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Rio de Janeiro (RJ), 30/05/2026 – Lançamento do Tela Brasil, na Cidade das Artes, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O governo lançou oficialmente, nesse sábado (30), a plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro.

A iniciativa tem o objetivo de democratizar o acesso da população à cultura brasileira, a partir da ampliação do alcance da produção nacional.

A plataforma coordenada pelo Ministério da Cultura e desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas vai disponibilizar filmes brasileiros sob demanda, com acesso integrado ao site Gov.br. 

No lançamento do streaming, na Cidade das Artes, na zona oeste do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a plataforma é uma ferramenta de soberania cultural para que os brasileiros conheçam a si mesmos.

“[A Tela Brasil] vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim?"

O presidente também criticou o excesso de conteúdos estrangeiros nas telas do país, que ele considera de baixa qualidade.

“A quantidade de enlatados de má qualidade que a gente é obrigado a assistir toda noite, porque não tem outra coisa para a gente ver. O que não permite que a juventude brasileira tenha acesso à plenitude da cultura brasileira", lamentou Lula.

Rio de Janeiro (RJ), 30/05/2026 – Lançamento do Tela Brasil, na Cidade das Artes, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O presidente também chamou a atenção para o desconhecimento sobre o peso econômico e a quantidade de empregos criados pelo setor cultural brasileiro para o desenvolvimento econômico e profissional.

“O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, disse Lula.

Por fim, o presidente fez a conexão com outras políticas públicas de sua gestão, como o recém-lançado MEC Livros, que já conta com o acervo de mais de 25 mil livros. Ele destacou que o acesso à cultura, agora, faz parte da política de habitação do governo. “Todo o conjunto habitacional que a gente entregar, nesse país, vai ter uma biblioteca para que a pessoa tenha acesso à cultura".

O projeto contou com um investimento de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025. Segundo o governo, o valor garantiu o licenciamento de um catálogo diversificado, desenvolvimento tecnológico próprio e ferramentas completas de acessibilidade.

Histórias ainda não contadas

Presente no lançamento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, disse que a motivação de criar a plataforma foi fazer com que o povo brasileiro tenha acesso ao direito cultural.  

“Na questão do audiovisual, nós temos um gargalo ainda muito grande na questão da distribuição. Como fazer o povo ter acesso a tudo o que se produz, às coisas que são importantes, que referenciam o nosso país?”

Ela destacou que o audiovisual agrega todas as outras artes como a música, o desenho. “Todo mundo trabalha e tem essa representatividade. A nossa diversidade está no que a gente produz, só que o povo não tinha acesso”.

Rio de Janeiro (RJ), 30/05/2026 – Lançamento do Tela Brasil, na Cidade das Artes, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em sintonia com o discurso do presidente Lula, a ministra celebrou a soberania, a miscigenação e a necessidade de resgatar o protagonismo das figuras históricas do país.

"O povo que se conhece, o povo que se vê, ele se fortalece, porque nossas histórias são lindas. Temos os povos originários, os povos africanos, os povos europeus, as pessoas que construíram esse país, as histórias que nunca foram contadas”.

Acesso da nova plataforma

O acervo inaugural une conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), obras guardadas por instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.

O foco é a diversidade, englobando o cinema negro, o cinema indígena, produções dirigidas por mulheres, e temas urgentes como justiça climática e sustentabilidade.

A Tela Brasil já chega com acervo que cobre desde clássicos históricos de 1910 até produções contemporâneas, de 2025.

Ao todo, a plataforma inicia com 555 obras audiovisuais brasileiras, divididas em:

  • 267 curtas-metragens;
  • 139 longas-metragens;
  • 85 médias-metragens ou telefilmes;
  • 64 obras seriadas.

Entre elas: A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; Xica da Silva, de Cacá Diegues; Central do Brasil, de Walter Salles; e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles.

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha; Carandiru (2003), de Hector Babenco; e Olga (2004), de Jayme Monjardim, são outras obras de destaque.

O catálogo inicial inclui 19 títulos que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar ao longo da história.

Entre as categorias listadas pelo Ministério da Cultura, estão obras para a infância, juventude, de artes e de brasilidade.

Na parte de diversidade cultural, entrou a categoria Africanidades, que reúne obras audiovisuais que narram trajetórias, memórias e experiências da população negra no Brasil, entrelaçando ancestralidade e contemporaneidade.

Acessibilidade é outro ponto central do projeto: todos os títulos selecionados contam com audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

"Importante destacar que tem pesquisa no meio sobre acessibilidade. São obras com três recursos de acessibilidade, que envolvem também discussão sobre preservação e memória. Há soluções tecnológicas e soluções jurídicas sobre regulamentação. É política pública baseada em pesquisa e evidência", disse a professora Luciana Peixoto Santa Rita, que participou do projeto pela UFAL.

