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Os estudantes concluintes dos cursos que serão avaliados no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2019 têm até hoje (13) para solicitar atendimento especializado, específico ou por nome social, caso necessário. O pedido deverá ser feito pelo próprio estudante, por meio do Sistema Enade.

O atendimento especializado destina-se a pessoas com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual (mental), surdocegueira, dislexia, “deficit” de atenção, autismo e discalculia.

O atendimento específico é oferecido a gestantes, lactantes, idosos ou pessoa com outra condição específica. Já o atendimento por nome social aplica-se às pessoas que se identificam e querem ser reconhecidas socialmente em consonância com a sua identidade de gênero.

Questionário do Estudante

Todos os estudantes formandos nos cursos avaliados devem responder ao Questionário do Estudante até 21 de novembro. O documento, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), faz parte do processo avaliativo e o preenchimento é obrigatório. O formando que não preencher o formulário ficará irregular no Enade e, mesmo que cumpra todas as outras obrigações do exame, não conseguirá colar grau.

O Enade 2019 será aplicado no dia 24 de novembro. O exame é composto por uma prova para avaliação de desempenho dos estudantes e um Questionário do Estudante. No histórico escolar do estudante, ficará registrada a situação de regularidade em relação ao Enade.

Neste ano, o Enade avaliará os cursos das áreas de ciências agrárias, ciências da saúde e áreas afins; engenharias e arquitetura e urbanismo; e os cursos superiores de tecnologia nas áreas de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e de segurança.

(Fonte: Agência Brasil)

Participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão usar documentos vencidos para identificação nos dias do exame. Essa é uma novidade na aplicação deste ano.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), esses documentos, no entanto, devem ser originais e conter foto. Cópias simples, autenticadas em cartório ou documentos sem foto não serão aceitos pelos aplicadores.

Todos os candidatos inscritos no Enem deverão apresentar um documento de identificação para fazer as provas. O MEC alerta que quem apresentar a via original do documento oficial de identificação que esteja danificada, ilegível, com foto infantil ou que inviabilize a sua completa identificação, ou de sua assinatura, poderá realizar o Enem, desde que se submeta à coleta de dado biométrico, de informações pessoais e da assinatura em formulário oferecido pelo aplicador.

Participantes que perderem ou tiverem o documento roubado ou furtado deverão apresentar boletim de ocorrência, expedido por órgão policial há, no máximo, noventa dias do primeiro domingo do exame. Os candidatos também terão que se submeter à coleta de dados e assinatura de formulário para fazer o exame.

Somente serão aceitos documentos físicos. Documento digital em aparelho de celular não poderá ser usado como identificação. Um dos motivos, de acordo com a pasta, é que o documento precisará ficar visível na mesa do candidato durante o exame. Por questão de segurança, o celular será desligado, guardado e lacrado dentro da sala de prova.

O Enem 2019 será realizado nos dias 3 e 10 de novembro, em 1.727 municípios brasileiros. Mais de 5 milhões de pessoas farão o exame, em 14 mil locais de aplicação de provas.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem para se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior. Os estudantes podem, ainda, concorrer a bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e ser beneficiados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Veja a lista completa dos documentos aceitos no Enem 2019:

- Cédulas de identidade (RG) emitidas por Secretarias de Segurança Pública, Forças Armadas, Polícia Militar e Polícia Federal;

- Identidade expedida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para estrangeiros, incluindo refugiados;

- Carteira de Registro Nacional Migratório;

- Documento provisório de Registro Nacional Migratório;

- Identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes que, por lei, tenha validade como documento de identidade;

- Carteira de Trabalho e Previdência Social emitida após 27 de janeiro de 1997;

- Certificado de Dispensa de Incorporação;

- Certificado de Reservista;

- Passaporte;

- Carteira Nacional de Habilitação com fotografia;

- Identidade funcional de acordo com o Decreto 5.703/2006.

(Fonte: Agência Brasil)

Três alunos do Ciep General Osório, de Nova Iguaçu, venceram o concurso para criação de uma logo para os novos uniformes da rede de ensino estadual do Rio.

A arte estampará 2,1 milhões de uniformes que serão distribuídos a 700 mil alunos de todo o Estado em 2020. Será a primeira vez, em dez anos, que a rede estadual de educação vai distribuir uniformes a seus alunos.

