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A display screen shows Francis Halzen is announced as the recipient of the 2026 Nobel Prize in Physics during a press conference at the Royal Swedish Academy of Sciences in Stockholm, Sweden, October 6, 2026. TT News Agency/Christine Olsson/via REUTERS      ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. SWEDEN OUT. NO COMMERCIAL OR EDITORIAL SALES IN SWEDEN. NO RESALES. NO ARCHIVES.

O Prêmio Nobel da Física de 2026 foi atribuído, nesta terça-feira (6), ao belga Francis Halzen. O físico foi distinguido "pelas suas contribuições decisivas para o observatório de neutrinos IceCube e para a descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica", explicou o Comitê Nobel, reunido em Estocolmo. 

"Na década de 1980, Francis Halzen percebeu que o gelo da Antártida poderia ser ideal para capturar uma quantidade suficiente destes neutrinos indescritíveis, para que os investigadores pudessem aprender mais sobre as suas origens", informou o comitê.

Os neutrinos são partículas subatômicas conhecidos como "partículas-fantasma" devido à forma como atravessam a matéria sem deixar rastro e interagem com a matéria apenas em casos extremamente raros.

Halzen é professor da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. "É uma grande surpresa, não estava esperando", reagiu o laureado de 82 anos ao ser contatado pela Fundação Nobel.

Eva Olsson, integrante do comitê, afirmou que "este Prêmio Nobel diz respeito a um gigantesco cubo de gelo situado no Polo Sul do nosso planeta". O Observatório de Neutrinos IceCube está instalado no coração da Antártida.

"Os neutrinos trazem informação do cosmos", acrescentou em conferência de imprensa. "Eles abrem a porta para galáxias distantes e nos contam sobre os processos de explosão das estrelas".

Nova era na astronomia

As interações de neutrinos registradas pelo observatório IceCube proporcionam aos investigadores conhecimento sobre como essas partículas de alta energia são criadas, podendo até revelar fenômenos cósmicos até então desconhecidos.

O presidente do Comitê Nobel de Física disse, em comunicado, que "Francis Halzen liderou uma equipe internacional de investigadores e engenheiros que nos proporcionou um instrumento fantástico".

"A sua tenacidade e visão científica abriram caminho para um novo tipo de astronomia", acrescentou.

Ainda em 2014, a revista norte-americana Smithsonian apelidou Halzen de Homem do Neutrino ao lhe atribuir um de seus prêmios, elogiando-o por uma "experiência espantosa que anuncia o início de uma nova era na astronomia".

A revista chegou a publicar uma história em quadrinhos ilustrando sua vida: “Como a busca de um físico pelo cosmos decolou na Antártida”.

Nobel

O prêmio Nobel foi anunciado no Instituto Karolinska, em Estocolmo, e é o segundo a ser anunciado, depois do de Medicina, que, nessa segunda-feira (5), foi atribuído ao norte-americano Karl Deisseroth e aos alemães Peter Hegemann e Georg Nagel pela sua investigação sobre canais iônicos sensíveis à luz e optogenética.

Os vencedores do Nobel de Física são selecionados pela Academia Real Sueca de Ciências e recebem um prêmio no valor total de 12 milhões de coroas suecas (US$ 1,2 milhão), que é dividido entre os vencedores caso haja mais de um.

Os prêmios Nobel foram criados pelo inventor e empresário sueco Alfred Nobel, cuja fortuna foi construída, em parte, com a invenção da dinamite.

Concedidos pela primeira vez em 1901, os prêmios homenageiam realizações nas áreas de ciência, literatura e paz, tendo o prêmio de economia sido adicionado posteriormente pelo Banco Central da Suécia.

(Fonte: Agência Brasil)

50a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Imagem do filme Amor Possível. Foto: Mostra de Cinema SP/Divulgação

Os 50 anos da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo serão celebrados em vários eventos que vão ocupar não apenas salas de exibição, mas também espaços culturais da capital paulista, entre 15 e 29 de outubro.

A programação conta com 380 filmes de 93 países e ainda prevê duas exposições, lançamentos de livros, shows, debates, atividades para crianças e a apresentação de um acervo com informações sobre filmes e o festival. 

A edição comemorativa ganhou um cartaz assinado pelo cineasta James Gray, que será homenageado no festival com o Prêmio Leon Cakoff e uma retrospectiva de sua obra.

Gray também participará de uma conversa com o público e com o diretor Walter Salles, agendada para ocorrer no dia 15 de outubro, na Sala Petrobras, que foi instalada neste ano, no Solar Fábio Prado, na Avenida Brigadeiro Faria Lima.

Entre os filmes programados para exibição, estão Amor Possível, vencedor do Leão de Prata do último Festival de Veneza, e Fjord, vencedor da Palma de Ouro em Cannes.

Também estão entre os destaques o documentário Musk, sobre a vida de Elon Musk; Mulher Desconhecida, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza; Homem ao Mar, de Gael García Bernal; Tigre de Papel, de James Gray; Minotauro, de Andrey Zvyagintsev; e o curta-metragem Sul de Teerã, do diretor e roteirista brasileiro Kleber Mendonça Filho.

A lista também inclui o brasileiro Feito Pipa, de Allan Deberton, escolhido para ser o representante do Brasil na corrida ao Oscar do próximo ano.

Haverá, ainda, uma exibição especial do clássico Aurora, de F.W. Murnau, que foi restaurado e será apresentado com acompanhamento de uma trilha sonora executada pela Orquestra Jazz Sinfônica, no Teatro Cultura Artística.

A programação infantojuvenil estará na Mostrinha, em que serão exibidos 20 longas e um curta-metragem. Um dos destaques é o filme Clarice Vê Estrelas, escrito e dirigido por Letícia Pires e baseado em seu livro. Segundo a organização, 16 desses filmes são inéditos no Brasil.

Programação especial

Duas exposições vão marcar o aniversário da Mostra neste ano. A primeira delas ocorre no Solar Fábio Prado e vai apresentar um pouco da história do evento. Chamada de Tempo e Movimento: Os 50 Anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, a exposição apresenta uma linha do tempo do festival, além de pôsteres e objetos que marcaram sua história. Essa exposição ficará aberta ao público até o dia 29 de outubro.

A segunda exposição foi chamada de STEPS – Fotografias Inéditas de Abbas Kiarostami e apresenta 60 imagens. em preto e branco, de escadarias registradas pelo diretor ao redor do mundo. A mostra vai de 20 de outubro a 8 de novembro, no Museu da Imagem e do Som (MIS).

As celebrações também contam com o lançamento de dois livros: 50 Anos, 50 Cartazes: A História dos Cartazes da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que apresenta todos os cartazes da mostra e da mostrinha e uma breve história por trás de cada um deles, e Antes Que Eu Me Esqueça: Um Ensaio de Lembranças para os 50 Anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, escrito pela diretora do evento, Renata de Almeida.

“Esse é um livro pessoal”, contou Renata de Almeida, durante entrevista coletiva à imprensa realizada no último sábado (5).

“É um livro que traz muitos casos da mostra, muita coisa que deu errado e muita coisa que eu acho engraçada. Há, também, muitas coisas que foram difíceis [de serem enfrentadas]”, ressaltou a diretora.

Outra novidade da programação é o lançamento de um site que reúne, organiza e preserva a memória do festival. A plataforma com o acervo da Mostra inclui um mapa interativo com a localização geográfica de títulos e diretores por edição e vai permitir pesquisas por edição, filme, direção ou país. Segundo a organização do evento, durante esses 50 anos, a mostra já exibiu mais de 11 mil filmes.

Para completar, haverá, ainda, um cine-concerto especial de André Abujamra sobre as vinhetas da mostra, no Sesc 24 de Maio.

Encontro de ideias

Pelo sexto ano consecutivo, a Mostra também vai promover o Encontro de Ideias Audiovisuais, que será realizado entre os dias 20 e 23 de outubro, no Solar Fábio Prado.

O encontro promoverá debates e painéis com a presença de agentes nacionais e internacionais do mercado audiovisual, além de produtores e diretores de diversas partes do mundo.

Entre os nomes já confirmados para o evento, estão Tamara Tatishvili, do Hubert Bals Fund do Festival de Roterdã; Mariëtte Rissenbeek, ex-diretora-executiva da Berlinale; Olivier Père, da Arte; e Eleni Tzialli, do Eye Filmmuseum de Amsterdã.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF) 16/11/2023 – Ensaio com estudantes para ilustrar reportagens sobre educação.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Os indicadores de equidade racial avançaram no Brasil, nos últimos dois anos. É o que aponta o Diagnóstico Equidade 2026 divulgado, este mês, pelo Ministério da Educação (MEC). O relatório mediu dados relacionados à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), como financiamento, formação de profissionais e material didático, protocolos de combate ao racismo, gestão, avaliação e monitoramento.  

