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Pela primeira vez em 40 anos de existência, a Bienal do Livro do Rio de Janeiro vai ter um estande dedicado à fotografia, denominado Autores de Imagens. A iniciativa é do fotógrafo Ricardo Siqueira, da Editora Luminatti. O estande é o T27 e estará localizado no Pavilhão Verde do Riocentro, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital do Estado. A Bienal do Livro do Rio será realizada no período de 1º a 10 de setembro próximo, das 10h às 22h, diariamente.

Vinte e seis fotógrafos dividirão o estande, em diversos momentos, conversando com o público, durante a Bienal: Ana Branco, André Arruda, Edu Simões, Guina Ramos, Gustavo Pedro, João Farkas, Luís Baltar, Monique Cabral, Renato Negrão, Ricardo Beliel, Rogerio Reis, Valdemir Cunha, Yara Schreiber são alguns deles. Cada profissional terá espaço livre para contar fatos importantes de sua carreira, projetar suas imagens em uma tela e falar da relação com as fotos e os livros publicados. “Como foi a trilha de cada um, os caminhos que eles seguiram”, pontuou Siqueira. “A gente quer que as pessoas sintam que o fotógrafo pode ser editor de livros importantes, que têm conteúdo”.

Ricardo Siqueira

Na fotografia há mais de 30 anos, Siqueira fez um projeto cultural, onde os autores fotógrafos teriam espaço para divulgar seus trabalhos e falar do livro como suporte da fotografia. O projeto foi aprovado pela prefeitura carioca, conseguiu patrocinadores e, agora, terá esse primeiro espaço na Bienal. O viés são livros com autores fotógrafos. “Onde o principal insumo da publicação é a fotografia. O texto entra como suporte. A linguagem é visual”, acentuou Siqueira.

De acordo com Siqueira, não se trata de um estande comercial. “A venda do livro é um acessório. O que a gente quer é um espaço para mostrar que a fotografia casa muito bem com o suporte do livro, para estimular as pessoas a verem o livro fotográfico como um objeto importante, que resiste à nossa época. É muito fácil a comunicação através da imagem. O objetivo do estande é mostrar como a fotografia é importante como meio de linguagem. E o suporte do livro é melhor, porque é eterno”.

Bonecos e pretinhas

Guina Ramos é um dos fotógrafos que participarão do estande Autores de Imagens. Criador da editora própria Guina &dita, tem publicado fotos em formato comum de livro. À Agência Brasil Guina Ramos explicou que o mais conhecido deles foi confeccionado com fotos suas em preto e branco do tempo em que trabalhou em jornal. “Ficou mais fácil publicar por demanda, porque era um custo razoável para você vender por um preço normal”. São textos acompanhando a trajetória de um personagem, totalizando 100 fotos. A edição foi fechada com um tom de prosa poética.

Guina Ramos

Outras fotos resultaram no livro Bonecos e Pretinhas, em que relaciona os fotógrafos que fazem os “bonecos” com os repórteres que trabalhavam com as teclas das antigas máquinas de escrever, conhecidas no jargão jornalístico como “pretinhas”. “Selecionei umas 300 pessoas que fotografei algum dia para fazer matéria”. Guina Ramos tem também um livro de memórias no qual conta histórias, com fotos e reportagens, intitulado A Outra Face das Fotos. No estande, ele vai falar de sua experiência de publicar livros por conta própria, com a característica de diálogo entre texto e foto. 

(Fonte: Agência Brasil)

A Prefeitura do Rio de Janeiro recebe, até a próxima terça-feira (22), as inscrições de imóveis para o programa Reviver Centro Cultural. O objetivo é que lojas que estão fechadas possam receber atividades culturais e outros projetos, que ajudem a movimentar e revitalizar a região central da cidade.

O projeto é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação (SMDEIS) e da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar). O município vai custear um valor que pode chegar a R$ 192 mil para a reforma dos espaços e a R$ 14,4 mil para o pagamento de despesas mensais, como aluguel, luz e água.

