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As vitórias que podem ser obtidas por meio do esporte vão muito além de pódios e medalhas. Dedicar-se à rotina de uma atividade esportiva e desenvolver estratégias visando bons resultados em competições é algo que pode resultar em benefício muito maior do que o de superar adversários: permite ao indivíduo superar a si mesmo. Exemplos disso não faltam entre os milhares de atletas que participam, em Brasília, da edição deste ano dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs).

Maria Eduarda Tendero, atleta do judô e participante dos Universitários Brasileiros (JUBs).

Judoca e professora de defesa pessoal, a gaúcha Maria Eduarda Tendero, de 22 anos, não obteve, no JUBs de 2022, resultado tão bom quanto em outras competições – entre elas a terceira colocação conquistada há poucos anos na Copa Rio Internacional.

Lidar com a frustração, segundo ela, é algo que a torna cada vez mais preparada para enfrentar problemas. “O judô sempre me ajudou a ser resiliente. É muito útil para o meu psicológico, ensinando que há sempre um dia após o outro, e que existe muita coisa boa além do pódio”.

O histórico de vitórias da faixa preta inclui um adversário que não veste quimono e cujos golpes têm, como ponto de partida, o psicológico de suas vítimas. “Fui diagnosticada com vitiligo há cerca de dez anos, quando ainda criança. Como é uma doença relacionada a estresse, vi no judô uma possibilidade de controlá-la”, disse à Agência Brasil a judoca, ao relatar ter conseguido estagnar o desenvolvimento da doença ainda em sua fase inicial.

“Na época, eu fazia judô há apenas poucos meses. Aproveitei, então, para usá-lo como ferramenta antiestresse. Saio leve do tatame, mesmo quando chego me sentindo sobrecarregada. O benefício é evidente”, enfatiza a atleta que dá aula de judô para crianças e de defesa pessoal para mulheres.

O esporte representou, para ela, também acesso ao curso de educação física na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O cursinho pré-vestibular foi custeado pelo seu clube, o Grêmio Náutico União, que também bancou uma complicada cirurgia de ligamento no joelho. “Minha família não teria a menor condição de arcar com esses custos”, disse.

Obstáculos

Gabriel Miranda, atleta do skate e participante dos Universitários Brasileiros (JUBs).

Lidar com os obstáculos do dia a dia é a especialidade dos praticantes de outro esporte que, por ter se tornado olímpico, está cada vez mais popular, também, no JUBs: o skate.

“Não é à toa que, na modalidade Street, os elementos da pista, onde temos de fazer as manobras, chamam-se obstáculos”, explica Gabriel Miranda, 22, estudante do 5º semestre de história na Universidade Federal do Amapá (Unifap).

Gabriel diz que o skate está presente em sua vida desde que começou a praticar, aos 8 anos. “É uma necessidade”, segundo ele, mesmo em meio às dores consequentes das muitas quedas que já teve.

“O skate é um esporte que tem uma rotina com muito mais erros e quedas do que acertos. Dessa forma, desenvolve, em seus praticantes, um jeito particular de ver o mundo, pelo qual obstáculos passam a representar desafios a serem superados”, disse.

Essa necessidade de condicionar o lado mental a lidar com dificuldades e adversidades fez do atleta uma pessoa mais focada em seus objetivos, imediatos ou não.

“Em primeiro lugar, eu sou um cara que não sente ansiedade. E tenho sensação constante de ter um horizonte a perseguir. Estou sempre focado nisso e não me deixo abalar pelas coisas”, explicou.

 Cheerleading

Willy Dirita, atleta de cheerleading e participante dos Universitários Brasileiros (JUBs).

Foco, disciplina, equilíbrio, flexibilidade, muito treino e perseverança são fundamentais também para uma modalidade que tem ganhado espaço no JUBs: o cheerleading, prática esportiva bastante difundida por meio dos filmes norte-americanos, com suas “líderes de torcida” fazendo coreografias e movimentos que misturam ginástica artística, dança, circo, acrobacia, elevação, lançamento e movimentos de solo.

