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Alunos da escola estadual Raymundo Sá, no município de Autazes, interagem virtualmente com professores e alunos durante aula a distância produzida no Centro Nacional de Mídias de Educação.

Os estudantes beneficiários do programa Pé-de-Meia de 2026 nascidos em novembro e dezembro recebem, nesta segunda-feira (6), a quarta parcela do incentivo-frequência, desde que tenham o registro de 80% de presença nas aulas.

Desde 29 de junho, o valor de R$ 200 tem sido depositado conforme o mês de nascimento dos estudantes beneficiários, que tiveram, pelo menos, 80% de frequência escolar no mês de abril.

Confira o calendário de pagamentos

· nascidos em janeiro e fevereiro: receberam em 29 de junho;

·  nascidos em março e abril: receberam em 30 de junho;

·  nascidos em maio e junho: receberam na última quarta-feira (1º);

·  nascidos em julho e agosto: receberam na última quinta-feira (2);

· nascidos em setembro e outubro: receberam na última sexta-feira (3);

· nascidos em novembro e dezembro: recebem nesta segunda-feira (6).

O Ministério da Educação (MEC) também pagará as parcelas do incentivo-matrícula de 2026 e do incentivo-conclusão de 2025 aos estudantes que tiveram as informações sobre suas trajetórias escolares enviadas ou corrigidas pelas redes de ensino público onde estão matriculados.

O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio.

Os beneficiados pela iniciativa federal podem consultar os dados sobre os pagamentos na página eletrônica do estudante dentro do site do programa. É necessário fazer login na conta da plataforma Gov.br

Quem tem direito

A participação no programa, também chamado de Poupança do Ensino Médio, ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos.

Entre eles, é preciso estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Em 2026, é preciso que as famílias dos estudantes tenham cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026. A atualização do cadastro do governo tem a validade de 24 meses. 

Também é preciso que a renda familiar seja de até meio salário mínimo por pessoa.

Além disso, os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos no ensino médio regular ou entre 19 e 24 anos na educação de jovens e adultos (EJA).

O estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular e manter frequência em, pelo menos, 80% nas aulas.

O Ministério da Educação é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal, a partir dos dados do CadÚnico.

Como consultar

A Caixa Econômica Federal é responsável pela abertura das contas bancárias em nome dos estudantes e pelos pagamentos do valor repassado pelo MEC.

O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia.

É preciso fazer o login da plataforma digital Gov.br. e digitar a senha da conta do estudante.

Pé-de-Meia

O Ministério da Educação contabiliza que, desde 2024, o programa alcançou 7,2 milhões de estudantes em todo o Brasil. Segundo a pasta, a iniciativa federal tem contribuído para melhorar a frequência às aulas, reduzir a evasão escolar e ampliar as taxas de aprovação no ensino médio.

Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem alcançar R$ 9,2 mil por aluno.

As redes públicas que ofertam o ensino médio (federais, estaduais, distrital ou municipais) são responsáveis por captar e informar os dados dos estudantes ao MEC. por meio de sistema informatizado.

Dúvidas

 Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio da página eletrônica de Perguntas Frequentes do Pé-de-Meia, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa, incluindo critérios para participar, formas de consultar o benefício, calendário de pagamentos, perguntas frequentes e passo a passo sobre a liberação de movimentação da conta para menores de idade.

Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 05/07/2026 – Conferência Internacional de Bandas Sinfônicas.
Foto: Karoline Lamblet/Divulgação

A Rio Brass Band é uma das bandas que vão participar da 21ª edição da Conferência Internacional da World Association for Symphonic Bands and Ensembles (WASBE) – ou Associação Mundial de Bandas e Conjuntos Sinfônicos, em português, Rio 2026. O festival vai reunir músicos de vários países entre os dias 20 e 25 de julho, no Rio de Janeiro, e dia 26 em Niterói.

Para abrir os caminhos da Conferência, a Rio Brass Band fez um concerto na última quinta-feira (1º), na Igreja de São Francisco de Paula, no Largo de São Francisco de Paula, centro da cidade, espaço considerado pelo professor Marcelo Jardim, diretor-executivo do Comitê Organizador Local da WASBE Rio 2026 e vice-diretor e diretor artístico da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), como uma das igrejas com melhor acústica no Rio.

“É uma sonoridade única poder assistir a um concerto nessa igreja com grupos como o Rio Brass Band”, comentou à Agência Brasil, acrescentando que a Igreja São Francisco de Paula alia a beleza do espaço à aceitação da administração do local em permitir o desenvolvimento de uma ação musical cultural no seu interior e ao som muito especial.

O concerto marcou o quarto aniversário da Rio Brass Band e teve a regência do maestro Elias Campos, que chamou atenção para a formação deste tipo de banda, segundo ele, bem específica, com apenas instrumentos de metais e percussão. A Rio Brass Band, conforme contou, é a única com esta formação no Rio.

“É uma banda formada praticamente só por solistas, cada instrumentista é um solista. O que na orquestra os metais funcionam como instrumentos coadjuvantes, prestando apoio para as cordas, na Brass Band assume protagonismo incrível”, explica à Agência Brasil.

