A cientista Denise Pires de Carvalho assumirá, nos próximos dias, o cargo de vice-diretora-geral de Ciências da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). É a primeira vez que a cadeira é ocupada pelo Brasil desde a criação da ONU em 1945.
Ao fazer a indicação, a Unesco destacou a experiência da cientista em liderança e gestão de pesquisa e avaliação de programas de pesquisa e cooperação científica internacional e afirmou que o trabalho dela “abordou dimensões sociais da ciência, incluindo acesso equitativo, igualdade de gênero e governança institucional inclusiva”.
Atual presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise afirma que chega à Unesco com o mesmo olhar que o Brasil teve para a ciência nos últimos anos, com reforço do multilateralismo e de uma ciência voltada para as pessoas.
“Nesses últimos três anos, o que o Brasil fez, a Capes fez, foi defender a interação sul-sul no nível da pós-graduação, internacionalizar cada vez mais os programas de pós-graduação do país, interagindo com a América Latina e o Caribe, com os países da África, para além de toda a cooperação que nós já fazíamos", disse.
Denise também destacou o papel da ciência no desenvolvimento dos países, especialmente os mais pobres. Ela defende que não há saída para o Brasil se tornar um país desenvolvido que não seja por meio da ciência.
“Quem nega a ciência, nega o desenvolvimento da nação. Não há país independente sem universidades. Não há país independente sem ciência. E o Brasil começou muito tardiamente esse processo de verdadeira independência. Todos os países mais desenvolvidos do mundo são mais desenvolvidos porque investiram em ciência”, disse.
Quem é Denise Pires de Carvalho
Denise Pires de Carvalho é médica com mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde também é professora titular do departamento de Biofísica. Em 2019, tornou-se a primeira mulher reitora da UFRJ.
A cientista atuou também como secretária de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) de 2023 a 2024. Em fevereiro de 2024, assumiu a Presidência da Capes. Atualmente, preside, também, o Conselho Científico do Institut de Recherche pour le Développement (IRD), da França, e participa de redes de cooperação acadêmica e científica de alcance regional e global.
As inscrições para o edital de Ciclos de Saberes de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes do Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Cultura (MinC) têm início ao meio-dia desta terça-feira (29), no horário de Brasília, e terminará às 23h59 do sábado (4 de outubro).
A seleção tem o objetivo de promover e difundir os fazeres das culturas populares brasileiras articulados ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária.
A iniciativa federal reconhece os mestres das culturas tradicionais, populares e das artes como agentes de formação cultural porque são detentores de conhecimentos fundamentais para a preservação, transmissão e valorização da diversidade cultural brasileira.
Por isso, os projetos deverão fortalecer os vínculos entre as comunidades regionais, as escolas públicas e o ensino superior para promover a circulação de saberes, o reconhecimento dos territórios culturais e a construção coletiva do conhecimento.
Quem pode participar
Podem participar dessa chamada pública exclusivamente as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). Cada uma delas poderá apresentar apenas uma proposta, que deve conter a parceria obrigatória mestras e mestres das culturas tradicionais e populares e das artes.
A parceria entre as instituições federais e os e mestres das culturas tradicionais poderá ser firmada individualmente ou por meio de associações, coletivos, Pontos de Cultura, Escolas Livres ou organizações que os representem.
As propostas enviadas também deverão contar com a participação de secretarias de Educação ou escolas públicas de educação básica.
Linhas de atuação
Os projetos deverão desenvolver ações integradas nas três linhas de atuação:
· atividades realizadas nas Ifes, como oficinas, vivências, rodas de conversa, seminários, apresentações culturais, pesquisas participativas e outras atividades formativas conduzidas por mestres de cultura e a comunidade acadêmica.
· atividades nos territórios das mestras e dos mestres, por meio de visitas orientadas, intercâmbios, imersões e atividades nos espaços de vida, criação e atuação dos mestres, como comunidades, terreiros, associações culturais. As atividades deverão promover a aproximação entre ensino superior, escola e comunidade para valorizar a produção e a transmissão dos conhecimentos tradicionais;
· atividades nas escolas públicas, com a realização de oficinas, residências, vivências, rodas de conversa, apresentações culturais com o objetivo de estimular o diálogo entre gerações, a valorização das culturas populares e tradicionais e a formação de estudantes e professores.
Categorias de investimentos
O investimento total previsto para a iniciativa é de R$ 5 milhões.
No momento da inscrição, a Instituição Federal de Ensino Superior deverá optar por uma das categorias de apoio.
