Skip to content

São Paulo (SP), 27/03/2025 - Professor e antropólogo Eduardo Brondízio. Foto: Unicamp/Divulgação

O  antropólogo e professor Eduardo Brondízio, que leciona a disciplina de antropologia ambiental na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e é associado no Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Sociedade da  Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),  receberá o Prêmio Tyler 2025, um mais importantes na área ambiental, em nível mundial, conhecido como o Nobel do meio ambiente. A honraria será compartilhada com a ecologista argentina Sandra Díaz.

Brondízio realiza pesquisas sobre a Amazônia há 35 anos e atua como uma voz internacional sobre a importância da valorização das comunidades ribeirinhas e dos povos tradicionais na conservação ambiental e nas políticas de sustentabilidade. Díaz e Brondízio são reconhecidos ainda pela sua atuação na promoção de políticas e ações que integrem a justiça socioambiental.

A cerimônia de premiação está marcada para o dia 10 de abril de 2025, em Los Angeles. O brasileiro e a argentina são os primeiros sul-americanos reconhecidos com o prêmio.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, Eduardo Brondízio destaca a importância da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) para a definição de ações concretas para a redução de emissões de gases de efeito estufa. O encontro será realizado em novembro, em Belém.

"As últimas duas COPs não deram o avanço esperado, e os impactos climáticos estão ficando mais aparentes e inegáveis. Internacionalmente, há uma expectativa muito grande nessa COP em poder gerar um acordo mais efetivo para mudar o cenário atual de emissões de gases de efeito estufa, mas, também, de constituir um plano mais amplo para investimentos em adaptações às mudanças climáticas, priorizando as populações mais afetadas", disse.

Leia a seguir a íntegra da entrevista: 

Agência Brasil: 

Professor, quais os aspectos de sua pesquisa que têm maior relação com a premiação recente no Prêmio Tyler?

Eduardo Brondízio: 

Por um lado, a interação entre desenvolvimento regional, mercados e mudanças ambientais e comunidades rurais na Amazônia, focado em respostas das ações coletivas e locais e como elas influenciam a realidade regional, incluindo a urbanização regional, e, por outro lado, abordo esses temas em nível global – como as mudanças globais afetam a qualidade de vida de sociedades humanas, a contribuição de populações indígenas e rurais para produção de alimentos e a conservação da biodiversidade a urbanização no sul global.

Agência Brasil: 

Quais os aspectos mais importantes, hoje, desta relação entre comunidades e a Amazônia?

Brondízio: 

Por exemplo, como as comunidades rurais e indígenas trazem soluções para conciliar conservação e desenvolvimento econômico. Também procuro entender como as pressões de expansão agrícola, urbanização e mudanças ambientais afetam essas populações, e como influenciam as migrações dessas populações rural e indígena para as cidades,  como isso transforma as cidades, e a relação entre cidade, pessoas e ambiente.

Agência Brasil: 

Este ano é importante para essa temática, com discussões como as da COP30, não?

Brondízio: 

Este ano, a COP30 é um tema catalisador a dois níveis. Global, no sentido de que as últimas duas COPs não deram o avanço esperado, e os impactos climáticos estão ficando mais aparentes e inegáveis. Internacionalmente, há uma expectativa muito grande nessa COP em poder gerar um acordo mais efetivo para mudar o cenário atual de emissões de gases de efeito estufa, mas, também, de constituir um plano mais amplo para investimentos em adaptações às mudanças climáticas, priorizando as populações mais afetadas.

Também é um momento de fragmentação na cooperação internacional, então há expectativa de oferecer um espaço para buscar convergências entre vários setores da sociedade em torno de ações mais concretas. Há um outro nível onde a COP30 já vem tendo um papel catalisador, o da Amazônia e do Brasil. Existe esperança de mobilizar energia, colaborações e financiamento para reverter o quadro de deterioração social e ambiental da região. Os problemas ambientais e sociais da Amazônia oferecem um espelho da situação global onde mudanças climáticas, degradação da biodiversidade e desigualdades sociais se autorreforçam.

Agência Brasil: 

Por que esse momento é importante para a Amazônia?

Brondízio: 

A Amazônia, o Brasil e países vizinhos foram palco de avanços importantes nos últimos 30 anos, como a criação de áreas protegidas, demarcação de terras indígenas e criação de áreas de uso sustentável, que englobam, no Brasil, cerca de 45% da região. Esse avanço conseguiu garantir direitos para as comunidades e tem sido fundamental em bloquear, pelo menos parcialmente, a expansão do desmatamento e das queimadas. Um outro avanço importante nesse período foi o da expansão e as inovações da sociobioeconomia, que vêm garantindo ganhos ambientais e a valorização do conhecimento local e da biodiversidade. Essa é uma economia gigante, apesar de invisível, que vem das populações, das florestas e rios da região.

Agência Brasil: 

E qual o contexto em que esses avanços ocorrem?

Brondízio: 

Esses grandes avanços vêm acontecendo lado a lado com a transformação da região pela expansão do desmatamento, mineração, infraestrutura e urbanização. Progressivamente, essas transformações estão criando uma sinuca para áreas indígenas e protegidas. Hoje, a expansão desordenada dessas atividades, além da expansão do crime organizado, representa uma ameaça à sustentabilidade desses territórios. As áreas que são protegidas estão sitiadas e viraram "ilhas". São efetivos para garantir governança ambiental dentro dos seus limites, mas não para impedir os impactos do que vem de fora. É uma prioridade hoje salvaguardar esses territórios e dar condições às comunidades de avançar nos ganhos da sociobioeconomia.

Outro elemento é a urbanização da região, só na Amazônia legal são 770 cidades. Anteriormente desarticuladas e pouco conectadas fisicamente, hoje as conexões interurbanas estão criando uma grade que irá definir a governança ambiental do território pelas próximas décadas. Hoje, as realidades urbana, rural e indígena se entrelaçam na região. Boa parte das áreas urbanas da Amazônia é das mais precárias do Brasil e também está sofrendo com as questões climáticas como seca, inundação e temperaturas extremas com muita intensidade, além de altos níveis de poluição de mercúrio, pesticidas e poluição do ar.

Agência Brasil: 

Quais as condições destas cidades hoje, principalmente das capitais?

Brondízio: 

Os dados do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], de 2022, mostram, por exemplo, que as ocupações subnormais dominam nas principais capitais da Amazônia, chegando a mais de 55% das ocupações em Belém e Manaus. Isso não pode ser esquecido, pois a maior parte da população da Amazônia Brasileira, quase 80%, vive nessas áreas. Além disso, as áreas urbanas têm influência direta nas áreas rurais e indígenas e na saúde da floresta e dos rios da região. A precariedade das áreas urbanas e rurais vem levando a um crescimento acelerado das economias ilegais e do crime organizado na região. Alem da violência urbana na região, alta em relação ao resto do Brasil, cenário que tem colocado uma pressão enorme nas comunidades indígenas e rurais, além de estar aliciando jovens para a economia ilegal e para o crime organizado, ambos cada vez mais próximos do tráfico internacional de drogas.

