A Biblioteca Nacional reintegrou ao acervo 164 publicações históricas que haviam sido furtadas. São 162 exemplares da publicação O Guri, de 1940 e 1950, um exemplar do Almanak Administrativo Mercantil e Industrial da Corte e Província do Rio de Janeiro para o ano bissexto de 1848, organizado e redigido por Eduardo Laemmert, além do Almanaque dos Heróis Comandado por Superman, de 1949.
As peças foram recuperadas pela Polícia Federal em 2020 e entregues à Biblioteca Nacional após análise técnica.
No total, a equipe da própria biblioteca examinou 217 itens, entre publicações seriadas e outros documentos, com o objetivo de determinar a procedência.
Carimbos, registros patrimoniais, etiquetas, códigos de identificação e outras características das publicações foram consideradas a fim de vincular as obras ao acervo.
No caso de diversos fascículos de O Guri, também foram analisados procedimentos históricos usados pela instituição para a organização e identificação de volumes e fascículos.
Na edição da revista do Superman foi identificado, inclusive, registro e carimbo da Biblioteca Nacional.
Operação da PF
A Operação Dom Pedro II foi iniciada para localizar e recuperar obras bibliográficas relacionadas ao patrimônio público e cultural brasileiro.
A devolução ocorreu em cumprimento da decisão da 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
A mistura (e homenagem) de diversos ritmos musicais, como a cultura do dub, reggae e dancehall em São Luís marcam o retorno do cantor e compositor maranhense Lucas Maciel aos lançamentos musicais. Em “Lágrimas”, seu novo EP, o artista protagoniza uma viagem musical em duas faixas inéditas, que serão lançadas oficialmente no próximo dia 22 de setembro (terça-feira), em todas as plataformas digitais.
As duas canções do EP (“Lágrima 1” e “Lágrima 2”) foram produzidas pelo também artista maranhense Adnon Soares e gravadas no estúdio Casa Loca, que contou, ainda, com audições e pitacos de outros artistas, como Marceleza (Akarrudie) e Paulão Linhares, entre outros.
Em conversa com a jornada musical que marca a história cultural da Grande Ilha, as músicas tratam de uma sensação iminente de fim do mundo e pareciam antecipar — sem saber — a pandemia que veio logo depois, já que foram gravadas, originalmente, em 2019.
“A primeira lágrima é um pop otimista que cita Sister Nancy e fala que toda sensação de ‘fim de mundo’ pode estar acompanhada de uma série de alarmes falsos, e a segunda é sobre o percurso de uma lágrima até se dissolver na luz, acompanhada por uma percussão nyabinghi criada por Adnon. Essas músicas passaram muito tempo engavetadas e fico muito feliz e empolgado para ver a reação do público agora em 2026”, ressalta Lucas Maciel.
O artista cita, também, um diálogo do EP com uma sonoridade pop dos anos 90, e destaca a importância do produtor e músico Adnon Soares em todo o processo de criação e construção do novo EP.
“Tem alguma coisa para cima tipo ‘High’, de Lighthouse Family, aquela outra face mais otimista dos anos 90. Para a segunda ‘lágrima’, a percussão criada por Adnon, sinceramente, foi muito generosa da parte dele. Ele, enquanto produtor, teve a sensibilidade de perceber que eu fazia ali uma homenagem ao reggae com essas músicas e me deu um presentão”, acrescentou o cantor.
Lucas Maciel, que hoje vive na Bahia, retornou ao Maranhão para o lançamento oficial do EP, marcando a sua nova fase musical. Para ouvir a estreia de “Lágrimas” nas plataformas digitais, bem como acompanhar a carreira do artista, acesse o link https://open.spotify.com/intl-pt/artist/13oXoHJMl7DnlQcf8hsRhw?si=_KZ3kbfHTQOv45FAMxq60g
Lucas Maciel
Lucas é cantor, compositor, multi-instrumentista, pesquisador em literatura e crítica cultural. Começou a se interessar por música aos 14 anos, depois de ouvir Os Mutantes pela primeira vez. Na juventude, em São Luís, envolveu-se na cena cultural efervescente na cidade — poetas, artistas plásticos, compositores ligados ao rock alternativo e à nova MPB do começo dos anos 2010. Formou a banda de rock alternativo poda, com o baterista Luís Cruz.