Tudo requer, segundo o atleta e treinador da equipe da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Willy Dirita, 25, “muita força, equilíbrio, flexibilidade e trabalho em conjunto”. O gosto pelo “cheer” o fez trocar o curso de engenharia, iniciado em 2015 “estimulado pela família”, pelo de educação física, em 2018, três anos após iniciar na modalidade.

“Além de ser atleta, trabalho e vivo disso. O cheer era nada e virou tudo, tanto no campo profissional como social. Meus amigos são todos praticantes”, disse o estudante que já tem um histórico de três campeonatos brasileiros e três mineiros.

Jogos eletrônicos

Cassiano de Góes, atleta de e-sports e participante dos Universitários Brasileiros (JUBs).

Entre as modalidades eletrônicas que vêm ganhando espaço nos JUBs está a do jogo League of Legends (LOL), que tem, entre seus praticantes, o estudante de tecnologia da informação da Universidade Potiguar (UNP) Cassiano Goés.

Conhecido como “Cacá do Pálio”, ele ganhou destaque no JUBs – e reconhecimento, ao ser premiado como “melhor jogador” da edição 2021 dos jogos – após um histórico “pentakill”, obtido na final, quando, sendo o único remanescente de sua equipe, conseguiu derrotar cinco adversários da outra equipe.

Segundo ele, os jogos eletrônicos representam uma “verdadeira malhação cerebral”, para lidar com a grande quantidade de informações que surgem a todo momento. Entre os integrantes de sua equipe, há também estudantes de medicina, direito e psicologia.

Ele cita um estudo desenvolvido pelo departamento de psicologia de sua universidade indicando que os praticantes do jogo “desenvolvem pensamento rápido e análise espacial”, o que dá a eles tempo mais rápido de resposta. “Nós aprendemos as coisas mais rapidamente”, afirma o estudante que é, também, gerente em uma empresa do ramo alimentício.

“Sou reconhecido, em meu ambiente de trabalho, como uma pessoa com mais facilidade para identificar prioridades, minimizar tempo e para tomar, de forma rápida, decisões sobre distribuição e uso dos alimentos. Como o LOL é um jogo coletivo, desenvolveu, em mim, liderança de equipe, o que também me ajuda na hora de organizar minha equipe de trabalho”, acrescentou.

Talento

Ana Carolina Marques, participante dos Universitários Brasileiros (JUBs).

Baiana de São Gonçalo dos Campos, a atleta de lançamento de dardo Ana Carolina Marques, 25, já conquistou dois títulos nacionais pela federação da modalidade, além de um terceiro lugar no sul-americano e a 15ª posição no ranking mundial.

Em meio a tanto talento sucedido de títulos, a estudante de educação física da Uninassau de Feira de Santana diz que o que mais a encanta é passar adiante toda a experiência adquirida com treinamentos e experiências obtidas graças ao desporto.

“Muita coisa brilha nos meus olhos. Em especial, crianças, formação de atletas e trabalho social. Isso já faz parte do meu presente e fará também do meu futuro, porque quero que outras pessoas tenham acesso ao que eu tive”, disse ela em meio a recordações de viagens e de encontro com outros atletas que admira.

Ela participa de um projeto social que estimula crianças carentes a praticarem artes marciais, atletismo, capoeira e futebol na cidade natal, para onde retornou após muitos anos vivendo em São Paulo, onde se profissionalizou como esportista.

A estudante parou com as competições em 2019, mas foi “motivada a retornar” pela torcida de sua cidade, que sempre acompanhou, ainda que a distância, suas façanhas esportivas. “Hoje, realizo, nos jogos estudantis, o sonho de representar [oficialmente] a minha cidade e o meu Estado”.

Ao buscar “novos vencedores” por meio do projeto que desenvolve em parceria com a prefeitura de sua cidade, a atleta acredita que conseguirá “transformar em reticências o futuro ponto final” de sua carreira, ao ajudar alunos e, por tabela, aqueles que os cercam.

