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Quem chegou à Lua primeiro seria o dono dela? No caso de alguma pane, quem será responsabilizado pelos satélites na órbita do planeta Terra? Quais são as normas para o turismo espacial?

Essas são algumas das questões que o Direito Espacial discute e responde desde a assinatura do Tratado sobre os Princípios que Regem as Atividades na Exploração e Utilização do Espaço Exterior, em 10 de outubro de 1967.

“O direito espacial regula todas as atividades espaciais, a questão dos satélites, a questão do turismo espacial, as atividades privadas. Hoje também é muito discutida a questão da apropriação. É um conceito que está no Tratado Espacial dizendo que nenhum país pode se declarar dono de qualquer coisa relacionada ao espaço exterior. Por exemplo, os Estados Unidos pisaram primeiro na Lua, mas não são o dono dela'', explica o procurador federal e especialista em Direito Aeronáutico e Espacial Ian Grosner.

Por outro lado, a questão da mineração espacial – que pode explorar recursos minerais em asteroides, por exemplo - o entendimento pode ser diferente. Segundo Grosner, ''a questão da mineração espacial, em que você não está se apropriando, é diferente e há sim possibilidade de explorar determinados minerais presentes no espaço ou em asteroides e daquilo dali poder usar para fazer um combustível''.

A assinatura do Tratado Espacial, que completa 53 anos, é uma das referências para a criação da Semana Mundial do Espaço, que é celebrada pela Organização das Nações Unidas de 4 a 10 de outubro, desde 1999.

A outra referência é o 4 de outubro de 1957, quando foi lançado ao espaço, pela então União Soviética, o satélite Sputnik 1.

O objetivo das Nações Unidas ao destacar o período de 4 a 10 de outubro é celebrar as contribuições e avanços para a humanidade da conquista espacial, como o desenvolvimento dos processos de comunicação – com a “internet” e o GPS até, mais recentemente, na gestão de ações para o combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Semana

Aqui no Brasil, a semana será marcada por discussões na área do Direito Espacial, com um seminário inédito organizado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

No evento, devem ser discutidos os conceitos básicos, os principais tratados e a perspectiva do Brasil para a futura Lei Geral do Espaço, destaca Grosner.

O encontro será em Brasília, nesta segunda-feira (5) e terça-feira (6), e poderá ser acompanhado pelo canal do YouTube da OAB.

(Fonte: Agência Brasil)

Dois candidatos devem deixar de concorrer às eleições de Centro Novo do Maranhão. A 100ª Zona Eleitoral de Maracaçumé recebeu pedido de impugnação da candidatura de dois candidatos: Ney Passinho e Diva Silva.

Com isso, esses dois candidatos ficam fora da disputa, ficando, agora, a briga entre Júnior Garimpeiro e Professor Ademar.

A candidata Diva (PCdoB), sem chance alguma nas próximas eleições, fez um péssimo mandato e tem alta taxa de rejeição. Ficar impugnada por causa de abuso de poder político, ou seja, fora das eleições, não é novidade.

Enquanto isso, Ney Passinho, Candidato de Josimar do Maranhãozinho, está impugnado por ter contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU), deixando a disputa.
Esses candidatos vão ter de esperar mais 4 anos para tentar abocanhar a Prefeitura de Centro Novo do Maranhão.

(Fonte: Blog do Nelsinho Paz)

Morreu na madrugada de hoje (4), aos 87 anos, o crítico, musicólogo e jornalista Zuza Homem de Mello. Em uma breve nota, postada no Instagram de Zuza, a esposa do crítico, Ercília Lobo, informou que ele sofreu um infarto dormindo. Companheira de 35 anos de Zuza, ela disse que os dois tinham passado uma noite agradável. “Ele morreu dormindo, após termos brindado, na noite de ontem, todos os projetos bem-sucedidos”, disse.

Em razão da pandemia do coronavírus, o velório será apenas para a família e amigos próximos. Não foi informado o local.

Zuza teve uma carreira em que acompanhou importantes movimentos da música. Chegou a ser músico profissional e a tocar com o trio de Dick Farney na década de 1950. Mas ficou reconhecido pelo trabalho de pesquisa e crítica que desenvolveu nos anos seguintes. Na sua trajetória, conheceu grandes nomes da música. Entrevistou, por diversas vezes, Elis Regina e viu, no palco, Billy Holiday Miles Davis, John Coltrane e Thelonious Monk.

