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16/01/2026 - Cenas do filme O Agente Secreto de Kleber Mendonça com Wagner Moura. Foto: MK2Films/Divulgação

O longa brasileiro O Agente Secreto venceu, nesse domingo (15), o Film Independent Spirit Awards na categoria Melhor Filme Internacional. Esta foi a terceira indicação do diretor Kleber Mendonça Filho à premiação e sua primeira vitória. Em sua fala, ele dedicou o prêmio a programadores de cinema e jovens cineastas de todo o mundo.

“Eles têm a chance de fazer filmes emocionantes sobre a vida, sobre pessoas, sobre seu bairro. Cinema é uma manifestação da própria memória e um ato político”, destacou, citando, ainda, o ator alemão Udo Kier, que integrou a equipe de O Agente Secreto e morreu em novembro de 2025.

O cineasta brasileiro Adolpho Veloso também levou o prêmio na categoria Melhor Fotografia por seu trabalho em Sonhos de Trem. A premiação foi anunciada, no palco, por Wagner Moura, que estrela O Agente Secreto. “Fico muito feliz com isso”, disse o ator, ao anunciar a vitória de Veloso.

“É tão difícil fazer o que fazemos. Costumamos enfrentar grandes crises, infelizes com o que fazemos e pensando que poderíamos ter feito algo melhor. Faço um grande agradecimento a todos que participaram do filme. Este prêmio vai para todos”, destacou o cineasta.

O Spirit Awards é considerado uma das principais premiações do cinema independente dos Estados Unidos.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 04/03/2025 – Mocidade Independente de Padre Miguel abre os desfiles no terceiro dia de carnaval do grupo Especial na Marquês de Sapucaí, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O samba vai além da música, é também uma manifestação cultural rica que ajuda a desenvolver noções de identidade, memória, território e pertencimento. Foi com essa ideia que a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou a plataforma Rio, Escola do Samba, que conecta pessoas à história da música e do Carnaval carioca. 

Segundo o diretor do Núcleo de Produção da Empresa Municipal de Multimeios da Prefeitura do Rio de Janeiro (MultiRio), Eduardo Guedes, responsável pela iniciativa, abraçar a potência educativa do samba foi algo natural. 

“O que a gente fez, basicamente, foi reconhecer que o samba ensina, que o samba e o Carnaval são, por si só, ambientes de aprendizagem”, disse. “Quando a gente fala de Carnaval, a gente está falando de uma grande produção cultural, e a produção cultural é sempre uma produção de conhecimento”. 

Aprendizado

Além de entretenimento interativo por meio de jogos, a plataforma também conta com materiais que contextualizam territórios tradicionais do samba, movimentos culturais espalhados pela cidade e apresenta personalidades históricas, como Tia Ciata, Pixinguinha e Cartola. 

No Brasil, a Lei 10.639/2003 tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira em todas as instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas. E o objetivo da MultiRio é que esse material também possa ser explorado nas salas de aula. 

“A gente pensa que a cidade, como um todo, também educa, também ensina. Então, é importante que todo mundo, de alguma forma, reconheça o samba e o Carnaval como essa potência pedagógica”, afirma Eduardo Guedes. 

Todo o material pode ser acessado no site da plataforma. Nos jogos, que incluem música, a brincadeira é tocar os instrumentos ou comandar uma bateria de escola de samba com a ajuda dos ritmistas da escola mirim da Acadêmicos do Grande Rio. 

No mini documentário Onde mora o samba?, a agremiação Unidos de Vila Isabel apresenta a conexão do samba com os processos de formação territorial e memória coletiva da cidade. 

Escolas do samba

A relação não é novidade. No Rio de Janeiro, espaços de conexão histórica com o samba, patrimônio cultural imaterial do estado, realizam trabalhos de manutenção socioculturais nos seus territórios há anos.  

Agremiações como Mangueira, Beija-Flor e Portela contam com complexos culturais e esportivos, com oficinas de música, dança e artes marciais durante todo o ano, assim como pré-vestibulares sociais, cursos de capacitação profissional e ações de inserção para jovens no mercado de trabalho. 