Lançou seus primeiros singles em 2014, como “Sexta-feira da Paixão” e “Corda Bamba” (lançado com a poda). Depois de um hiato, retornou com o seu primeiro disco, chamado “Contra a Parede de Vento”, lançado em 2018. Em 2023, lançou seu último disco “Jitiranas”, uma homenagem à canção pastoral nordestina e ao folk britânico. Suas canções são conhecidas pelas letras que parecem fluxos de sonhos e dedilhados melódicos complexos.
Ao longo de quase 15 anos de carreira, subiu a palcos importantes como o da Casa Natura Musical, ganhou reconhecimento entre pares músicos e não músicos no Maranhão e na Bahia. Sua trajetória é marcada por uma aposta em uma difusão orgânica – construída aos poucos, show a show, boca a boca – ao redor de músicas criadas para tocar genuinamente as pessoas.
A sonoridade de Lucas Maciel é parte de uma longa busca do artista por estados alterados de consciência por meio da música. Para isso, escolhe como principal forma compositiva a canção, com os ouvidos sempre abertos à cantoria nordestina, ao folk britânico, ao reggae, ao dub e à música eletrônica.
Serviço
O quê: lançamento do EP “Lágrimas”, do cantor e compositor maranhense Lucas Maciel;
Quando: nesta terça-feira (22);
Onde: em todas as plataformas digitais de streaming (Spotify, Deezer etc.);
Assessoria de imprensa: (98) 99968-2033 - Gustavo Sampaio;
Aos 82 anos, a sambista e ativista política Leci Brandão foi indicada ao Grammy Latino 2026 pelo álbum Leci Brandão – 50 Anos de Carreira. O disco concorre na categoria Melhor Álbum de Samba/Pagode.
Em uma postagem no Instagram, a cantora comemorou a indicação e agradeceu o reconhecimento da Academia Latina da Gravação.
“Após todo esse tempo de caminhada, ver o nosso samba atravessar fronteiras é um presente que recebo com o coração cheio de gratidão”.
O álbum marca o retorno da sambista à produção, já que a artista não lançava obras desde 2013.
O disco reúne composições originais com novas interpretações de clássicos do samba e da música popular.
Surgem no álbum canções de Jorge Jargão, Grupo Revelação, Elis Regina, Grupo Fundo de Quintal e muitos outros.
Trajetória
Com uma trajetória que começa nos anos 70, Leci se tornou um dos maiores nomes do samba na cultura popular. As composições da artista fazem referência a elementos do Candomblé e representam a cultura afro-brasileira, como o Olodum.
O repertório da sambista inclui sucessos como “Sonho Meu”, “Zé do Caroço” e “Deixa para lá”.
O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5% no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa “Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil”, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.
Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.
Os dados foram divulgados na manhã dessa quarta-feira (16), no 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP), em São Paulo. Além de representantes do Semesp, participaram do evento autoridades do Ministério da Educação (MEC), da Unesco e de outros países, como África do Sul, China, Colômbia e México.
Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil.
Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.
Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 2015, eles representavam 67,2% do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).
Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.
Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. passou a ser de, aproximadamente, um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).
O filme Feito Pipa, do diretor Allan Deberton, foi escolhido para disputar uma indicação de Melhor Filme Internacional no Oscar 2027. O anúncio foi feito, nesta quarta-feira (16), pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Visuais, responsável por selecionar o título que representa o país na premiação.
A obra foi escolhida entre os seis longas-metragens pré-selecionados para representar o Brasil na disputa, anunciados no último dia 6 de setembro. Ao todo, 15 longas foram inscritos e habilitados para concorrer à vaga brasileira.
O longa-metragem foi rodado em Quixadá, no sertão do Ceará. O enredo acompanha a trajetória de Gugu, papel de Yuri Gomes, um menino de 11 anos apaixonado por futebol, que mora com a avó, Dilma, interpretada pela atriz Teca Pereira.
Quando a saúde dela se fragiliza, ele tenta esconder a situação para não ter que se mudar para a casa do pai, Batista, personagem de Lázaro Ramos, em Brasília.