Agência Brasil: 

Nesse contexto, qual a importância do surgimento de lideranças jovens na região?

Brondízio: 

É muito grande. Os avanços na proteção e sociobioeconomia na Amazônia vêm da luta de uma geração de líderes que enfrentou esses desafios dos anos 1970 a 1990, conseguindo oferecer um modelo de governança territorial e alternativas econômicas baseadas na biodiversidade regional. A geração nova precisa carregar essas vitórias para a frente. É muito gratificante ver uma nova geração de jovens indígenas e rurais continuando esses avanços e buscando novas alternativas e narrativas para o futuro da região compatíveis com seus valores culturais, mas também integradas e tendo acesso a serviços e oportunidades para melhorar as condições de vida onde vivem.

A tendência global e nacional nos últimos 50 anos vem sendo de uma diminuição da população rural e indígena muito forte, e isso é resultado de uma série de pressões sociais, econômicas e ambientais. A falta de priorização de investimentos nessas áreas, falta de opções econômicas e de acesso a serviços e oportunidades de educação desincentivam a vitalidade de comunidades rurais e indígenas. Essas condições também levam muitos jovens a serem empregados nas economias ilegais e no crime organizado. Em áreas onde oportunidades estão presentes, a gente vê essas lideranças se engajando nas discussões nacionais e internacionais, tendo protagonismo em acordos nacionais e internacionais de biodiversidade e clima e também trazendo novas visões e resposta para demandas atuais.

Temos visto a constituição de redes de jovens da região. Porém, para manter os jovens em suas comunidades é fundamental assegurar a viabilidade econômica da sociobioeconomia, dar acesso à educação compatível às realidades locais e também acesso às tecnologias de comunicação. Por fim, essa questão passa pela valorização social e cultural do papel dessas comunidades na economia, conservação e enfrentamento dos problemas sociais da região. Aquele jovem que vê a sociedade valorizar as populações da Amazônia e seus papéis no desenvolvimento sustentável regional fica orgulhoso das suas contribuições e digno do seu papel no futuro da região. Precisamos valorizá-los, eles são o futuro da Amazônia.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ) 29/03/2025 - Marcos Vilaça, jornalista, advogado, ex-ministro e presidente do TCU e membro da ABL, morre aos 85 anos.
Foto: Lucia Ourique/Ministério da Cultura

O escritor, advogado e jornalista Marcos Vilaça morreu na manhã deste sábado (29), no Recife, aos 85 anos. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos, conforme divulgou a Academia Brasileira de Letras (ABL). O pernambucano ocupava a cadeira 26 da instituição que ele presidiu por quatro anos.

Nascido em Nazaré da Mata, na zona da mata de Pernambuco, Marcos Vilaça estava internado na Clínica Florença, no Bairro das Graças, em Recife. O corpo dele será cremado na cidade, e as cinzas jogadas na Praia da Boa Viagem, também na capital pernambucana, mesmo destino dado as da esposa dele, Maria do Carmo. Esse era um desejo do casal.

Marcos Vilaça ingressou na ABL em 11 de abril de 1985, sucedendo Mauro Mota. Presidiu a instituição nos biênios 2006-2007 e 2010-2011. Também foi membro da Academia Pernambucana de Letras.

Vilaça teve a vida permeada por produção intelectual e vivência na administração pública de Pernambuco e do país. Ocupou cargos em conselhos de órgãos, no Conselho Federal de Cultura e presidiu fundações, como a Funarte e a Pró-memória.

Trajetória intelectual e política

Em 1988 passou a ser ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), indicado pelo então presidente da República José Sarney. Aliás, foi o mesmo Sarney quem o tinha recebido na ABL três anos antes. No TCU ficou por mais de 20 anos, tendo ocupado também a presidência do órgão de controle das contas públicas.

Nas décadas de 60 e 70 fez parte do governo de Pernambuco. Foi integrante da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido situacionista durante a ditadura militar. Fez parte também Partido Democrático Social (PDS), legenda criada por quadros da Arena. Foi ainda membro fundador do hoje extinto Partido da Frente Liberal (PFL).

Marcos Vilaça era formado em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde também cursou o mestrado.

Obras

Em 1958, Vilaça publicou Conceito de Verdade, que se tratava do discurso que pronunciou no Salão Nobre do Colégio Nóbrega em dezembro de 1957, na condição de orador da turma de concluintes do curso clássico. Ainda naquele ano, publicou A Escola e Limoeiro. Em 1960 lançou as crônicas de viagem Americanas.

Em 1961, Marcos Vilaça publicou um dos seus trabalhos literários de maior sucesso: Em torno da Sociologia do Caminhão, que recebeu o prêmio Joaquim Nabuco da Academia Pernambucana de Letras.

Velório de colega 

A morte de Vilaça acontece no dia em que será velada na ABL, no Rio de Janeiro, a escritora Heloisa Teixeira, acadêmica que morreu na sexta-feira (28), também aos 85 anos. Por muito tempo, Heloisa usou o sobrenome Buarque de Hollanda..

(Fonte: Agência Brasil) 

O mês de abril de 2025 se aproxima – e é neste mês que o maranhense Itaercio Rocha apresentará ao público vários shows de “Ralando o Cotovelo no Asfalto”, seu novo espetáculo musical. Será uma dobradinha especial no Solar Cultural da Terra Maria Firmina dos Reis, no Centro de São Luís, nos dias 4 e 5 de abril (sexta e sábado), a partir das 20h.

Os shows criam um contraponto com as suas apresentações anteriores, quase sempre “alegres e festivos” – em “Ralando o Cotovelo no Asfalto”, o artista homenageia clássicos da MPB, celebrando compositores como João do Vale, Hermínio Bello de Carvalho, Luiz Gonzaga, Chico Buarque, Paulo César Pinheiro, Marluí Miranda, Sueli Costa, Caetano Veloso, entre tantos outros.

Neste novo espetáculo, Itaercio Rocha foge da sua zona de conforto e enfrenta o desafio de intérprete, para encarar canções que falam de solidão, abandono, traições e tristezas, em geral.

“Este novo sh ow poderia facilmente se chamar ‘Vem Chorar Comigo’, deste artista que sempre convidou o público para a festa e exercícios de alegria, carnavais, cacuriás, cocos, congados e tantas cirandas. Contudo, é sim um espetáculo para poder chorar, para ralar o cotovelo seja lá onde for. Mas, principalmente, é uma experiência que se propõe a inquietar a alma, a procurar conforto e paz no ombro e colo dos nossos grandes compositores, intérpretes e na infinidade de belas canções que possuímos”, ressalta o artista.

“Ralando o Cotovelo no Asfalto” é um passo importante na jornada musical de Itaercio Rocha, que possui três álbuns solos e autorais (“Chegadim”, “Caboclo” e “Bumba Meu Ita”). Nesta nova empreitada, o maranhense inicia sua caminhada na trilogia sobre o amor, interpretando clássicos da MPB, acompanhado por Gabriela Flor na percussão e Chico Neis nas cordas, arranjos e direção musical do espetáculo.

