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Paraty, 23/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty 2026. Foto: Flip/Divulgação

A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) anunciou, nessa terça-feira (23), o programa completo de sua 24ª edição, de 22 a 26 de julho, que terá a poeta Orides Fontela como homenageada. Entre os destaques, estão a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF); Milton Hatoum, eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL) no ano passado; e a angolana Ana Paula Tavares, vencedora do Prêmio Camões 2025.

Ao todo, são 21 mesas literárias no programa oficial, com a curadoria literária de Rita Palmeira. Autores nacionais e internacionais vão discutir questões do mundo contemporâneo, como as guerras, as migrações forçadas, transformações políticas e sociais, os conflitos geracionais e identitários.

Nesta edição, uma escolha relevante foi por ampliar a diversidade geográfica e cultural dos convidados, reunindo escritores de diferentes países e trajetórias, inclusive em situação de exílio. 

Parte significativa dos autores, segundo destacou a curadoria, convida os leitores a pensar na casa – como metáfora que abarca a família ou o país – como território instável.

Nomes que refletem essa decisão curatorial incluem Hisham Matar, nascido nos Estados Unidos e de origem líbia, cujo pai foi sequestrado e mantido em uma prisão na Líbia devido à oposição ao regime de Muammar Gaddafi; e a luso-angolana Djaimilia Pereira de Almeida, que traz a experiência diaspórica africana.

Segundo a curadoria, esse desenraizamento que percorre os autores da edição remete ao momento político contemporâneo, mas também ao “bem-vindo universo de instabilidade da palavra, característico da poesia”.

Há ainda, entre os convidados internacionais, a mauriciana Nathacha Appanah, a congolesa Ève Guerra, a argentina Julieta Correa, a catalã Eva Baltasar, a alemã Carmen Stephan, a inglesa Zadie Smith, o argelino Kamel Daoud e o guatemalteco Eduardo Halfon.

Honrar Orides

No que diz respeito à vida de Orides Fontela, homenageada deste ano, a curadoria ressalta que a precariedade material enfrentada por ela ao longo dos anos deixou-a sem casa, no sentido literal do termo. Diante disso, a decisão de reunir autores que escrevem a partir da instabilidade foi uma forma de honrar a memória de Orides e de sua poesia.

A poeta renovou o Modernismo e abriu as portas para a contemporaneidade, mencionou a curadoria. Orides Fontela (1940-1998), natural de São João da Boa Vista, São Paulo, tem a obra conhecida pelo rigor formal com a língua e pela recepção entusiasmada da crítica.

Entre seus livros, estão Alba, vencedor do Prêmio Jabuti em 1983, e Teia, que lhe rendeu prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) em 1996. Em 2026, a Editora Hedra relança as obras da autora.

A literatura brasileira de autoria feminina, tanto em prosa quanto em poesia, ocupa lugar de destaque na programação, com escritoras importantes desta geração, como Andrea del Fuego, Paulliny Tort, Bethânia Pires Amaro, Mateus Baldi e Paloma Vidal.

Ciclo da autora homenageada

A Flip e o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc/SP realizam, pelo décimo ano consecutivo, o Ciclo da Autora Homenageada, na capital paulista, entre os dias 25 e 27 de junho. Em quatro encontros, a série de debates convida autores, poetas e especialistas na obra de Orides Fontela, permitindo um aprendizado mais aprofundado acerca da trajetória de vida e da obra da autora.

Entre os participantes, estão Alcides Villaça, Olgária Matos, Patrícia Lavelle, Ivan Marques, Paulo Henriques Britto, Tatiana Pequeno, Ana Estaregui, Isabela Bosi e Nina Rizzi. A entrada é gratuita mediante retirada de senha com uma hora de antecedência na bilheteria do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc/SP.

Programa Educativo

A organização ressalta que as programações da Flipinha, FlipZona e FlipEduca reafirmam o compromisso da Flip com a formação de leitores, a valorização dos saberes do território e a ampliação do acesso à literatura por meio de experiências voltadas a crianças, jovens, educadores e comunidade.

Durante a 24ª Flip, o Programa Educativo ocupará a quadra, localizada em frente à Praça da Matriz, com uma programação de encontros literários, oficinas, apresentações artísticas, contação de histórias, atividades formativas e mediação de leitura.

Conforme tradição da Festa Literária, haverá a 20ª edição da Regata INP, em parceria com o Instituto Náutico de Paraty (INP), com embarcações de crianças e um percurso pela baía, com saída da Praia do Pontal. O objetivo é valorizar a cultura náutica local, a memória caiçara e o vínculo da Flip com o território.