O filme foi o mais premiado da edição deste ano no Festival de Gramado, com os prêmios de:
Melhor Direção,
Melhor Atriz para Teca Pereira,
Melhor Ator Coadjuvante para Lázaro Ramos e
Melhor Filme pelo Júri Popular,
Menção Honrosa para Yuri Gomes, que interpreta o protagonista da história.
"A emoção é gigante, porque dentro de tantos filmes bons que a gente teve este ano, um monte de filme legal, um monte de trabalho rico, valioso, precioso, o Feito Pipa foi selecionado para tentar esse caminho, que é um caminho que, na verdade, começa em casa, de a gente mesmo valorizar o nosso cinema", comemorou o ator Lázaro Ramos em uma rede social.
"Acho que é um filme que o Brasil precisa e merece pela linguagem, um jeito de fazer cinema, que só a gente aqui no Brasil sabe fazer, pelos temas que trata, pelas atuações, pela direção, pelo roteiro", completou o ator.
A presidente da Comissão de Seleção, Clélia Bessa, também ressaltou a linguagem sensível do filme como um elemento forte na escolha.
“O filme Feito Pipa, de Allan Deberton, tem uma narrativa sensível que comunica universalmente e, ao mesmo tempo, traz uma forte identidade brasileira a partir de uma cidade do interior do Ceará. É sobre família, cumplicidade entre avó e neto, infância, finitude e já foi premiado em festivais internacionais importantes”, disse Clélia Bessa.
A estreia no Brasil está marcada para 5 de novembro, mas, antes, o filme será exibido no Festival do Rio, em outubro.
O Brasil já foi finalista em Melhor Filme Internacional no Oscar em seis ocasiões: as mais recentes, com os filmes O Agente Secreto, do diretor Kleber Mendonça Filho e Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, que acabou levando a estatueta pela primeira vez para o Brasil.
A short list oficial de Melhor Filme Internacional para o Oscar 2027, com os 15 longas em língua não inglesa pré-selecionados, será divulgada em dezembro pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo prêmio. Já o anúncio dos cinco indicados oficiais para a categoria está previsto para 21 de janeiro do ano que vem.
As versões preliminares do gabarito e do caderno de provas objetivas do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2026 e também da primeira etapa da segunda edição do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) já stão disponíveis.
Os candidatos podem consultar os documentos nas páginas eletrônicas dos respectivos exames nacionais coordenados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os recursos administrativos contra as versões preliminares de gabarito oficial da prova objetiva podem ser apresentados até as 23h59 desta quinta-feira (17), no horário de Brasília. A data inicial, que era 22 de setembro, foi retificada para esta quinta-feira.
Para o procedimento, o participante deverá acessar o Sistema Revalida.
Os recursos serão analisados, e os resultados serão disponibilizados pelo Inep, acompanhados das razões de deferimento ou indeferimento apresentadas pela Banca de Análise de Recursos do Gabarito Preliminar.
Em caso de anulação de item do gabarito oficial preliminar da prova objetiva, a pontuação correspondente será atribuída a todos os participantes, inclusive aos que não tenham interposto recurso.
Conforme o edital do Enamed desta edição, ainda serão publicadas as versões definitivas do gabarito oficial da prova objetiva e o resultado definitivo da prova objetiva, no dia 4 de dezembro.
Enamed
Criado pelo MEC, o Enamed tem duas funções principais: avaliar a formação médica e a qualidade dos cursos de graduação do país; e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).
O exame será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses a partir de 2027 a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.
Com isso, os graduados em medicina somente poderão se inscrever no Conselho Regional de Medicina (CRM) de sua respectiva unidade da Federação se tiverem rendimento suficiente no exame.
O registro no conselho é obrigatório para exercer a profissão de médico no Brasil.
Revalida
Já o Revalida tem o objetivo de verificar se médicos formados no exterior adquiriram os conhecimentos, habilidades e competências necessários para o exercício profissional no Brasil adequados aos princípios e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
O processo organizado pelos ministérios da Educação e da Saúde serve para dar validade aos diplomas estrangeiros de conclusão da graduação de médicos brasileiros e estrangeiros que desejam atuar no Brasil.
A aprovação no exame atesta que o documento emitido no exterior é compatível com as exigências de formação das universidades brasileiras.