“Temos vários talentos, mas não basta ter talento. Precisamos de estrutura ao redor, em especial da família. E o esporte sempre pode ajudar nessa missão”, conclui.

JUBs

Organizados pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), os JUBs registraram quase 8 mil inscrições, entre atletas, comissão técnica, profissionais da saúde e voluntários, para a atual edição que se encerrará neste domingo (25).

Participam das competições atletas de 18 a 25 anos regularmente matriculados em uma instituição de ensino superior e previamente selecionados nas seletivas estaduais. Ao todo, 28 modalidades fazem parte do cronograma esportivo do evento, entre acadêmicas, olímpicas, paralímpicas e eletrônicas.

(Fonte: Agência Brasil)

Declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro neste mês, quando completa 25 anos de criação, o projeto Música no Museu prestou, hoje (23), homenagem ao Bicentenário da Independência com um recital do violonista Raphael dos Santos no Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, zona norte da cidade. No recital, que deu continuidade à programação deste ano, foram apresentadas músicas brasileiras e internacionais.

O projeto Música no Museu recebeu da Câmara Municipal do Rio de Janeiro o título de Patrimônio Cultural Imaterial por ser considerado pelo Rank Brasil, versão brasileira do Guinness Book, a maior série de música clássica do país, reunindo público superior a 1 milhão de pessoas que assistem aos concertos gratuitos.

A proposta dos vereadores Chico Alencar, Carlos Caiado e Átila Nunes destacou que, com sua programação de norte a sul do Brasil, o projeto estimula a participação de jovens talentos e o surgimento de iniciativas de inclusão social em comunidades por meio da música.

Os vereadores enfatizam que o evento renova o panorama da música clássica, ao realizar concertos de janeiro a dezembro, sem interrupção, e lembram que, com o concurso Jovens Músicos, já levou nove músicos para cursos de mestrado e doutorado na centenária James Madison University, no Estado da Virginia, Estados Unidos.

Para o diretor do projeto, Sérgio da Costa e Silva, a iniciativa “é um presente e uma surpresa muito gratificante, que poucas entidades têm. “Agora, fazemos parte, ao lado da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), dessa galhardia”, afirmou.

Eventos

Neste sábado (24), às 18h, no Palácio São Clemente – Consulado de Portugal, em Botafogo, as pianistas Adriana Kellner, Cecilia Guimaraes, Fernanda Cruz, Maria Helena de Andrade participam do Sarau da Independência.

A temporada será encerrada na semana que vem, com mais dois eventos. No dia 27, às 18h, no Museu do Exército – Forte de Copacabana, na Avenida Atlântica, Newton Nazareth apresentará palestra com audiovisual sobre A música no Império do Brasil.

No dia seguinte (28), às 12h30, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB RJ), na região central da cidade, Fernanda Cruz se apresentará no piano, interpretando As Estações, que são 12 peças para piano do compositor russo Piotr Ilitch Tchaikowsky.

No exterior

O Bicentenário da Independência continua a ser comemorado também no exterior, com concertos em Portugal. no dia 26, na Fundação Pedro IV, em Extremoz; e no dia 28, no Teatro Bernardim Ribeiro.

No dia 29, em Viena, capital austríaca, haverá apresentação do trio formado por Harold Emert, no oboé; Aleida Schweitzer, no piano; e Richard Meek, no fagote.

O Música no Museu se expande agora para mais um país, a Eslovênia. No dia 7 de outubro, o pianista Felipe Naim se apresentará no ArtCircle Slovenia pela série Música no Museu Internacional.

Prêmios

Durante toda a sua trajetória, iniciada em 1997, o projeto Música no Museu recebeu 30 prêmios nacionais e internacionais, entre os quais, a Ordem do Mérito Cultural, Golfinho de Ouro, Ordem do Mérito Carioca, Urbanidades do IAB, Mérito da Justiça e o Prêmio Heloneida Studart concedido pela Assembleia Legislativa (Alerj). Entre os prêmios internacionais, destacam-se o Cultura Viva, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). o Latin American Quality Awards, em Buenos Aires, o Cultura Viva, em Madri, e o Excelência em Cultura, em Lisboa.