Segundo a prefeitura, há 136 imóveis fechados com potencial para receber centros culturais, galerias, livrarias, escolas de dança e outros projetos que queiram instalar-se no centro da cidade, inclusive à noite e nos fins de semana. Tratam-se de lojas vazias, sem funcionamento, localizadas entre as avenidas Presidente Vargas, Rio Branco e Primeiro de Março, a Rua da Assembleia e o trecho da Orla Conde.

“As pessoas têm medo de andar em lugares vazios. Os lugares vazios ficam, de certa maneira, inseguros. O Reviver Centro Cultural vem, dessa maneira, para ocupar essas lojas, mudar a sensação de espaços vazios e eventualmente ocupar esses espaços que estão vazios para que a gente inclusive traga mais segurança, mais presença econômica para aquela região, com atividades culturais”, explicou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação do Rio, Chicão Bulhões.

De acordo com Bulhões, até o momento, 35 imóveis foram castrados e cerca de 80 projetos apresentados na prefeitura.

Segundo o secretário, a ocupação de centros urbanos e a revitalização desses espaços têm sido um desafio em várias cidades do mundo. O projeto carioca inspira-se em iniciativas bem-sucedidas do exterior. “A gente se inspirou em projetos como a cidade de Nova York (Estados Unidos), Toronto (Canadá), Cidade do Cabo (África do Sul), que têm projetos voltados a artistas e também determinadas regiões que tiveram uma revitalização dos seus bairros a partir da presença de atividades culturais, de galerias, livrarias, escolas de dança, enfim, tudo que se ligue a atividades artístico-culturais, e viraram bairros que são bairros até hoje muito desejados pelas pessoas até para se morar. Então, a gente espera que esse projeto possa ter um pouco esse efeito”.

Mais informações sobre o programa estão disponíveis na página do Reviver Centro.

(Fonte: Agência Brasil)

O escritor e filólogo Ricardo Cavaliere tomou posse na noite dessa sexta-feira (18), na cadeira número 8 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no lugar da escritora Cleonice Berardinelli, que morreu em janeiro deste ano, aos 106 anos.

Eleito em abril, Cavaliere é graduado em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e tem mestrado e doutorado em Língua Portuguesa, também pela UFRJ. É professor aposentado da Universidade Federal Fluminense. Ele ainda atua no programa de pós-graduação em Estudos de Linguagem. também integrante da Academia Brasileira de Filologia. 

O filólogo tem experiência na área de Letras e Linguística, focado em descrição do português e na historiografia dos estudos gramaticais. É autor de mais de cem trabalhos acadêmicos.

Ao assumir a cadeira na ABL, Cavaliere disse que vai “procurar honrar o voto que me foi concedido para estar aqui agora e dar seguimento a esse trabalho que os nossos filólogos do passado começaram tão bem e o fizeram de maneira tão qualificada”.

Cavaliere é autor das seguintes obras: Fonologia e morfologia na gramática científica brasileira (2000), Pontos essenciais em fonética e fonologia (2005), Palavras denotativas e termos afins: uma visão argumentativa (2009), A gramática no Brasil: ideias, percursos e parâmetros (2014) e História da gramática no Brasil: séculos XVI a XIX (2022).

Dentre as comendas recebidas, destacam-se o título de Grande Benemérito do Real Gabinete Português de Leitura (2008), a Medalha do Mérito Filológico da Academia Brasileira de Filologia (2018) e o Prêmio Celso Cunha da União Brasileira de Escritores (2015).

(Fonte: Agência Brasil)

O kitesurfista maranhense Bruno Lobo, que é patrocinado pelo Grupo Audiolar e pelo governo do Estado por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, além de contar com os patrocínios do Bolsa-Atleta e da Revista Kitley, representará o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris, na França. Principal atleta da modalidade no país e destaque nas Américas, Bruno garantiu a vaga olímpica nesta sexta-feira (18), após se classificar para a final do Campeonato Mundial de Vela, que está sendo realizado em Haia, na Holanda. 

