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É possível haver uma educação eficiente capaz de proporcionar excelência acadêmica e formar verdadeiros cidadãos? E se sim, como colocar essa metodologia em prática? Em mais um episódio do “Melhores Escolas”, podcast de O Imparcial que aborda os desafios educacionais no Maranhão, este assunto foi destaque com a participação dos gestores do Colégio Upaon-Açu, tradicional escola e referência no ensino de São Luís há mais de quatro décadas.  O professor e consultor de Língua Portuguesa Paulo de Tarso (Pautar) recebeu, no estúdio, a visita do diretor Bruno Cicalise e da vice-diretora Camila Balluz. O bate-papo, na íntegra, já está disponível no YouTube (@TVOIMPARCIAL).

Fundado em 1982, o Colégio Upaon-Açu traz, em sua essência, uma educação que alia a cultura de estudos com a convivência em sociedade. Ao unir esses dois aspectos, é possível ter uma formação integral capaz de importantes resultados educacionais.

“Uma escola não apenas é uma ponte, mas também é um fim em si mesma. A escola não precisa ser apenas mais um degrau para uma próxima etapa, ela é uma etapa extremamente importante que precisa ser boa por ela mesma. Estou em uma escola que não é um pré-vestibular de farda, é uma escola de verdade. Ou seja, aqui você tem uma formação integral e não apenas um desenvolvimento baseado em provas preparando para uma prova que vai acontecer depois do ensino médio”, afirmou o diretor do Upaon-Açu, Bruno Cicalise.

No cenário atual, a educação passa a ser vista como algo responsável em transformar vidas unindo a excelência academia e inovação pedagógica. Por esse motivo, em 2024, o Upaon-Açu passou a integrar o Grupo Salta Educação, maior grupo de educação básica do Brasil. Mantendo sua identidade, a escola ampliou seus projetos com o objetivo claro de fortalecer sua educação sem deixar de lado a formação cidadã de seus alunos.

“A gente busca e proporciona a excelência acadêmica aliada à convivência, com um ambiente acolhedor, com projetos que mostrem ao aluno qual é o papel dele em sociedade. Independente da carreira que ele escolher, da profissão que ele busca e sonha ou que a vida acaba direcionando-o, trabalhamos para que ele seja um profissional ético, cuidadoso e humano. Pra gente, isso é o fundamental, é a essência do Upaon-Açu”, explica Camila Balluz.

E a vice-diretora da escola completa: “Os alunos do Upaon são agentes da paz no mundo. E todos os projetos de forma transversal tratam tanto dessa parte de excelência acadêmica e a parte pedagógica, mas também a gente busca aliar todos os projetos pedagógicos a essa filosofia que baseia e norteia a nossa escola, que é justamente essa formação cidadã”, concluiu.

Aluno estimulado

Para que esta educação tenha resultados práticos e positivos, é necessário que a escola esteja atenta aos estímulos do cotidiano dos alunos sem abrir mão do ensino formal de sala de aula. “A escola não pode deixar de ser aquele ambiente formal onde você tem conhecimento formal, baseado, com referências, e que, de fato, atende, nesse sentido mais técnico, aquilo que a sociedade anseia. A questão é, que quando a gente fala de desenvolvimento integral hoje em dia, vamos para além disso porque a metodologia mudou, não se ensina da mesma maneira, não se enxerga o aluno da mesma maneira. Estamos com um aluno agora que tem um nível de estímulo diário e constante, principalmente por conta das redes sociais, e a gente precisa lidar com isso”, analisou Bruno Cicalise.

De acordo com o diretor do Upaon-Açu, é fundamental que a escola se preocupe com a saúde mental de seus alunos. “Levando em conta nosso aspecto de convivência, é entender que ser humano é esse que está lidando com esses diversos estímulos. Vivemos na era onde ansiedade e depressão são pontos de alerta há um bom tempo e só vêm se consolidando. Então, a escola não pode ficar de fora dos cuidados com a saúde mental dos alunos. A gente precisa, e [nós] abordamos esses aspectos em nossa escola”, explicou.

Quer entender mais sobre como é possível relacionar excelência acadêmica com a formação de cidadãos? Então, acesse o nosso YouTube (@TVOIMPARCIAL) e confira, na íntegra, mais um episódio do “Melhores Escolas”, podcast de O Imparcial.

(Fonte: Jornal “O Imparcial” - por Paulo de Tarso Jr.)

Rio de Janeiro (RJ), 16/11/2025 – Estudantes saem do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no Cefet Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os estudantes pré-selecionados na chamada única do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) 2026 têm até esta terça-feira (24) para complementar as informações prestadas no momento da inscrição. O prazo terminará às 23h59, no horário de Brasília.

Os pré-selecionados devem acessar o site do FiesSeleção, com a senha da plataforma Gov.br, para complementar o cadastro.

O Fies concede financiamento a estudantes de baixa renda em cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior.

Chamada única

O estudante pode conferir se foi pré-selecionado na chamada única do Fies para o primeiro semestre de 2026 diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do Fies.

O resultado foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) na última quinta-feira (19).

Informações complementares

As informações pedidas agora não foram solicitadas na inscrição inicial e dizem respeito, por exemplo, à confirmação do endereço e contatos de e-mail/telefone, ao detalhamento do grupo familiar, à informação do semestre de ingresso na faculdade, ao percentual do financiamento estudantil, à escolha do banco em que deseja formalizar o contrato de financiamento; e ao valor da mensalidade para auxiliar o cálculo do financiamento.

De acordo com o edital do Fies 2026, o pré-selecionado a uma vaga do Fies Social também já pode solicitar a contratação de financiamento integral, com a cobertura de até 100% dos encargos educacionais cobrados pela faculdade privada.

O Fies Social beneficia estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Etapas

Após o período de complementação online das informações da inscrição, os estudantes deverão comprovar as informações declaradas em até cinco dias úteis, diretamente na instituição privada de ensino superior em que foram pré-selecionados.

No caso do pré-selecionado para uma vaga do Fies Social, este ficará dispensado da comprovação da renda familiar perante a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da faculdade.

Mesmo assim, deverá comparecer à comissão para validar as demais informações.

Lista de espera

As vagas eventualmente não ocupadas nesta primeira edição do ano do Fies serão ofertadas na edição do segundo semestre.

De acordo com o edital que determina as regras do Fies 2026, os estudantes que não forem pré-selecionados na chamada única estarão automaticamente na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.

Quem estiver na lista de espera do Fies deverá acompanhar o resultado de eventual pré-seleção no site do FiesSeleção.

A convocação dessa lista de espera ocorrerá de 26 de fevereiro a 10 de abril.

