Começa, nesta quarta-feira (7), o prazo para as pessoas que se inscreveram no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e tiveram o processo postergado possam concluir a etapa. Os participantes do processo seletivo do primeiro e segundo semestre de 2023 terão apenas dois dias - até 23h59 (horário de Brasília) de sexta-feira (9) – para a complementação.
Durante o período, é necessário que o estudante conclua a inscrição no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior para que comecem a ser contados os prazos das próximas etapas.
São cinco dias úteis para validar a documentação na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino superior (IES), com a entrega física ou digital da documentação exigida. E dez dias - contados a partir do terceiro dia útil, após a data do reconhecimento da inscrição - para validação das informações no agente financeiro onde será firmado o contrato.
Formalização
Somente depois de cumprir esses procedimentos, é que a contratação do financiamento será formalizada. A assinatura do contrato poderá ser por meio digital, caso haja anuência da IES e do agente financeiro.
Todos os procedimentos para a complementação das inscrições postergadas para o primeiro semestre de 2024 – referentes aos processos seletivos realizados no primeiro e segundo semestre de 2023 - foram publicados em edital do Ministério da Educação, no Diário Oficial da União.
Segundo o documento, em todas as etapas é necessário que o estudante fique atento aos prazos e procedimentos estabelecidos no edital. Alterações no processo seletivo são divulgadas com antecedência no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior e também podem ser consultadas pela Central de Atendimento do MEC, por meio do número 0800 616161.
Do total de 6.640 vagas em 21 órgãos federais, ofertadas no Concurso Nacional Unificado (CNU), 1.875 são para pessoas com formação superior em “qualquer área de conhecimento”. Também há cargos que descrevem uma especialidade, mas não exigem diploma específico, como as 300 vagas para analista em tecnologia da informação no Ministério da Gestão, e 900 para auditor fiscal do trabalho.
Mas como o candidato consegue saber se vai se adaptar ao serviço, se não é uma função que aprendeu na faculdade? O professor Francisco Antônio Coelho Júnior, do Departamento de Administração da Universidade de Brasília, explica que o primeiro passo é escolher o bloco com o qual tenha mais afinidade.
“Quando analisamos o edital, temos aí os oito blocos temáticos, em que o candidato escolhe um a partir do alinhamento com o que interessa, com o que o motiva, de possibilidades de organizações na área de gestão governamental e administração pública. Até um bloco para nível intermediário, não precisa ser um nível superior, há um bloco ambiental, um de qualidade de vida e saúde do servidor, por exemplo”.
O professor lembra que um dos principais atrativos do concurso público é a remuneração. Destaca, porém, que é importante estar atento a outras questões antes de escolher o cargo ao qual pretende concorrer, como a identificação com o seu perfil e as competências exigidas.
“Existe o aspecto de uma remuneração não financeira, em que outros elementos são levados em conta, como as condições de trabalho, um ambiente agradável para se trabalhar. É muito importante que cada candidato tenha conhecimento do nível de dificuldade que vai enfrentar, a partir da natureza do cargo que ocupará ou a partir do bloco temático que vai escolher primeiro para fazer o concurso. Cada cargo tem uma identidade”.
As atribuições de cada função estão descritas nos editais. A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Ester Dweck, em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, do Canal Gov, explica que o processo de aprendizado é contínuo a partir do momento em que o aprovado é convocado para assumir a vaga.
“A gente está realmente querendo esse perfil de funcionário público que tenha bom conhecimento específico, mas que também, a partir do momento que entrar no serviço público, tenha capacidade de continuar aprendendo. Porque ninguém entra no serviço público sabendo tudo que vai precisar fazer, serviço público é uma escola”.
A ministra lembra que muitos cargos têm a etapa de formação como parte integrante do concurso.
“A partir do momento em que você entra, vai num processo contínuo de aprendizado, e a gente espera que seja capaz de continuar aprendendo ao longo da sua vida laboral. Esperamos que a pessoa que entre agora fique aí uns 20, 30 anos no serviço público federal. Então, ela vai mudar de área, fazer outras coisas”.
Para o professor Francisco Coelho Júnior, é importante também lembrar que o serviço público tem como objetivo atender às necessidades da população nas mais diversas áreas. De acordo com ele, a administração federal está cada vez mais profissionalizada.