“É uma sonoridade que toca ao coração porque os instrumentos de metais são feitos em formato cônico e não agridem por mais que na música tenha um ponto forte. Soam como verdadeiros corais, e isso mexe com a emoção, como os antigos corais renascentistas”, analisa o maestro.

Repertório

O concerto teve um repertório especialmente escolhido para a Igreja de São Francisco de Paula. “O público desfrutou de um momento histórico por conta de ser o pontapé da WASBE, mas, ao mesmo tempo, de um repertório feito para tocar neste ambiente que é a igreja”, detalha.

O maestro dá como exemplo do repertório a música Horizon, de Paul Lovatt-Cooper. “Ela é uma música que divide a Brass Band em dois corais diferentes, e esses corais tocam um de cada lado da igreja”, pontuou.

Criação

Ao criar a Rio Brass Band em 2022, o 3º sargento do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Kenneth Anderson Gomes de Araújo, que também é diretor musical do grupo onde toca eufônio, popularmente conhecido como bombardino, tinha na lembrança as bandas de metais da Europa e do seu berço musical que são as bandas marciais de Pernambuco, onde nasceu.

Ao chegar ao Rio de Janeiro, após ingressar na banda sinfônica dos Fuzileiros Navais, deixou de tocar em grupos de metais e percussão. O passado de participação em uma banda marcial que virou um grupo de metal em Pernambuco provocava o desejo de ter, na cidade, uma banda profissional. Conseguiu, depois passar em um outro concurso e de ser transferido para banda sinfônica do Corpo de Bombeiros do Rio.

“No coração, havia a vontade de ativar um grupo não mais de escola, mas profissional e trazer pela primeira vez aqui para o Rio de Janeiro uma Brass Band brasileira, pegar a tradição europeia que explora o que os metais podem fazer e dessa vez com músicas brasileiras também”, conta em entrevista à Agência Brasil.

Kenneth acrescenta que, desde o início, a banda tem integrantes dos Fuzileiros e dos Bombeiros, que são muito comprometidos com o grupo. “Gosto muito de uma palavra que o maestro Elias fala: nós somos um ato de resistência musical”, ressalta, destacando que mesmo em dias de jogos do Brasil, os músicos se reuniram e ensaiaram para o concerto da Igreja de São Francisco de Paula.

“É um amor muito grande à música”, pontuou.

Entusiasmado, Kenneth Anderson conta que há compositores brasileiros que estão compondo músicas para este tipo de formação de banda. “Abriu oportunidade para compositores brasileiros como Gilson Santos, Jessé Souza e Hugo Rosa, que estão compondo músicas especialmente para Brass Band. Já tem umas que a gente estreou. Eles têm colaborado muito”, comenta.

O músico conta que que, depois da banda criada no Rio, surgiram outras três em São Paulo, Manaus e Curitiba.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 04/07/2026 - Festival latinidades  - A escritora Ana Maria Gonçalves, durante entrevista para Agência Brasil durante o VI encontro julho das pretas que escrevem no DF.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A literatura produzida por autores negros ajuda a explicar a permanência histórica do racismo no Brasil e disputa o próprio sentido da narrativa nacional, afirma a escritora Ana Maria Gonçalves. A autora do consagrado romance Um Defeito de Cor conversou com a Agência Brasil em uma passagem por Brasília na tarde desse sábado (4).

Primeira mulher negra a se tornar imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), a escritora foi a convidada especial da 6ª edição do encontro Julho das Pretas que Escrevem no Distrito Federal, como parte da programação do Festival Latinidades.

Ana Maria diz que Um Defeito de Cor e outras obras contribuíram para ampliar a compreensão da sociedade sobre o racismo e para fortalecer debates como o das políticas de cotas raciais, cujas primeiras experiências coincidem com o ano em que o livro foi lançado, em 2006.

"Livros como o meu, como o de vários outros escritores e escritoras negros, que vêm produzindo na contemporaneidade, ajudam a contar uma história para que o povo brasileiro entenda o porquê da necessidade de cotas. A gente sabe desde sempre o porquê que precisava, mas durante tanto tempo escondeu-se e o racismo era assunto tabu dentro da sociedade brasileira", aponta a escritora.

Seu romance de maior repercussão é uma narrativa monumental de 952 páginas, que conta a saga de vida de Kehinde, mulher negra que, aos oito anos de idade, é sequestrada no Reino do Daomé, atual Benin, e trazida para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Brasília (DF), 04/07/2026 - Festival latinidades  - A escritora Ana Maria Gonçalves, durante entrevista para Agência Brasil durante o VI encontro julho das pretas que escrevem no DF.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O livro é considerado por críticos um dos romances mais importantes da literatura brasileira contemporânea e inspirou o aclamado samba-enredo da escola de samba Portela, no Carnaval carioca de 2024. Segundo Ana Maria Gonçalves, narrativas como essas ajudam a compreender a história do país por perspectivas historicamente marginalizadas na literatura brasileira.

A autora entende que o romance é uma história que ainda não terminou, uma história que começou em 1930, com a chegada dos primeiros africanos ao Brasil, e que tem uma continuidade até hoje.

"Eu gosto muito de citar aquela música do Rapa: 'Todo camburão tem um pouco de navio negreiro'. A gente continua sendo os corpos que estão sendo perseguidos, que estão sendo presos, que estão sendo mortos, que são contados como números e não como histórias".