1. categoria A: propostas de grande porte com articulação regional, atingindo múltiplos territórios e diversas formas de saberes tradicionais. Aqui, o orçamento é de até R$ 500 mil por proposta, com limite total de até sete projetos selecionados. Entre as exigências, o projeto deve envolver, no mínimo, dez mestres das culturas tradicionais; atuar em, pelo menos, três municípios diferentes e levar ações a, pelo menos, cinco escolas públicas;
2. categoria B: propostas focadas no contexto local da instituição, voltadas para o fortalecimento direto de uma comunidade ou município específico. O orçamento é de até R$ 250 mil por proposta, com limite total de até seis projetos selecionados. O projeto deve envolver, no mínimo, cinco mestres; atuar em, pelo menos, um município e levar ações a, pelo menos, três escolas públicas.
No mínimo, 40% do valor total do projeto deverão ser destinado ao pagamento dos mestres de cultura participantes. O prazo de execução dos projetos é de até 12 meses.
Critérios de seleção
As propostas serão avaliadas por comitê técnico de avaliação e seleção.
O edital garante uma vaga para a proposta mais bem classificada de cada uma das cinco macrorregiões brasileiras (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul), desde que obtenha a pontuação mínima exigida. A seleção dos projetos observará critérios de descentralização territorial e equilíbrio regional.
A documentação necessária para a inscrição está disponível no edital.
O ensino de um conjunto de disciplinas conhecidas como Stem (ciência, tecnologia, engenharia e matemática, na sigla em inglês) requer formação constante de professores, para além dos investimentos necessários em infraestrutura.
A avaliação é defendida pelos autores do Panorama da Educação Stem no Brasil. O levantamento faz uma análise de como ciência, tecnologia, engenharia e matemática estão sendo incorporadas à educação básica brasileira.
Os pesquisadores buscaram informações de seis capitais: Manaus, Belém, João Pessoa, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.
O levantamento é organizado pela Fundação Carlos Chagas, instituição sem fins lucrativos que atua na área de concursos públicos e pesquisas educacionais, em parceria com o British Council, entidade do Reino Unido voltada a relações culturais e oportunidades educacionais.
A pesquisadora Sandra Unbehaum, coordenadora do estudo, enfatiza que, para o ensino de Stem, não basta infraestrutura, como computador nas escolas.
“É preciso investir na formação de profissionais de um modo profundo e constante”, diz à Agência Brasil.
Ela ressalta que a formação dos professores precisa ser vista como “parte do trabalho” deles, algo que fazem dentro da jornada. A pesquisadora contextualiza que muitos professores no país vivenciam a realidade de “atuar em mais de uma escola ou ter número excessivo de turmas e alunos”.
“A formação não pode ser pontual, não pode ser somente para professores que conseguem articular o seu tempo de trabalho e de formação”, defende.
Ela inclui a necessidade de a capacitação não ser exclusivamente a distância. “É importante, mas eu entendo que formação aprofundada se dá também na troca presencial”.
Acesso para evitar desigualdade
Outro ponto destacado pela pesquisadora é que a infraestrutura necessária para o ensino de Stem, como computadores, equipamentos tecnológicos, acesso à internet e suporte técnico, seja igual entre as diversas regiões do país, para evitar desigualdades.
“A falta de acesso adequado a toda tecnologia hoje disponível, que deveria ser democraticamente disponível para todos, vai contribuir para uma desigualdade educacional. Isso ainda é um desafio muito grande”.
Sandra Unbehaum ressalta que a educação Stem tem “papel estruturante” na formação básica.
“Pode redefinir a forma como o conhecimento é construído, deixando de ser um comportamento passivo e individual para se tornar uma aprendizagem investigativa e aplicável”.
Ela aponta queesse conhecimento é fundamental para preparar os estudantes brasileiros para os desafios atuais, como a era da inteligência artificial (IA) e a busca de soluções para a questão climática.
“Em relação à IA, uma abordagem Stem deve contribuir para o desenvolvimento de um pensamento crítico, questionador, de maneira a propiciar um uso responsável”, defende.
Ela acrescenta queo ensino de ciência, tecnologia, engenharia e matemática nas escolas precisa ser integrado, sem que sejam “gavetas separadas”.
Desafios
Ao longo das 170 páginas do relatório, os pesquisadores citam desafios encontrados, como o reconhecimento, por parte dos próprios professores, de “certa resistência às tecnologias”. Falta de conhecimento técnico e insegurança estão entre as hipóteses mencionadas.
