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As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro, segundo cronograma divulgado, na tarde de hoje (27), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Pelo calendário, as inscrições estarão abertas de 6 a 17 de maio.

Entre 1º e 10 de abril, os estudantes poderão pedir isenção da taxa de inscrição. Nesse mesmo período, o Inep vai receber as justificativas dos que faltaram às provas em 2018. O edital do Enem, conforme o instituto, será publicado no próximo mês.

No ano passado, 5,5 milhões de pessoas se inscreveram para fazer o Enem, mas 4,1 milhões compareceram aos dois dias de provas. Nos dois domingos de exame, os estudantes precisam desenvolver conhecimentos de linguagens, incluindo redação, ciências humanas, ciências da natureza e matemática.

Os resultados do Enem podem ser usados em processos seletivos para vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e para obter financiamento do curso pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Em 2019, o Sisu ofereceu 235,4 mil vagas, distribuídas em 129 universidades públicas de todo o país. Além de universidades brasileiras, os estudantes podem se inscrever em 37 instituições portuguesas que têm convênio com o Inep.

(Fonte: Agência Brasil)

O cantor, compositor e músico mineiro Luís Otávio Carvalho, conhecido como Tavito Carvalho, morreu hoje (26), na capital paulista, aos 71 anos. Tavito Carvalho fez parte do Clube da Esquina, na década de 1970. Tavito estava internado há uma semana, no Hospital Sancta Maggiore, no Bairro Pinheiros, para tratar um tumor de orofaringe (região que envolve boca, língua, palato e faringe).

A filha do cantor, Júlia Carvalho, informou, por meio do Facebook, que o pai será velado no cemitério da Vila Alpina a partir das 23h. A cremação ocorrerá no crematório da Vila Alpina, amanhã (27), às 11h.

Lô Borges, também por meio do Facebook, lamentou a morte do parceiro. “Partiu hoje meu grande e talentoso amigo Tavito, que tanto contribuiu para a Música Popular Brasileira e, em especial, para a música do Clube da Esquina. Descanse em paz, querido amigo!”, escreveu.

Entre as composições, a mais famosa é “Casa no campo”, interpretada por Elis Regina, e composta em parceria com Zé Rodrix.

Tavito compôs também, em parceria com Aldir Blanc, a música “Coração Verde Amarelo”, que virou “jingle” das transmissões da TV Globo na Copa do Mundo de 1994.

O último trabalho dele foi o álbum “Mineiro”, lançado em 2014.

(Fonte: Agência Brasil)

O ministro da Educação, Ricardo Vélez, defendeu hoje (26), em audiência pública no Senado Federal, aumentar o número de estudantes nas salas de aula das universidades públicas. Vélez também disse ser favorável às cotas "enquanto não for resolvida a questão do ensino básico de qualidade para todos".

Segundo os dados do último Censo da Educação Superior, de 2017, no setor privado, que concentra a maior parte das matrículas, há, em média, quase 30 estudantes para cada professor. Nas instituições públicas, essa relação é de 12 estudantes por professor.

"Poderíamos utilizar a excelente qualidade acadêmica das nossas universidades públicas colocando mais alunos em sala de aula, aumentando as vagas no setor público", defendeu. O ministro não chegou a apontar uma relação ideal, mas citou exemplos de países em que essa relação chega a 50 ou 60 estudantes por professor. "Não vejo por que no nosso Brasil não podemos aumentar um pouco mais o número de estudantes na sala de aula".

Uma das questões na qual a expansão das universidades públicas esbarra é na falta de orçamento. "Eu vejo isso com muita preocupação. O país está em uma recessão. Estamos com dificuldades econômicas. É muito difícil manter a dotação orçamentária das universidades públicas da forma como se deu nos períodos da bonança econômica", explicou.

O ministro descartou, no entanto, a privatização dessas instituições. "Universidade pública não deve ser privatizada. Mas, por ser pública, precisa ser gerida com responsabilidade", disse. O ministro defendeu o aumento do número de estudantes como forma de otimizar o atual orçamento.

