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09/04/2026 - Browser e app da página do MEC LIVROS. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) ampliou o acervo do MEC Livros, com a disponibilização gratuita de 7.832 obras nas versões originais, em inglês e espanhol. Com os novos títulos, a plataforma passa a ter 17.610 obras em língua portuguesa; 6.468 em inglês e 2.724 em espanhol.

O objetivo é ampliar o acesso gratuito dos brasileiros a diferentes tradições literárias e culturais.

O acervo

Entre as 7.832 publicações incorporadas, o MEC destaca de clássicos da literatura da língua inglesa a sucessos contemporâneos. Entre os autores disponíveis, estão William Shakespeare, Virginia Woolf, George Orwell e Emily Brontë, em inglês; e Gabriel García Márquez, Federico García Lorca e Teresa Orbegoso, em espanhol.

Além das obras em língua estrangeira, as novas incorporações incluem títulos em português, de diversos gêneros, publicados por editoras como HarperCollins Brasil, Fósforo, L&PM, Peirópolis, Ciranda, Callis e Hedra.

Aprendizagem de idiomas

O MEC aponta que a disponibilização de mais 7,8 mil livros em inglês e espanhol fortalece a aprendizagem de línguas estrangeiras já oferecida pela plataforma, de forma gratuita.

A ferramenta recém-lançada está disponível em versão web e aplicativo e oferece cursos com método de ensino estruturado para possibilitar o aprendizado autônomo das duas línguas, organizados do nível básico (A1) ao avançado (C2).

Ao todo, são cerca de 800 aulas já disponíveis, distribuídas em módulos que combinam conteúdos, exercícios de fixação e atividades de gamificação.

Atualmente, a plataforma reúne mais de 212 mil usuários ativos em todo o país. 

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 24/04/2025 – Novos médicos do Programa Mais Médicos durante visita no Super Centro Carioca de Saúde, em Benfica. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

As inscrições para o Exame Nacional de Residência (Enare) 2026/2027 terminam nesta segunda-feira (29) para as especialidades com acesso direto.

Já para as residências que exijam pré-requisito, ano adicional e área de atuação profissional, para a residência da saúde e multiprofissional, as inscrições podem ser efetuadas até 15 de julho.

Paras as duas situações, as inscrições devem ser feitas pela página da banca organizadora, a FGV Conhecimento.

O processo seletivo unificado tem o objetivo de democratizar o acesso à residência médica e otimizar a ocupação dessas vagas no país.

Taxa de inscrição

A taxa de inscrição nesta sétima edição do Enare é R$ 330 para residência médica e R$ 220 para os programas de residência na área profissional da saúde.

O resultado preliminar para quem pediu a isenção da taxa está disponível no site do exame.

O boleto deve ser pago pelos candidatos não isentos até 6 de julho. A Rede HU Brasil, antiga Ebserh [Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares], coordenadora do Enare, informa que as inscrições somente serão efetivadas após a comprovação de pagamento da taxa de inscrição.

Vagas disponíveis

Para o Enare 2026/2027, o candidato pode consultar o mapa de vagas ofertadas pelas instituições que aderiram ao exame. A pesquisa pode ser feita por unidade da federação, duração de cada residência médica e os pré-requisitos, quando for o caso.

Em 2025, este certame registrou a oferta de mais de 12 mil vagas para residência médica distribuídas em 225 instituições participantes, entre hospitais, fundações universitárias e institutos. O exame contou com mais de 138 mil inscritos. 

Provas

De abrangência nacional, o Enare terá as provas aplicadas em 60 cidades brasileiras, em 13 de setembro.

A etapa correspondente à prova objetiva será composta exclusivamente pela nota final obtida pelo candidato na prova do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), conforme a Teoria de Resposta ao Item (TRI), definida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Enamed

Desde a edição de 2025, o Enare conta com integração ao Enamed, realizado pelo Inep, em parceria com a Rede HU Brasil.

Pela parceria, o resultado do Enamed poderá ser usado no Enare para as especialidades médicas de acesso direto.

O Enamed é obrigatório para concluintes do curso de medicina. Os médicos formados em anos anteriores também podem se inscrever no Enamed, caso tenham interesse em usar o resultado no Enare.

As inscrições do Enamed 2026 estão abertas exclusivamente no Sistema Enamed, do Inep.

As notas obtidas em edições anteriores do Enamed podem ser aproveitadas desde que o candidato tenha alcançado nível de desempenho classificado como proficiente.

Editais oficiais

Os editais de seleção para ingresso em Programas de Residência Médica e de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde podem ser acessados na página oficial do Enare. 

Os documentos detalham todas as normas para participação no certame, incluindo orientações sobre inscrição, etapas de avaliação, critérios de classificação, documentação exigida, prazos e demais procedimentos necessários.

Dúvidas

Para esclarecer dúvidas sobre editais, inscrições, locais de prova ou andamento do processo seletivo Enare, a FGV disponibiliza canais oficiais de suporte técnico e de atendimento ao candidato.