Na dobradinha de apresentações em São Luís, o público pode esperar clássicos como: “Cão Sem Dono”, de Sueli Costa e Paulo César Pinheiro; “Dor de Cotovelo”, de Caetano Veloso; “Bom Vaqueiro”, de João do Vale e Luiz Guimarães; “Juazeiro”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira; entre outros destaques, como “Peito Véio”, do próprio Itaercio Rocha.

Os dois shows de “Ralando o Cotovelo no Asfalto” serão nos dias 4 e 5 de abril, a partir das 20h, no Solar Cultural da Terra Maria Firmina dos Reis, localizado na Rua Rio Branco, 420, no Centro de São Luís.

Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), e podem ser adquiridos de forma antecipada pelo telefone (98) 98754-4181 (Dandara) ou na entrada do evento (sujeito à lotação).

Para acompanhar mais informações sobre Itaercio Rocha, acesse o perfil do multiartista maranhense no Instagram, no endereço: https://www.instagram.com/rochaitaercio/.

Itaercio Rocha

Estudioso das manifestações populares brasileiras, além de diretor, ator, escritor e cantor, Itaercio Rocha tem especialização em Estudos Contemporâneos em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA – 2009) e é graduado em Educação Artística, com habilitação em Artes Cênicas, pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP – 2000).

Nascido em Vila de Pedras, no município Humberto de Campos (MA), Itaercio já morou em diversas cidades, como Olinda, Campo Grande, Rio de Janeiro e Maringá, antes de se estabelecer em Curitiba, no Paraná, em 1996 – nesta última, atuou e dirigiu o famoso grupo Mundaréu, comandando espetáculos como “Guarnicê”, “As Aventuras de Uma Viúva Alucinada”, “Cortejo Natalino”, “Embala Eu”, “No Pé do Lajero”, “Adamastô”, entre outros.

Serviço

O quê: show “Ralando o Cotovelo no Asfalto”, do artista maranhense Itaercio Rocha;

Quando: nos dias 4 e 5 de abril (sexta e sábado), às 20h;

Onde: no Solar Cultural da Terra Maria Firmina dos Reis, localizado na Rua Rio Branco, 420, no Centro de São Luís;

Ingressos: por R$ 30/Inteira | R$ 15/meia – antecipados pelo telefone: (98) 98754-4181 (Dandara);

Assessoria de Comunicação: (98) 99968-2033 (Gustavo Sampaio).

 (Fonte: Assessoria de imprensa)

Aeronauta, advogado, escritor, membro da Academia Imperatrizense de Letras e autor de diversos livros sobre a história de Imperatriz

*

Faltando exatos cinco meses para completar 98 anos de idade, morreu na tarde dessa quinta-feira (27/3/2025), no Rio de Janeiro (RJ), José Herênio de Souza, aeronauta de voos internacionais, advogado, escritor, membro da Academia Imperatrizense de Letras e autor de diversos livros sobre a história de Imperatriz. Nascido em Carolina (MA), mas registrado em Marabá (PA), José Herênio, também conhecido como Zeca, era filho de Conrado José de Souza, também natural de Carolina, falecido em Marabá, em 11/9/1930, e de dona Raimunda Herênio Alvares Pereira (1902-1963), imperatrizense de tradicional família.

Há uma semana, dia 21 de março, Zé Herênio ligou-me, como o fazia habitualmente (a ligação anterior fora doze dias antes, em 9 de março). Era 21h08, eu deitara mais cedo e o telefone estava no silencioso. O que José Herênio queria conversar, dizer, comunicar, informar, refletir, ponderar, relembrar o projeto do “Marco Zero” de Imperatriz, que idealizou e pelo qual tanto propugnou – o que o mais vívido e vivido dos membros da Academia Imperatrizense de Letras queria falar, não fiquei sabendo. Poderiam ser talvez as últimas palavras deles em conversa direta comigo. Eu que auxiliei em pesquisas para seus livros. Que prefaciei um deles. Que discursei em lançamento de outro. Que... Que dizer acerca do que naquela noite ele, ao telefone, me quereria dizer?

O texto a seguir, sobre a vida de José Herênio, é uma republicação feita em 2024, às vésperas de ele completar 97 anos. As palavras são poucas para o tamanho – tamanho e grandeza – de uma vida que existiu e resistiu durante quase um século, no percurso ultrapassando nove décadas, adornando dois séculos (20 e 21) e dois milênios.

José Herênio morre no mesmo mês que, em 10 de março de 2019, morria aos 82 anos e também no Rio de Janeiro, a imperatrizense e minha amiga Sophia Herênio Medlig. As mulheres, como sempre pioneiras, fora na frente para, no tempo de Deus, aguardar o marido Zeca.

Agora, sim, Sophia e Zé Herênio estão para sempre juntos... (EDMILSON SANCHES)

*

JOSÉ HERÊNIO DE SOUZA

Em 26 de agosto de 2024 completou 97 anos o aeronauta, advogado, escritor e acadêmico José Herênio de Souza, titular da Cadeira 15 da Academia Imperatrizense de Letras. Nesta oportunidade, a AIL lembra e homenageia seu decano, autor de obras importantes para a História e Cultura de Imperatriz.

*

Herênios vêm fazendo História há muito tempo. Antes e depois de Cristo.

Herênio Pôncio e seu filho, o comandante Caio Pôncio Herênio, o senador Lúcio Herênio, Herênio Etrusco, imperador romano, e sua mãe, Herênia Etruscila – todos Herênios cujos feitos e existência, a partir de 24 séculos atrás, têm merecido o cuidado e as consignações da História.

Nos primeiros cem anos antes de Jesus nascer, também pontificou Marcos Herênio (Marcus Herennius), cônsul romano, a quem foi dedicada a famosa “Rhetorica ad Herennium” ("Retórica a Herênio"), de autor ainda desconhecido, o mais antigo tratado sobre a arte da eloquência, do bem falar, o uso da linguagem com beleza e capacidade de persuasão, a arte da palavra – que era tão importante a ponto de constituir o “trivium”, a primeira parte do ensino universitário na Idade Média, com três disciplinas (retórica, gramática, lógica), ministradas antes do conjunto de saberes seguinte, o “quadrivium” (aritmética, geometria, música e astronomia). Juntas, essas sete disciplinas formavam as Artes Liberais ou as Sete Artes. A “Retórica a Herênio” mantém sua atualidade e desperta interesse até hoje, sendo objeto de estudos acadêmicos, em especial no Direito.

Outros Herênios – muitos --  atravessaram tempos e territórios, entre eles o José Herênio de Souza, um filho de três cidades: nasceu em Marabá (PA), registrou-se em Carolina (MA) e viveu em Imperatriz, terra de Dª Raimunda Herênio de Souza, sua mãe, casada com o Sr. Conrado José de Souza, seu pai.