“A burocracia é importante e é necessária, garante a impessoalidade, o tratamento justo, a equidade, garante o foco nas competências. O que normalmente a população confunde é o excesso, a burocratização extrema, que é chamada de disfunção da burocracia, mas isso é uma confusão normal e natural que a população como um todo tem, o senso comum faz”.
Ester Dweck destaca que o formato unificado permite que pessoas de todo o país concorram às vagas, já que as provas serão aplicadas em 220 cidades de todos os Estados, possibilitando maior diversidade na contratação dos servidores públicos. Com isso, o serviço público poderá contar com uma burocracia que é a cara do Brasil, segundo a ministra.
“Os concursos abertos, às vezes, eram só em Brasília. E se eu fizer um concurso só em Brasília, não estou garantindo a diversidade do Brasil para entrar no serviço público brasileiro. Porque quanto mais diversidade dos servidores públicos, maior a capacidade de pensar soluções inovadoras para as políticas públicas e conhecer a realidade das pessoas”.
A taxa de inscrição no CNU, que vai até sexta-feira (9), custa R$ 60 para os cargos de nível médio e R$ 90 para os de nível superior. Todas as informações sobre o concurso podem ser conferidas no portal gov.br/concursonacional.
Estudantes selecionados na primeira chamada do processo seletivo de 2024 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) têm até esta quarta-feira (7) para fazer a matrícula ou o registro acadêmico na instituição para a qual foram admitidos.
O Ministério da Educação (MEC) alerta que cabe ao candidato “observar as condições, os procedimentos e os documentos para a matrícula, bem como se atentar para os dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição, em edital próprio”.
Lista de espera
Quem não for selecionado nesta etapa pode manifestar interesse pela lista de espera por vagas vindas da desistência dos selecionados na primeira chamada, até o dia 7 de fevereiro. A participação na lista de espera deve ser feita por meio da página do Sisu no portal Acesso Único.
“A lista de espera poderá ser utilizada durante todo o ano de 2024 pelas instituições públicas de educação superior participantes para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas na chamada regular”, informa o ministério.
Chamada
A convocação dos candidatos em lista de espera pelas instituições de ensino superior ocorrerá em 16 de fevereiro.
O Sisu 2024 teve única etapa de inscrição para todo o ano e ofertou 264.181 vagas, em 6.827 cursos de graduação de 127 instituições públicas de ensino superior de todo o Brasil.
A seleção do candidato assegura apenas a expectativa de direito à vaga para a qual se inscreveu, explica o MEC. Além disso, a matrícula ou o registro acadêmico estão condicionados à comprovação na instituição para a qual foi selecionado.
A universidade ou faculdade deve oferecer acesso gratuito à internet para a inscrição, nos dias e horários de funcionamento regular da instituição, não podendo ser cobradas quaisquer taxas relativas ao processo seletivo.
Cerca de 600 mil candidatos não precisarão pagar a inscrição do Concurso Nacional Unificado.
O número de isenções representa 40% do total de inscrições, que, até o momento, chega a 1,5 milhão.
O resultado final do pedido de isenção foi divulgado nessa terça-feira e pode ser conferido na plataforma gov.br. Noventa por cento das solicitações foram aceitas.
A temporada 2024 do beach tennis no Maranhão foi aberta oficialmente em grande estilo. A 1ª etapa do Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis, competição promovida pela Federação de Beach Tennis do Maranhão (FBTM), foi um verdadeiro sucesso e mostrou a força da modalidade no Estado. No primeiro evento oficial da FBTM no ano, cerca de 400 atletas participaram do torneio que serviu de seletiva para a Copa Nordeste de Beach Tennis, evento regional marcado para o mês de abril, na cidade de Natal (RN). A Arena Premium do Golden Shopping, em São Luís, foi o palco de belas disputas durante quatro dias consecutivos.
Ao todo, a 1ª etapa do Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis teve partidas em 18 categorias diferentes. Além dos duelos nas categorias de duplas masculinas e duplas femininas, houve, ainda, as disputas nas duplas mistas. Todos os campeões foram premiados no último domingo (4) após o encerramento da competição.
