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Começa, nesta segunda-feira (15) e vai até amanhã (16), o prazo para participar da lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni).

A adesão é feita na página do programa, pela “internet”.

Podem participar da lista de espera os candidatos que não foram selecionados na primeira opção de curso feita na hora da inscrição em nenhuma das duas chamadas regulares do programa.

Além disso, podem participar aqueles que foram selecionados para a segunda opção, mas cuja turma não foi formada. Esses estudantes concorrem a vagas para a primeira opção de curso.

Podem concorrer a vagas para a segunda opção de curso aqueles cujas turmas da primeira opção não foram formadas ou as bolsas da primeira opção não foram disponibilizadas.

A relação dos candidatos em lista de espera será divulgada no dia 18.

Todos os candidatos participantes da lista terão que comparecer, entre os dias 19 e 22 de julho, às respectivas instituições para apresentar a documentação para comprovação das informações prestadas na inscrição.

A lista de espera será usada pelas instituições de ensino para preencher as vagas que, após a primeira e a segunda chamadas, permanecerem disponíveis.

Bolsas de estudo

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade, e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta “per capita” de até 1,5 salário mínimo.

As bolsas parciais beneficiam os candidatos que têm renda familiar bruta “per capita” de até 3 salários mínimos.

O ProUni é voltado para candidatos que não tenham diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018.

Além disso, os estudantes precisam ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsistas integrais.

É preciso ter obtido ainda nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas nas provas do Enem. Também podem inscrever-se no programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

(Fonte: Agência Brasil)

Uma longa fila se formou na Avenida 13 de Maio, no centro do Rio, horas antes dos portões se abrirem para a programação oficial pelos 110 anos do Theatro Municipal, neste domingo (14). A entrada gratuita para os espetáculos comemorativos ajudou a atrair centenas de pessoas que jamais pisaram em seu suntuoso “foyer” ou subiram suas escadas cobertas por tapetes vermelhos e revestidas em mármore.

Enquanto o público esperava do lado de fora, o céu azul sem nuvens e o sol de inverno foram o cenário perfeito para a apresentação da Banda dos Fuzileiros Navais, executando músicas clássicas e modernas, em sua evolução coreográfica sob aplausos de crianças e adultos.

“É a primeira vez que a gente vem. Nós vimos que ia ter um evento grátis e aí muita gente que não tem acesso pôde vir conhecer o teatro. A gente nunca entrou. Vai tentar entrar hoje. A gente nunca veio porque são eventos caros”, disse a técnica em alimentos Andreza Barros. Ela mora no Bairro do Estácio e veio com a mãe, Regina Silva. “Eu também não conhecia o teatro. Minha expectativa é entrar no prédio, que é muito bonito”, disse Regina.

Na fila, a angústia dos que vieram cedo era visível, pois não tinham certeza da entrada. “Uns dizem que não há mais senhas, outros dizem que vai ter. A gente está confuso”, reclamava a dona de casa Antônia de Jesus Brito, moradora de Vila Isabel, que veio com as amigas, na expectativa de ver a atração principal, a ópera Fausto, de Charles Gounod, baseado na obra de Goethe. no fim da tarde,

Atrair a presença popular é uma das metas do diretor artístico do Theatro Municipal e diretor da ópera, André Heller, que trabalhou dez anos na Europa, participando de inúmeros projetos artísticos em Londres, na Inglaterra, e Lisboa, em Portugal.

“Cada programação que nós fazemos, a R$ 10, seja clássica ou contemporânea, são cheias. O teatro está no coração de todos os cariocas. O que estamos fazendo é mostrar esse acesso. O Theatro Municipal existe há 110 anos. Quem quer fazer dele algo elitista é uma parcela que se acha melhor. A nossa vocação é fazer algo que nenhum outro teatro neste Estado pode, que é ópera, ‘ballet’, concerto. As pessoas têm que vir mais ao teatro, a gente está querendo virar o jogo. E isto é o importante”, disse Heller.