A despedida dos palcos do maior cravista brasileiro, Roberto de Regina, de 95 anos, marcou a iniciativa Música de Museu – 200 Anos da Independência. O concerto abriu o projeto no teatro da Academia Brasileira de Letras (ABL), no centro do Rio, no dia 3 de setembro, e reuniu 200 convidados.

(Fonte: Agência Brasil)

Foi lançado, nessa quinta-feira (22), o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), mais conhecido como cadastro de bons motoristas. Por meio da iniciativa, governos e empresas poderão conceder benefícios fiscais e tributários – como descontos em IPVA, pedágios, seguros e locação de veículos – para quem não tiver cometido infração de trânsito nos últimos 12 meses. Os interessados já podem autorizar a inclusão no programa pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito ou no Portal de Serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

O cadastro positivo de condutores é uma iniciativa do deputado federal Juscelino Filho (União-MA), que incluiu a proposta quando relatou o Projeto de Lei 3267/19, que atualizou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). “Além de premiar o bom motorista, o que é justo, vamos estimular um comportamento mais prudente e seguro ao volante, o que é essencial para construirmos um trânsito melhor e para salvarmos milhares de vidas em todo o país. Como dizem, sou o pai da criança, e estou muito feliz pelo RNPC já estar em vigor”, disse Juscelino.

Segundo o parlamentar, o RNPC tem tudo para dar certo. “Três empresas, uma delas de estacionamento, já estão inscritas para ofertar benefícios, e outras estão negociando. Também já há governos estaduais estudando o assunto. Isso mostra que tanto o setor público quanto a iniciativa privada estão interessados. Quero parabenizar todos que contribuíram para o início do cadastro positivo e pedir o empenho do país para que ele funcione da melhor forma possível. O Brasil só tem a ganhar com isso”, afirmou.

O ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, destacou a importância do RNPC. “É uma nova forma de fazer política pública, incentivando boas práticas e premiando o condutor que cumpre as regras, e não apenas punindo os infratores”, frisou. O secretário nacional de Trânsito, Frederico Carneiro, endossou: “a segurança no trânsito também se baseia no pilar da educação e, nesse sentido, o cadastro positivo é uma medida revolucionária, já que ultrapassa as campanhas de fiscalização e respeito à legislação, quando estas já não são suficientes”.

De acordo com a norma, o cadastro deve ser atualizado mensalmente, até o oitavo dia útil, pela Senatran. Para consultar se está na lista, o motorista deverá fornecer nome completo e CPF. A consulta ao RNPC será garantida a todos os cidadão. O condutor será excluído do registro se solicitar, se houver registro de infração de trânsito, se tiver o direito de dirigir suspenso, se a CNH estiver cassada ou vencida há mais de 30 dias e se o cadastrado estiver cumprindo pena privativa de liberdade.

Proteção à vida em primeiro lugar

O deputado federal Juscelino Filho lembrou que a proteção à vida foi um dos pilares de sua relatoria do Novo CTB. “Também colocamos na lei a obrigatoriedade do uso da cadeirinha, apertamos a punição contra quem dirige sob efeito de álcool ou drogas, mantivemos exames médicos e psicológicos realizados por especialistas e aumentamos a validade da CNH com critérios técnicos, por exemplo. Ou seja, conseguimos modernizar o Código de Trânsito e aliviar o bolso dos motoristas, sem colocar em risco a segurança nas ruas e estradas”, citou.  

(Fonte: Assessoria de imprensa)

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Fim do ano chegando e, com ele, o período de renovação de matrícula nas escolas e do reajuste das mensalidades. Os pais ficam, sempre, de olho no percentual que vai ser aplicado sobre as taxas escolares. Mas será que existe um valor máximo de reajuste permitido? É possível negociar esse aumento? Quem os pais devem procurar se considerarem o percentual abusivo?

A presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino no DF (Sinepe), Ana Elisa Dumont, explicou que não existe um percentual máximo que as escolas devem aplicar de reajuste determinado pela legislação. O que está em vigor é a Lei de Mensalidades que determina que as escolas devem apresentar aos pais, quando solicitado,  uma planilha de custos que justifique o aumento nas taxas. E esse valor pode variar de acordo com a proposta pedagógica da instituição, com melhorias na estrutura física e com carga horária. Ana Elisa destacou que é impossível determinar um valor padrão de reajuste já que cada escola oferece serviços diferentes.

“Não há como ser um reajuste único para todas as escolas tendo em vista que elas têm propostas pedagógicas diferentes, períodos diferentes e aulas diferentes. A precificação das mensalidades é feita com base no que é fornecido dentro dessa planilha de custos e não mensurado com um índice específico”.

Mas o fato de não existir um teto para o aumento das mensalidades escolares não quer dizer que os pais não possam negociar esses valores. O presidente da Associação de Pais e Alunos de Instituições Particulares de Ensino do DF (Aspa), Alexandre Veloso, explicou que os pais podem e devem pedir que as escolas apresentem as planilhas de custo que justifiquem o reajuste nas mensalidades.

Além disso, é possível abrir uma negociação de descontos em cima dos novos valores, apesar de as instituições não serem obrigadas, por lei, a concederem esse abatimento. 

Alexandre sugere que os pais se reúnam em grupos para visitar a direção das escolas e tentar sensibilizar os gestores em relação à situação econômica do país nesse cenário de pós-pandemia.

“A grande maioria dos pais, a massa de servidores públicos, não teve qualquer tipo de aumento nesse período. E bem como os próprios pais e responsáveis da atividade privada também tiveram uma queda de arrecadação”,

Outro ponto que é preciso ficar atento é o de venda casada: as escolas não podem condicionar a compra de material e uniforme com outras taxas escolares. Alexandre destacou ainda que é importante que os pais leiam o contrato de prestação de serviços e fiquem atentos a itens como juros para atrasos de mensalidade e multas rescisórias.

Em caso de dúvida, as famílias podem procurar o Procon ou o Ministério Público de Proteção à Educação de seus Estados. 

(Fonte: Agência Brasil)

Fachada do edifício sede do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (22) que é dever do Estado garantir vagas em creches e na pré-escola para crianças de 0 até 5 anos de idade. Por unanimidade, a Corte confirmou a garantia, que está prevista no Artigo 208, inciso IV, da Constituição. 

Apesar de o direito estar previsto na Carta Magna, o Supremo precisou decidir sobre a questão porque diversas prefeituras são acionadas na Justiça pelos pais de crianças em busca de vagas, mas alegam que não têm recursos para garantir as matrículas. 

Prevaleceu o voto proferido ontem (21) pelo relator, ministro Luiz Fux. No entendimento do ministro, o direito à educação infantil é assegurado na Constituição e não pode ser negado sem justificativa. 

Votaram para confirmar a garantia constitucional os ministros André Mendonça, Nunes Marques, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e a presidente, Rosa Weber. 

Ao término do julgamento, o plenário decidiu aprovar uma tese que será aplicada aos casos semelhantes que tramitam na Justiça. 

“A educação infantil compreende creche (de 0 a 3 anos) e a pré-escola (de 4 a 5 anos). Sua oferta pelo Poder Público pode ser exigida individualmente, como no caso examinado neste processo. O Poder Público tem o dever jurídico de dar efetividade integral às normas constitucionais sobre acesso à educação básica”, definiu a Corte. 

O caso que motivou o julgamento foi um recurso do município de Criciúma (SC) contra decisão da Justiça de Santa Catarina que obrigou o governo local a ofertar vaga em creche para uma criança carente. 

O processo julgado tem repercussão geral, ou seja, a decisão tomada pelo STF será de cumprimento obrigatório nas ações sobre o mesmo tema que tramitam no Judiciário do país.