Segundo o documento, entre 2024 e 2026, o percentual de redes de ensino com áreas específicas para coordenar ações de equidade racial saltou de 15% para 42% entre os municípios e alcançou 100% entre as redes estaduais.

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Zara Figueredo, diz que o avanço mostra uma maturidade da gestão para a equidade.

“Isso é fundamental para conseguirmos reduzir as desigualdades raciais de aprendizagem, garantindo ação planejada e acompanhada de perto para ampliar as oportunidades educacionais dos estudantes negros. Vale lembrar que, entre 2005 e 2023, a desigualdade de aprendizagem entre estudantes negros e brancos só cresceu. Temos a necessidade de inverter esta tendência e isso passa pelas práticas de gestão e práticas pedagógicas transformadas pelo prisma da equidade”, diz.

Declaração racial

As redes de ensino também aumentaram as campanhas para declaração racial. O percentual de redes de ensino com esse tipo de iniciativa cresceu de 66% para 86% nas redes municipais e de 63% para 93% nas redes estaduais.

A cofundadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert) e doutora em psicologia educacional, Cida Bento, explica que a declaração racial é importante para que as redes de ensino saibam as diferenças de desempenho, evasão escolar e abandono entre estudantes negros e estudantes brancos. Mas ela diz que há outro elemento na declaração racial: a identidade.  “Quando a pessoa tem que se perguntar: ‘eu sou pardo, eu sou preto, eu sou branco’, esse é um momento de conscientização que eu acho muito importante”, diz.

Formação e combate ao racismo

Outro fator importante para a promoção da educação antirracista é a formação de professores e profissionais da educação. Segundo dados do MEC, o número de redes municipais que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial aumentou de 48% em 2024 para 69% em 2026.  

As escolas também passaram a adotar, de forma mais sistemática, os protocolos para casos de racismo e injúria racial. O crescimento desse tipo de conduta foi 59% para 93% nas redes estaduais de ensino. Já nas redes municipais, o crescimento foi menor: de 36% para 53% em dois anos.  

Apesar dos avanços, há, ainda, muitos desafios para universalizar Pneerq. Um deles é avançar nas práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas, o que incluiu que os profissionais conheçam e apliquem os eixos da política.

“Um ponto de atenção para o próximo ciclo, por exemplo, está na consideração de conhecimentos sobre educação para as relações étnico-raciais nos processos seletivos de professores e diretores escolares, sobretudo entre municípios. Isso permitirá a sustentação do movimento crescente de promoção de equidade racial”, afirma Zara Figueiredo.

Pneerq

Desde 2003, a Lei nº 10.639/2003 obriga as escolas a ensinarem, nos ensinos fundamentais e médio, história e cultura afro-brasileira e história da África e dos povos africanos. Isso inclui a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional e a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política do Brasil.

A implementação da lei, porém, só virou realidade nas escolas 21 anos depois, com a criação, em 2024, da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq). Até aquele ano somente 30% das secretarias de Educação do país tinham algum programa voltado para o cumprimento da lei.

Cida Bento conta que, quando começou a estudar as políticas de igualdade racial nas escolas, a situação era muito mais grave. Por isso, ela comemora os avanços e diz que eles ajudam na democracia brasileira. “Quando a escola sinaliza para o aluno negro que está cuidando dele, que ele é parte, que os livros escolares tratam do grupo dele, tratam a história negra, que ele tem o mesmo tratamento e oportunidade, eu acho isso um elemento tão democrático, sabe? É o pilar da democracia esse sentimento de pertencimento, de identidade”.

(Fonte: Agência Brasil)

A Retrospectiva Ruy Guerra – Uma vida de cinema apresenta quase sete décadas de produção do artista, que completou 95 anos. Foto: Monica Ramalho/Divulgação

Uma carreira extensa e repleta de realizações reconhecidas pela crítica e pelo público. A Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema traz destaques dessa trajetória em 17 longas-metragens do diretor e dois documentários feitos sobre a vida e obra dele. A mostra pode ser visitada gratuitamente, até o dia 16 de outubro, na Caixa Cultural Rio de Janeiro, no centro da cidade.

A programação tem filmes que passam por quase sete décadas de cinema, incluindo o primeiro longa-metragem de Ruy, Os Cafajestes (1962), até A Fúria (2024), sua obra mais recente. Este último filme encerra a chamada Trilogia dos Fuzis, que começou com Os Fuzis (1964) e seguiu com A Queda (1978). Essas três obras realizadas ao longo de seis décadas são ligadas por um único personagem.

“São três filmes sobre um personagem o Mário que é um cara de uma retidão muito grande e, por isso, é muito abalado na vida” disse o curador e cineasta Aristeu Araújo em entrevista à Agência Brasil.

O público vai poder assistir a um filme raro em versão restaurada. Ternos Caçadores (1969) é uma produção francesa que, durante décadas, esteve praticamente inacessível ao público brasileiro. Essa é uma das obras menos vistas da filmografia de Ruy Guerra, que, agora, chega à circulação em 4k.

“Durante o processo do projeto, a gente descobriu que o filme foi produzido na França, na década de 1960, e dirigido pelo Ruy. Estava praticamente perdido e não era exibido há muito tempo, mas tinha sido restaurado em 4K, e vamos exibir, o que ocorreu em raríssimas exceções. Foi exibido, em Curitiba e aqui no Rio, pelo aniversário do Ruy Guerra em agosto”, contou, acrescentando que existia uma cópia muito deteriorada, em película, no Brasil, que mal podia ser assistida. Por isso, não era exibida. “Agora, a restaurada é de muito boa qualidade”.

“O filme teve uma carreira boa, pelo que o Ruy fala. No lançamento na França e na Espanha também foi bem, mas, aqui no Brasil, foi pouquíssimo exibido. É uma oportunidade muito interessante para o público assistir”, acrescentou.

O filme Kuarup, que é muito importante na carreira do cineasta e concorreu à Palma de Ouro em Cannes, também enfrenta falta de qualidade de cópias e não há nenhuma digital minimamente possível de ser exibida. “A gente exibiu em Curitiba, mas com aviso para o público. Eu falava antes das exibições que era a única cópia possível de ser exibida. Agora no Rio, a gente vai ter a possibilidade de exibi-lo em película”, afirmou, informando que a cópia em película é guardada no Arquivo Nacional.

Os documentários que fazem parte da mostra são O Homem que Matou John Wayne (2015), de Bruno Laet e Diogo Oliveira, no qual Ruy Guerra tem um encontro inesperado com o ator americano em uma viagem poética pelas ideias do cineasta. O outro documentário é Tempo Ruy (2021), de Adilson Mendes, sobre o trabalho do cineasta, escritor, ator e dramaturgo.

Confira, aqui, a programação completa da mostra.

Curadoria

Segundo Araújo, a intenção sempre foi reunir, na mostra, todos os filmes de Ruy Guerra que pudessem ser exibidos em uma retrospectiva mais ampla do trabalho dele. Como em muitos casos é difícil ter a preservação adequada de filmes no cinema nacional, a organização precisou fazer um grande trabalho de pesquisa e localização de cópias.

De acordo com o curador, a filmografia de Ruy Guerra tem muitos itens deteriorados por causa do tempo e da má conservação ou do difícil acesso. Grande parte das obras dele é em película e, quando não há possibilidade de exibir neste tipo de material, tem que buscar as obras em arquivos digitais.

“Um grande problema é como essas cópias foram passadas para o digital. Às vezes, não foram bem telecinadas [telecinagem é o processo de transposição da película para o arquivo digital], são cópias muito antigas com resolução baixa”, explicou.

Gratuidade

Para o curador, a entrada gratuita na mostra vai permitir uma divulgação maior do trabalho do cineasta. “É uma espécie de democratização da cultura do cinema brasileiro fazer este tipo de movimento. Por isso, a gente insistiu em fazer tudo gratuito”, afirmou.

Aos 95 anos, Ruy Guerra, que também é roteirista, dramaturgo, poeta e compositor, vai presentear os visitantes da mostra com uma masterclass, dedicada à construção artística e política da Trilogia dos Fuzis. O encontro será neste sábado (3), às 18h. O ingresso tem que ser retirado meia hora antes, na bilheteria da Caixa Cultural.

Ruy Guerra nasceu em Moçambique, enquanto aquele país africano atravessava o domínio colonial português. Saiu de lá durante o período de surgimento do movimento cinematográfico francês conhecido como nouvelle vague, para estudar cinema em Paris.