Nas escolas de samba mirins, sempre associadas a uma agremiação matriz, é uma exigência que crianças e jovens possuam uma boa frequência escolar e tirem boas notas para participar das atividades, um instrumento que reforça a permanência nos estudos.

(Fonte: Agência Brasil)

ensino online, educação a distância

Cento e dezoito unidades de universidades públicas e institutos federais, com dificuldades de conectividade à internet, poderão ser beneficiadas por uma decisão do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

Confira a lista das 118 unidades no site da Anatel

De forma inédita, os conselheiros da agência aprovaram que empresas prestadoras de serviços de telecomunicações, e que têm valor de multas somadas no valor de R$ 29 milhões,possam trocar os valores que devem por garantir conectividade para unidades de aprendizagem que estão em 39 instituições de ensino superior situadas em 72 municípios. As empresas multadas pela Anatel foram a Telefônica, a Claro, a Tim e a Sky.

O conselheiro Octavio Pieranti explicou à Agência Brasil que a decisão da Anatel determina que as prestadoras façam algo em substituição ao pagamento de multa.

“Nesse caso específico, o que foi decidido é que elas devem conectar unidades à internet via rede da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, organização social que oferece estrutura de rede de internet às faculdades)”.

Ele explica que, se as empresas não quiserem cumprir essa obrigação, elas podem pedir para converter essa obrigação em multa e aí abrem mão de um desconto previsto (5%). O conselheiro da Anatel acrescenta que existem áreas isoladas que estão em campus universitário, mas sem acesso à rede. 

“Com essa medida, a Anatel busca proporcionar a conexão também dessas unidades mais afastadas ou desses espaços que, por algum motivo, ainda não estejam participando dessa rede da RNP com internet de alta velocidade e serviços de integração acadêmica”, afirmou Peiranti, que foi autor da proposta aprovada por todos os conselheiros.

Número pode ser maior

Octavio Pieranti acrescenta que, além das 118 unidades mapeadas, há menções a outras 226 que podem também precisar de conectividade. O conselheiro diz que não há uma lógica de prioridade regional de implantação dos serviços.

“O critério é de diversidade. A prestadora que aderir poderá selecionar as unidades a partir da lista. A segunda unidade beneficiada terá que ser de uma macrorregião diferente da primeira. A terceira unidade tem que ser de outra macrorregião”, finalizou.

(Fonte: Agência Brasil)

O Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis 2026, competição organizada pela Federação de Beach Tennis do Maranhão (FBTM), entidade que representa oficialmente a modalidade no Estado, terá sequência com a disputa do Arena Premium Open 2026, evento que é válido como segunda etapa do Estadual e será realizado entre os dias 5 e 8 de março, em São Luís. As inscrições para o Arena Premium Open já estão abertas e podem ser feitas na plataforma LetzPlay.

A segunda etapa do Maranhense Oficial de Beach Tennis 2026 terá disputas nas seguintes categorias: Open Feminino, Feminino 30+, Feminino 40+, Feminino A, Feminino B, Feminino C, Feminino D, Open Masculino, Masculino 30+, Masculino 40+, Masculino 50+, Masculino A, Masculino B, Masculino C, Masculino D, Mista B, Mista C e Mista D. 

Com expectativa de reunir mais de 300 atletas de todas as regiões do Maranhão, o Arena Premium Open 2026 vale pontos para o ranking nacional da Confederação Brasileira de Beach Tennis (CBBT) e também renderá pontuação para o ranking estadual da modalidade, que vai definir os atletas convocados pelo Time Maranhão para a Copa Norte-Nordeste de Beach Tennis.

Primeira etapa do Maranhense Oficial 2026

As disputas do Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis 2026 tiveram início com a realização do Duna Open, que ocorreu entre os dias 30 de janeiro e 1º de fevereiro, na Arena Premium do Golden Shopping, em São Luís. A primeira etapa do Estadual teve mais de 350 atletas inscritos e premiou duplas em 17 categorias.