Ana Maria Gonçalves também rejeita o rótulo de contra-história para caracterizar a representatividade de obras como a sua na disputa por um sentido histórico de país.

"Um Defeito de Cor é a história do Brasil contada pelos olhos e pela vivência de uma mulher negra. Ele não é uma outra versão, ele não é uma outra vertente, ele não está se contrapondo a um lugar. Ele está querendo ocupar aquele mesmo lugar que a história oficial do Brasil sempre ocupou, contada principalmente pelo olhar dos homens brancos", ressalta.

"Eu quero disputar esse lugar, não me interessa a margem, não me interessa o contra, a contraproposta, a contra-história. O livro é a história".

Ancestralidade na ABL

Desde que assumiu a cadeira 33 da ABL, como apenas a 13ª mulher e a primeira mulher preta a ser eleita para a academia, Ana Maria Gonçalves vem fazendo questão de repetir que não chegou sozinha a este lugar.

"A primeira mulher eleita, Raquel de Queirós, só foi eleita depois de uma campanha da Diná Silveira de Queirós. E a minha eleição tem muito a ver com o com a candidatura da Conceição Evaristo. Foi ali naquele momento que a sociedade brasileira olhou para a academia e falou: 'Ué, não é a Academia Brasileira de Letras? Está faltando aí uma gente que representa o maior segmento étnico da sociedade brasileira, que é a mulher preta. Nós somos 27% da população", reflete.

Mercado literário

No Festival Latinidades, Ana Maria se reuniu em um espaço de trocas com mulheres negras – autoras e leitoras – para pensarem juntas o impacto atual dessa rede no próprio mercado literário do país.

"Não dá para que nada mais seja feito sem a gente", enfatiza.

A escritora cita Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista negra do Brasil, autora de Úrsula, obra de 1859. "Desde lá até 2006, fui a oitava mulher negra a publicar um romance no Brasil. Ainda é uma lacuna muito grande. A sociedade deve pra gente esse lugar de publicar e escrever", acrescenta.

A maior visibilidade conquistada por escritores negros nas últimas duas décadas aumentou o interesse por obras de autoria negra e impulsionou mudanças no mercado editorial, observa Ana Maria Gonçalves.

"O que a gente produz não é mais lido como já foi, durante muito tempo, como literatura panfletária, como de menor qualidade. Isso a gente já não precisa discutir mais. A gente tem aí Jefferson Tenório, Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz, Cidinha da Silva e muitos outros. E está vindo uma geração muito interessante de mulheres pretas escrevendo na periferia de São Paulo hoje. E já se insurgindo em outros lugares que não são mais esses polos, como São Paulo e Rio de Janeiro", contextualiza.

"A gente está mudando o mercado editorial no sentido de mostrar que a diversidade é bem-vinda também para quem só tá buscando lucro".

Negras autoras

Idealizadora do coletivo que promove escritoras negras no DF, a jornalista Waleska Barbosa mediou a conversa com Ana Maria Gonçalves no Festival Latinidades. Ela reconhece um avanço importante no mercado editorial, mas aponta limites e contradições que ainda impactam a produção literária de autoria negra.

"Publicar um livro é caro. E publicar não é uma coisa só. Tem a circulação, a distribuição, a crítica, as premiações. Quando a gente vai esmiuçar os números, nunca é tanto assim o avanço da estatística". Outro desafio é a permanência de escritoras e escritores negros nesses espaços, ainda marcados por episódios de racismo.

O exemplo da escritora negra Lilia Guerra ainda é bastante gritante nesse cenário, aponta Waleska. Convidada da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no ano passado, Guerra foi acusada injustamente de roubo no hotel em que estava hospedada na cidade fluminense.

"Eu digo que a gente é vítima, uma Geni Buarquiana nesse sentido. Em um momento ela era uma escritora, convidada da Flip, daqui a pouco ela é acusada de roubo, sendo essa mesma pessoa, essa mesma escritora. A Conceição Evaristo, homenageada em uma grande exposição em São Paulo, também já disse que ao caminhar pela Avenida Paulista, ela continua sujeita ao racismo cotidiano", lamenta.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 04/07/2026 – Prefeitura cria Distrito de Arte e Cultura da Lapa e inicia obras do Boulevard Selarón para transformar a região.
Arte Prefeitura RJ

Tradicional bairro boêmio do Rio de Janeiro, a Lapa ganhou o Distrito de Arte e Cultura, criado por meio de decreto. Entre as intervenções previstas, está a criação do Boulevard Selarón, no entorno da Escadaria Selarón. As obras compõem o projeto de requalificação urbana que transformará a área em um ambiente mais acessível e acolhedor para moradores e visitantes do ponto turístico.

A escadaria foi idealizada pelo pintor e ceramista chileno Jorge Selarón, radicado no Rio. De acordo com o Observatório do Turismo Carioca, é a terceira atração turística mais buscada pelos visitantes da capital fluminense, atrás apenas do Cristo Redentor e do Pão de Açúcar, superando 1,5 milhão de turistas no ano.

O projeto do Distrito de Arte e Cultura da Lapa se propõe conectar Lapa, Glória e Santa Teresa.

