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Smartphone, celular,  em uso.

O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%.

Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país.

Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%. 

Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais – de 56% em 2024 para 75% em 2025 – e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.

Obstáculos

Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%).

Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de material e recursos educacionais de apoio (64%).

Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de material e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à internet da escola (65%).

"Os dados mostram a necessidade de um olhar atento às desigualdades estruturais, que podem se configurar em desafios à garantia de maior equidade na oferta da educação digital, conforme prevê normativas importantes, como o Plano Nacional de Educação", avalia Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação. 

Ela acrescenta que "a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital”. 

“Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas", defende. 

Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais.

“Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br.

Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital. 

"As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual", disse.

Uso de celulares

Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%).

Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços.

Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.

Inteligência artificial

É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira.

No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares).

Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%).

Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 16/11/2025 - Candidatos comparecem a local de prova para realização do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os pré-selecionados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre tem até as 23 horas e 59 minutos desta terça-feira (4) para complementar dados informados na inscrição.

Os estudantes devem fazer o procedimento no site do Fies Seleção. É preciso fazer o login do portal Gov.br. A lista de pré-selecionados está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. 

O Fies tem o objetivo de ampliar acesso ao ensino superior, ao conceder financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições de educação superior privadas que participam do programa.

Vagas

Em 2026, foram disponibilizadas 75,5 mil vagas, distribuídas em 1,3 mil instituições privadas de educação superior para ingresso em 28,8 mil cursos e turnos.

O processo seletivo do Fies registrou, nesta edição, 315.431 inscrições, de 127.175 inscritos. O MEC explica que cada candidato pode escolher até três opções de curso.

Dos mais de 127 mil inscritos nesta edição, as mulheres representam 67,5%, totalizando praticamente 85,9 mil candidatas, e os homens correspondem a 32,5%, com 41,3 mil inscritos. 

Ações afirmativas

O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Os pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, o que cobre integralmente os valores das mensalidades. 

Tanto no Fies quanto no Fies Social, são reservadas vagas para pessoas autodeclaradas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD), em proporção à população desses grupos em cada Estado, conforme censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Lista de espera

Os candidatos que não foram pré-selecionados na chamada única estão, automaticamente, na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.

Nessa etapa, a pré-seleção ocorrerá de 7 de agosto a 24 de setembro. 

Fies

O Fies promove, anualmente, dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

Em caso de dúvida, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.

(Fonte: Agência Brasil)

O Maranhão está novamente no lugar mais alto do pódio em uma competição nacional de tênis de mesa. A mesatenista maranhense Paola Morais foi o grande destaque da etapa de Teresina (PI) da Copa Brasil Ouro de Tênis de Mesa, evento promovido pela Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM). A atleta, que representa o projeto social do Fórum Jaracaty, terminou o torneio com duas medalhas: foi ouro na categoria Sub-21 e prata no Sub-19. 

“Feliz com mais uma competição finalizada e em poder conquistar mais dois importantes resultados para o Fórum Jaracaty e para o Maranhão. Só tenho a agradecer a todos que estiveram na torcida. Agora, é continuar treinando bastante e partir para os próximos desafios”, afirmou Paola. 

Os resultados nesta edição da Copa Brasil Ouro de Tênis de Mesa consolidam Paola Morais como um dos principais nomes da modalidade no Maranhão e mantêm a boa temporada em 2026. Antes de brilhar em Teresina, Paola havia sido destaque nas duas etapas do Estadual de Tênis de Mesa. 

Nos eventos locais, a atleta do Fórum Jaracaty garantiu cinco medalhas, sendo três de ouros, uma de prata e uma de bronze. Na primeira etapa do Campeonato Maranhense, Paola venceu a disputa do Sub-19 e ficou em segundo na categoria Absoluto. Na etapa seguinte, a jovem mesatenista ganhou nas categorias Adulto e Sub-19, além de ter ficado em terceiro na categoria Absoluto Feminino B. 

Vale destacar que Paola Morais começou a praticar o tênis de mesa aos 7 anos de idade quando ela entrou no Fórum Jaracaty, projeto social que conta com os patrocínios do governo do Estado e da Equatorial Maranhão por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte. A iniciativa foi criada na cidade de São Luís e, há mais de duas décadas, vem desenvolvendo atividades esportivas e sociais gratuitas para a comunidade do Bairro do Jaracaty e adjacências. 