“Graças a Deus, garanti a vaga olímpica para o Brasil! A gente ainda tem a regata da medalha neste sábado (19), mas deu tudo certo no principal objetivo. Conquistar essa vaga olímpica para o Maranhão e para o Brasil é um sonho que está se tornando realidade. Só tenho que agradecer a todos os meus patrocinadores que fazem isso possível e a todos que torceram por mim”, afirmou Lobo. 

Bruno Lobo confirmou a presença nos Jogos Olímpicos logo após conquistar um resultado histórico no evento-teste da Olimpíada, disputado em julho, na Marina de Marselha, na França. Único atleta da América do Sul na disputa, Bruno chegou às semifinais e faturou o quinto lugar no evento-teste, que foi realizado na sede das provas de kitesurf nos Jogos Olímpicos de 2024 e contou com os principais nomes da modalidade no planeta. 

Já garantido no Top 10 do Mundial e nos Jogos Olímpicos, Bruno Lobo ainda terá mais um grande desafio na sequência da temporada. Entre os dias 25 de outubro e 5 de novembro, o kitesurfista maranhense vai lutar pelo bicampeonato nos Jogos Pan-Americanos, em Santiago, no Chile, após faturar a medalha de ouro na competição de 2019, em Lima, no Peru. 

Temporada 2023

Antes de brilhar no Mundial e no evento-teste da Olimpíada, Bruno Lobo se destacou na Allianz Regatta, evento válido como etapa da Copa do Mundo de Vela e disputado no início de junho, em Lelystad, na Holanda. O atleta maranhense foi o melhor kitesurfista das Américas e conquistou a nona posição na classificação geral da competição.  

Bruno Lobo também garantiu uma boa colocação na 52ª edição do Troféu Princesa Sofia, um dos eventos mais tradicionais da vela, em Palma de Mallorca, na Espanha. Na competição, realizada em abril, Lobo foi o melhor atleta das Américas, ficou em sétimo lugar entre os países e também conquistou a 11ª posição na classificação geral, que contou com a participação dos 115 melhores kitesurfistas do mundo. Também em abril, Bruno representou o Brasil na tradicional Semana Olímpica Francesa, disputada em Hyères.  

Referência no Brasil e nas Américas

Nos últimos anos, o maranhense Bruno Lobo tornou-se a principal referência no kitesurf tanto no Brasil quanto nas Américas. Hexacampeão brasileiro de Hydrofoil, o atleta é dono de uma vasta coleção de títulos: foi campeão dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019, tricampeão das Américas (2020-2021-2022), octacampeão maranhense, entre outros.

 “Só tenho a agradecer aos patrocínios do Grupo Audiolar, do governo do Estado, do Bolsa-Atleta federal e da Revista Kitley por estarem ao meu lado nesse sonho de representar o Maranhão e o Brasil nas Olimpíadas de Paris. Muito obrigado pelo apoio e incentivo”, concluiu Bruno Lobo.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

O domingo (20) será de disputas e de muita diversão em Bacabal (MA). E tudo graças ao Projeto Recrear: Esporte e Lazer para Todos, iniciativa patrocinada pelo governo do Estado e pelo El Camiño Supermercados por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte. Na programação, haverá gincanas esportivas, recreação e atividades culturais e de lazer para a população da cidade. As ações do projeto são gratuitas e vão ocorrer na Associação Atlética Boa Vida, a partir das 8h. 

Em 2022, o Projeto Recrear teve quatro edições e foi um sucesso. Além de ter sido realizado na sede do município, a gincana esportiva também ocorreu no Povoado Brejinho, reunindo centenas de crianças e adolescentes. Neste ano, a expectativa é que a iniciativa receba ainda mais participantes.   

