Nove por cento dos professores da educação básica pública no Brasil não tinham qualificação completa em 2024 e 2025, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nessa terça-feira (29). O percentual é próximo à média dos países da organização, de 9,1%. O indicador considera professores sem diploma, sem certificação ou sem formação pedagógica.
O Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance) aponta que a contratação de professores sem as qualificações consideradas padrão ocorre frequentemente em razão da escassez de profissionais. A publicação deste ano analisa as causas da falta de docentes e seus impactos nos sistemas educacionais.
No Brasil, a falta de professores é mais acentuada em determinadas regiões e disciplinas. Segundo a OCDE, as dificuldades de recrutamento costumam ser maiores em áreas remotas ou mais vulneráveis
“O professor é decisivo para a aprendizagem. É ele quem percebe onde cada estudante encontra dificuldades, adapta o ensino e ajuda a transformar conhecimento em possibilidades de vida. Por isso, valorizar os professores é uma escolha sobre o futuro do Brasil", disse o superintendente-executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques.
Mais professores
Apesar da redução no número de estudantes, o Brasil ampliou o número de professores nos anos iniciais do ensino fundamental. Entre 2015 e 2024, o número de docentes cresceu 4%, enquanto as matrículas caíram 7%.
Nos países da OCDE, o número de professores das escolas primárias públicas e privadas aumentou, em média, 13% no período, enquanto o número de alunos cresceu 2%.
A OCDE projeta que o número de crianças de 5 a 14 anos no Brasil diminuirá 3% entre 2024 e 2033. A tendência, caso outras políticas permaneçam inalteradas, deve reduzir a demanda por professores.
Formação e permanência
Para o superintendente-executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, a questão não deve ser analisada apenas pelo número de professores formados.
“É preciso saber quem chega à escola, com que formação, para ensinar qual disciplina, em que território e por quanto tempo consegue permanecer”, afirmou.
O relatório mostra que a saída de profissionais também contribui para a escassez. No Brasil, 10,3% dos professores plenamente qualificados deixaram a profissão em 2022, por aposentadoria ou demissão. Nos países da OCDE, a taxa média foi de 6,4% no ano letivo de 2024-2025.
Segundo Henriques, o indicador não significa necessariamente que todos os profissionais tenham abandonado a docência. Parte deles pode ter migrado, por exemplo, para escolas privadas. Ainda assim, o dado representa um desafio para a permanência de professores nas redes públicas.
Salários e condições de trabalho
A OCDE aponta que salários, condições de trabalho, relacionamento com estudantes e famílias, clima escolar, autonomia profissional e reconhecimento público influenciam a atratividade da carreira docente.
No Brasil, 44,3% dos professores dos anos finais do ensino fundamental estavam satisfeitos com as condições de trabalho em 2022. A média dos países da OCDE era de 68,4%.
Em relação aos salários, 22,3% dos docentes brasileiros estavam satisfeitos, contra 38,7% na média da organização.
O Ministério da Educação (MEC) afirma que mantém uma política de valorização salarial e destaca o Piso Nacional do Magistério, atualmente em R$ 5.130,63.
Políticas para a docência
Como resposta à escassez, o MEC cita o programa Mais Professores para o Brasil, criado em 2025, com ações voltadas à valorização da carreira docente.
Outra iniciativa é o Pé-de-Meia Licenciaturas, voltado à atração de estudantes para os cursos de formação de professores. Segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini, o programa aumentou em 106% as matrículas de estudantes de alto desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em cursos de licenciatura entre 2024 e 2026.
“Com o Pé-de-Meia Licenciaturas, aumentamos em 106% as matrículas de estudantes de alto desempenho no Enem, de 2024 a 2026. Cada vez mais, jovens estão enxergando na docência um projeto de vida”, avaliou Barchini, em nota à imprensa.
Entre as medidas de formação, o MEC cita ainda o acompanhamento anual da qualidade dos cursos de licenciatura por meio do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o fortalecimento do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e a reformulação da formação inicial.
“Ainda há desafios históricos a enfrentar, mas o Brasil voltou a ter uma política estruturada, contínua e abrangente para formar, atrair, reconhecer e valorizar seus professores”, afirmou Barchini.
Segunda carreira
A entrada na docência de profissionais que já trabalharam em outras áreas é apontada pela OCDE como uma estratégia para enfrentar a escassez de professores.
No Brasil, 11,5% dos docentes dos anos finais do ensino fundamental estavam em uma segunda carreira em 2024. A média entre os países da OCDE era de 8,4%.
O Panorama da Educação é publicado, anualmente, pela OCDE e reúne indicadores que permitem comparar os sistemas educacionais dos países participantes. O Brasil participa da publicação desde 1997. No país, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é responsável pelo tratamento dos dados e pelo cálculo dos indicadores nacionais.
Os semifinalistas da 68ª edição do Prêmio Jabuti foram anunciados, nessa terça-feira (29), pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A cerimônia de entrega dos prêmios será em 27 de outubro, na Sala São Paulo, em evento para convidados na capital paulista. Haverá transmissão ao vivo pelo canal da CBL no YouTube.
Além do Livro do Ano, são 23 categorias, distribuídas em quatro eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.
A edição deste ano conta com 4.675 obras e projetos inscritos.
No eixo Literatura, estão Conto, Crônica, Escritor Estreante – Poesia, Escritor Estreante – Romance, Histórias em Quadrinhos, Infantil, Juvenil, Poesia, Romance de Entretenimento e Romance Literário.
Em Não Ficção, as categorias são Artes, Biografia e Reportagem, Economia Criativa, Educação, Negócios e Saúde e Bem-estar.
O eixo Produção Editorial reúne Capa, Ilustração, Projeto Gráfico e Tradução.
Já o eixo Inovação abrange Incentivo à Leitura – Cultura Digital, Incentivo à Leitura – Projeto e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.
A presidente da CBL, Sevani Matos, ressalta que “chegar à etapa dos semifinalistas é um momento importante do Prêmio Jabuti, porque dá visibilidade ao trabalho de autores, ilustradores, editores e demais profissionais envolvidos na criação e circulação dos livros”.