Programação paralela

Com realização paralela ao Programa Principal, programações variadas ocorrem nas Casas Parceiras da Flip. Até o momento, são 41 casas com eventos, cuja curadoria é independente ou compartilhada, durante toda a festa. Essa é ainda uma oportunidade de visitação às construções históricas da cidade, onde as Casas Parceiras se instalam.

Entre as parceiras com curadoria compartilhada, Rita Palmeira citou a Casa da Cultura, equipamento cultural público de Paraty, que funciona em um casarão de 1754; o Cinema da Praça, que celebra o encontro da literatura com o cinema no espaço público; a Casa Motiva, que promove conteúdos em diálogo com o Programa Principal e com o território.

A parceria Flip+ Motiva, desde 2023, continua com a ação de transporte - fluviomarinho e terrestre - gratuito para moradores de 23 comunidades do entorno de Paraty até o local de realização da festa. A iniciativa, que tem o objetivo de incentivar a participação da população paratiense na Flip, atendeu mais de 3 mil pessoas no ano passado.

Praça Aberta

A Praça Aberta, há quase uma década, ocupa a margem esquerda do rio Perequê-açu durante a festa, com mais eventos da programação paralela. No local, estão as editoras e autores independentes, espaços parceiros, instituições e coletivos locais. Nesta edição, a praça terá também um telão para a transmissão ao vivo e gratuita dos eventos do Programa Principal.

Leitura na Praça

A iniciativa Leitura na Praça acontece no gramado da Igreja de Santa Rita, de quinta-feira a domingo, reforçando a leitura como prática coletiva, de descoberta e convivência.

Em parceria com a Estante Virtual, a Oficinar, a Reserva Mini e a revista Piauí, o espaço é dedicado para incentivar a formação de novos leitores e o compartilhamento do momento de leitura, além de promover o acesso aos livros e a troca de exemplares entre o público.

Programa  principal

A Festa Literária ocorrerá de quarta-feira a domingo, de 22 a 26 de julho. As mesas do programa oficial se realizam no Auditório da Matriz e são transmitidas ao vivo no telão da Praça, na Praça da Matriz; na Casa Patrimônio, localizada no Largo da Santa Rita; pelo site e YouTube da Flip e pelo canal Arte1.

Na sexta-feira e no sábado, a última mesa do dia será às 19h. E, no domingo, serão apresentadas três mesas: às 10h, às 12h e às 15h30. Todas as mesas do Programa Principal contam com interpretação em Libras, audiodescrição e tradução simultânea para o público do auditório da Matriz.

Parte dos ingressos de cada mesa do Programa Principal é oferecida com valores diferenciados: 10% distribuídos gratuitamente e 20% vendidos a preços menores e antecipadamente, todos disponibilizados para a comunidade paratiense.

Venda antecipada de ingressos para paratienses: de terça-feira (23) até as 17h de quinta-feira (25), no Paraty Tours, Avenida Roberto Silveira, nº 479. Ingressos disponíveis para o público em geral a partir de sexta-feira (26), pelo site da Flip.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 23/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - 25 anos sem Milton Santos. Foto: Acervo IEB-USP/Divulgação

Vinte e cinco anos após a morte de Milton Santos, completados nesta quarta-feira (24), seu legado está sendo reescrito a partir de um labirinto de papéis guardados na Universidade de São Paulo (USP). Pesquisas recentes no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP), onde está depositado o acervo de Santos com cerca de 60 mil itens, têm trazido à tona faces pouco conhecidas do pensador. 

Depois da implementação das cotas raciais nas universidades, uma nova geração de estudantes passou a exigir uma reformulação nas pesquisas sobre a participação dos intelectuais negros na formação do pensamento brasileiro. A análise é do professor do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e pesquisador de Milton Santos, Maurício Costa.

“A conquista das cotas raciais nas universidades públicas do Brasil permitiu não só o acesso a mais pessoas negras à universidade, mas fundamentalmente um processo de reformulação do conhecimento. De olhar para o conhecimento e dizer: onde estão os autores negros aqui?", aponta. 

Esse movimento tem impactado os novos estudos sobre Milton Santos, que, agora, estão indo além dos temas acadêmicos tradicionalmente relacionados a ele, como a reformulação da geografia e a globalização. Os estudos passaram a investigar também a relação do pensador com a área política, o movimento negro, as periferias, e o período em que esteve nos países africanos.

“Ele escreveu, por exemplo, sobre o continente africano, no momento onde tinha pouquíssima gente no Brasil falando sobre esse tema. Especialmente escrevendo sobre a África, tendo visitado o continente. Esses são aspectos que não estão tratados [até agora] na vida e na obra do professor”, diz.