(Fonte: Agência Brasil)

Nomes de destaque no kitesurf brasileiro, os maranhenses Bruno Lobo e Socorro Reis vivem a expectativa pela participação no Circuito Europeu de Fórmula Kite, que começa neste domingo (25) e será disputado até 2 de outubro, na cidade de Nafpaktos, na Grécia. A dupla viaja para a competição em mares gregos após faturar títulos da categoria Hydrofoil na Copa Brasil de Vela de Praia, que foi realizada em agosto, na cidade de Fortaleza, e válida como primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Kitesurf.

Kitesurfista número 1 do Brasil, Bruno Lobo, que é patrocinado pelo Grupo Audiolar e pelo governo do Estado por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, além de contar com os patrocínios do Bolsa-Atleta e da Revista Kitley, é pentacampeão brasileiro de Hydrofoil, foi campeão dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019, bicampeão das Américas (2020-2021) e octacampeão maranhense. Nesta temporada, Bruno ficou entre os oito melhores no Circuito Mundial de Kitesurf e na Copa do Mundo de Vela, além de vencer uma etapa do Campeonato Espanhol.

Já Socorro Reis, que é patrocinada pela Fribal e pelo governo do Estado por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, além de contar com os patrocínios do Grupo Audiolar e da Revista Kitley, é a líder isolada do ranking sul-americano, além de figurar entre as três melhores kitesurfistas das Américas. Socorro é pentacampeã brasileira, vice-campeã pan-americana e terceira colocada na categoria Master Feminina do Campeonato Mundial. Em 2022, a kitesurfista garantiu a segunda posição no Campeonato Asiático, esteve na disputa da Semana Olímpica Francesa e ficou no Top 20 da Copa do Mundo de Vela.

Após a disputa do Circuito Europeu em Nafpaktos, Bruno Lobo e Socorro Reis vão participar do Campeonato Mundial, que ocorrerá entre os dias 8 e 16 de outubro, em Cagliari, na Itália. A competição vale pontos importantes na briga por uma vaga para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

O surfista maranhense Kadu Pakinha, que conta com o patrocínio do governo do Estado e da Potiguar por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, vai disputar a terceira e última etapa do Circuito Brasileiro de Surf de Base a partir desta quinta-feira (22), no Píer de Atlântida, em Xangri-lá, no Rio Grande do Sul.

Kadu Pakinha é o único atleta do Maranhão no Circuito Brasileiro e já faturou 265 pontos no somatório das duas primeiras etapas da categoria Sub-14, que foram realizadas na Praia do Buraco, em Vila Velha (ES), e em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca (PE). Além do bom desempenho no Sub-14, Kadu também está garantindo pontos na categoria Sub-16.

Depois da competição nacional no Píer de Atlântida, Kadu Pakinha terá mais um desafio na temporada: o jovem atleta está confirmado na terceira etapa do Circuito Maranhense, que ocorrerá entre os dias 7 e 9 de outubro, na Praia do Caolho, em São Luís.

“A expectativa é excelente para a disputa do Circuito Brasileiro. Espero representar o Maranhão da melhor maneira possível. Fica o meu agradecimento à Potiguar e ao governo do Estado pelo incentivo para que eu possa competir em um torneio tão importante. Esse apoio é fundamental para o meu crescimento no surf", disse Kadu.

Bicampeão maranhense de surf, Kadu Pakinha coleciona resultados expressivos na temporada de 2022, com destaque para o título na categoria Sub-16 e a quinta colocação na categoria Open da segunda etapa do Circuito Maranhense. Além disso, o jovem atleta foi campeão de duas etapas dos Jogos Escolares e ficou com a quinta posição no Brasileiro Sub-14, realizado no Pará.

(Fonte: Assessoria de imprensa) 

O prazo de convocação dos participantes da lista de espera da segunda edição do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) 2022 termina nesta quinta-feira (22). Para saber se foi convocado, o estudante deve cessar a lista de espera do Fies por meio do portal oficial do programa. Os pré-convocados deverão complementar as informações prestadas no momento da inscrição. 

De acordo com o MEC, os financiamentos concedidos com recursos do Fies, para estudantes com renda familiar per capita de até três salários mínimos, terão taxa real zero de juros.