A chegada ao Brasil foi em 1958 e, em poucos anos, ele se tornou um dos principais nomes do Cinema Novo, ao lado de Glauber Rocha (1939-1981) e Cacá Diegues (1940-2025). O olhar político, o diálogo constante com outras linguagens artísticas e a experimentação estética marcam as obras de Ruy Guerra.

Araújo descreveu a produção do cineasta como diversa porque ele não tem um tema específico, apesar de falar muito de questões políticas. “Ele é um homem de esquerda e muito revoltado com a opressão. Isso é um ponto em comum e grande parte dos filmes dele traz as pessoas que são oprimidas e estão revoltadas com um certo status quo”, apontou.

Literatura

Outro destaque da filmografia de Ruy Guerra é a presença da literatura. Ruy Guerra adaptou para o cinema, entre outros, textos de escritores como Gabriel García Márquez (1927-2014) e Antonio Callado (1917-1997), mas também se dedicou a peças, poemas e letras de músicas interpretadas e compostas com grandes nomes da MPB, como Milton Nascimento, Francis Hime e Chico Buarque.

O catálogo digital preparado especialmente para a retrospectiva traz uma entrevista inédita feita pelo curador e organizador da mostra com o cineasta. Nela, Ruy revelou que sempre teve uma paixão muito grande pela palavra e, antes de tudo, queria ser escritor.

“Ele queria trabalhar com literatura, queria ser escritor, mas, na juventude, o pai fez pressão para ter uma profissão. Ele já gostava muito de cinema e falou que o cinema é uma má profissão, mas é uma profissão. Ele nunca se distanciou da literatura”, disse Aristeu Araújo.

Antes de chegar ao Rio, a Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema, esteve na Caixa Cultural de Curitiba, onde o público pôde assistir a uma filmografia que atravessou momentos históricos do Brasil. Situações como violência, desigualdade, poder, liberdade e justiça social estão presentes de diferentes formas nas obras do cineasta, que, perto de completar 100 anos, permanece produzindo. “Ele tem essa história em que fala que vai filmar até só 100 anos para depois se dedicar à literatura”, contou o curador.

Serviço

Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema

Quando: 29 de setembro a 16 de outubro de 2026 Não haverá sessões: segundas-feiras e 9 de outubro
Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Rua do Passeio, 38, no centro do Rio

Ingressos: gratuitos, a serem retirados meia hora antes de cada sessão na bilheteria da Caixa

Classificação: a partir dos 18 anos

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ) 27/02/2024 – Pacientes buscam atendimento médico para dengue na Policlínica Hélio Pellegrino. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os inscritos no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2026 que solicitaram a reaplicação da prova já podem consultar o resultado do pedido analisado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O resultado da solicitação de reaplicação deverá ser consultada on-line no Sistema Enamed do Inep, com login único da plataforma Gov.br. A nova aplicação da prova será feita em 18 de outubro.

Quem teve direito

A reaplicação é destinada aos candidatos que faltaram à aplicação regular do Enamed porque foram comprovadamente afetados por problemas logísticos no dia da prova, 13 de setembro, ou que estavam com uma das doenças infectocontagiosas listadas no edital do Enamed 2026. Entre elas: tuberculose, coqueluche, sarampo, rubéola, catapora ou covid-19.

Somente a aprovação do documento comprobatório garante a participação na reaplicação do exame.

Cronograma

A previsão é que o Cartão de Confirmação da Inscrição, com as informações sobre o local de prova, esteja disponível a partir de 13 de outubro, também no Sistema Enamed.

Após a reaplicação, o gabarito preliminar será divulgado em 20 de outubro.

Os participantes poderão apresentar recursos entre 20 e 22 de outubro.

O resultado dos recursos, o gabarito definitivo e o resultado final do exame estão previstos para 4 de dezembro.

Enamed

Criado pelo Ministério da Educação, o Enamed tem duas funções principais: avaliar a formação médica no país e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).

O Enamed será aplicado obrigatoriamente, a cada seis meses, a partir de 2027, a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.

Em junho deste ano, o Inep formalizou que o Enamed vale como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação.

Com isso, os formados só poderão inscrever-se, no Conselho Regional de Medicina (CRM), se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para exercer a profissão de médico no Brasil.

A regra está prevista na nova política integrada para a formação em medicina no país, prevista na Medida Provisória nº 1370/2026.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 01/10/2026  - Com 110 filmes inéditos, Festival do Rio começa nesta terça-feira
Foto: Marina Calderon/Divulgação

O Festival do Rio começa nesta quinta-feira (1º) com programação que reúne cinema brasileiro e produções internacionais premiadas nos principais festivais do mundo. Até 11 de outubro, o público poderá assistir a 359 títulos entre longas, curtas e séries, em diferentes salas e espaços culturais do Rio de Janeiro.

Paralelamente às sessões, o RioMarket reúne produtores, distribuidores, plataformas, canais e investidores para discutir negócios, inovação e os novos caminhos da indústria audiovisual.

No tapete vermelho , na  abertura do festival  no Cine Odeon, no centro da capital fluminense , o filme exibido será La Bola Negra, dos espanhóis Javier Calvo e Javier Ambrossi, lembrando que os diretores  receberam o prêmio de Melhor Direção em Cannes, neste ano.

A programação tem como um dos principais destaques a mostra Première Brasil, que apresenta 110 filmes brasileiros inéditos. Considerada a principal vitrine do cinema nacional dentro do festival, a mostra reúne produções de diferentes gêneros, gerações e regiões, com sessões de gala, exibições populares e debates com as equipes.

As sessões competitivas da Première Brasil também aproximam o público da premiação. Os espectadores podem avaliar os filmes por meio de uma cédula digital acessada por QR Code nas saídas das salas. As produções mais votadas concorrem ao Troféu Redentor de Voto Popular em categorias como Melhor Longa de Ficção, Melhor Longa Documentário e Melhor Longa da Mostra Novos Rumos.

Entre os filmes selecionados, estão Funk, de Aly Muritiba, que acompanha uma jovem funkeira diante da possibilidade de transformar a carreira artística; Alucinação, de Marcos Caetano, Renato Terra e Leo Caetano, inspirado nas canções de Belchior; e Elza, de Eryk Rocha, documentário em que Elza Soares é narradora de sua própria trajetória.

A música também aparece em produções dedicadas a artistas como Aldir Blanc, Maria Alcina, Flora Purim, Airto Moreira e Alceu Valença. A programação inclui, ainda, a série Marília Mendonça: Sentimento Louco, de Susanna Lira, e o documentário Ney por Trás das Máscaras, de Esmir Filho e Thais Guisasola.

O Festival do Rio também se consolida como porta de entrada para filmes que circularam, recentemente, pelos grandes festivais internacionais. A programação traz obras reconhecidas em Cannes, Berlim e Veneza, aproximando o público carioca de títulos que chegam ao Rio logo depois de passarem por importantes eventos da temporada cinematográfica.

Entre os destaques, está Cartas Amarelas, de Ilker Çatak, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim. De Veneza, chega Um Pequeno Bom Soldado, de Stéphane Brizé, premiado pelo roteiro. Cannes está representado por Covarde, de Lukas Dhont, e Um Homem do seu Tempo, de Emmanuel Marre, ambos reconhecidos no festival francês.

A programação inclui, ainda, A Grande Estreia, de Jesse Eisenberg, que passou pelo Festival de Toronto e pela competição oficial de San Sebastián. Ao todo, 16 produções escolhidas por seus países para representá-los na disputa por uma indicação ao Oscar estão na programação. Entre elas, Feito Pipa, representante do Brasil, e A Bola Preta, representante da Espanha.

Entre as estreias internacionais, está Rosebush Pruning, do cineasta cearense  Karim Aïnouz, que terá première no Festival do Rio no dia 3 de outubro, com a presença do diretor. O filme é estrelado por Callum Turner, Elle Fanning, Riley Keough, Jamie Bell e Pamela Anderson e tem roteiro de Efthimis Filippou.

Ao falar sobre a produção, Aïnouz destaca as relações entre privilégio, intimidade, violência e silêncio no interior de uma família:

“Quando comecei a trabalhar em Rosebush Pruning, sabia que não estava simplesmente retratando uma família privilegiada. Eu estava confrontando um espelho no qual intimidade, privilégio e violência se fundem até se tornarem indistinguíveis”.

Segundo o diretor, o filme busca tratar, também, das estruturas de poder que se escondem nas relações familiares:

“O que estou refletindo não é apenas um drama familiar, mas aquilo que se esconde dentro dele: como o poder pode intoxicar, como o conforto se transforma em anestesia e como o silêncio mascara o abuso”.