Para a comunidade, o Fórum Jaracaty oferece cursos, palestras e demais atendimentos, com apoio dos patrocinadores e parceiros. Todas as atividades do projeto são gratuitas. 

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Brasília - 05/10/2025 -A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante visita ao campus da Asa Norte do Centro Universitário de Brasília (CEUB), onde 7.068 pessoas estão inscritas para realizar a prova do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU).
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Uma nova classificação de candidatos aprovados para parte dos cargos da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2) foi divulgada pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

O Edital nº 228/2026, com a nova classificação, foi publicado no Diário Oficial da União, da última sexta-feira (31).

Ao todo, são 702 pessoas classificadas, sendo 242 em vagas imediatas remanescentes e 460 em vagas imediatas adicionais, com lotação no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A nova lista reflete a movimentação da fila. A escola de governo do poder Executivo federal justifica que a reclassificação dos candidatos foi necessária para recompor as vagas não preenchidas nas convocações anteriores do CNU 2 e também pelo preenchimento de vagas adicionais no certame, essas autorizadas pelo MGI para ampliar o quadro de servidores federais.

A convocação segue rigorosamente a ordem de notas, a disponibilidade da lista de espera e os critérios de proporcionalidade das vagas reservadas (cotas).

Os classificados deverão observar os procedimentos, prazos e demais orientações dos atos administrativos de convocação de cada cargo.

Ministério da Gestão

Para Ministério da Gestão especificamente, o edital abrangea o cargo de analista técnico-administrativo, que exige nível superior em qualquer área de formação.

São 208 vagas imediatas remanescentes e 300 vagas imediatas adicionais.

A carreira transversal (supervisionada pelo MGI) unifica os cargos administrativos de nível superior.

INSS

Já para o INSS, são 194 vagas, sendo 34 remanescentes e 160 adicionais.

A classificação abrange o cargo de analista do seguro social em diversas especialidades — como serviço social, fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, tecnologia da informação, engenharia, direito, contabilidade, administração e estatística.

No INSS, as áreas beneficiadas no cargo de analista do seguro social são: serviço social, fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, tecnologia da informação, engenharia, direito, contabilidade, administração e estatística, distribuídas entre vagas remanescentes e adicionais.

CNU 2025

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado, realizada no segundo semestre de 2025, ofertou, inicialmente, 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais.

Os cargos públicos foram agrupados em nove blocos temáticos. Os cargos de cada bloco puderam ser escolhidos conforme a ordem de preferência indicada no momento da inscrição do candidato.

Do total de vagas do chamado Enem dos Concursos, 3.144 vagas foram destinadas a cargos de nível superior e 508 a cargos de nível intermediário.

Conforme previsto em lei federal, o processo seletivo fez a reserva de vagas a pessoas negras, pessoas com deficiência (PCD), indígenas e quilombolas.

Nesse processo seletivo, o Ministério da Gestão ainda adotou o mecanismo de equiparação de gênero, com o objetivo de garantir que o número de mulheres aprovadas para a fase discursiva do certame fosse proporcional ao de candidatos homens.

A medida inédita resultou na participação de mais de 24 mil mulheres, cerca de 57% dos convocados, nas provas.

(Fonte: Agência Brasil)

02/08/2026 - V Mostra de Cinema China-Brasil. Filme Pai do Arroz . Foto: V Mostra de Cinema China-Brasil/ Divulgação

A 5ª Mostra de Cinema China Brasil começa nesta segunda-feira (3) e continua até o dia 25 prometendo uma integração da cultura dos dois países. A programação marca o Ano Cultural Brasil-China e conta com 14 filmes. Entre eles, há sete títulos chineses inéditos no Brasil, incluindo Operação Sombra, o mais recente sucesso de bilheteria do famoso ator e mestre de artes marciais Jackie Chan.

Todos serão exibidos no CineSystem Botafogo, na zona sul do Rio, com entrada gratuita. Para conseguir os ingressos, basta acessar o site Ingresso.com ou pegar na bilheteria no complexo de cinemas.

Os idealizadores da integração de cinema da China e do Brasil, o empresário Arthur Chen e o produtor Hélio Pitanga, são responsáveis pela curadoria da mostra. Eles destacam que a programação inclui produções que mostram uma China pouco vista e longe dos estereótipos conhecidos, como Yuan Longping: Pai do Arroz (foto principal). A produção conta a história de um agrônomo que revolucionou o cultivo de arroz.