Estão previstos o nivelamento das calçadas e a construção de um passeio para que os turistas e cariocas possam circular tranquilamente, além de um memorial em homenagem ao artista chileno.

Com investimento de R$ 1,7 milhão, as intervenções serão executadas em cerca de 2 mil metros quadrados nas ruas Joaquim Silva, Teotônio Regadas e Visconde de Maranguape.

O projeto abrange a criação de 227 metros de nova pavimentação, a requalificação de 114 metros de calçadas e a modernização das redes de infraestrutura urbana, para garantir melhores condições de circulação no entorno da escadaria.

A Rua Visconde de Maranguape, no trecho próximo à Sala Cecília Meireles, receberá uma baia para embarque e desembarque de ônibus e vans de turismo para melhorar a organização do espaço.

Já na Rua Joaquim Silva, em frente à escadaria, a calçada será alargada para ampliar o espaço destinado aos pedestres em um dos trechos de maior movimentação da região, o que vai favorecer a circulação e a permanência de visitantes.

A Rua Teotônio Regadas passará a ser somente rua de serviço com pista elevada ao mesmo nível das calçadas, formando uma plataforma única em piso intertravado. A solução prioriza os deslocamentos a pé, amplia a acessibilidade e ordena o fluxo de pedestres e veículos no acesso ao monumento. 

(Fonte: Agência Brasil)

Abertura dos portões, segunda etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022.

O Exame Nacional do Ensino Médio de 2026 tem 5.055.818 inscritos confirmados, de acordo com o balanço preliminar divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), nesta sexta-feira (3), após o fim dos prazos de pagamento da taxa de inscrição e de recursos.

O número de inscritos para a edição deste ano representa alta de 5,08% na comparação com a edição de 2025, quando o MEC contabilizou 4.811.338 participantes.

A edição de 2014 do Enem mantém o recorde absoluto de inscritos da história do exame, com 8.722.290 de candidatos.

Neste ano, o exame será aplicado nos dias 8 e 15 de novembro, em todos os Estados e no Distrito Federal.

Atendimento especializado

Os participantes que tiveram a solicitação recusada pelo Inep de atendimento especializado durante as provas do Enem podem apresentar recurso até esta sexta-feira (3).

O envio da documentação, conforme o edital público do exame, que comprove a condição declarada no momento da inscrição, deve ser feito na Página do Participante, no Portal do Inep.

O resultado dos recursos será divulgado em 10 de julho, também no mesmo endereço eletrônico.

Novidades

Entre as novas políticas do Ministério da Educação (MEC) para o Enem, está a inscrição automática de estudantes concluintes do ensino médio da rede pública, que ocorre pela primeira vez neste ano.

O MEC ainda dá incentivo financeiro aos concluintes do ensino médio e beneficiários do programa federal Pé-de-Meia que realizarem os dois dias do exame. O valor do incentivo-conclusão, depositado em parcela única, é de R$ 200 por participante.

Em 2026, o Inep ampliou a rede de municípios onde as provas serão realizadas, com a inclusão de 95 novos municípios, o que permite que mais candidatos façam o exame próximo de suas residências e reduza a necessidade de longos deslocamentos.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) estima alcançar cerca de 10 mil escolas de aplicação das provas. A expectativa é que, aproximadamente, 80% dos concluintes do ensino médio da rede pública realizem as provas na própria escola onde estudam.

O Enem

O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

(Fonte: Agência Brasil)

Um dos principais nomes do beach tennis do Maranhão, Augusto Neto continua se destacando nos cenários nacional e internacional da modalidade durante a temporada de 2026. Augusto, que conta com os patrocínios do governo do Estado e do Mateus Supermercados por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, além dos apoios da Maniacs, da Adidas e da Arena Premium, chegou ao Top 10 do ranking brasileiro Sub-18 e subiu 15 posições no ranking mundial da International Tennis Federation (ITF), sendo o maranhense mais bem ranqueado.

Augusto Neto colecionou excelentes resultados durante o mês de junho. Logo após conquistar dois vice-campeonatos nas etapas de Feira de Santana e Salvador do Circuito Nacional CBT Infantojuvenil de Beach Tennis, formando dupla com o gaúcho Gabriel Lemes, o atleta maranhense chegou às quartas de final do BT50 em Botucatu e entrou na chave principal do BT400 de Marabá, resultados que renderam pontos valiosos nos rankings nacional e mundial. 

Com o desempenho nos torneios realizados em junho, Augusto Neto agora está na 10ª posição do ranking brasileiro masculino Sub-18, consolidando-se entre as principais revelações do beach tennis nacional. Além disso, o atleta maranhense deu sequência ao processo de evolução no ranking da ITF, subindo para a 177ª colocação.

Boa fase em 2026 

A temporada 2026 tem sido especial para o maranhense Augusto Neto. O atleta tem tido resultados expressivos nos torneios realizados no primeiro semestre do ano. Em abril, fez história ao conquistar o título do ITF BT50 Vitória (ES), competição válida como etapa do Circuito Mundial de Beach Tennis. Na ocasião, foi campeão invicto do torneio ao lado de Gabriel Lemes, tendo perdido apenas dois sets durante toda a campanha vitoriosa. 