Em 1956, começou uma coluna sobre jazz para a “Folha da Noite”. Trabalhou ainda, por dez anos, como engenheiro de som na TV Record e como responsável pelos contatos para contratações de artistas internacionais. Em 1977, começou o “Programa do Zuza” na Rádio Jovem Pan, que durou até 1988.

Publicou diversos livros, como “Música Popular Brasileira Cantada e Contada” (1976); “A Era dos Festivais” (2003); e “Copacabana: a trajetória do samba-canção” (2017).

Parte de sua história foi recontada no documentário “Zuza Homem de Jazz”, dirigido por Janaína Dalri e lançado no ano passado.

(Fonte: Agência Brasil)

4

Um grito em lá como num canto místico,
um gozo em ré como numa noite longa,
um dó de resto como no bater da porta,
um sapateiro bêbedo a martelar a sola.

Um padeiro caolho a fermentar o trigo,
um poema, um terço, um cão e um galo,
a assistirem um doido a chupar sorvete
e acertar um velho relógio sem ponteiros.

Um pôster de Che Guevara na parede,
Um retrato do artista quando jovem
e restos de vinho, cigarros e pão dormido.

Eram os bens que tinha, era tudo de meu,
e mais as memórias de Dom Pablo Neruda,
a confessar que amou e que também viveu!

* Fernando Braga, in “Poemas do tempo comum”, São Luís, 2009.

À maneira rilkeana

Não se iluda.
Toda a história do mundo
se faz com poucas letras.

Todo poema
é só um verso
ou uma só palavra
ou meia
ou palavra e meia
(às vezes, apenas uma letra
ou a intenção dela).

Todo romance,
um só capítulo
um fim único
capitulado.

Nada é múltiplo e vário.
Todo tanto
todo tudo
tudo quanto
é uma só unidade

que se desfaz
na mente
e na mentira
dos homens.

* EDMILSON SANCHES

San Tiago Dantas

O Brasil se vestiu de LUTO: o BRASIL-POVO, o BRASIL-POLÍTICO, o BRASIL-LETRA, o BRASIL-DIREITO. Morreu San Tiago Dantas. Era uma das mais fortes expressões da intelectualidade brasileira. O mestre do DIREITO. Uma unidade de forças mentais extraordinárias que o colocava na liderança das altas e honrosas funções da vida pública do país. Da tribuna da Câmara quando iluminava com a sua presença era o artífice da palavra, o orador fluente, o analista por excelência, a declinar o VERBO com o fascínio das argumentações irrefutáveis. Então, nele se revelava a grandiosidade de uma cultura sólida, profundamente humanista, dando de si a melhor e a mais rica contribuição para, examinando os problemas nacionais, dar ao país a valorização exata da sua posição política no confronto com os demais países do mundo. Da cátedra sobressaía o mestre insigne do Direito, na exploração justa dos altos princípios jurídicos.

Uma vida em luta constante na ascensão perene dos que vieram para a vida ungidos de sabedoria pela harmonia das conquistas imperecíveis. Toda uma existência no exercício de várias funções públicas, conquista natural da sua formação moral, política e intelectual. Um símbolo de energias construtivas, em bem da Pátria. Em bem do povo, das nossas relações diplomáticas. Lá fora, no exterior, em serviço dos interesses do Brasil, era um Rui com outras dimensões numa época de constante evolução de mudanças totais na fulguração de um século em marcha acelerada para a conquista de novas concepções políticas, sociais e econômicas.

Um símbolo de patriotismo. Das suas convicções. Havia no mestre insigne várias facetas de sua personalidade do homem público, acadêmico, homem de partido, homem de luta. E o aperfeiçoamento da sua composição no setor da política nacional está, justamente, não se ter fixado no amadorismo das ideias esdrúxulas, no estreitíssimo dos pensamentos convencionais, no aprisionamento de um sistema político retrógrado que não mais comportava a sua evolução cultural a que dele já exigia os arremessos de atitudes mais amplas, mais definidas, integradas dentro das coordenadas políticas e sociais que se vêm libertando dos grilhões, rompendo as barragens para se colocar na convulsão do momento nacional, tão valorosamente evoluído, acomodando-se plenamente, e com êxito, dentro da caminhada histórica da evolução em todos os sentidos que, hoje, domina e arrebata todos os povos para assegurar, com mais profundidade, o fortalecimento do regime democrático.