Calendário 2026

Em 2026, a FBTM terá um calendário dividido em dois momentos, por causa da Copa do Mundo e das Eleições. A pontuação das três primeiras etapas do Maranhense Oficial definirão o Time Maranhão para a Copa Norte-Nordeste de Beach Tennis, que será realizada em maio, na cidade de Fortaleza (CE). As etapas do segundo semestre, por sua vez, vão confirmar a delegação maranhense para o Campeonato Brasileiro de Beach Tennis, em local a definir. Vale ressaltar que apenas atletas filiados à FBTM poderão defender o Maranhão em competições regionais e nacionais.

Outras informações sobre o Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis 2026 estão disponíveis no Instagram oficial da Federação de Beach Tennis do Maranhão (@maranhaobeachtennis).

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Brasília - 27/06/2023 - O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo, integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso), em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. As inscrições podem ser feitas pelo celular ou pelo computador. Foto: Juca Varella/Agência Brasil

Termina, nesta sexta-feira (13), o prazo para estudantes pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) neste primeiro semestre de 2026 entregarem a documentação para a faculdade privada em que foram pré-selecionados.

O objetivo é comprovar as informações prestadas no momento da inscrição no Prouni, como o comprovante de renda familiar mensal.

É de exclusiva responsabilidade do candidato conferir o local, data, horário de atendimento, meio virtual/eletrônico para envio de documentação.

Como saber se foi selecionado

Os candidatos que se inscreveram no Prouni 2026 podem conferir se foram pré-selecionados diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, do Ministério da Educação (MEC). É preciso fazer login da plataforma Gov.br.

Em 4 de fevereiro, o MEC divulgou o resultado da primeira chamada do programa, com mais de 226 mil pré-selecionados.

Bolsas

O Programa Universidade para Todos (ProUni) oferece bolsas de estudo integrais (100% de gratuidade do valor da mensalidade) e parciais (50%) em universidades particulares para estudantes de baixa renda.

O requisito para ter a bolsa integral é comprovar a renda familiar menor ou igual a 1,5 salário-mínimo por pessoa. Para a bolsa parcial (50%), a renda familiar não pode ultrapassar três salários-mínimos por pessoa.

O MEC comemora que a edição de 2026 é a maior da história do Prouni, com 22 anos de existência.

Neste ano, estão sendo ofertadas 595.374 bolsas, em 895 cursos de 1.046 instituições privadas de ensino superior de todo o país.

Entrega de documentos

De acordo com o edital do Prouni 2026, o candidato pode comparecer à instituição de educação superior ou encaminhar a documentação necessária por meio virtual, conforme definido pela faculdade particular.

A instituição deverá disponibilizar, em sua página eletrônica na internet, o campo específico para o encaminhamento dos comprovantes.

Se a entrega da documentação for presencial, a instituição de ensino superior deve orientar colaboradores para atuar nos locais de oferta de curso em que houver candidatos pré-selecionados, nos horários de funcionamento da unidade. 

Certificação do ensino médio

Para aqueles candidatos com 18 anos e mais que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2025 para obter certificação desta etapa de ensino e se enquadram nos pré-requisitos previstos no edital do Enem, podem requerer a declaração de conclusão para apresentar na faculdade.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibizou documento autenticado na Página do Participante do Enem, o que permitirá a pré-matrícula dos pré-selecionados em instituições de educação superior de candidatos do Prouni.

Segunda chamada

Para quem está de olho nas vagas remanescentes e não foi selecionado na primeira chamada, deverá manifestar seu interesse em participar da lista de espera do Prouni.

O meio é o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior entre os dias 25 e 26 de março de 2026.

O resultado da segunda chamada será conhecido em 2 de março e a comprovação das informações pelos estudantes deverá ser feita de 2 a 13 de março,também diretamente à faculdade privada.

(Fonte: Agência Brasil)

Médicos chegam ao local de prova para a segunda etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2020, em Brasília.

Médicos de todo o país, com formações específicas, podem se inscrever no projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E) do Ministério da Saúde até às 23 horas e 59 minutos do dia 19 de fevereiro. O edital de chamamento público foi aberto no início deste mês pelo governo federal.