“Foi muito importante a gente já começar essa primeira etapa com essa grande quantidade de atletas, com esse volume de jogo porque já percebemos que o nível das disputas está subindo a cada ano e isso só vai fortalecer as próximas etapas. Ficamos felizes com o sucesso da 1ª etapa do Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis e, agora, é continuar trabalhando ainda mais para o crescimento do esporte. Tem muita coisa boa ainda por vir em 2024”, afirmou Menezes Júnior, presidente da FBTM.
As disputas do Maranhense Oficial de Beach Tennis que agitaram a capital maranhense serviram de seletiva para a Copa Nordeste de Beach Tennis, uma vez que a competição valia pontos nos rankings estadual e nacional. A partir desta pontuação, é que a FBTM vai convocar os atletas para formar o Time Maranhão no evento regional.
Além de possuir pontos necessários para competir na Copa Nordeste, outro requisito fundamental para os atletas representarem o Maranhão no evento regional é estarem devidamente filiados à FBTM. “O atleta pode ranquear sem estar filiado, porém só serão convocados os que estiverem em dia com a sua filiação. A filiação é anual e quem é filiado tem uma série de vantagens, a começar tendo 10% de descontos em todas as inscrições de todos os eventos da FBTM e da CBBT e, ainda, tem acesso ao Clube Certo, um clube de vantagens da CBBT que oferta vários descontos em mais de 600 parceiros em todo o Brasil”, explicou Menezes Júnior.
Vale destacar que a primeira etapa do torneio da FBTM distribuiu R$ 30 mil em premiação, sendo R$ 5 mil destinados para as categorias PRO Masculino e Feminino e R$ 25 mil em brindes para as demais categorias amadoras, além de raquetes para os primeiros colocados de todas as categorias de gênero.
Outras informações sobre o processo de filiação estão disponíveis no Instagram oficial da Federação de Beach Tennis do Maranhão (@maranhaobeachtennis).
O Ministério da Educação (MEC) programou, para esta terça-feira (6), a divulgação da lista dos candidatos pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni), referente ao primeiro semestre de 2024. O processo seletivo oferta bolsas de estudo para cursos de graduação em instituições de educação superior privadas.
A relação estará disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior – Prouni. Ao todo, a primeira edição do programa ofertou 406.428 bolsas, sendo 308.977 integrais (100%) e 97.451 parciais (50%), distribuídas em 15.482 cursos, de 1.028 instituições participantes.
Esta é a edição do programa com a maior oferta de bolsas, desde a primeira, em 2005. Os cinco Estados com o maior número de bolsas ofertadas desta vez são São Paulo (104.893 vagas), Minas Gerais (39.910 vagas), Paraná (35.630 vagas), Rio Grande do Sul (26.398 vagas) e Bahia (22.051 vagas).
Comprovação
O candidato pré-selecionado na primeira chamada deverá entregar a documentação na instituição de ensino superior, para a qual foi pré-selecionado no período de 6 a 20 de fevereiro. Para comprovação das informações prestadas no ato de inscrição, o candidato pode comparecer na instituição ou enviá-las por meio virtual/eletrônico.
O MEC alerta que é de inteira responsabilidade do candidato verificar, na instituição, os horários e o local de comparecimento para conferência das informações. A perda do prazo ou a não comprovação das informações implicará, automaticamente, a perda da bolsa.
A instituição deverá emitir documento de comprovação de entrega da documentação ao recebê-la do candidato pré-selecionado.
Outros prazos
O processo seletivo do primeiro semestre do Prouni 2024 terá duas chamadas. Segundo o cronograma, o resultado da segunda chamada será conhecido em 27 de fevereiro.
De acordo com o edital, o período para o candidato manifestar interesse em participar da lista de espera por uma vaga no Prouni, no site do processo seletivo, será nos dias 14 e 15 de março de 2024. O resultado da lista de espera do primeiro semestre vai ser divulgado em 18 de março.
Criado em 2004, o Programa Universidade para Todos oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas.
O programa ocorre duas vezes ao ano e tem como público-alvo o estudante sem diploma de nível superior. Como critérios para seleção dos candidatos, o Prouni considera a renda familiar bruta mensal, por pessoa; se o candidato cursou integralmente o ensino médio em escola da rede pública ou na condição de bolsista integral em instituição privada de ensino médio, ou ser pessoa com deficiência, entre outros previstos na legislação.
