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Desta vez, o Cristo seremos nós...

MINHA PAIXÃO

– Como era a Semana Santa de sua infância?

– Desta vez, quem será levado à cruz... Desta vez, quem receberá a sentença, quem será açoitado, quem terá pés e pulsos varados por imensos cravos... Desta vez, quem morrerá à míngua de água e amor... Desta vez, não será o Cristo... O Cristo seremos nós.

* * *

 Às 3 horas da tarde, Cristo dá seu último suspiro no Gólgota (ou Calvário, a colina fora de Jerusalém parecida com a forma de uma caveira – daí, seu nome aramaico “Gulgulta”, crânio).

 Os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João registraram para a fé da História e para a história da Fé o lugar onde se ergueu em cruz o corpo ferido, debilitado, sanguinolento, lanhado a couro e ferro, pau e espinhos, além dos apupos da turba ignorante, que não sabia o que falava ou fazia.

Entre tantas “paixões de Cristo” que se inscreveram nas memórias de minha vida e na vida de minhas memórias, as da minha infância são as que se sublinham e resistem em minha mente pluridecenária – o tempo e uma pouco convincente luta pela sobrevivência aos poucos vão destintando as cores outrora fortes de fé e fraternidade que cumpria ter ou obedecer e que marcavam cada período da chamada “Semana Santa” no interior onde eu morava e no interior que morava em mim.

 Minha “Paixão” da infância se lembra de que, na Quarta-Feira Santa, Dona Carlinda Orlanda Sanches (saudades, mãe; permaneça aí com Deus!) já saía perguntando aos filhos e outros familiares quem iria “fazer jejum”, isto é, não tomaria café, nem teria almoço ou jantar na quinta ou sexta-feira – só água e uma ou outra fruta e olhe lá... Seguindo o exemplo e força dos “mais velhos”, recordo-me de que jejuei diversas vezes.

 Quando alguns de nós silenciávamos ou demorávamos na resposta, minha mãe já sabia: preferíamos comida, e esta então era feita com antecedência, ainda na quarta-feira, de modo que, na quinta ou sexta, apenas teria de ser esquentada, por nós garotos, nos fogareiros a carvão feitos de barro e flandre das latas de querosene “Jacaré” (acumulava uma cinza daquelas, que cuidávamos de retirar).

 Ir à mesa para o almoço, só todo vestido – e, antes, oração, contrição. Eram dias, aquelas quintas e sextas, em que não se pegava em dinheiro, não se faziam negócios, rádios só tocavam músicas sacras, corais, coros, instrumentais, histórias bíblicas.

 Uma garantia naqueles dois dias, quinta e sexta-feira "da Paixão": menino sapeca não apanhava, não levava surra.

Uma certeza, no sábado ou no domingo, após aqueles dias: taca! (É claro, se houvesse feito algum malfeito. Bem feito!)

Pois o “sábado de Aleluia” parecia se prestar a isso, tinha esse “clima”: garotos traquinas procuravam confusão, “tomavam satisfação”, “enticavam-se” mutuamente e até invadiam quintais para furtar ou auxiliar adultos a furtarem galinhas... e nós todos com a maior cara de santo aparecermos nas diversas malhações do Judas.

Era um tempo em que se respeitavam os mais velhos, em que menino tinha “criação” (uma saudável mistura de educação, bom comportamento, temor a Deus, respeito aos pais, dedicação aos estudos e disciplina em casa, ajudando nos afazeres e até na formação da renda do dia a dia).

Os que se “comportavam” tinham um programa que se repetia anualmente: ir assistir o filme “Paixão de Cristo”... que também se repetia anualmente no Cine Rex ou no Cine São Luís, em Caxias.

Assim, vestia-se a melhor roupa, aquela calça de tecido “bagaço de coco”, a camisa alinhadinha, os sapatos tinindo de graxa e brilho... (Consegui uma cópia daquele antigo filme “Paixão de Cristo”, da década de 1950 ou 1960, sem efeitos especiais – exceto o de deixar sofrida a alma dos assistentes, que se indignavam com as cenas da escolha de Barrabás ao invés de Cristo, frente a Pilatos – “Livra Barrabás!”; que pareciam sentir cada chibatada, cada empurrão, cada tropeço, cada queda, até o ferimento final pela lança de Longinus).

 De dois mil anos para cá, Cristo vem sendo morto e ressuscitado pelos que sucederam àqueles que, em seu tempo, foram os primeiros a saberem da remissão dos pecados, da possibilidade do Paraíso, da fruição da vida eterna.

Ao cristicídio cotidiano Ele responde com amor. Com o pedido de perdão ao Pai, pedindo desculpas pelos que “sabem o que fazem”. Com o líquido final, sangue e água, que jorrou sobre os olhos do centurião que o ferira de morte e foi curado de grave doença ocular – com o que Longinus, o soldado, alvo desse milagre “post-mortem”, abandona o exército romano, converte-se, vira monge, percorre terras em pregação cristã e, por isso, é preso, torturado, tem sua língua cortada e seus dentes arrancados, virando santo cultuado na Europa e América – é o São Longuinho dos três pulinhos da tradição cristã.

Dois mil anos depois, ainda submetemos Cristo ao “espetáculo” de nossas paixões terrenas, onde interesses e desculpas amontoam-se para “justificarem” os erros e desacertos humanos.

 Por antecipação deveríamos saber: anuncia-se uma segunda vinda de Cristo, mas não haverá uma segunda vida e morte d'Ele.

 Desta vez, quem irá para o patíbulo...,

... quem será empurrado ao cadafalso...,

... quem será arrastado à cruz...,

... quem se secará ao sol clamando gotas de água e amor...