Em Manaus, por exemplo, foi apresentada a dificuldade de ter professores com licenciaturas específicas, fazendo com que o professor de educação física dê aula de ciências, ou o professor de ciências dê aula de matemática. “São situações pontuais, mas que acontecem”, escreve o panorama.
Em Curitiba, foi encontrada elevada taxa de rotatividade docente nos anos finais, que leva a “sequelas”, como “fratura a um trabalho contínuo e coletivamente construído no interior da escola”.
Boas práticas
Os pesquisadores destacaram boas práticas encontradas nas seis capitais analisadas:
Manaus: jogos de tabuleiro e dinâmicas sem dispositivos eletrônicos, ou seja, “desplugadas”, para ensinar lógica de programação e pensamento computacional. Indo além, Centros de Tecnologias Educacionais promovem a inclusão de escolas ribeirinhas com conexão via satélite.
Belém: desenvolvimento de óculos de realidade virtual de baixo custo feitos com fibra de miriti (matéria-prima tradicional da região) para apoiar o ensino de geometria, aliando cultura local e tecnologia.
João Pessoa: forte investimento em infraestrutura e conectividade, além de “imersões tecnológicas”, nas quais professores passam por períodos intensivos aprendendo a integrar tecnologia às aulas.
São Paulo: formadores de Tecnologia para Aprendizagem como multiplicadores nas diretorias de ensino e desenvolvimento de iniciativas em parceria com instituições externas, entre elas a Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, para implementação do Programa de Aprendizagem Construcionista.
Curitiba: aplicação do conceito de Cidade Educadora por meio dos Faróis do Saber, adaptados como espaços maker (aprender fazendo) com impressoras 3D e cortadoras a laser, além da criação do Farol Móvel para circular com recursos tecnológicos pelas salas de aula.
Rio de Janeiro
Na capital fluminense, foram destacados os Ginásios Educacionais Tecnológicos (GET), iniciativa criada em 2022 que transforma escolas em espaços vocacionados com abordagem interdisciplinar entre matérias.
A rede municipal de ensino da cidade conta com 317 GETs e espera chegar a 350 até o fim do ano, atendendo a 150 mil estudantes.
A professora de história Vanini Bernardes Costa de Lima dá aulas no GET Ceará, no Bairro de Inhaúma, zona norte carioca. Ela conta que o foco do ensino na unidade é a integração das matérias Stem e também artes, alterando a sigla para Steam.
Vanini apresenta o exemplo do “colaboratório”, um laboratório maker equipado com impressoras 3D, placas de robótica, óculos de realidade virtual, máquinas de corte e computadores.
“Neste espaço, nossos alunos e alunas resolvem problemas reais de forma colaborativa, integrando esses diversos saberes”, diz ela à Agência Brasil.
Ela acrescenta que o investimento em profissionais qualificados e recursos permite que “cada estudante desenvolva potencialidades que, antes, ficavam ocultas em modelos tradicionais”.
A professora aponta ainda que a metodologia de ensino incentiva a participação das meninas nas áreas Steam.
“As alunas têm espaço e escuta. Acredito que esta política as incentiva a perceber que podem e devem ocupar os lugares que quiserem”, conclui.
Além da teoria
Manuela Calixto de Lira Bernardo Abreu, de 15 anos, é estudante do 9º ano na unidade. Ela considera que a tecnologia empregada no GET a faz ter mais interesse pelas aulas e não deixa os alunos “só na teoria”.
“Temos a oportunidade de pesquisar, criar projetos e usar ferramentas diferentes. Eu gosto bastante da modelagem 3D, por exemplo, porque podemos transformar uma ideia em algo que conseguimos visualizar e desenvolver”, cita.
Para ela, o ensino Steam ganha cada vez mais importância em um mundo permeado pela IA.
“Acho que precisamos aprender a entender e usar essas tecnologias, e não apenas consumir o que elas oferecem”, diz a estudante.
O secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Hugo Nepomuceno, sustenta que os GETs fornecem protagonismo estudantil e “mão na massa”.
“Os estudantes têm a oportunidade de desenvolver projetos interdisciplinares que vão além do livro didático”, pontua.
À Agência Brasil, ele destaca que os GETs provocam impacto direto no entorno escolar.
“A proposta é aproximar tecnologia e conhecimento do cotidiano das famílias e fortalecer a relação das escolas com seus territórios".
Os candidatos que estão em lista de espera na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), realizada em 2025, já podem conferir a nova lista de classificação para ocupação das vagas remanescentes de convocações anteriores do certame.