A equipe vencedora, formada pelos alunos do ensino médio José Nascimento, Kellytha dos Santos e Vitor Paiva, foi recebida, hoje (12), pelo governador Wilson Witzel e pelo secretário de Educação, Pedro Fernandes. Witzel prometeu um prêmio extra aos estudantes: uma viagem a Miami (EUA), onde conhecerão empresas do setor de design.

A diretora do Ciep General Osório, Leandra Aleixo Nunes, disse que todos ficaram emocionados com a vitória dos alunos. “A gente ficou sem palavras, porque é todo um trabalho desenvolvido com eles. Vibramos muito até porque a escola inteira participou pedindo curtições. Todo mundo envolvido, os professores, a família. Todos pedindo voto”.

O prêmio extra anunciado pelo governador pegou a todos de surpresa, disse Leandra. A diretora aguarda contato da secretaria para formalizar a viagem dos estudantes.

A logo vencedora foi escolhida em votação que mobilizou 217 mil pessoas nas redes sociais da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc). A equipe vencedora recebeu 9.719 curtidas - o equivalente a 23% do total de votos. O concurso sobre o tema “Juventude pela Paz nas Escolas” foi realizado entre os dias 2 e 10 deste mês, na rede estadual de ensino.

Reconhecimento

José Nascimento, 19 anos, aluno da 1ª série do ensino médio no Ciep General Osório, é o autor da ideia que os colegas Kellytha e Vitor reproduziram no computador. “Nós tivemos ajuda dos professores e do pessoal da escola”, disse à Agência Brasil.

Segundo ele, a equipe pensou em conjunto como poderia traduzir o tema do concurso em uma logo para ser usada nos uniformes da rede pública. “É muito gratificante saber que o trabalho vai ser reconhecido daqui a meses. Todas as escolas vão ter esse trabalho nas camisas. É bom porque é um trabalho que vai ser reconhecido pelo povo, não só pelos alunos, mas pelos diretores, pelos professores, toda a rede estadual de escolas. É muito gratificante”, reforçou.

O estudante acredita também que a vitória pode estimulá-los a seguir a carreira de designer. Por enquanto, o sonho do estudante é trabalhar na área de segurança. “Uma carreira básica”, definiu.

O secretário de estado de Educação, Pedro Fernandes, agradeceu a todas as escolas que participaram do processo e parabenizou os moradores de Nova Iguaçu e, em especial, os alunos vencedores.

“Ano que vem, serão 2,1 milhões de novos uniformes distribuídos para os nossos alunos, com a logo que vocês escolheram”, afirmou.

(Fonte: Agência Brasil)

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai ofertar, em 2019 e 2020, 3.182 novas bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. A nova oferta foi negociada com o Ministério da Economia. Ao todo, R$ 600 milhões serão destinados à manutenção das bolsas vigentes e à oferta das novas bolsas.

As novas bolsas fazem parte do montante de 5.613 que não seriam renovadas, conforme anúncio feito pelo governo no último dia 2. Com a garantia de mais recursos, a Capes voltou a garantir a oferta de parte delas.

Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, as novas bolsas serão todas ofertadas em programas com notas 5, 6 e 7 – em uma escala que vai até 7 – nas avaliações da Capes. “São dos programas das melhores notas porque esses dão maior retorno para a sociedade”, disse o ministro na última terça-feira (11), em entrevista à imprensa.

“Como a gente não tinha a solução, a gente segurou. Encontramos a solução, estamos soltando 3.182 novas bolsas. As pessoas que já estavam fazendo pesquisa têm recursos para continuar recebendo até o fim da pesquisa deles”, complementou.

Com o incremento de R$ 600 milhões, o orçamento da Capes para 2020, que estava previsto em R$ 2,48 bilhões, passa para R$ 3,05 bilhões, segundo o Ministério da Educação (MEC).

(Fonte: Agência Brasil)

Termina, nesta quarta-feira (11), o prazo para que estudantes que ainda não estão matriculados no ensino superior concorram a uma das vagas que não foram preenchidas no processo seletivo regular do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no “site” do programa.