Oferta e inscrições

Neste primeiro semestre, o processo seletivo ofereceu 67.301 vagas em 1.421 universidades, faculdades e centros universitários privados, para 19.834 cursos de ensino superior.

Em todo o ano de 2026, o número de vagas ofertadas pelo Fies será de 112.168.

Desde 2024, o programa reserva 50% das vagas para o Fies Social. Além disso, o programa prevê vagas a candidatos autodeclarados negros (pretos e pardos), indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD).

Cada candidato pôde se inscrever em até três opções de curso superior, neste processo de seleção.

Ao todo, o Ministério da Educação registrou 210.108 pessoas interessadas, que fizeram 528.175 inscrições.

Especificamente para o Fies Social, o total de inscritos nas vagas ofertadas foi de 52.930 candidatos.

Anualmente, o Fies tem dois processos seletivos regulares, um por semestre letivo. Também são realizados processos seletivos para vagas remanescentes, que ocorrem após os processos regulares, com o objetivo de preencher vagas eventualmente não ocupadas.

(Fonte: Agência Brasil)

– Escritor, advogado, militar do Exército Brasileiro

– Membro da Academia Açailandense de Letras

*

"Caro confrade Edmilson Sanches, seu General Eleitoral está em combate com a COVID, internado no  Centro Médico desde o dia 14 de fevereiro. Nosso Deus é quem está comandando a batalha,  sou apenas um soldado ferido. Ore por seu confrade e amigo. Oremos uns pelos outros".

Foram essas as últimas palavras que Vandir Fialho escreveu para mim, em 15 de fevereiro. Dele sempre tive sua alegria, sua risada franca, seu apoio público, explícito, às minhas pretensões eleitorais a prefeito de Imperatriz e outros mandatos, quando ele se dizia não um soldado de campanha, mas um "General Eleitoral" – e era assim que nos tratávamos, com amizade.

Vandir Fialho faleceu nesta terça-feira nublada, 23 de fevereiro de 2021, dois meses e três semanas antes de completar seus 79 anos. Nasceu em São Luís Gonzaga do Maranhão (MA), cidade quase bicentenária (166 anos), em 14 de maio de 1942, e faleceu em São Luís, onde residia. Deixou esposa, Maria de Lourdes, e filhos, além de muitos e unidíssimos irmãos – na ordem de nascimento, Vandir, Wallace, Byron, Miriam, Eurípedes, Vicente, Péricles, Iran, Nadir (“in memoriam”) e Iramy, os dez filhos do casal Vicente Bernardino Bezerra Fialho e Dª Josefa Pereira Fialho (desses irmãos e irmãs, que eu me lembre, só não conheci Nadir e Iramy).

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Em outubro de 2020, em longo texto sobre as grandes Famílias Sodré e Bezerra Fialho, acerca do Vandir escrevi:

"Conheci VANDIR BERNARDINO BEZERRA FIALHO quando ele era cliente do banco federal em que eu trabalhava. Vandir integrava o Exército Brasileiro, no 50º Batalhão de Infantaria de Selva (50º BIS), em Imperatriz. Reformou-se como Capitão, no Quadro Auxiliar de Oficiais do Exército Brasileiro (QAO). Há anos reside em São Luís, é advogado, escritor e meu confrade na Academia Açailandense de Letras. Vandir tornou-se uma daquelas pessoas que têm gosto de acompanhar meus textos e fazer elogios por escrito. Tem a coragem de publicamente manifestar apoio às nossas ideias político-administrativas, além de declarar abertamente voto em nosso nome quando das diversas campanhas eleitorais em que me meti. Faz isso até por escrito, espontaneamente, em mensagens públicas nas redes sociais. É, autodeclaradamente, meu “general eleitoral” – cabo era graduação militar pouca para ele..." (20 de outubro de 2020)

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Vandir era meu Confrade na Academia Açailandense de Letras, quando pude defender – e estimular – esse seu interesse em tornar-se membro efetivo da Casa de Letras do grande município maranhense de Açailândia e dividir com os demais Acadêmicos o grande esforço de dotar a Academia de mais representatividade e  compartilhar a árdua tarefa de fazer Literatura e Cultura em tempos e lugares tão difíceis.

Membro da Maçonaria, Vandir Fialho, em maio de 1989, participou com a esposa, Dª Maria de Lourdes, da fundação do Clube da Melhor Idade Vida Nova, em Imperatriz. Ele e eu, em anos diferentes, fomos diretor do Juçara Clube, a maior entidade sociorrecreativa urbana de Imperatriz e região, hoje extinta, e que marcou época sobretudo nas décadas de 1970 e 1980, com grandes bailes com cantores e conjuntos de fama nacional e internacional, além da grande estrutura de lazer e de eventos empresariais, culturais e políticos.

Vandir gostava de música clássica e dos clássicos da música brasileira "de raiz". Ouvia da MPB aos cantos dos repentistas, os desafios, o cordel. Aliás, foi com versos de Catulo da Paixão Cearense (apesar do sobrenome, maranhense de São Luís) que concorreu a uma academia de letras de escola onde estudou, na capital maranhense.

Apaixonado pela família e familiares, Vandir escrevia longos textos, seja para um filho seja para uma tia. Uma memória preciosa, que transformava detalhes de vida em letras literárias. Além de prosa, escrevia poesia. (Merece ter seus escritos esparsos em livro "post-mortem", escritos presentes nas redes sociais e, quem sabe, em papeis engavetados...).

*

Meu General Vandir (grande advogado e militar do Exército Brasileiro), parece que nos Céus não têm guerras, batalhas, lutas....

Pode ser monótono para Você  – mas Você merece esse descanso...

Aí do Alto, ore por nós.

Suas lutas, e o cansaço da Vida aqui embaixo, terminaram...

Saudades.

*

(Texto escrito rem 23 de fevereiro de 2021)

* EDMILSON SANCHES

Fotos:

Vandir com a esposa, Lourdes, e filhos. No Palácio do Planalto, em Brasília, militar do Exército Brasileiro. Adolescente, em setembro de 1958, concluindo estudos.

Escola Municipal Orsina da Fonseca
Tijuca
Rio de Janeiro - RJ
Outubro 2022

As escolas de educação básica de todo o país, públicas e privadas, já podem fazer a declaração da segunda etapa do Censo Escolar 2025, que trata da situação dos alunos durante a primeira etapa da coleta da pesquisa.

Nessa etapa, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) incorpora as informações de rendimento, se aprovado ou reprovado, de cada estudante matriculado e previamente declarado e a possível movimentação dos estudantes como transferência, abandono ou óbito ao término do ano letivo de 2025.