De acordo com o Censo, a maior parte das matrículas do ensino superior está em instituições privadas. Dos cerca de 8,3 milhões, aproximadamente 2 milhões estão em instituições públicas.

Cotas nas universidades

Vélez também defendeu as cotas nas universidades. "É importante que todos tenham acesso à universidade em pé de igualdade. E aí está nossa dívida social. Temos cotas. Defendo as cotas enquanto não for resolvida a questão de ensino básico de qualidade para todos", diz.

A lei de cotas, Lei 12.711/2012, estabelece que metade das vagas das instituições federais devem ser reservadas para estudantes de escolas públicas. Devem ser reservadas também vagas para estudantes negros e indígenas. O número dessas vagas é calculado com base na porcentagem dessas populações no local em que a universidade está inserida.

Educação básica

Na audiência pública, Vélez voltou a defender a melhora da educação básica, que vai do ensino infantil até o ensino médio, como forma de melhorar a qualidade da educação brasileira. Ele também voltou a defender a máxima "Mais Brasil, menos Brasília", defendendo um fortalecimento da gestão da educação nos Estados e municípios.

Ele também defendeu o modelo de educação cívico-militar e ressaltou que a pasta tem uma Subsecretaria voltada para ampliar esse modelo de gestão no país.

Mensagem às escolas

Ao menos três parlamentares questionaram o ministro em relação à mensagem enviada pelo MEC a escolas de todo o país com uma carta para ser lida aos estudantes. As escolas deveriam também reunir professores, funcionários e alunos e cantar o Hino Nacional. A ação, voluntária, deveria ser gravada.

Os principais pontos criticados foram o pedido para gravar estudantes, que são crianças e adolescentes, e o uso do “slogan” de campanha do presidente Jair Bolsonaro na carta: "Brasil acima de tudo. Deus acima de todos".

O ministro reconheceu que errou em determinados pontos da mensagem. "O ‘slogan’ de campanha foi um erro. Já tirei. Reconheci, foi um engano. Quanto à filmagem. Só será divulgada com a autorização da família", disse. Vélez defendeu a prática de cantar o Hino Nacional: "Cantar o Hino Nacional não é constrangimento legal, é amor à Pátria".

O ministro participou de audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte no Senado Federal e, por mais de três horas respondeu perguntas de senadores.

(Fonte: Agência Brasil)

O Ministério da Educação (MEC) informou, na manhã de hoje (26), que será enviada uma mensagem às escolas com uma nova carta do ministro Ricardo Vélez, sem o “slogan” da campanha presidencial. Segundo a nota do MEC, a gravação da execução do Hino Nacional deve ser precedida de autorização legal da pessoa filmada ou de seu responsável. Diz, ainda, que as imagens serão selecionadas "para eventual uso institucional".

O ministro confirmou que a mensagem foi alterada e que o “slogan” não consta mais na carta. "Eu percebi o erro e tirei essa frase. Tirei a parte correspondente a filmar sem autorização dos pais", disse o ministro, acrescentando que se algo for publicado será com a autorização dos responsáveis.

Ontem (25), em nota, o MEC confirmou que enviou mensagem às escolas brasileiras pedindo que fosse lida, voluntariamente, uma carta de Vélez. Além disso, o ministro pediu, caso desejassem, que estudantes, professores e funcionários cantassem o Hino Nacional. Tudo poderia ser gravado e enviado ao MEC e à Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República.

A mensagem do ministro terminava com o “slogan” de campanha do presidente Jair Bolsonaro: "Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!”.

Vélez participa, nesta terça-feira, de audiência pública no Senado Federal. A audiência começou por volta das 11h30. Vélez chegou ao local com antecedência e falou com jornalistas.

Em nota, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que reúne os secretários estaduais, disse que a ação "fere não apenas a autonomia dos gestores escolares, mas dos entes da federação. O ambiente escolar deve estar imune a qualquer tipo de ingerência político-partidária".

