caras de forma oficial na E3 anteriormente, ou sequer costuma fazer grandes apresentações em outros eventos, seja de forma on-line ou presencial. A Take-Two é mais famosa por ser dona da Rockstar Games, responsável pelos games Grand Theft Auto e Red Dead Redemption, mas também detém, em seu guarda-chuva, outras franquias famosas como Borderlands, Bioshock, MAFIA, Civilization, entre outros.

15 de junho (terça-feira)

13h – Nintendo – Uma das mais aguardadas apresentações da E3, tudo por causa de boatos e vazamentos que apontam o lançamento de uma versão aprimorada do Switch, com mais poder de processamento e suporte à resolução 4K. Por enquanto, a promessa da Nintendo é de uma apresentação de 40 minutos exclusivamente sobre jogos para o Switch, além de uma transmissão ao vivo durante 3 horas onde darão mais detalhes sobre os jogos revelados. Na lista de jogos aguardados, estão Pokémon Legends Arceus, Bayonetta 3, Metroid Prime 4 e The Legend of Zelda: Breath of the Wild 2.

Horário indeterminado – Bandai Namco – Um dos jogos que devemos ver com mais detalhes é Scarlet Nexus, que também é grande candidato a aparecer na conferência da Microsoft. Fica a dúvida se finalmente veremos mais de Elden Ring, jogo da FromSoftware (da série Souls) e que traz um enredo escrito por George R. R. Martin, dos livros As Crônicas de Gelo e Fogo (que, por sua vez, inspirou a série de TV Game of Thrones). A Bandai Namco também é responsável pelos games oficiais de diversos animes como Naruto e Dragon Ball e pode apresentar novidades nessa área. E será que vem novo Tekken por aí?

(Fonte: Agência Brasil)

O Senado decidiu não votar hoje (10) o projeto de lei (PL) que reconhece a educação como serviço essencial e traz diretrizes para o retorno às aulas presenciais. A apreciação do projeto em plenário já passou por dois adiamentos. Desta vez, porém, o relator da matéria, Marcos Do Val (Podemos-ES), leu o relatório, que, apesar de lido, não foi votado. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), decidiu pela realização de uma sessão de debates sobre o tema antes da apreciação da proposta.

O objetivo do projeto é, ao reconhecer a educação básica e superior como serviço essencial, garantir a volta às aulas presenciais em escolas e universidades. No entanto, surgiu um debate entre os senadores de que o projeto, em sua essência, retiraria do professor o direito de greve. Em resposta, Do Val afirmou que manteve o direito à greve em seu relatório, acatando uma emenda. Nem isso fez alguns senadores, como Kátia Abreu (PP-TO), mudarem de ideia.

“Desculpe-me, Senador Marcos do Val. Apesar do fato de você escrever que não há essa questão, eu não abro esse precedente”, disse Kátia Abreu. “Incluir como função essencial, claro que tira o direito de greve, mas, mais do que isso, eu tenho filha, eu tenho noras, eu tenho netas, eu jamais permitiria que uma delas fosse para a sala de aula, nem que eu tivesse que amarrar, para poder dar aula sem vacina”, acrescentou a senadora.

Izalci Lucas (PSDB-DF) defendeu a discussão do projeto na Comissão de Educação do Senado. Já Carlos Viana (PSD-MG) sugeriu que o direito à greve tenha restrições. Para ele, o Congresso aprova mais recursos para a educação, mas não estabelece metas de ensino ou aprendizado. “Nós temos que discutir, sim, limite para a greve", disse Viana. "Estamos falando de greves, greves que hoje não têm qualquer tipo de limite em relação ao ensino num país que precisa repensar a educação com coragem”, acrescentou.

Adiamentos

Em 29 de abril, houve uma tentativa de votação, mas o projeto foi retirado de pauta, em meio a divergências. Atendendo a requerimento do senador Jean Paul Prates (PT-RN), foi realizada em 14 de maio uma audiência pública com especialistas para debater estratégias de retorno seguro às aulas presenciais. Em nova tentativa de votação, no dia 6 de junho, o projeto teve relatório favorável do senador Marcos do Val, que, no entanto, rejeitou 35 das 36 emendas apresentadas.

Para o autor do novo requerimento de debates, senador Flávio Arns (Podemos-PR), a última sessão de debates mostrou uma “convergência no sentido de que a lei não é necessária”. Por isso, Arns pediu novos debates para saber se há uma posição majoritária dos senadores contra o projeto. “Como esse assunto é muito polêmico, muito diverso, com muitas necessidades a serem debatidas, inclusive com muitas pessoas apontando, como eu já ressaltei, que não há essa necessidade da lei, nós requeremos, junto com outros senadores e senadoras, a realização de discussão, numa sessão temática, desse assunto para que possamos chegar a uma convergência”.

(Fonte: Agência do Brasil)

À frente de um ministério cujo orçamento há anos vem sofrendo cortes e contingenciamentos, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, voltou a falar, hoje (11), sobre a necessidade de atração de investimentos privados para tirar do papel projetos estratégicos para o desenvolvimento técnico-científico brasileiro.