Para se inescrever, é preciso ter participado do Exame Nacinal do Ensino Médio (Enem), em qualquer edição a partir de 2010. É preciso ter obtido nota igual ou superior a 450 pontos no exame e não ter tirado zero na redação. Além disso, os candidatos precisam ter renda mensal bruta familiar de até três salários mínimos.

As vagas serão ocupadas conforme a ordem de conclusão das inscrições, que garantem ao candidato apenas a expectativa de direito à vaga remanescente para a qual se inscreveu. O candidato só terá a certeza de que conseguiu a vaga depois que validar as informações na instituição de ensino em até dois dias úteis após a inscrição.

Aqueles que não quitaram o financiamento anterior pelo Fies ou pelo Programa de Crédito Educativo não podem inscrever-se, assim como os que têm, atualmente, financiamento do Fies.

Os candidatos já matriculados em instituições de ensino têm prazo maior para se inscrever, até 29 de novembro.

(Fonte: Agência Brasil)

O Ministério da Educação (MEC) pretende enviar ao Congresso Nacional, no início de outubro, texto que definirá o programa Future-se para que seja analisado pelos parlamentares, de acordo com informações do secretário de Educação Superior da pasta, Arnaldo Barbosa. O governo ainda vai definir se apresentará um projeto de lei ou uma medida provisória (MP).

“Essa será uma decisão especialmente do Palácio do Planalto e depende do grau de consenso que conseguiremos com os reitores. É difícil falar agora, mas não há dúvida que é urgente ter uma nova estratégia de financiamento para as universidades”, diz Barbosa, que participou, nessa terça-feira (10), do programa “Brasil em Pauta”, da TV Brasil.

Um projeto de lei precisa ser aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente para começar a vigorar. Já a MP passa a valer assim que é publicada pelo presidente da República no “Diário Oficial da União”, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional no prazo de até 120 dias para ser transformada, definitivamente, em lei.

De acordo com Barbosa, pelo menos, 16 dos 63 reitores de universidades federais têm interesse em aderir ao Future-se. “O que é uma adesão muito forte”, diz. Ele pondera, no entanto, que ainda se deve fazer uma discussão. "Não se deve falar em adesão ou rejeição porque ainda tem que passar pelo Congresso Nacional”.

Apresentado pelo MEC em julho, o Future-se, entre outras estratégias, cria um fundo para financiar as universidades federais. A intenção é atrair também recursos privados, facilitar processos licitatórios e, com isso, financiar pesquisa, inovação, empreendedorismo e internacionalização nas instituições de ensino. Trata-se de um recurso extra. As universidades seguirão, segundo a pasta, contando com o orçamento público.

O texto do programa passou por consulta pública e recebeu mais de 20 mil contribuições. Segundo Barbosa, o MEC trabalha agora com a análise e organização das sugestões.

Ele adianta que a pasta pretende tornar mais claros alguns pontos no texto inicial, como o trecho que define a atuação de organizações sociais (OSs) e de fundações de apoio nas universidades. “Vamos deixar mais claro na proposta de alteração legislativa que as atividades que as organizações sociais e as fundações de apoio desempenharão são frutos do que o próprio conselho superior [das universidades] determinarem. Então, não há de se falar em quebra de autonomia a partir do momento em que quem manda nas universidades é o conselho superior”, disse.

O secretário acrescentou que “o serviço prestado por essas organizações é escolhido pelos reitores”. A atuação das OSs foi um ponto que criou dúvidas entre os reitores após o anúncio do programa.

O Future-se, de acordo com Barbosa, também vai permitir que universidades e empresas juniores, ligadas às instituições, possam ser dispensadas de licitação em contratos com a administração pública federal, estadual e municipal. “Será mais uma forma de as universidades buscarem recursos adicionais, inclusive prestando serviço de consultoria para outros ministérios”, destacou.

O programa deverá ainda premiar, com recursos adicionais, as universidades que apresentarem melhorias em índices de governança, de empreendedorismo, de pesquisa, inovação e de internacionalização.

(Fonte: Agência Brasil)

O deputado federal Juscelino Filho (DEM-MA) participou, nessa segunda-feira (9), da inauguração da quadra poliesportiva do Japão, localizada no Bairro da Liberdade, em São Luís (MA). A reforma da quadra contou com recursos de emenda parlamentar do senador Weverton Rocha (PDT-MA). A entrega do espaço também foi feita pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior, e pelo presidente da Câmara Municipal, Osmar Filho, além de secretários e vereadores.