A continuidade da programação popular ao longo deste ano e 2020 está garantida, em termos de financiamento, segundo o presidente da Fundação Theatro Municipal, Aldo Mussi. No ano passado, por causa de uma grave crise durante a gestão do então governador Luiz Fernando Pezão, os funcionários do teatro ficaram meses sem receber salários e a casa de espetáculos por pouco não interrompeu suas atividades.

“O pior já passou. Nós estamos em recuperação. A programação está garantida para este segundo semestre e todo o 2020, já com patrocínios e o próprio governo do Estado garantindo nossa manutenção quanto à programação. Então, não temos o que temer. Problemas sempre teremos, mas a situação atual é de restauração. Trabalhamos com financiamentos privados, resultados da bilheteria, das vendas dos nossos produtos e de patrocínios”, disse Mussi, que garantiu a permanência tanto de grandes apresentações internacionais, a preços mais elevados, quanto espetáculos a preços populares, a R$ 1.

(Fonte: Agência Brasil)

Oito alunos do Colégio Logosófico, em Brasília, vão representar o Brasil na segunda etapa da Olimpíada Internacional de Matemática sem Fronteiras (OIMSF), no Japão. Os jovens, todos de 14 anos, fazem prova na terça-feira (16), em Fukuoka.

Os estudantes cursam o nono ano e conquistaram o primeiro lugar na etapa estadual e nacional da olimpíada, que deu a eles a vaga para a segunda etapa fora do país. Eles embarcaram na última quinta-feira (11) rumo ao Japão.

Antes de embarcarem, os alunos conversaram com a Agência Brasil. Rodrigo de Moraes conta que está se preparando para a próxima etapa e está bastante ansioso para a viagem: “estou fazendo exercícios e controlando o tempo para responder às questões de maneira rápida”.

Tauã Valentim participa pela primeira vez do evento internacional e disse que, apesar do nervosismo, pretende fazer uma boa prova. “Me sinto nervoso por estar participando de uma competição tão grande, mas confiante para trazer um bom resultado”.

A jovem Luana Anghero Rosa Lopes acredita que a competição agrega experiência para sua vida acadêmica e sente o peso de representar o país no exterior. “É uma responsabilidade muito grande, fazer parte dessa competição’’.

Em sua primeira participação no evento, a estudante Thais Yuki Okada falou da ansiedade que sente não só por representar o Brasil, mas também por viajar, pela primeira vez, ao Japão, onde seus pais nasceram. “Vou ter a oportunidade de conhecer o país em que meus pais nasceram”, disse ao acrescentar: “sinto uma grande responsabilidade e ansiedade por representar, não só a capital, mas o Brasil”.

O professor de matemática Vitor Taliel de Oliveira acompanha os jovens na viagem e contou à Agência Brasil como foi a preparação para a etapa no Japão. “Após a aprovação da primeira fase, fizemos um roteiro de estudos, revisado o conteúdo e mostrando conteúdo que eles ainda não tinham visto”. Ele confia que os alunos vão trazer bons resultados para o Brasil: “são alunos bastante dedicados. Por isso, acredito no bom resultado deles no Japão”.

De acordo com a diretora do Colégio Logosófico, Lúcia Maria Soares de Andrade, a escola participa da competição há quatro anos e sempre traz bons resultados. “Os alunos sempre participaram dessa olimpíada, desde o sexto ano, e sempre receberam medalhas”. Para Lúcia, a confiança nos alunos é fundamental: “pretendemos trabalhar, com as próximas turmas, a mesma confiança que essa turma teve’’.

A premiação da Olimpíada Internacional de Matemática sem Fronteiras será na sexta-feira (19). Após a premiação, a delegação brasileira retorna ao Brasil.

(Fonte: Agência Brasil)

Quase três décadas após a promulgação, o Estatuto da Criança e do Adolescente ainda enfrenta desafios para que a lei seja cumprida de forma integral e garanta às crianças e aos adolescentes de todo o país direitos que proporcionam o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social. A avaliação é do desembargador Eduardo Cortez de Freitas Gouvêa, que chefia a Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo. Para ele, os Três Poderes acatam os princípios da legislação em diferentes graus.