Maurício Costa aponta que Milton Santos foi um dos primeiros pensadores brasileiros a ler e falar sobre a obra de Frantz Fanon, referência de muitos movimentos negros, e de escrever sobre questões raciais logo em seus primeiros livros.

“Ele foi talvez um dos primeiros autores brasileiros que leu a obra do Fanon, que tem sido muito resgatada recentemente, mas que tinha sido pouco lida. Inclusive por conta de questões raciais que atravessavam as estruturas, as instituições do Brasil. E ele falou sobre isso em diversos momentos da vida dele. O primeiro livro dele, O Povoamento da Bahia, é um livro que aborda questões raciais”, ressalta.

O pesquisador cita, ainda, outro livro escrito por Santos, a partir das viagens que ele fez para a África, na década de 50. Chamado Marianne em Preto e Branco, é um relato de viagem a partir de artigos que ele escreveu para jornais à época, que também abordam questões raciais.

Autor de pesquisa em desenvolvimento sobre a centralidade da periferia no pensamento de Milton Santos, Maurício Costa destaca ainda que, após voltar do exílio, nos anos 1970, Milton Santos passou a ter uma atuação mais política.

“Explicitamente, o livro Espaço do Cidadão é uma obra que ele organiza para intervir no debate da Constituição de 1988. É um livro que é feito também por essa chave, para dizer o seguinte: onde é que está a questão do território na elaboração política que nós estamos fazendo?”.

Movimento Negro

Brasília (DF), 23/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - 25 anos sem Milton Santos. Foto: Acervo IEB-USP/Divulgação

Para o professor da Universidade Federal da Integração Latino-americana (Unila) Sérgio Henrique de Oliveira, as novas pesquisas nos materiais do acervo de Milton Santos desmontam um mito de que o pensador nunca foi militante do movimento negro. Oliveira aponta que, a partir das novas informações, o intelectual pode ser considerado um elaborador de ideias sobre a exclusão do negro não só no Brasil, mas em outros lugares do mundo.

“Descobertas recentes revelaram muita coisa. Uma delas é que existia um mito de que Milton Santos nunca foi militante do movimento negro, nunca defendeu as causas do movimento negro. Mas, se a gente prestar atenção, já é bem presente a ideia de militância dele no movimento negro, mas não como uma militância mais tradicional. Mas uma intervenção dele no movimento a partir de ideias e de muitos debates que ele participou”, destaca.

Ele cita, por exemplo, as pesquisas que Milton fez na Bahia, além da experiência do pensador nos países africanos, que "têm trazido à tona novamente a ideia de militância do Milton negro" e da participação dele como "elaborador da exclusão do negro no Brasil e em outros lugares do mundo”, complementa.

Oliveira afirma ainda que, além do Milton negro, pouco estudado, há também um Milton social. O pensador elaborou uma base teórica sobre território, periferia e direitos que passou a ser fundamental para os movimentos sociais brasileiros. Não por acaso, ele é referência de organizações como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que reiteradamente homenageiam Milton Santos em assentamentos e ocupações. 

“Uma ideia muito fundamental que o Milton traz em um pequeno livro chamado O Espaço do Cidadão é que, no Brasil, apenas uma pequena quantidade de privilegiados vai ter o que ele chama de cidadania. E a imensa massa, não. Ele vai dizer o seguinte: não ter cidadania é um elemento central que movimenta essas populações”, diz Oliveira.

Milton na periferia

A ex-aluna de Milton Santos, geógrafa e coordenadora do Movimento Negro Unificado (MNU), Regina Lucia Santos, destaca como os conceitos do intelectual chegam, na prática, às comunidades periféricas. 

“Eu faço muito a esse paralelo com as ideias de Milton Santos. O povo negro da periferia nem sabe da existência do movimento negro, eu estou dizendo na regra geral. Mas eles acabam vivendo muito a luta, muito as proposições que o movimento negro faz”.

Segundo Regina, os conceitos niltonianos de redes invisíveis de solidariedade mútua e as formas criativas de enfrentar a escassez sempre estiveram presentes no cotidiano das comunidades periféricas. 

“A gente não passou a discutir território nem a centralidade da periferia, como Milton coloca, mas a gente passou a discutir com a população. A levar não só a discussão, mas a levar a nossa ação para o território dizendo: é aqui que vocês têm que se organizar, porque é aqui que a vida de vocês acontece”, diz. 

Quem foi Milton Santos?

Brasília (DF), 23/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - 25 anos sem Milton Santos. Foto: Acervo IEB-USP/Divulgação

Geógrafo, escritor, cientista, jornalista, advogado e professor, Milton Santos é considerado um dos intelectuais mais relevantes do século XX. Nascido em 3 de maio de 1926, em Brotas de Macaúbas, na Bahia, tornou-se um dos principais nomes da geografia mundial. Ele concluiu o bacharelado na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o doutorado na Universidade de Strasbourg, na França.