Destaque do beach tennis maranhense com apenas 15 anos, Augusto Neto iniciou a temporada de 2024 com excelentes resultados no cenário brasileiro da modalidade. Augusto, que conta com os patrocínios do governo do Estado e do Mateus Supermercados por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, além dos apoios da Maniacs, da Adidas e do ODT Beach, faturou dois títulos e dois vice-campeonatos em três etapas do Circuito Nacional InfantoJuvenil de Beach Tennis, realizadas entre os dias 23 e 31 de janeiro: a Copa São Paulo e as etapas de Ribeirão Preto e Casa Branca.
O primeiro pódio de Augusto Neto nas etapas do Circuito Nacional ocorreu na Copa São Paulo, onde foi vice-campeão no torneio masculino de duplas, ao lado de Leonardo Neiva. Em seguida, o beachtenista maranhense garantiu o título na disputa simples em Ribeirão Preto.
Em seu terceiro e último desafio pelo Circuito Nacional, na cidade de Casa Branca, Augusto Neto teve um desempenho excepcional, sagrando-se campeão na simples e na dupla masculina, mais uma vez ao lado de Leonardo Neiva. Com esse resultado, Augusto e Leonardo ganharam um wild card no torneio BT 200, que será realizado no Rio de Janeiro.
Antes dos quatro pódios no Circuito Nacional em São Paulo, Augusto Neto foi campeão em seu primeiro evento na temporada. Com muita técnica e habilidade, o jovem beachtenista de apenas 15 anos levou o título da categoria Open no torneio promovido pelo Studio Mormaii Península, em São Luís.
Últimos resultados
Augusto Neto inicia a temporada com a confiança elevada após grandes resultados no cenário estadual, nacional e internacional do beach tennis em 2023. O maranhense precisou de apenas 10 torneios para colocar seu nome entre os 500 melhores atletas de beach tennis no ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF).
Em novembro, Augusto Neto conquistou um título e um vice-campeonato em dois torneios BT10 da ITF Niterói, onde competiu com o catarinense Gui Lima, além de chegar às oitavas de final do BT50 no evento niteroiense. No mesmo mês, o maranhense foi campeão, também ao lado de Gui Lima, da categoria de Duplas Masculinas do BT10 – Open de Beach Tennis, evento realizado em Belo Horizonte. Com essa conquista, Augusto se tornou o primeiro beachtenista do Maranhão a chegar ao lugar mais alto do pódio em um torneio da ITF.
Augusto Neto também se destacou nas etapas do Circuito Nacional de Beach Tennis, ocorridas no interior de São Paulo. Em Valinhos, o maranhense sagrou-se campeão nas Duplas Mistas Sub-16 e foi 3º colocado na disputas das Simples Sub-16. Já em Campinas, Augusto foi campeão na Simples Sub-16 e 3º colocado nas Duplas Masculinas Sub-16.
Já na etapa de Ribeirão Preto do Circuito Nacional de Beach Tennis, Augusto Neto subiu ao pódio em três oportunidades. Além de faturar o título nas Duplas Masculinas Sub-16, Augusto ficou em terceiro lugar nas Duplas Mistas Sub-16 e Simples Sub-16. A nível estadual, o jovem atleta venceu as duas primeiras etapas do Maranhense de Beach Tennis.
Estudantes selecionados na primeira chamada do processo seletivo de 2024 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) têm até quarta-feira (7) para fazer a matrícula ou o registro acadêmico na instituição para a qual foram admitidos.
O Ministério da Educação (MEC) alerta que cabe ao candidato “observar as condições, os procedimentos e os documentos para a matrícula, bem como se atentar para os dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição, em edital próprio”.
Quem não for selecionado nesta etapa pode manifestar interesse pela lista de espera por vagas vindas da desistência dos selecionados na primeira chamada, até o dia 7 de fevereiro. A participação na lista de espera deve ser feita por meio da página do Sisu no portal Acesso Único.
“A lista de espera poderá ser utilizada durante todo o ano de 2024 pelas instituições públicas de educação superior participantes para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas na chamada regular”, informa o ministério.
Chamada
A convocação dos candidatos em lista de espera pelas instituições de ensino superior ocorrerá em 16 de fevereiro.