E é da história imperatrizense, a partir de seu início, que José Herênio hoje e de há muito tornou-se, provavelmente, a maior referência viva, o maior repositório, o melhor depositário, detentor do mais consistente repertório de fatos primevos. Nisso ele é mestre e disso ele é, em igual tempo, proprietário, herdeiro, legatário – como, aliás, está no significado do nome latino “Herennus”, originado de “heres”, herdeiro.

Em 1927, ano em que José Herênio nasceu, o piloto norte-americano Charles Lindbergh realizava seu primeiro voo transatlântico sem escalas. Em 1927 também “nasceu” a Varig – Viação Aérea Rio-grandense, fundada em Porto Alegre (RS). A Varig foi uma das primeiras companhias aéreas do Brasil e uma das maiores e mais conhecidas do mundo, a primeira a ligar o Brasil à África e à Ásia, para onde nosso país não tinha até então voos comerciais. Pois foi exatamente sua coetânea Varig que, em maio de 1951, contratou José Herênio e deu-lhe oportunidade de fazer o curso de Navegação Celestial, tornar-se navegador e, depois, piloto de aeronaves de grande porte e chefe do Departamento de Rotas e Rotas Internacionais. 

Desses acontecimentos de 1927 o recém-nascido José Herênio nada sabia, evidentemente, mas eles fariam sentido em sua vida, pois – coincidência? – tornou-se militar da Aeronáutica e, depois, aeronauta, contratado pela Varig no mês e ano em que essa companhia aérea completava 24 anos de fundação. Certamente, à memória hereniana vieram as lembranças do rapazote que, em 1943, aos 16 anos, estava em Carolina e começou a trabalhar na Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul (a antiga Condor), empresa carioca fundada... também em 1927.

Outra profissão que, após a aviação, José Herênio exerceu foi a advocacia. Formou-se em Direito e especializou-se em Direito Processual Civil na Faculdade Cândido Mendes, sediada no Rio de Janeiro (RJ), a mais antiga universidade privada do Brasil, fundada em 1902, há 121 anos, por um maranhense que nem Zé Herênio, o político e advogado Cândido Mendes de Almeida.

Advocacia, sabe-o José Herênio, é voz e verbo, fala e escrita. Advogado é a voz (“vocis”) que está próxima (“ad-“) de alguém em função de algo. Nos anos em que exerceu a advocacia, e em outros anos, Herênio deve ter se lembrado de sua própria voz menina falando junto aos e para os demais colegas de formatura e professores do Colégio Santa Teresinha, das Irmãs Missionárias Capuchinhas, em Imperatriz, onde se formou aos 15 anos e foi designado orador da turma, em razão do brilhantismo e louvor com que concluiu os estudos.

Mais uma vez o futuro de José Herênio se fazia presente em sua mocidade: seria também advogado, uma voz a falar para pessoas, por pessoas. Coincidentemente, entre os seculares, milenares Herênios também se encontravam, entre outras atividades, homens do Direito, gentes de boas falas – de que a acima citada “Retórica a Herênio” é grande ilustração.

O caminho de José Herênio até os 97 anos, que se completarão em 26 de agosto de 2024, foi um percurso iniciado, continuado e vencido com esforço (desde menino), dores (pelos sofrimentos maternos, inclusive), perdas (da mãe, do pai, da amada esposa Sophia), superação (pelas conquistas). Em tudo isso, dedicação e talento.

José Herênio, aeronauta, aprendeu a ler o Tempo, tornou-se amigo dos Céus e suas estrelas; soube decifrar códigos (a partir do Morse); cruzou, como Lindbergh em 1927, o Atlântico e outros oceanos; tornou-se homem dos sete mares e dos cinco continentes; cosmopolitou-se a partir do conhecimento de diversos países, para onde viajou e os quais percorreu, da cortina de ferro da União Soviética às veias abertas da América Latina, da oriental Ásia à ancestral África.

Autor de “Retratos sem Retoques”, “Maranhão – Apagando a Mentira”, “Crônicas Esparsas”, “Imperatriz! Nossa Avozinha, Aos 100 Anos de Idade” e, provavelmente, de rico material inédito, José Herênio mantém-se, sadiamente obstinado, na defesa de causas e coisas para Imperatriz. Por exemplo, faz tempo que ele propôs à cidade – via sua Câmara e Prefeitura municipais, por intermédio da Academia Imperatrizense de Letras, de que é membro --  a construção de um monumento, obelisco, o que seja, que marque o “marco inicial” de Imperatriz.

*

Já passei diversas semanas no apartamento do José Herênio, no Rio de Janeiro, em Ipanema. Com Herênio e com Dª Sophia (e suas calopsitas) reforçamos e reamarramos laços de amizade. Nas longas conversas na sala, nas demoradas conversas ao telefone, nos ricos registros e bem escritos enunciados de seus textos, Herênio e eu realimentamos essa incontida paixão pela cidade, por sua História, e nossa igualmente incontida decepção com tanta desvontade e “nonsense” havidos e existentes nos sucessivos gestores e representantes imperatrizenses oficiais.

José Herênio completou 97 anos em 2024, com lucidez e sadio orgulho pela história de que é agente e usuário e da qual é maior autoridade – sua própria história. Gerou filhos (uma médica e um militar), escreveu livros e plantou árvores e amizades. Se dependesse dessa filosofia oriental, seria um homem realizado.

Mas José Herênio não é um homem realizado.

É um homem... realizando.

Porque, por enquanto, ele só tem 97 anos.

E ainda há vida – muita vida – pela frente.

Parabéns, Amigo.

Ave, José Herênio! 

* EDMILSON SANCHES

FOTOS:

José Herênio: o autor e suas obras.

Inteligência Artificial - Ciência, Tecnologia; Pesquisa. Foto: Rawpick/Freepick

O Brasil conta com 144 unidades de pesquisa relacionadas à inteligência artificial (IA), o que coloca o país como um dos principais polos de IA na América Latina. O levantamento consta em documento divulgado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), lançado na quinta-feira (27). Segundo o estudo, a produção científica brasileira sobre IA coloca o Brasil na 13ª posição no ranking mundial de publicações acadêmicas na área.

Chamado O Panorama Brasileiro da Ciência, Tecnologia e Inovação em Inteligência Artificial, o estudo tem como objetivo mostrar o avanço brasileiro no campo da IA, abordando temas como políticas e regulação, estimativas de investimentos públicos e privados, mapa dos centros de pesquisa, além de dados sobre o conhecimento científico e tecnológico desenvolvido no país.

O estudo aponta que a maior parte das unidades de pesquisa de inteligência artificial do Brasil se encontra nas regiões Sudeste e Nordeste. São Paulo lidera com 41 unidades. O estado do Amazonas, na Região Norte, vem na sequência, com 22 unidades. Os estados do Rio de Janeiro, com 14 unidades; Minas Gerais, com 13, e Pernambuco, com dez, também têm um papel substancial nas pesquisas.

“Esse padrão reflete não apenas as tendências históricas de investimento, mas também os esforços recentes de políticas voltadas ao fortalecimento das capacidades regionais”, apontou o CGEE, organização não governamental (ONG) que desenvolve estudos e projetos com foco em temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação.