O resultado foi publicado pela Fundação Escola Nacional de Administração Pública, vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), no Diário Oficial da União dessa sexta-feira (25).
As vagas descritas são para cargos de nível intermediário e superior.
Distribuição e critérios de vagas
O edital da Enap nº 260/2026 distribui as vagas entre os órgãos e entidades participantes do CNU 2025, com quantitativos destinados à ampla concorrência e às vagas reservadas por cotas.
A publicação com o nome de cada candidato traz a ordem de classificação, conforme a nota final alcançada; a disponibilidade das demais pessoas nas listas de espera vigentes no certame; as modalidades de concorrência previstas (ampla concorrência, cotas raciais, indígenas, pessoas com deficiência) e demais critérios de alternância aplicáveis às vagas reservadas.
Ordem de preferência e eliminação
Quando os candidatos se inscreveram no CNU 2025, escolheram uma ordem de preferência entre os cargos do seu bloco temático, para caso fossem aprovados nas etapas de provas objetivas e discursivas.
Agora, se o aprovado for convocado para a primeira opção de cargo (maior preferência), o sistema do concurso o eliminará das demais opções, ou seja, dos cargos de menor preferência para os quais já tinha sido aprovado.
Este processo permite abrir “espaço” na fila para que outros candidatos da lista de espera sejam chamados para ocupar esses cargos de menor preferência.
Mas a regra não se aplica caso o candidato aprovado já tenha sido nomeado para um desses outros cargos até a data de publicação do novo edital.
Próximas etapas
O edital explica que o resultado definitivo para os candidatos aprovados em cargos para os quais são previstas as fases 5, 6 e a Segunda Etapa fica condicionado à conclusão dos procedimentos previstos para cada fase ou etapa.
A fase 5, para os cargos de nível superior que preveem essa exigência, é da avaliação de títulos. A etapa tem caráter classificatório.
A fase 6 compreende os procedimentos de validação e heteroidentificação. Este procedimento verifica presencialmente ou por banca de análise documental a condição autodeclarada pelos candidatos concorrentes às vagas reservadas. São as pessoas pretas ou pardas; pessoas indígenas e quilombolas e pessoas com deficiência (PcD).
A segunda etapa do concurso não se aplica a todos os cargos. Ela é destinada estritamente às carreiras que exigem formação complementar para o exercício da função pública.
O edital também informa que as pessoas aprovadas dentro do número de vagas remanescentes que solicitaram reclassificação para a última posição da lista do respectivo cargo ou especialidade terão seus resultados publicados em edital específico.
Acompanhamento
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) avisa que todos os classificados devem acompanhar os atos de convocação de cada órgão federal participante do CNU 2025, que tem procedimentos e prazos próprios.
CNU 2025
A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado, realizada no segundo semestre de 2025, ofertou, inicialmente, 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais.
Os cargos públicos foram agrupados em nove blocos temáticos. Os cargos de cada bloco puderam ser escolhidos conforme a ordem de preferência indicada no momento da inscrição do candidato.
Do total de vagas do chamado Enem dos Concursos, 3.144 vagas foram destinadas a cargos de nível superior e 508 a cargos de nível intermediário.
Nesse processo seletivo, o Ministério da Gestão ainda adotou o mecanismo de equiparação de gênero, com o objetivo de garantir que o número de mulheres aprovadas para a fase discursiva do certame fosse proporcional ao de candidatos homens.
A medida inédita resultou na participação de mais de 24 mil mulheres, cerca de 57% dos convocados, nas provas.
A 16ª edição da Festa Literária das Periferias vai até domingo (27), no centro do Rio de Janeiro. A programação é realizada na Praça Tiradentes e no Teatro Carlos Gomes.
Este ano, o tema do festival é As Filhas das Filhas das Filhas, que dá destaque ao feminismo negro.
Segundo os organizadores, o festival quer que o público reflita sobre as heranças que atravessam gerações, sobre as histórias que resistem ao apagamento e sobre as mulheres que, ao longo do tempo, deram à luz a muito mais do que filhos, produzindo comunidades, saberes, linguagens, territórios e futuros.
O diretor da Flup, Julio Ludemir, afirma que o tema "nos remete à grande revolução em curso no Brasil, decorrente das ações afirmativas”.
Ele destaca que grandes mulheres, como a escritora e filósofa Djamila Ribeiro, tiveram como antepassados trabalhadoras domésticas.