Antes da conquista da etapa do Circuito Mundial, Augusto Neto foi vice-campeão da do Open Masculino na 2ª etapa do Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis e chegou até as semifinais de dois torneios ITF: um em Petrolina (PE) e outro em Jericoacoara (CE). Além disso, Augusto Neto também sagrou-se campeão da 3ª etapa do Campeonato Maranhense FMT.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Recife – Alunos da Escola Municipal Abílio Gomes, na capital pernambucana, usam livros didáticos que podem ser proibidos pela Câmara de Vereadores (Sumaia Vilela / Agência Brasil)

O prazo para que os interessados em se inscrever na Prova Nacional Docente (PND) de 2026 termina às 23h59 desta sexta-feira (3), no horário de Brasília.

A inscrição deve ser feita diretamente no Sistema PND, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova.

Desde a última semana, o Ministério da Educação (MEC) tem enviado mensagens por WhatsApp e pela conta Gov.br aos professores de todo o Brasil para orientar sobre a inscrição da Prova Nacional Docente (PND). O objetivo é facilitar o acesso dos docentes às informações sobre o processo.

Quem pode se inscrever

Anualmente, podem participar da PND os estudantes concluintes de cursos de licenciaturas de 21 áreas, inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas pelo coordenador do respectivo curso.

Também podem se inscrever os professores já formados que querem ingressar no magistério público por meio de concurso público ou processo seletivo simplificado promovido por Estados, Distrito Federal e municípios que aderiram, voluntariamente, à prova.

Adesão das redes de ensino

Neste ano, 2.031 entes federativos aderiram à Prova Nacional Docente (PND). O número representa a participação das redes de ensino de 96% das capitais e 85% dos Estados brasileiros, segundo o MEC.

Em comparação com 2025 – quando 1.508 municípios e 22 Estados aderiram à prova também chamada de Enem dos Professores – a adesão ao exame teve um crescimento superior a 30%. Do total de entes que aderiram ao exame, 615 manifestaram interesse em utilizar os resultados da PND em seus processos seletivos no ano de 2026. 

Acessibilidade e inclusão

No momento da inscrição (até sexta-feira), o candidato que quer ser tratado pelo nome social deve assinalar a opção formulário on-line. O benefício é destinado à pessoa que se identifica e quer ser reconhecida socialmente em consonância com sua identidade de gênero. É pré-requisito que o participante tenha o nome social cadastrado na Receita Federal.

Conforme o edital, aquele participante que necessitar de atendimento especializado deverá, também no ato da inscrição, informar as condições que motivam o pedido e indicar os recursos de acessibilidade que necessita.

O atendimento especializado é destinado a pessoas com deficiência (PCD), com transtornos do neurodesenvolvimento, como Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA); gestantes, lactantes, diabéticos, idosos ou com outras condições específicas. 

A solicitação pode ocorrer em situações como: baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência auditiva, deficiência intelectual, dislexia, Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA), discalculia, diabetes, fibromialgia, transtornos mentais, gestante, lactante e idoso.

Taxa de inscrição

A taxa de inscrição na PND 2026 é de R$ 85 para os candidatos não isentos. Mesmo valor cobrado no ano passado.

A GRU Cobrança criada após a inscrição deve ser feita pelo Sistema PND, e o pagamento poderá ser realizado em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários até a próxima quarta-feira, dia 8.

Os participantes que solicitaram a isenção da taxa de inscrição da Prova Nacional Docente (PND) podem consultar, no Sistema PND, a resposta do Inep sobre os pedidos.

Os participantes que obtiveram a isenção deferida deverão realizar a inscrição no período estabelecido pelo edital. Já aqueles que tiverem o pedido negado após a análise dos recursos poderão efetuar a inscrição mediante pagamento da taxa correspondente.

Provas

As provas serão aplicadas no dia 20 de setembro em todos os Estados e no Distrito Federal, nos municípios listados no Portal do Inep.

A avaliação teórica terá como base o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, desde a edição de 2024, foca nos cursos de formação docente.

A prova, com duração total de cinco horas e 30 minutos, será composta por uma parte de formação geral docente, comum aos cursos de todas as áreas, e uma de componente específico, próprio de cada área de avaliação das licenciaturas.

Em relação a 2025, a ampliação de áreas da PND em 2026 incluiu as licenciaturas em: teatro, dança, ciências naturais e letras – espanhol.

Nesta edição, ao todo, serão 21 áreas da licenciatura avaliadas na PND.

1.      artes visuais;

2.      ciências biológicas (biologia);

3.      ciências naturais (ciências da natureza);

4.      ciências sociais;

5.      computação;

6.      dança;

7.      educação física;

8.      filosofia;

9.      física;

10.  geografia;

11.  história;

12.  letras espanhol;

13.  letras inglês;

14.  letras português;

15.  letras português e espanhol;

16.  letras português e inglês;

17.  matemática;

18.  música;

19.  pedagogia;

20.  química;

21.  teatro.

A divulgação do resultado final da PND pelo Inep ocorrerá em 15 de dezembro.