Entre outros dados, o documento aponta ainda que os investimentos públicos em pesquisas e ações relacionadas a IA no Brasil devem alcançar R$ 22 bilhões até 2028. Segundo o levantamento, para cada real investido pelo setor público em IA, o setor privado contribui com R$ 3,34.

Segundo CGEE, isso evidencia o potencial da IA como multiplicadora e catalisadora de desenvolvimento tecnológico e econômico no país. Em especial, o documento mostra que existem iniciativas em IA com atuação relevante em setores como ciências da vida, energia e agricultura.

“A indústria e a manufatura lideram com 30 unidades, seguidas de perto pelo setor de saúde, com 25. Os aplicativos corporativos e de gerenciamento respondem por 20 unidades, enquanto a mobilidade e a logística são o foco de 15 unidades”, contabiliza o CGEE.

Na avaliação do centro, a liderança dos setores de indústria e manufatura; e de saúde demonstra tanto a centralização geográfica quanto a priorização do domínio estratégico. Além disso, esse padrão “sugere o desenvolvimento de ecossistemas regionais de inovação em que a proximidade geográfica facilita a troca de conhecimento e a colaboração entre instituições acadêmicas, indústria e governo”.

(Fonte: Agência Brasil)

Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, em São Paulo.

Como você pronuncia o plural da palavra você? Como vocêssss? Como vocêis? Como vocêish? Os sotaques são apenas um exemplo da imensa diversidade e pluralidade que estão presentes na língua portuguesa no Brasil.

Cada palavra que falamos, cada sotaque e o jeito como falamos nos traz a memória de uma longa história da língua no país. Uma história que tem início com o cruzamento do português com tantas outros idiomas e falares, como a dos povos originários e dos povos negros africanos, mas que continua sendo transformada no dia a dia.

As formas de se falar a língua portuguesa são o tema da nova exposição temporária e interativa em cartaz no Museu da Língua Portuguesa. Chamada de Fala Falar Falares, a mostra será aberta ao público nesta sexta-feira (28).

A mostra é uma grande celebração das diferentes formas de falar em todos os cantos do país, apresentando os mais diversos sotaques. Ela também aborda a capacidade de manipular o som a partir do corpo e como isso se transforma no nosso modo de falar, de criar música e de expressar de maneiras tão diferentes dentro da mesma língua. A curadoria é da cenógrafa e cineasta Daniela Thomas e do escritor e linguista Caetano W. Galindo.

“A exposição partiu da ideia de explorar a diversidade de falares do português do Brasil, mas acabou virando uma coisa um pouco maior em que a gente parte do mais básico de tudo, que é o ar que respiramos e que usamos para produzir os sons da fala e as palavras que dão nome à nossa realidade. A mostra também fala de onde vem essas palavras, como se forma essa língua e como varia dentro do país. Essa é uma viagem longa e densa”, contou o curador, em entrevista à imprensa.

A exposição tem o objetivo de fazer o público pensar no quanto é especial a capacidade de falar. “Teve uma hora em que chamamos a exposição de ‘você’. Porque a ideia era de que você se desse conta do que é a língua em você, que a língua é quase indissociada da própria ideia de si próprio. Como é que você se pensa? Você se pensa por meio da língua. E aqui é um lugar para você se dar conta do quanto a língua faz, do quanto existe e de que ela é uma dádiva da relação humana e do ser humano. Carregamos esse poder de representar, de comunicar e de pensar”, disse Daniela Thomas.

A exposição

A mostra tem início no elevador de acesso à sala de exposições temporárias. É ali que os nomes de alguns dos 5.571 municípios brasileiros serão ouvidos pelo público. A seleção inclui nomes de cidades bastante curiosos como Puxinanã, Tartarugalzinho, Escada e Não-me-Toques, entre outros. Depois, esses nomes se transformarão em poemas, que serão reunidos em um livro a ser lançado durante a exposição. “Agora em junho sai esse livro que se chama As Cidades, que é essa coisa maluca, que são 25 poemas alfabéticos com nomes de cidades brasileiras”, explicou Galindo.

Dentro da sala expositiva, o público irá se deparar inicialmente com duas instalações dedicadas a mostrar como o fenômeno da fala ocorre dentro do nosso corpo. Na primeira delas, os visitantes serão convidados a usar um microfone que foi calibrado para captar sons de pessoas respirando e que está ligado a uma projeção de luz que pulsa conforme esse som é emitido. Na outra sala são apresentadas imagens captadas por uma máquina de ressonância magnética, que mostra como o interior do corpo se movimenta quando são faladas frases de canções brasileiras.

O percurso prossegue com uma sala de detecção de movimento: nesse espaço, uma imagem do visitante em movimento será reproduzida em uma tela e formada por palavras que descrevem cada parte do corpo humano.

“A sala seguinte é sobre a formação do vocabulário do português. A gente tem um grande mapa- múndi, com o Brasil colocado bem no centro, e uma mesa interativa em que as pessoas podem selecionar uma palavra. E aí, a animação da parede vai mostrar os caminhos que essa palavra percorreu vinda da China, da África ou da América do Norte, até chegar ao Brasil”, explicou o curador.

As duas últimas salas da exposição apresentam um quiz (jogo de perguntas e respostas) com vídeos gravados e que vai testar se o visitante conhece os diferentes sotaques falados no Brasil e uma instalação circular, com 12 telas de TV que retratam, cada uma, um interlocutor falando sobre orgulho, pertencimento e até preconceito com sua forma de falar. “Estamos vivendo tempos de cisões, exclusões, polarizações, tensionamentos e esgarçamentos da sociedade. Mas pense no quanto é linda essa ideia de que a gente está ali em torno de 12 pessoas, com cada uma delas falando conscientemente da sua diferença absoluta das outras. E no entanto, isso não estava gerando exclusão, diferença ou recusa, mas um fascínio permanente. Estava todo mundo unido pelo fato de cada um ser completamente diferente do outro. E isso é a chave para todos os problemas da sociedade. Eu, de fato, acho que linguagem é uma arena fenomenal para termos discussões e fazermos experimentos sociológicos”, disse Galindo.

Preconceito linguístico

A expectativa dos curadores é de que a exposição traga reflexões sobre as formas de se falar no país e provoque no público uma sensação de admiração com a diversidade brasileira.

“A língua portuguesa é um conjunto de variedades individuais muito diferentes e que são negociadas constantemente para gerar pertencimento e marcar a singularidade. É uma coisa maravilhosa, especialmente porque não tem ninguém gerindo isso. Não tem lei, não tem multa, não tem sanção. No entanto, tem transgressão. Você pode ser multado pela tua comunidade, você pode ser excluído ou incluído. Esse é um mecanismo maravilhoso - e democrático no limite, porque é totalmente coletivo. Mas, ao mesmo tempo, ele também acaba incorporando toda uma parte feia de preconceito, de exclusão, de demarcação, de estigma e de tabus”, alerta o curador.