“A Kehinde, grande personagem da Ana Maria Gonçalves [no livro Um Defeito de Cor], se libertou através de uma capacidade extraordinária de empreender muito própria das mulheres negras brasileiras. As Filhas das Filhas das Filhas é uma grande homenagem a essa revolução que o Brasil pôde assistir em uma geração de ações afirmativas”, disse Ludemir.
Para o diretor da Flup, Ana Maria Gonçalves escreveu o livro mais importante da história da literatura brasileira.
“Não à toa, ela foi a primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras. Desde 2018, a Flup tem sido cada vez mais ligada ao feminismo negro, que é a grande novidade política, cultural, artística, sociológica, que está mudando a sociedade a partir da sua base”.
Programação
No sábado (26), o jornalista Chico Regueira entrevista o intelectual Nei Lopes no Teatro Carlos Gomes, no evento A cidade inventada pelo samba, das 14h às 15h30.
Às 16h, Ana Maria Gonçalves e Jurema Werneck entrevistam Kimberlé Crenshaw, a criadora do conceito de interseccionalidade.
No domingo (27), às 14h, haverá debate com Linn da Quebrada e Vita Pereira, com mediação de Artur Amaro, no evento Ninguém poderia me parir senão eu mesma.
Às 16h, haverá o debate Quando existíamos apenas nós e Ubirajara Fidalgo: Precisamos celebrar o legado dos nossos, com Antonio Pitanga, Dom Filó e Helena Theodoro, com mediação de Sabrina Fidalgo.
Os resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2026 estão disponíveis para conferência no painel de resultados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os resultados referem-se às matrículas presenciais efetivas na educação básica das redes estaduais e municipais de educação e estão apresentados em ordem alfabética dos Estados.
Os responsáveis pelo envio dos dados têm agora 30 dias para corrigir erros, por meio do Sistema EducaCenso do Inep.
Cronograma
O cronograma prevê que, no dia 11 de dezembro, deverá ocorrer o envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
As informações são usadas no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais estatísticas da Educação Básica está programada para 1º de fevereiro de 2027.
Situação dos alunos
Em 1º de fevereiro de 2027, tem início a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da situação do aluno.
Nesta fase, o diretor ou responsável pela escola deverá coletar as informações sobre rendimento e movimento escolar daqueles estudantes que foram declarados na primeira etapa, incluindo dados de aprovação, reprovação, abandono e transferência.
O período de coleta termina no dia 12 de março de 2027.
E a partir de 1º de abril de 2027, as taxas preliminares de rendimento escolar e os relatórios por escola estarão disponíveis para conferência.
Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.
Censo Escolar
Os dados no Censo Escolar servem para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas educacionais, além de servir de referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.
A Federação de Futsal do Maranhão (Fefusma) inicia, nesta sexta-feira (25), o Campeonato Maranhense de Futsal 2026, principal competição da modalidade no Estado. De acordo com a tabela divulgada pela Fefusma, o Estadual vai começar com a disputa das categorias ímpares da Regional Sul, que será realizada na cidade de Balsas.
As primeiras rodadas do Regional Sul do Maranhense de Futsal 2026 terão 35 jogos entre sexta-feira (25) e domingo (27), com promessa de fortes emoções e muitos gols. Os confrontos de abertura do Estadual ocorrem em três locais: o Ginásio Municipal Rei Pelé, o Ginásio do Colégio Militar Tiradentes e o Ginásio do Complexo Esportivo Educar.
Na Regional Sul do Maranhense de Futsal 2026, serão disputados jogos das categorias Sub-7, Sub-9, Sub-11, Sub-13 e Sub-15. Os torneios Sub-17 e Sub-19, por sua vez, terão início nas próximas regionais da competição estadual.
O Campeonato Maranhense de Futsal 2026 começa a sua disputa com sete categorias ímpares, que terão a participação de 138 equipes de 24 municípios e, aproximadamente, 2 mil atletas inscritos. A Fefusma informa que 272 jogos estão previstos nas quatro regionais, cujas sedes serão as cidades de São Luís, Santa Luzia, Imperatriz e Balsas.
Siga as redes sociais oficiais da Federação de Futsal do Maranhão (Fefusma) no Instagram e no Facebook (@fefusma) e fique por dentro de todos os detalhes do Campeonato Maranhense de Futsal 2026.