Os participantes podem acionar o serviço para resolver pendências ou obter orientações no site, por e-mail ou telefone 0800-591-3078.

A ligação é gratuita. O atendimento ao público é feito de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 18h (no horário de Brasília).

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Os estudantes beneficiários do programa Pé-de-Meia de 2026 que atingiram, pelo menos, 80% de frequência nas aulas em abril deste ano começarão a receber a quarta parcela do incentivo-frequência a partir desta segunda-feira (29).

A parcela de R$ 200 será depositada conforme o mês de nascimento dos estudantes beneficiários que cumprem os requisitos do Pé-de-Meia.

O calendário de pagamentos vai até 6 de julho. Confira:

  • Nascidos em janeiro e fevereiro: recebem nesta segunda-feira (29);
  • Nascidos em março e abril: recebem nesta terça-feira (30)
  • Nascidos em maio e junho: recebem nesta quarta-feira (1º de julho)
  • Nascidos em julho e agosto: recebem nesta quinta-feira (2 de julho)
  • Nascidos em setembro e outubro: recebem nesta sexta-feira (3 de julho)
  • Nascidos em novembro e dezembro: recebem na próxima segunda-feira (6 de julho).

O Ministério da Educação (MEC) também poderá pagar as parcelas do incentivo-matrícula de 2026 e do incentivo-conclusão de 2025 aos estudantes que tiveram as informações sobre suas trajetórias escolares enviadas ou corrigidas pelas redes de ensino público onde estão matriculados.

O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio.

Os beneficiados pela iniciativa federal podem consultar os dados sobre os pagamentos na página eletrônica do estudante dentro do site do programa. É necessário fazer login na conta da plataforma Gov.br.

Quem tem direito

A participação no programa, também chamado de Poupança do Ensino Médio, ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos.

Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Em 2026, é preciso que as famílias dos estudantes tenham cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026. A atualização do cadastro do governo tem a validade de 24 meses. 

Também é preciso que a renda familiar seja de até meio salário mínimo por pessoa.

Além disso, os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos no ensino médio regular ou entre 19 e 24 anos na educação de jovens e adultos (EJA).

O estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular e manter frequência em, pelo menos, 80% nas aulas.   

O Ministério da Educação (MEC) é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal, a partir dos dados do CadÚnico.

Como consultar

A Caixa Econômica Federal é responsável pela abertura das contas bancárias em nome dos estudantes e pelos pagamentos do valor repassado pelo MEC.

O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página do Pé-de-Meia.

Pé-de-Meia

O Ministério da Educação contabiliza que, desde 2024, o programa alcançou 7,2 milhões de estudantes em todo o Brasil. Segundo a pasta, a iniciativa federal tem contribuído para melhorar a frequência nas aulas, reduzir a evasão escolar e ampliar as taxas de aprovação no ensino médio. .

Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem alcançar R$ 9,2 mil por aluno.

As redes públicas que ofertam o ensino médio são responsáveis por captar e informar os dados dos estudantes ao Ministério da Educação (MEC), por meio de sistema informatizado.

Dúvidas

Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio da página de Perguntas Frequentes do Pé-de-Meia, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa, incluindo critérios para participar, formas de consultar o benefício, calendário de pagamentos, perguntas frequentes e passo a passo sobre a liberação de movimentação da conta para menores de idade.

Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

(Fonte: Agência Brasil)

Ouro Preto (MG), 26/06/2026 -  Cineop transforma Ouro Preto em capital da memória do audiovisual brasileira. Foto: Leo Fontes/Universo Produção

Em sua 21ª edição, a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto consolida seu papel como principal espaço do país para debates sobre preservação do patrimônio audiovisual, educação e políticas públicas para o setor.

Até terça-feira (30), o festival reúne pesquisadores, realizadores, professores, estudantes, arquivistas e gestores culturais em uma programação que combina exibições de filmes, encontros nacionais e oficinas com discussões sobre o futuro da preservação audiovisual no Brasil.

Entre os principais anúncios da mostra, está a possível criação de um Centro de Referência em Preservação Audiovisual no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), em parceria com o Centro Técnico Audiovisual (CTAv). 

A iniciativa foi apresentada durante o debate de abertura pelo reitor do IFRJ, Thiago Matos Pinto, e pretende fortalecer a formação profissional na área, ampliar a oferta de cursos e estruturar um espaço permanente voltado ao ensino, pesquisa e extensão em preservação audiovisual.

Caso seja aprovado pelas instâncias da instituição, o centro contará com infraestrutura própria, orçamento específico e poderá ampliar a qualificação de profissionais em um segmento considerado estratégico para a preservação da memória audiovisual brasileira.

Ouro Preto (MG), 26/06/2026 -  Frei Betto. Cineop transforma Ouro Preto em capital da memória do audiovisual brasileira. Foto: Leo Fontes/Universo Produção

Desde a abertura, o tema da edição Um País Existe nas Imagens que Preserva tem orientado os debates da mostra, que articula três eixos: preservação, história e educação.