Rio de Janeiro (RJ), 30/05/2026 – Lançamento do Tela Brasil, na Cidade das Artes, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Perfis de utilização

Para começar a navegar, o usuário precisa de uma conta ativa no sistema de login único do governo federal, o Gov.br. A plataforma tem duas formas de navegação:

Perfil Cidadão: qualquer pessoa pode acessar de forma individual e gratuita a filmes, séries e documentários organizados por gêneros, formatos e categorias, além de criar uma lista de favoritos.

Perfil Direcionado: criado especialmente para exibições coletivas e sem fins comerciais em salas de aula, cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas e museus de todo o país.

Numa primeira fase, a plataforma funciona diretamente no navegador de computadores (com opção de transmissão para Smart TVs). Os aplicativos para celulares (Android e iOS) serão disponibilizados em um prazo de 30 dias.

Parcerias

Durante o evento, também foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério da Cultura (MinC) e a TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para expandir a oferta, a circulação de conteúdos e a integração das políticas públicas para o audiovisual brasileiro.

A Tela Brasil foi desenvolvida com tecnologia brasileira, pelo Ministério da Cultura (MinC) com o apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

(Fonte: Agência Brasil)

Aumenta número de jovens pobres que concluem o ensino médio

O governo federal abriu inscrições, até o dia 9 de junho, destinadas a projetos voltados para a Plataforma Juventude Solidária. A iniciativa busca ações de promoção da cidadania em territórios vulneráveis. 

A ideia é promover trabalhos com jovens de 16 a 29 anos. Os projetos selecionados receberão custeio para despesas necessárias à execução das atividades, no valor de até R$ 12 mil.

Os pagamentos vão ocorrer em seis parcelas mensais de R$ 2 mil. Os coordenadores dos projetos também terão bolsa de até R$ 12 mil (pagos em seis vezes). As inscrições de organizações e entidades proponentes podem ser realizadas na plataforma oficial integrada ao Brasil Participativo e ao Gov.br.

Representantes de organizações da sociedade civil, com ou sem CNPJ, além de órgãos públicos e equipamentos públicos que tenham projetos relacionados a políticas sociais e interesse em receber jovens voluntários podem fazer a inscrição.

A iniciativa é da Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria Geral da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Educação e com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

De acordo com o governo federal, em uma segunda etapa, a plataforma receberá inscrição de jovens. O edital prevê ajuda de custo mensal para até cinco voluntários por projeto, desde que esses participantes estejam cadastrados no ID Jovem e atendam aos critérios estabelecidos.

Conforme a nota do governo, a secretária Nacional de Juventude, Vitória Genuíno, enfatizou que a iniciativa busca fortalecer projetos já desenvolvidos nos territórios e ampliar a participação juvenil em ações de impacto social.

 “Queremos fortalecer iniciativas que já fazem a diferença nos territórios e ampliar as oportunidades para que mais jovens participem ativamente da construção de soluções para suas comunidades”, afirmou.

Os projetos inscritos devem estar em um dos oito eixos temáticos da plataforma: 

  • Saúde e Segurança Alimentar;
  • Participação, Educação e Democracia;
  • Comunicação e Tecnologia;
  • Renda, Trabalho e Empreendedorismo;
  • Cultura, Esporte e Lazer;
  • Direito à Cidade, Moradia e Território;
  • Acesso à Justiça e Segurança Pública;
  • Sustentabilidade e Meio Ambiente.

(Fonte: Agência Brasil)

Edgar Morin morre aos 104 anos

Um dos principais intelectuais contemporâneos, o filósofo e sociólogo francês Edgar Morin morreu, nessa sexta-feira (29), aos 104 anos de idade.

O falecimento foi confirmado, em nota, pela Multiversidad Mundo Real Edgar Morin, instituição internacional com sede no México que difunde o conhecimento do pesquisador. O Centro de Estudos e Pesquisas Edgar Morin, em São Paulo, também lamentou a morte do pensador. 


Ele era autor de mais de 30 livros. Entre as obras, Os sete saberes necessários à educação do futuro, A cabeça bem feita e O método. 

Segundo a entidade, o cientista social, considerado um ícone humanista, foi responsável por uma obra que transformou a compreensão do conhecimento, da educação e da condição humana.

De acordo com a nota da  Multiversidad Mundo Real Edgar Morin, o pensamento dele buscou “compreender a incerteza, reconectar o conhecimento e abraçar a complexidade da condição humana”.

Compreensão ampla

Morin defendia que os grandes desafios do mundo não poderiam ser abordados por uma única área do conhecimento, mas pelo diálogo entre contextos, experiências e formas de compreender a realidade.

“Seu conceito de pensamento complexo permitiu o reconhecimento da relação inseparável entre o indivíduo, a sociedade, a espécie, a natureza, a história e a cultura”, afirmou a nota. 