“O chinês come muito arroz. Para manter os habitantes, precisa produzir mais, e a China tem pouca terra na produção. Tem que aumentar. Ele é um dos cientistas mais conhecidos e renomados da China”, comentou Arthur Chen sobre o agrônomo, em entrevista à Agência Brasil..

Também são destaques da programação documentários que revelam o que chamam da China do trabalho e da tecnologia, como Iluminando Ali: O Diário de um Engenheiro e Trabalhadores da Rede Elétrica do Cinturão e Rota.

Arthur Chen, que nasceu na província de Zhejiang, na China, mas se naturalizou brasileiro, elaborou a programação chinesa levando em consideração a autenticidade, diversidade e empatia. Para ele, é importante também trazer o filme Operação Sombra, inédito no Brasil, com o ator Jackie Chan, muito conhecido pelos brasileiros e que, por isso, deve atrair o público.

“É um grande filme. Pela idade dele [Jackie Chan], agora é cada vez mais difícil de produzir. Operação Sombra é o estilo dele de muita ação”, contou Chen, ao acrescentar que no filme o ator tem cenas de lutas marciais.

O idealizador da mostra destacou, ainda, a animação Filho Cabeçudo e Pai Cabeçudo. “Já é histórico. Vão poder conhecer a criançada chinesa. É tipo filme de animação da Turma da Mônica”.

Produções brasileiras

Já entre os filmes brasileiros, a seleção passa pelos que mostram o Brasil pela música, memória e afeto como a cinebiografia Mamonas Assassinas: O Filme, os documentários musicais Corações a Mil e Belchior – Apenas um Coração Selvagem, o drama Nosso Lar 2: Os Mensageiros, o retrato do sociólogo Herbert de Souza em Betinho – A Esperança Equilibrista, a animação Tromba Trem: O Filme e o documentário Vai Pra China, Eduardo.

Ao buscar produções para serem exibidas na mostra, a curadoria procurou selecionar os filmes nacionais de ficção, documentários e de animação, que tiveram boa performance em festivais, independentemente de terem sido premiados.

“No caso de documentário, é uma oportunidade de levar o público com entrada franca, já que ele é muito limitado nas salas comerciais de cinema. Ele entra nas salas via festivais. As ficções, seja também a animação, a gente procura ver filmes que também tiveram boa performance em festivais mas nem tanto em salas comerciais. Aí se dá uma opção para o público assistir na tela grande”, contou Hélio Pitanga à Agência Brasil.

“Ao mesmo tempo, a gente incrementa essa integração com a China de filmes e cultura. É sempre com esse olhar de trazer os filmes nacionais junto com os chineses. Não é uma mostra específica de filmes chineses”, observou.

Premiações

Os jovens de 18 a 29 anos que moram no Estado do Rio de Janeiro têm um espaço próprio este ano na mostra com o Concurso Jovem Cineasta em produções de filmes com duração entre 1 a 2 minutos e a temática Ano de Relações Culturais China x Brasil. “A cada ano, a gente tenta incrementar com algum novo case”, disse, referindo-se ao Concurso Jovem Cineasta, realizado pela primeira vez na mostra.

“Está colocando futuros profissionais no mercado ou, então, os que ainda estão decidindo se vão estudar cinema. Hoje, tem uma questão democrática. O celular estimula bastante os jovens com o digital, que chegou para democratizar o audiovisual”, pontuou.

A premiação será na terça-feira (4), durante a cerimônia da abertura oficial da mostra, no Palácio Tiradentes, no centro da cidade, com a participação da atriz Lucélia Santos. Na mesma noite, será entregue o Prêmio Arara Azul para as 14 produções participantes da mostra.

“A gente é uma mostra e não um festival. É legal contemplar todos os filmes chineses e brasileiros, aos seus produtores e diretores. Se ganhou prêmio ou não, a gente está reconhecendo o valor daquela obra. É uma maneira também de estimular o filme e o conteúdo em si”, completou Pitanga.

Alunos

A mostra ainda terá circuito educativo em escolas bilíngues. Alunos da rede pública de ensino do Rio, que têm no currículo escolar o mandarim, vão ter, neste mês, uma experiência para expandir os seus conhecimentos culturais sobre o cinema chinês. As sessões serão nos auditórios do Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Samuel Wainer e na Escola Municipal Orsina da Fonseca, na Tijuca, zona norte do Rio, onde estudam. A ideia é ter uma extensão natural do idioma, fortalecendo a integração entre o mandarim, a cultura e o imaginário.