Na cerimônia da última quinta-feira (25), a coordenadora-geral da CineOP, Raquel Hallak, destacou que preservar imagens é preservar a própria identidade do país. 

"Quando uma imagem some, não é apenas um arquivo que desaparece, é uma memória que se apaga. É uma possibilidade de reconhecimento que se interrompe. É o próprio país que se torna menos visível para si mesmo", afirmou.

Segundo ela, preservar o audiovisual vai além da guarda dos acervos. 

"A preservação não é o fim do processo, e sim o início de novas formas de acesso, de circulação, de formação de público e de desenvolvimento do audiovisual", explica.

A abertura da mostra também homenageou a cineasta Helena Solberg, de 88 anos de idade, que recebeu o Troféu Vila Rica e acompanhou a exibição restaurada de seus primeiros filmes, A Entrevista e Meio-Dia, produzidos no início da década de 1960.

Formação de público

Outro destaque da programação é o Cine Expressão, segmento da CineOP dedicado à infância e à juventude, que reúne estudantes das escolas públicas de Ouro Preto e da região em sessões comentadas e atividades pedagógicas.

A curadora Ramina El Shadai disse que o projeto parte da ideia de despertar o interesse dos jovens pelo cinema antes mesmo de pensar na formação de plateias.

"Nós tiramos a formação de plateia como objetivo e colocamos como prioridade observar as potências dos jovens diante da tela. Primeiro é preciso fazer com que eles gostem de estar ali", defende.

Após as sessões, os estudantes participam de conversas sobre sentimentos, emoções e temas despertados pelos filmes. As escolas também recebem material pedagógico elaborado especialmente para ampliar as discussões em sala de aula.

"A gente fortalece o sentimento de pertencimento. Quando se fortalece essa cultura dos interessados, a plateia acontece naturalmente", avalia.

Ouro Preto (MG), 26/06/2026 -  Frei Betto. Cineop transforma Ouro Preto em capital da memória do audiovisual brasileira. Foto: Leo  Lara/Universo Produção

Encontros

Além das exibições de filmes, a CineOP promove, ao longo da programação, fóruns e encontros nacionais voltados à preservação audiovisual, educação e memória, reunindo representantes de cinematecas, universidades, instituições públicas e profissionais do setor para discutir políticas de preservação, acesso aos acervos e estratégias de formação.

As discussões buscam consolidar propostas e encaminhamentos para fortalecer a preservação do patrimônio audiovisual brasileiro e ampliar sua circulação junto ao público.

A 21ª CineOP segue até terça-feira (30), com todas as atividades gratuitas. 

Parte da programação pode ser acompanhada também de forma on-line por meio da plataforma da mostra.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 26/06/2026 – Exposição Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga, mostra reúne objetos originários do Museu Nacional da China, é apresentada no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Em comemoração ao Ano Cultural Brasil-China, será aberta neste sábado (27), no Museu Histórico Nacional (MHN), no centro do Rio de Janeiro, a exposição Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga, que percorre milhares de anos da civilização chinesa a partir de uma de suas expressões mais fundamentais, a comida.

Com 121 objetos do Museu Nacional da China, em Pequim, a mostra ocupa as galerias temporárias do museu até 11 de outubro. A entrada é gratuita.

A mostra cobre um período da pré-história agrícola ao ano de 1911, quando se encerra a dinastia Qing e, com ela, a China imperial. 

Segundo os organizadores, o recorte é a China antiga, anterior à República, até as transformações do século XX.

Cinco núcleos temáticos organizam o percurso, cada um iluminando uma camada distinta da relação entre os chineses e sua cultura alimentar: Uma alimentação variada como base da nutrição, Alimentos cozidos e bebidas quentes, Reverenciar o Céu e cumprir os ritos, Deleitar os olhos, apaziguar o espírito e Beleza compartilhada em harmonia.

De acordo com os organizadores, a exposição parte da comida e da bebida para recontar a história de uma civilização. Cada peça do acervo é um fragmento de como os chineses pensavam o mundo, organizavam o poder, cultivavam o prazer e negociavam com o sagrado. 

Para a curadoria, a alimentação é o domínio da vida humana onde mais dimensões da cultura se encontram ao mesmo tempo.

Os 121 objetos abrangem um período de aproximadamente 10 mil anos. A diversidade de materiais chama a atenção pela cerâmica, bronze, porcelana, ouro, prata, jade, pedras preciosas, laca e madeira.

Rio de Janeiro (RJ), 26/06/2026 – Exposição Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga, mostra reúne objetos originários do Museu Nacional da China, é apresentada no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Para o diretor do MHN, Cícero de Almeida, a segurança alimentar é uma questão política. 

“As várias dinastias chinesas se preocuparam com a segurança alimentar para evitar rebeliões sociais. A alimentação tem importância vital sob o ponto de vista material, espiritual, de organização social”, explica Almeida.

O diretor acrescenta que o compartilhamento das refeições tem um ritual de importância como o servir à mesa, a delicadeza com que os recipientes recebem os alimentos. 