O Sisu 2024 teve única etapa de inscrição para todo o ano e ofertou 264.181 vagas, em 6.827 cursos de graduação de 127 instituições públicas de ensino superior de todo o Brasil. A seleção do candidato assegura apenas a expectativa de direito à vaga para a qual se inscreveu, explica o MEC. Além disso, a matrícula ou seu registro acadêmico estão condicionados à comprovação na instituição para a qual foi selecionado.
A universidade ou faculdade deve oferecer acesso gratuito à internet para a inscrição, nos dias e horários de funcionamento regular da instituição, não podendo ser cobradas quaisquer taxas relativas ao processo seletivo.
Termina, no dia 9 de fevereiro, o prazo para inscrição no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Interessados em participar do certame devem acessar o site da Fundação Cesgranrio e pagar a taxa de R$ 60, para os cargos de nível médio e R$ 90 para os de nível superior. É necessário ao candidato estar inscrito na plataforma Gov.br.
Os organizadores já contabilizam mais de 1 milhão de inscrições para concorrerem às 6,6 mil vagas no serviço público. Dessas, 5.948 são para cargos de nível superior e 692, nível médio. As provas serão aplicadas no dia 5 de maio, em 220 cidades distribuídas por todas as unidades federativas.
Para se inscrever, o candidato precisa, primeiro, escolher um entre os oito blocos temáticos do concurso. Na sequência, escolhe os cargos de seu interesse, dentro do mesmo bloco temático, e coloca na ordem de preferência – primeiro entre os cargos e, na sequência, entre as especialidades.
Os editais dos oito blocos temáticos, com todos os requisitos necessários, estão disponíveis em site específico do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
O telefone de suporte para esclarecimento de dúvidas sobre os editais, disponibilizado pela banca examinadora, a Fundação Cesgranrio, é 0800 701 2028. O funcionamento é das 9h às 17h, todos os dias da semana, inclusive fins de semana e feriados.
]A derradeira vez que vi a médica e ex-prefeita de Caxias Márcia Marinho foi em loja de produtos de Informática no centro de Caxias, próxima à Igreja do Rosário. Eu estava sendo atendido quando ouvi uma voz: “– Olha quem eu encontro! Edmilson Sanches, um dos homens mais inteligentes do Brasil! Como vai, meu amigo?”
Foi assim – doce, efusiva, alegre, expansiva... –, foi assim que Márcia Marinho saudou-me naquele dia. Eu estava mais uma vez em minha cidade, revendo lugares, recordando histórias, vendo familiares, visitando amigos, pedindo a bênção a madrinha, a tios...
Cumprimentamo-nos, Márcia M–arinho e eu. Conversamos. Lamentei o padecimento e falecimento de sua mãe (em 2013), a desembargadora do Tribunal de Justiça do Maranhão Maria Madalena Alves Serejo. A mãe, pioneira, como o são todas as mães, fora na frente, para receber, 10 anos e 11 meses depois, a filha amada – que, por sua vez, mãe pioneira, receberá, no tempo de Deus, os que se formaram em seu ventre.
Recordo-me de que, após uns e outros assuntos, ali mesmo na loja, Márcia fez-me um convite e brincou: “– Trouxe terno? Quero convidá-lo para um evento hoje à noite, na Faculdade”. E detalhou-me um pouco sobre as acontecências de logo mais na Faculdade Vale do Itapecuru, que ela e o marido Paulo criaram e dirigiam.
Prometi e comprometi-me. Estive na Faculdade. Fui primeiramente levado a uma sala classificada “VIP”. Lá, pude rever alguns conhecidos juízes e desembargadores que prestigiavam o evento – se o espírito não me engana, tratava-se da inauguração ou de um Núcleo de Prática Jurídica ou algo assim ligado à consolidação dos ensinamentos e práticas dos alunos do curso de Direito e à prestação de serviços a terceiras pessoas da comunidade. Nessa oportunidade, interagi pouco com Márcia e muito mais com o marido, que animadamente falava de coisas e causas do mundo jurídico... para juristas – “aequalis inter pares”, igual entre iguais.