RioMarket reúne indústria audiovisual

Enquanto as salas recebem os filmes da programação, o RioMarket concentra as atividades voltadas à indústria audiovisual. Realizado no Armazém da Utopia, no Cais do Porto, o espaço reúne profissionais brasileiros e estrangeiros em uma agenda de debates, formação e negócios.

Produtores, distribuidores, plataformas, canais, investidores e criadores participam de encontros sobre produção, distribuição, tecnologia, internacionalização, sustentabilidade e comportamento do público. O acesso à programação é gratuito, mediante inscrição.

Entre os temas desta edição, estão a TV 3.0, os FAST Channels e os microdramas, formatos que vêm alterando as formas de produção, distribuição e consumo de conteúdo. A programação também discute a relação entre plataformas, fãs e criadores, além das estratégias de internacionalização do audiovisual brasileiro.

Representantes internacionais participam de debates sobre a presença do audiovisual brasileiro no mercado global. A programação reúne, ainda, produtores, distribuidores e exibidores chineses, coreanos e latino-americanos , que estarão no evento para discutir as transformações do setor e sua relação com o público.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

As instituições de educação superior interessadas em ofertar vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no segundo semestre já podem formalizar a adesão ao processo seletivo. O período vai desta quinta-feira (1º) até a próxima quarta (7).

O novo edital que estabelece o cronograma e as regras para o processo do Fies 2026/2 foi publicado, nessa quarta-feira (30), pelo Ministério da Educação (MEC).

O programa oferece financiamento para estudantes que desejam cursar o ensino superior em faculdades privadas bem avaliadas pelo MEC. O Fies cobre as mensalidades do curso e permite que o estudante pague, com condições facilitadas, o valor financiado após a conclusão da graduação.

Termo de adesão

Entre as informações que devem ser prestadas pelas mantenedoras de instituições estão a quantidade de vagas para cada curso e seus respectivos turnos, além dos valores das semestralidades escolares de cada um dos períodos/semestres que compõem o curso.

As mantenedoras participantes deverão oferecer, no mínimo, seis vagas por curso, turno e local. As informações devem estar descritas no termo de participação formalizado pela faculdade.

Este documento deverá ser assinado, eletronicamente, pelo representante legal da mantenedora. Todos os procedimentos necessários, desde a assinatura até a emissão do termo de participação, deverão ser realizados exclusivamente por meio do Sistema Informatizado do Fies, o Sisfies. O acesso exige o login único do portal Gov.br.

Além do termo de adesão ao Fies, as mantenedoras devem ter o termo de adesão válido ao Fundo Garantidor do Fies (FG-Fies), destinado à concessão de financiamento aos estudantes.

De 8 a 14 de outubro (no horário de Brasília), as mantenedoras das instituições de educação superior poderão fazer a retificação dos termos de participação no Fies.

A partir das informações prestadas pelas mantenedoras, a seleção de vagas será realizada pelo Ministério da Educação (MEC).

Por fim, entre 4 e 6 de novembro, as faculdades deverão fazer o registro de aproveitamento acadêmico dos universitários inscritos.

Inscrições de estudantes

A oferta de vagas remanescentes do Fies será destinada exclusivamente aos candidatos em condições de atingir a frequência mínima exigida.

Os demais critérios para inscrição são:

  • ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas e nota acima de zero na redação;
  • ter renda familiar mensal bruta por pessoas de até três salários mínimos.

Os estudantes podem se inscrever gratuitamente entre os dias 26 de outubro e 3 de novembro, exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Fies. Para acessar o sistema, deverão usar a conta Gov.br.

O candidato deve preencher os dados solicitados e escolher até três opções de curso superior, instituição e turno, conforme a oferta disponível.

As vagas remanescentes destinam-se exclusivamente à contratação do financiamento no segundo semestre letivo deste ano, sem possibilidade de extensão do prazo.

A divulgação do resultado da chamada única dos pré-selecionados está prevista para 16 de novembro.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF) 03/09/2024 - Meninas cientistas
Foto: USP/Divulgação

Alunas do ensino médio e professoras de escolas públicas estaduais de todo o Brasil podem se inscrever, até o próximo dia 26 de outubro, para conhecer os maiores laboratórios e espaços de desenvolvimento científico e tecnológico do país.

A oportunidade faz parte do Programa Futuras Cientistas, vinculado ao Ministério de Ciência,Tecnologia e Inovação (MCTI), que deu início, nesta semana, às inscrições ao projeto Imersão Científica 2027.

A participação é gratuita e são oferecidas 470 vagas.

Como participar

As inscrições devem ser realizadas pela internet. A candidata deverá apresentar:

  • documentos de identificação;
  • dados de contato;
  • boletim escolar (se aluna);
  • diploma de graduação em licenciatura (se professora);
  • comprovante de residência;
  • termos de autorização previstos pelo edital;
  • Currículo Lattes.

É possível se candidatar a um dos 114 projetos de trabalho, com opções em todas as regiões do país.

Entre eles, há 20 projetos remotos, disponíveis para participantes de diversos Estados.

Dúvidas podem ser esclarecidas por e-mail para o seguinte endereço: [email protected].

Distribuição das vagas

Das 470 vagas, 320 são para estudantes do 2º ano do ensino médio regular e das modalidades médio integral, semi-integral e técnico, desde que sejam das redes públicas de ensino estaduais.

As demais 150 vagas são destinadas a professoras também da rede pública estadual.

O edital estabelece reservas de vagas para ações afirmativas: 30% (141 vagas) para candidatas pretas, pardas, indígenas ou quilombolas; 5% (24 vagas) para pessoas com deficiência; e 5% (24 vagas) para mulheres transexuais, travestis e intersexo.

O programa tem como objetivo principal estimular a equidade de gênero, incentivando a formação de mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Quando será a imersão

As selecionadas participarão da Imersão Científica de 4 a 29 de janeiro de 2027. Ao todo, serão 80 horas de atividades, ao longo de 20 dias úteis.

Segundo o Programa Futuras Cientistas, “as participantes vivenciarão a rotina da pesquisa científica sob a tutoria dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da ciência no Brasil nos dias de hoje”.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pagará um auxílio financeiro de R$ 300 às participantes que efetivamente iniciarem as atividades.

As que estiverem na modalidade remota receberão também um kit de participação com todo o material suplementar para a realização dos experimentos em casa.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 25/09/2026 - Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco. Foto: Instituto Unibanco/Divulgação

Nove por cento dos professores da educação básica pública no Brasil não tinham qualificação completa em 2024 e 2025, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nessa terça-feira (29). O percentual é próximo à média dos países da organização, de 9,1%. O indicador considera professores sem diploma, sem certificação ou sem formação pedagógica.

O Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance) aponta que a contratação de professores sem as qualificações consideradas padrão ocorre frequentemente em razão da escassez de profissionais. A publicação deste ano analisa as causas da falta de docentes e seus impactos nos sistemas educacionais.

No Brasil, a falta de professores é mais acentuada em determinadas regiões e disciplinas. Segundo a OCDE, as dificuldades de recrutamento costumam ser maiores em áreas remotas ou mais vulneráveis

“O professor é decisivo para a aprendizagem. É ele quem percebe onde cada estudante encontra dificuldades, adapta o ensino e ajuda a transformar conhecimento em possibilidades de vida. Por isso, valorizar os professores é uma escolha sobre o futuro do Brasil", disse o superintendente-executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques.

Mais professores

Apesar da redução no número de estudantes, o Brasil ampliou o número de professores nos anos iniciais do ensino fundamental. Entre 2015 e 2024, o número de docentes cresceu 4%, enquanto as matrículas caíram 7%.

Nos países da OCDE, o número de professores das escolas primárias públicas e privadas aumentou, em média, 13% no período, enquanto o número de alunos cresceu 2%.

A OCDE projeta que o número de crianças de 5 a 14 anos no Brasil diminuirá 3% entre 2024 e 2033. A tendência, caso outras políticas permaneçam inalteradas, deve reduzir a demanda por professores.

Formação e permanência

Para o superintendente-executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, a questão não deve ser analisada apenas pelo número de professores formados.

“É preciso saber quem chega à escola, com que formação, para ensinar qual disciplina, em que território e por quanto tempo consegue permanecer”, afirmou.

O relatório mostra que a saída de profissionais também contribui para a escassez. No Brasil, 10,3% dos professores plenamente qualificados deixaram a profissão em 2022, por aposentadoria ou demissão. Nos países da OCDE, a taxa média foi de 6,4% no ano letivo de 2024-2025.