Os gestores das escolas de educação básica devem preencher a declaração por meio do Sistema Educacenso até o dia 30 de março.

Censo Escolar

O Inep explica que o Censo Escolar é a principal pesquisa estatística da educação básica. E a etapa de Declaração da Situação do Aluno é considerada essencial para o cálculo de indicadores educacionais, como as taxas de rendimento e de abandono escolar.

O governo federal também usa os dados para o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), em conjunto com o desempenho no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

O Inep alerta que possíveis inconsistências na informação sobre rendimento dos estudantes (aprovação e reprovação) e sobre a movimentação (transferência e abandono) podem comprometer o resultado e distorcer a realidade da instituição e da rede de ensino.

Documentação

As informações declaradas na Situação do Aluno devem ter como referência a documentação existente na escola, tais como diários de classe, controle de frequência, fichas de matrícula, registros de transferência, históricos escolares, entre outros, garantindo, assim, a máxima confiabilidade no preenchimento do Censo Escolar.

A documentação pode ser solicitada a qualquer momento pelo Ministério da Educação (MEC), pelo Inep, pelo Ministério Público e/ou por órgãos de controle, acompanhamento e fiscalização.

A inclusão de informação inadequada, se comprovada omissão ou comissão, dolo ou culpa, está sujeita a processos administrativos, civis e penais, adeverte o Inep.

As escolas que iniciaram as atividades após a data de referência do Censo Escolar – escolas novas ou escolas que estavam paralisadas e retornaram ao funcionamento – devem, se houver, admitir os estudantes declarados em outras unidades na primeira etapa, mas que se matricularam posteriormente na nova unidade.

Cronograma da segunda etapa do Censo Escolar 2025:

  • coleta: 19 de fevereiro a 30 de março;
  • disponibilização de relatórios preliminares: 31 de março de 2026; e
  • retificação: 31 de março a 14 de abril.

O Inep disponibiliza em seu site o material com instruções para o preenchimento da declaração ao Censo Escolar. O documento Caderno de conceitos e orientações da 2ª etapa do Censo Escolar 2025 | Situação do aluno está acessível no site do Inep.

Educação básica

A educação básica no Brasil é regulamentada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Essa primeira etapa educacional visa a formação cidadã dos indivíduos brasileiros e compreende três etapas sequenciais e obrigatórias, dos 4 aos 17 anos de idade:

  • educação infantil: creches e pré-escola, para crianças de 0 a 5 anos e 11 meses de idade, sendo obrigatória para aquelas de 4 e 5 anos;
  • ensino fundamental I e II: duração de nove anos, com estudantes de 6 a 14 anos;
  • ensino médio regular: duração mínima de três anos, com estudantes de 15 a 17 anos.

Há ainda os alunos das modalidades da EJA e de cursos da educação técnico-profissional.

Censo Escolar

Anualmente, o Censo Escolar da Educação Básica é coordenado pelo Inep e realizado em regime de colaboração entre as secretarias estaduais e municipais de Educação, com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país.

O levantamento abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica: ensino regular, Educação de Jovens e Adultos (EJA); Educação Profissional e Tecnológica (EPT); e a educação especial inclusiva, voltada a estudantes com deficiência, estudantes autistas e com altas habilidades ou superdotação.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 22/02/2026 - Cena do filme Feito Pipa. Foto: Paris Filmes/Divulgação

O filme brasileiro Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton, foi premiado no Festival Internacional de Cinema de Berlim, que começou no dia 12 de fevereiro e se encerra neste domingo (22).

O longa conquistou o Grand Prix do Júri Internacional de Melhor Filme da mostra oficial Generation Kplus e o Crystal Bear (Urso de Cristal), concedido pelo Júri Jovem.

Ao lado de Deberton trabalharam no filme o produtor Marcelo Pinheiro, o roteirista André Araújo e a diretora assistente e produtora de casting Luciana Vieira. O ator Lázaro Ramos participa do filme interpretando Batista, o pai de Gugu, vivido pelo ator Yuri Gomes.

Salvador (BA), 08/08/2025 - O ator e escritor Lázaro Ramos conversa sobre literatura e os livros lançados por ele no espaço infantil Maber Velloso durante a Festa Literária Internacional do Pelourinho - Flipelô, no centro histórico de Salvador. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

“Feito Pipa”

O filme conta a história de Gugu, um menino de 12 anos, que sonha em se tornar um grande jogador de futebol. Criado por sua a avó Dilma (Teca Pereira), uma professora aposentada que o educa de forma livre e afetuosa, sem se preocupar com os julgamentos dos moradores da cidade. Gugu evita morar com seu pai, com quem não tem uma boa relação devido à sua ausência.

Neto e avó vivem nas proximidades de uma barragem que, após a água baixar devido anos de seca, aparecem ruínas de uma cidade antiga. Com isso, as memórias de um passado traumático começam a despertar em Dilma os primeiros sinais de Alzheimer. Gugu então tenta esconder de seu pai a doença da avó.

Para o júri, o filme conquista por ter uma narrativa vibrante e com o protagonista jovem multifacetado, confiante e feroz; e com as formas frequentemente bem-humoradas e comoventes com que aborda suas questões existenciais. Os jurados também destacaram a interpretação de Yuri Gomes e Teca Pereira.

(Fonte: Agência Brasil)

– UM HOMEM, DOIS SÉCULOS

*

A partir do meio-dia de hoje, 22 de fevereiro de 2026, e durante toda a tarde, o trabalho, a simplicidade, a honestidade, a amizade, encarnadas em uma só pessoa, serão alvo de homenagens em casa de eventos em Imperatriz, Maranhão. Pelo menos, 250 convidados de norte a sul do país, sobretudo filhos, familiares, autoridades de alto escalão da Política e da Administração Pública estadual e federal, e os necessários e valorosos amigos de jornada, todos estarão abraçando e aplaudindo a força, a resistência, o valor e o exemplo de um grande homem de imensos CEM ANOS de idade, que se completam exatamente neste último domingo do segundo mês do vigésimo sétimo ano da Era 2000. Trata-se de LUÍS ANTÔNIO MADEIRA, o LUÍS ALEIXO, que, sem ligar para estatísticas ou nem saber da existência delas, ultrapassa – com boa saúde, notável lucidez e uma certa galhardia cabocla – a marca forte, simbólica mas sobretudo real, de um século de existência, vivido e vencido na labuta pesada de pequeno produtor rural, na formação, fixação e ampliação, com a esposa, dona Elizabeth Torres Madeira, de uma família de nove filhos (seis vivos), filhos estudiosos, inteligentes, dedicados ao trabalho e à causa pública, três médicos, uma advogada, uma assistente social, um administrador – todos gerados, gestados e geridos em um lar cujos pais, sem maior formação escolar, foram e, com a permanência de seu Luís, continuam sendo os professores mais respeitados, mais devotados, os únicos insubstituíveis, pois que titulares das disciplinas que não são abraçadas pelas escolas: Fé, Bom Comportamento, Valor, Exemplo, e outras, cujo aprendizado se veem no temor a Deus, obediência aos pais, cuidado com os irmãos, respeito aos mais velhos, dedicação aos estudos, contribuição com trabalho dentro de casa e na roça...