"O Estado, basicamente os poderes Executivo e Legislativo, se empenha, mas não com tanta eficácia. Alguns membros do Executivo relutam em aplicar, na íntegra, o que o ECA prevê. Aí, o Ministério Público, as defensorias e as advocacias entram com ações para obrigar Estados e municípios a cumpri-lo”.

Eduardo Gouvêa destaca a importância de ampliar o cumprimento da primeira parte do ECA. Segundo ele, se houvesse a observância integral, o país conseguiria, por exemplo, reduzir os casos de envolvimento de crianças e jovens com o crime. "Se o ECA fosse implementado, com satisfação plena, na sua primeira parte, nas políticas públicas para crianças, tanto as de ordem geral como as específicas, teríamos menos aplicação da segunda parte, que é de controle de atos praticados por adolescentes, que acabam praticando desvios de comportamento".

O magistrado afirma que o ECA tem como proposta "criar uma sociedade forte no futuro", diferentemente dos que acreditam que o estatuto protege adolescentes em conflito com a lei. "Uma criança, quando nasce, independentemente da família onde é gerada, se é pobre ou não, se é culta ou não, tem direito a atendimento de tudo de que necessita para que chegue aos 18 anos e tenha formação para, efetivamente, poder enfrentar a vida sozinha".

Maioridade penal

O Estatuto da Criança e do Adolescente institui a responsabilidade penal a partir dos 18 anos. O assunto voltou à pauta do Senado Federal em junho deste ano e divide a população.

Na interpretação da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep), a recusa em pensar no amanhã das crianças e adolescentes pode motivar o apoio à redução da maioridade penal.

"Reduzir a idade penal para punir adolescentes significa premiar os gestores que não cumprem o previsto no estatuto e, ao mesmo tempo, virar as costas para a nossa juventude. Em última análise, virar as costas para o nosso futuro”, escreveu a Comissão da Infância e Juventude da Anadep. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 115/2015, que tramita no Congresso Nacional desde 1993, visa a reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, declarou ser favorável à medida em alguns casos, mas disse que o assunto não está sendo tratado pelo ministério.

Avanços

Nestes 29 anos desde a promulgação, o Estatuto da Criança e do Adolescente trouxe ainda conquistas à sociedade. Dados do relatório da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) “30 Anos de SUS – Que SUS para 2030?” mostram que o Brasil melhorou os índices de mortalidade infantil, com a ampliação do acesso à assistência ambulatorial, na rede pública de saúde, isto é, no Sistema Único de Saúde (SUS). Autores do estudo frisam que um dos motivos para a melhora do índice foi a expansão da atenção primária à saúde por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF).

O Brasil reduziu mais da metade de óbitos de crianças menores de 5 anos, por causas evitáveis, passando de 70.572 casos em 1996 para 29.126 em 2016, uma redução de 59% no período. O relatório da Opas alerta ainda para o risco de retrocesso nesses índices por causa da persistência da crise financeira que o país enfrenta desde 2015 e os efeitos de medidas de austeridade fiscal.

O relatório cita a Lei do Teto de Gastos. Aprovada em 2016, a lei limita o crescimento das despesas públicas para próximos 20 anos. Segundo a Opas, o impacto da lei para a saúde será de R$ 415 bilhões (R$ 69 bilhões nos primeiros 10 anos e R$ 347 bilhões no período seguinte).

O fortalecimento do SUS foi citado em outro artigo da compilação da Opas, que aferiu o alcance de ações como a Política Nacional de Atenção Básica (Pnab), a Rede de Saúde Materno-Infantil (Rede Cegonha) e o desenvolvimento de projetos como a Iniciativa Hospital Amigo da Criança. A equipe de consultores inicia o capítulo, intitulado Desafios da Mortalidade Infantil e na Infância, comentando a relevância da redução de disparidades de renda e de programas de transferência de renda para o progresso nos índices. Comprovou-se que o Bolsa-Família, por exemplo, diminuiu a incidência de baixo peso em crianças cujas mães estavam inscritas no programa.

Renovação

Em maio deste ano, o ECA passou por atualizações, estabelecidas pelas leis nº 13.812/19 e 13.798/19. As mudanças foram lançadas pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA).