“A ideia da realização do Recrear é levar mais lazer e diversão para as comunidade de Bacabal. No ano passado, o projeto conseguiu atingir seus objetivos de forma espetacular utilizando as gincanas e atividades recreativas como ferramenta de inclusão social. Para esta nova edição, nossa expectativa é ainda maior. Vamos fazer a alegria da criançada no domingo. Só temos a agradecer ao governo do Estado e ao El Camiño por acreditarem e incentivarem essa iniciativa que, sem dúvida nenhuma, vai trazer inúmeros benefícios para toda a Bacabal”, afirmou Kléber Muniz, coordenador do projeto. 

De acordo com a organização do Recrear, o projeto é voltado para todos os públicos. Crianças, adolescentes, adultos, idosos e pessoas com deficiência estão convidadas a participar das brincadeiras de maneira gratuita. Todas as informações sobre o Recrear: Esporte e Lazer para Todos estão disponíveis nas redes sociais oficiais do projeto (@projetorecrearbacabal). 

(Fonte: Assessoria de imprensa)

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta sexta-feira (18), o resultado da lista de espera do processo seletivo para o Programa Universidade para Todos (Prouni), referente ao segundo semestre de 2023.  

A consulta está disponível aos candidatos no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Para acessá-lo, é preciso preencher o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a senha cadastrada na conta Gov.br. 

Os candidatos pré-selecionados na lista de espera deverão comprovar as informações prestadas no ato da inscrição diretamente às instituições para as quais foram indicados, entre os dias 21 e 28 de agosto., conforme edital do programa . Eles também devem ficar atentos quanto à existência de eventuais exigências adicionais por parte dessas instituições.          

Nesta segunda edição do Prouni em 2023, 276.566 bolsas foram ofertadas, sendo 215.530 integrais e 61.036 parciais (50%). 

Prouni

Criado em 2004, o programa oferece bolsas de estudo (integrais e parciais) para cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de educação superior privadas. O Prouni é aberto duas vezes ao ano e tem como público-alvo o estudante sem diploma de nível superior.   

(Fonte: Agência Brasil)

Para lembrar que existe muita cultura nas ruas, sendo produzida por pessoas em situação de vulnerabilidade social, o Museu da Língua Portuguesa e o Sesc Bom Retiro estão promovendo até hoje (18), na capital paulista, o Festival Pop Rua, que discute o direito à cultura e apresenta produções artísticas realizadas por pessoas que vivem nas ruas de todo o país.

Com tendas de serviços para atendimento dessa população, almoços, shows musicais, apresentações artísticas e muitas mesas de debates, o festival vem mostrar que há muita produção cultural acontecendo nas ruas brasileiras e que há também muita gente em situação de vulnerabilidade querendo ocupar os espaços culturais do Brasil. O que eles precisam é de oportunidades.

“Estou feliz demais. Emocionado demais”, disse Flávio Ferreira, 57 anos, após cantar no coral do projeto Uma Só Voz e ser bastante aplaudido ao se apresentar nessa quinta-feira (17), no festival.

Ferreira contou à reportagem da Agência Brasil que era casado e técnico em refrigeração, antes de passar a viver nas ruas do Rio de Janeiro por quatro anos. “Perdi tudo”, disse ele, que foi viciado em drogas e bebidas.

vida passou a mudar quando voltou a estudar e passou a frequentar o coral Uma Só Voz, que se reúne semanalmente, no Museu do Amanhã. “Cheguei no coral por meio de dois amigos. Eu dormia na rua, na calçada da Defensoria Pública. Aí, eles me convidaram. Eu não tinha nada para fazer mesmo. Aí, fui e gostei demais”. Hoje, ele está internado em um centro de recuperação e trabalha em um mercado. Frequenta o coral e assiste às aulas. No futuro, quer ser veterinário e cuidar de cachorros, uma de suas paixões.