Dessa caxiense família Marinho, pelo menos dos três de seus membros que conheço, sempre mereci palavras cordatas, judiciosas, conterrâneas. Paulo Marinho, o pai, não se furtava, até mesmo em comentário(s) aberto(s) no Facebook, a elogiar e a incensar – até pela conterraneidade – meu nome quando, sabendo-me um caxiense em campanha para a Prefeitura de Imperatriz, listava um ou outro mérito de que porventura fosse eu detentor. Ele e eu temos formação acadêmica e experiência de gestão em Administração Pública e empresarial, o que, ao menos em razão dos bons vieses acadêmicos, técnicos, nos leva a ter umas e outras ideias, projetos, desejos coincidentes, concordantes. Por sua vez, o filho de Márcia e Paulo, Paulo Jr., nos últimos meses por pelo menos duas vezes aproximou-se e, em tom de quase confidência, falou-me de inspirações e aspirações, ideias e ações que ele gostaria de implementar em favor de Caxias. Também achei razoáveis e, mais que isso, necessárias essas ideações paulinas – em um dos casos certamente estimulado pela longa palestra, vista por ele, que eu ministrara no auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL de caxias), em 2023. O outro encontro foi na Rodoviária Nachor Carvalho, de Caxias, à noite, quando Paulinho e eu, ali na sala de espera, éramos mais uns dos muitos caxienses, visitantes e passantes que esperavam o próximo ônibus para algum canto do Maranhão, do Nordeste, do país....
Portanto, sem precisar estar se encontrando com frequência, que pelo menos as (boas) ideias e ideais se encontrem e se reforcem, inda que, eventualmente, possam não sobreviver ao cotidiano do pragmatismo político e da práxis administrativa.
Além dos eventuais, fortuitos encontros de saudações e breves atualizações acerca de um e outro, guardo de memória um momento em que Márcia Marinho e sua mãe, a desembargadora Madalena Serejo, puderam demonstrar, digamos assim, uma especial consideração para comigo. Era o último trimestre do ano 2000. Eu estava em Caxias e amigos estimularam-me a lançar alguns livros que eu publicara – entre eles, “Desenvolvimento com Envolvimento – Teoria e Prática de Gestão Participativa”, “Falando de Desenvolvimento – Questões, Respostas, Reflexões”, “Comunicação Interna – Produtos e Processos, Meios e Mensagens para a Gestão de Seres Humanos nas Organizações”...
O evento deu-se em uma agradável noite na área da piscina do Hotel Alecrim, no histórico morro de mesmo nome. Márcia e a mãe deixaram para ser as últimas na fila de autógrafos e dedicatórias das obras. As duas puxaram uma cadeira, e Márcia fez, logo de cara, um convite: “– Volta para Caxias e vem ser secretário na minha administração”. Márcia Marinho, como se sabe, vencera as eleições naquele icônico, milenar, ano 2000, e seria a prefeita de Caxias de 1º de janeiro de 2001 a 1º de janeiro de 2005. Lembrei-me de que, anos antes, em Araguaína (TO), a prefeita Valderez Castelo Branco e seu marido, o deputado federal Lázaro Botelho, após uma palestra que dei na Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), convidaram-me para ser secretário municipal na prefeitura daquele progressista município tocantinense.
Disse à prefeita eleita caxiense que, tendo eu já diversas candidaturas nos couros, com até mais de 24 mil votos, sabia que, em geral, criam-se muitas expectativas por parte de apoiadores, gestores de campanha, colaboradores e até “cabos” eleitorais, que acreditam ter assinado um contrato invisível e unilateral que lhes asseguraria serem, em caso de vitória, titulares de secretarias, gabinetes e outros órgãos da estrutura do Serviço Público municipal. Em outras palavras, disse que, mesmo sendo um caxiense, com formação e experiência nas áreas política e administrativa, poderia não ser interessante para a prefeita eleita nomear pessoas que não tivessem “trabalhado” na campanha dela. Márcia sentiu o que eu quis dizer. Nesse instante, sua mãe, que ouvia a tudo silenciosa, levantou-se e, estando eu sentado, ela abraçou-me por trás e, com voz de mãe, disse: “– Meu filho... Edmilson, venha ajudar minha filha, por favor!”