Exilado durante a ditadura militar, lecionou em universidades na Europa, África e América Latina, antes de retornar ao Brasil, onde consolidou sua produção intelectual. Foi professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de São Paulo (USP).

Enfrentou o racismo estrutural dentro da academia e construiu uma obra que redefiniu a forma de compreender o espaço geográfico, articulando economia, política e sociedade. Ele se tornou inspiração e referência para outros intelectuais negros.

Falecido em 2001, aos 75 anos, as ideias de Milton Santos continuam sendo referência para análises socioeconômicas no Brasil e no mundo, com sua teoria aparecendo em pesquisas que abordam desde às dinâmicas urbanas em Gana, na África, até Londres e Paris, na Europa.   

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 04/06/2025 – Alunos em sala de aula no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 001, no Catete, na zona sul da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Conselho Nacional de Educação (CNE) alterou diretrizes do ensino integral na educação básica e definiu prazo até 31 de outubro para que cada rede atualize suas normas. 

A medida está publicada na edição desta terça-feira (23) do Diário Oficial da União.

Pelo novo texto, Estados, municípios e o Distrito Federal deverão revisar e atualizar todos os atos normativos que regulamentam a educação integral, como resoluções, portarias, diretrizes curriculares, regimentos escolares e projetos pedagógicos.

Esses atos deverão passar pelos respectivos conselhos de Educação e seguir orientações do Ministério da Educação.

(Fonte: Agência Brasil)

Roda de Samba,Bairro da Glória recebe mais uma edição do projeto

Cantores, pesquisadores, gestores públicos e lideranças culturais se reúnem no Rio, até 24 de junho, no 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba. A finalidade é discutir desafios, potências e o papel dessa manifestação no cenário cultural brasileiro.

O encontro começa nesta segunda-feira (22), no Palácio Gustavo Capanema e no Renascença Clube, e propõe reflexão sobre economia criativa, patrimônio cultural, memória, participação social, ocupação dos espaços públicos e desenvolvimento territorial.

De acordo com o Ministério da Cultura (MinC), organizador do seminário, as rodas de samba compõem importantes redes de sociabilidade, criação de renda, circulação cultural e preservação das tradições afro-brasileiras. 

O secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, conta que a ideia do encontro surgiu a partir de uma reunião do ministério com representantes das rodas de samba para debater a manifestação como importante fenômeno da vida cultural brasileira e para ampliar o conhecimento sobre as políticas públicas dentro do setor.

“As rodas de samba têm uma rede muito grande de produção cultural em todo o país. Elas atuam na preservação das nossas tradições, fazem a transmissão dos saberes entre as gerações do samba”.

Segundo ele, este é um momento para ser inovador e valorizar a cultura do samba. “A partir do seminário, a gente vai conseguir articular ideias para políticas públicas com instrumentos de proteção”,
A programação inclui debates com nomes como Helena Theodoro, Tadeu Kaçula, Nilcemar Nogueira, Aline Calixto, Rafa Rafuagi, Zé Luiz do Império, Rogério Familia, Marina Iris, Thiago Carvalho, além de representantes do Ministério da Cultura, Funarte, Iphan e instituições parceiras.

No dia 24 de junho, o seminário será encerrado no Renascença Clube com uma mesa reunindo Nei Lopes, Teresa Cristina, Moacyr Luz e Márcio Tavares. Na sequência, haverá roda de samba comandada por Marcelinho Moreira em homenagem à Tia Surica.

(Fonte: Agência Brasil)

Alunos em sala de aula. Foto: Sam Balye/Unsplash

Os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 tem até as 23 horas e 59 minutos desta segunda-feira (22) para pagar os R$ 85 da taxa de inscrição.

A Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) pode ser obtida na Página do Participante no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os participantes devem usar a senha cadastrada no portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

Meios de pagamento

O pagamento pode ser feito em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários, por meio de Pix, cartão de crédito, débito em conta-corrente ou poupança.

Não serão aceitos pagamentos de inscrições por depósito em caixa eletrônico, via postal, transferência ou depósito em conta-corrente, nem ordem de pagamento.

Sem devolução de valor

O Inep avisa que o valor referente ao pagamento da taxa de inscrição não será devolvido, se realizado em duplicidade ou se for diferente de R$ 85.

Assim como não será devolvido o pagamento da taxa de inscrição, exceto em caso de cancelamento desta edição do Enem.