Ricardo Branco de Vasconcellos, o Rico, é o regente e responsável pelo coral. Segundo ele, o grupo reúne pessoas em extrema vulnerabilidade ou que já tiveram essa experiência de viver em ruas. “Esse é um projeto que acredita que a arte pode fazer a diferença para a pessoa”, disse à Agência Brasil.

“A rua produz muita coisa sim. A rua produz pessoas solidárias, pessoas profissionais, artistas extraordinários, professores, e potências estão ali. O que falta são festivais como esse. A realidade da rua é heterogênea. Mas, muitas vezes, as políticas públicas não são pensadas para essa diversidade”, acrescentou ele.

Quem também se apresentou no festival foi o grupo Pagode na Lata, uma proposta cultural e educacional de redução de danos que atua na região da Cracolândia, em São Paulo. “O Pagode é uma construção coletiva de usuários, trabalhadores e ex-trabalhadores do território da Cracolândia”, disse Leonardo Lindolfo, assistente social e integrante do Pagode na Lata.

“Para além da redução de danos, focamos no viés da economia solidária. Hoje, vamos tocar aqui no festival, mas tocamos também em outros lugares e vamos levantando uma grana. E o usuário que está no Pagode usa esse dinheiro para comprar uma bicicleta, para morar ou sair de uma situação de rua. E essa é uma vitória para a gente porque hoje, no Pagode na Lata, nenhum usuário está mais em situação de rua. Estamos olhando para outras estratégias, olhando para essa pessoa de forma integral e não só para o uso das substâncias. Há potências aqui na Cracolândia, e a gente vai fomentando isso”.

“Com essa grana, vamos fazendo o projeto, conseguindo sobreviver e fazendo com que essas pessoas sejam vistas de outras formas. Tem pessoas aqui que tocavam samba há 30 anos, na região da Santa Cecília, e, por algum desencontro na vida ou desorganização, elas perderam esse vínculo. Com a ausência do Estado, que deveria fomentar isso, a sociedade civil se organiza e vai tentando promover essas ações de cultura e de arte e também virando uma economia solidária”, destacou.

Transformação

Projetos como esses mostram que a cultura pode representar uma grande transformação na vida de uma pessoa. Como aconteceu com Darcy Costa, coordenador e secretário do Movimento Nacional da População de Rua.

“Vivi três anos em situação de rua. Fui usuário de crack por cinco anos. E o que me ajudou a me reorganizar e a mudar o meu foco foram justamente as oficinas de mosaico, de cultura e de desenho e os encontros de direitos humanos. Tudo isso me serviu como base e âncora para reorganizar minha cabeça e minha vida”, contou.

Ontem, ao palestrar durante o evento, Costa destacou que “a rua tem cultura”. E que essa capacidade precisa ser explorada.

“É possível sim a gente compreender essa cultura, esse potencial, e a gente poder investir nisso, enxergando eles também como pessoas capazes de superar situações críticas. Com a ajuda das instituições de cultura, acredito que se torne muito mais possível. Precisamos de alimento, precisamos. Precisamos de locais para passar a noite. Mas precisamos de cultura, uma cultura transformadora e que permita que essas pessoas sejam integradas e participem da cidade com a cidade”.

Para Robson César Correia de Mendonça, do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo, é preciso destacar que, além de produtores de cultura, as pessoas em situação de rua também querem viver a cidade. “A rua quer ser acolhida e quer participar das manifestações culturais, do teatro, da dança e de uma oficina de desenho”, disse ele. “Tem porta aberta para tudo. Só não há porta aberta na cultura, na moradia e no mercado de trabalho para essas pessoas”, rressaltou.

Portas fechadas escondem talentos. Como os amigos Flávio Alves da Silva, 31 anos, e Wesley Lucas da Silva, 22 anos.