A primeira lei criou a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, assim como estabeleceu regras mais rigorosas para crianças e adolescentes que viajaram desacompanhados dos pais. Já a segunda lei instituiu a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência.

(Fonte: Agência Brasil)

Um joão-de-barro, conhecido apenas por Jão, vê a lama se aproximar da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), sem nada poder fazer para ajudar. A situação, em seguida, se repete em outra cidade mineira. Dessa vez, o cenário é Brumadinho e o Córrego do Feijão. O pássaro é o personagem principal do livro “O João-de-barro e o mar de lama”, da jornalista e escritora Grazi Reis, que traz, na sua segunda edição, um trecho com o último desastre ambiental brasileiro e que será apresentado na 17ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

A autora diz que, no dia da tragédia em Mariana, 5 de novembro de 2015, trabalhava em um jornal de Belo Horizonte e estava na redação quando chegou a notícia do rompimento da Barragem de Fundão. “Foi grande a movimentação para a cobertura e, desde aquele momento, fiquei muito tocada pela dimensão dos danos causados nas vidas das pessoas e ao meio ambiente”.

Dois anos depois, foi trabalhar como assessora de imprensa da Fundação Renova, responsável por implementar e gerir os programas de reparação dos impactadas do rompimento da barragem. “Queria dar as boas notícias de recuperação ambiental e, principalmente, da reconstrução de Bento Rodrigues e entrega das casas e do meio de vida perdidos aos principais atingidos pelo rompimento da barragem. Acompanhei de perto todo o drama destes trabalhos, burocracias, obstáculos e dificuldades. Fui em várias das regiões atingidas pelo mar de lama. Acumulei um conteúdo enorme sobre o tema”.

O livro, que conta a história de Mariana, foi lançado em novembro, e a tragédia de Brumadinho aconteceu em janeiro. A inserção das informações sobre Brumadinho vem para que as crianças consigam compreender melhor a dimensão dos dois desastres. “Com o novo trecho, pretendo que as crianças tenham todas as informações em uma só obra. Para que possam entender o que ocorreu, para que tenham as informações e, a partir daí, sejam crianças conscientes e adultos conscientes”, diz.

A obra “O João-de-barro e o mar de lama” é voltado para o público infantil, escrito em linguagem adequada, simples e objetiva. Graziela já pensa na inclusão de mais um trecho em outras edições, para dar a notícia da entrega de casas a moradores de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. “Assim que isto ocorrer, vou preparar uma nova edição. A escolha do joão-de-barro para contar esta história foi proposital. Enquanto ele e a família constroem suas casas, os atingidos pela tragédia seguem sem suas casas”.

Os desenhos encontrados no livro são do ilustrador Quinho, que, também, acompanhou de perto e retratou, em páginas de jornal, as tragédias nas duas cidades mineiras. “O grande objetivo é essa conscientização, para que tragédias assim não se repitam no futuro”, diz a escritora.

(Fonte: Agência Brasil)

Termina, hoje (12), o prazo para que os candidatos pré-selecionados no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) complementem a inscrição no “site” do programa na “internet”.

Para garantir a vaga, o candidato deve prestar informações como nome do fiador, caso seja necessário, e o percentual de financiamento.

A relação com os pré-selecionados já está disponível no “site” do Fies desde a última terça-feira (9).

Caso o candidato perca o prazo, as vagas ficarão disponíveis na lista de espera para todos os candidatos não beneficiados na primeira fase.

A lista serve para que esses estudantes tenham a oportunidade de preencher vagas que não forem ocupadas. Essa etapa ocorre de 15 de julho a 23 de agosto.

Para a segunda edição do ano, 46,6 mil vagas foram ofertadas em 1.756 instituições de ensino privadas de todo o país.

Com financiamento a juro zero, o Fies é voltado para estudantes com renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos.

Para concorrer ao financiamento, o candidato precisa ter feito qualquer uma das últimas dez edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ter alcançado média igual ou superior a 450 pontos nas questões e não ter zerado a redação.