O grande antídoto para esses preconceitos - que acabam refletindo formas de poder - é a informação, reforça Galindo. “Se as pessoas estiverem conscientes de que certas marcas do português do Brasil, ao contrário do que a gente ouviu a nossa vida toda, não são tosqueira, ignorância ou bruxaria linguística, mas são simplesmente marcas da história de um idioma, elas podem se empoderar de uma maneira que acho muito relevante. No momento em que você perceber que dizer ‘pobrema’ ou ‘as coisa’ é uma marca da passagem do português pelo universo gigantesco de escravizados africanos, que tiveram que aprender essa língua e fizeram com que ela se adequasse a padrões morfológicos e fonéticos da língua deles, você vai olhar para isso de outra maneira. As línguas evoluem desse jeito", reforçou. “Quanto mais a gente souber disso, entender isso, menos a gente vai se ver presa dessas ilusões que são uma forma de controle e de determinar quem pode e quem não pode, quem pertence e quem não pertence”.

Lançamento de livro

Além da exposição, a programação do museu prevê o lançamento do livro Na Ponta da Língua, de Galindo, no próximo sábado (29), às 17h. No livro, o curador da mostra fala sobre a origem das palavras. O evento, que acontece no museu, incluirá um bate-papo com o autor e uma sessão de autógrafos.

A entrada no Museu da Língua Portuguesa é gratuita aos sábados e domingos. Mais informações sobre a exposição, que ficará em cartaz até setembro, podem ser obtidas no site do museu.

(Fonte: Agência Brasil)

Porto Velho (RO), 30/01/2025 - Sede do Ibama. Foto: AGU/Divulgação

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) disponibilizou, nesta sexta-feira (28), os locais de aplicação das provas objetivas e discursiva do concurso público do órgão no próximo dia 6 de abril.

A consulta ao local de realização das provas deve ser feita no endereço eletrônico do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), a banca examinadora do certame. A instituição orienta o candidato a verificar o local de prova com antecedência para evitar imprevistos no dia da prova.

Ao todo, são 460 vagas para cargos de nível superior, sendo 330 vagas para analista ambiental da carreira de especialista em meio ambiente do Ibama e outras 130 vagas para analista administrativo, distribuídas para as 27 unidades da federação.

Dia do concurso

As provas objetivas e prova discursiva, no dia 6 de abril, serão aplicadas nas 27 capitais das unidades da federativas e seguirão o horário oficial de Brasília, conforme descrito abaixo:

  • · abertura dos portões: 12 horas
  • · fechamento dos portões: 13 horas
  • ·  início das provas: 13 horas e 30 minutos
  • · tempo de aplicação da prova: 4 horas e 30 minutos

O candidato deverá comparecer ao local de provas portando caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente, o documento de identidade original e o comprovante de inscrição.

O Cebraspe recomenda que o candidato não leve nenhum dos seguintes objetos para sala onde fará as provas, sob pena de ser eliminado do concurso:

  • Aparelhos eletrônicos: celulares, tablets, relógios, fones de ouvido, calculadoras
  • Materiais de escrita: lápis, lapiseira, borracha, marca-texto
  • Acessórios: chapéus, bonés, gorros, óculos escuros, protetor auricular
  • Recipientes não transparentes: garrafas de água, embalagens de alimentos
  • Armas brancas: facas, tesouras, canivetes

Concurso do Ibama

A jornada de trabalho dos aprovados do concurso do Ibama será de 40 horas semanais.

A remuneração é de R$ 9.994,60 para todos os cargos, com a possibilidade de recebimento de gratificação de qualificação com os seguintes valores: para curso de especialização: R$ 464, mestrado: R$ 922 ou doutorado: R$ 1.387.

De acordo com o edital do concurso, o candidato aprovado poderá ser lotado em qualquer unidade do Ibama, dentro da unidade da federação onde concorreu à vaga, a critério do instituto. “A classificação obtida pelo candidato aprovado no concurso não gera para si o direito de escolher a unidade de seu exercício”, detalha o documento.

Nos primeiros 36 meses, a partir da entrada no cargo, não poderá haver remoção do aprovado, somente por interesse da administração do Ibama.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 26/03/2025 - Circo social no Projeto Palco Giratório. Foto: Ricardo Maciel/Divulgação

A 27ª edição do projeto Palco Giratório, realizado pelo Sesc, promete homenagear a arte circense em 2025 ao som do Movimento Manguebeat. Anunciada nessa quinta-feira (27), Dia Mundial do Circo, a programação vai celebrar o trabalho da Escola Pernambucana de Circo e também a atriz, pesquisadora e dramaturga pernambucana Fátima Pontes, produtora do “Circo Science – Do mangue ao picadeiro”. 

O circuito começa em abril e vai passar por 96 cidades de 23 estados brasileiros, com apresentações de 16 grupos, que têm origem em 15 unidades da federação. Além de circo, estão incluídos teatro, dança e música. Ao todo serão 336 apresentações até dezembro deste ano, com entrada grátis.

A junção do ritmo de Chico Science com a arte circense vai dar início à programação itinerante e será apresentada pela Trupe Circus (PE), da Escola Pernambucana de Circo. Os números circenses e as coreografias do espetáculo contam com trilha musical baseada em grandes sucessos do cantor e compositor pernambucano, que foi um dos criadores do influente Movimento Manguebeat.

A dramaturga Fátima Pontes contou em entrevista à Agência Brasil que a participação no projeto vai trazer visibilidade nacional ao trabalho, que já é conhecido em Pernambuco e em outros estados do nordeste.

“Para a Escola, é a representação do reconhecimento do trabalho que a gente faz no campo da arte circense, desde 2002, através da nossa Trupe Circus, que é o grupo profissional da nossa instituição”

Na visão da pesquisadora, o Movimento Manguebeat se tornou um ícone de transformação da cultura pop no Brasil, e Chico Scince era a cabeça disso tudo.

“Foi um meteoro que chegou, revolucionou tudo e foi embora. A gente usa, no início do espetáculo, algumas frases, em manuscrito mesmo, do acervo da família de Chico Scince com estudos e memória dele. Tem uma que diz ‘morreu por viver demais’. Parece meio presságio, meio profético”, disse, reforçando que o artista teve uma vida curta e mesmo assim teve participação importante na cultura do país. ele morreu aos 30 anos, em 1997.

Fátima Pontes destacou que o circo se desenvolve no campo artístico, mas também técnico, porque necessita de treinamentos específicos e contínuos, com aparelhos e equipamentos. Nesse espetáculo, por exemplo, o grupo utiliza uma estrutura de ferro, que é um equipamento construído especificamente para ele. O mesmo ocorreu em outros espetáculos do repertório do Trupe Circus.

“Sempre temos feito essa pesquisa por novos equipamentos, novas técnicas e números circenses. Este espetáculo Circo Science traz um tipo de culminância de um processo que a gente vem fazendo há muitos anos, de pesquisa no campo técnico, estético e artístico; e de valorização, também, da nossa diversidade cultural, que é a forma como trabalhamos. Todos os nossos espetáculos da Trupe Circus têm esse viés de valorização da diversidade cultural pernambucana, nordestina e brasileira. Temos uma estética muito própria”, comentou.