“A exposição tem esse percurso de compreender pelos objetos como esses aspectos marcam os chineses”, observa Almeida.

O consultor de conteúdo e tradutor da mostra, Giancarlo Hannud, destaca que a peça mais antiga tem 12 mil anos, um triturador e moedor de trigo.

Rio de Janeiro (RJ), 26/06/2026 – Exposição Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga, mostra reúne objetos originários do Museu Nacional da China, é apresentada no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

“Essa é uma exposição sobre a alteridade, sobre perceber que o mundo é imenso e existem centenas de formas de habitar o mundo. A gente fala muito da cultura ocidental eurocêntrica, mas existe todo um outro lado do mundo que não funciona desse jeito”, explica Hannud.

Segundo a curadoria, a China está entre os berços da agricultura do milheto e do arroz, sendo também uma das primeiras regiões a domesticar animais como o cachorro, o porco e a galinha. 

Por volta de 4 mil anos atrás, chegaram ao território chinês, vindas da Ásia Ocidental, espécies como o carneiro, o gado bovino e o cavalo, assim como o cultivo do trigo. 

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Os números referentes ao desempenho de estudantes que concluíram o ensino médio na rede pública do país apresentaram melhora entre 2022 e 2025. O índice de reprovação caiu 62%, o de abandono diminuiu 61% e o atraso escolar teve redução de 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação subiu 11%.

Os novos dados divulgados, nesta sexta-feira (26), pelo Ministério da Educação (MEC) fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O levantamento anual permite calcular as taxas de rendimento escolar no país.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a evolução dos indicadores educacionais no Brasil se deve à implementação, desde 2023, de diversos programas estruturantes como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Escola em Tempo Integral, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, além da criação do programa Pé-de-Meia, em 2024, e de avanços no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, comemora o fato de mais estudantes permanecem na escola, avançarem de série e concluírem os estudos no tempo adequado.

“O cenário reflete uma combinação de políticas públicas voltadas à permanência, à aprendizagem e ao aprimoramento das condições de oferta da educação básica. Observamos, ainda, melhoria simultânea nos indicadores de abandono, repetência e atraso escolar no Brasil”.

Permanência

Os dados também indicam que mais estudantes têm conseguido permanecer no ensino médio. Entre 2022 e 2025, a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28%, o que significa que mais jovens permaneceram em sala de aula de um ano letivo para outro.

O presidente do Inep, Manuel Palacios, estima que se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio. “Um número muito grande de jovens, que poderia estar fora da escola, seguiu estudando”.

Ações integradas

Entre as iniciativas que contribuíram para a melhoria do ensino médio na rede pública, está o programa Pé-de-Meia, diz o MEC. A chamada Poupança do ensino médio já beneficiou 7,2 milhões de estudantes, desde sua criação em 2024.

A iniciativa federal oferece incentivo financeiro para os estudantes que frequentam as aulas, passam de ano, concluem a educação básica e fazem as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Para o ministro da Educação, o Pé-de-Meia é o carro-chefe nessa recuperação da educação básica brasileira e um dos mais relevantes das últimas duas décadas por enfrentar a desigualdade de oportunidades. 

“O jovem mais vulnerável precisa ter as mesmas chances de concluir os estudos que qualquer outro estudante. O Pé-de-Meia não é apenas uma transferência de renda. É uma política educacional para melhorar a permanência e o desempenho dos estudantes”.

Educação básica

Os avanços observados no ensino médio também são resultado de outras ações desenvolvidas em outras etapas da educação básica. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, por exemplo, está associado à elevação do índice de alfabetização de 36%, em 2021, para 66%, em 2025.

O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada busca garantir a alfabetização de todas as crianças do país até o término do 2º ano do ensino fundamental, além de recuperar as aprendizagens afetadas pela pandemia, de 100% das crianças matriculadas no 3º, 4º e 5º ano.

Ensino integral

Crianças da educação infantil em sala de aula

O MEC destaca que o percentual de matrículas na modalidade de educação em tempo integral passou de 15,1%, em 2021, para 25,8%, em 2025, alcançando 8,8 milhões de estudantes da rede pública.

Nesta modalidade, o estudante permanece na escola por, no mínimo, sete horas diárias ou 35 horas semanais, com o objetivo de ampliar as oportunidades de aprendizagem.
No período de 2021 a 2025, o registro é de mais de 1,8 milhão de novas matrículas por meio da política. Pela primeira vez, a educação em tempo integral alcançou a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa um em cada 4 estudantes na modalidade.

Conexão

Fake News; Notícia Falsa; Celular; Notebook; Computador; Notícia - Nova onda de fake news no Brasil influencia a guerra digital. Foto: Freepik

O MEC também atribui os bons resultados à transformação digital da escola pública, por meio da Por meio da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), que amplia a infraestrutura tecnológica das redes de ensino e do acesso à internet de qualidade nas escolas públicas de educação básica do país.

Devido à iniciativa, o número de escolas com conexão à internet cresceu 43,7%. Em 2023, eram 66,8 mil escolas estaduais e municipais conectadas. Agora, são 100 mil.