Segundo Henriques, o indicador não significa necessariamente que todos os profissionais tenham abandonado a docência. Parte deles pode ter migrado, por exemplo, para escolas privadas. Ainda assim, o dado representa um desafio para a permanência de professores nas redes públicas.

Salários e condições de trabalho

A OCDE aponta que salários, condições de trabalho, relacionamento com estudantes e famílias, clima escolar, autonomia profissional e reconhecimento público influenciam a atratividade da carreira docente.

No Brasil, 44,3% dos professores dos anos finais do ensino fundamental estavam satisfeitos com as condições de trabalho em 2022. A média dos países da OCDE era de 68,4%.

Em relação aos salários, 22,3% dos docentes brasileiros estavam satisfeitos, contra 38,7% na média da organização.

O Ministério da Educação (MEC) afirma que mantém uma política de valorização salarial e destaca o Piso Nacional do Magistério, atualmente em R$ 5.130,63.

Políticas para a docência

Como resposta à escassez, o MEC cita o programa Mais Professores para o Brasil, criado em 2025, com ações voltadas à valorização da carreira docente.

Outra iniciativa é o Pé-de-Meia Licenciaturas, voltado à atração de estudantes para os cursos de formação de professores. Segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini, o programa aumentou em 106% as matrículas de estudantes de alto desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em cursos de licenciatura entre 2024 e 2026.

“Com o Pé-de-Meia Licenciaturas, aumentamos em 106% as matrículas de estudantes de alto desempenho no Enem, de 2024 a 2026. Cada vez mais, jovens estão enxergando na docência um projeto de vida”, avaliou Barchini, em nota à imprensa.

Entre as medidas de formação, o MEC cita ainda o acompanhamento anual da qualidade dos cursos de licenciatura por meio do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o fortalecimento do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e a reformulação da formação inicial.

“Ainda há desafios históricos a enfrentar, mas o Brasil voltou a ter uma política estruturada, contínua e abrangente para formar, atrair, reconhecer e valorizar seus professores”, afirmou Barchini.

Segunda carreira

A entrada na docência de profissionais que já trabalharam em outras áreas é apontada pela OCDE como uma estratégia para enfrentar a escassez de professores.

No Brasil, 11,5% dos docentes dos anos finais do ensino fundamental estavam em uma segunda carreira em 2024. A média entre os países da OCDE era de 8,4%.

O Panorama da Educação é publicado, anualmente, pela OCDE e reúne indicadores que permitem comparar os sistemas educacionais dos países participantes. O Brasil participa da publicação desde 1997. No país, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é responsável pelo tratamento dos dados e pelo cálculo dos indicadores nacionais.

(Fonte: Agência Brasil)

Prêmio Jabuti anuncia semifinalistas e abre votação para Cultura Digital. Foto: Divulgação/ Prêmio Jabuti

Os semifinalistas da 68ª edição do Prêmio Jabuti foram anunciados, nessa terça-feira (29), pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A cerimônia de entrega dos prêmios será em 27 de outubro, na Sala São Paulo, em evento para convidados na capital paulista. Haverá transmissão ao vivo pelo canal da CBL no YouTube. 

Além do Livro do Ano, são 23 categorias, distribuídas em quatro eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. 

A edição deste ano conta com 4.675 obras e projetos inscritos. 

A lista completa dos semifinalistas está disponível no site oficial da premiação. 

No eixo Literatura, estão Conto, Crônica, Escritor Estreante – Poesia, Escritor Estreante – Romance, Histórias em Quadrinhos, Infantil, Juvenil, Poesia, Romance de Entretenimento e Romance Literário.

Em Não Ficção, as categorias são Artes, Biografia e Reportagem, Economia Criativa, Educação, Negócios e Saúde e Bem-estar. 

O eixo Produção Editorial reúne Capa, Ilustração, Projeto Gráfico e Tradução. 

Já o eixo Inovação abrange Incentivo à Leitura – Cultura Digital, Incentivo à Leitura – Projeto e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

A presidente da CBL, Sevani Matos, ressalta que “chegar à etapa dos semifinalistas é um momento importante do Prêmio Jabuti, porque dá visibilidade ao trabalho de autores, ilustradores, editores e demais profissionais envolvidos na criação e circulação dos livros”.

Votação popular

O público também começou a votar, desde ontem (29/9), nos dez semifinalistas de Incentivo à Leitura – Cultura Digital, nova categoria voltada a criadores de conteúdo em plataformas digitais que contribuem para valorizar o livro e estimular a leitura. A votação continua até 9 de outubro, às 12h. Os cinco finalistas serão anunciados em 14 de outubro.

O curador do Prêmio Jabuti, Hubert Alquéres, destaca que "a nova categoria reconhece uma transformação importante na relação entre livros e leitores”. 

“As plataformas digitais se tornaram espaços de descoberta, recomendação e formação de comunidades de leitura”, avalia.

Esta 68ª edição traz, também, uma mudança relevante na disputa pelo Livro do Ano, principal distinção da premiação. A partir deste ano, obras inscritas nas categorias Escritor Estreante – Poesia e Escritor Estreante – Romance passam a concorrer ao título.

Além da estatueta e do prêmio de R$ 70 mil, o vencedor do Livro do Ano poderá escolher participar de uma das principais feiras internacionais do livro: Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara, com despesas custeadas pela CBL e uma programação de palestras e encontros profissionais durante o evento.

Os vencedores de cada uma das 23 categorias receberão a estatueta do Jabuti e um prêmio de R$ 5 mil.

Confira a lista dos semifinalistas abaixo:

Eixo: Literatura

Conto 

Título: Anatomia de um nariz | Autor(a): Roberto Atihé Curan | Editora(s): Patuá 

Título: Ao quase, com amor: cartas e contos | Autor(a): Eve Rojas | Editora(s): Patuá 

Título: Caquinhos vermelhos | Autor(a): Mário Medeiros | Editora(s): Fósforo 

Título: Corpo estranho: ferida fechada com a lâmina dentro | Autor(a): Marcos Vinicius de Paula | Editora(s): Viseu 

Título: Maçã, mesa, moeda | Autor(a): Fernanda Caleffi Barbetta | Editora(s): Laranja Original 

Título: Massaranduba | Autor(a): Abáz | Editora(s): Senac Rio 

Título: Minha estranha loucura | Autor(a): Evandro Luiz da Conceição | Editora(s): Todavia 

Título: Nego tudo: ficções súbitas | Autor(a): Andréa del Fuego | Editora(s): Companhia das Letras 

Título: Os anos de vidro | Autor(a): Mateus Baldi | Editora(s): Nós 

Título: Tranças de meninas: contos | Autor(a): João Anzanello Carrascoza | Editora(s): Alfaguara 

Crônica

Título: 200 crônicas escolhidas | Autor(a): Carlos Herculano Lopes | Editora(s): Autêntica 

Título: A crônica não mata: notas do isolamento | Autor(a): Luís Henrique Pellanda | Editora(s): Arquipélago 

Título: A nudez de Afrodite: lições do mundo antigo | Autor(a):Claúdio Moreno | Editora(s): Difel 

Título: Aproveitar a vida e suas dores | Autor(a): Contardo Calligaris "em memória" | Editora(s): Planeta do Brasil 

Título: A sangue quente: crônicas cariocas | Autor(a): Hermés Galvão | Editora(s): Labrador 

Título: Então viver é isso | Autor(a): Cássio Zanatta | Editora(s): Maralto Edições 

Título: Histórias miseráveis | Autor(a): José Castello | Editora(s): Maralto Edições 

Título: Lugares para chorar no Recife e outros | Autor(a): DJ Dolores | Editora(s): Seja Breve Edições 

Título: Memórias de menino | Autor(a): Odenildo Sena | Editora(s): Valer 

Título: Viagem no país da crônica | Autor(a): Humberto Werneck | Editora(s): Tintada-China Brasil 

Escritor Estreante - Poesia 

Título: Baleia | Autor(a): Felipe Bier Nogueira | Editora(s): Urutau 

Título: Borboleta Canhão | Autor(a): Mariana Castro | Editora(s): Selo do Burro 

Título: História a que ninguém deu nome | Autor(a): Juliana Cajives | Editora(s): Mormaço Editorial     

Título: Lavra mareia | Autor(a): Camila Paoletti | Editora(s): Patuá 

Título: O silêncio é a música mais antiga do mundo | Autor(a): Kalu Coelho | Editora(s): Patuá 