No Ciep, vão assistir às animações  Muqiling e Yeluoli. Já na escola Orsina da Fonseca, será exibido o documentário Liangzhu: Um Diálogo entre Civilizações, a aventura Os Temíveis Monstros da Dinastia Tang e as animações Tromba Trem: O Filme e Eu Sou o Que Sou.

“É muito interessante fazer esse mix na área educativa. A gente vai até a escola deles. Vai interessar não só o público dos alunos, que é o maior, mas também os professores. São filmes que vão a diversas faixas etárias”, comentou.

Quatro locais

A mostra será levada ainda, ao longo do mês, a centros culturais como a Arena Carioca Fernando Torres, em Madureira, e a Biblioteca Parque da Rocinha, na zona norte da cidade; e o Instituto Zeca Pagodinho, em Xerém, na Baixada Fluminense. Nesse circuito de atividades, o público vai poder participar de conversas com profissionais do mercado audiovisual chinês.

“Rocinha hoje virou referência mundial de comunidade, e Zeca Pagodinho é outra referência nacional, mestre da música brasileira. A gente teve a possibilidade de levar para lá, fizemos contato, eles ficaram felizes e aceitaram a nossa proposta”, comentou Arthur Chen sobre a escolha de ter esses locais na programação da mostra.

Programação completa

Segunda-feira (3)

Local: CineSystem Botafogo

15h – Tromba Trem: O Filme, de Zé Brandão – Animação, 94 min – Livre

16h50 – Iluminando Ali: O Diário de um Engenheiro, de Yu Shihao e Li Jialin – Documentário, 25 min – Livre (inédito no Brasil)

17h30 – Betinho – A Esperança Equilibrista, de Victor Lopes – Documentário, 90 min – Livre

19h15 – Vai Pra China, Eduardo, de Juliana Baroni – Documentário, 48 min – Livre

20h15 – Operação Sombra, de Larry Yang, com Jackie Chan – Ação, 141 min – 14 anos (inédito no Brasil)

Terça-feira (4)

Local: CineSystem Botafogo

15h – Filho Cabeçudo e Pai Cabeçudo, de Liu Kexin – Animação, 91 min – Livre (inédito no Brasil)

16h45 – Liangzhu: Um Diálogo entre Civilizações, de ZMG – Documentário, 22 min – Livre (inédito no Brasil)
17h25 – Mamonas Assassinas: O Filme, de Edson Spinello – Comédia dramática, 95 min – 12 anos

19h15 – Trabalhadores da Rede Elétrica do Cinturão e Rota, de Xia Yingyue e Yan Danlin – Documentário, 50 min – Livre (inédito no Brasil)

20h15 – Nosso Lar 2: Os Mensageiros, de Wagner de Assis – Drama, 110 min – 12 anos

Quarta-feira (5)

Local: CineSystem Botafogo

15h – Master Zhong, de Wang Yuxi e Huang Shanchuan – Animação, Ação, 97 min – 10 anos (inédito no Brasil)

16h50 – Corações a Mil, de Jom Tob Azulay, com Gilberto Gil – Documentário, 85 min – Livre

18h30 – Yuan Longping: Pai do Arroz, de Shi Fenghe – Drama histórico, 96 min – 12 anos (inédito no Brasil)

20h15 – Belchior – Apenas um Coração Selvagem, de Natália Dias e Camilo Cavalcanti – Documentário musical, 90 min – Livre

Quinta-feira (6)

Local: Ciep Samuel Wainer (Tijuca)

10h - Muqiling | 14h - Yeluoli

Sexta-feira (7)

Local: E.M. Orsina da Fonseca (Tijuca)

10h30 - Liangzhu | 11h30 - Os Temíveis Monstros da Dinastia Tang | 14h30 - Tromba Trem | 15h30 - Eu Sou o Que Sou

12, 13 e 14 de agosto

Local: Arena Carioca Fernando Torres (Madureira)

12/8 - 9h - Os Temíveis Monstros da Dinastia Tang | 11h - Tromba Trem: O Filme

13/8 - 9h - Master Zhong | 11h - Corações a Mil

14/8 - 10h - Liangzhu | 11h - Eu Sou o Que Sou | 14h - Filho Cabeçudo e Pai Cabeçudo

20 e 21 de agosto

Local: C4 – Biblioteca Parque Rocinha

20/8 - 10h - abertura da programação | 14h - Eu Sou o Que Sou | 16h Os Temíveis Monstros da Dinastia Tang