Sobre esse homem, algumas memórias com ele e filhos dele, esta talvez um bom modo de falar de um pai, que é dizer de seus (bons) filhos.

*

“– Então, é você quem vai fazer meu cadastro?”

“– Sim, seu Luís, fazer, refazer, renovar todos os anos, com a graça de Deus!”

À minha frente, em pé (e logo o convidei a sentar-se), estava Luís Antônio Madeira, o seu Luís Aleixo, como era conhecido, pois seu avô paterno chamava-se Aleixo Antônio Madeira. E foi mais ou menos esse o diálogo inicial com aquele pequeno produtor rural que há décadas pelejava em sua terrinha no povoado Tanque, em Buritirana, município de 820 km2 e 13 mil habitantes, próximo a Imperatriz, no Oeste maranhense.

Estávamos ali, no pavimento superior da agência do Banco do Nordeste, na avenida Getúlio Vargas, centro de Imperatriz. Não sei bem se eram os finais da década de 1970 ou os meados dos anos 1980; o certo é que, em relação ao seu Luís Antônio, a Graça divina lhe foi renovando o contrato com a vida e eu, renovando o cadastro para os financiamentos bancários em favor daquele operoso trabalhador.

E não é que, quase cinco décadas depois, neste 22 de fevereiro de 2026, ele, Luís Antônio Madeira, completa um século de vida!... Essa contagem, menos de 40 mil homens e mulheres a atingiram neste Brasilzão de cerca de 215 milhões de habitantes. Fazendo as contas, calculando o percentual, 40 mil correspondem, no total de 215 milhões, a 0,02% – ou seja, dois centésimos percentuais. É quase nada, e por isso é muuuuito!

E essa glória se amplia ainda mais em termos de população da Terra. Quando seu Luís estiver soprando as três velinhas com o número “100”, e o povo todo cantando “Parabéns” para ele, o total de gente viva no planeta, pelos algarismos crescentes do conhecido e reconhecido “site” Worldometer, deverá estar aí por volta de 8 bilhões e 280 milhões de seres humanos... Destes, apenas uns poucos milésimos – ou exatamente 0,007%, em 2023 – estarão com 100 anos ou mais (em 2024, eram 588 mil centenários vivos neste mundo, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas – ONU). Que nome, que qualificativo se deve aplicar a quem atinge essa marca verdadeiramente miraculosa? Para seu Luís, o adjetivo é um só: merecido.

Luís Antônio Madeira nasceu em 22 de fevereiro de 1926. Era uma segunda-feira, início de semana. Nasceu como quem já queria trabalhar, pois descanso era para a mãe... Naquele mesmo ano nasceu a atriz Marilyn Monroe (morreu com 36 anos, em 1962). Também em 1926, Pablo Neruda, notável escritor chileno, lançou dois livros com sugestivos títulos: “O Habitante e Sua Esperança” e “Tentativa do Homem Infinito”. Neruda (1904-1973) morreu aos 69 anos. Dos “famosos” nascidos em 1926, dois tentaram ir na mesma toada de seu Luís, mas não o alcançaram nesta longa estrada da vida – mudaram de existência aos 91 anos: o comediante norte-americano Jerry Lewis e a atriz brasileira Beatriz Segall.

Mas seu Luís não é artista; no máximo, deve ter sido arteiro, quando menino, na cidade onde nasceu – Passagem Franca, filha de Pastos Bons e neta de minha terra natal, Caxias. (Até sua autonomia político-administrativa, Pastos Bons era parte de Caxias. Embora Passagem Franca, como distrito, seja de 08 de maio de 1835, somente cem anos depois, em 03 de junho de 1935, é que teve seu ato definitivo de elevação à categoria de município, após reveses na sua autonomia política. Portanto, de certo modo, sendo de 1926, seu Luís Aleixo nasceu antes de o seu município nascer...).

Nas fotos mais recentes de seu Luís (re)vejo o rosto com os mesmo traços de bondade, gentileza, amabilidade... Uma afetividade natural e não circunstancial, sentimento espontâneo que, de tanto ser, não é mais expressão de um momento, mas, sim, marca e modo permanente, estampado no rosto.

Naqueles idos dos anos 1980, às vezes, eu visitava seu Luís e família na Avenida Bernardo Sayão. em uma casa bem simples, cujo terreno, parece-me, pertencia ao filho Sebastião em sociedade com um nosso amigo comum, empresário. Recordo-me de um peitoril onde eu me sentava e conversava com alguns dos filhos, em especial com o Luís, mais novo dos homens. Falávamos sobre o futuro que pulsava nele, pois queria ser médico também, a partir do exemplo do primeiro irmão. E o Luís tornou-se o que queria ser: formou-se em Medicina na Universidade Federal do Maranhão, especializou-se em Oftalmologia e há mais de vinte anos mora em Marabá, onde é titular de clínica de referência na sua especialidade.

Conversava com a Terezinha, mulher trabalhadora; parecia ter herdado o sorriso do pai. Seu irmão Sebastião certa feita, ali nos anos 1980, me disse que a Terezinha iria montar e dirigir um amplo e agradável estabelecimento, tipo bar com petiscos e refeições ligeiras, na Rua Sergipe, em frente ao portão da garagem do Banco do Nordeste, no valorizadíssimo centro imperatrizense. O terreno era do Sebastião e ele me pediu sugestão de um nome para o futuro local de descontração e encontro com amigos. Não demorei e sugeri: “Chopp Center”. Curto. Locacional. Dizia o produto (chope, cerveja, bebidas) e dava o rumo (o centro da cidade). O grande terreno foi cimentado, ergueu-se a obra, preservaram-se as altas e frutíferas mangueiras, instalaram-se os equipamentos, pôs-se o mobiliário, e a onipresente Terezinha deu aulas de bom atendimento, com o sorriso herdado do rosto e bom humor paternos. Anos depois, Terezinha Madeira, advogada, passou a dirigir seu próprio escritório de advocacia em Imperatriz.