O projeto Mais Médicos Especialistas integra o Programa Agora Tem Especialistas (ATE), unificado em 2025, para garantir mais agilidade, eficiência e igualdade de acesso à saúde especializada.

A iniciativa tem o objetivo de reduzir o tempo de espera por consultas ambulatoriais, exames e cirurgias no SUS, e fortalecer as redes de atenção à saúde em regiões consideradas prioritárias, em apoio a estados e municípios, além de qualificar a formação de médicos já especialistas pelo trabalho, com base na prática em serviços da rede pública.

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai contratar 1.206 profissionais em 16 especialidades para prestar atendimento em regiões consideradas prioritárias de todo o país, por serem remotas e vulneráveis. Não haverá vínculo de emprego, frisa o edital com as regras da seleção.

Inscrição

Os interessados devem acessar o portal da Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS) e fazer o pré-cadastro na plataforma para se inscrever.

O candidato médico poderá apresentar até três títulos de especialistas reconhecidos pela Comissão Nacional de Residência Médica.

A seleção atinge especialidades como: anestesiologista; cirurgião geral, cirurgião do aparelho digestivo; cirurgião oncológico; cirurgião proctologista; ginecologista e obstetra; cardiologista; endoscopista digestivo; gastroenterologista; oncologista clínico; radioterapeuta; radiologista; mastologista; otorrinolaringologista; e médico patologista.

A atuação dos profissionais ocorrerá em serviços hospitalares e ambulatoriais do SUS, em diferentes regiões do Brasil. Por isso, no momento da inscrição, o candidato pode escolher até dois locais de atuação, inclusive, em estados diferentes. O profissional deve indicar a ordem de preferência do estabelecimento de saúde onde deseja trabalhar.

Reserva de vagas

Do total de vagas ofertadas (1,2 mil), 20% são reservadas para a política de cotas.

O candidato que deseja concorrer às vagas reservadas para políticas afirmativas (pessoas com deficiência, pessoas negras, indígenas e quilombolas) deve assinalar, no formulário de inscrição da plataforma, a opção correspondente e inserir a documentação comprobatória, com exceção dos candidatos autodeclarados negros. Os profissionais serão convocados por edital e por e-mail para se apresentar de forma telepresencial à uma comissão de heteroidentificação para verificação do fenótipo declarado.

Não serão permitidas alterações após o fim do período de inscrições.

Benefícios

O programa oferece aos selecionados uma bolsa-formação mensal no valor fixo de R$ 10 mil, que pode chegar a R$ 20 mil como incentivo, a depender da dificuldade de levar e manter profissionais de saúde em determinado município, estado ou Distrito Federal. O valor será pago diretamente pelo Ministério da Saúde.

Os participantes ainda terão aprimoramento profissional, com duração de até 12 meses, realizado por instituições formadoras da área médica.

As instituições serão responsáveis pelo acolhimento inicial dos profissionais, com atividades de apresentação do curso, avaliação diagnóstica e orientações sobre a proposta pedagógica, o cronograma e as responsabilidades acadêmicas.

Além da bolsa-formação mensal, os profissionais terão ajuda de custo para despesas relacionadas às imersões presenciais nas instituições formadoras. Porém, o pagamento está condicionado à participação efetiva nas atividades previstas no edital, com carga horária semanal de 20 horas, sendo 16 horas assistenciais.

Cronograma

O resultado final com os nomes dos selecionados e as localidades de atuação será publicado em 24 de março no site de chamamentos públicos do Ministério da Saúde.

Saiba mais sobre o Programa Agora Tem Especialistas (ATE) aqui.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 11/02/2026 – Exposição no CCBB Rio traz olhar amazônico de fotógrafas do Pará.
Foto: Ana Paula Amorim/Divulgação

O Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB) recebeu, a partir dessa quarta-feira (11), a exposição Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará, idealizada pelo Museu das Mulheres.

A mostra reúne 170 obras de 11 fotógrafas paraenses ─ de três gerações ─ e propõe uma experiência que incorpora recursos sensoriais e tecnológicos.