E foi aí, por esta atitude de independência que contra ele se abateram a fúria de todas as incompreensões de seus adversários, dos que ainda não quiseram sentir, no todo, a trepidante realidade que aí está empolgando todos os povos em luta por uma melhor condição de vida: uma Democracia evoluída, libertando-se do “congelamento” duma política divorcista e inadequada.

San Tiago Dantas rompia com o PASSADO para mais fortalecido viver no PRESENTE. Mais idealista, mais humano, mais independente. Era a reação natural que se fazem sentir e que encontra hoje, nos Estados Unidos (com a iniciativa de Kennedy), marcas indeléveis de grandes modificações no trato das relações diplomáticas.

Mas, morreu San Tiago Dantas. Uma lacuna aberta e de difícil preenchimento. Todo o Brasil no drama do Calvário de brasileiro ilustre. Toda uma Pátria no velório da consternação, da irreparável perda. Todo um povo na homenagem do patrício que soube morrer como viver soube, sem angústias e sem desesperos. Mas na resistência, na luta, dando o exemplo da coragem cívica, na imolação da MORTE. E dela não se atemorizou. Sentia-a perto de si, sabia de sua presença no corpo, debastando-lhe as energias, esgotando-lhe as reações para garantir mais alguns momentos de vida. Enfrentou-a com serenidade e bravura. Tinha a noção exata da FATALIDADE tremenda. Inexorável. E, enquanto pôde, por si, tentava afastar-se do irremediável – a MORTE!

E certamente, em plena lucidez, que nunca perdeu, reexaminou todos os estágios vividos na vida pública: o professor, o escritor, o político, o ministro, sua vida em constante vibração de intelectualidade, de deveres. Rememorou os últimos instantes. E, certamente, mais uma vez, viu-se magnificamente realizado. Da Pátria teria recebido, no silêncio de seu quarto de doente, no Hospital Samaritano, o agradecimento pelo muito que fez por honrá-la, dignificá-la. Ali até a ele chegou, acreditamos, os raios do SOL, num poente maravilhoso de um quadro de aquarelas – era a despedida da TERRA. Da Terra que deixava a sua condição de berço para, instantes depois, ser o túmulo, a “última morada”.

E seus olhos se fecharam. Seu corpo se imobilizou. Dantas deixava de viver, de existir. O Brasil inteiro perdia um dos seus filhos mais ilustres.

Daqui, mestre San Tiago Dantas, a homenagem simples, mas sincera, da imprensa maranhense através de um dos seus colaboradores. E, no Azul, uma estrela a mais na iluminação da NOITE. É o prêmio da Eternidade. É a imortalidade, mestre San Tiago Dantas.

* Paulo Nascimento Moraes. “A Volta do Boêmio” (inédito) – “Jornal do Dia”, 11 de setembro de 1964 (sexta-feira).

Neste domingo, continuamos falando sobre...

Palavras homônimas e parônimas

...

36. DESPENSA ou DISPENSA
Despensa = cômodo para armazenagem:
Guardou os enlatados na despensa.

Dispensa = ato de dispensar, licença:
Pediu dispensa do serviço e foi embora.

37. DESPERCEBIDO ou DESAPERCEBIDO
Despercebido = que não é percebido:
O fato passou despercebido.

Desapercebido = que está em falta de, desprovido, quem não se apercebeu:
Está desapercebido, pois não se abasteceu.

38 DISTRATAR ou DESTRATAR
Distratar = romper um trato:
Ele já assinou o distrato.

Destratar = tratar mal:
Ele a destratou em público.

39. EMERGIR ou IMERGIR
Emergir = vir à superfície:
O submarino emergiu devido ao problema técnico.

Imergir = afundar, mergulhar:
Ela adora banho de imersão.

40. EMIGRAR ou IMIGRAR ou MIGRAR
Emigrar = deixar o país de nascença:
O brasileiro emigrou para a Itália.

Imigrar = estabelecer-se num país estrangeiro:
O imigrante italiano vive em São Paulo.