21/8 - 10h - Liangzhu | 11h -  Master Zhong | 14h - Tromba Trem: O Filme

25 de agosto

Local: Instituto Zeca Pagodinho (Xerém)

10h30 - abertura + performance chinesa | 11h - Filho Cabeçudo e Pai Cabeçudo | 14h - Liangzhu |

15h Os Temíveis Monstros da Dinastia Tang | 16h30 - Eu Sou o Que Sou

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 03/10/2023 - RIW - Rio Innovation Week, maior evento de tecnologia e inovação da América Latina , realizado no Pier Mauá, no Centro do Rio. Na imagem, publico joga em ativação com realidade virtual. Foto: Fernando Souza/RIW/Divulgação

O Rio de Janeiro sedia de 4 a 7 de agosto, no Pier Mauá, a sexta edição do Rio Innovation Week (RIW), conferência global de ciência, tecnologia e negócios que reunirá expositores brasileiros e estrangeiros em ampla programação.  

Com o tema “Simbiose – o futuro não acontece isolado”, a edição de 2026 propõe uma reflexão sobre a necessidade de colaboração entre diferentes áreas do conhecimento e setores da economia, visando enfrentar desafios do presente e construir soluções para o futuro. 

“Chegar à sexta edição com o RIW como um dos maiores encontros de inovação e tecnologia mostra o amadurecimento do evento e a força do Rio de Janeiro como polo global de criatividade, negócios e conhecimento", afirma Jerônimo Vargas, idealizador e diretor-geral do RIW. 

“O crescimento do Rio Innovation Week ao longo dos anos reflete a capacidade de reunir empresas, startups, academia, setor público e sociedade em torno de discussões que ajudam a moldar o futuro”, acrescenta; 

Participações 

 A programação conta com conferencistas inéditos, de vários setores, como a ativista e vencedora do Prêmio Nobel Malala Yousafzai e o vencedor do Nobel de medicina Edvard Moser. Também farão palestras a cientista brasileira Tatiana Sampaio, a deputada e ex-ministra Sonia Guajajara e a ativista indígena Txai Suruí. 

Para ampliar as discussões sobre criatividade, identidade, comportamento e transformação social, o evento traz os escritores brasileiros Djamila Ribeiro e Itamar Vieira Junior, o premiado autor angolano Ondjaki e o historiador Luiz Antonio Simas. Outras vozes também vão compor o debate, como as apresentadoras Regina Casé e Bella Gil, os cantores Seu Jorge e Zélia Duncan e a banda Os Garotin. 

Inovação

Com expectativa de movimentar R$ 4 bilhões em negócios e receber cerca de 180 mil pessoas, o Rio Innovation Week reunirá 2 mil startups, centenas de expositores e 60 conferências. Espera-se que cerca de 22 mil empregos diretos e indiretos sejam criados.

O conceito de simbiose guia todos os espaços do RIW, explorando a ideia de que inovação precisa conectar tecnologia, propósito e diversidade de perspectivas. A conferência vai contar com 16 trilhas e cerca de 40 palcos dedicados a temas como inteligência artificial, soft power brasileiro, ESG 2.0, inovação social, educação e saúde, indústria criativa, futuro do trabalho, entre outros. 

"O grande desafio hoje não é apenas gerar boas ideias, mas transformá-las em soluções que cheguem ao mercado e impactem a sociedade. O Rio Innovation Week nasceu para ser esse ambiente de conexão, aproximando pesquisadores, startups, investidores, grandes empresas e poder público, fortalecendo todo o ecossistema de inovação", explica Carlos Junior, sócio e diretor de Inovação Aberta do Rio Innovation Week. 

Startup Program

Trazendo novidades, o Startup Program foi ampliado, com mais pesquisadores e maior aproximação com as indústrias. Mais de 50 empresas de Venture Capital vão participar, em busca de onde investir para que projetos saiam do papel. 

Além das startups, o programa este ano abre espaço para pequenas e médias empresas e, pela primeira vez, o RIW traz, para dentro de seu espaço, o Fórum Internacional de Negócios Aeroespaciais, promovido pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU). Também traz a Conferência Cocreators, de Economia Criativa, que este ano vai focar em negócios, ligando pequenos influenciadores a grandes marcas. 