Fátima Pontes destaca que Circo Scince é também um manifesto da Escola Pernambucana de Circo e da Trupe Circus com seus integrantes, que são jovens artistas que se formaram na escola desde crianças. O grupo inclui jovens periféricos, negros e negras, pertencentes à comunidade LGBTQIAP+ e também homens e mulheres cisgênero.

"É também manifesto da nossa resistência, do nosso trabalho com a arte circense, que é tão marginalizada em nosso país. É também uma forma de a gente mostrar que é possível viver da arte circense”, afirmou, informando que a Escola é uma ONG que se sustenta em parte por meio de editais, de aluguel da sede para eventos e de projetos de manutenção da estrutura de funcionamento.

Circo social

A diretora de projetos sociais do Sesc, Janaína Cunha, descreveu o Palco Giratório como grande projeto de circulação de artes cênicas do Brasil, com a sua programação renovada anualmente. Ela destacou que o país tem diversas companhias circenses, desde as mais tradicionais até as mais tecnológicas, todas com a missão de renovar a linguagem sem abrir mão da tradição, o que é relevante para se pensar a cultura no Brasil.

“O nosso enfoque nesta edição do Palco Giratório é o circo social, que é um circo que interage socialmente, promove relações intergeracionais e conexões entre linguagens. A gente está falando de circo, mas também de música, de dança, de teatro. Enfim, o circo tem essa capacidade de congregar vários esforços no sentido do amadurecimento da produção artística”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Para Janaína Cunha, outro fator relevante do Palco Giratório é a atração de público. “Chama muito público no país inteiro, porque, de fato, é um festival de artes cênicas que traz artistas e espetáculos de todo o Brasil, promovendo a circulação desses grupos em todo o país. Como já é uma tradição, o Palco Giratório mobiliza público, tem sido capaz de renovar o público e de chamar atenção do público para importância da fruição e da circulação artística”, pontuou.

Fomento à arte

Os grupos que farão parte do projeto foram escolhidos após uma indicação dos representantes do Sesc nos estados onde desenvolvem seus trabalhos artísticos. As indicações são apresentadas ao coletivo da curadoria, que faz a seleção com base em critérios técnicos, de renovação de linguagem.

“O Sesc contrata todos os artistas. É por isso que o Palco Giratório, além de um grande projeto de formação de público e de preservação da circulação artística, é também grande fomentador das artes cênicas, na medida em que contrata esses artistas e proporciona a eles todas as condições para a boa execução dos seus trabalhos”, contou, revelando que, em 2018, também houve uma edição dedicada ao circo a partir de Belo Horizonte, em Minas Gerais, mas com outros grupos e com recorte diferente.

“Neste ano, a gente está realmente dando ênfase ao circo social, e a essa relação social que é promovida pelo circo desde os seus hábitos culturais de famílias circenses até a integração social que o circo promove”.

A diretora disse que o trabalho realizado pela Escola Pernambucana de Circo coincide com a proposta do Palco Giratório de promover transformação social dando visibilidade a grupos locais.

“É um prazer imenso ter oportunidade de trabalhar com ela [Fátima Pontes] e com o grupo dela. Isso traz uma vivência e informação de artistas oriundos de periferia, que se relacionam em projetos sociais para a construção de uma realidade social a partir das artes e de uma transformação social.

Janaína Cunha elogiou que Fátima é uma representante do papel que a arte tem para se pensar uma sociedade mais justa, mais inclusiva e mais cooperativa. Para ela, um dos pontos fortes do projeto Palco Giratório é fazer com que produções, trabalhos e articulações que estão em nível local e que a gente consigam atingir uma dimensão nacional.

“A gente tem uma quantidade importante de grupos que não têm oportunidade de circular para além do seu território, das suas fronteiras, do seu município, ou do seu estado. Muitas vezes, não conseguem nem ir a um estado vizinho. Promover esta circulação é de fato fundamental para que o Brasil conheça o que o Brasil produz, e não apenas para que cada estado conheça a sua produção regional, que também é importante. É fundamental a gente oportunizar essa circulação”, concluiu.

(Fonte: Agência Brasil)

São Paulo (SP), 26/03/2025 - Mostra de Renoir no edifício Pietro Maria Bardi, prédio anexo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp, na Avenida Paulista. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Museu de Arte de São Paulo (Masp), cartão-postal da Avenida Paulista, em São Paulo, ficará ainda maior a partir desta sexta-feira (28), quando o público poderá visitar seu novo edifício, o Pietro Maria Bardi.

Localizado ao lado da sua edificação mais conhecida, chamada de Lina Bo Bardi, o novo prédio tem 14 andares, o que ajudou a ampliar a área do museu de 10.485m² para 21.863m².

Na nova edificação, o Masp passa a ter:

  • Cinco novas galerias para exposições
  • Duas áreas multiuso
  • Salas de aula
  • Laboratório de conservação
  • Área de acolhimento de público
  • Restaurante e café 
  • Depósitos e docas para carga e descarga de obras de arte.

“Esse novo prédio é uma expansão do Masp, mas também é um Masp totalmente novo, porque é uma outra arquitetura e com outras propostas”, explicou Regina Teixeira de Barros, coordenadora e curadora do acervo.

Novas exposições

Para a inauguração do prédio, o museu decidiu oferecer ao público cinco novas exposições, cada uma delas instalada em um diferente andar, que colocam em evidência o próprio acervo do museu. 

“São exposições que tratam de temas diferentes: tem vídeo, tem pintura, tem escultura e todas elas partir do nosso acervo. Este é um início para marcar, privilegiar e honrar a nossa história e o nosso acervo”, disse o diretor de Experiência e Comunicação do museu, Paulo Vicelli.

Uma delas apresenta o conjunto de obras do acervo do museu dedicada ao artista francês Pierre-Auguste Renoir (1841-1919). Nesta mostra, estão sendo apresentadas 12 pinturas e uma escultura do artista.

“Fazia 23 anos que a gente não conseguia mostrar todos os 13 Renoir juntos. Essa é uma oportunidade rara de vê-los juntos”, ressaltou Vicelli.

Há, também, uma sala dedicada a refletir sobre o próprio museu. Chamada de Histórias do Masp, a mostra, realizada no sexto andar, apresenta a história do museu e sua importância para a constituição de um projeto de museu moderno. Em formato de linha do tempo, a mostra coloca em diálogo 74 obras do acervo acompanhada por toda uma documentação formada por fotografias, documentos, cartazes, livros, catálogos, jornais e revistas. 

São Paulo (SP), 26/03/2025 - Exposição Geometrias, um dos cinco ensaios do Masp, no edifício Pietro Maria Bardi, prédio anexo ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp, na Avenida Paulista. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Outra exposição em cartaz foi chamada de Geometrias, instalada no décimo e no quarto andar. Com mais de 50 obras do acervo do museu, incluindo 20 doações recentes, apresenta trabalhos realizados por artistas que empregam diferentes materialidades para criar composições geometrizadas. “A grande maioria do acervo que foi sendo constituído pelo museu desde o final dos anos 40 é de obras figurativas. Mas essa exposição de geometrias traz um olhar muito mais inusitado para esse acervo”, explicou a curadora.