Com o filho Sebastião Torres Madeira as conversas foram mais constantes. Lembro-me de que, nos anos 1980, ele me abordou na Avenida Getúlio Vargas e perguntou-me se eu era membro do Círculo do Livro, empresa do grupo da Editora Abril, que vendia livros em boas edições para quem era afiliado ao clube. Respondi positivamente ao jovem médico urologista (graduado em Fortaleza, especializado no Rio de Janeiro). Ele me disse, em contrapartida, que também era membro. A partir daí, além de cliente da agência bancária em que eu trabalhava e o atendia (nos tempos em que ter “cheque especial” era algo economicamente e pessoalmente meritório e socialmente relevante), a partir dali conheci um dos mais qualificados leitores de livro. Tanto em quantidade mas sobretudo em qualidade, Sebastião – que, como eu, não era filho de pais consumidores de literatura – formou silenciosamente, tão silenciosamente como quem lê em silêncio, um patrimônio de muitas leituras, leitura de grandes obras. Se ia pegar o avião e nele passar horas na poltrona da aeronave em voo ou na poltrona dos aeroportos em espera, por que não iniciar logo o voo e a viagem nas asas da imaginação e do conhecimento, a partir daquele diálogo mudo dos olhos com as páginas? Por que não? Sim, em centenas, senão milhares, de horas de voo, Sebastião observou e absorveu conteúdos, conhecimento(s), história(s); viu com olhos mentais personagens de ficção e personalidades da vida real; ouviu mudamente sons de amores, ais de dores; acompanhou protagonistas e coadjuvantes em seus pensares, penares, pesares; testemunhou casos e acasos; pousou e repousou nas folhas brancas e no papel pólen pintados de textos formados de letras de “A” a “Z”, de algarismos de zero a dez e até de outros caracteres, além de imagens. Quando presidente da Associação Médica de Imperatriz, liderou a revolta de milhares de imperatrizenses inconformados com o assassinato de seu colega médico e nosso amigo comum José Itamar Santos Guará, em 12 de dezembro de 1990. A partir desse movimento, começaram a ver no médico intimorato que foi menino no povoado Tanque uma consistente opção para outras lutas, a partir da política. Por conta disso, em meio a uma conversa sobre futuro político e outras coisas, em frente à sua clínica na Avenida Dorgival Pinheiro de Sousa, sugeri ao moço Sebastião que tirasse do braço esquerdo um relojão pesado, de ouro, e retirasse do rosto aqueles óculos muito grandes e muito escuros, que não lhe deixavam ver os olhos, as olheiras e o olhar... Inteligente, sensível, Sebastião ponderou e seguiu a recomendação – que ele, vez ou outra, me relembrava e agradecia. A sugestão deve ter contribuído para uma mais franca, mais direta interação com o povo, com os eleitores – sem barreiras nem detalhes vistosos, ostentosos. Foi eleito e reeleito: quatro vezes deputado federal, duas vezes prefeito de Imperatriz, a maior cidade maranhense, após a capital.

Com o filho Levi Torres Madeira as conversas são, até hoje, emolduradas pela satisfação do (re)ver-se, (re)encontrar-se, em Imperatriz e em Fortaleza, para onde o médico oftalmologista mudou-se e onde se destaca com a excelência de sua técnica médico-cirúrgica e a decência de seu atendimento pessoal e profissional. Além de cirurgião de mãos hábeis, Levi é poeta de mão cheia. Cordelista de primeira, tem dezenas de trabalhos publicados, seja em suporte impresso ou virtual, em espaços na Internet. Rotariano de elevado senso de servir, de “dar de si antes de pensar em si”, Levi e eu integramos o mesmo clube de Rotary em Imperatriz, do qual ele foi presidente, com uma administração inovadora, motivadora, realizadora. É claro, levou a competência médica e a capacidade administrativa para Fortaleza, onde reside há décadas, mas mantendo as atividades de consultas e cirurgias em Imperatriz, aliás, cidade onde tudo começou, no seu ofício de médico dos olhos.

O Irismar é uma figura!... Administrador, sabe de muita coisa, pois que deu aulas de autoaprendizagem e altos aprendizados nas atividades diversas que empreendeu ao longo da vida, nas divers setores da Economia – entre os quais Indústria e Serviços. Às vezes, eu me demorava em conversas com ele. Procurava saber de seu Luís e esposa, dona Elizabeth (falecida em setembro de 2020). Com o Sebastião nas andanças e atividades políticas e político-administrativas, o Levi e o Luís fazendo os outros enxergar melhor o mundo, os demais irmãos em ocupações profissionais e domésticas, era o Irismar quem mais eu via, aqui e acolá pelas ruas e em seu local de trabalho (“parking”, administração de estacionamento). Deu um dia de, por horas, ele deixar o estacionamento aos provisórios cuidados meus e de seu pai, que chegara depois, e lá foi o Irismar resolver assuntos de negócio nas redondezas. Nada de importante aconteceu, e as horas foram poucas para as conversas e risadas que seu Luís e eu deixávamos fluir. Quase que seu Luís perdia a hora de buscar dona Elisabeth onde, apalavradamente, ele se comprometera em ir ao encontro dela...

Com Aparecida, a assistente social, tive menos interações. Discreta, víamo-nos e falávamo-nos vez ou outra no banco, na casa do Sebastião ou no sítio dos pais Elisabeth e Luís – que tiveram outros três filhos, falecidos: Dinária, José de Arimateia e Maria José, todos ao lado mãe, nos Céus, de onde zelam e pedem a Deus pelos seis filhos e irmãos que ainda existem e resistem neste lado de cá da Vida.

Pelos frutos se conhece a árvore: os seis filhos que cá embaixo estão e os três que lá em cima oram com a mãe são partes e páginas do livro da vida que teve e das vidas que Luís Antônio Madeira (conce)deu ao mundo, vasto mundo. Deve ser grande contentamento e sadio orgulho para um pai testificar, em vida terrena, os méritos, as vitórias, o valor dos filhos, aos quais pai e mãe dedicaram tanto tempo, tanto esforço, tanta dor, tanto amor...

De outra parte, da parte de amigos e conhecidos, resta dizer que toda vida, mesmo a de eremitas e ermitões, é resultado do contato com outras vidas. Efêmeros ou permanentes, transitórios ou passageiros, ralos ou intensos, pessoais e profissionais, sociais e que tais, esses contatos vão tomando corpo, como as partículas que formam átomos, que formam células, que formam tecidos, que formam moléculas, que formam órgãos, que compõem sistemas que formam tudo em nós e no Universo. A partir mesmo da concepção, uma vida é a soma de outras vidas, não importa o quão pouco ou muito houve de interação – pois, consciente ou inconscientemente, todas as vidas permanecem em cada vida. Os cem anos de vida de seu Luís Antônio Madeira levam à reflexão de quantas pessoas na vida foram tocadas, diretamente por ele, por sua esposa e por seus filhos, em gestos, palavras, atos, pensamentos, orações...