 .. .desta vez, quem receberá a sentença...

 .. .quem se submeterá à vergonha...

... quem padecerá sob o açoite, o flagelo e a tortura...

... quem será trespassado pelos cravos nos pulsos...

... quem terá os imensos pregos cravados nos pés...

... quem tentará inspirar, respirar e, pelo peso do corpo, não terá ar nos pulmões e se asfixiará...

... desta vez, quem receberá a espetada impiedosa da imensa lança que varará pele, romperá carne, afastará ossos, triturará órgãos e esburacará o peito...

... desta vez não será o Cristo...

... O Cristo seremos nós.

* EDMILSON SANCHES.

 “UM PALESTRANTE PARA SE OUVIR O DIA INTEIRO”

– “Chorei duas vezes”, diz presidente.  “Ao assistirmos à palestra de Edmilson Sanches, temos o impulso de tomar o primeiro avião e desembarcar em terras maranhenses!”

– Academia concede título de “Notório Saber” a Edmilson Sanches.

*

“Maranhão, Capital Rio”. É o nome da palestra que, no Rio de Janeiro, informa, inspira e emociona, na apreciação geral dos que já a ouviram nesta primeira semana de abril de 2026. A palestra dessa quinta-feira (2/4), que destacou dezenas de nomes de maranhenses que realizaram grandes feitos para o Brasil e o mundo em diversas áreas, teve como instituição proponente a Academia Pan-americana de Letras e Artes – APALA RJ e foi realizada na sede da Federação das Academias de Letras do Brasil (FALB), no prédio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), no Bairro da Lapa, na capital carioca.

Ouvinte atenta da palestra realizada nessa quinta-feira (2/4), a professora Marilza Terezinha Nogueira de Abreu Fialho conversou longamente com Edmilson Sanches e declarou: “Você é um palestrante para se ouvir o dia inteiro”. Acompanhada do filho, Tito José Nogueira de Abreu Fialho, Marilza Terezinha, que é vice-presidente da Academia Brasileira de Medicina Medalhística (ABRAMMIL), convidou o palestrante para uma visita à sua casa, no Bairro de Marechal Hermes, para apresentação de documentos e objetos históricos, inclusive dos anos 1800. A ABRAMMIL, fundada em 2007, tem atuação registrada na União Europeia e na Organização das Nações Unidas (ONU). Lembrando os membros de sua família que são médicos oftalmologistas, ela destacou as menções de Sanches acerca do médico oftalmologista maranhense que fundou a Escola Paulista de Oftalmologia, da Universidade de São Paulo. Marilza Terezinha Nogueira de Abreu Fialho, 88 anos, nasceu em Minas Gerais e está no Rio de Janeiro há 78 anos, sempre morando em Marechal Hermes, onde já foi vice-presidente do Conselho Comunitário de Segurança. É Cidadã Honorária carioca desde 2011 e foi diretora da Academia Madureirense de Letras, fundada em 1993.

“Edmilson fala com muita propriedade. Ele tem muita coisa pra gente escutar e aprender”. A afirmação é de Maria das Graças Coelho Vieira (Graça Coelho), professora, escritora, psicopedagoga, poeta, compositora musical, artesã, figurinista, aderecista, cenógrafa e assistente de direção teatral. Graça Coelho é vice-presidente do Conselho Consultivo da APALA RJ e membro do Clube dos Escritores de Piracicaba (São Paulo), da Academia Brasileira de Literatura de Cordel e da Associação dos Poetas Profissionais do Rio de Janeiro.

Na condução da assembleia, o presidente da APALA RJ, Newton Martins Nazareth, ao falar sobre o palestrante daquela tarde, fez declaração pública ao mesmo tempo emocional e emocionante. Disse Newton Nazareth: “Quero registrar agora, como anúncio formal, que Edmilson Sanches ontem [1º/4/2026] proferiu, no Clube Militar – Sede Lagoa [Rio de Janeiro], uma palestra que vai agora bisar [repetir] – ou melhor, não vai bisar, porque tenho certeza será sempre diferente. Uma palestra de altíssimo nível, que enlevou a plateia [no Clube Militar], inclusive eu. E para eu ser enlevado – eu que sou e tenho esse defeito de ser muito crítico –, quero te dizer, Edmilson, que, ao descrever a sua palestra para a [minha mulher] Regina Brito, eu chorei duas vezes [...]”.

Sobre a palestra “Maranhão, Capital Rio”, o presidente da APALA RJ já havia escrito: “Após assisti-lo hoje [1º/4/2026], afirmo que somente uma palavra qualifica o palestrante Edmilson Sanches – grafada como segue: SENSACIONAL! E fico feliz em saber que terei o privilégio de assisti-lo mais uma vez. [...] A palestra foi um sucesso de público e crítica, com a presença dos ilustres convidados Sipriano Cezar Teixeira Mendes, bisneto de Raimundo Teixeira Mendes, o autor da atual Bandeira Brasileira e o Patrono de Sanches na APALA RJ; e José Salgado Maranhão, considerado o maior poeta vivo do Brasil. Ao assistirmos a essa palestra, temos o impulso de tomar o primeiro avião e desembarcar em terras maranhenses! Ave, Sanches!”