Mais conhecido no Brasil como fotógrafo, Pierre Verger é também grande estudioso sobre as relações entre o Brasil – especialmente a Bahia e África Ocidental, a diáspora africana, a religião dos orixás e as tradições orais da cultura Iorubá.
O livro Iorubahia – Escritos raros sobre a cultura iorubá e as relações entre Brasil e golfo do Benim será lançado nesta quarta-feira (16), em São Paulo. Uma parceria do Instituto Çarê e a Fundação Pierre Verger, a obra reúne 12 ensaios do autor, quatro deles inéditos, escritos entre os anos 1958 e 1972, período em que viveu entre Salvador e a Nigéria, quando mergulhou na pesquisa sobre o povo Iorubá.
A coletânea foi organizada em três eixos: os aspectos históricos das relações transatlânticas, a religião Iorubá e a cultura, conhecimento e oralidade Iorubá. A organizadora da obra e coordenadora do Espaço Cultural Pierre Verger, Ângela Lühning, explica que a coletânea se propõe a trazer, também, outro olhar sobre Verger.
“Um Verger múltiplo, que vai além de uma categoria única do Verger, apenas fotógrafo ou apenas escritor voltado para temáticas históricas, o Verger, supostamente, apenas dedicado a estudos sobre o Candomblé e religião afro-brasileira de influência Iorubá. O Verger que dialoga com tudo isso e um pouco mais, de uma forma talvez um pouco surpreendente em vários textos”, explicou.
Quem é Pierre Vagner
Pierre Fatumbi Verger nasceu em Paris em 1902 e iniciou sua trajetória profissional como fotógrafo viajante. Em 1946, mudou-se para Salvador, cidade que nunca deixou de fazer parte de sua vida até sua morte em 1996. Especializou-se na fotografia documental e de campo nas áreas de antropologia, história, conhecimentos orais e botânica. Também foi um grande estudioso da cultura.
A Prova Nacional Docente (PND) 2026 será aplicada na tarde do próximo domingo (20), em mais de 800 municípios de todas as unidades da federação mais o Distrito Federal. Todas as localidades estão listadas no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os portões serão abertos ao meio-dia, no horário de Brasília, e fechados às 13 horas.
A prova terá duração total de cinco horas e trinta, com início marcado para 13h30 e encerramento às 19h.
Participam do chamado de Enem dos Professores os concluintes de cursos de licenciatura no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2026, inscritos pelos coordenadores dos cursos, bem como, aqueles graduados interessados em ingressar na carreira docente da educação básica pública.
A prova auxilia na promoção da realização de concursos públicos ou outros processos seletivos por redes públicas de ensino para a contratação de docentes. Os resultados podem ser usados pela União, Estados, Distrito Federal e municípios como mecanismo único ou complementar de seleção dos profissionais.
Cartão de Confirmação de Inscrição
Os candidatos devem consultar o local de aplicação da prova. As informações estão no Cartão de Confirmação da Inscrição, disponível na Página do Participante dentro do site do Sistema PND do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Além do endereço do local de prova, o documento inclui informações referentes à inscrição e à aplicação, como data e horário, além de dados relacionados ao atendimento especializado e ao tratamento pelo nome social, quando solicitados e aprovados pelo Inep.
É recomendado que o participante leve o Cartão de Confirmação da Inscrição impresso no dia de aplicação da prova.
O que levar
Para a participação, é obrigatória a apresentação de documento de identificação oficial e original com foto, emitido por órgãos brasileiros, ou de passaporte, em caso de participante estrangeiro.
Os candidatos da PND 2026 devem levar uma caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente para transcrever as respostas das questões no respectivo cartão-resposta e para responder a questão discursiva.
Antes de entrar na sala de prova, os inscritos devem guardar, em um envelope porta-objetos lacrado e identificado, o telefone celular e quaisquer outros equipamentos eletrônicos desligados, a declaração de comparecimento impressa, o Cartão de Confirmação da Inscrição, além de outros pertences não permitidos.
Esse envelope somente poderá ser aberto após a saída definitiva do local de prova.