 “Madeira”, o sobrenome da família de seu Luís e dona Elisabeth, é palavra que vem do Latim “materia”, nome que antigamente se dava ao tronco da árvore, passando a significar coisa palpável, substância sólida e, por extensão, aquilo que se pode pegar, segurar, ter e reter. Seu Luís é tronco, lenho forte e raiz profunda. Se os filhos lhe seguirem o palpável, contável, exemplo etário, o futuro terá outras comemorações centenárias. Amém.

“Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa”. A Bíblia, no Velho Testamento, traz essa lição simbólica de esforço, humildade, humanidade e reconhecimento da própria fragilidade. Seu Luís Antônio, o Luís Aleixo, subiu e desceu montes reais e simbólicos. Lavrou terra e madeira. Na rocha, edificou a casa. Constituiu e, mais que isso, fez permanecer unida a família, com laços espirituais que chegam aos Céus, em conexão com os familiares que lá estão.

Cem anos são para poucos, pouquíssimos. Para somente dois centésimos dos brasileiros. Para apenas sete milésimos da população mundial.

Seu Luís Madeira é mais que um homem de cem anos. É um ser de dois séculos: viveu três quartos do total de sua vida no século XX e já ultrapassou a quarta parte neste século XXI. Tornou-se membro de um clube exclusivíssimo, aquele das pessoas que têm cem anos ou mais e sabem que têm cem anos ou mais. Lucidez, como a de seu Luís, nessa idade, é condição abençoada, rara.

Às vezes, para se fazer algo, nem é preciso preocupação. É a tal história, na frase de Jean Cocteau: Não sabendo que era impossível fazer, foi lá... e fez. Nunca disseram ao seu Luís Aleixo que completar cem anos é quase uma impossibilidade matemática, tal o percentual minúsculo, microscópico, dos que chegam a um século de vida, embora a qualidade dos alimentos e medicamentos, da Medicina e seus procedimentos.

Sem tomar ciência das estatísticas, seu Luís apenas foi vivendo – e vai vivendo – a sua vida.

Neste 22 de fevereiro de 2026, fica meio sem sentido desejar para ele muitos anos de vida. Isso ele já tem.

Resta dizer, pedir que a Graça divina e os cuidados terrenos o conduzam com saúde, com paz e afetividade para os dias e anos que hão de vir – e que ele, Luís Antônio Madeira, os haverá de bem viver.

Grande abraço, seu Luís.

* EDMILSON SANCHES

Foto:

Seu Luís Antônio Madeira, à frente, com filhos, nos 99 anos, em cadeira de rodas utilizada preventivamente, pois ele mantém adequada mobilidade para a idade.

19/02/2026 - 'Graphic novels' podem preparar professores para debate étnico-racial em sala de aula. Foto: Jean Barreto/ Divulgação

Fã de histórias em quadrinhos (HQ) desde a infância, a doutoranda e professora Fernanda Pereira da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano da Universidade Federal Fluminense (UFF), desenvolveu um estudo que confirma como as graphic novels podem provocar reflexões sobre questões étnico-raciais na formação de futuros professores do Curso Normal, fortalecendo a educação antirracista. 

As graphic novels são HQ com histórias completas, imagens e textos mais longos.

19/02/2026 - 'Graphic novels' podem preparar professores para debate étnico-racial em sala de aula. Na foto a doutoranda Fernanda Pereira da Silva. Foto: Divulgação/arquivo pessoal
Fernanda Pereira da Silva

Até o mestrado sobre relações étnico-raciais, baseado em heróis negros de HQs, Fernanda não tinha parado para falar de racismo. 

“Me senti uma ignorante, porque nunca tinha parado para tratar de questões raciais. A questão é de todo mundo, independente da cor da pele”, disse Fernanda (19) à Agência Brasil. 

Por isso, ela acredita que as HQs têm o poder de atrair as pessoas para essa discussão.

Em 2018, no final do mestrado, quando o governo federal lançou HQs com os heróis negros Carolina, Cumbe e Angola Janga no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), ela resolveu que se dedicaria, no doutorado, a pesquisar como as graphic novels poderiam contribuir para o debate racial na formação inicial dos professores do ensino fundamental.

“Vi a importância de trabalhar isso na formação inicial para que esses professores se estimulem no sentido de continuar o debate antirracista na sua formação posterior. Daí o meu interesse de inserir as HQs para trazer a discussão antirracista para dentro da sala de aula”. 

A tese de doutorado de Fernanda tem o título Cotidiano, escola e Graphic novel: O papel da mídia no fortalecimento da Educação para Relações Étnico-Raciais e contou com orientação da professora da Faculdade de Educação da UFF, Walcéa Barreto Alves.

19/02/2026 - 'Graphic novels' podem preparar professores para debate étnico-racial em sala de aula. Na foto a doutoranda Fernanda Pereira da Silva interagindo com os alunos. Foto: Jean Barreto/ Divulgação

Em campo

Fernanda realizou um trabalho de campo no Colégio Estadual Júlia Kubitschek com os alunos do segundo ano do ensino médio, dos quais a grande maioria (95%) eram negros. O que ela constatou foi que as escolas abordam o tema do racismo somente em novembro, mês da Consciência Negra, mas deixam de falar no assunto no resto do ano, enquanto os alunos vivenciam situações de racismo e discriminação cotidianamente, conforme relataram. Não existe também um planejamento escolar para falar da questão do racismo.

Outra constatação é que a Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana em estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e privados, não é cumprida em 71% dos municípios brasileiros, de acordo com pesquisa do Geledés Instituto da Mulher Negra e do Instituto Alana. Um dos argumentos para a não aplicação da lei é que os professores consideram o tema polêmico e difícil de trabalhar. “E não é polêmico. Faz parte da nossa história”.

Fernanda argumentou que a questão do racismo pode ser trabalhada de várias formas. 

“Pode convidar pessoas para fazer palestras na escola. E uma estratégia que eu vi é buscar outros elementos para trabalhar a questão racial. Então, olhei para as HQs e perguntei: por que não levar a história da escritora Carolina Maria de Jesus e, através das graphic novels, apresentar para os estudantes e, contando a história daquela escritora, falar sobre educação antirracista?”, diz. 