P-Fies

O resultado para o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies) foi divulgado no último dia 9.
Diferentemente do Fies, no P-Fies os juros são variáveis, e as condições são definidas pela instituição de ensino e pelo banco.

Para participar, o estudante precisa ter renda familiar mensal bruta por pessoa de até cinco salários mínimos.

Os aprovados no P-Fies devem comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição com a qual fecharão o contrato para validar suas informações.

O P-Fies é por chamada única, sem lista de espera.

(Fonte: Agência Brasil)

Quando se fala em histórias de terror, os leitores logo pensam em um castelo na Transilvânia ou em uma mansão vitoriana na Inglaterra. Mas é na periferia carioca que o autor Hedjan Costa, morador de Anchieta, no subúrbio do Rio de Janeiro, resolve ambientar seus contos assustadores.

A coletânea “Gótico Suburbano” será lançada neste sábado (13) na Feira Literária de Paraty (Flip). São dez contos que usam temas e cenários tipicamente suburbanos, como os vagões de trem, os grupos de bate-bola e a brincadeira de soltar pipa.

“A ideia de escrever contos de terror no subúrbio veio da minha própria experiência como morador. Eu cresci na zona sul. Então, quando me casei e me mudei, eu acabava percebendo várias coisas que, talvez, passassem despercebidas a quem nasceu e cresceu aqui. As relações humanas, a questão do público e do privado, o uso dos espaços públicos. E, como leitor apaixonado de histórias de terror e suspense, algumas situações e cenários sempre me pareciam perfeitos para gerar uma história assustadora”, conta o autor.

Em seu primeiro livro solo de contos, o autor diz que as mazelas do subúrbio aparecem nas histórias.

Segundo ele, a ideia é mostrar uma imagem do subúrbio que extrapola os clichês. “O subúrbio, no imaginário de muitos moradores do Estado do Rio, é um lugar de violência, abandono, de samba e onde o trem passa. Eu quis mostrar que o subúrbio vai além disso, com determinados costumes e práticas que são típicos de cada bairro”.

Terror na Flip

O livro será lançado na Casa Fantástica, às 18h. O espaço é voltado para os gêneros de fantasia, ficção científica, mistério e terror. Além de lançamentos de livros, a casa receberá mesas-redondas nesta sexta-feira (12) com o gênero do terror, como “Criaturas Fantásticas: criando monstros, bestas-feras e outros bichos” e “O medo como inspiração: horror e mistério na literatura nacional”.

(Fonte: Agência Brasil)

Terá início, neste fim de semana, a etapa de São Luís do Campeonato Maranhense Sub-13 de Futebol 7, competição promovida pela Federação Maranhense de Futebol 7 (FMF7). Ao todo, sete partidas irão movimentar a rodada de abertura, que ocorrerá no campo do A&D Eventos, no Bairro do Turu. O campeão desta edição assegura vaga para o Campeonato Brasileiro de 2020.

No sábado (13), a bola rola para três partidas a partir das 8h. No primeiro jogo da manhã, o Futuro do Amanhã encara o CT Sport. Na sequência, o Flamengo enfrenta o Elmo e, encerrando as disputas do dia, tem Ponte Preta x Aurora.

Já no domingo (14), a rodada será iniciada um pouco mais cedo: às 7h45 com o duelo entre Grêmio Vinhais e Grêmio Maranhense. Às 8h30, tem Vasco SLZ x Grêmio Maranhense B.

Na sequência da jornada, o Grêmio Maranhense C mede forças com o Cescla. Por fim, o Futuro da Colina enfrenta o Meninos de Ouro/Santa Rita.

“Estamos ansiosos para a bola começar a rolar pelo Estadual Sub-13. As equipes estão se preparando há algum tempo, e tenho certeza de que vai ser uma competição bastante equilibrada. Todos estão convidados a prestigiar os garotos neste torneio que vale vaga para o Campeonato Brasileiro da categoria no ano que vem”, afirmou o presidente da Federação Maranhense de Futebol 7, Waldemir Rosa.

Nesta edição, o Campeonato Maranhense Sub-13 de Futebol 7 será disputado em três etapas com sedes em São Luís, Balsas e Chapadinha. De acordo com a organização, o torneio contará com a participação de 36 equipes e mais de 600 atletas no total.