Votação popular
O público também começou a votar, desde ontem (29/9), nos dez semifinalistas de Incentivo à Leitura – Cultura Digital, nova categoria voltada a criadores de conteúdo em plataformas digitais que contribuem para valorizar o livro e estimular a leitura. A votação continua até 9 de outubro, às 12h. Os cinco finalistas serão anunciados em 14 de outubro.
O curador do Prêmio Jabuti, Hubert Alquéres, destaca que "a nova categoria reconhece uma transformação importante na relação entre livros e leitores”.
“As plataformas digitais se tornaram espaços de descoberta, recomendação e formação de comunidades de leitura”, avalia.
Esta 68ª edição traz, também, uma mudança relevante na disputa pelo Livro do Ano, principal distinção da premiação. A partir deste ano, obras inscritas nas categorias Escritor Estreante – Poesia e Escritor Estreante – Romance passam a concorrer ao título.
Além da estatueta e do prêmio de R$ 70 mil, o vencedor do Livro do Ano poderá escolher participar de uma das principais feiras internacionais do livro: Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara, com despesas custeadas pela CBL e uma programação de palestras e encontros profissionais durante o evento.
Os vencedores de cada uma das 23 categorias receberão a estatueta do Jabuti e um prêmio de R$ 5 mil.
Confira a lista dos semifinalistas abaixo:
Eixo: Literatura
Conto
Título: Anatomia de um nariz | Autor(a): Roberto Atihé Curan | Editora(s): Patuá
Título: Ao quase, com amor: cartas e contos | Autor(a): Eve Rojas | Editora(s): Patuá
Título: A sombra da mentira | Autor(a): Rodrigo Sena Magalhães | Editora(s): Patuá
Título: Cartografia para caminhos incertos | Autor(a): Ian Fraser | Editora(s): Intrínseca
Título: Instruções para desaparecer devagar | Autor(a): Flávia Iriarte | Editora(s): Faria e Silva
Título: Moeda de troca | Autor(a): Lucas Mota | Editora(s): Rocco
Título: Na sombra do lagarto | Autor(a): Maria Filomena Lepecki | Editora(s): Oito e Meio
Título: O tesouro de Joaquim Nabuco | Autor(a): Fernando Lomardo | Editora(s): Obra Independente
Título: Para Elisa | Autor(a): Roberto Denser | Editora(s): O Grifo
Título: Quincas Borba e o Nosferatu: de como o resoluto filósofo e seu relutante assistente Brás Cubas enfrentam o diabólico conde Drácula para salvar a impulsiva Capitu | Autor(a): Edson Aran | Editora(s): Faria e Silva
Título: No rastro de Estela | Autor(a): Amanda Julieta | Editora(s): Boto-cor-de-rosa livros arte e café
Título: Uma delicada coleção de ausências | Autor(a): Aline Bei | Editora(s): Companhia das Letras
Título: Vez em quando, Billie Holiday | Autor(a): Evandro Affonso Ferreira | Editora(s): Record
Título: Visita ao pai | Autor(a): Cristovão Tezza | Editora(s): Companhia das Letras
Eixo: Não Ficção
Artes
Título: Abdias, intérprete do Brasil: textos sobre raça e cultura brasileira de 1940 a 1990 | Autor(a): Tulio Custódio (Organizador) | Editora(s): Todavia
Título: Amazônia negra: as imagens da cor do (in)visível | Autor(a): Marcela Bonfim| Editora(s): Igrá Kniga
Título: Expediente | Autor(a): André Sanches | Editora(s): Voar
Título: Histórias da ecologia | Autor(a): Adriano Pedrosa, André Mesquita, Isabella Rjeille (Organizadores) | Editora(s): MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
Título: O devorador: Zé Celso, vida e arte | Autor(a): Claudio Leal (Organizador) | Editora(s): Edições Sesc São Paulo
Título: Teatro Experimental do Negro: histórias, críticas e outros dramas | Autor(a): Guilherme Diniz | Editora(s): Temporal
Título: A audácia dos invertidos: as estratégias de sobrevivência e visibilidade LGBTI+ no Rio de Janeiro e sua importância no Brasil (1950-1990) | Autor(a): Rodrigo Faour | Editora(s): Record
Título: Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros | Autor(a): Felipe Nunes | Editora(s): Globo
Título: Coisa de rico: A vida dos endinheirados brasileiros | Autor(a): Michel Alcoforado | Editora(s): Todavia
Título: Crentes: pequeno manual sobre um grande fenômeno | Autor(a): Guilherme Damasceno, Juliano Spyer, Raphael Khalil | Editora(s): Record
Título: João Gilberto e a insurreição bossa nova: outros lados da história | Autor(a): Tárik de Souza | Editora(s): L&PM
Título: Oswald de Andrade: mau selvagem | Autor(a): Lira Neto | Editora(s): Companhia das Letras
Título: Quem é essa mulher?: uma biografia de Zuzu Angel | Autor(a): Virginia Siqueira Starling | Editora(s): Todavia
Título: Rei: o livro sobre o homem incomparável a quem tentam se comparar há 70 anos | Autor(a): Paulo Vinicius Coelho | Editora(s): Planeta do Brasil
Título: Roberto Marinho: a Globo na ditadura: dos festivais às bombas no Riocentro | Autor(a): Leonencio Nossa | Editora(s): Nova Fronteira
Título: Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio | Autor(a): Ruy Castro | Editora(s): Companhia das Letras
Economia Criativa
Título: A (r)evolução das habilidades para o futuro do trabalho na era da inteligência artificial | Autor(a): Martha Gabriel | Editora(s): Senac São Paulo
Título: Caminhos para a transição do sistema agroalimentar: desafios para o Brasil | Autor(a): Arilson Favareto, Ricardo Abramovay | Editora(s): Senac São Paulo
Título: Contribuições a uma agenda de políticas públicas meso e microeconômicas no Brasil | Autor(a): Anita Kon (Organizadora) | Editora(s): CRV
Título: Economia azul e cidades: uma introdução | Autor(a): Rinaldo Gama, Tomas Alvim (Organizadores) | Editora(s): BEĨ
Título: Fazer cinema no Brasil: mercado, políticas públicas e ecossistema empreendedor cultural | Autor(a): Fernando Antonio Prado Gimenez | Editora(s): Caravana Grupo Editorial
