O cinema brasileiro viveu uma noite histórica nesse domingo no Globo de Ouro, realizado no The Beverly Hilton, em Los Angeles (EUA). O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, venceu duas das principais categorias da cerimônia: Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura.
Apesar do desempenho expressivo, o longa brasileiro não levou o prêmio de Melhor Filme de Drama, principal categoria da noite, que ficou com Hamnet. Ainda assim, a chamada “noite do Brasil” consolidou a presença do país entre os destaques da premiação.
O anúncio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa foi feito pelos atores Orlando Bloom e Minnie Driver. Ao revelar o vencedor, Driver saudou o público brasileiro com um “Parabéns”, dito em português. Na categoria, O Agente Secreto superou produções de cinco países: Valor Sentimental (Noruega), Sirât (Espanha), A Única Saída (Coreia do Sul), A Voz de Hind Rajab (Tunísia) e Foi Apenas um Acidente (França).
Ao receber a estatueta, Kleber Mendonça Filho iniciou o discurso saudando o país. “Eu quero dar um alô ao Brasil: alô, Brasil”, disse. Em seguida, agradeceu à distribuidora brasileira Vitrine Filmes, à produtora e companheira Emilie, à equipe e ao elenco. “Obrigado, Wagner Moura. As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo. Eu dedico esse filme aos jovens cineastas. Esse é um grande momento”, afirmou o diretor.
A vitória coroou um percurso internacional iniciado no Festival de Cannes, onde o filme teve estreia concorrendo à Palma de Ouro. Na ocasião, uma apresentação de frevo tomou a Avenida Croisette e se tornou um dos momentos mais comentados da edição.
Melhor Ator
Já Wagner Moura fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama. Em seu discurso, falou em português e celebrou a cultura brasileira. “Viva a cultura brasileira”, disse o ator, ao destacar a parceria com Kleber Mendonça Filho, a quem definiu como “um gênio”, e a amizade construída ao longo do projeto.
Além de Wagner Moura, concorriam à categoria Joel Edgerton (Sonhos de Trem), Oscar Isaac (Frankenstein), Dwayne Johnson (Coração de Lutador: The Smashing Machine), Michael B. Jordan (Pecadores) e Jeremy Allen White (Springsteen: Salve-me do Desconhecido).
A vitória de O Agente Secreto resgata uma tradição brasileira na premiação: Central do Brasil venceu a mesma categoria em 1999, e, no ano passado, Fernanda Torres conquistou o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama.
Entre os demais vencedores do Globo de Ouro, o prêmio de Melhor Direção em Filme ficou com Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra. Já Melhor Ator em Filme de Musical ou Comédia foi conquistado por Timothée Chalamet, por Marty Supreme.
Na televisão, a série Adolescência saiu com dois prêmios de atuação: Owen Cooper venceu como Melhor Ator Coadjuvante em Série, e Stephen Graham foi premiado pela atuação como protagonista, além de também assinar a direção da produção.
Com duas estatuetas e forte repercussão internacional, O Agente Secreto consolida o Brasil como um dos grandes protagonistas da atual temporada de premiações do cinema mundial.
Morreu nesse sábado (10), aos 92 anos, Manoel Carlos, responsável por novelas clássicas brasileiras como Páginas da Vida, Por Amor, entre outras.
A produtora Boa Palavra, que tem os direitos autorais de Carlos, soltou um comunicado ontem, no qual confirmou a morte:
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, carinhosamente conhecido como Maneco, ocorrido hoje, aos 92 anos”.
Manoel Carlos, nascido em 14 de março de 1933 em São Paulo, começou sua carreira em 1950, no teatro, como ator. Mas já, em 1952, lançou sua primeira novela, Helena, na TV Paulista, emissora que mais tarde se tornaria a TV Globo. Também passou pela TV Tupi, Record, Manchete, Band, com novelas, minisséries, direção de programas etc.
Mas foi mesmo com seus folhetins na Globo que Maneco ganhou reconhecimento nacional. Sua primeira novela no canal foi Maria, Maria, em 1978, na faixa das 18h. Em 1980, entrou para o horário das 20h, considerado nobre, e foi coautor de Água Viva ao lado de Gilberto Braga. Foi um grande sucesso para o canal. Outros êxitos históricos surgiram em 1981 e 1982, com Baila Comigo e Sol de Verão, respectivamente.
O bom relacionamento de Maneco com a Globo gerou mais novelas de sucesso como Felicidade (1991 a 1992), Por Amor (1997 a 1998), Laços de Família (2000 a 2001), Mulheres Apaixonadas (2003), Páginas da Vida (2006 a 2007), Viver a Vida (2009-2010) e foi até 2014, com se último folhetim, Em Família.