Ainda de acordo com a entidade, Morin ensinou que viver envolve aprender a lidar com a incerteza, compreender as contradições e reconhecer que a realidade é tecida a partir de múltiplas dimensões.

Na página da instituição, uma frase do pensador está em destaque: "enquanto eu estiver possuído pelas forças da vida, o espectro da morte se afasta".

(Fonte: Agência Brasil)

Mais um grande momento para o cinema e o audiovisual produzidos no Maranhão. O curta-metragem maranhense Mercado Central, da diretora, roteirista, atriz e produtora Tássia Dhur, fará sua estreia nacional na 30ª Edição do Cine/PE Festival Audiovisual, em Recife.

Mais um grande momento para o cinema e o audiovisual produzidos no Maranhão. O curta-metragem maranhense Mercado Central, da diretora, roteirista, atriz e produtora Tássia Dhur, fará sua estreia nacional na 30ª Edição do Cine/PE Festival Audiovisual, em Recife.

Um dos destaques do festival pernambucano, que celebra seus 30 anos de história em 2026, o curta será exibido no próximo dia 2 de junho (terça-feira), às 19h, no Cinema do Teatro do Parque, como parte integrante da Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Nacionais.

A produção retrata um cenário insalubre de um mercado no Centro da cidade, onde pessoas estão desaparecendo sem deixar rastros, envolto em um clima de mistério. A direção, o roteiro e a produção executiva são assinados por Tássia Dhur (que também integra o elenco).

O curta-metragem foi produzido pela Jaguatirica Filmes e realizado com fomento da Lei Paulo Gustavo (LPG), por meio da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (Secma), do governo do Maranhão.

Para Tássia Dhur, Mercado Central surge da vontade de contar a “própria história”, misturando realidade com ficção – e, também, de destacar o protagonismo feminino, “mesmo em um ambiente muito masculino, como são os mercados antigos nas cidades brasileiras”, conta a diretora.

E acrescenta: “É um curta que surge da vontade de contar histórias que aconteceram no nosso próprio mercado central, em São Luís, na Avenida Guaxenduba, misturados com o peso da narrativa ficcional. Como eu frequentava bastante esse mercado, tenho memórias desde a infância dentro desse ambiente. Sempre escutei histórias, sempre com uma escuta bastante frequente nessas situações, seja dos transeuntes, dos vendedores e de todos que circulavam ali”.

Após o Cine/PE Festival Audiovisual, o curta Mercado Central já tem nova data de exibição: será um dos destaques da programação da 49ª Edição do Festival Guarnicê de Cinema, que ocorre de 20 a 26 de agosto de 2026, em São Luís, e em formato híbrido.

Mercado Central

Estrelado por Tássia Dhur, Lauande Aires, Quimera, Renata Figueiredo e Antônio Garcia, o curta-metragem Mercado Central conta a história de Léia, que, entre açougues, sangue e corredores abafados pelo calor e pela decadência, carrega uma ligação quase sobrenatural com aquele lugar: ela nasceu ali, em um parto improvisado no meio das carnes e vísceras do mercado.

Décadas depois, já adulta, continua trabalhando no mesmo açougue onde veio ao mundo, presa a uma rotina dura ao lado de Vana e dos trabalhadores excêntricos que habitam o local. Pessoas desaparecem sem explicação, histórias se cruzam entre corredores úmidos e becos, e o Mercado Central passa a ser visto como um espaço carregado por tensão, desejo e violência, com Léia transitando silenciosamente, marcada pela solidão e por impulsos difíceis de controlar.

Assim é a trama central de Mercado Central, que conta com produção de Helen Maria e Carol Ferreira, direção de fotografia por Danilo Rosa, direção de arte de Neila Albertina, assistência de direção de Jéssica Lauane, som direto e mixagem de Cahhi Silva, edição de som por Gabi Portela e montagem de Lucas Sá.

Além disso, o curta conta com Murilo Santos, Lúcia Reis, Andressa Sodré, Dandara Ferreira e Nebraska no elenco de apoio. O teaser oficial está disponível no YouTube, no link: https://youtu.be/HlG3Ekhv5mY.

Tássia Dhur

Diretora, roteirista, atriz e produtora, Tássia Dhur nasceu em São Luís (MA) e é também fundadora da Jaguatirica Filmes. Foi a atriz homenageada do 48º Festival Guarnicê de Cinema, em 2025. Recentemente, estreou novamente na Netflix com a personagem Luana, na segunda temporada da série DNA do Crime.

É a idealizadora e realizadora do “Lacine -Laboratório de Audiovisual”, evento de formação e ambiente de mercado que ajuda a fomentar o cinema no Maranhão. Recentemente, escreveu, dirigiu e atuou no longa-metragem Mercado dos Ratos gravado no primeiro semestre de 2026, que tem previsão de estreia para 2027 e conta com Carol Castro, Erom Cordeiro, Buda Lira, entre outros, no elenco.