Título: Gestão cultural baseada em evidências: por onde começar | Autor(a): Beth Ponte, Daniele Canedo | Editora(s): SESC São Paulo
Título: Inovação com propósito: negócios com impacto social | Autor(a): Caio Flavio Stettiner, Clayton Alves Cunha, Clayton Pedro Capellari (Organizadores) | Editora(s): Belas Artes
Título: Menos 1 lixo para uma vida mais sustentável | Autor(a): Fe Cortez, Wagner Andrade | Editora(s): Senac São Paulo
Título: Renda Básica Viável: Para o Governo e o Congresso reduzirem a alta desigualdade de renda no Brasil | Autor(a): Walter Barretto Jr. | Editora(s): Obra Independente
Título: A esperança a gente planta | Autor(a): Alexandre Coimbra | Editora(s): Planeta do Brasil
Título: A Faculdade de Educação e a Formação Docente na USP | Autor(a): Bruno Bontempi Júnior, Diana Gonçalves Vidal | Editora(s): Edusp (Editora da Universidade de São Paulo)
Título: Agora o meu chão são as nuvens: as famílias contemporâneas e os desafios na educação de crianças e adolescentes | Autor(a): Hugo Monteiro Ferreira | Editora(s): Autêntica
Título: Aprendizado incidental: o poder do lifewide learning: desperte para as oportunidades de aprendizado que já existem em sua vida e potencialize seu desenvolvimento | Autor(a): Conrado Schlochauer | Editora(s): Gente
Título: Atlas da Amazônia brasileira: um retrato abrangente e atual da Amazônia brasileira com mais de 300 mapas e ilustrações | Autor(a): Clovis Luciano Teixeira | Editora(s): Obra Independente
Título: Aula como conversa: transformando o jeito de ensinar e de aprender | Autor(a): Sergio Felipe Moraes | Editora(s): Obra Independente
Título: Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade | Autor(a): Manuel Alves de Sousa Junior | Editora(s): Schreiben
Título: Contos de fadas – modos de ser e de usar: educação, arte, psicanálise | Autor(a): Katia Canton | Editora(s): Panda Educação
Título: Inspiração Griot: por uma educação antirracista | Autor(a): Sinara Rúbia | Editora(s): Malê Edições
Título: Saberes indígenas: considerações ancestrais para o futuro da educação infantil | Autor(a): Auritha Tabajara, Claudia Castilho, Kathia Castilho (Organizadores) | Editora(s): Estação das Letras e Cores
Negócios
Título: Brasil e Mundo Árabe: negócios, marketing e Diplomacia Econômica Ampliada | Autor(a): Rubens Hannun | Editora(s): Novo Século
Título: Como investir em criptos?: é possível ganhar nesse mercado? | Autor(a): Paulo Vitor Jordão da Gama Silva | Editora(s): Appris
Título: De galinha a gavião: como impulsionar o voo da economia brasileira | Autor(a): Juliana Rosa | Editora(s): Nova Fronteira
Título: De volta ao jogo: A história de sucesso, dramas e viradas do BTG Pactual | Autor(a): Ariane Abdallah | Editora(s): Portfolio-Penguin
Título: Estado, economia, desafios fiscais e reformas estruturais no Brasil: textos em homenagem a Eduardo Guardia | Autor(a): Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi, Pedro S. Malan (Organizadores) | Editora(s): História Real
Título: Faça o teu melhor: aprimorar a competência recusar a mediocridade exuberar a vida | Autor(a): Mario Sergio Cortella | Editora(s): Planeta do Brasil
Título: Governança regenerativa: uma evolução do sistema de governança para enfrentar os desafios do mundo em transição | Autor(a): Gabriela Blanchet | Editora(s): Bambual
Título: Menos Forecast, Mais Foresight: A arte e a ciência de moldar o amanhã em tempos incertos | Autor(a): Glaucia Guarcello | Editora(s): Alínea
Título: Não se esqueça!: 50 memorandos sobre gestão e liderança com propósito, comprometimento e proatividade | Autor(a): Mario Sergio Cortella | Editora(s): Record
Título: O manual da empresa antirracista: como transformar a sua empresa em uma potência que luta por todos | Autor(a): Adriana Alves | Editora(s): Planeta do Brasil
Saúde e Bem-Estar
Título: A paixão pela mentira: a família e as tiranias | Autor(a): Paulo Schiller | Editora(s): Todavia
Título: A revolução da longevidade: vivemos mais do que nunca. Mas estamos preparados para isso? | Autor(a): Alexandre Kalache | Editora(s): Vestígio
Título: As dores da adolescência: como atender, acolher e cuidar | Autor(a): Carolina Delboni | Editora(s): Summus Editorial
Título: Barros & Fonseca: medicina da dor: princípios e práticas | Autor(a): Carlos Marcelo de Barros, Paulo Renato da Fonseca | Editora(s): Atheneu
Título: Coisa de menino?: uma conversa sobre masculinidade, sexualidade, misoginia e paternidade | Autor(a): Contardo Calligaris “em memória”, Maria Homem | Editora(s): Papirus 7 Mares
Título: Eu só existo no olhar do outro?: um encontro entre psicanalistas para pensar o amor e a existência | Autor(a): Ana Suy, Christian Dunker | Editora(s): Planeta do Brasil
Título: Manual de cuidados paliativos na atenção primária e atenção domiciliar | Autor(a): Caroline Silveira, Kamila Vieira, Renata Meiga (Editoras) | Editora(s): Atheneu
Título: O dilema das galinhas felizes: diálogos sobre a ciência da felicidade | Autor(a): Gustavo Arns, Leandro Karnal | Editora(s): Record
Título: Por que a esquerda morreu?: e o que devemos fazer para ressuscitá-la | Autor(a): Jessé Souza | Editora(s): Civilização Brasileira
Título: Por que os seres humanos sofrem?: Uma teoria psicológica dos direitos fundamentais | Autor(a): Adilson José Moreira | Editora(s): Autêntica
Eixo: Produção Editorial
Capa
Título: Abel Rodríguez (Mogaje Guihu): a árvore da vida e da abundância | Capista: Gabriela Marques de Castro, Gustavo Marchetti, Paulo André Rodilhano Chagas | Editora(s): MASP - (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
Título: Anônimos: móvel moderno brasileiro além dos ícones | Capista: Daniel Brito | Editora(s): Olhares