(Fonte: Agência Brasil)

Pela terceira vez, a comunidade da Vila Conceição, localizada na região do Altos do Calhau, em São Luís, terá a oportunidade de receber o Projeto Educação e Esporte – Escolinha de Futebol, que atenderá crianças carentes do bairro. A iniciativa, patrocinada pelo governo do Estado, El Camiño Supermercados e pela Drogarias Globo por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, não se resume a apenas uma escolinha de futebol para a criançada, mas alia, também, a questão pedagógica, uma vez que os participantes do projeto receberão acompanhamento educacional semanal. O lançamento desta edição do Educação e Esporte – Escolinha de Futebol foi realizado no último sábado (23), na Associação dos Médicos.

A solenidade contou com a presença dos meninos que irão participar do projeto. Acompanhados dos pais e responsáveis, os garotos puderam conhecer como funcionará o Educação e Esporte. Além disso, cada um recebeu um “kit” completo para a prática do futebol de campo.

O “kit” doado pela organização às crianças é composto de uniforme (camisas, calções e meiões), chuteiras e bolas esportivas. Para os pais, o projeto contribui para o desenvolvimento dos filhos como jovens atletas e, principalmente, como cidadãos.

“A escolinha é importante porque vai tirar esses meninos das ruas. Nós moramos num bairro carente e sabemos dos perigos que existem. Gostei muito de como se dá o projeto, com regras e disciplina. Muito interessante ensinar a prática esportiva sem se esquecer da necessidade de estudar”, disse Ana Cláudia, mãe de uma das crianças participantes do Educação e Esporte.

Projeto Educação e Esporte

O grande diferencial do Projeto Educação e Esporte – Escolinha de Futebol é justamente oportunizar a crianças de 8 a 12 anos os benefícios que a união entre esporte e educação podem proporcionar na formação do cidadão. Nesta edição, serão atendidos 35 meninos que participarão de ações de iniciação esportiva e atividades pedagógicas.

De acordo com a programação do projeto, as atividades serão realizadas sempre duas vezes por semana: às segundas e quartas-feiras no turno vespertino. Nos dias dos treinos, sempre haverá o acompanhamento da pedagoga e um lanche para as crianças.

É importante destacar que os participantes da escolinha são alunos matriculados em escolas públicas da rede municipal de ensino e devem possuir 80% de frequência e aproveitamento escolar.

“Problemas sociais, não só os de origem financeira, podem ser menores para aqueles que praticam uma atividade física regularmente. Levando em conta esse aspecto, o esporte é um grande aliado para a formação de cidadãos capazes de interagir com a sociedade”, explicou o coordenador do projeto, Kléber Muniz.

Durante a realização do Projeto Educação e Esporte – Escolinha de Futebol, haverá, ainda, a realização de um torneio onde as crianças poderão pôr em prática o que foi trabalhado nos treinamentos.

(Fonte: Assessoria de comunicação)

O Ministério da Educação (MEC) enviou a escolas de todo o país uma carta com uma mensagem do ministro Ricardo Vélez Rodríguez para os estudantes, professores e demais funcionários neste início de ano letivo. A carta pede que a mensagem seja lida e que o Hino Nacional seja cantado por alunos e demais integrantes das escolas. Segundo o MEC, não é uma obrigação, e as escolas que desejarem poderão fazer voluntariamente. A atividade, conforme o ministério, faz parte da política de incentivo à valorização dos símbolos nacionais.

De acordo com nota publicada pelo MEC, a carta diz o seguinte: “Brasileiros! Vamos saudar o Brasil dos novos tempos e celebrar a educação responsável e de qualidade a ser desenvolvida na nossa escola pelos professores, em benefício de vocês, alunos, que constituem a nova geração. Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!”.

Após a leitura, pede-se que todos fiquem perfilados diante da bandeira do Brasil, se houver na unidade de ensino, e que seja executado o Hino Nacional.