Como se sabe, desde os tempos bíblicos que uma mulher Madalena demonstra força e argumentos de dissuasão, convencimento... Disse para Márcia e Madalena que ficaria à disposição para novos contatos acerca do assunto. Aí, Márcia antecipou-me que ela e o marido iriam fazer uma viagem à América Central e Caribe, especificamente para Cuba, e que até antes do fim daquele ano 2000 retornariam e nos contataríamos.
Já fui secretário titular e secretário-adjunto de cinco Pastas em município com economia quatro vezes maior que a de Caxias. Sei, sabe-se, sabemos do limite de cargos para nomeação pelo novo prefeito e do excesso de pessoas com pedidos, intenções, desejos, solicitações, esperanças, acreditando, essas pessoas, terem direitos prévios a uma posição/colocação, enfim, muitos à procura dos muitos empregos e poucos com disposição de enfrentar muito trabalho...
Acho que, nessa pletora, nessa enxurrada de demandas e de outras “coisas” que aparecem e que têm de ser tratadas pelo novo gestor, acho que nesse caudal de tomada de decisões e da abundância de outras providências, a prefeita deslembrou-se da boa conversa entre livros e sob o estrelado céu tão saudosamente cantado aos 19 anos por nosso especial conterrâneo comum Antônio Gonçalves Dias (“nosso céu tem mais estrelas”). E, é claro, como cavalheiro – e distante quase 600 quilômetros de Caxias –, elegantemente não fiz questão de lembrar nada à Senhora Prefeita... Quem conhece por dentro estrutura(s) e demanda(s) de uma Administração Pública sabe o “decifra-me ou te devoro” que é posto esfingicamente para quem chega lá.
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Para mim, o traço marcante da pessoa de Márcia Marinho era – pelo menos no que pude perceber – a suavidade, a lhaneza. Mas distinção, afabilidade, candura são características a mais (e melhores) de quem também é forte, resistente, resiliente. E Márcia, a partir mesmo deste seu prenome, era guerreira. (“Márcia” deriva do latim “martius”, com o sentido de “guerreiro”, por se referir ao deus romano da guerra, Marte). Seu segundo prenome, Regina, também latino, significa “rainha”. Já Serejo é nome de uma das mais antigas famílias que chegaram ao Brasil, provinda de Portugal nos meados dos anos 1500, século XVI.
Assim, guerreira rainha ou rainha guerreira, a ordem dos fatores não altera o caráter ou simbologia do nome. O certo é que a luta das mulheres pela conquista de mais e melhores espaço de poder teve em Márcia Regina um nome de efetividade na ocupação de postos e desempenho de funções de (co)mando, de decisão, de ação. As mulheres não buscam privilégios, mas justiça. Raimundo Teixeira Mendes, o caxiense que, no Rio de Janeiro então capital federal, além de ter criado a Bandeira brasileira, redigiu as primeiras leis de proteção à mulher trabalhadora no Brasil, certamente sabia que há nas mulheres fibra e ferro, cálcio e fosfato tanto quanto os há nos homens, em termos de força e energia, resistência e inteligência para pensar e executar serviços que tornem melhor o dia a dia da comunidade.
Nesse mister, Márcia, como médica ou gestora, foi enfrentando os mistérios de funções que pareciam exclusividades masculinas: esteve de 1988 a 1990, na Companhia de Águas e Esgotos do Estado do Maranhão (Caema), em São Luís; de 1991 a 1992, no Hospital de Base, em Brasília; de 1992 a 1993, gerente no Sistema Alecrim de Comunicações, em Caxias; de 1993 a 1994, titular da Secretaria Municipal da Criança e Ação Social do Município de Caxias; de 1995 a 1999, deputada federal; de 1999 a 2000, gerente de Estado de Desenvolvimento Regional de Pedreiras (MA); de 2001 a 2004, prefeita de Caxias; de 2005 até sua morte, presidente da Sociedade Educacional Caxiense S/C Ltda.; e, em 2021, secretária da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, da prefeitura de Caxias.