O recorte inclui nomes pioneiros como Leila Jinkings, Cláudia Leão, Bárbara Freire, Paula Sampaio e Walda Marques, passa por artistas como Evna Moura, Renata Aguiar, Nay Jinkings e Nailana Thiely, até chegar às artistas mais jovens, como Deia Lima e Jacy Santos.

O público tem a oportunidade de explorar parte das fotografias em realidade aumentada. Na Instalação Icamiabas, é possível ter acesso às composições aromáticas inspiradas em guerreiras indígenas amazônicas.

Já no filme de realidade virtual Mukathu-hary (“Curandeira”, em tupi), o espectador é transportado para uma aldeia indígena de paisagem milenar. As salas da exposição trazem narrativas visuais que abordam identidade, território, memória, ancestralidade e resistência.

Identidade e fotografia expandida

Para a fotógrafa paraense Evna Moura, participar da exposição representa um reencontro com a própria trajetória. A produção da artista Evna dá destaque às ilhas e comunidades amazônicas, como Combu e Marajó, e a mostra traz fases diferentes do olhar dela.

Entre as obras expostas, há fotografias em preto e branco, coloridas e as chamadas fotos expandidas, que aproximam arte e experimentação técnica. Um exemplo são os trabalhos feitos a partir de impressões em folhas, no método de fototipia com pigmentos naturais.

A artista destaca ainda o caráter intergeracional da mostra e como o trabalho dela como artista e educadora tem impactado novas gerações.

Rio de Janeiro (RJ), 11/02/2026 – Exposição no CCBB Rio traz olhar amazônico de fotógrafas do Pará.
Foto: Ana Paula Amorim/Divulgação

“Cláudia Leão foi minha professora na universidade e é uma inspiração. Leila Jinkings também é uma referência fundamental. Estar aqui com essas mulheres é muito significativo”, conta Evna.

“Já encontrei ex-alunos que hoje são formados em artes visuais e dizem que escolheram esse caminho por causa das oficinas que ministrei. É muito bonito ver esses encontros”.

A presença da Amazônia como eixo central de sua produção também aparece como elemento político e simbólico que ajuda a romper visões estereotipadas.

“Durante muito tempo, nossa identidade foi ferida. Nossos traços e nossa cultura não eram valorizados. Trazer esses elementos para o Sudeste é também afirmar outras narrativas sobre nós. Mostrar uma Amazônia que não é apenas a da miséria, mas também da riqueza cultural, estética e humana”, diz Evna.

Pioneirismo e memória visual

Nome fundamental da fotografia paraense, Leila Jinkings revisita, na exposição, imagens produzidas desde o fim dos anos 1970. Entre as obras selecionadas, ela destaca imagens de povos indígenas, travestis e registros de manifestações políticas.

“Gosto muito das fotografias do povo Kayapó. São imagens que levantam reflexões sobre choque cultural com os não indígenas”, diz Leila.

A fotógrafa relembra também o contexto histórico de parte de sua produção.

“Fotografei repressões durante a ditadura. Era um período duro, mas fundamental para compreender o papel da imagem para trazer luz para aqueles acontecimentos tão difíceis”, diz Leila.

Rio de Janeiro (RJ), 11/02/2026 – Exposição no CCBB Rio traz olhar amazônico de fotógrafas do Pará.
Foto: Ana Paula Amorim/Divulgação

Narrativa feminina

A curadora Sissa Aneleh explica que a organização da exposição reflete uma leitura histórica e conceitual da fotografia paraense. A proposta dialoga diretamente com sua pesquisa acadêmica de mais de 15 anos.

Segundo Sissa, a mostra não pretende esgotar a produção amazônica, mas evidenciar sua potência.

“Uma exposição nunca será suficiente para mostrar toda a produção artística do Pará, mas podemos revelar sua força conceitual, estética e narrativa”, diz Sissa.

A noção de “visualidade amazônica” surge como eixo estruturante da exposição.