Título: Ficção completa de Edgar Allan Poe | Capista: Eduardo Lustosa Belga | Editora(s): Nova Fronteira
Título: Frans Krajcberg | Capista: Alles Blau | Editora(s): MASP - (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
Título: Histórias da diversidade LGBTQIA+ | Capista: Paula Tinoco, Roderico Souza | Editora(s): MASP - (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
Título: Mano a Mano | Capista: Alceu Chiesorin Nunes | Editora(s): Companhia das Letras
Título: O devorador: Zé Celso, vida e arte | Capista: Mateus Valadares | Editora(s): Sesc São Paulo
Título: O Idiota | Capista: Vicente Pessôa | Editora(s): Clube de Literatura Clássica
Título: Outros navios | Capista: Rafael Simões | Editora(s): Sesc São Paulo
Título: Vaqueiro de gibão | Capista: Beatriz Matuck | Editora(s): Deu na Telha
Ilustração
Título: A torre | Ilustrador(a): Marcelo Cipis | Editora(s): FTD
Título: Faz colher e borda o cabo | Responsável: Gabriel Gutierrez, Ubiratã Trindade | Editora(s): Centro Cultural Vale do Maranhão
Título: Leonilson: diários de uma voz: trechos transcritos | Responsável: Ana Lenice Dias Fonseca da Silva, Gabriel Dias Clemente, Herbert Frederico Ferrari Allucci, Leonardo Birche de Carvalho, Renata Rendelucci Allucci | Editora(s): Sociedade Amigos do Projeto Leonilson
Título: MMXXV: Klaus Mitteldorf | Responsável: Marcos Pereira de Almeida | Editora(s): Conjunto 31 design & branding, Terra Virgens Edições
Título: O cantar de Roldão: chanson de Roland | Tradutor(a): Ronald Costa | Editora(s): Ateliê Editorial, EDUFU (Editora da Universidade Federal de Uberlândia)
Título: O cavaleiro de bronze e outros contos e versos | Tradutor(a): Rubens Figueiredo | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras
A cientista Denise Pires de Carvalho assumirá, nos próximos dias, o cargo de vice-diretora-geral de Ciências da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). É a primeira vez que a cadeira é ocupada pelo Brasil desde a criação da ONU em 1945.
Ao fazer a indicação, a Unesco destacou a experiência da cientista em liderança e gestão de pesquisa e avaliação de programas de pesquisa e cooperação científica internacional e afirmou que o trabalho dela “abordou dimensões sociais da ciência, incluindo acesso equitativo, igualdade de gênero e governança institucional inclusiva”.
Atual presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise afirma que chega à Unesco com o mesmo olhar que o Brasil teve para a ciência nos últimos anos, com reforço do multilateralismo e de uma ciência voltada para as pessoas.
“Nesses últimos três anos, o que o Brasil fez, a Capes fez, foi defender a interação sul-sul no nível da pós-graduação, internacionalizar cada vez mais os programas de pós-graduação do país, interagindo com a América Latina e o Caribe, com os países da África, para além de toda a cooperação que nós já fazíamos", disse.
Denise também destacou o papel da ciência no desenvolvimento dos países, especialmente os mais pobres. Ela defende que não há saída para o Brasil se tornar um país desenvolvido que não seja por meio da ciência.
“Quem nega a ciência, nega o desenvolvimento da nação. Não há país independente sem universidades. Não há país independente sem ciência. E o Brasil começou muito tardiamente esse processo de verdadeira independência. Todos os países mais desenvolvidos do mundo são mais desenvolvidos porque investiram em ciência”, disse.
Quem é Denise Pires de Carvalho
Denise Pires de Carvalho é médica com mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde também é professora titular do departamento de Biofísica. Em 2019, tornou-se a primeira mulher reitora da UFRJ.
A cientista atuou também como secretária de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) de 2023 a 2024. Em fevereiro de 2024, assumiu a Presidência da Capes. Atualmente, preside, também, o Conselho Científico do Institut de Recherche pour le Développement (IRD), da França, e participa de redes de cooperação acadêmica e científica de alcance regional e global.
As inscrições para o edital de Ciclos de Saberes de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes do Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Cultura (MinC) têm início ao meio-dia desta terça-feira (29), no horário de Brasília, e terminará às 23h59 do sábado (4 de outubro).
A seleção tem o objetivo de promover e difundir os fazeres das culturas populares brasileiras articulados ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária.
A iniciativa federal reconhece os mestres das culturas tradicionais, populares e das artes como agentes de formação cultural porque são detentores de conhecimentos fundamentais para a preservação, transmissão e valorização da diversidade cultural brasileira.
Por isso, os projetos deverão fortalecer os vínculos entre as comunidades regionais, as escolas públicas e o ensino superior para promover a circulação de saberes, o reconhecimento dos territórios culturais e a construção coletiva do conhecimento.
Quem pode participar
Podem participar dessa chamada pública exclusivamente as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). Cada uma delas poderá apresentar apenas uma proposta, que deve conter a parceria obrigatória mestras e mestres das culturas tradicionais e populares e das artes.
A parceria entre as instituições federais e os e mestres das culturas tradicionais poderá ser firmada individualmente ou por meio de associações, coletivos, Pontos de Cultura, Escolas Livres ou organizações que os representem.
As propostas enviadas também deverão contar com a participação de secretarias de Educação ou escolas públicas de educação básica.