Provas
A avaliação da PND é composta por duas partes. A parte de Formação Geral Docente conta com 30 questões objetivas e uma questão discursiva, que avaliará clareza, coerência, coesão, estratégias argumentativas, vocabulário e gramática adequados à norma-padrão da língua portuguesa.
A segunda parte é a de Componente Específico, com 50 questões de múltipla escolha voltadas à resolução de situações-problema e de estudos de caso da área de formação do participante.
Em relação à primeira edição, a ampliação de áreas da PND em 2026 incluiu as licenciaturas em: teatro, dança, ciências naturais e letras e espanhol. Por isso, no domingo, serão avaliadas, ao todo, 21 áreas de licenciatura.
artes visuais
ciências biológicas (biologia)
ciências naturais (ciências da natureza)
ciências sociais
computação
dança
educação física
filosofia
física
geografia
história
letras espanhol
letras inglês
letras português
letras português e espanhol
letras português e inglês
matemática
música
pedagogia
química
teatro
PND
A Prova Nacional Docente, além de estimular a realização de concursos públicos nas redes públicas de ensino, tem os objetivos de melhorar a qualidade dos processos seletivos para professores, e, também, induzir o aumento de professores qualificados no magistério público.
A iniciativa federal voltada aos licenciados integra o programa Mais Professores para o Brasil que reúne ações integradas para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.
A primeira vez da potiguar Kaliane Martins, de 40 anos, em um museu foi para trabalhar em Brasília (DF). Ela se mudou para a capital, com a mãe, ainda criança, e adulta virou faxineira. Conseguiu emprego no Sesi Lab, na área central da capital, há quatro anos, deixou a vassoura e virou agente de portaria. Está encantada pelas artes que surgem de todos os lados. Inclusive, a mais recente tocou mais fundo o seu coração e a memória do bordado.
Trata-se da instalação “Bordaduras”, um vinil adesivo de 530 metros quadrados, com imagem de agulhas e vários bordados em ponto de cruz inacabados instalada sobre os vidros do museu do Sesi Lab. O trabalho está oficialmente aberto à visitação do público a partir desta terça (15).
Kaliane Freire
A obra da artista plástica Regina Silveira, de 87 anos de idade, professora emérita da Universidade de São Paulo (USP), fez bem à memória da funcionária do espaço.
“Aprendi a bordar com a minha mãe e com minha avó. Vi as agulhas [da obra] e me fez recordar”, diz Kaliane Martins. Ela recordou que teceu não apenas as próprias roupas e as dos três filhos adolescentes, mas também a própria vida.
“Nunca foi fácil costurar cada dia de batalha”, filosofou a agente de portaria em entrevista à Agência Brasil. Ela ficou entusiasmada ainda mais com a chegada da artista.
Feminista
Nas palavras da artista Regina Silveira, que tem extensa carreira internacional, o objetivo da obra de arte é justamente provocar reflexões. Ela contextualiza que os bordados estão historicamente ligados à alfabetização das mulheres, durante o Pré-Renascimento, quando elas se ocupavam em bordar letras em enxovais.
“No meu percurso, os bordados em pontos de cruz completos ou malfeitos se conectam ao repertório de padrões gráficos que venho utilizando desde o novo milênio com o suporte de meios digitais para dialogar com arquiteturas diversas”.
Regina Silveira
Ela percebeu, em viagens para diferentes países, revistas que ensinavam a fazer figuras bordadas. Em alguns espaços da instalação, os pontos incompletos têm relação com a ideia de um processo em execução.
Regina Silveira entende que essa é uma obra feminista por natureza. “Tem uma fatia do meu trabalho, nos anos 1980 e 1990, que trata da distorção dos objetos do cotidiano”.
Além disso, a artista diz que os seus trabalhos têm viés provocador e político.
“Essa agulha, por exemplo, tem os significados dela. Eu sempre respeito muito a liberdade de interpretação. A pessoa vai entender o que quiser. Eu tenho quatro agulhas espalhadas. As agulhas são mais ilusionistas”.
Além da obra nos vidros, do lado de dentro um painel de LED exibe “Dígito”, obra que Regina Silveira criou nos anos 1980. A artista, inclusive, faz palestra inaugural do 25º Encontro Internacional de Arte e Tecnologia, evento que debate a interseção entre as duas áreas.