Título: Radiografia das árvores | Autor(a): Ivana Fontes | Editora(s): Cachalote 

Título: Resto | Autor(a): George França | Editora(s): Urutau 

Título: Tripas líquidas minha lírica: (poemas ensaísticos e outros híbridos desvarios) | Autor(a): Stella Prata | Editora(s): Urutau 

Título: Tudo existe para desaparecer | Autor(a): Lucas Ortolan | Editora(s): Urutau 

Título: Um oceano devorará meu esconderijo | Autor(a): Andressa Nunes | Editora(s): Litteralux

Escritor Estreante - Romance 

Título: Antes do início | Autor(a): Ernesto Mané | Editora(s): Tinta-da-China Brasil 

Título: Breu de maré | Autor(a): Diego Itabira | Editora(s): Obra Independente 

Título: Cantagalo | Autor(a): Fernanda Teixeira Ribeiro | Editora(s): Todavia 

Título: Cerapió | Autor(a): Flávia Bin | Editora(s): Urutau 

Título: Descer um degrau | Autor(a): Plinio Meirelles | Editora(s): Appris  

Título: Horas azuis | Autor(a): Bruna Dantas Lobato | Editora(s): Companhia das Letras 

Título: Índigo | Autor(a): Juca Magalhães | Editora(s): Impressões de Minas 

Título: Pitangas verdes | Autor(a): Mariana Lobato Botter | Editora(s): Labrador 

Título: Remissão | Autor(a): Ildeu Filho | Editora(s): Viseu 

Título: Sutura | Autor(a): Roberta Barbosa | Editora(s): Patuá 

Histórias em Quadrinhos 

Título: Como fazer amigos e enfrentar vampiros | Autor(a): Eric Peleias, Gustavo Borges | Editora(s): Japorama  

Título: Daruma: identidade | Autor(a): Monge Han | Editora(s): Pitaya 

Título: Dormindo entre cadáveres | Autor(a): Felipe Parucci, Luís Moreira Gonçalves | Editora(s): Comix Zone 

Título: Fiodor | Autor(a): Koostella | Editora(s): Pé-de-Cabra, Crime da Mala Editions 

Título: Kabuki: verão, outono, inverno, primavera | Autor(a): Guilherme Petreca, Tiago Minamisawa | Editora(s): Pipoca & Nanquim 

Título: Ouroboros | Autor(a): Luckas Iohanathan | Editora(s): Comix Zone 

Título: Petricor | Autor(a): Jack Azulita | Editora(s): Devir 

Título: Reparações | Autor(a): Marcelo Lelis | Editora(s): Figura 

Título: Segue o baile | Autor(a): Magô Pool | Editora(s): Veneta 

Título: Você precisa saber de mim | Autor(a): Helena Cunha | Editora(s): nVersos  

Infantil 

Título: A baleia bailarina | Autor(a): Roberta Moysés | Editora(s): Mannú 

Título: A letra | Autor(a): Leo Cunha, Raquel Matsushita | Editora(s): Maralto 

Título: Alfabeto atrapalhado | Autor(a): Juliane Bortolucci | Editora(s): Asinha 

Título: Artur e Isadora na cidade subterrânea | Autor(a): Braulio Tavares | Editora(s): Editora 34  

Título: Baleia e o preá | Autor(a): Fernandoapires | Editora(s): Palavras 

Título: Eletricista | Autor(a): Augusto Massi | Editora(s): Elo 

Título: Fábulas de Leonardo da Vinci | Autor(a): Eraldo Miranda | Editora(s): Ciranda Cultural 

Título: Infância roubada | Autor(a): Paula Anias | Editora(s): Casa de Bonecas 

Título: Meu | Autor(a): Alexandre Rampazo | Editora(s): Planeta do Brasil 

Título: Ximlóp | Autor(a): Gustavo Piqueira | Editora(s): Joaquina

Juvenil 

Título: A descoberta que mudou minha vida | Autor(a): Ingrid Haas | Editora(s): InVerso 

Título: A escola do fim do mundo | Autor(a): Júlio Emílio Braz | Editora(s): Arte Literária 

Título: Ana & Artur desvendam a China | Autor(a): Silvana Salerno | Editora(s): Editora do Brasil 

Título: As figuras do nosso prédio | Autor(a): José Roberto Torero, Leo Cunha | Editora(s): Moderna 

Título: A única da sala | Autor(a): Tathyana Viana | Editora(s): FTD 

Título: Beijo elétrico | Autor(a): Maria Amélia Elói | Editora(s): Ninho da Palavra 

Título: Cartas de Cecília | Autor(a): Penélope Martins, Tiago de Melo Andrade | Editora(s): Elo 

Título: Diário de Alice: memórias de uma menina autista | Autor(a): Roger Trimer | Editora(s): Casa da Lara 

Título: Ocupado! | Autor(a): Paula Fábrio | Editora(s): FTD 

Título: Uma Maria | Autor(a): Shirley Souza | Editora(s): Xica Editorial

Poesia 

Título: A dança áspera das raízes | Autor(a): Bárbara Mançanares | Editora(s): Praga 

Título: A intacta natureza dos dias | Autor(a): Thainá Carvalho | Editora(s): Macabéa 

Título: Antes de dar nomes ao mundo | Autor(a): Adriana Lisboa | Editora(s): Relicário 

Título: Boris e Marina | Autor(a): Alberto Martins | Editora(s): Companhia das Letras 

Título: Diáspora não é lar | Autor(a): Nina Rizzi | Editora(s): Pallas 

Título: Imagemas, graphoenigmas: poemas gráficos | Autor(a): Pedro Vicente | Editora(s) Laranja Original 

Título: Noite devorada | Autor(a): Mar Becker | Editora(s): Círculo de Poemas 

Título: O jardim das oliveiras | Autor(a): Adélia Prado | Editora(s): Record 

Título: Porte Étoile | Autor(a): Edimilson de Almeida Pereira | Editora(s): Cobalto 

Título: Satori na laje: orikais, poemínimos e outros cantos | Autor(a): Edson Cruz   | Editora(s): EditoRia 

Romance de Entretenimento 

Título: Ao meu redor | Autor(a): André Vianco | Editora(s): Citadel 

Título: Aranha movediça | Autor(a): Moacir Fio | Editora(s): Moinhos 

Título: A sombra da mentira | Autor(a): Rodrigo Sena Magalhães | Editora(s): Patuá 

Título: Cartografia para caminhos incertos | Autor(a): Ian Fraser | Editora(s): Intrínseca 

Título: Instruções para desaparecer devagar | Autor(a): Flávia Iriarte | Editora(s): Faria e Silva 

Título: Moeda de troca | Autor(a): Lucas Mota | Editora(s): Rocco 

Título: Na sombra do lagarto | Autor(a): Maria Filomena Lepecki | Editora(s): Oito e Meio 

Título: O tesouro de Joaquim Nabuco | Autor(a): Fernando Lomardo | Editora(s): Obra Independente 

Título: Para Elisa | Autor(a): Roberto Denser | Editora(s): O Grifo 

Título: Quincas Borba e o Nosferatu: de como o resoluto filósofo e seu relutante assistente Brás Cubas enfrentam o diabólico conde Drácula para salvar a impulsiva Capitu | Autor(a): Edson Aran | Editora(s): Faria e Silva 

Romance Literário 

Título: Coração sem medo | Autor(a): Itamar Vieira Junior | Editora(s): Todavia 

Título: Corsária | Autor(a): Marilene Felinto | Editora(s): Fósforo, Ubu 

Título: Dança de enganos | Autor(a): Milton Hatoum | Editora(s): Companhia das Letras 

Título: Deepirex | Autor(a): Paulo Eduardo Gonçalves | Editora(s): Arte & Letra 

Título: Devastação: drama cósmico | Autor(a): José Castello | Editora(s): Arquipélago 

Título: Jumentos na BR | Autor(a): Ricardo Rao | Editora(s): Kotter Editorial 

Título: Meridiana | Autor(a): Eliana Alves Cruz | Editora(s): Companhia das Letras 

Título: No rastro de Estela | Autor(a): Amanda Julieta | Editora(s): Boto-cor-de-rosa livros arte e café 

Título: Uma delicada coleção de ausências | Autor(a): Aline Bei | Editora(s): Companhia das Letras 

Título: Vez em quando, Billie Holiday | Autor(a): Evandro Affonso Ferreira | Editora(s): Record  

Título: Visita ao pai | Autor(a): Cristovão Tezza | Editora(s): Companhia das Letras

Eixo: Não Ficção 

Artes 

Título: Abdias, intérprete do Brasil: textos sobre raça e cultura brasileira de 1940 a 1990 | Autor(a): Tulio Custódio (Organizador) | Editora(s): Todavia   