“Foi uma satisfação enorme fazer parte de mais essa importante conquista para a capital, que recebe um espaço de esporte, lazer, cultura e convívio social totalmente modernizado. Estimular atividades como essas é fundamental para o futuro dos nossos jovens e da própria comunidade”, afirmou Juscelino Filho. Ele acrescentou: “Foram momentos incríveis e inesquecíveis, principalmente em razão da alegria estampada no rosto das pessoas”.

A reforma da quadra poliesportiva foi feita pela Prefeitura de São Luís. A emenda de Weverton Rocha garantiu R$ 250 mil para as obras, que incluíram piso novo, cobertura e iluminação. A expectativa é que cerca de 4 mil crianças, adolescentes e idosos sejam beneficiados, de acordo com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.

(Fonte: Assessoria de comunicação)

As provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), para os brasileiros que moram no exterior, serão realizadas no próximo domingo, 15 de setembro. O exame será aplicado em 18 cidades de 12 países: Bélgica (Bruxelas); Espanha (Barcelona e Madri); Estados Unidos (Boston, Houston, Nova Iorque e Miami); França (Paris); Guiana Francesa (Caiena); Holanda (Amsterdã); Itália (Roma); Japão (Nagoia, Hamamatsu e Tóquio); Portugal (Lisboa); Reino Unido (Londres), Suíça (Genebra) e Suriname (Paramaribo).

O Encceja Exterior é uma oportunidade para quem mora fora do Brasil conseguir a certificação do ensino fundamental ou do ensino médio por não ter tido a oportunidade de concluir os estudos na idade adequada. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) elabora, aplica e faz a correção das provas. A aplicação do exame conta com a colaboração do Ministério das Relações Exteriores. São quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, e uma redação.

Para a certificação do ensino fundamental, o participante é avaliado em ciências naturais; matemática; língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física e redação; e história e geografia. Para o ensino médio, as áreas avaliadas são ciências da natureza e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; linguagens e códigos e suas tecnologias e redação; e ciências humanas e suas tecnologias.

Encceja PPL

Para os brasileiros residentes no exterior e que estão privados de liberdade ou cumprem medidas socioeducativas, o Encceja Exterior Para Pessoas Privadas de Liberdade ( Encceja PPL) será aplicado entre 16 e 27 de setembro. Nesse caso específico, a aplicação das provas será apenas em unidades prisionais de Tóquio, no Japão. No Brasil, o Encceja PPL ocorrerá em 8 e 9 de outubro.

(Fonte: Agência Brasil)

A carteira estudantil digital começará a ser emitida em 90 dias e será ofertada nas lojas Google Play e Apple Store. Com o documento, os estudantes vão poder pagar meia-entrada em “shows”, cinema, teatro e outros eventos culturais. O prazo começa a contar hoje (9), com a publicação da medida provisória (MP) que dispõe sobre o pagamento de meia-entrada no “Diário Oficial da União”.

O estudante que solicitar a carteira digital terá que consentir com o compartilhamento dos dados cadastrais e pessoais com o Ministério da Educação (MEC) para subsidiar o Sistema Educacional Brasileiro — o novo banco de dados nacional dos alunos, a ser criado e mantido pela pasta.

O MEC poderá usar essas informações apenas para formulação, implementação, execução, avaliação e monitoramento de políticas públicas. O sigilo dos dados pessoais deve ser garantido sempre que possível.

O estudante com idade igual ou superior a 18 anos e o responsável legal pelo aluno menor de idade responderão pelas informações autodeclaradas e estarão sujeitos às sanções administrativas, cíveis e penais previstas em lei na hipótese de fraude.

De acordo com a MP, a carteirinha digital poderá ser emitida pelo MEC; pela Associação Nacional de Pós-Graduandos; pela União Nacional dos Estudantes (UNE); pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes); por entidades estudantis estaduais, municipais e distritais; diretórios centrais dos estudantes; centros e diretórios acadêmicos e outras entidades de ensino e associações representativas dos estudantes, conforme definido em ato do ministro da Educação.