Na solenidade dessa quinta-feira, foram entregues ao jornalista, escritor e consultor Edmilson Sanches, que também é contabilista e administrador, os diplomas de Presidente do Conselho Fiscal da Academia Pan-americana de Letras e Artes do Rio de Janeiro – APALA RJ e de “Reconhecimento de Notório Saber”. O palestrante foi presenteado com diversos livros pela advogada, escritora e jornalista Ana Cristina Campelo de Lemos Santos, vice-presidente da Federação das Academias de Letras do Brasil (FALB), CEO do jornal DR1 e titular do escritório de advocacia Lemos Santos, além de acadêmica de diversas instituições nacionais e internacionais de Cultura e Direito.

Antes de retornar ao Maranhão, Edmilson Sanches visitará locais históricos do Rio de Janeiro onde houve ou ainda há registro, sobretudo do século XIX, da presença e das ações de grandes nomes de Caxias e do Maranhão que contribuíram, com seus feitos, para o Brasil e o mundo.

Fotos:

Newton Nazareth e Regina Britto, Marilza Terezinha Nogueira de Abreu Fialho, Graça Coelho, Ana Cristina Campelo e o prédio do IHGB, no Rio de Janeiro.

“É O NOVO MARCO PARA PALESTRAS NO CLUBE MILITAR”

A primeira palestra do administrador, jornalista, escritor e consultor maranhense Edmilson Sanches nesta semana, no Rio de Janeiro, foi realizada nessa quarta-feira (1º/4/2026), no grandioso Clube Militar, sede Lagoa, na capital carioca.

O desenvolvimento da palestra foi intercalado por aplausos e boas risadas da plateia ante o bom-humor do palestrante. O bom envolvimento das dezenas de participantes e o acompanhamento atento dos itens da palestra pela plateia foram confirmados com oportunas intervenções, questionamentos, explicações e comentários, com destaque para o coronel Nilo Paulo Moreira, do Clube Militar; do músico e escritor Newton Nazareth, presidente da Academia Pan-americana de Letras e Artes do Rio de Janeiro; de José Salgado Santos Costa Maranhão (Salgado Maranhão), escritor caxiense, residente no Rio de Janeiro, considerado o maior poeta vivo do Brasil; e Sipriano Cézar de Paiva Teixeira Mendes, engenheiro metalúrgico carioca, bisneto de Raimundo Teixeira Mendes, o caxiense que é autor da Bandeira do Brasil e dos dispositivos legais e constitucionais, em 1891, que asseguraram a liberdade de crença e culto, a separação Igreja-Estado, a proteção à mulher trabalhadora e ao menor trabalhador, ao portador de transtorno mental, entre outros avanços legais e constitucionais. Salgado Maranhão e Sipriano Cézar Teixeira Mendes foram convidados de Edmilson Sanches.

A palestra estendeu-se por cerca de duas horas, sob a admiração de todos ante as informações, delas inéditas ou pouco conhecidas, sobre cerca de 80 maranhenses cujos talentos e ações contribuíram para a formação, fixação e ampliação da Identidade e do Desenvolvimento brasileiros, em áreas como a Medicina, Odontologia, Farmácia, Literatura, Música, Teatro, Artes Plásticas, Leis, Administração, Economia, Cinema, Dança, Beleza, Segurança, Filantropia, Esportes, Agronomia e Botânica, Educação, Espiritualidade, Estatística e Demografia, Matemática, Gramática e outras áreas.

Sobre Edmilson Sanches e a palestra, o poeta Salgado Maranhão disse: “Parabéns pela ótima palestra de hoje” (...) “Sua palestra não pode acabar” (...) “Nós caxienses somos assim – apaixonados”. O engenheiro Sipriano Cezar Teixeira Mendes escreveu: “Aprendi muito hoje. Palestra enriquecedora. QUE VENHAM OUTRAS.”

O coronel Nilo Moreira declarou: “Foi a melhor palestra”. Na mesma linha, a professora e educadora física Gilda Bastos observou: “É o novo marco para palestras no Clube Militar”. A médica Sandra Regina, introdutora dos serviços de Fisiatria do Hospital Miguel Couto, do Rio de Janeiro, ressaltou em sucessivas oportunidades a excelência da palestra, a capacidade de memória e de verbalização do palestrante. Sheila Lins, professora de História, declarou que nem dor nas costas fizeram com que ela saísse, porque não queria perder os conteúdos que estavam sendo apresentados por Edmilson Sanches. Cláudia Mucci, da organização dos eventos no Clube Militar, resumiu: “As mulheres ficaram encantadas”.

Ao término, Edmilson Sanches foi aplaudido de pé e recebeu o Certificado do Clube Militar, entregue pelo Cel. Nilo Paulo Moreira e assinado pelo general de Divisão Sérgio Tavares Carneiro, presidente do Clube; CMG Ulisses Felipe Camardella, 1º vice-presidente; e o general de Brigada José de Oliveira Sousa, diretor do Departamento Cultural. O palestrante maranhense ainda realizará outras palestras no Rio de Janeiro.

Imagens:

"Card" da palestra no Clube Militar e Certificado entregue a Edmilson Sanches.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

01/04/2026 - Musical Dom Casmurro. Foto: Anne Beatriz/Itaú Cultural

O musical Dom Casmurro, baseado em um dos livros mais famosos de Machado de Assis, apresenta uma nova temporada gratuita na cidade de São Paulo a partir desta quinta-feira (2). Exibido no Itaú Cultural, o espetáculo fica em cartaz até o dia 12 de abril.

A história de amor e ciúme entre Bentinho e Capitu é adaptada pelo dramaturgo Davi Novaes que, ao lado do diretor musical Guilherme Gila, apresenta um espetáculo com trilha sonora ao vivo, transitando entre rock e MPB.