“É um conceito que começou a ganhar força nas décadas de 70 e 80, quando artistas passaram a refletir sobre o que seria imediatamente identificável com a Amazônia. Elementos recorrentes, como água, território e presença feminina atravessam diferentes obras”, conclui a curadora.

Serviço

Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará

Local: CCBB Rio de Janeiro

Temporada: 11 de fevereiro a 30 de março

Visitação: quarta a segunda, das 9h às 20h

Ingressos: site do CCBB e link da bio do Museu das Mulheres

Entrada: gratuita

Classificação livre

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília - Estudantes fazem provas no segundo dia da seleção do Programa de Avaliação Seriada (PAS), que permite o acesso a uma vaga na Universidade de Brasília. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

As instituições públicas de ensino superior participantes do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 iniciaram, nesta quarta-feira (11), a convocação de candidatos em lista de espera para ocupar vagas eventualmente não preenchidas na chamada regular do Sisu.

Os estudantes que manifestaram interesse em participar da lista de espera de apenas um curso de graduação estão sendo chamados de acordo com a ordem de classificação, modalidade de concorrência e disponibilidade de vagas.

O Sisu reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de educação superior do Brasil que aderiram ao processo seletivo. A maioria delas é da rede federal de ensino superior com destaque para universidades federais e institutos federais.

Acompanhamento da convocação

Os inscritos em lista de espera devem conferir o resultado diretamente no site da universidade pública escolhida.

O candidato deve acompanhar as convocações, observar prazos, procedimentos e documentos exigidos para matrícula ou para registro acadêmico, estabelecidos em edital próprio da universidade.

Neste mesmo documento, a universidade pública deve comunicar os horários e locais de atendimento e se disponibiliza o acesso eletrônico para registro acadêmico e encaminhamento de documentação necessária para a matrícula.

Declaração para matrícula

Os candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio em 2025 para obter o certificado de conclusão do ensino médio podem buscar a declaração digital para a pré-matrícula na educação superior diretamente na Página do Participante do Enem, com login de acesso da plataforma Gov.br.

A novidade foi disponibilizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Para obter a declaração ou a certificação de conclusão do ensino médio pelo Enem os candidatos com mais de 18 anos precisam ter alcançado, no mínimo, 450 pontos em cada área do conhecimento do Enem, além de obter pelo menos 500 pontos na redação. 

Recorde de vagas

Em 2026, o Sisu oferta mais de 274 mil vagas para 7,3 mil cursos disponíveis em 587 municípios.

Do total de vagas da graduação, 148,9 mil (54,3%) são disponibilizadas por meio da Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012) e outras ações afirmativas próprias de universidades públicas de ensino superior.

O Ministério da Educação (MEC) confirma que esta é a maior edição da história do programa, com a participação de 136 instituições públicas de educação superior de todo o país.

Na última semana, o MEC comunicou que 99% das vagas do Sisu 2026 foram preenchidas na chamada regular e contabilizou 271.789 candidatos aprovados entre 1,8 milhão de inscritos.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 10/02/2026 - Visita guiada no centro cultural TCU à exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral”, que estará aberta ao público a partir de 11 de fevereiro.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Cinquenta e um rostos de trabalhadores da indústria com olhos cansados e sérios. Há mulheres, homens, de diferentes faixas etárias e cores de pele. Ao fundo, prédio e seis chaminés. A fumaça toma conta de parte do que antes era azul. 

Em meio às discussões atuais no Congresso Nacional sobre o fim da escala 6 por 1, a tela Operários, de Tarsila do Amaral (1876-1973), produzida em 1933, pode provocar reflexões sobre o tema. Essa é a opinião da sobrinha-bisneta da pintora, a publicitária Paola Montenegro, que gere o legado artístico de Tarsila. 

“Hoje, a gente consegue observar obras que foram feitas há 100 anos e ainda verificar tanta força”, afirma.

Para ela, “Operários é uma obra em que os brasileiros conseguem se enxergar e afirmou que a escala 6 por 1 afasta as pessoas de direitos básicos. As pessoas têm direito à cultura, ao lazer, ao tempo livre”. 