O edital do exame esclarece que é proibido transferir o valor referente ao pagamento da taxa de inscrição do Enem para outro participante.

Isentos do Enem

No Enem 2026, o Inep concedeu gratuidade para pessoas dos seguintes perfis e, por isso, não será criada GRU Cobrança para pagamento:

  • alunos matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026;
  • estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda familiar de até 1,5 salário-mínimo por pessoa;
  • participantes do programa Pé-de-Meia do Ministério da Educação (MEC).
  • pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, pertencentes a famílias de baixa renda e com registro no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
  • aqueles que usarão os resultados das provas para solicitar o certificado de conclusão do ensino médio e têm registro no CadÚnico.

Cronograma do Enem 2026

O Ministério da Educação (MEC) e o Inep decidiram ampliar o prazo para pagamento da taxa. Assim, um novo calendário foi elaborado:

  • novo prazo para pagamento da taxa de inscrição: de 25 de maio a 22 de junho;
  • resposta à solicitação de atendimento especializado: 26 de junho;
  • recurso à negativa de atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho;
  • resultado do recurso: 10 de julho;
  • aplicação das provas: 8 e 15 de novembro.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

(Fonte: Agência Brasil)

O Conselho Regional de Educação Física do Maranhão (Cref21/MA) abriu inscrições para um novo concurso público com oportunidades para candidatos de níveis médio e superior para provimento de vaga e formação de cadastro de reserva do quadro de pessoal do Cref21/MA. De acordo com o edital do certame, as vagas disponíveis estão distribuídas entre as cidades de São Luís, Imperatriz e Caxias. Os salários variam de R$ 3.184,76 a R$ 5.573,33, além de benefícios como vale-alimentação, vale-transporte e auxílio-saúde. 

Para o nível médio, há vagas para o cargo de técnico-administrativo. Já para o nível superior, foram ofertadas oportunidades para os seguintes cargos: advogado, agente de Orientação e Fiscalização, analista de Recursos Humanos e contador. 

Os interessados em concorrer aos cargos podem se inscrever até o dia 5 de agosto, exclusivamente pelo site do Instituto Quadrix (https://quadrix.org.br/informacoes/3060/). O valor das taxas de participação varia, sendo R$ 60 para cargos de nível médio e R$ 63 para os de nível superior. 

Provas

A seleção dos candidatos do concurso público do Cref21/MA terá duas etapas. A primeira é a realização de prova objetiva para os cargos de nível médio e de provas objetiva e discursiva para os cargos de nível superior. A segunda etapa corresponde à avaliação de títulos, exclusivamente para os cargos de nível superior. 

A aplicação das provas para todos os cargos ocorrerá no dia 13 de setembro de 2026, nas cidades de São Luís e de Imperatriz, somente no turno vespertino. 

(Fonte: Assessoria de imprensa)

São Paulo (SP), 26/11/2024 - Apresentação do novo prédio do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP) .  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) recebe candidaturas de jovens para seu programa Pré-Universitário, de ensino artístico-cultural e preparação de portfólios na área. São elegíveis estudantes que têm bolsas em suas escolas.

Estão sendo ofertadas 20 vagas. A idade mínima para participar é de 14 anos.

Pioneiro no Brasil com essa proposta, o programa explora, este ano, a arte contemporânea, isto é, criações de artistas ainda em atividade ou com obras bastante atuais. As aulas serão realizadas de 13 a 24 de julho, de manhã e à tarde, sendo conduzidas por especialistas em diversas subáreas da economia criativa, como preservação de acervo, curadoria e comunicação.

Os jovens selecionados terão contato não somente com o acervo do próprio Masp, mas com artistas que abrirão as portas de seus ateliês para apresentar seus processos criativos. Um dos objetivos da instituição é fomentar debates e reflexões sobre temáticas que permeiam e impregnam a arte contemporânea, como decolonialidade, moda enquanto ferramenta política e inteligência artificial.

A segunda semana será reservada à elaboração de portfólios, que poderão servir aos jovens em candidaturas universitárias. Cada participante terá acompanhamento individual de artistas e curadores e direito a compartilhar a compilação de seus trabalhos com convidados, ao finalizá-la.

A participação no programa garante um certificado e uma carta de recomendação personalizada, em português e em inglês, item útil para quem planeja ter mais projeção internacional. As candidatas e os candidatos deverão entregar uma carta explicando o porquê de seu interesse no projeto, podendo, se quiserem, adicionar um portfólio já existente, o que ajuda os avaliadores a saber quais são as linguagens de sua preferência, influência, entre outros elementos.