Também dirigiu, escreveu e atuou no curta-metragem Desejo, que estreou no Lift-Off Global Network – First Time Film Session, em 2022, e ganhou o prêmio de Melhor Atriz e Melhor Diretora no Maranhão na Tela, em 2023. Em 2020, ganhou o prêmio de Melhor Diretora pelo South Film and Arts Academy Festival, no Chile, com o curta Diana, em que escreveu, dirigiu e atuou. Também com a produção, ganhou prêmio de melhor atriz no Festival Maranhão na Tela (2019) e, também, melhor fotografia.

Mais informações sobre a carreira completa de Tássia Dhur estão disponíveis no Instagram oficial da artista, no link: https://www.instagram.com/tassia_dhur.

Serviço

O quê: estreia nacional do curta-metragem maranhense Mercado Central na 30ª Edição do Cine/PE Festival Audiovisual, em Recife;

Onde: no Cinema do Teatro do Parque (Rua do Hospício, 81, Boa Vista);

Quando: no dia 2 de junho, às 19h, na Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Nacionais;

Mais informações: nos perfis do Instagram de Tássia Dhur (https://www.instagram.com/tassia_dhur) e Jaguatirica Filmes (https://www.instagram.com/jaguatiricafilmes);

Porta-voz: Tássia Dhur, diretora, produtora-executiva, roteirista e atriz do curta maranhense Mercado Central;

(Fonte: Assessoria de imprensa)

A 4ª etapa do Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis 2026, competição organizada pela Federação de Beach Tennis do Maranhão (FBTM), entidade que representa oficialmente a modalidade no Estado, já tem data e local definidos. O On Time Open de Beach Tennis, evento que dá continuidade ao Estadual, ocorre entre os dias 4 e 7 de junho, na Arena T9, no Bairro Parque Atlântico, em São Luís. Os 120 primeiros participantes a efetuarem o pagamento das inscrições, que estão abertas na plataforma Letsplay, vão ganhar a camisa oficial da competição.

O On Time Open de Beach Tennis terá mais de R$ 30 mil de premiação, além de valer 250 pontos no ranking da FBTM e 300 pontos no ranking da Confederação Brasileira de Beach Tennis (CBBT). O ranking estadual foi zerado e, agora, vale para a convocação do Time Maranhão que irá participar do Campeonato Brasileiro de Beach Tennis, marcado para novembro, em Uberlândia (MG). O ranking nacional, por sua vez, definirá os representantes da Seleção Brasileira para o desafio internacional de beach tennis em Aruba, também em novembro.

A programação da 4ª etapa do Maranhense Oficial de Beach Tennis, que deve reunir mais de 350 atletas, terá início com as disputas das categorias mistas de idade na quinta-feira (4), enquanto as categorias mistas de gênero contam com partidas na sexta-feira (5). Dando sequência ao torneio, as disputas de gênero ocorrem no sábado (6), e a categoria Open, com premiação em dinheiro, está marcada para o domingo (7).

“Estamos muito animados com a proximidade da disputa do On Time Open de Beach Tennis, que vai dar sequência ao Maranhense Oficial de Beach Tennis. Até aqui, o Estadual tem sido um grande sucesso, com um número elevado de inscritos e muitos confrontos emocionantes, mostrando o quanto a nossa modalidade ganhou força em todo o Maranhão. Mais uma vez, convidamos os nossos atletas para que participem da 4ª etapa do Maranhense Oficial, que promete ser mais um grande evento do beach tennis maranhense”, destaca Menezes Júnior, presidente da FBTM.

Time Maranhão na Copa Norte-Nordeste de Beach Tennis

Antes da 4ª etapa do Maranhense Oficial, o Time Maranhão de Beach Tennis teve uma performance de alto nível na Copa Norte-Nordeste, que foi realizada entre 30 de abril e 3 de maio, na Cidade Beach Tennis, em Fortaleza. Convocado pela FBTM, o Time Maranhão garantiu o quarto lugar na classificação geral do Norte-Nordeste, ficando atrás apenas de Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte, após conquistar uma medalha de ouro, duas pratas e dois bronzes, resultados que consolidam a seleção maranhense como uma potência da região e reforçam o crescimento da modalidade no Estado.

Contando com 63 atletas em 15 categorias, o Time Maranhão de Beach Tennis foi convocado para a Copa Norte-Nordeste após as três primeiras etapas do Campeonato Maranhense Oficial, que distribuiu pontos para o ranking estadual. Além de conquistarem bons resultados na disputa do Maranhense Oficial, os beachtenistas do Time Maranhão estão filiados na FBTM.

Próximas etapas do Maranhense Oficial de Beach Tennis 2026

Após as disputas do On Time Open de Beach Tennis, o Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis 2026 terá a 5ª etapa entre os dias 17 e 19 de julho, na Arena KOA, em Santa Inês. 