Entre 2023 e 2025, mais de R$ 3 bilhões foram investidos em escolas. O MEC contabiliza que a iniciativa já beneficiou cerca de 24 milhões de estudantes e ampliou as possibilidades de acesso a recursos educacionais digitais.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio é a principal forma de acesso à educação superior no Brasil por meio de programas criados pelo MEC como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fies.

O Enem registrou aumento de 46% nas inscrições feitas por concluintes de escola pública, de 2022 a 2025.

Em 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para participantes que atendam aos critérios estabelecidos e passou a contar com inscrição pré-preenchida para concluintes da educação básica na rede pública.

O ministro Barchini explica que o governo federal trabalha para que mais estudantes ingressem no ensino superior ou na educação profissional.

Pela primeira vez, em 2026, o Enem também será adotado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, o que amplia seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta sexta-feira (26), o resultado do atendimento especializado para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026.

O resultado do recurso da solicitação de atendimento especializado deverá ser consultado no endereço eletrônico da Página do Participante do exame no Portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Resultados

O participante que solicitar atendimento especializado e tiver sua solicitação confirmada pelo Inep poderá ser acompanhado por exemplo de cão-guia/cão de apoio emocional ou usar material próprio.

Se o documento, a declaração ou o parecer que motivou a solicitação de tempo adicional for aceito, o participante terá direito ao tempo adicional de 60 minutos em cada um dos dois dias do exame, desde que tenha sido solicitado no ato de inscrição.

Recurso administrativo

Os candidatos que tiverem a solicitação negada poderão entrar com recurso administrativo a partir desta segunda-feira (29) até a próxima sexta-feira, 3 de julho.

Para solicitar nova análise quanto aos atendimentos especializados, é necessário enviar documentação que comprove a condição alegada.

O participante deverá prestar informações exatas e verdadeiras no sistema de inscrição quanto à condição que motiva a solicitação de atendimento especializado e/ou de recurso de acessibilidade, sob pena de responder por crime contra a fé pública e de ser eliminado do exame a qualquer tempo.

O Inep tem o direito de exigir, a qualquer momento, documentos que atestem a condição que motiva a solicitação de atendimento especializado.

Quem tem direito

De acordo com o edital, o Inep ampliou as condições de atendimento especializado no Enem 2026.  Pelas novas regras, uma pessoa diagnosticada com histórico de crise de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), por exemplo, poderá contar com um acompanhante.

A solicitação feita no momento da inscrição é voltada a pessoas com deficiências ( física, visual, auditiva e intelectual), transtornos e que realizam acompanhamentos específicos de saúde. Inclui também condições como a de gestantes, lactantes e diabéticos, além de pessoas idosas e estudantes em classe hospitalar, entre outras necessidades.

Após o período de inscrição, se o participante necessitar de recurso de acessibilidade não previsto no edital ou de atendimento especializado devido, por exemplo, a acidentes ou casos de força maior, deverá solicitá-lo por meio da plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação do poder Executivo federal, o Fala.BR, com o envio de documento que comprove a situação declarada, até dez dias antes da aplicação do exame.

Em 2026, as provas do Enem serão aplicadas em dois de domingos de novembro, dias 8 e 15, nas 27 unidades da federação.

Cronograma do Enem 2026

Confira as próximas etapas do Enem 2026, definidas pelo Inep, a seguir:

· resposta à solicitação de atendimento especializado: 26 de junho;

· recurso à negativa de atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho;

· resultado do recurso: 10 de julho;

· aplicação das provas: 8 e 15 de novembro.

· resultado das provas do Enem: janeiro de 2027

Aproveitamento do Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino de Portugal que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior portuguesas.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Na edição deste ano, os concluintes da educação básica na rede pública tiveram a inscrição pré-preenchida no sistema. Os participantes tiveram apenas que confirmar sua participação e complementar informações como: o município onde deseja realizar as provas, a língua estrangeira escolhida e a necessidade de recursos de acessibilidade, quando necessário.

Pela primeira vez, em 2026, o Enem também será adotado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, o que amplia seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro - DF - 25/06/2026 - Duas escolas brasileiras são finalistas no Prêmio Melhores Escolas do Mundo. Foto: Divulgação SME-Rio 

Duas escolas brasileiras estão entre as 50 melhores escolas do mundo:a Escola Municipal GET IV Centenário, no Rio de Janeiro, e a Escola Baniwa Kalipana, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas.

Elas concorrem ao Prêmio Melhores Escolas do Mundo 2026 e estão entre as dez finalistas de cada uma das cinco categorias da premiação. 

O anúncio foi nessa quinta-feira (25).

Em São Gabriel da Cachoeira, eram 2h quando o resultado foi transmitido.Na Terra Indígena Alto Rio Negro, estudantes e lideranças indígenas aguardavam acordados e reunidos, torcendo pela escola.

A comemoração foi geral quando a escola foi anunciada como uma das finalistas na categoria Ação Ambiental.