"Para os diretores que desejarem atender, voluntariamente, o pedido do ministro, a mensagem também solicita que um representante da escola filme (com aparelho celular) trechos curtos da leitura da carta e da execução do hino", diz a pasta.

Os vídeos podem ser encaminhados por “e-mail” ao MEC e à Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. Os vídeos devem ter até 25MB e a mensagem de envio deve conter nome da escola, número de alunos, professores e funcionários.

Na noite de hoje, o MEC informou que, "após o recebimento das gravações, será feita uma seleção das imagens com trechos da leitura da carta por um representante da escola. Antes de qualquer divulgação, será solicitada autorização legal da pessoa filmada ou de seu responsável".

(Fonte: Agência Brasil)

O resultado do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) será divulgado hoje (25), na página do programa, na “internet”. Ele poderá também ser verificado nas instituições de ensino participantes. Ao todo, são ofertadas 100 mil vagas na modalidade juro zero e 450 mil na modalidade P-Fies. As duas modalidades têm apenas uma chamada.

Aqueles que forem pré-selecionados para a modalidade juro zero devem complementar suas informações no FiesSeleção, no endereço eletrônico http://fies.mec.gov.br, no período de 26 de fevereiro a 7 de março de 2019, para contratação do financiamento.

Já os aprovados pelo P-Fies devem verificar os procedimentos com os agentes financeiros operadores de crédito e as instituições de ensino superior.

Na modalidade juro zero, aqueles que não forem selecionados serão incluídos automaticamente na lista de espera. Esses estudantes devem acompanhar sua eventual pré-seleção do dia 27 de fevereiro a 10 de abril, na “internet”.

Na modalidade P-Fies, não há lista de espera.

Fies

O Fies oferece financiamento para cobrir os custos das mensalidades de instituições privadas de ensino superior.

A modalidade de financiamento com juro zero é voltada para os estudantes com renda “per capita” mensal familiar de até três salários mínimos. Nessa modalidade, o aluno começará a pagar as prestações respeitando o limite de renda.

O P-Fies é destinado aos estudantes com renda “per capita” mensal familiar de até cinco salários mínimos. A modalidade funciona com recursos dos fundos constitucionais e de Desenvolvimento e com recursos dos bancos privados participantes.

Podem participar do programa os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2010, e obtiveram nota média nas provas igual ou superior a 450 pontos. Além disso, não podem ter zerado a redação.

Os bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni), ou seja, aqueles que têm bolsa de 50% da mensalidade, podem participar do processo seletivo do Fies e financiar a parte da mensalidade não coberta pela bolsa.

(Informações da Agência Brasil)

A consultora Liliane Rocha foi a única brasileira, entre 101 lideranças globais, premiada pelo seu protagonismo na luta pela valorização da diversidade no Brasil. O prêmio 101 Top Global Diversity&Inclusion foi entregue durante o 3º Congresso Mundial de Diversidade e Inclusão, realizado em Mumbai, Índia, dentro do Congresso Mundial de Desenvolvimento de Recursos Humanos.

O evento é realizado há 27 anos e reúne lideranças de todo o mundo para discutir o futuro do trabalho. São reconhecidos os líderes globais que contribuem para que as empresas sejam mais inclusivas e valorizem a diversidade entre seus funcionários.

Liliane é presidente e fundadora da Consultoria Gestão Kairós, especializada em sustentabilidade e diversidade. Brasileira de origem humilde, ela afirma que enfrentou, desde cedo, os desafios de ser mulher e negra. Da Índia, Liliane concedeu entrevista à Agência Brasil e destacou a honra de ter sido incluída entre os 101 líderes mundiais escolhidos pelo congresso.

“Eles acharam que o trabalho que venho realizando é legítimo, um trabalho de referência, um trabalho importante e, por isso, me convidaram para estar na terra de Mahatma Gandhi, um dos maiores líderes humanitários que já tivemos no planeta, para falar sobre diversidade”, disse.