Migrar = mudar de região (sem levar em conta o conceito de fronteira):
O nordestino migrou para o sudeste.
Estas aves sempre migram para o hemisfério sul.

41. EMPOÇAR ou EMPOSSAR
Empoçar = meter em poço ou poça:
A água está empoçada.

Empossar = dar ou tomar posse:
O ministro já está empossado.

42. ENFEAR ou ENFIAR
Enfear = tornar feio:
Estes ornamentos vão enfear o nosso desfile.

Enfiar = introduzir:
Ele enfiou a chave na porta errada.

43. ESPAVORIR ou ESBAFORIR
Espavorir = ficar apavorado:
Ficou espavorido diante das máscaras.

Esbaforir = ficar ofegante:
Correu tanto que ficou esbaforido.

44. ESPECTADOR ou EXPECTADOR
Espectador = quem assiste a um espetáculo:
Deixou os espectadores satisfeitos.

Expectador = quem está na expectativa:
Somos expectadores do nosso governo.

45. ESPERTO ou EXPERTO
Esperto = vivo, astuto:
Ele é um garoto esperto.

Experto = perito, “expert” (em inglês):
Ele é um experto neste tipo de negócio.

Teste da semana
Que opção completa, corretamente, a frase abaixo?
“__________ Vossa Senhoria com __________ subordinados os cuidados que tem __________”.
(a) tende / vossos / convosco mesmo;
(b) tenha / vossos / consigo mesma;
(c) tenha / seus / convosco mesmo;
(d) tende / vossos / consigo mesmo;
(e) tenha / seus / consigo mesmo.

Resposta do teste: Letra (e)
Vossa Senhoria é pronome de tratamento. A concordância é a mesma de VOCÊ, ou seja, deve ser feita com verbos e pronomes de terceira pessoa: “TENHA Vossa Senhoria com SEUS subordinados os cuidados que tem CONSIGO mesmo”.

Para comemorar os 20 anos da Escola Portátil de Música, foi lançada, neste sábado (3), a plataforma de transmissão Casa do Choro Digital, especializada no gênero musical brasileiro que surgiu há mais de um século e meio.

O objetivo da plataforma é dar continuidade, de forma “on-line”, às atividades culturais e de pesquisa iniciadas há cinco anos, em um casarão na Rua da Carioca, no Centro Histórico do Rio de Janeiro, além dos trabalhos de educação e de preservação de acervos feitos, há 20 anos, pelo Instituto Casa do Choro e pela Escola Portátil.

O acesso aos conteúdos é gratuito na semana de lançamento. Depois, parte do acesso será apenas para quem pagar uma assinatura de R$ 10 por mês. A programação do lançamento da plataforma começou com um ensaio aberto, que normalmente ocorre em um jardim aos pés do Morro da Urca. A execução “on-line” foi feita por parte dos 1.200 alunos da Escola Portátil de Música, que, com o formato virtual, atingiu a marca de 25% de alunos estrangeiros.

Às 18h será exibida o filme “Choro Carioca: Música do Brasil”, dirigido por Zeca Ferreira, que aborda os ritmos que foram matrizes do choro, como o lundu e a polca, até chegar ao choro contemporâneo. A obra conta com registros de Lima Barreto e Paulo César Pinheiro, projeção de fotografias raras e de obras de artistas como Portinari e Debret. Em seguida, haverá bate-papo do diretor com a presidente da Casa do Choro, Luciana Rabello, e músicos convidados.

De terça a sexta-feira próximas, será oferecido o “workshop” gratuito “Choro para Todos”, com os cavaquinistas Luciana Rabello e Jayme Vignoli, os violonistas Mauricio Carrilho e Paulo Aragão, o bandolinista Pedro Aragão e outros músicos convidados.

No próximo sábado (10), será inaugurado o auditório virtual, com o “show” “Senhora das Canções”, em homenagem aos 100 anos de Elizeth Cardoso, com a cantora Mônica Salmaso e os músicos Paulo Aragão, Luciana Rabello, Mauricio Carrilho, Aquiles Moraes e Marcos Thadeu. O acesso custará R$ 15, com direito a um bate-papo virtual com os artistas via Zoom, após a apresentação.