Logo em seguida, o Maranhense Oficial de Beach Tennis volta para São Luís, com a realização da 6ª etapa na Arena Lito Beach, entre os dias 13 a 16 de agosto. A cidade de Santo Amaro, por sua vez, sediará a 7ª etapa nos dias 4, 5, 6 e 7 de setembro.

Outras informações sobre o Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis 2026 estão disponíveis no Instagram oficial da Federação de Beach Tennis do Maranhão (@maranhaobeachtennis).

(Fonte: Assessoria de imprensa)

São Paulo (SP), 02/07/2024 - A Feira do Livro na Praça Charles Miller, no Pacaembu. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Mais de 100 autores vão participar, entre este sábado (30 de maio) e 7 de junho, do festival literário A Feira do Livro 2026, na capital paulista. O evento ocupará a Praça Charles Miller, em frentre ao Estádio do Pacaembu, com 200 atividades gratuitas.

Os destaques da programação neste ano incluem Zélia Duncan, Marina Person, Vera Iaconelli, Pilar Quintana e Mariana Salomão Carrara.

Nos três palcos da programação oficial ─ Palco da Praça, Auditório do Museu do Futebol e Espaço Rebentos ─ estão previstas 105 atividades gratuitas, entre debates, atrações para crianças e oficinas sobre a cultura do livro.

Uma programação paralela também ocupará o Espaço Motiva, o Tablado Mário de Andrade e o Tablado Bubu, com debates, lançamentos e encontros com autores promovidos por expositores e parceiros. São mais de 160 expositores participantes no evento. 

“Encantarias Brasileiras” será o tema de debate entre os autores Alberto Mussa e Luiz Antonio Simas, no sábado (30), a partir das 11h, no Palco da Praça. Eles conversam sobre ancestralidade e espiritualidade afro-brasileira, trazendo para a pauta mitos, orixás e cultura popular.

Autora de Benditas Coisas que Eu Não Sei, a cantora e escritora Zélia Duncan estará no mesmo palco, no sábado seguinte (6), às 11h, em conversa com a jornalista Alice Granato. O público terá encontros ainda com Jeferson Tenório, Eucanaã Ferraz, Noemi Jaffe, Gregorio Duvivier e Giovana Madalosso.

Brasília (DF) 22/03/2024 – Cantora Zélia Duncan  é a convidada do programa DR com Demori na Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Cantora Zélia Duncan

A literatura brasileira terá outros representantes consagrados, como Ana Maria Machado, Nei Lopes e Silviano Santiago. Dos contemporâneos, alguns dos destaques são Ana Estaregui, Maria Brant, Bernardo Ceccantini e Ian Uviedo. A programação completa está no site.

Infantojuvenil

A feira traz extensa programação voltada à infância e à juventude, além de eventos cujo público-alvo são crianças e adolescentes, como contação de histórias e oficinas. Haverá, ainda, debates em torno da produção destinada a eles.

Autor de A Droga da Obediência (1984), livro inaugural da série Os Karas e sucesso entre os jovens há gerações, Pedro Bandeira participa de atividade das editoras Moderna e Salamandra, no sábado (30), às 15h. Ele apresentará as novas edições de outros três livros da série: A Droga do Amor, A Droga da Amizade e A Droga Americana, com sessão de autógrafos.

São Paulo (SP), 02/07/2024 - Criança folheia livro n'A Feira do Livro na Praça Charles Miller, no Pacaembu. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

No domingo (31), as autoras de Rainha Kambinda: a guardiã de culturas, Mariana Queiroz da Silva e Belisa Monteiro, conversam com o público sobre a sua produção literária infantojuvenil e as mestras da cultura popular que as inspiram. No Espaço Motiva, às 10h20, elas discutem ainda o papel da literatura na preservação das práticas culturais afro-brasileiras.

“As mestras das manifestações tradicionais carregam histórias marcadas pela luta, resistência e dedicação de séculos para manter vivas tradições que fazem parte da cultura brasileira. Escrever sobre elas é perpetuar suas memórias por meio das palavras, fazendo com que suas vozes ecoem e alcancem diferentes pessoas, gerações e territórios”, disse Mariana Queiroz. 

Para Belisa Monteiro, levar esse debate para A Feira do Livro é fundamental para ampliar o reconhecimento dessas mulheres como guardiãs da memória.

"A literatura e os espaços de discussão cultural têm um papel essencial na valorização das manifestações tradicionais, promovendo encontros entre diferentes atores e fortalecendo o respeito à diversidade cultural brasileira”.

Maternidade

Maternidade e saúde mental guiam debate, na tarde de sábado (30), às 15h, com a presença da ex-deputada e escritora catalã Mar García Puig. O festival marca o lançamento do romance A história dos vertebrados, em que sua experiência no puerpério leva à elaboração de um levantamento histórico sobre maternidade, ciência e política.