Flávio vive nas ruas de São Paulo, há 11 anos. A dependência química e os conflitos familiares o levaram a deixar a profissão de garçom, sua casa e uma possível carreira como cantor. “Eu já tive uma banda, sou cantor. Cantei na banda de uma igreja. Se tivesse oportunidade, eu voltaria [a cantar]”, falou ele.

Já Wesley, que vive nas ruas, há cinco anos, era baterista. “Sou artista ainda. Sou baterista. Tinha 16 alunos e, todos os sábados, eu ensinava a tocar. Hoje em dia, não está fácil para ninguém. Artista sou desde que cresci. Já nasci com o dom. O que me falta é oportunidade. Falta todo mundo ver o que eu sou capaz de fazer. Faço qualquer tipo de música. Faço sozinho, ninguém me ensinou. Aprendi olhando”.

Enquanto as portas não se abrem para mostrar seus talentos, Wesley e Flávio aproveitaram o dia para curtir o festival. “Hoje é um dia de alegria, felicidade, amor e paixão. Estou sendo feliz em vir aqui. É bom distrair a mente, ver o povo sorrindo, a comida está maravilhosa”, disse Wesley.

“Estou aqui hoje participando da festa comendo, bebendo e sorrindo. Estou aqui comendo um tropeiro, com suco de laranja natural. E vou ver cultura, um pouquinho de cada coisa. Quero ouvir música”, completou Flávio.

Visibilidade

Segundo Renata Motta, diretora-executiva do Museu da Língua Portuguesa, o festival surgiu com a ideia de dar visibilidade para essas pessoas e aproximá-las das instituições culturais que estão localizadas na região central de São Paulo.

“A ideia surgiu a partir do reconhecimento dessas duas instituições [o Museu da Língua Portuguesa e o Sesc Bom Retiro] da nossa inserção neste território de alta vulnerabilidade social e aqui estamos falando do Bom Retiro, Luz, Santa Ifigênia e Campos Elísios. Pensamos, então, em criar um festival que visibilize a população em situação de rua. É um festival totalmente desenvolvido de forma participativa, com protagonismo da população de rua por meio dos seus movimentos sociais, mas também de coletivos e organizações que atuam e tenham lideranças de população em situação de rua. O primeiro ponto é a questão da visibilidade e o segundo ponto é um chamado para que o campo da cultura, especialmente das instituições culturais que estão nesse território, possa pensar em novas estratégias para atuação com esses públicos em vulnerabilidade social”.

Segundo ela, o festival pretende discutir o direito à cultura, que é determinado pela Constituição Federal. “É muito importante pensarmos na cultura como um direito e a cultura como potência, e as ruas como esse lugar de pessoas que também fazem e devem usufruir de cultura”.

(Fonte: Agência Brasil)

O Ministério da Cultura lançou, nesta quinta-feira (17), o edital do Prêmio Pontos de Leitura 2023. Serão destinados R$ 9 milhões para premiar 300 bibliotecas comunitárias por suas ações de promoção da leitura e da literatura com o valor bruto de R$ 30 mil para cada uma.

O objetivo do prêmio é reconhecer a atuação de bibliotecas comunitárias que contribuam significativamente para o fortalecimento da valorização da prática leitora, em contextos urbanos e rurais.  As bibliotecas comunitárias são iniciativas coletivas, criadas e mantidas por uma determinada comunidade, sem intervenção do Poder Público, com ações voltadas à mediação de leitura, criação literária e ampliação do acesso ao livro. 

“Essas bibliotecas comunitárias promovem a diversidade e combatem a desigualdade”, disse o diretor do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, Jeferson Almeida. 

As inscrições podem ser feitas, até o dia 18 de setembro, pelo site Mapas Cultura. Podem participar pessoas físicas, jurídicas e coletivos culturais.

No evento de lançamento do edital, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, disse que o objetivo é apoiar as iniciativas da sociedade civil que já estão semeando inteligências em todos os lugares onde existem os pontos de leitura.