O Masp exige o envio de um comprovante da condição de bolsista, emitido pela escola dos participantes. As inscrições podem ser feitas pelo site da instituição museológica e eventuais dúvidas podem ser encaminhadas ao e-mail [email protected].

(Fonte: Agência Brasil)

Médico com estetoscópio fala no celular. Foto: National Cancer Institute/Unsplash

Os estudantes que se formarem em medicina somente vão poder realizar sua inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) se tiverem rendimento suficiente no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). 

O registro no conselho é necessário para o exercício legal da profissão de médico no Brasil.

A proficiência no Enamed como requisito para exercer a profissão consta na medida provisória (MP) assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cidade de Divinópolis, em Minas Gerais, nessa sexta-feira (19).

Validade

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a medida provisória (MP) entra em vigor imediatamente, mas a exigência de proficiência na prova para o exercício profissional valerá apenas para quem ingressar na graduação de medicina a partir da data de publicação da norma no Diário Oficial da União.

O presidente do Inep, Manuel Palacios, explica que tornar o Enamed uma política de avaliação e análise de competências de estudantes de medicina referência representa um instrumento para monitorar a formação médica ofertada por instituições públicas e privadas de educação superior, porque é necessário o controle mais rigoroso do padrão de ensino.

“Haverá um controle mais preciso da qualidade da formação oferecida pelas instituições, o que também ajuda o próprio estudante a escolher em que instituição vai se inscrever, onde vai se formar. Assim como, a medida provisória de hoje assegura à população serviços médicos de qualidade, praticados por um profissional que passou por um exame de proficiência”.

11/06/2026 - Brasília - Manuel Palacios, presidente do Inep, durante entrevista no programa A Voz do Brasil, nos estúdios da EBC. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Presidente do Inep

Enamed a cada seis meses

A MP cria a política integrada para formação médica no país e também estabelece que o Enamed será aplicado, obrigatoriamente, a cada seis meses pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil. O graduado que não obtiver avaliação satisfatória no Enamed poderá refazê-la em edições semestrais seguintes.

O Inep prevê que as provas serão realizadas de forma descentralizada em todos os municípios que oferecem cursos de graduação em medicina. Entre os objetivos, o novo formato permitirá a comparação de resultados entre as edições.

Enamed e Revalida

A normativa editada pelo presidente da República também oficializa o alinhamento entre formação médica nacional e internacional. Pela política, o Enamed substituirá integralmente a primeira fase (teórica) do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida).

Dessa forma, médicos formados fora do país e os graduados no Brasil serão submetidos exatamente ao mesmo exame. A mudança não abrange a segunda etapa do Revalida, composta por exames práticos em estações clínicas que simulam atendimentos reais.

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, em entrevista à imprensa, destacou que a avaliação de estudantes de medicina poderia estar sendo realizada desde 2015, como prevista no programa Mais Médicos, mas não houve continuidade em outras gestões federais.

Brasília, (DF) -  29/04/2024 -  Secretário de Atenção Primária à Saúde/Ministério da Saúde,  Felipe Proenço, participa do programa A  Voz do Brasil. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.
Felipe Proença

O representante do Ministério da Saúde indica que o Enamed representa a possibilidade de alinhamento da graduação em medicina às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e da população.

“No ano passado, voltamos a ter um exame específico dos estudantes de medicina e pelas matrizes de elaboração dessas provas, que são feitas por uma comissão de especialistas. É possível utilizar o Enamed enquanto a prova teórica. que é a chamada a primeira etapa do Revalida”.

O Inep, responsável pela realização das duas provas, esclarece que os médicos formados no exterior que já tiveram o diploma revalidado em data anterior à de entrada em vigor da normativa estão dispensados de fazer o Enamed.

Avaliação durante o curso

Outra novidade da nova medida provisória é que a avaliação do Enamed será, obrigatoriamente, aplicada no fim do 4º ano do curso de medicina.

A etapa terá caráter diagnóstico e formativo, voltada para identificar deficiências de aprendizagem dos estudantes de medicina. A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Marta Abramo, ressaltou que o Enamed aplicado aos estudantes do quarto ano é útil tanto para as instituições de ensino reavaliarem a sua proposta pedagógica quanto para regulação pelo poder público.

“As instituições de ensino podem reavaliar sua atuação pedagógica para melhorar a formação desse estudante para que este chegue ao final do curso com a as condições de exercício da profissão e para que seja aprovado no exame de proficiência, mas também vai trazer para o MEC insumos importantes para monitorarmos a qualidade desses cursos e poder agir quando necessário”, disse a secretária Abramo.