A autora narra os desdobramentos do dia em que deu à luz aos filhos gêmeos, ao mesmo tempo em que foi eleita deputada do parlamento espanhol. No Auditório Museu do Futebol, ela participa do debate ao lado da jornalista Marcella Franco, autora de Solo, obra infantojuvenil que trata da maternidade solitária, com ilustrações de Paula Schiavon.

“O argumento de Solo veio de duas experiências muito ricas. A primeira, claro, a maternidade solo de fato, que foi minha realidade por uma década. A outra foi a aproximação desse universo infantil de maneira profissional”, explicou Marcella Franco, que foi editora no suplemento infantojuvenil da Folha de S.Paulo.

Internacional

A presença latino-americana no festival literário, neste ano, será marcada por nomes da cena contemporânea, como a colombiana Pilar Quintana e a chilena do povo mapuche Daniela Catrileo. Além de Colômbia e Chile, o evento receberá autores da Argentina e do Uruguai.

No total, estão previstos 17 autores estrangeiros, vindos também da Nigéria, Rússia, França, Portugal, Espanha e Estados Unidos.

A lista dos convidados internacionais tem expoentes da ficção, como o italiano Sandro Veronesi; da não-ficção, como o também italiano Stefano Mancuso e a argentina Paula Sibilia; e da história contemporânea, como o português Rui Tavares e os norte-americanos Charles Duhigg e Norman Finkelstein.

Esportes

A bancada do programa esportivo-humorístico Falha de Cobertura, com Daniel Furlan e Caíto Mainier, estará no Palco da Praça, no domingo (7), mesmo dia das clássicas partidas de futebol em que autores e autoras se enfrentam no campo do Pacaembu. O público terá entrada livre na arquibancada para acompanhar os jogos.

O jornalista argentino Alejandro Droznes conversa com o historiador e ensaísta Fabio Luis Barbosa dos Santos sobre a história da América Latina e o futebol, a partir das 13h15 de quinta-feira (4), no Auditório Museu do Futebol.

Transporte gratuito

Durante o evento, serão oferecidas ao público vans gratuitas que farão o trajeto contínuo entre a Estação Paulista, da Linha 4-Amarela, e o local da feira. Os veículos estarão identificados com a marca Motiva, parceira do festival, e o embarque ocorrerá na saída do acesso Belas Artes, na Rua da Consolação. No dia 7 de junho, o transporte terá partida e retorno da estação Oscar Freire, em vez da estação Paulista.

O serviço funcionará em dois sentidos: para a ida, as vans partem da estação das 14h às 20h30 nos dias úteis e das 10h às 19h30 aos finais de semana e feriados; na volta, o trajeto até o metrô ocorre das 14h30 às 21h durante a semana e das 10h30 às 20h aos sábados, domingos e feriados.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF) 07/04/2026 - Indígenas de todo o país realizam marcha em Brasília em defesa de seus direitos Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nessa quinta-feira (28), a lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind), a primeira desse tipo no país. O projeto de lei é de autoria do próprio governo federal e teve aprovação concluída pelo Congresso Nacional no início de maio.

As atividades devem começar em 2027, com dez cursos nas áreas de formação de professores, saúde coletiva e indígena, além de gestão territorial e ambiental. A instituição deve atender até 2,8 mil estudantes em quatro anos.

De acordo com o presidente Lula, tal inciativa mostra que é possível, de forma civilizada, garantir a todos “os que habitam o planeta” seus direitos e sua participação. 

“O diploma é a garantia de que esse país está preparando a sua sociedade para ser tratada como cidadã de primeira linha. Todo mundo tem direito ao conhecimento, e esse conhecimento vai permitir que as pessoas façam coisas que antes não sabiam".

A criação da universidade era um sonho das lideranças indígenas brasileiras, enfatizou o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

"Será o local propício para a produção de conhecimento, que irá resultar na defesa dos direitos indígenas, no constante aperfeiçoamento da política pública para os povos indígenas e na consolidação da autoridade epistemológica indígena".

Segundo a deputada federal Sônia Guajajara (PSOL-SP), ex-ministra dos Povos Indígenas, a Unind terá sede em Brasília e, no futuro, contará com campi espalhados por diferentes regiões do Brasil. 

"Ela oferecerá ensino superior, pesquisa e extensão sob uma perspectiva cultural, valorizando saberes tradicionais, línguas ancestrais e práticas que colocam a relação entre o ser humano e a natureza no centro do saber", acrescentou a parlamentar.

De acordo com Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, o processo de diálogo para a construção do projeto da Unind é resultado de mais de 20 seminários regionais, ocorridos em todas as regiões do país, com professores, estudantes, indígenas e especialistas.