Para Luciana, a plataforma “on-line” é uma conquista para todos os amantes da boa música brasileira. “Essa união de talentos e esforços nada mais é do que nosso total respeito ao próprio choro, que é agregador por natureza e sempre precisou do trabalho coletivo para chegar aonde chegou. É uma conquista não só dos chorões, mas de todos que gostam da boa música brasileira. Dessa música que é um alicerce da cultura do nosso país", afirmou.

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Rádio Nacional

Cerca de 50 programas da série “Jacob e seus discos de Ouro”, apresentados na Rádio Nacional do Rio de Janeiro de 1968 a 1969, foram reunidos e compilados pelo Instituto Jacob do Bandolim e estarão disponíveis na plataforma em formato de “podcast”. No programa, o compositor apresentava raridades e lançamentos fonográficos, além de contar histórias e fazer críticas.

Também estarão disponíveis “shows” exclusivos, cursos “on-line” e vasto material de pesquisa, como os Cadernos de Choro, a Rádio Acari Records, documentários e filmes.

Outro atrativo da plataforma são os depoimentos para a posteridade – os primeiros disponibilizados serão os de Wilson das Neves e de Cristovão Bastos. O Instituto já gravou também com Herminio Bello de Carvalho, Paulo Cesar Pinheiro, Izaias Bueno, Deo Rian, Zé da Velha, Celsinho Silva, Luciana Rabello e Mauricio Carrilho.

Renovação e memória

Um dos fundadores da Casa do Choro e professor de violão Maurício Carrilho destacou a renovação que a escola proporciona ao gênero musical. A equipe de 41 professores oferece estudos de teoria e prática musicais, instrumentos e cursos infantis. “Há 20 anos, a situação do choro era dramática, não tinha nenhum jovem tocando e nenhum espaço dedicado ao gênero. Hoje, você vê em bares e reuniões alunos e ex-alunos da Escola Portátil de Música”.

A Escola Portátil de Música foi criada, no ano 2000, por Luciana Rabello, Mauricio Carrilho, Celsinho Silva, Álvaro Carrilho e Pedro Amorim, com aulas oferecidas como curso de extensão na graduação em música da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Desde então, passaram pela escola mais de 18 mil estudantes de música e foi lançada a Acari Records, primeira e única gravadora de choro do mundo.

A Casa do Choro abriu as portas ao público em 2015, em um sobrado tombado pelo patrimônio histórico estadual e cedido pelo governo do Estado ao Instituto. O restauro do imóvel foi feito com patrocínio da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de incentivo parcial da Lei Rouanet.

O local conta com oito salas de aula, um estúdio de gravação e um auditório com 100 lugares. O acervo tem mais de 18 mil partituras catalogadas e digitalizadas e dois mil discos de 78 rotações e LPs.

(Fonte: Agência Brasil)

CASSINO CAXIENSE E COLÉGIO CAXIENSE: FUNDADOS EM 1º DE OUTUBRO DE 1934 E 1935, CRIMINOSAMENTE ABANDONADOS E DESMORONANDO NOS DIAS DE HOJE

– Um registro de luto... e luta. E que Caxias não se confirme como cidade onde até as pedras morrem...

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Em 2019, estive umas cinco ou seis vezes em minha terra natal, Caxias (MA). Neste ano, passei quase dois meses lá, em fevereiro e semanas iniciais de março. Do alto do hotel em que fico, o Excelsior, no centro da cidade, ao lado da poética Praça Gonçalves Dias, dá para ver a inteira situação de abandono, desmoronamento, destruição e devassidão do clássico imóvel que era o clube social Cassino Caxiense, que fica atrás do hotel e no mesmo quarteirão.

A situação há muito é de intervenção governamental, oficial, pública. Na zona mais central da cidade, os muros que desabaram, as paredes que também ruíram são acesso livre para muitas pessoas que estão fazendo dos vários cômodos do Clube as vezes de banheiro e local para descarte de objetos roubados, inclusive um grande número de telefones celulares.

Portanto, já há, pelo menos, três fortes razões para intervir naquela área: SEGURANÇA FÍSICA, ante a fragilidade das paredes restantes, que podem desabar a qualquer instante; SEGURANÇA SANITÁRIA, ante a fedentina dos dejetos que compromete até o ar em torno, o ambiente em volta; e a SEGURANÇA PÚBLICA, por ser “ponto de espera” e local de desova de objetos furtados ou roubados.