No “site” (www.fut7ma.com.br) e nas redes sociais oficiais da federação (@fmf7ma) estão disponíveis todas as informações da competição estadual. O Campeonato Maranhense de Futebol 7 é uma realização da Federação Maranhense de Futebol 7 (FMF7) e conta com os apoios da Super Bolla, River, Gelo da Ilha, Malharia Beth, MA Sportbets, A&D Eventos e AP Assessoria de Imprensa.

TABELA DE JOGOS
Sábado (13/7) / A&D Sports
8h – Futuro do Amanhã x CT Sport
8h30 – Flamengo x Elmo
9h – Ponte Preta x Aurora

Domingo (14/7) / A&D Sports
7h45 – Grêmio Vinhais x Grêmio Maranhense
8h30 – Vasco SLZ x Grêmio Maranhense B
9h – Grêmio Maranhense C x Cescla
9h30 – Futuro da Colina x Meninos de Ouro/Santa Rita

(Fonte: Assessoria de comunicação)

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) vai receber R$ 5 milhões do Ministério da Educação (MEC) para custear a manutenção de serviços da instituição e pagamento de contas de energia elétrica dos “campi” e de fornecedores. O repasse foi possível devido à atuação do coordenador da bancada maranhense no Congresso, deputado federal Juscelino Filho (DEM-MA), que esteve reunido na tarde dessa quinta-feira (11), com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, e com a reitora da UFMA, Nair Portela, pleiteando esse aporte financeiro para manter a instituição de ensino funcionando normalmente.

Ao tomar conhecimento da situação da universidade, Juscelino Filho entrou em contato com o ministro e agendou a audiência. O deputado expôs as dificuldades que estão sendo enfrentadas pela UFMA e solicitou auxílio do MEC para resolver a situação.

“Fomos procurados pela reitora e demandados sobre a situação atual da universidade. Imediatamente, acionei o ministro da Educação e expliquei toda a situação para ele. Prontamente, o ministro nos atendeu autorizando a liberação de R$ 5 milhões para a universidade. Esses recursos servirão para colocar em dia as contas de energia, alguns fornecedores e efetuar os pagamentos de serviços terceirizados para que a instituição seja mantida com funcionamento normal”, afirmou o deputado federal.

Juscelino Filho disse, ainda, que seu gabinete continuará de portas abertas para continuar lutando por investimentos para a educação do Maranhão. “Estamos atuando por meio do nosso mandato para ajudar o Maranhão e as instituições federais. A UFMA é uma instituição muito importante no Estado para a formação da nossa juventude, e continuaremos não medindo esforços por mais investimentos”, concluiu.

Recursos para a educação

Essa não é a primeira vez que o deputado federal Juscelino Filho assegura recursos para custeio da educação. Em 2018, o parlamentar apresentou emenda para auxiliar os municípios brasileiros no funcionamento e na manutenção da rede de ensino pública.

Após aprovada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2019, o MEC baixou portaria, no mês de março deste ano, para incluir, entre os elementos financiáveis com recursos do orçamento impositivo, as emendas para custeio da educação já a partir de 2020.

A destinação de recursos para o custeio da educação vai seguir os moldes das emendas, também de custeio, indicadas para a área da saúde nos últimos anos. O Fundo Nacional de Saúde, por exemplo, já fazia com as chamadas emendas de custeio para incremento do Teto do Piso de Atenção Básica (PAB) e Média e Alta Complexidade (MAC).

(Fonte: Assessoria de comunicação)

A neurocientista e presidente da Rede Sarah de hospitais, Lúcia Willadino Braga, recebeu o prêmio Distinguished Career Award, da Sociedade Internacional de Neuropsicologia (INS, na sigla em inglês). O prêmio é concedido a cientistas com anos de carreira, que tenham dado contribuições importantes para o setor.