O MEC poderá ainda firmar contrato ou instrumento congênere com a Caixa Econômica Federal para emissão gratuita ao estudante do modelo físico da carteira de identificação estudantil.

Segundo a MP, a nova carteira estudantil física solicitada em um ano será válida até 31 de março do ano seguinte e a digital, enquanto o aluno permanecer matriculado em estabelecimento que forneça os níveis e as modalidades de educação e ensino. O documento perderá a validade quando o estudante se desvincular do estabelecimento.

(Fonte: Agência Brasil)

Este domingo (8) marca a passagem do Dia Internacional da Alfabetização, data instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), no século passado (em 1966), para incentivar o pleno letramento da população internacional. Apesar da melhoria do acesso às escolas, nos últimos 53 anos em diversos países, ainda existem em todo o planeta 750 milhões de jovens e adultos que não sabem ler nem escrever.

Se todas essas pessoas morassem em um único país, a população só seria inferior a da China e da Índia, que têm, cada uma, mais de 1 bilhão de habitantes. A nação hipotética do analfabetismo tem mais do que o dobro de toda a população dos Estados Unidos. Nesse contingente, duas de cada três pessoas que não sabem ler são mulheres.

Ainda segundo a Unesco, o problema do analfabetismo perdurará por muito tempo. No ano passado, 260 milhões de crianças e adolescentes não estavam matriculados nas escolas.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, havia 11,3 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais de idade. Se todos residissem na mesma cidade, este lugar só seria menos populoso que São Paulo – a capital paulista tem população estimada de 12,2 milhões.

A taxa do chamado “analfabetismo absoluto” no Brasil é de 6,8%. Como ocorre com os dados internacionais, o analfabetismo não atinge a todos da mesma forma. “Na análise por cor ou raça, em 2018, 3,9% das pessoas de 15 anos ou mais – de cor branca – eram analfabetas, percentual que se eleva para 9,1% entre pessoas de cor preta ou parda. No grupo etário 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo das pessoas de cor branca alcança 10,3% e, entre as pessoas pretas ou pardas, amplia-se para 27,5%”, descreve nota do IBGE.

Netos e avós

Segundo os pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil, o volume de analfabetos é bastante alto e não diminui por falta de investimentos na Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Para um gestor público, prefeito, governador, interessa muito mais investir em educação básica, não na Educação de Jovens e Adultos, porque é uma parcela muito pequena”, critica Maria do Rosário Longo Mortatti, professora titular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e também presidente emérita da Associação Brasileira de Alfabetização. Segundo ela, o investimento no EJA é “secundarizado”.

Por trás desse comportamento, há antigo raciocínio entre gestores públicos de que a “dinâmica demográfica”, com a renovação das gerações, extinguiria o analfabetismo absoluto no passar dos anos, conforme lembra Maria Clara Di Pierro, professora de Educação da Universidade de São Paulo (USP), especializada em políticas públicas de jovens e adultos.

“Esse raciocino não é novo. O ex-ministro [da Educação] já falecido Paulo Renato usava muito esse argumento, dizendo ‘vamos concentrar os nossos esforços nas novas gerações. A sucessão geracional se encarregará de eliminar o analfabetismo’. Alguns pesquisadores e jornalistas compartilham essa visão, mas ela é duplamente equivocada”, aponta.

“De um lado, porque a gente continua produzindo analfabetismo, não se trata apenas de um resíduo do passado, e os idosos estão vivendo mais. De outro lado, nós temos o analfabetismo funcional mediado pelo sistema educativo. Então, essa esperança ‘vamos deixar os velhinhos morrerem para acabar com o problema’ é uma ilusão, e não faz frente ao que temos de enfrentar”, complementa Di Pierro.

A mesma visão tem a professora Francisca Izabel Pereira Maciel, diretora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela ressalta que o Poder Público “não pode descuidar-se do analfabetismo absoluto” e que “é direito das pessoas aprender a ler e escrever”.

Ainda que o analfabetismo absoluto atinja, predominantemente, os mais idosos, a professora Francisca Izabel salienta que, em muitas famílias, são os avós que cuidam dos netos enquanto os pais trabalham. A falta de escolaridade entre os mais velhos dificulta o acompanhamento escolar e pode desestimular o interesse pelos estudos entre os mais novos.