(Fonte: Agência Brasil)

Parte da equipe maranhense que disputará o Brasileiro de Veteranos

O Time Maranhão está preparado para um dos maiores desafios do calendário nacional do judô em 2023. Em busca de novas conquistas para o estado, a equipe maranhense vai disputar o Campeonato Brasileiro de Veteranos de Judô, competição organizada pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ), que ocorre entre sexta-feira (18) e domingo (20), no Ginásio de Esportes Tobias Salgado, em Pindamonhangaba (SP).

A delegação do Time Maranhão para a disputa do Brasileiro de Veteranos contará com 11 judocas: José Carlos Neto (M1 -90kg), Milton Rafael de Miranda (M1 -100kg), Thiago Coelho Ferreira (M2 -66kg), Saulo Rubens Inoue (M2 -73kg), Oswaldo Santos Neto (M2 -81kg), José Bonifácio Junior (M4 -66kg), Marcelo Mesquita Barbosa (M4 -73kg), José de Ribamar Goes (M4 -81kg), Marcio Mesquita Barbosa (M5 -66kg), Marco Antonio Leite (M6 -81kg) e Frederico Guilherme Coelho (M7 -81kg).

O Campeonato Brasileiro de Veteranos de Judô terá a presença de mais de 700 atletas de todo o país e será qualificatório para o Mundial de Veteranos, que ocorre ainda em 2023. Quem quiser acompanhar os judocas maranhenses em ação, poderá assistir aos combates ao vivo no YouTube, pelo Canal Brasil no Judô.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Unir educação e esporte em um mecanismo capaz de ser de inclusão social. É com esse objetivo que a Escolinha Gol de Placa, iniciativa patrocinada pelo governo do Estado do Maranhão e pela Construnorte Materiais de Construção, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, chega à sua 4ª edição em 2023. O projeto, que atenderá 60 crianças entre 8 e 12 anos com treinos de futebol e atendimento pedagógico, terá seu lançamento neste sábado (19), na Associação Atlética Boa Vida, no Bairro Areal, em Bacabal (MA). A solenidade terá início às 8h. 

Para participarem dos treinamentos e das atividades escolares, todos os 60 alunos desta edição da Escolinha Gol de Placa receberão um kit com o material esportivo necessário (uniforme, chuteiras, caneleiras e bolsas esportivas), além de cadernos e garrafinhas de água individuais. A entrega do material ocorrerá durante o lançamento da 4ª edição do projeto. 

"Estamos muito felizes em estarmos chegando à quarta edição da Escolinha Gol de Placa, que é uma iniciativa fundamental para o desenvolvimento da sociedade e que já transformou a vida de várias famílias em Bacabal. Mais uma vez, ressaltamos a importância de aliar esporte e educação, contribuindo na formação e na saúde das crianças. Fica o nosso agradecimento ao governo do Estado e à Construnorte por acreditarem nessa iniciativa", afirmou o coordenador do projeto, Kléber Muniz. 

Gol de Placa

A Escolinha Gol de Placa nasceu em dezembro de 2018 com o objetivo de atender crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social nas comunidades carentes de Bacabal por meio da prática do futebol. O esporte é importante como expressão de cultura e inclusão social, ajudando no desenvolvimento e transformação humana, além de proporcionar mais saúde e agregar valores para capacitar pessoas a ingressarem construtivamente na sociedade. 

Os atletas da Escolinha Gol de Placa participam de aulas teóricas e práticas voltadas para iniciação e treinamento do esporte, em atividades desenvolvidas por profissionais capacitados, que seguirão uma metodologia especializada e pensada exclusivamente para os jovens alunos. Além de contarem com acompanhamento escolar e pedagógico semanal, as crianças do projeto também recebem alimentação nos dias de treinos. 

Todas as informações sobre a quarta edição da Escolinha Gol de Placa estão disponíveis no Instagram oficial do projeto (@goldeplacabacabal).

(Fonte: Assessoria de imprensa)