Porém, antes de todos esses riscos, outro crime, também maior, contra a Cultura, a História, o Patrimônio, as Tradições de uma cidade que é, ou deveria ser, glória nacional, tantos foram os filhos ilustres que deu.

Há dois anos, na segunda quinzena de setembro de 2018, novamente eu chegava a Caxias. Para minha não alegria, o táxi que me levaria ao Excelsior Hotel passou pela Rua Aarão Reis, no exato instante em que servidores da prefeitura caxiense cortavam as duas imensas amendoeiras plantadas do lado da sede do Cassino Caxiense.

Eram quatro amendoeiras – duas morreram. Foram plantadas, em 1962 pelo contador e professor José Gois de Mesquita, que, ali ao lado, fundou, há décadas, a Organização Técnica Contábil (Ortec), um dos mais tradicionais escritórios desses serviços em Caxias. Mesquita foi meu professor de Contabilidade no Colégio São José – hoje sou colega dele, devidamente registrado no Conselho Regional da categoria.

Tenho certeza de que as multidecenais amendoeiras poderiam sobreviver se, em vez de cortadas, fossem transplantadas para outra área. Talvez um tronco que deixaram lá volte a rebrotar... se não o arrancarem de vez.

Ecologicamente, é um desrespeito, para dizer o mínimo. As pessoas que se abrigavam sob as copadas e frutíferas plantas, inclusive as vendedoras de alimentos, vão ter de espairecer em outra freguesia.

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1º DE OUTUBRO

Há 86 anos, em 1º de outubro de 1934, em Caxias (MA), era fundado o Cassino Caxiense. Durante 19 anos, funcionou em histórico sobrado na Praça Gonçalves Dias, imóvel onde se teria realizado solenidade festiva de recepção a Luís Alves de Lima e Silva, que viria a ser, em 1841, Barão de Caxias e, depois, sucessivamente, Conde (1845), Marquês (1852) e, finalmente, Duque de Caxias (1869).

Após 1953, o Cassino Caxiense mudou-se para a Rua Aarão Reis, onde ocupa cerca de metade do quarteirão, bem no centro da cidade, fundos com o tradicional Excelsior Hotel.

Nesse clube, recebi, ainda na minoridade, homenagem da sociedade caxiense. Ali recebi, das mãos do então presidente Raimundo Mário Rocha, diploma de honra ao mérito pelas atividades intelectuais que, ainda menor de idade, eu desenvolvia naqueles idos. A noite teve baita festa, animada pelo então cantor de enorme sucesso Dave Maclean, primeiro lugar em diversos países com a música “We Said Goodbye”. Dave Maclean é José Carlos Fernandez, brasileiro de São Paulo, nascido em 1944 e vivo até hoje.

O Cassino Caxiense, de tantas tradições, está abandonado, ruindo, caindo aos pedaços. Na zona mais central de Caxias, nenhum esforço (e, ao que parece, nenhum interesse) é feito para recuperar a obra.

Lamentavelmente, o Cassino é só uma entre as edificações caxienses que se estão indo, tornando ao pó, ante inexplicável abandono ou jogo de interesses. Diversas construções históricas tornaram-se quarto de despejo e de dejetos e exemplo vivo-morto da inépcia, da falta de vergonha e de verdadeira paixão e respeito de caxienses, autoridades ou não, pela cidade em que nasceram e que dizem amar.

Coincidentemente, nesta mesma data, em 1º de outubro de 1935, um ano após a criação do Cassino Caxiense, era fundado o Ginásio Caxiense (também conhecido como Colégio Caxiense), que, por muitas décadas, formou gerações e gerações de estudantes. Três anos após sua fundação, o Caxiense recebeu, por doação do município, em 26 de dezembro de 1938, o Teatro Fênix. Registra o desembargador Arthur Almada Lima Filho (“Efemérides Caxienses”, pp. 282 / 283) que, “em caso de extinção do Ginásio”, o prédio doado voltaria ao patrimônio do povo caxiense (ou seja, à Prefeitura de Caxias).

E o que se vê, hoje, agora? O colégio e o próprio Teatro Fênix (onde assisti, quando menino, à apresentação do pianista internacional Ivo Pogorelich, nascido em Belgrado – Sérvia) estão abandonados; o teatro, em ruínas, desabando. O Teatro Fênix, por minhas pesquisas, é o sétimo mais antigo teatro do Brasil, um país com 5.570 municípios.