Operários é uma das 63 obras da exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral”, no Centro Cultural do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília, que começa nesta quarta (11), com entrada gratuita.

“A mostra marca o centenário da primeira exposição individual que a Tarsila fez em Paris”, diz a herdeira. 

Brasília (DF), 10/02/2026 - Visita guiada no centro cultural TCU à exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral”, que estará aberta ao público a partir de 11 de fevereiro.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Olhar social

Mais duas obras célebres da artista na exposição, que também tratam da desigualdade e exploração, são “Segunda Classe” (1933) e “Costureiras” (1950). São telas que, na mostra na capital, ocupam o tema do “olhar o outro”. 

A mostra traz uma reunião inédita de trabalhos da artista modernista (que nasceu há 130 anos), e tem curadoria das pesquisadoras Karina Santiago, Rachel Vallego e Renata Rocco, que resolveram organizar os trabalhos por núcleos de temas e não por ordem cronológica. 

A curadora Karina Santiago exemplifica que os olhares múltiplos de Tarsila (espelhados na variedade de suas perspectivas, desde os trabalhos figurativos nos anos 1910 ao olhar social pós-década de 1930) garantem uma compreensão de país e de mundo que a artista vivia.

A pintora teria feito, então, um caminho de afastamento do privilégio econômico para se tornar a principal artista plástica do Brasil.

“Isso se revela, por exemplo, na influência que a escola modernista imprime ao seu pensamento criativo. A criação de “Abaporu” (considerada a mais famosa obra da artista e que pertence à coleção de um museu na Argentina) demonstra essas influências da década de 1920. 

Os elementos religiosos e de atenção ambiental, aos poucos, se misturam às críticas que ela passa a fazer às desigualdades.  Os preparativos demoraram mais de um ano para viabilização da mostra, tamanha a complexidade de transporte de obras que foram trazidas de institutos, museus e colecionadores de São Paulo.

Além do tempo

Brasília (DF), 10/02/2026 - Visita guiada no centro cultural TCU à exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral”, que estará aberta ao público a partir de 11 de fevereiro.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Rachel Vallego considera que as obras de Tarsila conseguem atravessar o tempo e se comunicarem com temas do terceiro milênio. A pesquisadora contextualiza que, nos anos 1930, a partir do momento em que a família dela, de cafeicultores, sofre grandes perdas com a quebra da Bolsa de Nova York (em 1929), ela demonstra olhar social e passa a pensar o funcionamento da sociedade de outra forma. 

“Eu acho muito interessante que, nessa obra, todas as pessoas nos olhem diretamente. Ela demonstra um olhar muito mais social e equilibrado. Ela nos provoca muito nesse lugar”, afirma.

Além do “olhar para o outro”, as pesquisadoras dividiram as telas em mais três temas que contemplam a formação da artista (o “estar no mundo”), a descoberta de cenários (olhar o mundo) e a exploração do sonho e da imaginação (mergulho no onírico). Há trabalhos como o Auto-Retrato (de 1923), Palmeiras (de 1925) e São Paulo (de 1924) que revelam diferentes facetas e olhares da artista.

Em movimento

Outra atração da exposição é uma sala imersiva com um videografismo que mistura, de forma original, o símbolo do sapo, elemento recorrente nos quadros de Tarsila, com a animação em obras como “A Cuca” (1924), “Abaporu” (1928), “Sol Poente” (1929), “Cartão Postal” (1929) e “Antropofagia” (1929).  Uma das intenções dessa sala é provocar a curiosidade também das crianças, com um conteúdo lúdico e oportunidades de fotos e vídeos.

Tudo ganha movimento nesse material, numa verdadeira “viagem tarsiliana” (criado sem utilização de inteligência artificial) com curadoria da própria Paola Montenegro e da cientista social Juliana Miraldi.  Aliás, Juliana destaca que a originalidade do vídeo tem a finalidade de homenagear a criatividade histórica de Tarsila.  

 “Na mostra, há o momento que é o mergulho na história do Brasil, o mergulho nos outros e o mergulho do mundo”, afirma Paola Montenegro. A sobrinha-bisneta da artista plástica afirma que a intenção é levar essa exposição para o país inteiro sobre a mulher “à frente do seu tempo”.