Título: Alberto Pitta: Fúnfún Dúdú | Autor(a): Danillo Silva Barata | Editora(s): Anjo Negro 

Título: Amazônia negra: as imagens da cor do (in)visível | Autor(a): Marcela Bonfim| Editora(s): Igrá Kniga 

Título: Expediente | Autor(a): André Sanches | Editora(s): Voar 

Título: Histórias da ecologia | Autor(a): Adriano Pedrosa, André Mesquita, Isabella Rjeille (Organizadores) | Editora(s): MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) 

Título: O devorador: Zé Celso, vida e arte | Autor(a): Claudio Leal (Organizador) | Editora(s): Edições Sesc São Paulo 

Título: Teatro Experimental do Negro: histórias, críticas e outros dramas | Autor(a): Guilherme Diniz | Editora(s): Temporal 

Título: Tupinicópolis é aqui? | Autor(a): Alayde Alves  | Editora(s): WMF Martins Fontes 

Título: Vaqueiro de gibão | Autor(a): Pablo Pinheiro | Editora(s): Deu na Telha 

Título: Zanele Muholi: beleza valente | Autor(a): Ana Paula Vitorio, Daniele Queiroz, Thyago Nogueira (Organizadores) | Editora(s): IMS (Instituto Moreira Salles) 

Biografia e Reportagem 

Título: A audácia dos invertidos: as estratégias de sobrevivência e visibilidade LGBTI+ no Rio de Janeiro e sua importância no Brasil (1950-1990) | Autor(a): Rodrigo Faour | Editora(s): Record 

Título: Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros  | Autor(a): Felipe Nunes | Editora(s): Globo 

Título: Coisa de rico: A vida dos endinheirados brasileiros | Autor(a): Michel Alcoforado | Editora(s): Todavia 

Título: Crentes: pequeno manual sobre um grande fenômeno | Autor(a): Guilherme Damasceno, Juliano Spyer, Raphael Khalil | Editora(s): Record 

Título: João Gilberto e a insurreição bossa nova: outros lados da história | Autor(a): Tárik de Souza | Editora(s): L&PM 

Título: Oswald de Andrade: mau selvagem | Autor(a): Lira Neto | Editora(s): Companhia das Letras 

Título: Quem é essa mulher?: uma biografia de Zuzu Angel | Autor(a): Virginia Siqueira Starling | Editora(s): Todavia 

Título: Rei: o livro sobre o homem incomparável a quem tentam se comparar há 70 anos | Autor(a): Paulo Vinicius Coelho | Editora(s): Planeta do Brasil 

Título: Roberto Marinho: a Globo na ditadura: dos festivais às bombas no Riocentro | Autor(a): Leonencio Nossa | Editora(s): Nova Fronteira 

Título: Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio | Autor(a): Ruy Castro | Editora(s): Companhia das Letras

Economia Criativa 

Título: A (r)evolução das habilidades para o futuro do trabalho na era da inteligência artificial | Autor(a): Martha Gabriel | Editora(s): Senac São Paulo 

Título: Caminhos para a transição do sistema agroalimentar: desafios para o Brasil | Autor(a): Arilson Favareto, Ricardo Abramovay | Editora(s): Senac São Paulo 

Título: Contribuições a uma agenda de políticas públicas meso e microeconômicas no Brasil | Autor(a): Anita Kon (Organizadora) | Editora(s): CRV 

Título: Economia azul e cidades: uma introdução | Autor(a): Rinaldo Gama, Tomas Alvim (Organizadores) | Editora(s): BEĨ 

Título: Fazer cinema no Brasil: mercado, políticas públicas e ecossistema empreendedor cultural | Autor(a): Fernando Antonio Prado Gimenez | Editora(s): Caravana Grupo Editorial 

Título: Gestão cultural baseada em evidências: por onde começar | Autor(a): Beth Ponte, Daniele Canedo | Editora(s): SESC São Paulo 

Título: Inovação com propósito: negócios com impacto social | Autor(a): Caio Flavio Stettiner, Clayton Alves Cunha, Clayton Pedro Capellari (Organizadores) | Editora(s): Belas Artes 

Título: Menos 1 lixo para uma vida mais sustentável | Autor(a): Fe Cortez, Wagner Andrade | Editora(s): Senac São Paulo 

Título: Renda Básica Viável: Para o Governo e o Congresso reduzirem a alta desigualdade de renda no Brasil | Autor(a): Walter Barretto Jr. | Editora(s): Obra Independente 

Título: Soluções climáticas: entenda como agir agora | Autor(a): Eduardo Carvalho | Editora(s): Inteligência Educacional

Educação 

Título: A esperança a gente planta | Autor(a): Alexandre Coimbra | Editora(s): Planeta do Brasil 

Título: A Faculdade de Educação e a Formação Docente na USP | Autor(a): Bruno Bontempi Júnior, Diana Gonçalves Vidal | Editora(s): Edusp (Editora da Universidade de São Paulo) 

Título: Agora o meu chão são as nuvens: as famílias contemporâneas e os desafios na educação de crianças e adolescentes | Autor(a): Hugo Monteiro Ferreira | Editora(s): Autêntica 

Título: Aprendizado incidental: o poder do lifewide learning: desperte para as oportunidades de aprendizado que já existem em sua vida e potencialize seu desenvolvimento | Autor(a): Conrado Schlochauer | Editora(s): Gente 

Título: Atlas da Amazônia brasileira: um retrato abrangente e atual da Amazônia brasileira com mais de 300 mapas e ilustrações | Autor(a): Clovis Luciano Teixeira | Editora(s): Obra Independente 

Título: Aula como conversa: transformando o jeito de ensinar e de aprender | Autor(a): Sergio Felipe Moraes | Editora(s): Obra Independente 

Título: Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade | Autor(a): Manuel Alves de Sousa Junior | Editora(s): Schreiben 

Título: Contos de fadas – modos de ser e de usar: educação, arte, psicanálise | Autor(a): Katia Canton | Editora(s): Panda Educação 

Título: Inspiração Griot: por uma educação antirracista | Autor(a): Sinara Rúbia | Editora(s): Malê Edições 

Título: Saberes indígenas: considerações ancestrais para o futuro da educação infantil | Autor(a): Auritha Tabajara, Claudia Castilho, Kathia Castilho (Organizadores) | Editora(s): Estação das Letras e Cores

Negócios 

Título: Brasil e Mundo Árabe: negócios, marketing e Diplomacia Econômica Ampliada | Autor(a): Rubens Hannun | Editora(s): Novo Século 

Título: Como investir em criptos?: é possível ganhar nesse mercado? | Autor(a): Paulo Vitor Jordão da Gama Silva | Editora(s): Appris 

Título: De galinha a gavião: como impulsionar o voo da economia brasileira | Autor(a): Juliana Rosa | Editora(s): Nova Fronteira 

Título: De volta ao jogo: A história de sucesso, dramas e viradas do BTG Pactual | Autor(a): Ariane Abdallah | Editora(s): Portfolio-Penguin 

Título: Estado, economia, desafios fiscais e reformas estruturais no Brasil: textos em homenagem a Eduardo Guardia | Autor(a): Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi, Pedro S. Malan (Organizadores) | Editora(s): História Real 

Título: Faça o teu melhor: aprimorar a competência recusar a mediocridade exuberar a vida | Autor(a): Mario Sergio Cortella | Editora(s): Planeta do Brasil 

Título: Governança regenerativa: uma evolução do sistema de governança para enfrentar os desafios do mundo em transição | Autor(a): Gabriela Blanchet | Editora(s): Bambual  

Título: Menos Forecast, Mais Foresight: A arte e a ciência de moldar o amanhã em tempos incertos | Autor(a): Glaucia Guarcello | Editora(s): Alínea 

Título: Não se esqueça!: 50 memorandos sobre gestão e liderança com propósito, comprometimento e proatividade | Autor(a): Mario Sergio Cortella | Editora(s): Record 

Título: O manual da empresa antirracista: como transformar a sua empresa em uma potência que luta por todos  | Autor(a): Adriana Alves | Editora(s): Planeta do Brasil

Saúde e Bem-Estar 

Título: A paixão pela mentira: a família e as tiranias | Autor(a): Paulo Schiller | Editora(s): Todavia 

Título: A revolução da longevidade: vivemos mais do que nunca. Mas estamos preparados para isso? | Autor(a): Alexandre Kalache | Editora(s): Vestígio  

Título: As dores da adolescência: como atender, acolher e cuidar | Autor(a): Carolina Delboni | Editora(s): Summus Editorial 

Título: Barros & Fonseca: medicina da dor: princípios e práticas | Autor(a): Carlos Marcelo de Barros, Paulo Renato da Fonseca | Editora(s): Atheneu 