Linhas de atuação
Os projetos deverão desenvolver ações integradas nas três linhas de atuação:
· atividades realizadas nas Ifes, como oficinas, vivências, rodas de conversa, seminários, apresentações culturais, pesquisas participativas e outras atividades formativas conduzidas por mestres de cultura e a comunidade acadêmica.
· atividades nos territórios das mestras e dos mestres, por meio de visitas orientadas, intercâmbios, imersões e atividades nos espaços de vida, criação e atuação dos mestres, como comunidades, terreiros, associações culturais. As atividades deverão promover a aproximação entre ensino superior, escola e comunidade para valorizar a produção e a transmissão dos conhecimentos tradicionais;
· atividades nas escolas públicas, com a realização de oficinas, residências, vivências, rodas de conversa, apresentações culturais com o objetivo de estimular o diálogo entre gerações, a valorização das culturas populares e tradicionais e a formação de estudantes e professores.
Categorias de investimentos
O investimento total previsto para a iniciativa é de R$ 5 milhões.
No momento da inscrição, a Instituição Federal de Ensino Superior deverá optar por uma das categorias de apoio.
1. categoria A: propostas de grande porte com articulação regional, atingindo múltiplos territórios e diversas formas de saberes tradicionais. Aqui, o orçamento é de até R$ 500 mil por proposta, com limite total de até sete projetos selecionados. Entre as exigências, o projeto deve envolver, no mínimo, dez mestres das culturas tradicionais; atuar em, pelo menos, três municípios diferentes e levar ações a, pelo menos, cinco escolas públicas;
2. categoria B: propostas focadas no contexto local da instituição, voltadas para o fortalecimento direto de uma comunidade ou município específico. O orçamento é de até R$ 250 mil por proposta, com limite total de até seis projetos selecionados. O projeto deve envolver, no mínimo, cinco mestres; atuar em, pelo menos, um município e levar ações a, pelo menos, três escolas públicas.
No mínimo, 40% do valor total do projeto deverão ser destinado ao pagamento dos mestres de cultura participantes. O prazo de execução dos projetos é de até 12 meses.
Critérios de seleção
As propostas serão avaliadas por comitê técnico de avaliação e seleção.
O edital garante uma vaga para a proposta mais bem classificada de cada uma das cinco macrorregiões brasileiras (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul), desde que obtenha a pontuação mínima exigida. A seleção dos projetos observará critérios de descentralização territorial e equilíbrio regional.
A documentação necessária para a inscrição está disponível no edital.
O ensino de um conjunto de disciplinas conhecidas como Stem (ciência, tecnologia, engenharia e matemática, na sigla em inglês) requer formação constante de professores, para além dos investimentos necessários em infraestrutura.
A avaliação é defendida pelos autores do Panorama da Educação Stem no Brasil. O levantamento faz uma análise de como ciência, tecnologia, engenharia e matemática estão sendo incorporadas à educação básica brasileira.
Os pesquisadores buscaram informações de seis capitais: Manaus, Belém, João Pessoa, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.
O levantamento é organizado pela Fundação Carlos Chagas, instituição sem fins lucrativos que atua na área de concursos públicos e pesquisas educacionais, em parceria com o British Council, entidade do Reino Unido voltada a relações culturais e oportunidades educacionais.
A pesquisadora Sandra Unbehaum, coordenadora do estudo, enfatiza que, para o ensino de Stem, não basta infraestrutura, como computador nas escolas.
“É preciso investir na formação de profissionais de um modo profundo e constante”, diz à Agência Brasil.
Ela ressalta que a formação dos professores precisa ser vista como “parte do trabalho” deles, algo que fazem dentro da jornada. A pesquisadora contextualiza que muitos professores no país vivenciam a realidade de “atuar em mais de uma escola ou ter número excessivo de turmas e alunos”.
“A formação não pode ser pontual, não pode ser somente para professores que conseguem articular o seu tempo de trabalho e de formação”, defende.
Ela inclui a necessidade de a capacitação não ser exclusivamente a distância. “É importante, mas eu entendo que formação aprofundada se dá também na troca presencial”.
Acesso para evitar desigualdade
Outro ponto destacado pela pesquisadora é que a infraestrutura necessária para o ensino de Stem, como computadores, equipamentos tecnológicos, acesso à internet e suporte técnico, seja igual entre as diversas regiões do país, para evitar desigualdades.
“A falta de acesso adequado a toda tecnologia hoje disponível, que deveria ser democraticamente disponível para todos, vai contribuir para uma desigualdade educacional. Isso ainda é um desafio muito grande”.
Sandra Unbehaum ressalta que a educação Stem tem “papel estruturante” na formação básica.
“Pode redefinir a forma como o conhecimento é construído, deixando de ser um comportamento passivo e individual para se tornar uma aprendizagem investigativa e aplicável”.
Ela aponta queesse conhecimento é fundamental para preparar os estudantes brasileiros para os desafios atuais, como a era da inteligência artificial (IA) e a busca de soluções para a questão climática.
“Em relação à IA, uma abordagem Stem deve contribuir para o desenvolvimento de um pensamento crítico, questionador, de maneira a propiciar um uso responsável”, defende.
Ela acrescenta queo ensino de ciência, tecnologia, engenharia e matemática nas escolas precisa ser integrado, sem que sejam “gavetas separadas”.
Desafios
Ao longo das 170 páginas do relatório, os pesquisadores citam desafios encontrados, como o reconhecimento, por parte dos próprios professores, de “certa resistência às tecnologias”. Falta de conhecimento técnico e insegurança estão entre as hipóteses mencionadas.
Em Manaus, por exemplo, foi apresentada a dificuldade de ter professores com licenciaturas específicas, fazendo com que o professor de educação física dê aula de ciências, ou o professor de ciências dê aula de matemática. “São situações pontuais, mas que acontecem”, escreve o panorama.
Em Curitiba, foi encontrada elevada taxa de rotatividade docente nos anos finais, que leva a “sequelas”, como “fratura a um trabalho contínuo e coletivamente construído no interior da escola”.