O elenco conta com artistas como Rodrigo Mercadante, Luci Saluzzi, Cleomacio Inácio, Bibi Tolentino, Fábio Enriquez, Nábia Villela e Eduardo Leão. A direção é assinada por Zé Henrique de Paula.

01/04/2026 - Musical Dom Casmurro. Foto: Anne Beatriz/Itaú Cultural

Na narrativa, que se passa no Brasil do século XIX, o jovem Bentinho é obrigado a abrir mão do amor que sente pela vizinha Capitu para ingressar no seminário e se tornar padre. Porém, ao chegar ao local, seu mentor José Dias, acompanhado de seu amigo Escobar, o convence a abandonar o seminário e ir em busca do grande amor.

Após Bentinho se casar com Capitu, a dinâmica entre os dois toma outros rumos. Começam a surgir ciúmes e desconfianças do marido de que a esposa o está enganando, situação que é reforçada pela presença do amigo Escobar.

O projeto do musical foi desenvolvido ao longo de três anos a partir da percepção de Gila de que a obra literária reunia elementos propícios para uma adaptação teatral. O espetáculo estreou em novembro de 2024 e conquistou reconhecimento no Prêmio Bibi Ferreira 2025, ao vencer a categoria de melhor dramaturgia original em musicais.

Para assistir à peça, os ingressos devem ser reservados sempre a partir das 12h, nas terças-feiras da semana da apresentação por meio da plataforma INTI – acesso pelo site do Itaú Cultural. As sessões são de quinta-feira a sábado, às 20h, e aos domingos e feriados às 18h. O Itaú Cultural fica na Avenida Paulista, 149.

(Fonte: Agência Brasil)

professor, sala de aula, ensino médio

Desde a sua criação há dois anos, o Programa Pé-de-Meia reduziu o abandono escolar no ensino médio em 43%. Em 2024, a taxa de evasão era de 6,4% e caiu para 3,6%, no ano passado.

O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana, acompanhado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã desta quarta-feira (1º), em Fortaleza, durante a cerimônia de inauguração da primeira fase das obras do campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará.

O presidente Lula afirmou que seu governo tem feito investimentos no setor da educação que não vinham sendo priorizados em gestões anteriores.

“Na história da humanidade, nenhum país se desenvolveu no planeta Terra sem antes investir na formação do seu povo, que dá conhecimento, cidadania e, inclusive, dá soberania".

O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio. O ministro da Educação – que deixará o cargo até sábado (4) para concorrer nas eleições de outubro – reforçou que o objetivo é que nenhum aluno fique fora da escola pública em todo o país.

Camilo Santana destacou a importância do incentivo financeiro na queda de quase metade do número de estudantes que abandonam os estudos antes de concluírem a educação básica.

“Os alunos do Pé-de-Meia sabem o que significa o programa. Muitos colegas [deles] tiveram que abandonar a escola para ajudar no orçamento familiar e melhorar a vida de seus pais”.

Efetividade

O MEC também afirma que o Pé-de-Meia é responsável pela redução da taxa de reprovação escolar em 33% no mesmo período (2024 e 2025).

O ministro da Educação também comemorou a queda de 27,4% do atraso escolar (distorção idade-série).

“Isso significa que o aluno está passando de ano. Somente no 3º ano do ensino médio, a distorção idade-série dos alunos caiu 63%”.

Pé-de-Meia

Desde sua criação, o Pé-de-Meia já beneficiou 5,6 milhões de estudantes, o que corresponde a mais da metade (54%) do total de alunos do ensino médio público do país.

Confira o número de beneficiários por unidade da federação.

O investimento do governo federal na chamada Poupança do Ensino Médio totalizou R$ 18,6 bilhões ao longo dos anos letivos de 2024 e 2025.

Poupança

O Ministério da Educação esclarece que a participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes matriculados na rede pública de saúde e com inscrições ativas no Cadastro Único (CadÚnico).

Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno. 

O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login da plataforma digital Gov.br. 

Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

(Fonte: Agência Brasil)

Maior vencedor do futsal do Maranhão e um dos principais representantes do Estado no cenário nacional do esporte, o Balsas Futsal está na reta final de preparação para a sua estreia histórica na LNF Silver, nova competição promovida pela Liga Nacional de Futsal (LNF), que conta com a participação de 16 times na temporada de 2026 e serve de acesso para a divisão principal da LNF, uma das maiores ligas de futsal do mundo e principal torneio da modalidade no Brasil. Primeiro time maranhense a disputar a Liga Nacional em 30 anos de história, o Balsas inicia a sua caminhada na competição nacional na noite deste domingo (5), às 18h, diante do Joaçaba, no Ginásio da UNOESC, em duelo que terá transmissão ao vivo no canal da LNF no YouTube.

Após concluir a sua participação na Copa do Brasil de Futsal, que serviu como um importante teste para a sequência da temporada de 2026, o Balsas Futsal realizou vários treinamentos em São Luís, visando a estreia fora de casa na LNF Silver diante do Joaçaba. De acordo com Hallysson Dias, técnico do Balsas, o período na capital maranhense tem sido importante para fazer ajustes físicos, técnicos e táticos, visando bons resultados nas primeiras rodadas da Liga Nacional.

“Tivemos uma excelente semana de trabalho, visando a estreia na Liga Nacional, uma semana muito decisiva e importante para o Balsas Futsal. Quero agradecer ao governo do Maranhão, por meio da Sedel e do secretário Celsinho Dias, por todo o suporte para a nossa equipe aqui em São Luís. Contamos com a torcida de todos os maranhenses nessa competição tão importante. O Balsas é o Maranhão na Liga Nacional”, afirma Hallysson.