Na Câmara Federal, que representa o povo brasileiro (o Senado representa os Estados), Márcia Marinho, como titular ou suplente, ganhou assento e participou de discussões e decisões nas diversas Comissões, permanentes e temporárias, entre elas as de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias; Desenvolvimento Urbano e Interior; Direitos Humanos; Educação, Cultura e Desporto; Seguridade Social e Família; Trabalho, Administração e Serviço Público; Comissão Especial de Implementação das Decisões da IV Conferência Mundial da Mulher; comissões de análise das Propostas de Emenda Constitucional (PEC) e Projetos de Lei (PL) sobre a Inviolabilidade do Direito à Vida, sobre alteração no Sistema de Previdência Social, sobre Recursos da Seguridade Social ao SUS, sobre Doação de Açudes pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), sobre Planos e Seguros de Saúde, sobre Critérios de Proteção e de Integração Social aos Portadores de Deficiência, sobre a Procuradoria Parlamentar e participação, como titular, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), sobre Adoção e Tráfico de Crianças Brasileira, esta em 1995/1996.
Suas funções empresariais, executivas e parlamentares ao longo dos tempos não a dispensaram de manter-se antenada e atualizada com sua principal formação acadêmica: a Medicina. A Márcia estudante cuidadosa (de 1982 a 1988) e médica estudiosa procurava participar de eventos médicos e outros em todo o país, a maioria deles voltada para sua especialidade, a Pediatria. Assim, foi observando, absorvendo e aplicando conhecimentos ligados a doenças, tratamentos e técnicas, entre os quais conhecimentos sobre parasitologia, medicina tropical, raiva, coloproctologia, problemas respiratórios, endocrinologia, metabologia, pediatria ambulatorial, hematologia, gastroenterologia, orientação e propedêutica gestacional, análise transacional, parasitologia, dermatologia, emergência etc., além de cursos e outros eventos de treinamento e formação em gestão pública, como especialização em Gestão e Políticas Públicas pela Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro, e fluência em língua inglesa.
Nascida em 22 de outubro de 1963, em São Luís (alguns registros dão-na, equivocadamente, como de Caxias), Márcia Regina era filha de Maria Madalena Serejo, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, e de José Crispim Serejo, que tiveram também os filhos Benevenuto, Fernanda e Armando, todos advogados. Por sua vez, Márcia e Paulo Marinho (advogado e administrador, nascido em Caxias, em 1º de dezembro de 1958), viram nascer-lhes os filhos Paulo Jr., administrador e deputado federal, nascido em 1985 e residente em Caxias; João Victor, estudante de Arquitetura e Urbanismo em São Paulo, nascido em 2000; e Larissa, que, na inspiração e passos da mãe, também é médica e também voltada à Pediatria, como cirurgiã pediátrica em Brasília.
As redes sociais registram o grande número de condolências pelo falecimento de Márcia Marinho neste sábado, 3 de fevereiro de 2024, em Teresina (PI). Coincidentemente, 3 de fevereiro é o Dia da Mulher Médica, em homenagem a Elizabeth Blackwell (1821-1910), uma talentosa inglesa nascida em Bristol, que emigrou aos 10 anos para Cincinatti, nos Estados Unidos, país onde se tornou a primeira mulher formada em Medicina. Trabalhou em Paris, na França, e foi lá que perdeu a vista de um dos olhos... por um acidente biológico ao cuidar de uma criança...
Os diversos depoimentos de internautas atestam o cuidado profissional e a bondade pessoal de Márcia Marinho: mulheres e homens declaram sua gratidão pelos tratamentos e pelos gestos efetivos, materiais, de auxílio, ajuda, contribuição. Em uma dessas manifestações, o reconhecimento filosófico: “A drª Márcia dobrou-se quando necessário, mas levantou-se muito mais”.
Os Céus, pelo que os que nunca estiveram lá dizem, é um lugar só de coisas boas, onde doença e morte não existem. Assim, a médica Márcia Regina, além de lá do Alto zelar pelos familiares e amigos que ainda resistem neste lado de cá da Vida, quem sabe continuará se dedicando aos pequenos. Por exemplo, brincando com anjinhos.
Depois de tantas padecências físicas por aqui, que a levaram ao óbito na capital piauiense, brincar com anjos é o mínimo que de lúcido e lúdico se pode desejar ao espírito criança de Márcia Regina Serejo Marinho.
Paz e Luz, Amiga.
Boa mudança de vida.
Bom descanso.
* EDMILSON SANCHES
FOTOS:
Márcia Marinho, com o marido Paulo, e os filhos Larissa, Paulo Jr. e João Victor.