Durante o curso, o estudante financiado deve pagar, mensalmente, o valor da coparticipação, que corresponde a parcela dos encargos educacionais não financiada, diretamente ao agente financeiro.

Após a conclusão do curso, o estudante realizará a amortização do saldo devedor do financiamento de acordo com a sua realidade financeira, ou seja, a parcela da amortização será variável de acordo com a renda e, nos casos de o estudante não ter renda, será devido apenas o pagamento mínimo.

(Fonte: Agência Brasil)

Criado para enaltecer as manifestações literárias em todos os países de língua portuguesa e difundir a riqueza e a diversidade do idioma, Brasília conheceu, na noite dessa quarta-feira (21), os vencedores da primeira edição do Prêmio Candango de Literatura. “A figura do Candango, escolhida como símbolo desta iniciativa, nasce a partir da confluência de culturas que se encontraram em Brasília para a construção da nova capital. A união dessas vivências cunhou essa identidade, que historicamente traça laços com outros povos de língua portuguesa como Portugal, Guiné-Bissau, Angola, Cabo Verde, Moçambique, Timor Leste, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial”, ressaltou a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Entre quase 2 mil inscritos, apenas oito foram agraciados. O anúncio dos ganhadores ocorreu no Teatro Plínio Marcos do Eixo Cultural Ibero-americano, em Brasília. A noite teve show do cantor Lenine, acompanhado pelo filho Bruno Giorgi, com o espetáculo Rizoma.

Na categoria Romance, venceu Marcílio Godoi, com Etelvina. Já na categoria que premiou o Melhor Livro de Poesia, venceu Alexei Bueno, com O Sono dos HumildesTramas de Meninos, de João Anzanello Carrascosa, levou na categoria Livro de Contos. A obra Tangente do cobre, de Alexandre Pilati, foi a vencedora na categoria Prêmio Brasília. Gláucio Ramos Gomes, com Leitura na Esquina, ficou com o prêmio de Incentivo à Leitura, Na mesma categoria, mas com foco no incentivo à leitura para pessoas com deficiência, a escritora Gisela Maria de Castro Teixeira, com O Livro das Capitais, foi a vencedora.

O prêmio para o melhor Projeto Gráfico foi para Mom: design estúdio, de Beatriz Mom, pelo livro Poesia é um Saco, de Nicolas Behr. Por fim, na categoria Capa, Jéssica Iancoski Guimarães Ramos levou com o livro As Laranjas de Alice Mazela, de Géssica Menino.

Escolhidos por um júri formado por nomes como Antonio Carlos Secchin, Claufe Rodrigues, Cida Pedrosa, Regina Dalcastagnè e Raimundo Carreiro, os vencedores receberam prêmios entre R$ 30 mil e R$ 12 mil, a depender da categoria.

“Acredito firmemente naquela definição dada por Monteiro Lobato, segundo a qual um país se faz com homens - e mulheres, claro - e livros. Já se passou quase um século desde então, mas na realidade atual, se pudermos trocar uma pistola por um livro, já estaremos avançando”, disse o Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura do Distrito Federal sobre o evento, que teve a gestão do Instituto Cultural Casa de Autores.

(Fonte: Agência Brasil)

Theatro Municipal do Rio de Janeiro completa 109 anos

O balé Macunaíma estreia hoje (22), às 19h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, localizado na região central da capital fluminense. Baseada no livro homônimo de Mário de Andrade, a obra integra o calendário de comemorações do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 e tem classificação de 14 anos.

A sessão de estreia é voltada para as escolas públicas. “Nós vamos levar algumas escolas públicas para assistir, crianças e jovens para terem contato com o Theatro Municipal e com essa obra inédita que marca os 100 anos da Semana de Arte Moderna”, disse Tamoio Athaíde Marcondes, presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Nos dias 23 e 24, haverá sessões às 19h para o público e no domingo (25), às 17h. Os ingressos têm preços de R$ 20 a R$ 80 e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro.