PND

A Prova Nacional Docente tem entre os objetivos: melhorar a qualidade dos processos seletivos para professores, estimular a realização de concursos públicos e, também, induzir o aumento de professores qualificados nas redes públicas de ensino. 

A PND será aplicada anualmente. A iniciativa voltada a licenciados integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações integradas para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.

Saiba mais em [ https://www.gov.br/mec/pt-br/mais-professores  ].

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 27/08/2025 – Alunos jogam xadrez durante intervalo no Ginásio Experimental Olímpico Reverendo Martin Luther King, na Praça da Bandeira, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A preocupação com privacidade e segurança se consolidou como principal motivo para evitar que crianças e adolescentes tenham telefone celular. É o que mostra o módulo temático sobre tecnologia da informação e comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado nesta quinta-feira (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, a proporção de crianças de 10 a 13 anos que tinham o aparelho caiu pela primeira vez, desde que a pesquisa começou a ser feita em 2016. O IBGE identificou que 55,2% dos brasileiros nessa faixa etária tinham celular, um recuo de 1,5 ponto percentual na comparação com 2024.

A principal explicação para essa queda pode estar entre aqueles que ainda não têm celular. O motivo mais alegado foi a preocupação com privacidade e segurança, indicada por 32% dos responsáveis, 7,8 pontos percentuais a mais do que em 2024. A série histórica mostra ainda que essa proporção quase dobrou desde 2022.

Naquele ano, o principal motivo alegado pelos pais para que os filhos dessa faixa etária não tivessem celular era o preço elevado do aparelho, seguido pela falta de necessidade e pelo fato de que essas crianças já usavam o celular de outra pessoa. A preocupação com segurança e privacidade aparecia apenas em quarto lugar.

O analista do IBGE Gustavo Fontes destaca ainda que o grupo de 10 a 13 anos foi o único que registrou queda na posse de celular em 2025. Nas outras faixas etárias, o crescimento se manteve, fazendo com que esse uso alcançasse 89,8% da população em geral.

"A gente tem visto, cada vez mais, uma preocupação com a segurança das crianças, com a exposição delas nas redes sociais, por exemplo. A gente teve, também em 2025, uma restrição ao uso de celulares nas escolas", avalia Fontes.

Outro dado da pesquisa que fortalece essa avaliação é a ligeira queda no acesso à internet nessa faixa etária, independentemente do aparelho utilizado, de 84,9% para 84,4%. Entre as crianças que se mantêm desconectadas, o principal motivo alegado é a falta de necessidade, mas a preocupação com privacidade e segurança aparece em segundo lugar.

Novamente, este foi o único grupo etário a registrar queda, mas a pesquisa também identificou uma estabilidade entre os adolescentes de 14 a 19 anos. Considerando a população geral, o uso da internet subiu de 89,2% para 90,5%.

Idosos

Outro destaque da pesquisa é o avanço da tecnologia entre os idosos. Em 2025, 74,5% dos brasileiros com mais de 60 anos utilizavam a internet, um aumento de 4,4 pontos percentuais em comparação com 2024 e de mais de 29 pontos em relação a 2019. A proporção dos idosos que têm celular também cresceu de 78,3%, em 2024, para 80,3%, em 2025.

Nos dois casos, a análise dos idosos que ainda não estão conectados mostra uma situação diversa da verificada entre as crianças. O principal motivo apontado é não saber utilizar a internet e o celular.

Mas, como destaca o analista Gustavo Fontes, é cada vez mais difícil viver fora da rede. "A internet está cada vez mais inserida no cotidiano. Muitos serviços hoje são feitos pela internet, então existe um certo estímulo para os idosos buscarem utilizá-la".

Essas diversas utilidades também aparecem na pesquisa. Em 2025, 74,2% das pessoas acessavam bancos ou outras instituições financeiras pela internet, por exemplo, uma alta de 14,4 pontos percentuais com relação a 2022. O acesso a serviços públicos pela rede também subiu de 33,2% para 41,1% no mesmo período.

Além disso, no ano passado, pela primeira vez, mais da metade da população conectada declarou que compra ou encomenda bens ou serviços pela internet. A proporção, que era de 47,9%, passou para 52,7%.

Entre as 12 funcionalidades pesquisadas, a mais frequentes é "conversar por chamadas de voz ou vídeo", hábito de 95,3% dos brasileiros que usam a internet. Em seguida, vem "enviar mensagens de texto, voz e imagens por aplicativos", declarado por 90,2%, e "assistir a vídeos, incluindo programas, filmes e séries", algo feito por 89,3% da população.

(Fonte: Agência Brasil)

Crato (CE), 12/05/2023 - Inauguração da creche em Crato/CE. Foto: Angelo Miguel/MEC

No Brasil, em 2025, 9,4 milhões de crianças de 0 a 5 anos de idade estavam matriculadas em escolas ou creches, de acordo com o módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em junho.

O levantamento mostra que o acesso à educação infantil de crianças de 0 a 3 anos no Brasil tem seguido tendência de crescimento desde 2016 e atingiu 43,3% em 2025, o maior percentual da série histórica (desde 2016), com cerca de 4,5 milhões de bebês e crianças em creches.

O resultado de 2025 representa avanço de 11%, em relação a 2016, quando o atendimento alcançava apenas 31,8% das crianças, e alta de 2,2 pontos percentuais em comparação com 2024 (41,1%).