“O orçamento do ministério vem caindo desde 2013 e, logicamente, a pandemia não ajudou neste sentido. Muito pelo contrário. Não adianta sentarmos e ficar lamentando, apontando o dedo para o lado. Podemos conversar com o Ministério da Economia, com o Congresso, mas precisamos entender que a dificuldade orçamentária é de todos os ministérios”, declarou o ministro ao participar, nesta manhã, da abertura do evento Estruturas para Viabilização Financeira do Setor Espacial.

Organizado pela Secretaria Nacional de Estruturas Financeiras e de Projetos, do ministério, o seminário foi anunciado como um evento destinado a “pensar alternativas para o financiamento de projetos e sistemas espaciais tendo em vista um cenário de restrições orçamentárias”.

“Precisamos de um programa espacial forte”, acrescentou o ministro, enfatizando que países do porte brasileiro, que começaram a investir no setor aeroespacial quase que na mesma época, vêm alcançando resultados mais efetivos, colhendo os frutos econômicos e sociais de seus investimentos no setor.

“Nosso programa espacial é bastante antigo. Começamos juntos com a maior parte destes países, mas, durante décadas, nosso programa vem dando saltos de galinha. Tenta decolar, mas não consegue”, lamentou o ministro, primeiro brasileiro a participar de uma viagem espacial, em 2006. “E não consegue porque nunca recebeu prioridade adequada por parte de outros governos. Nunca teve estrutura de financiamentos adequada. E posso dizer isso por todo o tempo que participo do nosso programa”.

Ao destacar que os investimentos em pesquisa aeroespacial produzem resultados para setores vitais, como as telecomunicações, Pontes disse que elegeu o programa espacial como uma das prioridades do ministério durante sua gestão. Ele elencou avanços, como a assinatura, com o governo norte-americano, do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, que permite o lançamento de satélites com tecnologia norte-americana a partir da Base de Alcântara (MA).

“Começamos com a missão de aprovar o acordo que viabilizaria o centro aeroespacial de Alcântara comercialmente. Foi o começo de uma trajetória que se segue com o lançamento de quatro satélites e uma série de avanços”, disse o ministro, garantindo que a equipe ministerial vem procurando proteger, das restrições orçamentárias, as unidades de pesquisa vinculadas.

“Temos contingenciamentos, restrições, bloqueios, cortes, mas dentro do que coloca a lei orçamentária, temos protegido o orçamento das unidades de pesquisa desde 2019, quando cheguei ao ministério. Nós as protegemos, assim como às bolsas do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico], transferindo os cortes e restrições para os setores administrativos do ministério”, destacou o ministro.

(Fonte: Agência Brasil)

A Federação de Futsal do Maranhão (Fefusma) confirmou as datas das semifinais e finais das categorias Adulto Masculino e Adulto Feminino do Campeonato Maranhense de Futsal – edição 2020. De acordo com o cronograma da entidade, a partir desta sexta-feira (11) à noite, no Ginásio da Apcef, a bola começa a rola para definir os finalistas dos torneios estaduais. Os campeões das duas categorias serão conhecidos no domingo (13), a partir das 15h30.

O primeiro finalista do Estadual Adulto Masculino será definido nesta sexta-feira (11). Às 21h, Sampaio Araioses e Associação Atlef se enfrentam por um lugar na decisão. A segunda semifinal será entre Balsas Futsal e Ippon Cruzeiro Apcef e ocorrerá no sábado (12), a partir das 10h30, no Ginásio Costa Rodrigues.

Vale destacar que, em caso de empate no tempo normal, a disputa vai para a prorrogação. Persistindo a igualdade no placar, os finalistas serão conhecidos nas cobranças de pênaltis.

Adulto Feminino  

Já no Estadual Adulto Feminino, as duas semifinais ocorrerão no sábado pela manhã. Às 7h45, o CAD/Athenas encara o Balsas Futsal/AFC e, na sequência, às 9h15, CT Sports e Palermo decidem a outra vaga para a final do torneio.

Vale destacar que o Campeonato Maranhense de Futsal – edição 2020 estava previsto para ocorrer no segundo semestre do ano passado. No entanto, não pôde ser realizado na época devido às restrições ocasionadas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Sub-16 Masculino

A Fefusma também divulgou a programação do Maranhense Sub-16 Masculino. No domingo, haverá três jogos no Ginásio da Apcef: A.D. 2 de Julho x Aurora Futsal, CAD Juventude do Coroado x Juventus Academy e CT Sports x Independente Juniors. Já na segunda-feira (14), a rodada será concluída com as seguintes partidas: Juventus Academy x Real MV Maiobão, Ippon Cruzeiro x Aurora Futsal, Instituto Iziane Castro x CT Sports e Red Bull Redenção x CAD Juventude do Coroado. 

PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira (11/6) / Ginásio da Apcef

21h – Sampaio Araioses x Associação Atlef (SF Adulto Masculino)

Sábado (12/6) / Ginásio Costa Rodrigues

7h45 – CAD/Athenas x Balsas Futsal/AFC (SF Adulto Feminino)

9h15 – CT Sports x Palermo (SF Adulto Feminino)

10h30 – Ippon Cruzeiro Apcef x Balsas Futsal (SF Adulto Masculino)

Domingo (13/6) / Ginásio da Apcef

12h30 – A.D. 2 de Julho x Aurora Futsal (Sub-16 Masculino)

13h30 – CAD Juventude do Coroado x Juventus Academy (Sub-16 Masculino)

14h30 – CT Sports x Independente Juniors (Sub-16 Masculino)

15h30 – FINAL ADULTO MASCULINO

17h15 – FINAL ADULTO FEMININO

Segunda-feira (14/6) / Ginásio da Apcef

19h45 – Juventus Academy x Real MV Maiobão

21h – Ippon Cruzeiro x Aurora Futsal

Segunda-feira (14/6) / Ginásio Costa Rodrigues

19h15 – Instituto Iziane Castro x CT Sports 

20h30 – Red Bull Redenção x CAD Juventude do Coroado

(Fonte: Assessoria de imprensa)

No dia 10 de junho de 2001, na quadra Philippe Chatrier, em Paris, o tenista catarinense Gustavo Kuerten conquistava uma das maiores façanhas da carreira. Com o tricampeonato do Grand Slam de Roland Garros, ele deixava o mundo do tênis aos seus pés. Na final, o brasileiro bateu o espanhol Alex Corretja, 13º colocado do ranking na ocasião, por 6/7 (3-7), 7/5, 6/2 e 6/0 em 3h12 de partida. “Aquela temporada de 2001 transmitiu a segurança, a confirmação. Tínhamos muitas facilidades para encontrar soluções difíceis dentro da quadra e a atingi a consagração como tenista. Tenho a total convicção que foi o meu melhor ano. O primeiro título, em 1997, foi o mais surpreendente. Só que em 2001 estava no topo mesmo. O impacto não era só para os fãs. Era também para os adversários. A gente chegava na quadra, e eles respeitavam muito. Eu estava jogando demais mesmo”, disse Guga.

Fabrízio Gallas, jornalista especializado em tênis, dá a dimensão que o brasileiro alcançou no circuito. “Ele se tornou uma referência para o tênis mundial. Não somente pelas conquistas. Mas pela irreverência. Lá, em 1997, foi campeão com aquela roupa toda colorida, amarela e azul, os cabelos descabelados. E batendo caras gigantes do tênis mundial, entre eles o austríaco Thomas Muster, o russo Evgeni Kafelnikov, que tinha sido campeão em 1996. A cada vitória, ele ia chamando mais atenção e todo mundo queria saber quem era aquele desconhecido. A partir dali, na semifinal e na final, o Guga já estava em outro planeta. Jogando um tênis espetacular. Foram jogos mais fáceis", lembra o jornalista. Para ele, o torneio de 2001 foi realmente a confirmação do brasileiro.

O momento pelo qual Guga passava era tão bom que ele considera que poderia ter se tornado pentacampeão se os problemas no quadril não o tivessem forçado a encerrar a carreira precocemente. “Meu tênis estava brotando. Era só o começo. Alcançar essa marca seria algo normal. Participaria mais cinco anos como favorito”. A partir de 2001, o atleta passou a ter o desempenho afetado pelas dores no quadril. Até que, em 2002 e 2004, teve que passar por cirurgias para remoção da cartilagem no local. Na sequência, até 2008, quando se aposentou, jogar com dores era uma constante.

Em 2013, já ex-atleta, Gustavo Kuerten passou por uma terceira cirurgia. “Aquilo que eu joguei em 2004 naquela vitória contra o Roger Federer, já com muitas dores, e depois, com grandes problemas causados pelas cirurgias, ter seguido vencendo são provas de que eu poderia ter ido muito mais longe”.      

O domínio do brasileiro no circuito mundial naquelas temporadas fez, inclusive, o esporte se tornar mais popular no país. “Quando eu me tornei o número um do mundo em 2000, depois daquela vitória contra o André Agassi, a confiança transbordou para todas as áreas. Eu comecei a ganhar em todos os tipos de piso. Foi o auge do tênis no Brasil. As pessoas conversavam sobre os jogos pelas ruas. As minhas vitórias traziam esperança para as pessoas. Esse tempo me traz clareza para continuar recordando tudo aquilo. São exemplos como esse que o Brasil precisa”, lembrou Guga.

“Tive um contato mais próximo com ele a partir de 2005. Estive na última Copa Davis que ele participou na Áustria, em 2007. Já no final de carreira, ele só jogou duplas com o André Sá. Mas, eu como fã, chorei demais com todas as vitórias dele. O Guga trouxe o tênis para os holofotes. Mesmo que o Brasil não tenha aproveitado esse fenômeno, a modalidade ainda tem um relativo destaque por aqui. E o Guga teve papel fundamental nisso”, considera Fabrízio Gallas.

(Fonte: Agência Brasil)