Qualidade dos cursos

A edição de 2025 do Enamed registrou que 99 cursos (32%) obtiveram conceito Enade nas faixas 1 e 2 – menos de 60% dos seus estudantes apresentaram desempenho considerado adequado ao exame. Estes cursos passaram por ações de supervisão e sanções, anunciadas em março deste ano, como a suspensão de novos ingressos.

Os resultados do Enamed divulgados em janeiro deste ano mostraram que 85% dos cursos municipais foram considerados insatisfatórios.

Entre os 944 estudantes de instituições de educação superior municipais participantes no exame de 2025, apenas 49,7% tiveram conceito proficiente. 

Com a nova medida provisória, os órgãos de regulação estaduais e do Distrito Federal, que controlam tanto os cursos estaduais quanto os municipais, deverão também tomar medidas de supervisão, a partir dos resultados insatisfatórios do Enamed.

A secretária do MEC, Marta Abramo comemora a medida. “Sem a medida provisória, até hoje, não tínhamos a possibilidade de atuação [federal] sobre esses cursos. Isso vai garantir também que o estudante que ingresse seja em um curso privado, público, estadual, federal ou municipal, tenha a garantia de que o Estado vai estar atuando para melhoria desse curso”.

Residências médicas

Desde a primeira edição, em 2025, o Enamed possibilita que os resultados obtidos pelos participantes do exame possam ser usados para ingressar em programas à residência médica de especialidades de acesso direto. Isto porque a prova do Enamed equivale à parte teórica do Exame Nacional de Residência (Enare).

Com a MP, os resultados do Enamed poderão oficialmente ser usados para esta finalidade, a de acesso à residência médica.

O texto da MP ainda cria o Sistema Nacional de Avaliação das Residências (Sinares) para avaliação da qualidade dos programas de residência médica e da formação dos profissionais residentes.

Para operar a nova política de maneira democrática, a MP prevê a criação de uma comissão consultiva de acompanhamento do Enamed, com representantes do MEC, do Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira e de entidades da sociedade civil.

Para virar lei no Congresso

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, demonstrou otimismo quanto à tramitação da nova medida provisória (MP) do Enamed no Congresso Nacional para virar lei federal.

O secretário citou que a proposta do governo reflete o desejo da população e as demandas históricas das próprias entidades médicas e destacou que uma pesquisa realizada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) demonstrou que 88% dos 2.017 entrevistados em fevereiro deste ano entendem que o Enamed deve obrigatório para que o graduado exerça a medicina.

“Quem é atendido por um médico quer saber se esse profissional teve qualidade na formação. Ao mesmo tempo, esta é uma demanda das entidades médicas que pleiteiam que haja um exame de proficiência”.

A expectativa do governo é que o debate legislativo sirva para aperfeiçoar o dispositivo. Para ilustrar a qualificação do debate de uma política pública de saúde pelo Congresso, Proenço resgatou a apreciação do programa Mais Médicos do Ministério da Saúde pelo parlamento, para melhor o atendimento aos usuários do SUS.

“A medida provisória [da época] foi modificada, foi muito melhorada ao longo da tramitação no Congresso. Temos essa mesma expectativa de responder ao clamor da sociedade e também que a medida provisória possa ser aperfeiçoada para que seja convertida em lei”.

O Conselho Federal de Medicina disse à Agência Brasilque ainda não teve acesso ao teor da medida provisória para comentar sobre a criação da política integrada para formação médica no país nem sobre a representação do colegiado na comissão consultiva de acompanhamento do Enamed.

Inscrições abertas

A edição de 2026 do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2026 está com inscrições abertas até 29 de junho, exclusivamente pelo Sistema Enamed.

Saiba mais sobre o Enamed aqui. 

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 19/06/2026 – Cristovão Tezza ganha o prêmio Machado de Assis 2026.
Foto: Cristovão Tezza/Instagram

A Academia Brasileira de Letras (ABL) decidiu condecorar o escritor Cristóvão Tezza com o Prêmio Machado de Assis, sua maior honraria. Desde 1941, o prêmio reconhece o conjunto da obra de um autor e reconheceu, nos últimos anos, nomes como Adélia Prado, Ruy Castro e Rubem Fonseca.

A premiação, divulgada nessa quinta-feira (18), será entregue em 23 de julho, na cerimônia de comemoração dos 129 anos da ABL. Além da homenagem, Tezza receberá R$ 100 mil, oferecidos pela Light.

Entre as principais obras do escritor, a ABL destaca Trapo (1988), A Suavidade do Vento (1991), Juliano Pavollini (1992), Breve Espaço entre Cor e Sombra (1988), O Fotógrafo (2004), O Filho Eterno (2007), O Professor (2014), A Tirania do Amor (2018) e A Tensão Superficial do Tempo (2020).