Ancestralidade tecnológica
Até domingo (20), o próprio Sesi Lab e o Museu Nacional de Brasília recebem eventos, obras e experimentos de 41 artistas de diferentes regiões do país.
Entre os destaques, estão as palestras:
Casé Angatu Xukuru Tupinambá, liderança indígena que falará sobre ancestralidade nas relações entre natureza, arte e tecnologia (nesta terça, às 14h);
Hauke Dorsh, que aborda o tema das tecnologias sociais na disseminação da música africana (quarta, às 14h);
Ive Rubini, que trará o conceito de tecnodiversidade e a importância de múltiplas perspectivas.
Um dos temas que instiga os artistas e pesquisadores é a interferência da inteligência artificial nas obras. Para Regina Silveira, o olhar não precisa ser apocalíptico. Ela se refere ao fato que as tecnologias atuam com repertórios e memórias já existentes. “Nesse sentido, ela pode ajudar, mas não pode ajudar a criar ou a pensar”.
Ela acrescenta que a IA pode facilitar a expansão. “Mas que não implique em invenção. Invenção é própria do cérebro humano. Uma conexão inesperada entre dados que já estavam incorporados. Não é inspiração que cai do céu”.
Atualmente, ela exemplifica que trabalha em um projeto de uma sombra de um objeto artístico. “Eu nunca tive uma posição negativa em relação às tecnologias”. Para ela, é necessário conscientizar os mais jovens que eles têm que, antes de tudo, manejar a linguagem. “Os meios estão subordinados às linguagens”, acrescenta.
Nada substitui o cérebro
Uma das coordenadoras do evento, a artista e professora Suzete Venturelli também concorda que deve haver atenção com o uso das tecnologias generativas na arte e que nada substitui a criatividade humana, em que pesem os benefícios de experimentações.
Suzete Venturelli
“Muitos alunos nossos estão resistindo no uso. Experimentaram quando surgiram tecnologias, e a gente percebeu que o banco de dados que eles usam tem um viés racista e eurocêntrico”.
Para a professora, é necessário que a obra de arte alfinete a sociedade, inclusive as próprias tecnologias. É necessário que não se perca a capacidade de criar. Para lidar com a IA, será necessário, no entender dela, que se eduque para a sua boa utilização, que privilegie criatividade e bordar invenções.
Crochê malabares
Gabriel Martins
Na porta do museu, o professor de circo tocantinense Gabriel Coelho, de 21 anos, ensaiava com malabares de pinos coloridos. Ao observar a obra de arte no Sesi Lab, recordou que aprendeu com a mãe a costurar e a fazer crochê.
“Eu arrumo todas as minhas roupas e calçados. Sou palhaço também. Lembrei, quando vi essa imagem, que desestresso com agulha e linha, e fico mais longe do celular”.
Um dos principais nomes da vela brasileira e um dos grandes destaques entre os jovens talentos mundiais da modalidade, o kitesurfista maranhense Lucas Pés Fonseca encerrou a temporada de 2026 com a disputa do Campeonato Europeu de Fórmula Kite, evento que reuniu os principais nomes do esporte em todo o mundo e teve suas finais realizadas no último sábado (12), após uma semana de regatas em Akyaka, na Turquia. Dando sequência aos preparativos para o Campeonato Mundial de Vela, marcado no Brasil para o início de 2027, Lucas, que conta com os patrocínios do governo do Estado e da Potiguar por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, teve um desempenho de alto nível no Campeonato Europeu, conquistando o 11º lugar na classificação geral, ficando na 3ª posição entre os atletas não europeus e garantindo a melhor colocação entre os kitesurfistas das Américas.
No Campeonato Europeu de Fórmula Kite, que contou com a participação de 56 atletas, Lucas Pés Fonseca chamou a atenção por sua consistência, mantendo-se no Top 10 durante quase todo o evento e competindo de igual para igual com os principais nomes da modalidade no mundo. O kitesurfista maranhense ficou fora das finais por apenas dois pontos, mas valorizou o bom desempenho e o aprendizado na competição europeia.