Imersão

19/02/2026 - 'Graphic novels' podem preparar professores para debate étnico-racial em sala de aula. Na foto Professora da UFF Walcéa Barreto Alves. Foto: Divulgação/arquivo pessoal
Walcéa Barreto Alves

A professora Walcéa Barreto Alves, da Faculdade de Educação da UFF, destacou que Fernanda teve a atenção de fazer um trabalho de campo que não ficasse só no âmbito teórico, mas fez uma ação também interventiva. A partir dessa imersão em campo, Fernanda pôde observar o dia a dia desses estudantes, verificando se a escola debatia ou não temas de questões étnico-raciais para esses futuros professores e professoras. 

“Ela constatou que não havia esse debate cotidianamente e que ele ficava reservado prioritariamente para novembro, que é o Mês da Consciência Negra”, afirmou Walcéa. 

A partir das entrevistas e questionários formulados, Fernanda observou que os alunos vivenciam situações de racismo no seu cotidiano individual fora da escola e também no interior desses estabelecimentos.

A preocupação de Fernanda foi preparar esses futuros professores para quando forem lecionar para as novas gerações. “A ideia da Fernanda foi fazer uma prática interventiva, como fez com essas graphic novels, para eles terem acesso a esse material e terem possibilidade de desdobramento na sua prática docente”, destacou a professora Walcéa. 

O objetivo foi escutar quem está de fato nesse cotidiano, acrescentou. Fernanda afirmou que essa é uma maneira mais atrativa para trabalhar o tema das relações étnico-raciais, a partir da história de personagens negros, “porque vai puxando várias discussões”.

Walcéa chamou a atenção para uma questão importante que a tese apresenta, que é olhar para a dimensão étnico-racial com uma perspectiva positiva e de liderança dos personagens e das pessoas negras, que foram os protagonistas da história. 

“Em muitas obras, percebe-se que as pessoas negras são sempre colocadas de canto; são, no máximo, coadjuvantes. Não há um protagonismo, em especial em material didático, que coloque a identidade positiva da questão racial, da raça negra e indígena, dos povos originários do nosso país. A visão é muito colonialista mesmo”. Já o objetivo é trazer esse material em uma perspectiva decolonial para a visão do debate étnico-racial.

Leveza

Na avaliação da professora da UFF, as HQs constituem uma ferramenta essencial para que o debate sobre racismo seja mais amplificado. 

“As HQs trazem uma leveza e, ao mesmo tempo, conseguem trabalhar o tema com profundidade, devido aos recursos visuais, à própria organização textual que facilitam a leitura da criança e do adolescente e, inclusive, dos adultos. Mas elas permitem também que haja um aprofundamento de algumas questões, que se levantem questões paralelas àquela história principal. Com certeza, elas são uma ferramenta importantíssima e muito valiosa”.

Walcéa defendeu que haja um trabalho de conscientização e acesso a esse material, porque pode ser usado em qualquer disciplina para debater, esclarecer e valorizar a questão étnico-racial dentro e fora da escola desde os anos iniciais. Ela reforçou ainda a necessidade de se avançar e usar as HQs no planejamento das escolas, bem como na prática pedagógica. 

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 24/04/2025 – Novos médicos do Programa Mais Médicos durante visita no Super Centro Carioca de Saúde, em Benfica. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O prazo para se inscrever no novo edital do Mais Médicos Especialistas termina neste domingo (22). O projeto vai contratar 1.206 profissionais em 16 especialidades consideradas prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O programa do governo federal pretende contratar especialistas em:

  • anestesiologia;
  • cirurgia geral;
  • cirurgia do aparelho digestivo;
  • cirurgia oncológica;
  • coloproctologia;
  • ginecologia e obstetrícia;
  • cardiologia;
  • endoscopia digestiva;
  • gastroenterologia;
  • oncologia clínica;
  • radioterapia;
  • radiologia;
  • mastologia;
  • otorrinolaringologia;
  • e patologia.

Médicos interessados em participar do projeto devem acessar a plataforma UNA-SUS e escolher pelo menos um município e um estabelecimento de saúde. É possível indicar até dois locais de atuação, inclusive em estados diferentes, respeitando a ordem de preferência.

O valor fixo da bolsa é de R$ 10 mil, podendo incluir uma parte variável entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, de acordo com o grau de vulnerabilidade do município de atuação.

Além da bolsa mensal, os médicos receberão ajuda de custo destinada a despesas com imersões presenciais nas instituições formadoras.

“O repasse está condicionado à participação efetiva nas atividades previstas no edital, com carga horária semanal de 20 horas – das quais 16 serão dedicadas a atividades assistenciais –, e não estabelece vínculo empregatício”, informou o Ministério da Saúde em nota.

(Fonte: Agência Brasil)

– Evento, aberto ao público, terá exposição de livros e contará com a participação de intercambistas da Bélgica e do México

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Continuando o ciclo de palestras após o período de Carnaval, o Rotary Club de Caxias realiza na próxima quarta-feira (25/2), a partir das 20h, a palestra “Português Instrumental”, que abordará aspectos da Língua Portuguesa no dia a dia pessoal, profissional e social. Uma abordagem prática, sem “burocracia” gramatical, sem aprofundamento linguístico, sem viés acadêmico. Além da palestra, e como ocorreu nos eventos anteriores, haverá exposição de obras que tratam do assunto “Língua Portuguesa” e livros publicados do palestrante, Edmilson Sanches. Ao términol, a palestra contribuirá para a facilitação e fixação do aprendizado de alguns aspectos e curiosidades da Língua Portuguesa, com esclarecimento de dúvidas e ampliação de conhecimentos.

INTERCÂMBIO INTERNACIONAL

Estarão como participantes na palestra dois estrangeiros que passam um ano de intercâmbio em Caxias: David Trejo Bravo, do México, e Ludovic Ardizonne, da Bélgica, ambos do programa de Intercâmbio de Jovens do Rotary International. Como parte do intercâmbio, dois caxienses foram recebidos no país belga e no mexicano. Os quatro jovens permanecerão cerca de um ano nos três países de intercâmbio – Bélgica, México e Brasil. Em Caxias, os jovens moram em residência com famílias aprovadas pelo Rotary e estudam o ano letivo no “campus” local do Instituto Federal do Maranhão (IFMA). Esse programa destina-se a jovens de 15 a 19 anos e tem o objetivo de desenvolver habilidades de liderança, conhecer novas culturas e idiomas, fazer amizade com jovens de outros países e tornar os intercambistas cidadãos globais. Em anos anteriores, Caxias já recebeu outros jovens estrangeiros desse programa do Rotary.