Em busca de uma grande campanha na LNF Silver, o Balsas Futsal trabalhou na montagem de um elenco qualificado para representar bem o Maranhão em sua inédita participação na Liga Nacional. Além de renovar com destaques já conhecidos da torcida, como o goleiro Danilo, o Balsas fechou as contratações de Domar e Esquerda, além do experiente fixo Carlos Recife, que falou da preparação e da expectativa da equipe maranhense para a estreia na LNF Silver.

“Eu estou muito feliz pela oportunidade. É a minha primeira vez na Liga Nacional, agradeço a Deus por estar junto com a equipe do Balsas nesse momento tão importante para o clube, que, também, está estreando na Liga Nacional. Vai ser uma competição difícil, mas a nossa equipe está se preparando bastante, se reforçou, e espero que a gente possa se comportar bem nessa estreia. Dá aquele nervosismo, aquele frio na barriga, mas só até a hora de começar o jogo. Esperamos fazer o nosso melhor e estrear com vitória na Liga Nacional. Não vai faltar garra e determinação, estamos aqui para honrar a camisa do Balsas e todo o Maranhão”, destaca Carlos Recife.

Balsas disputará 15 jogos na 1ª fase da LNF Silver

A LNF Silver 2026 terá uma fase classificatória com todas as equipes se enfrentando em turno único, totalizando 15 rodadas: o Balsas vai jogar sete partidas como mandante no Ginásio Castelinho, em São Luís, e terá oito compromissos longe de seus domínios, com duelos sendo realizados entre abril e julho de acordo com a tabela divulgada pela Liga Nacional de Futsal. 

Os quatro times de melhor campanha na fase classificatória da LNF Silver garantem vaga direta nas quartas de final, enquanto as equipes que ficarem entre a 5ª e a 12ª posição vão disputar os playoffs, valendo as últimas vagas nas quartas. Os dois finalistas da LNF Silver garantem o acesso para a LNF Gold na temporada de 2027, enquanto o terceiro colocado vai encarar o playoff de acesso/descenso contra o 14º colocado da LNF Gold 2026.

Balsas Futsal na LNF Silver

Maior campeão maranhense de futsal na categoria Adulto Masculino, com 10 títulos, o Balsas Futsal recebeu o convite da Liga Nacional de Futsal para a primeira edição da LNF Silver por causa de sua enorme tradição no cenário estadual, regional e nacional da modalidade. Além dos títulos estaduais, o Balsas tem um trabalho sólido nas categorias de base e participações de destaque em torneios por todo o Brasil.

Depois de atender a uma série de requisitos da LNF, o Balsas Futsal recebeu a aprovação para a disputa da LNF Silver. De acordo com o planejamento da diretoria, a equipe vai treinar em Balsas e disputar as partidas da LNF Silver no Ginásio Castelinho, principal praça esportiva da modalidade em São Luís.

Balsas Futsal na Copa LNF

Com a vaga garantida na Liga Nacional, o Balsas Futsal também está confirmado na Copa LNF 2026, competição que será realizada pela primeira vez nesta temporada e reunirá os 32 clubes franqueados da entidade, sendo 16 da primeira divisão da LNF e outros 16 da LNF Silver, divisão de acesso que terá sua edição inaugural em 2026. O Balsas Futsal terá um confronto histórico na primeira fase da Copa LNF 2026, recebendo o atual bicampeão nacional Jaraguá, de Santa Catarina, em jogo único no Ginásio Castelinho, em São Luís. A partida está marcada para o dia 25 de abril.

Adversário do Balsas Futsal em sua primeira participação na Copa LNF, o Jaraguá é uma das equipes mais tradicionais e vitoriosas da história do futsal. O clube catarinense é o atual bicampeão da Liga Nacional, faturou a Supercopa do Brasil de Futsal no início da temporada de 2026 e também foi eleito o melhor time de futsal do mundo pela Futsal Planet em 2025. Além disso, o Jaraguá é hexacampeão da LNF e da Copa Libertadores de Futsal, conquistas que reforçam a tradição do rival do time maranhense na primeira fase da competição nacional.

O Balsas Futsal será o mandante da partida contra o Jaraguá pela primeira fase da Copa LNF por força de regulamento: de acordo com a Liga Nacional de Futsal, as equipes participantes da LNF Silver terão o mando de quadra nos jogos únicos contra os clubes da primeira divisão da Liga Nacional nesta etapa da competição nacional. 

O Balsas Futsal conta com os patrocínios do Governo do Maranhão, por meio da Sedel, da Prefeitura de Balsas, da Evolução Contabilidade, da Casa Sertaneja, da Mais Centro Médico Balsas e da New Agro. 

TABELA DE JOGOS DO BALSAS FUTSAL NA LNF SILVER 2026

1ª Rodada (5/4)

18h – Joaçaba Futsal x Balsas Futsal (Ginásio Unoesc / Joaçaba) 

2ª Rodada (16/4) 

19h – Blumenau x Balsas Futsal (Sesi Blumenau / Blumenau)

3ª Rodada (23/4)

19h – Balsas Futsal x Juventude AG (Ginásio Castelinho / São Luís)

4ª Rodada (5/5)

21h - Dracena Tempersul Unifadra x Balsas Futsal (Alaor Ferrari / Dracena)

 5ª Rodada (14/5)

19h – Balsas Futsal x Apodi Futsal (Ginásio Castelinho / São Luís)

6ª Rodada (17/5)

17h - Futsal São Lourenço/Casa do MDF x Balsas Futsal (Arena São Lourenço / São Lourenço do Oeste) 