Apesar dos avanços, em todas as grandes regiões do país, o indicador ainda permanece abaixo da meta de 50% de atendimento, prevista para 2024 pelo Plano Nacional de Educação (PNE) que vigorou até dezembro de 2025.

Pela lei, embora a matrícula em creche não seja obrigatória, o atendimento às crianças de 0 a 3 anos é um direito assegurado ao cidadão. Portanto, cabe ao poder público garantir a oferta desse serviço a partir da demanda por vagas existente para essa etapa da educação básica.

Vale destacar que o novo PNE ampliou a meta nacional de oferta de educação infantil para atender, no decênio 2024-2034, no mínimo 60% das crianças de 3 anos.

Análises e desafios

A Agência Brasil conversou com Natália Fregonesi, coordenadora de Políticas Educacionais do Todos pela Educação, organização da sociedade civil, sem fins lucrativos e suprapartidária fundada em 2006, sobre os índices educacionais divulgados em junho.

A entidade atua para melhorar a qualidade da educação básica pública no Brasil e propor ao poder público a formulação e implementação de políticas educacionais eficazes.

Apesar de classificar a alta do atendimento das crianças de 0 a 3 como avanço importante, a especialista aponta a necessidade de acelerar essa expansão das creches. Para Natália, os desafios são mais planejamento, financiamento adequado e gestão da oferta de vagas nas redes de ensino. 

Natália Fregonesi destaca a importância do apoio técnico e financeiro aos municípios, os principais responsáveis pela educação infantil, por meio do regime de colaboração entre União, Estados e municípios.

“Essa expansão precisa ser orientada pela demanda real das redes [de ensino] e deve priorizar a equidade na oferta, além de garantir a qualidade das creches”, disse.

Na avaliação do Todos pela Educação, o acesso a essa fase da educação básica deve ter ainda infraestrutura adequada, propostas pedagógicas consistentes e profissionais valorizados e bem formados.

Pré-escola

A Pnad-Contínua Educação revelou que, em 2025, a taxa de atendimento de crianças de 4 e 5 anos, na pré-escola, foi de 96,1%, o maior patamar já registrado no período 2016-2025 e bem próximo à universalização da oferta de vagas no país.

A pré-escola, destinada às crianças de 4 e 5 anos, é obrigatória desde 2009, a partir da Emenda Constitucional nº 59/2009.

O Todos pela Educação destaca que cerca de 4% das crianças (4 e 5 anos) ainda permanecem fora da pré-escola, o que representam cerca de 219 mil crianças sem aulas.

Entre os 20% mais ricos, 0,4% não está em sala de aula por causa de alguma dificuldade de acesso, sendo esse percentual de 2,5% entre os 20% mais pobres.

Desigualdades persistentes 

Apesar dos avanços atestados pela pesquisa por amostragem, persistem as desigualdades raciais, socioeconômicas e regionais no acesso à educação infantil, especialmente para as crianças mais pobres de 0 a 3 anos.

Segundo o levantamento oficial, em 2025, enquanto 14,2% das crianças brancas e amarelas estavam fora da escola por esse motivo, o percentual chegava a 19,6% entre crianças pretas, pardas e indígenas.

Quando observada a renda das famílias, entre os 20% mais pobres, 24,2% das crianças não acessavam a escola por alguma dificuldade, percentual quatro vezes superior ao registrado entre os 20% mais ricos (6,4%).

A coordenadora de Políticas Educacionais do Todos pela Educação defende que, para superar as barreiras de acesso às vagas da educação infantil e garantir igualdade de oportunidades desde a primeira infância, é preciso identificar vulnerabilidades socioeconômicas, étnico-raciais e regionais.

“É necessário um levantamento preciso da demanda para identificar as particularidades territoriais, as das comunidades mais vulneráveis e, dessa forma, priorizar a abertura de vagas justamente nos territórios e para os grupos que enfrentam mais dificuldades de acesso”, disse Natália.

Territórios desiguais

Outro determinante das desigualdades de oportunidades de acesso à educação infantil é o território onde as crianças vivem com suas famílias.

Quando consideradas as unidades da federação, a diferença entre o Estado com maior e menor acesso é de 49 pontos percentuais. Enquanto Santa Catarina atende a 58,4% das crianças de 0 a 3 anos em creches, os Estados da Região Norte apresentam os menores percentuais do país, com destaque para o Amapá (9,4%), Acre (19,0%), Amazonas (20,9%) e Roraima (22,8%).

Natália avalia que é preciso um regime de colaboração federativa mais forte, com maior apoio técnico e financeiro aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios que enfrentam os maiores desafios, para garantir o direito à educação infantil”.

Motivos de não frequência

- Opção dos pais

Em 2025, 64,1% das crianças de 0 a 1 ano e 57,1% daquelas com 2 e 3 anos que não frequentavam creche estavam fora da escola por opção dos pais ou responsáveis.

Esse foi o motivo mais citado em todas as grandes regiões brasileiras. O Centro-Oeste apresentou o maior percentual para crianças de 0 a 1 ano (73,6%) fora da creche por decisão dos pais, enquanto o menor foi registrado no Nordeste (58,5%).