“A inovação e a tecnologia deixaram de ser temas restritos ao ambiente empresarial e passaram a ocupar papel central no desenvolvimento da sociedade como um todo. O tema desta edição traduz exatamente essa visão: nenhum avanço relevante é construído de forma isolada”, disse o cofundador da plataforma Innovation Week, Fábio Queiróz.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 30/10/2024 - Dicas de redação para o Enem 2024. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Os candidatos ao Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 já podem consultar a Cartilha do Participante – Redação, disponível no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A prova está marcada para o dia 23 de agosto, com a parte objetiva do exame regular no Brasil.

A cartilha detalha as cinco competências avaliadas na produção textual, esclarece como a redação é corrigida e apresenta situações que podem resultar em nota zero. 

O documento também explica como ocorre o processo de avaliação das redações, que são corrigidas por, no mínimo, dois avaliadores independentes e, quando há divergência significativa entre as notas, passam por uma terceira análise.

De acordo com o documento, a redação deve ser um texto dissertativo-argumentativo, escrito em língua portuguesa, com, no mínimo, cinco linhas, que aborde o tema proposto na prova. 

A cartilha também recomenda que o participante use a folha de rascunho para planejar e revisar o texto antes de transcrevê-lo para a folha de Redação definitiva.

A prova de redação é importante parte da área de conhecimento da Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes e Educação Física. 

Para atingir a competência nessa área, o participante precisa obter pontuação igual ou superior a 5 pontos na prova de redação (que vale de 0 a 10 pontos), além de obter o mínimo de 100 pontos nas questões objetivas dessa área do conhecimento.

O objetivo do manual é oferecer ao participante do Encceja visão abrangente dos pontos avaliados na prova de redação, de forma prática, com exemplos reais e explicações resumidas. 

Vale destacar a importância da folha de rascunho no planejamento do texto, principalmente para preencher as 25 linhas disponíveis na folha de redação.

(Fonte: Agência Brasil) 

02/08/2026 - Filme sobre a ditadura paraguaia vence Festival Bonito CineSur
Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil

O filme paraguaio ¿Quién Mató a Narciso?foi escolhido pelo júri oficial como o grande vencedor da categoria de melhor longa sul-americano do festival de cinema Bonito CineSur. A cerimônia de encerramento do festival foi realizada na noite desse sábado (1º), no Centro de Convenções, na cidade de Bonito (MS).

¿Quién Mató a Narciso? é um filme dirigido por Marcelo Martinessi e baseado no livro Narciso, escrito pelo jornalista paraguaio Guido Rodríguez Alcalá.

Narciso é inspirado no assassinato do jovem Bernardo Aranda, em 1959, um locutor de rádio homossexual que amava o rock and roll e que foi queimado enquanto dormia. O crime jamais foi solucionado, mas, para a Comissão da Verdade e Justiça paraguaia, o assassinato pode ter sido tramado pelo governo militar.

Considerado a ditadura mais longa da América do Sul, o governo militar comandado pelo general Alfredo Stroessner promoveu quase 20 mil prisões arbitrárias ou ilegais, 59 execuções, 336 desaparecimentos e torturou quase 19 mil pessoas durante os 35 anos em que ele permaneceu no poder. Além disso, 3.470 pessoas precisaram ser exiladas, segundo dados divulgados, em 2003, pela comissão. Entre os grupos que mais sofreram violações nesse período, estavam os formados por pessoas LGBT+, como Aranda.

“De verdade, este prêmio proporciona um desfecho mais do que lindo”, disse o ator Diro Romero, que interpreta Narciso no cinema. “Todos queremos colaborar e continuar contando histórias. Valorizamos nossas narrativas e acreditamos que é preciso contá-las e mostrá-las ao mundo. Temos muito a contar, muitas mensagens a transmitir”.

Em entrevista à Agência Brasil logo após a premiação, o ator reforçou que é preciso contar a história sobre as ditaduras sul-americanas para que elas jamais voltem a se repetir.

“Dizemos que a ditadura terminou há vários anos, mas não somente sentimos que há indícios de que ela segue entre nós, como também estamos começando a ter certos sinais no mundo para os quais temos que estar alertas. Então, este é o momento de abrir os olhos e nós, através do cinema, vamos fazer com que isso não chegue novamente no futuro”, destacou.

Três estatuetas

Outro grande premiado da noite pelo Bonito Cinesur foi o diretor colombiano Alejandro Calderón, que levou três estatuetas para casa. O primeiro troféu conquistado por ele foi por Hipopótamos, el Arca de Escobar, selecionado como melhor curta-metragem de cinema ambiental escolhido pelo júri.