Título: Coisa de menino?: uma conversa sobre masculinidade, sexualidade, misoginia e paternidade | Autor(a): Contardo Calligaris “em memória”, Maria Homem | Editora(s): Papirus 7 Mares 

Título: Eu só existo no olhar do outro?: um encontro entre psicanalistas para pensar o amor e a existência | Autor(a): Ana Suy, Christian Dunker | Editora(s): Planeta do Brasil 

Título: Manual de cuidados paliativos na atenção primária e atenção domiciliar | Autor(a): Caroline Silveira, Kamila Vieira, Renata Meiga (Editoras) | Editora(s): Atheneu 

Título: O dilema das galinhas felizes: diálogos sobre a ciência da felicidade | Autor(a): Gustavo Arns, Leandro Karnal | Editora(s): Record 

Título: Por que a esquerda morreu?: e o que devemos fazer para ressuscitá-la | Autor(a): Jessé Souza | Editora(s): Civilização Brasileira 

Título: Por que os seres humanos sofrem?: Uma teoria psicológica dos direitos fundamentais | Autor(a): Adilson José Moreira | Editora(s): Autêntica 

Eixo: Produção Editorial

Capa 

Título: Abel Rodríguez (Mogaje Guihu): a árvore da vida e da abundância | Capista: Gabriela Marques de Castro, Gustavo Marchetti, Paulo André Rodilhano Chagas | Editora(s): MASP - (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) 

Título: Anônimos: móvel moderno brasileiro além dos ícones | Capista: Daniel Brito | Editora(s): Olhares 

Título: Ficção completa de Edgar Allan Poe | Capista: Eduardo Lustosa Belga | Editora(s): Nova Fronteira 

Título: Frans Krajcberg | Capista: Alles Blau | Editora(s): MASP - (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) 

Título: Histórias da diversidade LGBTQIA+ | Capista: Paula Tinoco, Roderico Souza | Editora(s): MASP - (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) 

Título: Mano a Mano | Capista: Alceu Chiesorin Nunes | Editora(s): Companhia das Letras 

Título: O devorador: Zé Celso, vida e arte | Capista: Mateus Valadares | Editora(s): Sesc São Paulo 

Título: O Idiota | Capista: Vicente Pessôa | Editora(s): Clube de Literatura Clássica 

Título: Outros navios | Capista: Rafael Simões | Editora(s): Sesc São Paulo 

Título: Vaqueiro de gibão | Capista: Beatriz Matuck | Editora(s): Deu na Telha

Ilustração 

Título: A torre | Ilustrador(a): Marcelo Cipis | Editora(s): FTD 

Título: Delivery | Ilustrador(a): Gustavo Nascimento, Natália Gregorini, Odilon Moraes | Editora(s): Baião 

Título: Eletricista | Ilustrador(a): Daniel Kondo | Editora(s): Elo 

Título: Gran Circo | Ilustrador(a): Nelson Cruz | Editora(s): ÔZé  

Título: Guernica: a arte em busca da paz | Ilustrador(a): Vinicius Sabbato | Editora(s): Via Lúdica 

Título: Pantaleão e Serapião | Ilustrador(a): Alexandre Camanho | Editora(s): Passarinho 

Título: Pinóquio | Ilustrador(a): Gonzalo Ivar Cárcamo Luna | Editora(s): Figura  

Título: Prisma | Ilustrador(a): Felipe Kehdi | Editora(s): Joaquina 

Título: Samaumeira: a árvore da vida | Ilustrador(a): Cris Eich | Editora(s): PeraBook 

Título: Sombras | Ilustrador(a): Fabio Brazil, Luise Weiss | Editora(s): ÔZé

Projeto Gráfico 

Título: Dobra | Responsável: Raul Loureiro | Editora(s): Cosac 

Título: Excelsior | Responsável: Luciana Facchini | Editora(s): Ubu  

Título: Faz colher e borda o cabo | Responsável: Gabriel Gutierrez, Ubiratã Trindade | Editora(s): Centro Cultural Vale do Maranhão 

Título: Leonilson: diários de uma voz: trechos transcritos | Responsável: Ana Lenice Dias Fonseca da Silva, Gabriel Dias Clemente, Herbert Frederico Ferrari Allucci, Leonardo Birche de Carvalho, Renata Rendelucci Allucci | Editora(s): Sociedade Amigos do Projeto Leonilson 

Título: MMXXV: Klaus Mitteldorf | Responsável: Marcos Pereira de Almeida | Editora(s): Conjunto 31 design & branding, Terra Virgens Edições 

Título: Moscou feliz | Responsável: Elaine Ramos | Editora(s): Ubu  

Título: O capital | Responsável: Elaine Ramos | Editora(s): Ubu 

Título: O Inventor de livros: Aldo Manuzio, Veneza e seu tempo | Responsável: Casa Rex | Editora(s): Ateliê Editorial, Mnema 

Título: Teorema | Responsável: Raul Loureiro | Editora(s): Cosac 

Título: Wendy Andrade: eu consigo te ver feliz | Responsável: Carlos Bocai, Julia B. Aguiar, Lucas D'Ascenção | Editora(s): Act. 

Tradução 

Título: Maha ̄bha ̄ rata: história de Sāvitrī | Tradutor(a): Adriano Aprigliano, João Marcos Duarte, Johnny Dotta | Editora(s): Mnēma 

Título: Mumbo jumbo | Tradutor(a): João Vitor Schmidt | Editora(s): Zain 

Título: O cantar de Roldão: chanson de Roland | Tradutor(a): Ronald Costa | Editora(s): Ateliê Editorial, EDUFU (Editora da Universidade Federal de Uberlândia) 

Título: O cavaleiro de bronze e outros contos e versos | Tradutor(a): Rubens Figueiredo | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras 

Título: Odisseia: Homero | Tradutor(a): Leonardo Antunes | Editora(s): Mnēma 

Título: O oposto da branquitude: reflexões sobre o problema branco | Tradutor(a): Carolina Selvatici | Editora(s): Pallas 

Título: O retorno do Barão de Wenckheim | Tradutor(a): Zsuzsanna Spiry | Editora(s): Companhia das Letras 

Título: Os irmãos Karamázov | Tradutor(a): Cecília Rosas, Lucas Simone | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras 

Título: Os itálicos são meus: autobiografia | Tradutor(a): Aurora Fornoni Bernardini, Irineu Franco Perpétuo, Moissei Mountian | Editora(s): Kalinka 

Título: Plotino Enéadas | Tradutor(a): Juvino Alves Maia Junior | Editora(s): Nova Acrópole

Eixo: Inovação 

Incentivo à Leitura – Projeto 

Título: A cidade da gente | Responsável(eis): Otavio  

Título: A feira do livro 2025 | Responsável(eis): Associação Quatro Cinco Um   

Título: Cartovivências nas periferias da cidade | Responsável(eis): Ricardo Barbosa da Silva 

Título: FLIPEBA: festa literária da ilha de Boipeba | Responsável(eis): Thales Felipe Moraes  

Título: Leia Comigo! | Responsável(eis): Luis Norberto Pascoal 

Título: Pajeú encantado | Responsável(eis): Jefferson Willian Moraes de Sousa 

Título: Palavra que aproxima: narração artística como prática de formação de comunidades leitoras | Responsável(eis): Aline  

Título: Programa de rádio Universo Literário | Responsável(eis): Fábia Pereira Lima 

Título: Semana Literária Sesc e feira do livro | Responsável(eis): Mayara Elisa de Lima Cirico  

Título: Sempre um papo | Responsável(eis): Afonso Augusto Borges Filho

Livro Brasileiro Publicado no Exterior 

Título: Água turva | Editora(s): Companhia das Letras, Suhrkamp Verlag 

Título: A obscena senhora D | Editora(s): Companhia das Letras, Pushkin Press

Título: A terra dá, a terra quer | Editora(s): Ubu, Editions Wildproject 

Título: Bambino a Roma | Editora(s): Companhia das Letras, Feltrinelli Editore 

Título: Flor de gume | Editora(s): Moinhos, Fondo de cultura económica 

Título: Marrom e amarelo | Editora(s): Companhia das Letras, Gallimard 

Título: O crime do bom nazista | Editora(s): Todavia, Pushkin Press 

Título: O som do rugido da onça | Editora(s): Companhia das Letras, Liveright/ Norton 

Título: Os substitutos | Editora(s): Companhia das Letras, Métailié 

Título: Via Ápia | Editora(s): Companhia das Letras, Farrar, Straus & Giroux

(Fonte: Agência Brasil)