"Nós, povos indígenas, possuímos ciências, filosofias, sistemas linguísticos, tecnologias, sistemas agrícolas, conhecimento ambientais, formas próprias de ensinar e de compreender o mundo”, destacou Rita Potiguara, representante do fórum.

Ela destaca que a Universidade Federal Indígena será um espaço onde os conhecimentos tradicionais vão dialogar com as diferentes áreas das ciências contemporâneas. “[Será] um espaço onde as línguas indígenas terão força, presença e reconhecimento institucional". 

(Fonte: Agência Brasil)

Edifício sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

Foi publicada, nessa quarta-feira (27), a chamada pública aos interessados em participar da Rede Nacional de Certificadores (RNC), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As inscrições vão de 8 a 28 de junho pelo Sistema RNC. 

Os certificadores são profissionais que atuam como representantes e fiscais externos do Inep durante a aplicação de provas de larga escala, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), da Prova Nacional Docente (PND) e do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). 

A remuneração por dia de trabalho varia de R$ 510 a R$ 864, a depender do município. Podem se candidatar servidores públicos do Executivo federal e professores das redes públicas de ensino estaduais e municipais. É necessário ter concluído o ensino médio. 

Não é permitida a inscrição de quem possui cônjuge, companheiro ou parentes de até terceiro grau inscritos no Enem, na PND ou no Enamed. 

De acordo com o edital, a lista dos inscritos convocados para realizar o curso de capacitação está prevista para 27 de julho. O cronograma completo está disponível no edital. 

Os certificadores com inscrição confirmada poderão realizar o curso de capacitação, promovido pelo Inep na modalidade a distância, por meio de plataforma virtual, conforme o número de vagas disponíveis.

(Fonte: Agência Brasil) 

Uma iniciativa que alia a prática esportiva com aulas de reforço escolar para formar cidadãos. Em sua sétima edição, o Projeto Educação e Esporte – Escolinha de Futebol continua fazendo a diferença na vida de crianças do Bairro do Altos do Calhau, em São Luís. Com os patrocínios do governo do Estado e das Drogarias Globo, por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, o projeto tem caráter social e proporciona, gratuitamente, treinos de futebol e acompanhamento pedagógico para cerca de 60 crianças com idade entre 8 e 12 anos. 

A ideia principal do Projeto Educação e Esporte é facilitar o acesso das crianças ao esporte, ressaltando a importância dos estudos e mostrar como as duas atividades caminham juntas na formação pessoal para a cidadania. A prática do esporte, aliado ao reforço na educação, proporciona desenvolvimento físico e psicológico, facilitando a aprendizagem, o desenvolvimento de habilidades de concentração e a coordenação motora. 

“É uma satisfação imensa ver o sucesso de mais uma edição do Projeto Educação e Esporte, desta vez na região do Altos do Calhau. As crianças e seus familiares estão participando do projeto de uma maneira muito positiva, entendendo a importância dessa oportunidade para o desenvolvimento de uma sociedade melhor para todos, por meio do esporte e das atividades educacionais. Agradecemos mais uma vez ao governo do Estado e às Drogarias Globo por todo o suporte para que as atividades do Educação e Esporte sejam realizadas”, destaca Kléber Muniz, coordenador do projeto.  

Esta temporada do “Educação e Esporte” teve início em novembro do ano passado com o lançamento oficial do projeto. A solenidade ocorreu no campo na Associação do Altos do Calhau, local que, semanalmente, recebe as atividades esportivas e educacionais. Na ocasião, os alunos receberam kits individuais compostos por uniforme completo (camisa, calção e meião), chuteiras, bolsas, caneleiras, squeeze e agenda escolar. 

Projeto Educação e Esporte 

Em execução desde 2016, o projeto já atendeu mais de 350 crianças. O grande diferencial dessa iniciativa é justamente conseguir levar educação e esporte para as crianças. A dinâmica do projeto é bem simples: semanalmente, as crianças participam dos treinos de futebol acompanhados por profissionais de educação física. Paralelamente ao trabalho desenvolvido em campo, a garotada recebe acompanhamento educacional, com aulas que servem como uma espécie de reforço escolar. 

Vale destacar que, nos dias dos treinos, as crianças do projeto recebem acompanhamento de uma pedagoga e de profissionais de educação física. Além disso, eles ainda participam de um lanche coletivo.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Rio de Janeiro (RJ), 27/05/2026 – Gabriel Grossi e Hermeto Pascoal durante apresentação.
Foto: Produção Henesto Pascoal/Divulgação

Mais do que uma homenagem, o álbum Hermeto Universal, lançado na semana passada, é uma forma de espalhar o legado do compositor, arranjador e multi-instrumentista alagoano Hermeto Pascoal pelo mundo.

Para o músico Gabriel Grossi, um dos responsáveis pelo trabalho, é também um agradecimento pelo apoio que sempre recebeu e pelo aprendizado que teve ao lado de quem considera sua maior referência musical e um padrinho na arte.