Além disso, ele conquistou mais duas estatuetas pelo longa-metragem Páramos II: El Origen, escolhido tanto pelo público quanto pelo júri oficial como o melhor filme de cinema ambiental. No documentário, Alejandro Calderón reúne um grupo de especialistas para explicar a formação desses ecossistemas e sua importância para o ciclo hídrico, citando os riscos que esse bioma corre por causa da exploração de seus recursos para a mineração, a monocultura e a pecuária.

“Isso é incrível [ser premiado]. Sinceramente, nunca imaginei que isso aconteceria. Estou muito empolgado e isso é também uma recompensa pelos anos de esforço da equipe viajando pela Colômbia, atravessando montanhas, páramos e rios, enfrentando muitas dificuldades e perigos, pois esse é um trabalho de alto risco”, disse ele à reportagem.

Ao receber os prêmios, Calderón prestou uma homenagem especial a 150 ativistas ambientais colombianos que foram assassinados nos últimos três anos. “A Colômbia é o país com o maior número de assassinatos de líderes ambientais – pessoas que dependem do meio ambiente”, citou ele ao discursar.

“Muitos dos diversos líderes ambientais retratados em nossos filmes sofreram ameaças e alguns deles nos pediram para que déssemos mais visibilidade ao seu trabalho. Eles encaram a visibilidade como uma forma de proteção: em vez de permanecerem ocultos, querem que o mundo saiba quem são e o que fazem, para que todos possamos trabalhar juntos em sua proteção”, disse o diretor à reportagem.

O festival

Na quarta edição, o Bonito CineSur apresentou 32 filmes de dez países sul-americanos entre curtas e longas. Além disso, o festival promoveu aulas, debates, atividades de formação, encontros com realizadores e sessões especiais em homenagens à atriz Paulina Garcia e aos cineastas Vincent Carelli e Luiz Puenzo.

Já para as próximas edições, destacou o diretor do festival Nilson Rodrigues, a expectativa é conseguir reunir ainda mais países sul-americanos, de modo que se forme um bloco para produção e divulgação audiovisual.

“Nós precisamos ser um bloco, precisamos criar condições para circular os nossos produtos entre nossos vizinhos. Se a Europa se transformou em um bloco, quando circulam produtos, pessoas e a economia se desenvolve, nós também haveremos de ser um bloco, na América do Sul. Mas cedo ou mais tarde nós seremos”, disse ele durante a cerimônia de premiação.

“O festival é um espaço onde a gente pode ver os filmes, pode celebrar, pode trocar ideias, pode criar conexões, mas ele não resolve as coisas. Nós queremos mais coproduções, nós queremos codireção. Para isso, é preciso que as instituições se envolvam. No ano que vem, nós queremos trazer, aqui para o festival, os ministérios da Cultura desses países e suas organizações para criar programas bilaterais ou multilaterais para que a gente possa se conhecer mais e para que a gente possa ter o direito de se ver nas telas de cinema”, acrescentou Rodrigues.

Confira a lista com todos os filmes premiados pelo festival Bonito CineSur:

Melhor filme sul-mato-grossense

  • Higa Ke – Olho por Olho (escolhido pelo júri popular)
  • Natasha (escolhido pelo júri oficial)

Melhor curta de cinema ambiental

  • Buen Vivir – Ñutse Canseye, do Equador (escolhido pelo júri popular)
  • Hipopótamos, el Arca de Escobar, da Colômbia (escolhido pelo júri oficial)

Melhor longa de cinema ambiental

  • Páramos II: El Origen, da Colômbia (escolhido pelo júri popular)
  • Páramos II: El Origen, da Colômbia (escolhido pelo júri oficial)

Melhor curta sul-americano

  • A Vida de Jerônimo Dentro e Fora da Casca, do Brasil (escolhido pelo júri popular)
  • Sukua, da Colômbia (escolhido pelo júri oficial)

Melhor longa sul-americano

  • Naira, do Peru (escolhido pelo júri popular)
  • ¿Quién Mató a Narciso?, do Paraguai (escolhido pelo júri oficial)

(Fonte: Agência Brasil)

Bonito - 01/08/2026 - Festival de cinema Sul-americano de Bonito. Foto: Divulgação

Embora ainda sejam a maioria entre os que se formam em cursos audiovisuais, as mulheres não encontram representação em cargos de liderança das obras cinematográficas produzidas no Brasil. E esse cenário só será alterado por meio de políticas públicas, defende Minom Pinho, produtora de cinema e audiovisual, diretora da Associação Paulista de Cineastas (Apaci) e coordenadora e idealizadora do Festival Internacional de Mulheres no Cinema (FIM Cine).