A premiação ocorreu na noite dessa quarta-feira (10), no Rio de Janeiro, durante o encontro anual do INS, realizado no Brasil, este ano. Há 40 anos na Rede Sarah, Lúcia é a primeira pessoa latino-americana a receber a premiação. Momentos antes de receber o prêmio, Lúcia conversou com a reportagem da Agência Brasil.

Agência Brasil: Nós conhecemos muito ou conhecemos pouco o cérebro?
Lúcia Braga: Eu acho que ainda conhecemos pouco. Se a gente comparar com 20 anos atrás, a gente conhece muito mais. Mas se a gente pensar daqui a 20 anos, realmente vai achar que sabia muito pouco hoje. A gente tem muita coisa a descobrir no cérebro. Cada dia, está descobrindo mais. Isso que é muito bonito, construir um conhecimento. O que eu acho legal deste momento é que o Brasil faz parte da construção do conhecimento internacional em neurociência. Então, nós estamos gerando o conhecimento. Isso é muito importante para o país.

Agência Brasil: De quarenta anos para cá, mudou muito na neuropsicologia?
Lúcia Braga: Nessa época, só tinha o raio-X, nem tomografia havia. Então, tudo a gente tinha que provar pelo comportamento. E, hoje, a gente pode comprovar as mudanças no comportamento e as mudanças que ocorrem no cérebro. Então, hoje, a gente entende muito mais o cérebro. Depois que vieram os equipamentos de neuroimagem, a gente pôde ver o cérebro funcionando, ficou muito mais profunda a nossa análise sobre tudo o que acontece no cérebro e começamos a descobrir muitas coisas do cérebro que nós não sabíamos. Então, os últimos anos têm tido inúmeras descobertas, por parte de todos nós, neurocientistas, em função de ganhos tecnológicos de diagnósticos.

Agência Brasil: O seu reconhecimento é importante para a senhora e para o país também?
Lúcia Braga: Acho que é muito importante, porque coloca o Brasil gerando conhecimento. E quando é um prêmio de carreira, é uma trajetória que eu fiz, mas eu e os meus colegas da Rede Sarah, porque ninguém faz nada sozinho. A interação com os cientistas brasileiros. Então, é um prêmio que não é para mim, mas para todos os brasileiros.

Agência Brasil: Também é um estímulo para os jovens que estão entrando na faculdade…
Lúcia Braga: Sim. A gente precisa se aprofundar em neurociência. Tem muita coisa para descobrir. E tem pessoas incríveis no país. Vamos dar oportunidade para essas pessoas pesquisarem. Estudantes, jovens, pessoas interessadas nos mistérios do cérebro.

Agência Brasil: Aos 50 ou 60 anos, a pessoa tem que continuar a estudar, para manter a neuroplasticidade?
Lúcia Braga: Vou mostrar em minha palestra [no segundo dia do encontro] o que muda na substância cinzenta e na substância branca do cérebro quando a gente aprende. Então, isso é a importância do aprender. O estudo é permanente e você pode continuar desenvolvendo novas redes neuronais depois dos 50 ou 60 anos. Pode e deve. Antes se achava que não se podia mais. Que a partir de um momento você já estava com o cérebro construído. O que há é uma especialização do cérebro durante a vida. Então, o cérebro do adulto já está mais organizado que o da criança, que tem mais plasticidade. Mas não significa que esteja estagnado. A gente tem que continuar em frente. Aprendendo coisas, trocando ideias, trocando conhecimentos. Toda a aprendizagem exercita o cérebro.

Agência Brasil: Como funciona a Rede Sarah? Tem aporte privado?
Lúcia Braga: A Rede Sarah é 100% pública. E isso prova que o serviço público pode funcionar, sim. Com boa gestão, transparência, governança e cuidado, a gente vai mostrando que nós temos todo um Brasil possível. Precisamos olhar mais para esse país. São nove unidades. Temos hospitais em Brasília, São Luís, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Belém, Macapá, Rio de Janeiro. Atendemos 1,7 milhão de pessoas por ano. Fazemos um atendimento todo humanista, com evidências científicas. É um atendimento todo público. A entrada é pelo “site”. Basta a pessoa entrar. Quem não tem acesso por “internet”, pode ligar.

(Fonte: Agência Brasil)