“Eu sou um afilhado musical do Hermeto desde os meus 18 anos. O Hermeto me apadrinhou musicalmente. Depois que ele fez a passagem, senti uma necessidade urgente de homenageá-lo”, contou Gabriel Grossi, em entrevista à Agência Brasil.

Considerado um dos maiores músicos de harmônica ou gaita do mundo, Grossi contou que Hermeto o inspirou em vários aspectos. 

“É mais que um compositor. É um criador de uma escola musical. A maneira de compor influenciou praticamente todos os músicos instrumentais brasileiros que vieram na sequência”, completou.

Conspiração do destino

O ponto de partida para realizar o álbum foi uma sucessão de coincidências. O pianista francês Laurent Coulondre, reconhecido como um dos principais nomes do jazz europeu contemporâneo, chegou ao Rio de Janeiro justamente no dia do funeral de Hermeto Pascoal. 

Emocionado, Coulondre acompanhou as cerimônias de enterro do músico com Gabriel Grossi.

Dois dias depois, Michael League, líder do grupo Snarky Puppy, que estava na cidade, chamou Gabriel para tocar em um show que faria na casa de espetáculos Vivo Rio. Admirador do trabalho do alagoano, Michael dedicou a apresentação a Hermeto.

Os três voltaram a se encontrar na Espanha, por coincidência. Michael mora no país europeu, onde Gabriel tinha uma turnê marcada. Laurent também estava de passagem por lá. 

“Foi tudo conspirando para a gente estar junto”, disse Gabriel, acrescentando que fez a parte de produção e arranjos em um trabalho à distância com o pianista francês durante um mês.

Os três se reuniram no estúdio de Michael, na Espanha, e, em dois dias de dezembro do ano passado, gravaram o material com o propósito de difundir o legado de Hermeto Pascoal.

“A gente gravou já pensando nos convidados, que a gente chamou depois de dois meses, e isso foi incrementando o disco. É uma homenagem muito universal mesmo. O Hermeto chamava a música dele de universal”, informou Grossi.

Rio de Janeiro (RJ), 27/05/2026 –  Os quatro músicos que produziram, fizeram arranjos e participaram do disco da direita para a esquerda: Gabriel Grossi, Laurent Coloundre, Michael League e Ruy López.
Foto: Universal/Divulgação
Músicos da direita para a esquerda: Gabruel Grossi, Laurent Coloundre, Michael League e Ruy López

14 faixas

As participações especiais são internacionais em sua maioria, com exceção da cantora brasileira Vanessa Moreno e do percussionista Fábio, filho de Hermeto.

As 14 faixas do disco lançado nas plataformas digitais são releituras de obras de Hermeto e composições inéditas dedicadas a ele. 

A lista inclui uma música de grande importância para Gabriel, uma criação dos dois, feita quando as suas filhas gêmeas estavam para nascer. Hermeto batizou a canção com os nomes das meninas: Catarina e Teresa. A faixa encerra o disco de forma simbólica e afetiva. 

“Foi um presente da vida. Além de ter o privilégio de poder compor uma música com ele, homenagear as minhas filhas. Um presente gigante”, contou.

As meninas também participam do álbum em uma composição de Gabriel. 

“Fiquei harmonizando tudo que falavam, então, além da música que fiz com Hermeto, tem essa que é meio brincando com elas falando, o que o Hermeto chamava de som da aura. Para ele, qualquer ruído, qualquer fala podia ser transformada em música. Elas adoraram”.

Para Gabriel, Hermeto era mestre em quebrar os roteiros, ao fazer as improvisações inesperadas, que surgiam conforme a inspiração no momento. 

“É o jeito que ele enxergava a música, que é justamente de desbravar, não ter limites e se arriscar”.

Rio de Janeiro (RJ), 27/05/2026 –  Capa do álbum Hermeto Universal.
Capa Eduardo Serra/Universal
Capa do álbum

Convidados

Além de ter Gabriel e Laurent na produção e na assinatura dos arranjos, o álbum conta com um elenco internacional de destaque, que inclui a banda de Michael League e o renomado baterista cubano Ruy López Nussa. 

O projeto reúne ainda participações especiais de importantes nomes da música instrumental contemporânea. Entre eles, Chris Potter, Varijashree Venugopal, Ibrahim Maalouf, Jorge Pardo, Baptiste Herbin, Christelle Raquillet, Laura Dausse e Ambre Coulondre Dausse, filha de Laurent.

A releitura de Chorinho Pra Ele, uma das principais referências na obra de Hermeto Pascoal, pelo alto grau de exigência técnica, foi escolhida para abrir o disco.

O começo da série de shows para o lançamento de Hermeto Universal nos palcos está previsto para agosto no Brasil. Na sequência, em 2027, a turnê deve passar por diversos países da Europa.

(Fonte: Agência Brasil)