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Lembrando papai… A VITÓRIA DE ALBERTO ABOUD*

Estivemos no encerramento da campanha política de Alberto Aboud, candidato pela Arena. Uma noite memorável. Histórica. Com Alberto, a grandeza de seus sentimentos bons. Humano. Nele, o fortalecimento de uma resistência moral impressionante. Mas, sim, estivemos em Ribamar. Conversamos com elementos contrários. Arenistas doutro lado. Ouvimos os palpites. Todos favoráveis ao Alberto. Mas o registro de uma pequena margem de votos. Dentro de nós, o resultado era outro.

Com Alberto, haveria a marca de um resultado surpreendente. Havia com o ex-deputado federal, a presença de uma capacidade de trabalho bastante expressiva. Havia o conhecimento dos problemas do município. Não era um estranho. Era a presença de um homem inteligente, trabalhador, de atitudes firmes. E mais: o político. Mas o político honesto, progressista, evoluído. O político com a experiência de uma representação popular que ele soube honrar. Um político integrado nos assuntos administrativos de Ribamar.

Daí, a certeza da vitória. Vitória, podemos dizer, maciça. Vitória democrática. Sustentou uma campanha limpa. Uma campanha inteligente. Junto dele, uma equipe que soube movimentar-se, que soube agir, aproveitando o pouco tempo. Contra Alberto, houve alguns momentos de indecisões: propalou-se a inelegibilidade. Depois, a libertação e, com Alberto, a corrida, os avanços, a recuperação das honras, dos momentos que ficaram nas dificuldades. Mas estava plantada a boa semente.

O momento era realizar o milagre da colheita. No páreo, adversários que pareciam fortes, que ameaçavam uma contada de pontos mínima. Mas Alberto superou. Surpreendeu com uma votação bastante expressiva. Para um votante fanático, a vitória foi espetacular. Vitória do povo esclarecido de Ribamar. Vitória da democracia. Vitória do programa reformista que ele soube apresentar com serenidade, com firmeza.

Nenhum instante nele o desânimo. Mas a certeza do voto popular, do voto consciente. Do povo independente. Voto povo. Ele sabia disso. Nós que lá estivemos para a festa democrática do encerramento dos comícios, sentimos isto. Não poderia haver outro resultado. Com o povo, a escolha certa. Os adversários, acreditamos, também sentiram isso. Com os seus amigos, o mesmo pensamento. Na ajuda, atuante, intensamente na participação, a esposa de Alberto, sra. Lili Abreu. Com esta, a velha experiência. Com esta, marca de muitas lutas oposicionistas. Delas, a mensagem da fé democrática. Tinham plena confiança na vitória do candidato arenista. Na abertura das urnas, o monte dos votos, votos revelados que apontavam a vitória tranquila de Alberto.

Agora, dissemos, a consagração na praça pública. A festa da vitória, do povo, do eleitorado de Ribamar. Depois, com Alberto, a execução do seu programa administrativo. Sim, depois da posse, a luta para travar a batalha das reformas. Muita coisa para fazer. Para realizar. Muita coisa. Com Alberto, acreditamos, a mesma disposição de sempre: a sua dedicação, o seu esforço, a sua tenacidade, a sua vontade inflexível. Não nos enganamos. Alberto no plano da organização administrativa do município. Foi este um pensamento defendido pelo candidato na sua campanha política. Agora, é trabalhar. Tirar Ribamar da estagnação. Dá-lhe vida própria, vida adulta. Sim, o desenvolvimento. Isto, sabemos, Alberto realizará.

Mas, sim, Alberto é o novo prefeito de Ribamar. Vitória da democracia. Vitória do povo. Entretanto, na nossa lembrança, aquela noite do encerramento da campanha política de Alberto Aboud. Uma lição de democracia, de convicções inflexíveis. De nós, a mensagem: Felicidade, Alberto. Mande brasa, meu amigo.

* Paulo Nascimento Moraes. “A Volta do Boêmio” (inédito) – “Jornal do Dia”, 3 de dezembro de 1969 (quarta-feira).

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