7ª Rodada (28/5)

21h – Balsas Futsal x ACF Concórdia (Ginásio Castelinho / São Luís)

8ª Rodada (3/6)

19h – ACEL/Chopinzinho Futsal x Balsas Futsal (Deonisto Debona / Chopinzinho)

9ª Rodada (11/6)

21h – Balsas Futsal x América-RN (Ginásio Castelinho / São Luís)

10ª Rodada (24/6) 

20h – São Miguel Futsal x Balsas Futsal (Ginásio Joelson Marcelino / São Miguel do Iguaçu)

11ª Rodada (2/7) 

21h – Balsas Futsal x Sport Recife/Instituto Todos (Ginásio Castelinho / São Luís)

12ª Rodada (7/7) 

19h – Vélez Camaquã/Fazenda Bartz x Balsas Futsal (Ginásio Wadislau Niemxeski / Camaquã)

13ª Rodada (14/7) 

20h – Balsas Futsal x Lages Futsal (Ginásio Castelinho / São Luís)

14ª Rodada (23/7) 

20h – Umbro/Liga São Caetano Futsal x Balsas Futsal (Idalina / São Caetano do Sul)

15ª Rodada (29/7) 

20h – Balsas Futsal x Vasco da Gama (Ginásio Castelinho / São Luís)

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Brasília - 27/06/2023 - O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo, integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso), em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. As inscrições podem ser feitas pelo celular ou pelo computador. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Estudantes cotistas do Programa Universidade para Todos (Prouni) voltarão a concorrer nas duas modalidades de seleção: na ampla concorrência e na reserva de vagas. As mudanças estão em decreto publicado nesta quarta-feira (1º), no Diário Oficial da União.

“Nos processos seletivos do Prouni, os estudantes participantes de políticas afirmativas concorrerão, inicialmente, às bolsas destinadas à ampla concorrência e, se não for alcançada nota para ingresso por meio dessa modalidade, passarão a concorrer às bolsas destinadas à implementação de políticas afirmativas”, diz o texto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o objetivo da medida é corrigir uma mudança feita em 2022, que passou a exigir a participação exclusiva em apenas uma modalidade.

“A nova medida corrige uma distorção existente na aplicação das ações afirmativas, que limitava as possibilidades de participação dos estudantes. Anteriormente, mesmo com desempenho igual ou superior ao de candidatos da ampla concorrência, os cotistas permaneciam restritos à classificação exclusiva nas vagas reservadas”, explicou a pasta em comunicado.

As ações são voltadas às pessoas com deficiência e autodeclarados indígenas, pardos ou pretos. No ato de inscrição no processo seletivo do Prouni, o estudante deverá indicar se tem perfil para concorrer às bolsas destinadas a políticas afirmativas e se deseja concorrer também nessa modalidade.

O documento foi assinado pelo presidente Lula nessa terça-feira (31), em evento em São Paulo. O encontro comemorou os 21 anos do Programa Universidade Para Todos (Prouni), os 14 anos da implementação da Lei de Cotas Raciais na rede de ensino federal e os dez anos da formatura da primeira turma de cotistas.

O decreto trata ainda da quantidade de bolsas ofertadas pelo Prouni. De acordo com o texto, os percentuais para a oferta de bolsas destinadas à implementação de políticas afirmativas serão, no mínimo, iguais, respectivamente, aos percentuais de cidadãos autodeclarados indígenas, pardos ou pretos, e de pessoas com deficiência na respectiva unidade federativa, considerando os dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além disso, observado o número de bolsas obrigatórias ofertadas e, desde que haja a oferta mínima de uma bolsa de estudo em ampla concorrência, será garantida a oferta de, no mínimo, uma bolsa de estudo por curso, turno, local de oferta e instituição para as cotas.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 31/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Prêmio Jabuti 2026. Foto: Prêmio Jabuti/Divulgação

O Prêmio Jabuti, reconhecida premiação da literatura brasileira, abriu inscrições para sua 68ª edição, nessa terça-feira (31). Os interessados podem se inscrever até as 18h de 19 de maio. 

Podem concorrer obras publicadas em primeira edição entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, desde que tenham ISBN (Padrão Internacional de Numeração de Livro) e ficha catalográfica emitidos no Brasil.

Entre as novidades, está a criação da categoria Incentivo à Leitura – Cultura Digital, a fim de reconhecer a atuação de criadores de conteúdo que contribuem para a valorização do livro e incentivo à leitura. 

“A iniciativa amplia o escopo do prêmio ao agregar agentes que hoje desempenham papel relevante na circulação da literatura, especialmente entre públicos mais jovens”, explica a Câmara Brasileira do Livro (CBL), responsável pelo prêmio. 

As indicações para a nova categoria podem ser feitas por meio de consulta pública, aberta no site do prêmio.

Outra mudança ocorreu na categoria Livro do Ano, principal distinção do prêmio. 

A partir desta edição, obras das categorias Escritor Estreante Poesia e Escritor Estreante Romance passam a concorrer à premiação. 

O vencedor poderá escolher participar de uma das principais feiras internacionais do livro: Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara, com despesas custeadas pela CBL e uma agenda de palestras e encontros. 

A premiação inclui, além da estatueta, o valor de R$ 70 mil.

A categoria anteriormente chamada de Fomento à Leitura passa a ser denominada de Incentivo à Leitura – Projeto. Mas continua com o objetivo de reconhecer iniciativas que promovem o acesso ao livro, a formação de leitores e a difusão da leitura no país.