Boas práticas
Os pesquisadores destacaram boas práticas encontradas nas seis capitais analisadas:
Manaus: jogos de tabuleiro e dinâmicas sem dispositivos eletrônicos, ou seja, “desplugadas”, para ensinar lógica de programação e pensamento computacional. Indo além, Centros de Tecnologias Educacionais promovem a inclusão de escolas ribeirinhas com conexão via satélite.
Belém: desenvolvimento de óculos de realidade virtual de baixo custo feitos com fibra de miriti (matéria-prima tradicional da região) para apoiar o ensino de geometria, aliando cultura local e tecnologia.
João Pessoa: forte investimento em infraestrutura e conectividade, além de “imersões tecnológicas”, nas quais professores passam por períodos intensivos aprendendo a integrar tecnologia às aulas.
São Paulo: formadores de Tecnologia para Aprendizagem como multiplicadores nas diretorias de ensino e desenvolvimento de iniciativas em parceria com instituições externas, entre elas a Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, para implementação do Programa de Aprendizagem Construcionista.
Curitiba: aplicação do conceito de Cidade Educadora por meio dos Faróis do Saber, adaptados como espaços maker (aprender fazendo) com impressoras 3D e cortadoras a laser, além da criação do Farol Móvel para circular com recursos tecnológicos pelas salas de aula.
Rio de Janeiro
Na capital fluminense, foram destacados os Ginásios Educacionais Tecnológicos (GET), iniciativa criada em 2022 que transforma escolas em espaços vocacionados com abordagem interdisciplinar entre matérias.
A rede municipal de ensino da cidade conta com 317 GETs e espera chegar a 350 até o fim do ano, atendendo a 150 mil estudantes.
A professora de história Vanini Bernardes Costa de Lima dá aulas no GET Ceará, no Bairro de Inhaúma, zona norte carioca. Ela conta que o foco do ensino na unidade é a integração das matérias Stem e também artes, alterando a sigla para Steam.
Vanini apresenta o exemplo do “colaboratório”, um laboratório maker equipado com impressoras 3D, placas de robótica, óculos de realidade virtual, máquinas de corte e computadores.
“Neste espaço, nossos alunos e alunas resolvem problemas reais de forma colaborativa, integrando esses diversos saberes”, diz ela à Agência Brasil.
Ela acrescenta que o investimento em profissionais qualificados e recursos permite que “cada estudante desenvolva potencialidades que, antes, ficavam ocultas em modelos tradicionais”.
A professora aponta ainda que a metodologia de ensino incentiva a participação das meninas nas áreas Steam.
“As alunas têm espaço e escuta. Acredito que esta política as incentiva a perceber que podem e devem ocupar os lugares que quiserem”, conclui.
Além da teoria
Manuela Calixto de Lira Bernardo Abreu, de 15 anos, é estudante do 9º ano na unidade. Ela considera que a tecnologia empregada no GET a faz ter mais interesse pelas aulas e não deixa os alunos “só na teoria”.
“Temos a oportunidade de pesquisar, criar projetos e usar ferramentas diferentes. Eu gosto bastante da modelagem 3D, por exemplo, porque podemos transformar uma ideia em algo que conseguimos visualizar e desenvolver”, cita.
Para ela, o ensino Steam ganha cada vez mais importância em um mundo permeado pela IA.
“Acho que precisamos aprender a entender e usar essas tecnologias, e não apenas consumir o que elas oferecem”, diz a estudante.
O secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Hugo Nepomuceno, sustenta que os GETs fornecem protagonismo estudantil e “mão na massa”.
“Os estudantes têm a oportunidade de desenvolver projetos interdisciplinares que vão além do livro didático”, pontua.
À Agência Brasil, ele destaca que os GETs provocam impacto direto no entorno escolar.
“A proposta é aproximar tecnologia e conhecimento do cotidiano das famílias e fortalecer a relação das escolas com seus territórios".
Os candidatos que estão em lista de espera na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), realizada em 2025, já podem conferir a nova lista de classificação para ocupação das vagas remanescentes de convocações anteriores do certame.
O resultado foi publicado pela Fundação Escola Nacional de Administração Pública, vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), no Diário Oficial da União dessa sexta-feira (25).
As vagas descritas são para cargos de nível intermediário e superior.
Distribuição e critérios de vagas
O edital da Enap nº 260/2026 distribui as vagas entre os órgãos e entidades participantes do CNU 2025, com quantitativos destinados à ampla concorrência e às vagas reservadas por cotas.
A publicação com o nome de cada candidato traz a ordem de classificação, conforme a nota final alcançada; a disponibilidade das demais pessoas nas listas de espera vigentes no certame; as modalidades de concorrência previstas (ampla concorrência, cotas raciais, indígenas, pessoas com deficiência) e demais critérios de alternância aplicáveis às vagas reservadas.
Ordem de preferência e eliminação
Quando os candidatos se inscreveram no CNU 2025, escolheram uma ordem de preferência entre os cargos do seu bloco temático, para caso fossem aprovados nas etapas de provas objetivas e discursivas.
Agora, se o aprovado for convocado para a primeira opção de cargo (maior preferência), o sistema do concurso o eliminará das demais opções, ou seja, dos cargos de menor preferência para os quais já tinha sido aprovado.
Este processo permite abrir “espaço” na fila para que outros candidatos da lista de espera sejam chamados para ocupar esses cargos de menor preferência.
Mas a regra não se aplica caso o candidato aprovado já tenha sido nomeado para um desses outros cargos até a data de publicação do novo edital.
Próximas etapas
O edital explica que o resultado definitivo para os candidatos aprovados em cargos para os quais são previstas as fases 5, 6 e a Segunda Etapa fica condicionado à conclusão dos procedimentos previstos para cada fase ou etapa.
A fase 5, para os cargos de nível superior que preveem essa exigência, é da avaliação de títulos. A etapa tem caráter classificatório.
A fase 6 compreende os procedimentos de validação e heteroidentificação. Este procedimento verifica presencialmente ou por banca de análise documental a condição autodeclarada pelos candidatos concorrentes às vagas reservadas. São as pessoas pretas ou pardas; pessoas indígenas e quilombolas e pessoas com deficiência (PcD).