Para o grupo de 2 a 3 anos, o maior percentual também foi observado no Centro-Oeste (65,5%) e o menor, no Norte (49,4%).

A analista de políticas educacionais considera importante respeitar a decisão dos responsáveis, mas recomenda que o Poder Público informe as famílias sobre os benefícios da educação infantil para o desenvolvimento da criança.

Natália afirma que a prioridade da autoridade nacional deve ser enfrentar a demanda represada.

“Atualmente, ainda são mais de 1,7 milhão de crianças nessa situação em que as famílias querem uma vaga e não conseguem por alguma dificuldade de acesso”..

- Falta de creches, de vaga e idade da criança

O segundo motivo mais citado foi não ter escola/creche na localidade, falta de vaga ou a não aceitação da matrícula por causa da idade da criança.

O IBGE mostra que entre as crianças de 0 a 1 ano, 28,1% dos responsáveis apontaram esse fator; entre as de 2 a 3 anos, o percentual foi de 33,4%.

O Norte e o Nordeste foram as regiões mais afetadas por esse tipo de barreira. No Norte, 35,5% dos bebês e 44,5% das crianças de 2 a 3 anos estavam fora da creche por esse motivo, enquanto no Nordeste, os percentuais foram 36,1% e 37,2%, respectivamente.

Assim como na faixa etária de 0 a 3 anos, o acesso à escola das crianças de 4 e 5 anos também apresenta grandes desigualdades entre os Estados.

Em relação à taxa de atendimento das crianças de 4 a 5 anos, o melhor resultado é no Piauí, com 99,4% delas nas escolas e, no Ceará, o registro é de 98,9% de atendimento. No Amapá, apenas seis em cada 10 crianças na mesma faixa etária frequentam a escola.

O informe do IBGE sobre a PNAD-C observa que os dados demonstram maior deficiência na oferta de escola/creche ou disponibilidade de vagas na educação infantil nessas regiões.

Compromisso Nacional 

Para assegurar o acesso universal à educação infantil, a partir do estímulo ao cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) e das Diretrizes Operacionais Nacionais de Qualidade e Equidade para a Educação Infantil, o Ministério da Educação (MEC) instituiu, há um ano, o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil (Conaquei);

Em 2026 e 2027, os investimentos para implementação das ações serão de mais de R$ 406 milhões nos Estados e municípios que assinam um termo de compromisso para receber apoio técnico e financeiro da União.

As ações do Conaquei incluem a expansão da oferta de vagas na educação infantil e a promoção da permanência de bebês e crianças na escola.

(Fonte: Agência Brasil)

Médico com estetoscópio fala no celular. Foto: National Cancer Institute/Unsplash

As inscrições para o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2026 se encerram às 23h59 (horário de Brasília) desta quarta-feira (1º), exclusivamente pelo Sistema Enamed. O prazo inicial terminou na última segunda-feira, mas foi prorrogado.

Será aceita apenas uma inscrição por número de Cadastro de Pessoa Física (CPF).

O novo prazo vale também para os participantes pedirem tratamento pelo nome social e atendimento especializado. Nesse último caso, o Inep vai assegurar os recursos de acessibilidade para participantes que comprovem a necessidade e tenham sua solicitação aprovada pela autarquia federal. A resposta preliminar às solicitações será publicada no próximo sábado (4).

As regras e prazos prorrogados estão publicados na retificação do edital publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Participantes

O Enamed é obrigatório para estudantes concluintes dos cursos de graduação em medicina habilitados e inscritos pelo coordenador de curso e avaliado no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2026.

Também será obrigatória a participação dos estudantes do quarto ano de medicina inscritos pelo coordenador do curso de graduação das instituições de ensino.

Para todos os estudantes nessas duas condições, a inscrição estará confirmada no Enamed.

O exame poderá ser realizado de forma voluntária por médicos já graduados interessados em utilizar os resultados nos processos seletivos das especialidades médicas de acesso direto do Exame Nacional de Residência 2026/2027 (Enare).

Todos os participantes deverão preencher o questionário do estudante destinado a coletar informações que permitam caracterizar o perfil do candidato e o contexto de sua formação.

Requisitos

Em junho, o Inep anunciou a política integrada para a formação em medicina no país. Pela medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Enamed passa a valer como requisito para o exercício profissional.

Os formados em medicina somente vão poder realizar sua inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para o exercício legal da profissão de médico no Brasil.

A exigência de proficiência na prova para o exercício profissional vai valer apenas para quem ingressar na graduação a partir da data da sua publicação.

O graduado que não obtiver avaliação satisfatória no Enamed poderá refazê-la em edições seguintes, realizadas a cada seis meses, conforme a nova política integrada para formação médica.

Provas

As provas do Enamed serão aplicadas na tarde de 13 de setembro, em todos os estados e no Distrito Federal por uma instituição contratada pelo Inep.

O caderno de prova terá 100 questões de múltipla escolha, com quatro alternativas e uma única resposta correta.

A nota do exame será calculada com base na escala de proficiência da Teoria de Resposta ao Item (TRI) e terá validade de três anos, exceto para estudantes do quarto ano de graduação.

(Fonte: Agência Brasil)