Na Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, onde está a unidade do Ginásio Educacional Tecnológico (GET) finalista na categoria Superação de Adversidade, o dia também foi de festa.

“O coração está transbordando de alegria. É muito gostoso a gente receber esse reconhecimento em uma área vulnerável como é a nossa”, comemorou a diretora do GET IV Centenário, Alessandra Aguiar.

Escutar os estudantes

O GET IV Centenário fica na Maré, bairro que abriga um complexo de 16 favelas no Rio de Janeiro. A região é constantemente alvo de operações policiais e disputa de grupos armados. Apenas entre 2016 e 2025, ocorreram 231 operações, que resultaram em 160 mortes e 1.538 ações de violência, segundo o projeto De Olho na Maré. 

Segundo Alessandra, foi depois de uma das operações que a escola, que atende crianças de 6 a 11 anos de idade, percebeu a necessidade da conversa e da escuta dos estudantes. 

“A gente criou o Café com Música e Prosa, que é o acolhimento socioemocional, principalmente por conta dos dias após as operações policiais. Eles precisavam falar. Eles precisavam colocar para fora”, explicou a diretora da escola.

A escuta virou diária e passou a fazer parte do projeto Fábrica de Sonhos. Os primeiros 20 minutos do dia são para que os estudantes falem sobre as próprias questões, sentimentos e preocupações. 

“Os 20 minutos que a gente para para ouvir essas crianças no começo do dia, fazem toda a diferença. E isso é um processo diário. Todos os dias, antes de começar as matérias, a gente para para ouvir e para dizer para eles que eles podem sonhar e realizar tudo que eles quiserem”, disse.

Esse processo produziu resultados. A escola conseguiu zerar o abandono escolar e melhorar o rendimento, que alcançou 97% de alfabetização na idade adequada.

“Eu acredito que sem relação, não tem aprendizado. Sem vínculo, não tem aprendizado. Então, a relação da gente com a família, a relação da gente com as crianças é muito importante, e eles se sentem à vontade e acolhidos para estarem aqui. Às vezes, o que eles não falam em casa, eles contam aqui para a gente”, disse Alessandra. 

Aplicação

 O projeto Fábrica de Sonhos, além da escuta, reúne um conjunto de práticas que colocam o estudante no centro do processo de aprendizagem. Utilizando a tecnologia, por exemplo, as crianças investigam problemas reais da comunidade e desenvolvem soluções práticas por meio da aprendizagem.

As famílias também são parte essencial. No início do ano, participam do planejamento colaborativo, compartilham metas e projetos e definem responsabilidades junto com a escola.

Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, a metodologia aplicada na escola será incorporada em outras 350 escolas da rede municipal da cidade, com potencial para expansão para demais escolas da rede.

Saberes tradicionais

Na Escola Baniwa Kalipana, o aprendizado é baseado no território, na gestão ambiental e nos sistemas de conhecimento ancestrais. Os professores são todos educadores indígenas, e o conhecimento é repassado também na própria língua indígena.

Os educadores da escola destacam que, historicamente, a educação formal não reconhecia os sistemas de conhecimento locais nem os modos de vida de muitos jovens em comunidades indígenas remotas da Amazônia. 

“Isso gerava um distanciamento cultural que aumentava a probabilidade de eles deixarem o território em busca de oportunidades externas e enfraquecia significativamente as chances de transmissão de conhecimento entre gerações”, explica o texto de apresentação da escola na premiação.

O modelo adotado pela escola foi desenvolvido por lideranças locais Baniwa e Koripako, com as famílias, anciãos e integrantes da comunidade.

A escola baseia o ensino no sistema agrícola Káali, um sistema indígena regional milenar que conecta o cultivo da mandioca a conhecimentos ecológicos, memória, cantos, artes, espiritualidade, saúde, produção de alimentos e à vida familiar e comunitária.

“Esse conhecimento territorial é então integrado a disciplinas como português, matemática, história e outras exigidas nacionalmente, dentro de uma estrutura curricular que apoia explicitamente a adaptação às realidades locais e aos contextos educacionais indígenas”, diz o texto.

Premiação

O World’s Best School Prizes, traduzido com Prêmio Melhores Escolas do Mundo, é promovido pela plataforma T4 Education e apoiado pela Fundação Lemann, American Express e Accenture.

O prêmio tem cinco categorias: Inovação, Ação Ambiental, Colaboração Comunitária, Superação de Adversidades e Apoio a Vidas Saudáveis.

Após o anúncio dos finalistas, está aberta, até o dia 29 de outubro, a votação popular, pela internet. Os vencedores de cada categoria serão anunciados em novembro. O prêmio, em dinheiro, é investido na escola.

“Essas escolas vêm de partes muito diferentes do mundo. O que elas compartilham é uma clara recusa em aceitar que uma educação de excelência seja reservada para algumas crianças e não outras”, afirmou, durante o anúncio dos finalistas, o fundador e CEO T4 Education, responsável pela premiação, Vikas Pota.