A segunda etapa do concurso não se aplica a todos os cargos. Ela é destinada estritamente às carreiras que exigem formação complementar para o exercício da função pública.
O edital também informa que as pessoas aprovadas dentro do número de vagas remanescentes que solicitaram reclassificação para a última posição da lista do respectivo cargo ou especialidade terão seus resultados publicados em edital específico.
Acompanhamento
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) avisa que todos os classificados devem acompanhar os atos de convocação de cada órgão federal participante do CNU 2025, que tem procedimentos e prazos próprios.
CNU 2025
A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado, realizada no segundo semestre de 2025, ofertou, inicialmente, 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais.
Os cargos públicos foram agrupados em nove blocos temáticos. Os cargos de cada bloco puderam ser escolhidos conforme a ordem de preferência indicada no momento da inscrição do candidato.
Do total de vagas do chamado Enem dos Concursos, 3.144 vagas foram destinadas a cargos de nível superior e 508 a cargos de nível intermediário.
Nesse processo seletivo, o Ministério da Gestão ainda adotou o mecanismo de equiparação de gênero, com o objetivo de garantir que o número de mulheres aprovadas para a fase discursiva do certame fosse proporcional ao de candidatos homens.
A medida inédita resultou na participação de mais de 24 mil mulheres, cerca de 57% dos convocados, nas provas.
A 16ª edição da Festa Literária das Periferias vai até domingo (27), no centro do Rio de Janeiro. A programação é realizada na Praça Tiradentes e no Teatro Carlos Gomes.
Este ano, o tema do festival é As Filhas das Filhas das Filhas, que dá destaque ao feminismo negro.
Segundo os organizadores, o festival quer que o público reflita sobre as heranças que atravessam gerações, sobre as histórias que resistem ao apagamento e sobre as mulheres que, ao longo do tempo, deram à luz a muito mais do que filhos, produzindo comunidades, saberes, linguagens, territórios e futuros.
O diretor da Flup, Julio Ludemir, afirma que o tema "nos remete à grande revolução em curso no Brasil, decorrente das ações afirmativas”.
Ele destaca que grandes mulheres, como a escritora e filósofa Djamila Ribeiro, tiveram como antepassados trabalhadoras domésticas.
“A Kehinde, grande personagem da Ana Maria Gonçalves [no livro Um Defeito de Cor], se libertou através de uma capacidade extraordinária de empreender muito própria das mulheres negras brasileiras. As Filhas das Filhas das Filhas é uma grande homenagem a essa revolução que o Brasil pôde assistir em uma geração de ações afirmativas”, disse Ludemir.
Para o diretor da Flup, Ana Maria Gonçalves escreveu o livro mais importante da história da literatura brasileira.
“Não à toa, ela foi a primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras. Desde 2018, a Flup tem sido cada vez mais ligada ao feminismo negro, que é a grande novidade política, cultural, artística, sociológica, que está mudando a sociedade a partir da sua base”.
Programação
No sábado (26), o jornalista Chico Regueira entrevista o intelectual Nei Lopes no Teatro Carlos Gomes, no evento A cidade inventada pelo samba, das 14h às 15h30.
Às 16h, Ana Maria Gonçalves e Jurema Werneck entrevistam Kimberlé Crenshaw, a criadora do conceito de interseccionalidade.
No domingo (27), às 14h, haverá debate com Linn da Quebrada e Vita Pereira, com mediação de Artur Amaro, no evento Ninguém poderia me parir senão eu mesma.
Às 16h, haverá o debate Quando existíamos apenas nós e Ubirajara Fidalgo: Precisamos celebrar o legado dos nossos, com Antonio Pitanga, Dom Filó e Helena Theodoro, com mediação de Sabrina Fidalgo.
Os resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2026 estão disponíveis para conferência no painel de resultados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os resultados referem-se às matrículas presenciais efetivas na educação básica das redes estaduais e municipais de educação e estão apresentados em ordem alfabética dos Estados.
Os responsáveis pelo envio dos dados têm agora 30 dias para corrigir erros, por meio do Sistema EducaCenso do Inep.
Cronograma
O cronograma prevê que, no dia 11 de dezembro, deverá ocorrer o envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
As informações são usadas no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais estatísticas da Educação Básica está programada para 1º de fevereiro de 2027.
Situação dos alunos
Em 1º de fevereiro de 2027, tem início a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da situação do aluno.
Nesta fase, o diretor ou responsável pela escola deverá coletar as informações sobre rendimento e movimento escolar daqueles estudantes que foram declarados na primeira etapa, incluindo dados de aprovação, reprovação, abandono e transferência.
O período de coleta termina no dia 12 de março de 2027.
E a partir de 1º de abril de 2027, as taxas preliminares de rendimento escolar e os relatórios por escola estarão disponíveis para conferência.
Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.
Censo Escolar
Os dados no Censo Escolar servem para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas educacionais, além de servir de referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.
A Federação de Futsal do Maranhão (Fefusma) inicia, nesta sexta-feira (25), o Campeonato Maranhense de Futsal 2026, principal competição da modalidade no Estado. De acordo com a tabela divulgada pela Fefusma, o Estadual vai começar com a disputa das categorias ímpares da Regional Sul, que será realizada na cidade de Balsas.
As primeiras rodadas do Regional Sul do Maranhense de Futsal 2026 terão 35 jogos entre sexta-feira (25) e domingo (27), com promessa de fortes emoções e muitos gols. Os confrontos de abertura do Estadual ocorrem em três locais: o Ginásio Municipal Rei Pelé, o Ginásio do Colégio Militar Tiradentes e o Ginásio do Complexo Esportivo Educar.
Na Regional Sul do Maranhense de Futsal 2026, serão disputados jogos das categorias Sub-7, Sub-9, Sub-11, Sub-13 e Sub-15. Os torneios Sub-17 e Sub-19, por sua vez, terão início nas próximas regionais da competição estadual.
O Campeonato Maranhense de Futsal 2026 começa a sua disputa com sete categorias ímpares, que terão a participação de 138 equipes de 24 municípios e, aproximadamente, 2 mil atletas inscritos. A Fefusma informa que 272 jogos estão previstos nas quatro regionais, cujas sedes serão as cidades de São Luís, Santa Luzia, Imperatriz e Balsas.