Analfabetismo funcional

As estatísticas do IBGE consideram as pessoas com 15 anos ou mais que foram declaradas como analfabetas em pesquisa periódica de amostra domiciliar. Os números, no entanto, podem ser ainda mais graves se for medida a “capacidade de compreender e utilizar a informação escrita e refletir sobre ela” – como faz o estudo Indicador de Alfabetismo Funcional, elaborado pelo Instituto Paulo Montenegro e pela Ação Educativa.

Testes cognitivos aplicados no ano passado em 2.002 pessoas residentes em áreas urbanas e rurais de todo o país verificou que 29% das pessoas podem ser consideradas analfabetas funcionais e que não superam o nível rudimentar de proficiência. Apenas 12% da população é considerada “proficiente”.

Roberto Catelli Jr., coordenador-adjunto da Ação Educativa, explica que o analfabeto funcional é considerado a pessoa “capaz de identificar palavras, números, assinar o nome e ler frase. Mas não consegue realizar tarefa se precisar ler um pouco mais que isso – um parágrafo de um texto da vida cotidiana”, como recorte de jornal, um cartaz ou, até mesmo, uma receita de bolo.

A proporção de analfabetos funcionais no Brasil totaliza 38 milhões de pessoas. O volume dessa população é maior que quase todos os Estados brasileiros, só perde para o total de residentes no Estado de São Paulo (41,2 milhões).

Política de alfabetização

Os problemas de alfabetização também são assinalados pelo Ministério da Educação (MEC) que está iniciando a instalação da Política Nacional de Alfabetização (PNA). O caderno de apresentação da PNA consolida vários indicadores educacionais, entre eles os resultados da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), feita em 2016, que contabiliza que “54,73% de mais de 2 milhões de alunos concluintes do 3º ano do ensino fundamental apresentaram desempenho insuficiente no exame de proficiência em leitura”. Na mesma pesquisa, um terço dos alunos apresentavam níveis “insuficientes” em escrita.

Outros dados compilados pelo MEC são os resultados do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes, mais conhecido pela sigla Pisa , que, em inglês, significa “Programme for International Student Assessment”. Conforme a avaliação, o Brasil ficou em 59º lugar em leitura num “ranking” de 70 países.

“Os resultados obtidos pelo Brasil nas avaliações internacionais, e os próprios indicadores nacionais revelam um grave problema no ensino e na aprendizagem de leitura, de escrita e de matemática. É uma realidade que precisa ser mudada. Por isso, a Política Nacional de Alfabetização pretende oferecer às redes e aos alunos brasileiros, por meio de programas e ações, a valiosa contribuição das ciências cognitivas, especialmente da ciência cognitiva da leitura. Uma política de alfabetização eficaz terá reflexos positivos não apenas na educação básica, mas em todo o sistema educacional do país”, aponta o ministro Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub em nota de apresentação da PNA.

Desigualdade social

Conforme os especialistas ouvidos pela Agência Brasil, o analfabetismo resiliente no Brasil, absoluto ou funcional, reflete a exclusão do passado, faz sombra ao presente e mina possibilidades do futuro. “A discussão sobre analfabetismo se inicia no século XIX com o Brasil independente querendo se tornar nação como uma questão inicialmente sobre quem tinha direito. Era uma questão de voto. Quem podia votar”, ressalta Maria do Rosário Longo Mortatti, professora da Unesp.

“Existe uma desigualdade social que se espelha na própria desigualdade educacional. As oportunidades não são iguais para todos. Existe uma desvalorização da educação para pessoas de baixa renda”, lamenta Roberto Catelli Jr., da Ação Educativa, ao pensar sobre as dificuldades atuais do país acabar com o analfabetismo.

“Chegar à idade adulta na condição de analfabeto numa sociedade letrada predominantemente urbana, grafocêntrica [centrada na escrita] é uma situação que ocorre por processo de exclusão social que são múltiplos, que não são estritamente educacionais”, opina a professora Maria Clara Di Pierro, da USP, prevendo a perpetuação do quadro social.

“Não é um problema estritamente educativo. É um sintoma cultural de um processo mais amplo de exclusão. Reverter isso para os grupos mais vulneráveis requer mais políticas intersetoriais”, aconselha.

(Fonte: Agência Brasil)