Manoel Caros também foi muito bem-sucedido em séries e teve alguns hits importantes como a altamente elogiada Malu Mulher, entre 1979 e 1980. Em 2001, escreveu Presença de Anita e em 2009 foi a vez de Maysa: Quando Fala o Coração.
Com suas protagonistas chamadas de Helena, histórias de família e mulheres fortes, Maneco, apesar de ser paulistano, usou muito bem o Rio de Janeiro como cenário e, com tudo isso, deixa uma marca eterna na TV brasileira.
Editoras independentes e livrarias de rua tomaram rumos diferentes de grandes conglomerados e desenvolveram estratégias para garantir a qualidade das publicações e driblar os desafios econômicos do mercado editorial e livreiro no país. Incluindo as empresas de maior porte, o setor cria, ao menos, 70 mil empregos diretos no país, segundo levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL).
Profissionais ouvidos pela Agência Brasil apontam a promoção da cultura no país e a criação de empregos e renda como impactos positivos desses negócios. No entanto, mencionam a necessidade de políticas públicas voltadas à disseminação da leitura, assim como incentivos fiscais para a manutenção desses empreendedores.
Apesar da menor capacidade de investimentos, esses negócios obtiveram resultados como a ampliação do catálogo de autores disponível no país, inclusive com traduções de obras contemporâneas mundialmente reconhecidas que não tinham espaço nas grandes editoras.
Houve, ainda, aproximação com o público leitor por meio de estratégias como financiamentos coletivos, clubes de livros e uso das redes sociais.
“A editora independente é marginalizada no mercado. Então, ela está sempre tentando transformar esse mercado”, diz o editor e publisher da editora Autonomia Literária e da revista Jacobina, Cauê Seignemartin Ameni.
O florescimento de editoras independentes teve início há cerca de 10 anos, relata Cauê, que também é um dos organizadores da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei). “O independente sempre foi muito marginal e, aí, veio com força após 2015”.
Após a ocorrência de crises no setor de livros, como a recuperação judicial das livrarias Cultura e Saraiva, em 2018, grandes e pequenas editoras foram impactadas e tomaram calotes.
Nos últimos anos, entretanto, levantamento da CBL apontou expansão do mercado editorial e livreiro no país, especialmente no pós-pandemia, com aumento no número de empresas do setor.
Entre 2023 e 2025, houve um crescimento de 13% no número total de empresas, com destaque para o avanço das editoras e do comércio varejista de livros. E, de 2024 para 2025, o aumento foi consistente em todos os segmentos mapeados, ressaltou a CBL.
Debates independentes
As editoras independentes têm levantado, no Brasil, debates atuais em outras partes do mundo, fazendo com que as ideias circulem, acredita o publisher. Cauê aponta que, antes do fenômeno das independentes, publicações de grandes clássicos estavam estagnadas por causa de "um viés ideológico de grandes editoras e conglomerados".
“O meu papel é de importador de ideias, de certa forma”, resume.
Ele cita debates em torno da China, inteligência artificial, crise climática, ascensão do fascismo na Europa, Estado Islâmico, Palestina.
“São crises que afligem o Brasil, que é um país que, por exemplo, recebe muitos refugiados. É preciso entender a origem. Então, [nosso papel é] ajudar o brasileiro a compreender o mundo”, afirma. “Se as pessoas não entendem, o país acaba entrando numa grande confusão, numa grande enrascada, que foi o bolsonarismo. Se criou um caldo cultural para isso, e teve um trabalho forte [de autores e editoras]”.
Na época da ascensão da extrema-direita e do antipetismo, Cauê tinha uma livraria dentro da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).
Ele conta que, no mercado editorial, começaram a surgir publicações relacionadas ao fenômeno do olavismo cultural, que se deu pela circulação de ideias ultraconservadoras do filósofo Olavo de Carvalho, que influenciaram a direita brasileira. Havia uma disputa para explicar crises como junho de 2013 e a Primavera Árabe através de uma ótica de direita, lembra.
“A leitura de esquerda existe, mas ela estava estancada no mercado. Eu, como era livreiro, via que tinha uma demanda forte, só que a galera comprava xerox na faculdade porque os livros não eram reimpressos”, conta.
Diante desses eventos, Cauê percebeu que muitos títulos relevantes internacionalmente, que abordavam as crises mundiais, não eram publicados no Brasil.
“A gente começou a crescer nesse vácuo, fazendo um debate contra tudo aquilo que o olavismo e a extrema-direita pregavam.”
Com a radicalização da extrema-direita no país, a editora se voltou para publicações antifascistas. O primeiro livro publicado pela Autonomia Literária tratava da ascensão do Estado Islâmico, no Oriente Médio, do jornalista Patrick Cockburn.
“Não tinha essa história bem contada aqui, mas lá fora tinha. A gente pegou esse livro, traduziu e publicou no Brasil, só que foi um best-seller logo de cara. O Elio Gaspari me ligou: ‘ainda bem que vocês traduziram esse livro’”.