“O Prêmio Jabuti acompanha as transformações no campo do livro e da leitura e nas formas como as obras são descobertas e compartilhadas. Hoje, o incentivo ao hábito de ler passa também por novos agentes de promoção da leitura, que atuam em ambientes digitais e ampliam o alcance da literatura”, disse Hubert Alquéres, curador do prêmio.

“Ao reconhecer esses agentes, o Jabuti amplia seu olhar sobre o universo do livro, sem perder de vista o lugar fundamental da criação literária”, acrescentou.

A 68ª edição do Prêmio Jabuti está dividida em quatro eixos:

  • No eixo Literatura, estão Conto, Crônica, Escritor Estreante – Poesia, Escritor Estreante – Romance, Histórias em Quadrinhos, Infantil, Juvenil, Poesia, Romance de Entretenimento e Romance Literário.
  • No eixo Não Ficção, as categorias são Artes, Biografia e Reportagem, Economia Criativa, Educação, Negócios e Saúde e Bem-estar. 
  • O eixo Produção Editorial reúne Capa, Ilustração, Projeto Gráfico e Tradução. 
  • O eixo Inovação abrange Incentivo à Leitura – Cultura Digital, Incentivo à Leitura – Projeto e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

As inscrições devem ser feitas, exclusivamente, pela plataforma do prêmio. 

Não serão aceitas obras que tenham utilizado ferramentas de inteligência artificial em tarefas autorais, exceto quando seu uso se configure como objeto de análise, estudo ou crítica, conforme previsto em regulamento.

A composição do júri será por consulta pública para indicação de nomes, aberta no mesmo período das inscrições. 

A seleção final será da curadoria, com base em critérios de qualificação técnica e isenção.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 31/03/2026 – Semana Ditadura, Arquivos e Memória no Arquivo Nacional. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em 1976, um documento do diretório acadêmico da Escola de Medicina da Universidade Federal do Estado do Rio Janeiro (Unirio) denunciava que muitos estudantes eram vítimas de violações de direitos humanos no campus. Também informava que agentes da ditadura militar faziam plantão diário na porta dos fundos da escola. O texto lista todos os carros dos agentes, com detalhes das cores e placas.

O material foi apresentado nessa terça-feira (31), no Arquivo Nacional, como exemplo da importância dos documentos históricos para produção de conhecimento, luta política e busca de desaparecidos.

“É um documento muito interessante, porque é difícil, em arquivos, a gente ver um texto que fale com tanta clareza sobre esse tipo de violação e traga tantos detalhes. Normalmente, os documentos agem em função do Estado”, diz a diretora do Arquivo Central da Unirio, Isabela Costa.

Rio de Janeiro (RJ), 31/03/2026 – Isabela Costa, do Arquivo Central da Unirio, participa da Semana Ditadura, Arquivos e Memória. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Arquivo Nacional recebe, até hoje (1º), pesquisadores, arquivistas e representantes de movimentos de memória na Semana Ditadura, Arquivos e Memória. Há 62 anos, entre os dias 31 de março e 2 de abril, o golpe militar tirava João Goulart da Presidência e iniciava um período de 21 anos de ditadura.

A diretora do Arquivo Nacional, Mônica Lima, reforçou a importância da proteção e conservação dos documentos históricos para manter viva a memória dos anos de autoritarismo do país.

“Os documentos preservados pelo Arquivo Nacional e disponibilizados para acesso público contribuem para pesquisa histórica, para o direito à memória e à verdade, com fortalecimento da cultura de direitos humanos", disse Mônica.

"Eles permitem que a sociedade brasileira conheça melhor a sua própria história e reafirme valores democráticos que devem orientar o presente e o futuro”, completou a diretora.

Rio de Janeiro (RJ), 31/03/2026 – A diretora-geral do Arquivo Nacional, Monica Lima, participa da Semana Ditadura, Arquivos e Memória. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A historiadora e fundadora do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, Cecília Coimbra, lembrou o papel dos movimentos sociais e das famílias dos desaparecidos na busca por documentos e informações públicas. Ela foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e chegou a ser presa e torturada durante a ditadura.

A partir da década 1980, esses grupos, de forma pioneira, começaram a ter acesso e a consultar arquivos do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), órgão de polícia secreta do Estado.

“Conseguimos encontrar depoimentos de pessoas desaparecidas que estavam no Dops. Percebemos que outros haviam sido destruídos, mas nenhum poder é total. Alguns materiais escaparam e a gente encontrou muita coisa interessante. Com esses arquivos, conseguimos ajudar companheiros em outros estados a fazer dossiês de mortos e desaparecidos políticos”, contou Cecília.

Rio de Janeiro (RJ), 31/03/2026 – Cecília Coimbra, fundadora do Grupo Tortura Nunca Mais, participa da Semana Ditadura, Arquivos e Memória no Arquivo Nacional. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 “Mas essa luta continua. Nenhum arquivo foi aberto, a não ser o do Dops. Faltam os dos centros de informação do Exército, da Aeronáutica, da Marinha, do DOI-Codi, da Polícia Militar, dos Bombeiros. Porque todos participaram da repressão”, complementou.

O evento também teve a participação de Maria Fabiana Almeida, irmã do desaparecido político Alejandro Almeida e filha de uma das fundadoras do movimento Madres de Plaza de Mayo, da Argentina. No último dia 24 de março, o golpe militar de 1976 no país vizinho completou 50 anos.

O irmão de Maria Fabiana tinha 20 anos quando desapareceu. Ele ia jantar com a família, quando decidiu sair na rua para comprar cigarros e nunca mais foi visto. Passou a ser um dos 30 mil desaparecidos durante a ditadura argentina.