TABELA DE JOGOS
Sexta-feira (25/9) – Ginásio Municipal Rei Pelé
15h45 – AABF Dom Bosco (Balsas) X K10 Magnus Futsal (Balsas) (Sub-7)
16h40 – K10 Magnus Futsal (Balsas) X Focus Chute Certo (Balsas) (Sub-9)
17h30 – K10 Magnus Futsal (Balsas) X Focus Chute Certo (Balsas) (Sub-11)
18h15 – Focus Chute Certo (Balsas) X K10 Magnus Futsal (Balsas) (Sub-13)
Sábado (26/9) – Ginásio Municipal Rei Pelé
8h – Balsas Futsal AABF (Balsas) X AABF Brazukas (Fort. dos Nogueiras) (Sub-15)
8h50 – AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) X Focus Chute Certo (Balsas) (Sub-15) 9h40 – AABF Castelo do Saber (Imperatriz) X Focus Educar (Balsas) (Sub-13)
10h30 – AABF Castelo do Saber (Balsas) X AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) (Sub-9) 11h10 – Focus Chute Certo (Balsas) X AABF CT Junior Queiroz (Carolina) (Sub-9)
11h50 – Focus Educar (Balsas) X AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) (Sub-11)
12h40 – AABF Castelo do Saber (Balsas) X K10 Magnus Futsal (Balsas) (Sub-11)
Sábado (26/9) – Ginásio Colégio Militar Tiradentes
14h – K10 Magnus Futsal (Balsas) X Focus Chute Certo (Balsas) (Sub-7)
14h40 – AABF Castelo do Saber (Balsas) X K10 Magnus Futsal (Balsas) (Sub-9)
15h20 – AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) X AABF CT Junior Queiroz (Carolina) (Sub-9)
16h – AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) X Balsas Futsal (Balsas) (Sub-11)
16h50 – Focus Educar (Balsas) X AABF Brazukas (Fortaleza dos Nogueiras) (Sub-13)
17h40 – AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) X Focus Chute Certo (Balsas) (Sub-13)
18h30 – AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) X K10 Magnus Futsal (Balsas) (Sub-9)
19h10 – AABF Brazukas (Fortaleza dos Nogueiras) X AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) (Sub-15)
Domingo (27/9) – Ginásio do Complexo Esportivo Educar
8h – K10 Magnus Futsal (Balsas) X AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) (Sub-13)
9h – AABF Brazukas (Fortaleza dos Nogueiras) X AABF Castelo do Saber (Imperatriz) (Sub-13)
9h45 – Focus Chute Certo (Balsas) X AABF Castelo do Saber (Balsas) (Sub-11)
10h30 – Balsas Futsal (Balsas) X Focus Educar (Balsas) (Sub-11)
11h15 – AABF Castelo do Saber (Balsas) X Focus Chute Certo (Balsas) (Sub-9)
12h – AABF CT Junior Queiroz (Carolina) X K10 Magnus Futsal (Balsas) (Sub-9)
12h45 – Focus Chute Certo (Balsas) X AABF Dom Bosco (Balsas) (Sub-7)
13h30 – AABF Brazukas (Fortaleza dos Nogueiras) X Focus Chute Certo (Balsas) (Sub-15)
14h15 – Balsas Futsal AABF (Balsas) X AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) (Sub-15) 15h – 1º Colocado Grupo D X 2º Colocado Grupo E (Sub-13)
15h45 – 1º Colocado Grupo E X 2º Colocado Grupo D (Sub-13)
16h30 – Focus Chute Certo (Balsas) X AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) (Sub-9) 17h15 – AABF CT Junior Queiroz (Carolina) X AABF Castelo do Saber (Balsas) (Sub-9)
18h – 1º Colocado Grupo A X 2º Colocado Grupo C (Sub-11)
18h45 – 1º Colocado Grupo C X 2º Colocado Grupo A (Sub-11)
De acordo com a Lei nº 15.518/2026, estudantes de cursos de licenciatura poderão receber bolsas de iniciação à docência para participar de atividades de formação em escolas públicas.
As ações serão desenvolvidas por instituições de ensino superior, em parceria com redes públicas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Os projetos deverão ser apresentados pelas instituições de ensino superior e terão foco na formação prática dos futuros docentes. A legislação prevê convênios e acordos de cooperação para a execução das atividades.
Entre os objetivos do programa, estão incentivar a formação de professores em nível superior para a educação básica, contribuir para a valorização do magistério e elevar a qualidade dos cursos de licenciatura. A proposta também busca aproximar a educação superior da realidade das escolas públicas.
A lei estabelece que poderão ser apoiadas ações voltadas às diferentes etapas e modalidades da educação básica, com destaque para educação do campo, indígena, quilombola, de jovens e adultos (EJA).