Fundado no século XIX (1880), o Teatro Fênix recebia “shows” de mágicos internacionais e peças teatrais de companhias brasileiras e europeias.

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Há algo de podre, de muito estranho ou, pelo menos, de muito decepcionante em Caxias, em relação aos valores históricos da cidade, de defesa do patrimônio, da liberdade, da Cultura, de suas Tradições, de seu Valor.

Vergonhosa e verdadeiramente, não se fazem mais caxienses como antigamente – pelo menos, não em relação à defesa da cidade em que alguns – repita-se – arrotam orgulho por nela terem nascidos.

Para não deixar de ter esperança em se preservar algo, que seja este um registro de luto...

... e de luta.

E que Caxias não se confirme como cidade onde até as pedras morrem...

* EDMILSON SANCHES

Fotos:
1 e 2 – O prédio do abandonado clube Cassino Caxiense;
3 e 4 – Em 1977, Edmilson Sanches recebe diploma de honra ao mérito das mãos do presidente do clube, Raimundo Mário Rocha; e o mesmo salão, ruindo;
5 – Fachada principal do Cassino, ruindo e o mato, em cima, tomando de conta, no centro da cidade;
6 – A lista “histórica”, datilografada, dos idealizadores do clube;
7, 8 e 9 – O Colégio Caxiense e o Teatro Fênix, que ficam lado a lado: abandono e, também, ruínas, em conjunto.

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O tão esperado curso de Medicina na cidade de Santa Inês (MA) acaba de receber a autorização final do Ministério da Educação (MEC). A informação foi dada pelo deputado federal Juscelino Filho (DEM-MA), que, há mais de três anos, atua diretamente por essa conquista. A Portaria 280, da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, foi publicada no “Diário Oficial da União” desta sexta-feira (2/10).

“É a concretização de um grande sonho. Desde que iniciamos as conversas como o então ministro Mendonça Filho, ainda em 2016, trabalhamos muito para vencer cada etapa e chegar aonde estamos hoje, com o curso devidamente autorizado e pronto para começar. Tenho muito orgulho de ser o deputado federal que mais trabalha por Santa Inês, e esse é apenas um dos inúmeros avanços que temos conseguido para o município”, destacou Juscelino.

O parlamentar do Democratas reforçou, ainda, que a importância do curso de Medicina não se resume à formação de médicos. “Além de ser mais uma oportunidade para os jovens, ele vai gerar renda, empregos e desenvolvimento na cidade e em toda a região, que vai se tornar um polo universitário e da área da saúde do nosso Estado. Mais uma vez, na pessoa da prefeita Vianey Bringel, parabenizo e agradeço a todos que contribuíram com essa vitória”, disse.

O processo seletivo foi lançado pela Faculdade ITPAC em 5 de junho. Com a autorização publicada pelo MEC, o período de inscrições deve se encerrar nos próximos dias. Das 50 vagas ofertadas para o segundo semestre, cinco terão bolsa integral, e o curso terá duração mínima de seis anos. “Aproveito para desejar boa sorte a todos que vão concorrer a uma das vagas dessa histórica primeira turma de Medicina”, finalizou Juscelino Filho.

Maternidade em Santa Inês

Nesta sexta-feira, em reunião com o secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, o deputado federal Juscelino Filho solicitou a criação de uma maternidade em uma ala do Hospital Macrorregional de Santa Inês. “Essa é uma demanda reprimida e antiga do município e de toda a região do Vale do Pindaré. Futuramente, o objetivo é conquistar os recursos para viabilizarmos a estrutura exclusiva para a unidade”, informou.

Carlos Lula elogiou a sugestão levada por Juscelino. “É compromisso do governo Flávio Dino ampliar a assistência materno-infantil. A gente montou maternidade em Colinas e em Balsas, reestruturou a de Imperatriz, apoia a maternidade em Caxias, temos uma estrutura em Alto Alegre do Maranhão, e vamos continuar essa ampliação. A região do Vale do Pindaré é uma das que precisa desse apoio e vamos traçar com cuidado”, prometeu.

(Fonte: Assessoria de comunicação)