“É muito trágico e muito terrível toda essa experiência das mães. No início, pensavam que filhos e filhas estavam em prisões, hospitais, delegacias, mas não imaginavam que nunca mais iriam voltar a vê-los”, disse Maria Fabiana.

Rio de Janeiro (RJ), 31/03/2026 – A argentina Maria Fabiana Almeida, do grupo Madres de Plaza de Mayo, participa da Semana Ditadura, Arquivos e Memória no Arquivo Nacional. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A ativista reforça que acontecimentos do presente reforçam a importância de que a sociedade não esqueça as violações de direitos humanos e mantenha o espírito de luta de movimentos como as das Madres Plaza de Mayo.

“Temos vivido na Argentina com esse presidente Javier Milei, um negador absoluto de todas as temáticas de direitos humanos e de todas as conquistas das mulheres, das leis de diversidade e de liberdade de gênero”, disse Maria.

“Porém, seguimos nos inspirando na memória e na luta destas mães, que são um símbolo mundial de força das mulheres em plena ditadura. Não podemos nos esquecer do passado, nem ter medo de falar a verdade, porque aqueles tempo podem voltar. Precisamos ter paciência. A justiça vai chegar”, completou.

(Fonte: Agência Brasil)

São Paulo (SP), 31/03/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa de solenidade de celebrações do ProUni e da Lei de Cotas, no Anhembi. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O governo federal anunciou, nessa terça-feira (31), a ampliação da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), que dá suporte técnico e financeiro a projetos que preparam estudantes de menor renda para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

O número de cursinhos apoiados deve aumentar de 384, no ano passado, para 1,2 mil, neste ano, segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, que participou do evento Universidade com a Cara do Povo Brasileiro, no Sambódromo do Anhembi, na capital paulista.  

Ainda de acordo com o ministro, o investimento no programa vai subir de R$ 74,4 milhões, em 2025, para R$ 290 milhões, em 2026.

Escola Nacional de Hip-Hop 

O governo federal anunciou, ainda, a criação da Escola Nacional de Hip-Hop (H2E), uma iniciativa do Ministério da Educação que irá integrar a cultura hip-hop ao ambiente escolar. Serão investidos, no programa, R$ 50 milhões nos anos de 2026 e 2027. 

A portaria que institui o programa foi assinada durante o mesmo evento pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro da Educação. Camilo Santana defendeu que o programa é uma inovação curricular:

"Por meio da cultura, nós vamos fortalecer o engajamento juvenil, contribuindo, inclusive, para a Lei 10.639 [que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas], que foi criada pelo presidente Lula”, disse. 

O encontro comemorou os 21 anos do Programa Universidade para Todos (Prouni), os 14 anos da implementação da Lei de Cotas Raciais na rede de ensino federal e os dez anos da formatura da primeira turma de cotistas.

São Paulo (SP), 31/03/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa de solenidade de celebrações do ProUni e da Lei de Cotas, no Anhembi. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Institutos federais

O presidente destacou a necessidade de o Brasil investir cada vez mais em educação para acelerar o desenvolvimento do país. Segundo Lula, até o fim do ano, o governo pretende aumentar de 140 para 800 o número de Institutos Federais de Educação.

“Educação tem que entrar na rubrica de investimento, porque é o investimento mais extraordinário que você faz no país. É quando você prepara o povo daquele país para se formar, para ter conhecimento. E, como não existe, na história da humanidade, nenhum país que evoluiu sem antes investir na educação, nós estamos com quase 400 anos de atraso”, disse Lula.

Lula ainda enalteceu políticas educacionais como o Prouni e a Lei de Cotas e ressaltou que o diploma tem uma importância ainda maior para as mulheres, por significar independência financeira. 

“Para os homens, a profissão é importante, mas, para a mulher, a profissão é sagrada. Não é só dinheiro, é independência. É conquistar o direito de andar de cabeça erguida”, disse.

“Quando a mulher tem uma profissão, ela não precisa morar com o homem a troco do prato de comida. Se ele encher o saco, ela fala: a porta está aberta. Vai para onde você quiser, que eu vou cuidar da minha vida”, acrescentou.

Além do presidente Lula e do ministro da Educação, o ato contou com a presença da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. 

De acordo com os organizadores, o evento reuniu cerca de 15 mil pessoas, entre estudantes cotistas, alunos de cursinhos populares, jovens e representantes de movimentos sociais.

Prouni 

Segundo o Ministério da Educação, em 2026, o Prouni bateu recorde de 594,5 mil bolsas em universidades particulares oferecidas no primeiro semestre, com mais de 65% dos bolsistas autodeclarados pretos, pardos ou indígenas. Nos últimos quatro anos, de 2023 a 2026, o programa criou 2,3 milhões de bolsas. 

Em vigor desde 2005,o Prouni contabiliza, em 21 anos, 27,1 milhões de inscrições em seus processos seletivos, 7,7 milhões de bolsas de estudo ofertadas, 3,6 milhões de vagas ocupadas e, até 2025, 1,5 milhão de alunos formados.

Lei de Cotas

A Lei de Cotas, implementada em 2012, resultou, segundo o ministério, em cerca de 2 milhões de cotistas matriculados em universidades públicas e privadas nos últimos 14 anos.

Foram 790 mil cotistas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação, 1,1 milhão pelo Prouni, e 29,6 mil pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Em 2023, a Nova Lei de Cotas incluiu estudantes quilombolas entre os beneficiados. De 2024 a 2026, 95 mil cotistas ingressaram no ensino superior.

(Fonte: Agência Brasil)