Siga as redes sociais oficiais da Federação de Futsal do Maranhão (Fefusma) no Instagram e no Facebook (@fefusma) e fique por dentro de todos os detalhes do Campeonato Maranhense de Futsal 2026.
TABELA DE JOGOS
Sexta-feira (25/9) – Ginásio Municipal Rei Pelé
15h45 – AABF Dom Bosco (Balsas) X K10 Magnus Futsal (Balsas) (Sub-7)
16h40 – K10 Magnus Futsal (Balsas) X Focus Chute Certo (Balsas) (Sub-9)
17h30 – K10 Magnus Futsal (Balsas) X Focus Chute Certo (Balsas) (Sub-11)
18h15 – Focus Chute Certo (Balsas) X K10 Magnus Futsal (Balsas) (Sub-13)
Sábado (26/9) – Ginásio Municipal Rei Pelé
8h – Balsas Futsal AABF (Balsas) X AABF Brazukas (Fort. dos Nogueiras) (Sub-15)
8h50 – AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) X Focus Chute Certo (Balsas) (Sub-15) 9h40 – AABF Castelo do Saber (Imperatriz) X Focus Educar (Balsas) (Sub-13)
10h30 – AABF Castelo do Saber (Balsas) X AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) (Sub-9) 11h10 – Focus Chute Certo (Balsas) X AABF CT Junior Queiroz (Carolina) (Sub-9)
11h50 – Focus Educar (Balsas) X AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) (Sub-11)
12h40 – AABF Castelo do Saber (Balsas) X K10 Magnus Futsal (Balsas) (Sub-11)
Sábado (26/9) – Ginásio Colégio Militar Tiradentes
14h – K10 Magnus Futsal (Balsas) X Focus Chute Certo (Balsas) (Sub-7)
14h40 – AABF Castelo do Saber (Balsas) X K10 Magnus Futsal (Balsas) (Sub-9)
15h20 – AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) X AABF CT Junior Queiroz (Carolina) (Sub-9)
16h – AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) X Balsas Futsal (Balsas) (Sub-11)
16h50 – Focus Educar (Balsas) X AABF Brazukas (Fortaleza dos Nogueiras) (Sub-13)
17h40 – AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) X Focus Chute Certo (Balsas) (Sub-13)
18h30 – AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) X K10 Magnus Futsal (Balsas) (Sub-9)
19h10 – AABF Brazukas (Fortaleza dos Nogueiras) X AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) (Sub-15)
Domingo (27/9) – Ginásio do Complexo Esportivo Educar
8h – K10 Magnus Futsal (Balsas) X AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) (Sub-13)
9h – AABF Brazukas (Fortaleza dos Nogueiras) X AABF Castelo do Saber (Imperatriz) (Sub-13)
9h45 – Focus Chute Certo (Balsas) X AABF Castelo do Saber (Balsas) (Sub-11)
10h30 – Balsas Futsal (Balsas) X Focus Educar (Balsas) (Sub-11)
11h15 – AABF Castelo do Saber (Balsas) X Focus Chute Certo (Balsas) (Sub-9)
12h – AABF CT Junior Queiroz (Carolina) X K10 Magnus Futsal (Balsas) (Sub-9)
12h45 – Focus Chute Certo (Balsas) X AABF Dom Bosco (Balsas) (Sub-7)
13h30 – AABF Brazukas (Fortaleza dos Nogueiras) X Focus Chute Certo (Balsas) (Sub-15)
14h15 – Balsas Futsal AABF (Balsas) X AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) (Sub-15) 15h – 1º Colocado Grupo D X 2º Colocado Grupo E (Sub-13)
15h45 – 1º Colocado Grupo E X 2º Colocado Grupo D (Sub-13)
16h30 – Focus Chute Certo (Balsas) X AABF Gol de Letra Educar (São Raimundo das Mangabeiras) (Sub-9) 17h15 – AABF CT Junior Queiroz (Carolina) X AABF Castelo do Saber (Balsas) (Sub-9)
18h – 1º Colocado Grupo A X 2º Colocado Grupo C (Sub-11)
18h45 – 1º Colocado Grupo C X 2º Colocado Grupo A (Sub-11)
De acordo com a Lei nº 15.518/2026, estudantes de cursos de licenciatura poderão receber bolsas de iniciação à docência para participar de atividades de formação em escolas públicas.
As ações serão desenvolvidas por instituições de ensino superior, em parceria com redes públicas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Os projetos deverão ser apresentados pelas instituições de ensino superior e terão foco na formação prática dos futuros docentes. A legislação prevê convênios e acordos de cooperação para a execução das atividades.
Entre os objetivos do programa, estão incentivar a formação de professores em nível superior para a educação básica, contribuir para a valorização do magistério e elevar a qualidade dos cursos de licenciatura. A proposta também busca aproximar a educação superior da realidade das escolas públicas.
A lei estabelece que poderão ser apoiadas ações voltadas às diferentes etapas e modalidades da educação básica, com destaque para educação do campo, indígena, quilombola, de jovens e adultos (EJA).
Bolsas
O número de bolsas ofertadas será definido de acordo com a disponibilidade orçamentária e regulamentação da Capes. O programa contará com cinco modalidades de bolsas:
iniciação à docência – destinada a estudantes de licenciatura;
supervisão – a professores da rede pública que acompanham os bolsistas nas escolas;
coordenação de área – a docentes responsáveis pelos subprojetos;
coordenação de área de gestão de processos educacionais – ao apoio pedagógico e administrativo do programa nas instituições participantes;
coordenação institucional – aos responsáveis pela coordenação geral dos projetos nas instituições de ensino superior.
Além das atividades voltadas à formação de professores, o programa também poderá apoiar projetos relacionados à gestão educacional e às diferentes etapas e modalidades da educação básica.
A expectativa do governo é que a iniciativa contribua para a melhoria da formação docente e para o fortalecimento da educação pública no país.