As escolas vencedoras e finalistas serão convidadas a participar do World Schools Summit, em Londres, nos dias 16 e 17 de janeiro de 2027, reunindo educadores, formuladores de políticas públicas e lideranças do setor educacional para compartilhar experiências e boas práticas.

(Fonte: Agência Brasil)

Ouro Preto (MG), 24/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Cineop transforma Ouro Preto em capital da memória do audiovisual brasileira. Foto: Leo Lara/Universo Produção

As ladeiras de Ouro Preto voltarão a ser ocupadas pelo cinema. Não apenas pelas telas instaladas em praças, museus e centros culturais, mas por uma reflexão urgente sobre aquilo que um país decide guardar de si mesmo.

Entre os dias 25 e 30 de junho, a histórica cidade mineira recebe a 21ª edição da CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, único evento brasileiro dedicado exclusivamente ao cinema como patrimônio cultural. Mais do que um festival, a CineOP consolidou-se, ao longo de duas décadas, como espaço estratégico para a preservação audiovisual, a formação de público e a construção de políticas para o setor.

Neste ano, o tema escolhido sintetiza a vocação do evento: "Um país existe nas imagens que preserva".

A frase, aparentemente simples, abre uma discussão profunda sobre memória, identidade e pertencimento em tempos de excesso de produção digital e circulação instantânea de imagens:

"Um país existe nas imagens que preserva e propõe justamente essa reflexão: o que escolhemos guardar diz muito sobre quem somos e sobre o que desejamos transmitir às próximas gerações", afirma a diretora da CineOP, Raquel Hallak.

Segundo ela, preservar vai muito além de armazenar arquivos.

Ouro Preto (MG), 24/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Cineop transforma Ouro Preto em capital da memória do audiovisual brasileira. Diretora Raquel Hallack. Foto: Leo Lara/Universo Produção
Raquel Hallack

"Preservar memória audiovisual não é apenas conservar acervos, mas garantir acesso, contexto e permanência das obras como parte viva da cultura", destaca.

Ao longo de seis dias, a cidade patrimônio mundial se transforma em uma grande sala de cinema a céu aberto. Serão exibidos 135 filmes; entre longas, médias e curtas-metragens distribuídos em 42 sessões gratuitas, ocupando espaços emblemáticos como a Praça Tiradentes, o Centro de Artes e Convenções da UFOP e o Museu da Inconfidência.

Mas a CineOP não se limita à exibição de filmes. Ela articula debates, encontros de pesquisadores, oficinas, fóruns educacionais, masterclasses internacionais e o tradicional Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros, reunindo profissionais que pensam o futuro da memória audiovisual no país.

A mostra dedica um dos seus três eixos curatoriais inteiramente à formação. A Mostra Educação reúne filmes produzidos em contextos escolares, experiências pedagógicas e obras que utilizam o audiovisual como ferramenta de descoberta, reflexão e transformação social.

O programa Cine-Expressão – A Escola Vai ao Cinema leva centenas de estudantes às sessões especialmente organizadas para diferentes faixas etárias, seguidas de debates e materiais educativos que ampliam a experiência em sala de aula.

Para Raquel Hallak, essa dimensão formativa é inseparável da missão do evento.

 "A curadoria da CineOP é construída a partir do diálogo entre preservação, história e educação. Por isso, a programação articula filmes restaurados, pré-estreias e produções contemporâneas, criando um campo de tensão produtiva entre passado e futuro, memória e invenção".

No momento em que algoritmos determinam grande parte do consumo cultural, a mostra aposta no encontro presencial, na mediação crítica e no cinema como instrumento de leitura do mundo.

Um dos destaques da edição é a Mostra Competitiva Contemporânea Arquivos em Questão, que reúne cinco longas-metragens inéditos construídos a partir da ressignificação de imagens de arquivo.

Para Hallak, essa seleção revela uma transformação importante do cinema contemporâneo: "Os arquivos deixam de ser apenas documentos históricos e passam a funcionar como dispositivos vivos de criação, reflexão e reinterpretação do presente".

Entre os títulos, estão "Apocalipse Segundo Baby", sobre Baby do Brasil; "Universo Circular – Jocy de Oliveira"; "Proust Palimpsesto"; "Irritante Prodígio" e "Notas sobre um Desterro".

A mostra reforça uma tendência crescente do documentário contemporâneo: utilizar o passado para compreender as urgências do presente.

Ouro Preto (MG), 24/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Cineop transforma Ouro Preto em capital da memória do audiovisual brasileira. Helena Solberg. Foto: Ique Esteves/Universo Produção
Helena Solberg

A grande homenageada desta edição é a cineasta Helena Solberg, pioneira do cinema brasileiro e uma das vozes mais importantes da produção audiovisual feminina na América Latina.

Sua trajetória será celebrada com exibições especiais, debates e uma retrospectiva de sua obra.