Os ensaios foram iniciados em junho. São quase 50 bailarinos trabalhando no espetáculo multimídia de uma hora de duração, com direção de imagem e fotografia de Igor Correa e supervisão artística de Hélio Bejani e Jorge Texeira. A concepção coreográfica de Carlos Laerte desconstrói os corpos dos bailarinos clássicos e traz a contemporaneidade da dança brasileira. A trilha sonora foi especialmente composta para a obra pelo compositor Ronaldo Miranda, e será executada durante o espetáculo pela Orquestra Sinfônica e pelo balé do Theatro Municipal, com coreografia de Carlos Laerte. 

Fruto de parceria entre a Funarte e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),  o balé foi criado dentro do programa Arte de Toda Gente, com concepção do maestro André Cardoso, coordenador do projeto Sistema Nacional de Orquestras Sociais (Sinos), que integra o programa com os projetos Bossa Criativa e Um Novo Olhar (UNO).

Emancipação

Marcondes ressaltou que, este ano, o Brasil tem comemorações muito pertinentes: o bicentenário da Independência, que marca a emancipação do país, e os 100 anos da Semana da Arte Moderna, que comemora a emancipação artística, com todos os ícones que fazem parte dessa Semana de 1922, como o maestro Villa-Lobos, os escritores Mário de Andrade e Manuel Bandeira,  e o pintor Di Cavalcanti. 

O presidente da Funarte diz também que o balé Macunaíma apresenta algumas peculiaridades em relação à entidade, que trabalha de maneira muito forte as artes integradas. “Esse balé, especificamente, é brilhante porque é uma junção de uma série de linguagens: a orquestra, com a linguagem da música; a própria dramaturgia, com encenações da dança do corpo de balé; as artes visuais”. Marcondes chamou a atenção para os efeitos visuais que o balé apresenta, com a transição do que é real, que são os bailarinos no palco, com o que está sendo transmitido na tela.

Além disso, a obra apresenta algo em que a Funarte tem trabalhado durante os dois últimos anos, que é a arte urbana. A cenografia, por exemplo, utiliza espelhos e foi desenvolvida por artistas do Museu do Grafite. Também no cenário e no figurino, destaca-se o padrão artístico de sustentabilidade, no qual a Funarte tem investido por meio da Lei Rouanet. Compõe ainda o cenário material reciclado pelo Coletivo Trouxinha, da UFRJ.

O figurino é todo feito com elementos de sustentabilidade e reaproveitamento de material, e faz uma releitura do acervo do TMRJ, com linguagem moderna, cada vez mais buscando o reaproveitamento. 

O balé Macunaíma preserva as peculiaridades dos tons característicos das obras dos grandes pintores da época da Semana de Arte Moderna. “Quem for assistir, verá o amarelo de Anita Malfati, o azul cobalto de Portinari; o verde de Ismael Nery; o azul-claro de John Graz; o laranja de Di Cavalcanti; o rosa de Milton Dacosta; o vermelho de Tarsila do Amaral. Tudo isso estará presente no cenário e vai ser notado, enaltecendo os artistas da Semana de Arte de 1922”, adianta Marcondes.

Floresta Amazônica

O balé tem um ato, quatro quadros e, como cenário inicial, traz a Floresta Amazônica, na região do Rio Uraricoera, terra natal de Macunaíma, onde vivem os índios Tapanhumas. A narrativa também é contada por meio da linguagem audiovisual. Os bailarinos contracenam com imagens e, em muitos momentos, “entram e saem da tela”.

A presidente da Fundação Teatro Municipal, Clara Paulino, destacou o ineditismo do espetáculo, que conta com o apoio da Associação de Amigos do Teatro Municipal e patrocínio da Petrobras. “Macunaíma é um dos pontos altos da nossa temporada artística de 2022 e estamos muito felizes com a expectativa de entregar à população uma obra tão importante para a cultura nacional, feita em formato jamais visto que, com certeza, vai gerar impacto no público presente”.

(Fonte: Agência Brasil)