“As grandes mudanças se fazem com política pública”, ressalta. “E para você alcançar a política pública, você tem que ter indicador e indutor. O que significa isso? Por exemplo, estipular que o número de mulheres em roteiro e direção em longas-metragens deve bater 30% até 2030. A gente vai ter que entender que é preciso estabelecer metas mais claras porque o cinema é uma zona de resistência muito grande”.

Em entrevista à Agência Brasil durante a realização do festival de cinema Bonito CineSur, Minom destacou que há anos a participação de mulheres em cargos de liderança no cinema e no audiovisual brasileiro não chega a ultrapassar 20%, mesmo as mulheres tendo maior formação que os homens e conseguindo atrair grandes públicos aos cinemas brasileiros.

Bonito - 01/08/2026 -  Minon Pinho no Festival de cinema Sul-americano de Bonito. Foto: Divulgação

A produtora assegura que não há número que justifique o não crescimento da participação feminina em cargos de liderança.

“Ninguém pode alegar que as mulheres não têm competência. Elas estão fazendo um milagre. Foi dado a elas 20% [de cargos de liderança] nos filmes, mas elas estão pegando 44% do mercado. Isso quer dizer que elas estão fazendo muito com a pior situação possível”, enfatiza.

Por isso, defende, é importante estabelecer políticas públicas que estipulem metas para o aumento dessa participação. “Meu sonho é a gente chegar em equidade nos próximos 10 anos. Meu sonho é que a gente saia desse atual patamar”.

Dados apresentados pelo Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro de 2024, do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA) – e publicado pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), mostram que apesar de as mulheres serem maioria nas atividades de exibição (58%) e distribuição (54%), elas representam apenas 17% da direção de séries e filmes brasileiros.

O anuário também aponta que, enquanto 231 longas-metragens brasileiros produzidos em 2023 foram dirigidos exclusivamente por homens, apenas 52 foram feitos por mulheres. No caso dos roteiros, o domínio também era dos homens: 165 contra 41.

Enquanto isso, as mulheres eram maioria na direção de arte (99 contra 57) e na produção executiva (110 contra 66).

“Esse é o lugar que a sociedade convencionou que é o nosso lugar, o lugar das mulheres. Temos aí a direção de arte ou figurino, por exemplo, porque ‘arte é coisa de mulher’. Isso é um estereótipo absurdo. Temos sim excelentes diretoras de arte. Mas o número de diretoras de filmes precisa crescer”, aponta Minom.

A produtora destaca que o cinema precisa de mais mulheres na condução das narrativas. "A gente quer estar em todos os lugares. Mas quando você tem uma ideia, escreve essa história e tem uma mulher dirigindo essas histórias e escolhendo as imagens que vão configurar naquela peça ou naquela obra audiovisual, isso faz muita diferença".

Mesa de debates

No domingo passado, o festival de cinema Bonito CineSur promoveu uma mesa para debater o protagonismo feminino no cinema sul-americano.

Além de Minom Pinho, a mesa também contou com a presença da atriz chilena Paulina Garcia. Em sua fala, Paulina destacou que é preciso haver mais histórias contadas por mulheres e interpretadas por mulheres.

Bonito - 01/08/2026 - Paulina Garcia no Festival de cinema Sul-americano de Bonito. Foto: Divulgação

“Para as mulheres, existem mais coisas do que desempenhar papéis de pessoas doentes ou que morrem a certa idade. Também há mais coisas do que se apaixonar por um homem mau ou um homem perdido ou ser filha de alguém. Precisamos contar com histórias mais complexas sobre quem somos ou sobre o que queremos fazer”, defende.

Também presente ao debate, Gabriela Sandoval, diretora e produtora de indústria do Festival Internacional de Cinema de Santiago (Sanfic), destacou que é preciso uma união das mulheres do continente para reforçar suas participações nas produções cinematográficas sul-americanas.

“Creio que essa construção de uma rede é importantíssima”, diz. “Quando se fala em mulheres em espaços de poder, sempre se vê como algo negativo. Mas o espaço de decisão é uma responsabilidade e abre caminhos para que se contem outras histórias”.

(Fonte: Agência Brasil)