Capacitação

Ela avaliou que o futuro do mercado de trabalho global tem que ser inclusivo. “A gente está em um momento da humanidade onde as pessoas querem igualdade, querem equidade, querem justiça social”, afirmou. No congresso, Liliane compartilhou a realidade do Brasil e conheceu a de outros países.

Desde 2015, a Gestão Kairós realizou mais de 100 palestras e oficinas de capacitação, nas quais participaram mais de 8 mil pessoas. “Elas começaram a pensar e refletir com a gente sobre o que é diversidade, como ser mais inclusivo na nossa empresa, na nossa sociedade, em nosso dia a dia”, afirmou.

O plano de Liliane é consolidar o trabalho da Gestão Kairós no Brasil, em parceria com empresas de vários segmentos, para falar sobre diversidade e inclusão para um número maior de pessoas.

Não é a primeira vez que Liliane representa o Brasil em eventos no exterior. Em 2017, ela compartilhou sua experiência sobre diversidade no primeiro congresso de liderança inclusiva “on-line” de Londres. Em 2018, foi convidada pela Comissão Europeia para fazer a abertura do Fórum Nacional de Diversidade de Portugal, que contou com a presença de representantes de grandes empresas da Europa.

(Fonte: Agência Brasil)

A Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) vai premiar iniciativas que promovam os direitos humanos. Podem participar instituições de ensino e organizações da sociedade civil. As inscrições começam esta semana e podem ser feitas até o dia 7 de maio.

O Prêmio Internacional de Educação em Direitos Humanos Óscar Arnulfo Romero visa reconhecer iniciativas que promovem o direito à educação, à convivência na escola, à paz, às liberdades, à inclusão e aos direitos humanos. Além do Brasil, podem participar escolas e organizações da Argentina, Bolívia, Colômbia, Espanha, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica, República Dominicana, do Chile, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai, de El Salvador, Honduras, Porto Rico, Portugal.

"O prêmio busca atuar na defesa e promoção de direitos considerando o papel da educação como meio de promoção dos direitos humanos na sociedade e no ambiente escolar”, explica o diretor da OEI no Brasil, Raphael Callou. Segundo ele, a escola é importante formadora dos cidadãos do futuro.

“Preconceito, racismo, desigualdades impactam a realidade de boa parte dos estudantes do Brasil, mas são também possibilidades de iniciativas que podem ser desenvolvidas para superar essas questões”, diz.

O prêmio conta com a parceria da Fundação SM, é realizado de dois em dois anos. Em 2015, o Brasil venceu o Prêmio Internacional de Educação em Direitos Humanos com a experiência do projeto Mulheres Inspiradoras, coordenado pela professora Gina Vieira.

O objetivo principal do projeto de Gina era estimular o interesse dos alunos pela leitura e escrita por meio da análise das obras escritas por mulheres. Os temas abordados eram a violência, o racismo, o protagonismo e “advocacy”, a diversidade, a igualdade de gênero e a representação feminina.

Inscrição

Os participantes podem se inscrever como escolas ou como organizações. Na etapa nacional brasileira, serão escolhidas duas experiências vencedoras, uma em cada categoria. A fase internacional do prêmio deve ocorrer até setembro quando serão escolhidos dois finalistas em nível ibero-americano em ambas as categorias.

Os premiados receberão U$ 5 mil para investir nas iniciativas apresentadas no concurso. A entrega do prêmio está prevista para ocorrer no último trimestre do ano. Mais informações estão disponíveis na página da OEI.

(Fonte: Agência Brasil)

Por João Batista do Lago

(dedico esta postagem, “in memorian”, ao poeta José Nascimento de Moraes Filho, falecido em 21/2/2009)

Transcorria o ano de 1922!

O país comemorava o centenário da Proclamação da Independência do Brasil, ocorrida no dia 7 de setembro de 1822; e também, a Aclamação de D. Pedro I como Imperador, a 12 de outubro.