Feminista

Brasília (DF), 10/02/2026 - Visita guiada no centro cultural TCU à exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral”, que estará aberta ao público a partir de 11 de fevereiro.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A pesquisadora Rachel Vallego acrescenta que é possível constatar olhares e atitudes que poderiam ser chamados de feministas. “Ela interrompe um casamento nos anos 1910, mesmo tendo um filho. E essa família ainda vai apoiá-la para ela ter uma carreira de pintora”. 

A diretora do Instituto Serzedello Corrêa, Ana Cristina Novaes, responsável pelo centro cultural, afirma que, durante o período em que a mostra estiver em cartaz em Brasília (até 10 de maio), a intenção é promover a visita de instituições de ensino, como escolas e faculdades para que mais pessoas conheçam o pensamento vivo de Tarsila.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 06/02/2026 –Foto feita em 03/02/2026 -  Discussão e votação de propostas legislativas.
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, nessa terça-feira (10), o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com sede em Brasília, para atuar na área do conhecimento relativa à ciência do esporte.A proposta será enviada ao Senado.

O Projeto de Lei 6133/25 foi uma iniciativa do governo federal, apresentada no fim do ano passado. Na mesma época, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto continua em tramitação.

O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte.

Pela proposta, fica permitida a abertura futura de campi em outros Estados.

O estatuto da nova autarquia definirá sua estrutura organizacional e forma de funcionamento, observado o princípio de não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A instituição poderá utilizar formas alternativas de ingresso, estratégias de atendimento e fomento, respeitadas as normas de inclusão e de cotas.

"A criação da UFEsporte se justifica pelo fato de o Brasil carecer de profissionais qualificados nas áreas de gestão, ciência do esporte e políticas públicas, situação que contrasta com a reconhecida capacidade do país em descobrir grandes talentos esportivos", destacou o relator, ao ler seu voto em plenário.

Além de outros bens, legados e direitos doados, a UFEsporte contará com bens móveis e imóveis da União que o projeto permite doar para a instituição começar a funcionar administrativamente. A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade; e de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades e organismos nacionais e internacionais.

Parte da receita de apostas em bets também poderá ser direcionada pelo Ministério do Esporte.

Segundo o que prevê o projeto, caberá ao governo federal nomear o reitor e o vice-reitor com mandato temporário até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto. Caberá ao reitor temporário estabelecer as condições para a escolha do reitor de acordo com a legislação.

Dentro de 180 dias da nomeação do reitor e vice-reitor temporários, a instituição enviará ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral.

"A oferta pública e gratuita de cursos de tecnólogos, graduação e pós-graduação, com abrangência em todas as regiões do país, enfocando a qualidade da formação de novos profissionais e assegurando condições de acesso e permanência a atletas estudantes, parece-nos bastante positiva e tende a suprir uma carência histórica dos profissionais do setor", continuou o deputado Julio César Ribeiro, em seu voto.

Concurso público

Após autorização de lei orçamentária,a instituição poderá organizar concurso público de provas e de títulos para o ingresso na carreira de professor do magistério superior e na carreira de técnico-administrativo.

Para o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), a criação da universidade é muito mais uma demanda da sociedade do que iniciativa do governo.

"Isso vem sendo discutido há muito tempo. Todos os esportistas brasileiros pedem que essa universidade exista, inclusive como formadora de atletas e de diretrizes para o esporte brasileiro nas suas variadas modalidades", disse.

Contrário à proposta, o deputado Alberto Fraga (PL-DF), vice-líder da oposição, afirmou que o projeto é "eleitoreiro e populista".

"O governo anuncia a criação sem colocar um centavo no Orçamento. É marketing puro, é uma promessa vazia que gera manchete hoje e será esquecida amanhã", disse.

A deputada Julia Zanatta (PL-SC) criticou o fato de o governo criar universidades sem conseguir manter as instituições de ensino já existentes.

(Fonte: Agência Brasil)