Bolsas
O número de bolsas ofertadas será definido de acordo com a disponibilidade orçamentária e regulamentação da Capes. O programa contará com cinco modalidades de bolsas:
iniciação à docência – destinada a estudantes de licenciatura;
supervisão – a professores da rede pública que acompanham os bolsistas nas escolas;
coordenação de área – a docentes responsáveis pelos subprojetos;
coordenação de área de gestão de processos educacionais – ao apoio pedagógico e administrativo do programa nas instituições participantes;
coordenação institucional – aos responsáveis pela coordenação geral dos projetos nas instituições de ensino superior.
Além das atividades voltadas à formação de professores, o programa também poderá apoiar projetos relacionados à gestão educacional e às diferentes etapas e modalidades da educação básica.
A expectativa do governo é que a iniciativa contribua para a melhoria da formação docente e para o fortalecimento da educação pública no país.
A saúde pública no Brasil vai ser assunto de discussão em São Luís. Isso porque, nesta quinta e sexta-feira (24 e 25), a capital maranhense sedia a primeira edição do Congresso Maranhense de Promoção da Saúde (I CMPS), evento promovido pelo Conselho Regional de Educação Física do Maranhão (Cref21/MA) em parceria com o Centro de Estudo em Gestão Pública – Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (CEGESP-UESB) com o apoio da Faculdade Edufor. O objetivo central do congresso é possibilitar a troca de experiências sobre os desafios contemporâneos da saúde pública no país. A abertura do evento vai ocorrer às 19h desta quinta-feira, no Auditório da Faculdade Edufor, no Angelim.
No primeiro dia do I CMPS, o destaque fica para a Mesa Temática que vai discutir sobre “O Planejamento de Políticas Públicas de Promoção da Saúde”. O debate vai contar com a presença da assessora técnica do Departamento de Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Isabella Silva de Almeida, do enf. dr. Júlio César, representante da Secretaria Estadual de Saúde do Maranhão (SES) e do prof. dr. Temístocles Damasceno Silva, representante do Centro de Estudos em Gestão Pública.
A programação do Congresso Maranhense de Promoção da Saúde vai prosseguir na sexta-feira (25), com a realização de painéis temáticos relacionados a práticas corporais e atividades físicas, alimentação saudável e educação e formação em saúde a partir das 9h. Ainda pela manhã, haverá uma Mesa Temática sobre “A implementação das políticas públicas de promoção da saúde”.
À tarde, a partir das 14h, o congresso abre espaço a relatos de experiências de sucesso desenvolvidas no país. Por fim, uma Mesa Temática a respeito da “Avaliação das políticas públicas de promoção da saúde”.
Congresso Maranhense de Promoção da Saúde
O Congresso Maranhense de Promoção da Saúde (I CMPS) foi criado para ser um espaço científico, técnico e político dedicado ao diálogo interdisciplinar, à reflexão crítica e à troca de experiências sobre os desafios contemporâneos da saúde pública no Brasil. Em sua primeira edição, o congresso terá como eixo temático a atividade física e a alimentação saudável como componentes estratégicos das agendas de políticas públicas de saúde, destacando seu papel fundamental na promoção da saúde, na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis e na redução das iniquidades sociais.
O evento reunirá gestores públicos, profissionais de educação física, profissionais de saúde, pesquisadores, docentes, estudantes e representantes da sociedade civil, criando um ambiente de debate qualificado e construção coletiva de propostas que fortaleçam políticas públicas integradas, intersetoriais e baseadas em evidências científicas, contribuindo para o aprimoramento do Sistema Único de Saúde e para a melhoria das condições de vida da população.
PROGRAMAÇÃO
QUINTA-FEIRA (24/9) / FACULDADE EDUFOR
17h – Credenciamento
18h – Apresentação de trabalhos (pôster)
18h30 – Coffee Break
19h – Mesa de abertura
20h – Mesa temática 1: O planejamento das políticas públicas de promoção da saúde.
Palestrantes:
- Isabella Silva de Almeida, assessora técnica do Departamento de Promoção da Saúde do Ministério da Saúde
- Enf. dr. Júlio César, representante da Secretaria Estadual de Saúde do Maranhão (SES)
- Prof. dr. Temístocles Damasceno Silva, do Cref 004830-G/BA, representante do Centro de Estudos em Gestão Pública.