A academia ressalta, ainda, sua produção de contos avulsos, duas antologias de crônicas, sua autobiografia literária, O espírito da Prosa (2012), o livro de poemas Eu, Prosador, me Confesso (edição limitada, 2017) e a coletânea de ensaios Literatura à Margem (2018). Na área acadêmica, ainda publicou Entre a Prosa e a Poesia – Bakhtin e o Formalismo Russo (2002) e a coletânea Leituras - Resenhas & Ensaios (2014).

O Filho Eterno

Considerado seu maior sucesso, o romance O Filho Eterno foi adaptado para o cinema (direção de Paulo Machline) e para o teatro (direção de Daniel Herz, no Brasil e na Argentina, com texto adaptado por Bruno Lara Rezende).

A obra aborda a trajetória do pai de uma pessoa com síndrome de Down, desde o diagnóstico e a rejeição, na década de 1980, ao aprendizado sobre essa condição genética e a construção de uma relação de cuidado e amor. O livro parte da própria vivência de Tezza com seu filho mais velho e recebeu os prêmios Jabuti, Portugal-Telecom (atual Oceanos), Zaffari-Bourbon, Bravo!, APCA e São Paulo de Literatura.

Outros premiados

A ABL também anunciou os ganhadores de outras premiações:

- Medalha Joaquim Nabuco: Maria Amélia Mello e Firjan

- Medalha Rachel de Queiroz: Rogerio Faria Tavares e Gilberto Schwartsmann.

- Medalha João Ribeiro: Heloisa Starling 

- Medalha Francisco Alves: Petronilha Gonçalves e Silva.

A ABL já tinha divulgado a premiação da escritora, roteirista e jornalista Eliana Alves Cruz, apresentadora do programa Trilha de Letras, atração da TV Brasil, no Prêmio Guimarães Rosa.

A honraria reconheceu o romance Meridianas como o Melhor Livro de Ficção do ano de 2025.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 18/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Feira Literária Conta Conto - Voz das Periferias. Foto: Festival Conta Conto/Divulgação

A potência da literatura produzida dentro das periferias ganha um novo palco na Biblioteca Parque de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, que recebe, nesta sexta (19) e sábado (20), a Feira Literária Conta Conto ─ Voz das Periferias. O evento reúne literatura, gastronomia, música, teatro e manifestações artísticas, em uma programação gratuita e aberta ao público. 

Segundo um dos idealizadores do projeto, Elton de Souza Pinheiro, o objetivo é fortalecer a conexão entre artistas e comunidade. Autor de livros de terror sobre o subúrbio do Rio, Elton conta que não existiam muitos espaços culturais voltados para comunidades durante sua infância. 

“A gente tem um orgulho muito grande dessa programação, do jeitinho que ela está, porque são pessoas que vieram da periferia, que fizeram seu trabalho a partir desse olhar periférico e que, hoje, estão no mundo ganhando sua vida e que voltam agora para um festival para mostrar um pouco da sua arte”, disse. 

“O festival tem essa preocupação de dizer 'olha, esses artistas aqui chegaram, e a gente pode ir junto'. E como é que a gente vai junto? O festival nasce também com a proposta de inspiração, de inspirar esses jovens, essas crianças, e dizer que existem oportunidades e que há fomento a partir do nosso conhecimento de território de favela”. 

Ao todo, 15 autores já confirmaram presença para integrar as mesas de bate-papo, encontrar os leitores e também autografar livros. Durante a feira, cerca de 300 exemplares vão ser distribuídos.

Entre os convidados, está o escritor Júlio Emílio Braz, que vai apresentar o livro Pretinha, Eu. Na história, a personagem Vânia é a primeira aluna negra de um colégio de elite do Rio e precisa lidar com diversas situações. 

O evento também reúne lideranças periféricas para debater sobre território, protagonismo e economia criativa. Cintia Sant'Anna, fundadora do Instituto Entre o Céu e a Favela e liderança comunitária do Morro da Providência, participa da mesa “Produção de Favela – Quem Ganha com Nossa Arte?”. 

Conta Conto

O projeto Conta Conto começou em 2021, como um encontro entre contadores de histórias, idealizado por Elton de Souza Pinheiro, nascido em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Leandro Pedro, do Morro do Turano, zona norte do Rio de Janeiro.

Após mais de 20 edições realizadas em diversos municípios do Rio, eles chegaram à conclusão de que o evento precisava crescer. 

“Quando a gente vê que o espaço está cheio, que o espaço periférico está lotado de crianças, está lotado de pais, estão sedentos por isso, também é muito importante. A gente vê que o fomento desse tipo de evento pode trazer efetivamente público”, finalizou. 

(Fonte: Agência Brasil)