INSCRIÇÕES

A palestra ocorrerá na sede do Rotary Club de Caxias, localizada na Avenida Santos Dumont, nº 15, em frente à estátua com busto do inventor Santos Dumont. São 25 vagas, abertas a qualquer pessoa interessada, sem pré-condições. Para se inscrever, basta enviar o nome completo para o número de WhatsApp (99) 8117-1500 (com Pedrina) ou para o e-mail [email protected] . O pedido de inscrição também pode ser feito pelas redes sociais: Instagram - @rotaryclubdecaxias e Facebook - rotaryclubdecaxias .

ROTARY

O Rotary Club de Caxias está completando 85 anos. Foi fundado em 1941 e seu primeiro presidente foi Eugênio Barros, empresário e político, ex-prefeito de Caxias (1948-1950), governador do Maranhão (1952-1956) e senador da República (1959-1967). Internacionalmente, o Rotary faz-se presente e desenvolve ações em praticamente todos os países do mundo, sobretudo atividades nas áreas de Desenvolvimento Econômico e Comunitário; Apoio ao Meio Ambiente; Prevenção e Tratamento de Doenças; Água, Saneamento e Higiene; Saúde Materno-Infantil; Educação Básica e Alfabetização; e Paz e Prevenção ou Resolução de Conflitos. O Rotary foi fundado em 1905 e tem mais de 1 milhão e 200 mil membros em todo o planeta.

O PALESTRANTE

Caxiense, Edmilson Sanches é jornalista, escritor, administrador, consultor, palestrante, editor. Autor de dezenas de livros de Administração, Biografias, Comunicação, Desenvolvimento, História, Língua Portuguesa, Literatura e Motivação. Doutor Honoris Causa em Administração e Desenvolvimento Humano (Rio de Janeiro). Formado em Administração Pública, Letras e Contabilidade (técnico). Tem pós-graduação e aperfeiçoamento em Administração e Negócios (Fortaleza), Administração Pública (Brasília), Comunicação e Desenvolvimento Regional (São Paulo). Foi diretor de Faculdade, professor de Língua Portuguesa e Redação em escolas de ensino médio e cursinhos para pré-vestibular. Foi professor universitário (Administração Pública, Jornalismo e Polícia Cidadã), professor de Desenvolvimento (FETAEMA – São Luís), Relações Interpessoais, Excelência no Atendimento, Oratória e Retórica e outros cursos (SENAC), cursos, palestras e treinamentos diversos em instituições como Exército Brasileiro (50º BIS), Polícia Militar do Maranhão (3º BPM), Prefeituras e Câmaras Municipais, Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, Academia Espírito-santense de Letras, Institutos Históricos e Geográficos (Maranhão, Espírito Santo, Caxias), Faculdade Atenas Maranhenses, Faculdade de Imperatriz,  Conselhos Regionais profissionais, Associações Comerciais e Industriais, Câmaras de Dirigentes Lojistas, Secretarias de Educação e outros Órgãos Públicos e Instituições em 19 Estados brasileiros. Ex-secretário municipal de Desenvolvimento Integrado, secretário de Comunicação e Cultura e subsecretário de Governo e Projetos Estratégicos. Membro do Conselho Regional de Administração, Conselho Regional de Contabilidade, Rotary, Academia Maranhense de Ciências, Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão e Academias do Maranhão, Pará, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Estados Unidos.

Imagem: Modelo do Certificado da palestra.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Rio de Janeiro (RJ), 16/11/2025 – Estudantes aguardam abertura dos portões no segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no Cefet Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os estudantes pré-selecionados na chamada única do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) 2026 devem complementar, a partir dessa sexta-feira (20), as informações prestadas no momento da inscrição. O prazo terminará às 23h59 de terça-feira (24), no horário de Brasília.

Os pré-selecionados devem acessar o site do FiesSeleção, com a senha da plataforma Gov.br, para complementar o cadastro.

As informações pedidas agora não foram solicitadas na inscrição inicial e dizem respeito, por exemplo: 

  • à confirmação do endereço e contatos de e-mail/telefone, ao detalhamento do grupo familiar, 
  • à informação do semestre de ingresso na faculdade,
  • ao percentual do financiamento estudantil,
  • à escolha do banco em que deseja formalizar o contrato de financiamento;
  • e ao valor da mensalidade para auxiliar o cálculo do financiamento.

De acordo com o edital do Fies 2026, o pré-selecionado a uma vaga do Fies Social também já pode solicitar a contratação de financiamento integral, com a cobertura de até 100% dos encargos educacionais cobrados pela faculdade privada.

Chamada única

O estudante pode conferir se foi pré-selecionado na chamada única do Fies para o primeiro semestre de 2026 diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do Fies.

O resultado foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) na última quinta-feira (19).

O Fies Social beneficia estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Etapas

Após o período de complementação online das informações da inscrição, os estudantes deverão comprovar as informações declaradas em até cinco dias úteis, diretamente na instituição privada de ensino superior em que foram pré-selecionados.

No caso do pré-selecionado para uma vaga do Fies Social, este ficará dispensado da comprovação da renda familiar perante a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da faculdade.

Mesmo assim, deverá comparecer à comissão para validar as demais informações.

Lista de espera

As vagas eventualmente não ocupadas nesta primeira edição do ano do Fies serão ofertadas na edição do segundo semestre.

De acordo com o edital que determina as regras do Fies 2026, os estudantes que não forem pré-selecionados na chamada única estarão automaticamente na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.

Quem estiver na lista de espera do Fies deverá acompanhar o resultado de eventual pré-seleção no site do FiesSeleção.

A convocação dessa lista de espera ocorrerá de 26 de fevereiro a 10 de abril.

Oferta e inscrições

Neste primeiro semestre, o processo seletivo ofereceu 67.301 vagas em 1.421 universidades, faculdades e centros universitários privados, para 19.834 cursos de ensino superior.

Em todo o ano de 2026, o número de vagas ofertadas pelo Fies será de 112.168.

Desde 2024, o programa reserva 50% das vagas para o Fies Social. Além disso, o programa prevê vagas a candidatos autodeclarados negros (pretos e pardos), indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD).

Cada candidato pôde se inscrever em até três opções de curso superior, neste processo de seleção.

Ao todo, o Ministério da Educação registrou 210.108 pessoas interessadas, que fizeram 528.175 inscrições.

Especificamente para o Fies Social, o total de inscritos nas vagas ofertadas foi de 52.930 candidatos.

Anualmente, o Fies tem dois processos seletivos regulares, um por semestre letivo. Também são realizados processos seletivos para vagas remanescentes, que ocorrem após os processos regulares, com o objetivo de preencher vagas eventualmente não ocupadas.

(Fonte: Agência Brasil)