O Estado do Maranhão em 1922, (e consequentemente na década de 20), portanto 100 anos após a Independência do Brasil, fora governado pelo então presidente Urbano Santos da Costa Araújo (conhecido no Maranhão e no Brasil como Urbano Santos); houvera um estado de ebulição em todos os campos das atividades: na política respingara no território maranhense a fundação e criação do Partido Comunista; repercute os fuzilamentos de quatro lavradores, assim como as ações político-sociais do agricultor e espírita Manoel Bernardino de Oliveira, apelidado pelos jornais de então de Lenine maranhense; não menos importante reverbera a Coluna Prestes; também a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana respingara no Maranhão.

Pois bem, é no meio desse contexto historiográfico que nascera José Nascimento de Moraes Filho, que, diga-se desde sempre, viera ao mundo com o gene paterno do poeta, romancista, cronista e jornalista José Nascimento de Moraes (pai), que também fora presidente da Academia Maranhense de Letras e professor do Liceu Maranhense, onde lecionara para alunos como o jornalista, escritor e poeta José Sarney, assim como também para o escritor, ensaísta e poeta Ferreira Gullar. Nascimento de Moraes (pai) fora casado com Ana Augusta Mendes Moraes. O casal tivera sete filhos: Nadir, Raimundo, João José, Ápio Cláudio, Talita, Paulo e (o nosso) José Nascimento de Moraes Filho.

Para entender melhor (o nosso) José Nascimento de Moraes Filho, aos meus olhos, torna-se indispensável traçar um panorama da sua ascendência paterna. “Trata-se, então, de dispor os leitores a conhecer (…) um professor negro (…) que marcou espaço na imprensa maranhense (…) manifestando-se por meio de contos, poesias, crônicas, além de, por muitas vezes, ter-se envolvido em polêmicas literárias e raciais. Era um defensor da promoção, pelos poderes públicos, da escolarização para os pobres, e constantemente debatia os problemas políticos, sociais e educacionais maranhenses. Foi considerado, durante o Estado Novo, o inspirador da criação de um tipo escolar exclusivo para as crianças pobres, denominado ‘escola dos pés descalços’ (…)” – (Mariléia dos Santos Cruz – Imperatriz/MA).

Nascimento de Moraes e eu

Minha amizade com Nascimento de Moraes dá-se a partir do ano de 1978, quando retornara de São Paulo para São Luís, para integrar a equipe de jornalistas da Secretaria de Comunicação Social – Secom, no governo João Castelo. Ele me fora apresentado pelo então deputado estadual e líder do governo, José Bento Nogueira Neves (itapecuruense de boa cepa), que fora o grande responsável pelo meu retorno (naquele período) ao Maranhão. E, de pronto, durante a apresentação, Nascimento de Moraes, com aquele vozeirão metálico que só ele tinha na Ilha, tascou: “– Bento, este é o teu mais novo pupilo comunista?”. Bento Neves soltou uma gargalhada e entrou no prédio da Assembleia Legislativa (ainda na Rua do Egito), deixando-me a sós com o “velho professor”.

Ora, em 1978, ainda vivíamos o princípio do ocaso da Ditadura Militar brasileira, que dera um golpe de estado e se locupletara das instituições governamentais e se instalara no governo central da nação. Nesse período, João Castelo Ribeiro Gonçalves, que se tornara governador do Estado, pela “porta da exclusão” – (muito embora muitos afirmem que ele seria uma indicação de Sarney, o que Castelo negava enfaticamente) -, pois, o então senador José Sarney estaria às turras com o governo ditatorial militar central e, portanto, impedido de fazer quaisquer indicações, fizera a Secom divulgar, com estardalhaço, a instalação da Alcoa (1980).