SEXTA-FEIRA (25/9) / FACULDADE EDUFOR
9h – Painéis temáticos: temas prioritários da promoção da saúde
Palestrantes:
- Dr. Rogério Moura [Cref 001726-G/BA], presidente do Conselho Regional de Educação Física 13 – Bahia
Tema: Práticas corporais e atividades físicas
- Ms. Elaine Martins Cayres, pesquisadora do Centro de Estudos em Gestão Pública
Tema: Alimentação Saudável
- Dra. Paloma Pinheiro, pesquisadora do Centro de Estudos em Gestão Pública
Tema: Educação e Formação em Saúde
10h30 – Mesa temática 2: A implementação das políticas públicas de promoção da saúde
Palestrantes:
- Ms. Cristiano Araújo Dias [Cref 003398-G/BA], pesquisador do Centro de Estudos em Gestão Pública
- Prof. dr. Fabiano Furtado [Cref 000657-G/MA], secretário Extraordinário de Apoio às Comunidades do Maranhão
- Prof. me. Cíntia Rodrigues [Cref 001033-G/MA], representante da Secretaria Municipal de Saúde de São Luís/MA
14h – Relatos de experiências
- Conhecendo mais sobre as PICS – Práticas Integrativas e Complementares em Saúde
(Prof. Hermann Ampuero [Cref 000329-G/PA])
- Força Estadual de Saúde
(Prof. André Fernandes [Cref 000942-G/MA]
- Projeto “Mexa-se”
(Prof. Rodolfo Sousa [Cref 003642-G/MA]
15h30 – Mesa temática 3: A avaliação das políticas públicas de promoção da saúde Palestrantes:
- Dr. Eliakim do Nascimento Mendes, presidente do Conselho Regional de Nutrição 11 – Maranhão
- Prof. dr. Bruno Bavaresco [Cref 001243-G/MA], professor e pesquisador da Universidade Ceuma
- Prof. me. Ana Teresa Meireles [Cref 000642-G/MA], professora do Centro de Atenção ao Idoso do Maranhão – Caisi e mentora e professora do Projeto 60+ São Luís Shopping
Sete medalhas conquistadas: esse foi o saldo do Fórum Jaracaty na quarta etapa do Campeonato Maranhense de Tênis de Mesa, competição realizada no último fim de semana, no Ginásio da AABB, em São Luís. A equipe de tênis de mesa do projeto social, que conta com os patrocínios do governo do Estado e da Equatorial Maranhão por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, teve um bom desempenho no evento estadual e terminou a competição contabilizando uma medalha de ouro, uma de prata e cinco de bronzes.
O resultado obtido nesta etapa do Estadual de Tênis de Mesa mantém o Fórum Jaracaty entre as principais equipes do Maranhão. No evento do último fim de semana, as gêmeas Myriam e Jamylle Rocha foram os grandes destaques do torneio. Juntas, as irmãs conquistaram quatro medalhas: Myriam foi campeã na disputa do Sub-15 e vice-campeã no Sub-13; já Jamylle ficou na terceira posição nas disputas do Sub-13 e Sub-15.
As outras medalhas do Fórum Jaracaty foram conquistadas por Aylla Santos, que foi bronze nas categorias Sub-13 e Sub-15, e por Paola Morais, bronze no Absoluto B Feminino.
Com os resultados dessa etapa, o Fórum Jaracaty soma, agora, um total de 22 medalhas na atual temporada do Campeonato Maranhense de Tênis de Mesa. “Os resultados mostram que estamos no caminho certo. Estamos vendo a evolução de atletas e estamos trabalhando para descobrir e lapidar novos talentos como as irmãs Myriam e Jamylle. Fico feliz em ver que nosso trabalho está dando frutos. Só tenho de parabenizar cada atleta do Fórum Jaracaty”, avaliou o professor do Fórum Jaracaty, Antônio Ferreira.
Fórum Jaracaty
O Fórum Jaracaty conta com o patrocínio do governo do Estado e da Equatorial Maranhão via Lei Estadual de Incentivo ao Esporte para desenvolver atividades nas áreas esportiva, de informática e brinquedoteca. O projeto existe há mais de duas décadas no Jaracaty, ajudando crianças e jovens da região e bairros adjacentes a terem um futuro digno por meio do esporte e demais atividades.
Para a comunidade, o Fórum Jaracaty oferece cursos, palestras e demais atendimentos, com apoio dos patrocinadores e parceiros. Todas as atividades do projeto são gratuitas.
Resultados do Fórum Jaracaty na 4ª etapa do Campeonato Maranhense