“Não era o resultado que eu buscava, não era a minha meta para esse evento, principalmente depois de vir de um quarto lugar no Mundial, mas não deixa de ser um ótimo resultado em um evento de nível muito alto e que serviu de treino para o meu objetivo principal, que é o Campeonato Mundial de 2027 no Brasil, primeiro evento classificatório para os Jogos Olímpicos. O esporte é isso, nem sempre as coisas saem como planejado e cada resultado faz parte do processo”, afirma Lucas.
Lucas Pés Fonseca também comemorou a melhor temporada da carreira em 2026, com destaque para o desempenho histórico no Campeonato Mundial de Fórmula Kite, que foi realizado em maio, na cidade de Viana do Castelo, em Portugal, onde conquistou o 4º lugar e garantiu o melhor resultado do Brasil em um evento de kitesurf olímpico. Além disso, o kitesurfista maranhense garantiu a 4ª posição no Mundial de Fórmula Kite Sub-21, realizado em Urla, na Turquia. Com esses bons desempenhos, Lucas se consolidou como o melhor brasileiro no ranking mundial de Fórmula Kite, sendo o único atleta das Américas a figurar no Top 10.
“Foi um ano incrível! Oito campeonatos, muitos dias de treino e, sem dúvida, o melhor ano da minha vida como atleta. Muito aprendizado, evolução e resultados que reforçam o quanto estamos no caminho certo. Agradeço aos meus treinadores por todo o trabalho, dedicação e parceria durante esse ano. Também agradeço a todos que torcem por mim e aos meus patrocinadores que acreditam nesse projeto, tornando possível representar o Maranhão e o Brasil da melhor forma. Um agradecimento especial ao governo do Estado que, por meio do patrocínio via Lei de Incentivo, me possibilitou adquirir equipamentos de qualidade para conseguir treinar e competir no mesmo nível que os melhores do mundo. Agora, o foco muda. O Europeu acabou, a temporada acabou, mas o próximo objetivo já está marcado, que é o Mundial de 2027 em casa, no Brasil”, destaca o kitesurfista maranhense.
Após a participação no Europeu de Fórmula Kite, Lucas Pés Fonseca volta todas as suas atenções para o Campeonato Mundial de Vela, evento que será realizado entre os dias 15 e 23 de janeiro de 2027, em Fortaleza. Determinado a buscar uma medalha no Mundial, que vale vaga direta nos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, o kitesurfista maranhense terá três meses de treinos e ajustes na capital cearense.
Últimas temporadas
Em 2025, Lucas Pés Fonseca chegou em 5º lugar no Mundial Sub-21, disputado em Portugal e manteve a sequência de bons resultados nos principais eventos de base de Fórmula Kite. Além de faturar a medalha de bronze no Mundial Sub-21 de 2024, que foi realizado em Gizzeria, na Itália, o kitesurfista maranhense garantiu a quarta colocação no Mundial Sub-21 e Sub-19 em 2023.
Na mesma temporada, Lucas Pés Fonseca faturou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos Sub-23, realizados no Paraguai, e garantiu uma vaga no Pan 2027, em Lima, no Peru. Em seguida, Lucas foi o melhor kitesurfista das Américas e garantiu o 12º lugar na classificação geral do Mundial de Fórmula Kite, que reuniu os principais atletas do mundo na modalidade e foi realizado em Cagliari, na Itália.
Já em 2024, Lucas Pés Fonseca foi medalha de ouro no Campeonato Mundial da Juventude, realizado na Itália, e terceiro colocado do Sertões Kitesurf, evento que é considerado o maior rali de kite do mundo. No mesmo ano, o kitesurfista maranhense foi um dos atletas selecionados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) para o Programa de Vivência Olímpica nos Jogos de Paris 2024, em iniciativa cujo objetivo é preparar jovens promissores para futuras edições dos Jogos Olímpicos. Além disso, Lucas faturou o bicampeonato brasileiro e pan-americano Sub-21 em 2022 e 2023.
O kitesurfista maranhense Lucas Pés Fonseca conta com os patrocínios do governo do Estado e da Potiguar por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, além dos apoios da Icatu Vanguarda, do Grupo Energisa, do Iate Clube de Brasília, da Ocean Kite Point, da Marinha do Brasil, do Comitê Olímpico do Brasil (COB), da Confederação Brasileira de Vela (CBVela) e do Programa Bolsa-Atleta.