Aos poucos, fora me acostumando à verve indomável do “velho” professor Nascimento de Moraes. Mas não somente isso. Em verdade, eu fora sendo encantado, cada dia mais, e assim me tornando um discípulo do mestre, a quem admirava com paixão, a quem procura ouvir diariamente, ao meio-dia, na entrada da Praça Benedito Leite ou nos fins de tarde, na Praça João Lisboa, entre um cafezinho e outro… E muito do que sei, hoje, resulta daquelas conversas sem quaisquer parâmetros de superioridade sobre nós que o ouvíamos ou sobre qualquer pessoa que dele se aproximasse.

II

Nascimento, o governo e a Alcoa

O rompimento definitivo entre o professor Nascimento de Moraes e o governo João Castelo dá-se em razão da instalação de uma unidade industrial da Alcoa, no interior da Ilha, às margens da BR-135, única via de acesso à capital do Maranhão. O até então escritor, folclorista, poeta e professor José Nascimento de Moraes Filho, apesar de posturas libertárias em prol dos desvalidos, dos pobres, das injustiças sociais, políticas, econômicas e culturais – públicas ou privadas, manifestadas em praças públicas ou por meio de jornais, revistas, livros, panfletos, palestras, entrevistas, seminários, etc. – era uma pessoa de convívio com todos de sua terra bem-amada: São Luís do Maranhão.

Contudo, a partir do instante em que aquela voz metálica passara a bramir contra a instalação da Alcoa, contra os deputados estaduais da base do governo, contra a elite e a burguesia, contra industriais e comerciantes, contra trabalhadores que apoiavam aquela iniciativa governamental, contra vereadores, contra escritores e poetas, contra professores, Nascimento de Moraes foi sendo, paulatinamente, isolado em sua Ilha natal. Mas ele não se intimidara! E para demonstrar claramente para todos que sua luta não era uma espécie de samba do crioulo doido ou de um Sancho Pança quixotesco dos trópicos, criara e fundara uma entidade denominada Comitê da Ilha de São Luis (1979-80 – se não estou enganado), que tinha por objetivo fundamental reunir pessoas capazes de pensar aquele momento sem o viés de um modelo ideológico-político-partidário. Mas, pensar São Luís e o Maranhão, a partir de uma matriz “ambiental” – ampla, geral e universal.

Ocorre que, nem mesmo isso, arrefecera a animosidade das forças dominantes – políticas, econômicas, sociais e culturais. E isso se dera, fundamentalmente, porque Nascimento de Moraes pressentira e previra que, ao criar o “Comitê da Ilha”, este, passaria a ser abordado e assediado por todos os entes de poder, de todas as categorias, no sentido de cooptá-lo. “Se nós transformamos o ‘Comitê’ em uma entidade legal, eles nos trituram, nos aniquilam…”, dissera certa vez, com aquela voz de Tupã, rasgando a majestade dos ventos contrapostos até atingir definitivamente o outro lado da Ágora de João Lisboa.

Assinale-se que essa tentativa de cooptação foi tentada de diversas maneiras. Uma delas revelo aqui e agora: em certa oportunidade (não sei precisar a data, mas ocorrera dois ou três meses antes da greve geral dos estudantes), em uma reunião realizada no gabinete do governo, onde se encontravam presentes o governador João Castelo, o chefe da Casa Civil, José Burnet, o secretário da Secom, Arimatheia Athayde, o jornalista Nonato Massom, o deputado José Bento Nogueira Neves, e eu (como jornalista responsável pelas anotações para posteriormente escrever a matéria), discutira-se a possibilidade de aprovar uma verba, via Assembleia Legislativa, destinada ao “Comitê”. Esta ideia fora apresentada por Burnet, com a justificativa de que assim “se calaria a boca do Nascimento”. A iniciativa de Burnet fora pronta e imediatamente rejeitada pelo deputado Bento Neves, sob o argumento de que “se fizermos isso, Moraes, virá com mais argumentos contra o governo”. Esta reunião resultara em nada.

(Fonte: Blog do Alan Ramalho)