Ao revisitar sua história para a homenagem, Helena faz uma leitura íntima de uma carreira construída entre o Brasil e os Estados Unidos: "Eu regulo minha vida pelos filmes. Fiz cerca de 20 filmes e vivi o cinema intensamente. Foi a única coisa que sempre esteve comigo", afirma.

Ela lembra que começou sonhando em ser escritora: "Meu primeiro desejo era escrever. Eu tinha 17 anos quando escrevi uma novela inspirada por Françoise Sagan. Depois, percebi que minha forma de expressão seria outra".

Nos anos 1960, em meio às transformações políticas e culturais do país, ela realizou A Entrevista (1966), obra que se tornaria um marco do cinema feminista brasileiro. O filme, que abre a programação da homenagem na CineOP, reúne depoimentos de jovens mulheres refletindo sobre casamento, independência e liberdade.

Décadas depois, continua surpreendentemente atual: "Quando fiz A Entrevista, eu não imaginava que teria uma trajetória tão longa. Hoje, ele é visto como um documento histórico, mas continua dialogando com questões que ainda atravessam a vida das mulheres brasileiras".

A cineasta viveu cerca de três décadas nos Estados Unidos e conta que foi justamente fora do país que aprofundou sua conexão com o Brasil: "A ironia é que fiquei mais perto do Brasil quando estava nos Estados Unidos. Lá, eu era latino-americana. Passei a olhar para a América Latina de outra forma".

Esse olhar resultou em obras fundamentais sobre identidade, política e direitos das mulheres, consolidando uma filmografia que atravessa fronteiras e gerações.

"Você precisa descobrir o que tem a dizer. Muitas vezes não sabemos. E esses momentos de dúvida são criativos, porque nos obrigam a procurar o que realmente queremos expressar".

Ao completar 21 anos, a CineOP reafirma sua singularidade no cenário cultural brasileiro. Enquanto muitos festivais concentram-se no lançamento de filmes, a mostra mineira amplia o debate para temas estruturantes da cultura: preservação, educação, memória e patrimônio.

Ouro Preto (MG), 24/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Cineop transforma Ouro Preto em capital da memória do audiovisual brasileira. Foto: Leo Lara/Universo Produção

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 25/05/2026 - O ministro da Educação, Leonardo Barchini, participa da cerimônia de abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, confirmou nessa quarta-feira (24), em Fortaleza, que o Brasil atingiu a menor taxa de analfabetismo de sua história na população adulta do país (acima de 15 anos).

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação (2025), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha 8,4 milhões de não alfabetizados com 15 anos ou mais, correspondendo a 4,9% da população brasileira, o menor percentual da série histórica iniciada em 2016. 

Conforme parâmetros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) citados pelo ministro, o patamar indica que o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil.

“Nós passamos 526 anos perseguindo esse número. De acordo com a Unesco, isso quer dizer que, no Brasil, pela primeira vez na história, o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil. Nós estamos caminhando para a erradicação do analfabetismo”, disse o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

O anúncio foi feito durante um evento no Ceará, ao lado do ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana (PT-CE), e do governador Elmano de Freitas.

Matrículas no EJA

De acordo com o ministro, o resultado reflete as políticas de recomposição de matrículas promovidas desde 2023 na Educação de Jovens e Adultos (EJA), cenário que se arrastava desde 2019, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.

“Nós tivemos, no ano passado, 40 mil matrículas a mais do que nos anos anteriores. Isso já se mostra em resultados, já se mostra com a queda do analfabetismo”, comemorou o ministro da Educação.

Queda na evasão

O ministro elencou três indicadores que registraram melhorias simultâneas inéditas:

  • Abandono escolar: queda de 61% no comparativo acumulado, desde 2022;
  • Reprovação: redução de 62% em todo o território nacional, impulsionada pelo aumento da frequência e engajamento dos estudantes;
  • Distorção idade-série: diminuição de 28% no volume de alunos fora da idade adequada para a série que cursam.

“Pela primeira vez, nós temos esses três dados: diminuição do abandono, diminuição da reprovação e diminuição da distorção idade-série. Mas, mais do que isso, tudo isso aconteceu sem diminuir a qualidade da educação”, disse, reforçando os impactos dos resultados sobre o desempenho pedagógico.

O ministro ainda citou outras ações federais adotadas desde 2023.

“Nós expandimos as escolas em tempo integral, criamos a estratégia nacional de Escolas Conectadas para que toda escola pudesse ter internet. Nós aumentamos a complementação da União no Fundeb em mais de R$ 40 bilhões. Enfim, nós temos hoje o maior orçamento da história do Ministério da Educação, um conjunto de ações que contribuíram para que a gente chegasse nesses resultados”.

Segundo a avaliação do ministro, o principal fator por trás da melhora dos índices educacionais é o programa Pé-de-Meia, coordenado pelo MEC, de incentivo financeiro do governo federal voltado a estudantes do ensino médio público.

“O Pé-de-Meia é um programa que existe com frequência escolar. Os jovens estão frequentando mais a escola, estão faltando menos, estão prestando mais atenção nas aulas”.

(Fonte: Agência Brasil)