São Paulo (SP), 26/03/2025 - Mostra Artes da África, que abrange desde peças do Egito Antigo até trabalhos contemporâneos, no edifício Pietro Maria Bardi, prédio anexo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp, na Avenida Paulista. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Já no terceiro andar, está a mostra Artes da África, que reúne mais de 40 obras do acervo do museu, principalmente do século XX, oriundas da África ocidental. O conjunto abrange estatuetas de Exu e Xangô, objetos cotidianos, bonecas, tambores, mobiliário e máscaras usadas em festividades, rituais de iniciação, celebração ou funerais. Esta é a primeira exposição que busca estabelecer uma leitura crítica e propositiva da coleção de arte africana do museu. 

O segundo andar apresenta uma videoinstalação de Isaac Julien, que trata sobre o legado da arquiteta Lina Bo Bardi, responsável pelo projeto do antigo museu. Inédita no Brasil, a videoinstalação apresenta as atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro interpretando os escritos de Lina e dando voz às suas ideias sobre arte e arquitetura.

Vão-livre

Outra novidade que será apresentada ao público a partir desta semana é uma mudança no uso do vão-livre do Masp. Agora sob gestão do próprio museu, o vão-livre será aproveitado para apresentações culturais e estabelecerá um diálogo maior com as exposições em cartaz no Masp.

Entre essa quinta-feira (27) e domingo (30), por exemplo, a artista ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino irá fazer uma performance no vão-livre. Chamada de KA, a apresentação é parte da série Entrevidas, criada em 1981 durante a ditadura militar no Brasil. Assim como na versão original, a artista vai caminhar em meio a ovos espalhados pelo chão em referência à fragilidade da vida em tempos de incerteza. 

Agora, além do caminhar, Maiolino está incorporando o gesto das palmas das mãos levantadas, como expressão de rendição. Isso reflete tanto sobre a história de guerras e conflitos globais quanto com a violência urbana em cidades brasileiras, tornando-se um apelo poético-político por paz e desarmamento.

“Para nós, é muito importante a gente ter a possibilidade de usar esse espaço [o vão-livre] para atrair o público para exposições, atividades culturais, oficinas e atividades esportivas. Agora, é um momento do vão-livre voltar a ser um espaço da cidade, integrado à cidade e oferecendo para a população atividades culturais e atividades artísticas relevantes”, disse Vicelli.

O Masp tem entrada gratuita às terças-feiras e também entre às 18h e 20h30 de toda sexta-feira. Mais informações sobre as exposições em cartaz no museu e agendamento da visita podem ser obtidas no site do museu.

(Fonte: Agência Brasil)

No último sábado (22/3), em todo o planeta, comemorou-se o Dia Mundial da Água. Mas comemorar o quê? O fato de ainda termos águas para consumo? Que águas são essas? São potáveis ou são minerais? Há diferença entre essas águas? Ou comemoraremos a variedade de águas no mercado de São Luís/MA, das quais a maioria de nós pouco sabe sobre a qualidade, origem, validade da análise, etc? E por que não sabemos? Porque não lemos o rótulo da embalagem. É sobre tais informações que trata este artigo cujo objetivo é ajudar o consumidor a comemorar, ao menos, o fato de saber um pouquinho mais sobre o alimento mais consumido por seres vivos no planeta.

As legislações da gestão e fiscalização da ÁGUA MINERAL vêm de órgãos de três ministérios: 1) Agência Nacional de Mineração (ANM), subordinada ao Ministério de Minas e Energia (MME). É uma autarquia criada pela MP nº 791, de 25/7/17, a qual extinguiu o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM); 2) Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA); e 3) Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), subordinada ao Ministério da Saúde (MS). Cada órgão tem sua função específica. A gestão e a fiscalização da água na fonte cabem à ANM em articulação com o CNRH; e a fiscalização da água engarrafada cabe à Anvisa (disponível no site <https://aguamineral.sgb.gov.br>, Serviço Geológico do Brasil (SGB).

 O consumidor deve saber que nem toda água à venda pra consumo humano é mineral. O Código de Águas Minerais (DL nº 7.841, de 8/8/1945), diz que ÁGUAS MINERAIS “são aquelas provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns...”. E diz que ÁGUAS POTÁVEIS DE MESA são “as águas de composição normal provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que preencham tão somente as condições de potabilidade para a região”.

No rótulo, o consumidor verá as informações abaixo relacionadas:

1) Classificação – poderá ser: ÁGUA MINERAL; ÁGUA MINERAL NATURAL; ÁGUA NATURAL; ÁGUA POTÁVEL DE MESA; ÁGUA ADICIONADA DE SAIS e ÁGUA GASEIFICADA (ver também a RDC nº 717-ANVISA, de 1°/7/22). As duas primeiras classificações têm seus rótulos aprovados e fiscalizados pela ANM;

2) o nome da fonte;

3) o endereço da fonte;

4) composição química – tudo ali é feito pela natureza, mas há índice, embora natural, que é fruto de ação antrópica (humana). O exemplo é a presença de NITRATO, que surge na água como um alerta da natureza indicando algum tipo de contaminação na fonte; ou seja, o local pode ficar próximo de áreas poluídas ou sem saneamento, de curtume e/ou garimpo ilegais etc. Estudos nacionais e estrangeiros informam que o NITRATO é prejudicial à saúde e quanto menor o índice, melhor a qualidade da água;

De acordo com a RDC nº 717, o limite máximo de NITRATO é de 50mg/litro. Em São Luís há ÁGUAS MINERAIS com os seguintes índices: 0,68mg/litro; 3,89mg/litro; 10,14mg/litro; 22,19mg/litro; 25,15mg/litro; 26,21mg/litro e 26,56mg/litro. O consumidor desinformado pode estar comprando gato por lebre.

5) classificação;

6) características físico-químicas;

7) portaria de lavra - é um título mineral obtido após aprovação do Relatório Final de Pesquisa e a execução do Requerimento de Lavra Mineral;

8) Diário Oficial da União (DOU) que publicou a portaria de lavra;

9) Boletim LAMIN (Laboratório de Análises Minerais) que publicou a análise da água, a qual deve ser quinquenal (artigos 55, 57, 58 e 59 da Res ANM nº 193/2024). O consumidor deve observar se o LAMIN da ÁGUA MINERAL que consome está dentro da validade de 5 anos;

10) lote e fabricação;

11) validade; e

12) conteúdo – aí as embalagens variam de 200ml ao garrafão de 20 litros.

Assim, esperamos contribuir, ainda que brevemente, para que consumidores maranhenses e brasileiros passem a ler os rótulos das ÁGUAS envasadas que consomem, sejam elas MINERAIS, POTÁVEIS OU ADICIONADAS DE SAIS. FELIZ DIA MUNDIAL DA ÁGUA!

São Luís/MA, março de 2025.

(Fonte: Ivanilson Souza – cidadão e pesquisador/com alterações)