Desafio nas vendas
Um grande desafio do mercado de livros é o ciclo de vendas. Como estratégia para se manter financeiramente saudável, sem abrir mão de sua proposta editorial, a editora Ubu criou o próprio clube do livro ─ que tem atualmente 2 mil assinantes. Diretora editorial e sócia da editora, Florencia Ferrari explica que uma obra que se mostra relevante para uma reflexão importante na sociedade não é necessariamente um livro que vai vender muito.
“[Os assinantes] nos dão um cheque em branco para nossa curadoria. E, ao fazer isso, eles nos permitem manter uma editora com um catálogo de alta qualidade, que não abre mão de nenhuma maneira dessa qualidade, e que não precisa ir atrás de títulos que tem como objetivo vender bastante”, diz.
A editora, inclusive, já realizou publicações em que esses dois aspectos se juntaram: alta qualidade e boas vendas. Foi o caso de autores como Nego Bispo, Vladimir Safatle, Hanna Limulja, Malcom Ferdinand e Françoise Vergès.
“Ter o clube é uma maneira de garantir um catálogo consistente, de alta qualidade e uma equação [financeira] saudável.”
Para publicar um livro, uma editora tem que investir inicialmente em direito autoral, tradução, revisão, projeto gráfico, capa e impressão.
Depois, os exemplares são distribuídos nas livrarias no modelo de consignação. Isso significa que, à medida em que os livros são vendidos, as livrarias vão realizando os pagamentos para as editoras, o que pode ocorrer em até 90 dias, em alguns casos.
“O dinheiro volta para as editoras de um jeito muito pingado e lento em relação ao tempo inicial. Às vezes, demora oito, dez, 12 meses ou dois anos para uma edição ter o retorno do seu investimento”, relata.
Esse é um cenário comum para todas as editoras, mas atinge principalmente as independentes, já que elas têm um catálogo mais de "fundo" ─ como classificou Florencia ─ e não de best-sellers, que vendem milhares de cópias já nos primeiros meses após o lançamento.
Um catálogo de fundo corresponde a livros que continuam vendendo por muitos anos, ainda que alguns tenham tiragens menores. São autores e obras relevantes, ainda que não sejam best-sellers. Exemplos disso são catálogos universitários e os clássicos da literatura.
Diretor presidente da Associação Quatro Cinco Um, entidade responsável pela revista homônima, editora Tinta-da-China Brasil e Feira do Livro, Paulo Werneck ressalta que, em contexto de adversidades, tais negócios precisam criar "estratégias de guerrilha".
“As editoras independentes realmente são notáveis, são um patrimônio cultural que está florescendo no Brasil, mas que está muito ameaçado por esse jogo de concentração”, celebra.
“Os editores independentes têm que ser super ágeis, têm que inventar um novo canal de vendas, ter contato direto com o público, tem que criar feiras de livro. São empresários resilientes e criativos, tem que ficar reinventando seu próprio negócio todo ano”, acrescenta.
As editoras independentes passaram a vender os exemplares no próprio site e utilizar o modelo Print on Demand (POD), ou impressão sob demanda. Com isso, os livros são impressos conforme as vendas, o que elimina a necessidade de estoques e grandes tiragens iniciais.
Promoção de cultura e incentivos
A presença crescente das livrarias de rua permitiu a formação de pequenos núcleos culturais nos bairros, defende Werneck, que mencionou que cidades como Paris e Barcelona, por exemplo, têm incentivo fiscal para livrarias de rua, por serem empreendimentos qualificam as regiões.
Paulo Werneck
“Elas transformam o bairro, tudo o que está ao redor. É dos poucos comércios que têm esse efeito”, destaca.
A Câmara Brasileira do Livro traz em seu levantamento um dado que relaciona a presença de livrarias e os indicadores de desenvolvimento das cidades. Entre os 1.830 municípios que têm livrarias, o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC) é 3% superior à média nacional.
“Basta ver o que está acontecendo aqui no centro de São Paulo. Vira um programa cultural ir em uma livraria. E quem sustenta esse programa? O livreiro independente.”
Werneck cita incentivos como editais voltados ao setor, isenção de IPTU, acesso a crédito e apoio de entes públicos aos eventos oferecidos pelos empreendimentos.
“Livrarias oferecem uma programação cultural gratuita, como lançamentos e debates. Você pode entrar, assistir e ir embora sem comprar um livro, e elas não têm nenhum incentivo para a realização desta programação.”
Os resultados alcançados pelo setor editorial, reforçou Florencia Ferrari, têm um impacto para a cultura, educação e qualidade de vida das pessoas.
“O estado deveria se atentar, porque é um tipo de financiamento relativamente baixo, por exemplo, para compra de livros para biblioteca e para alunos, que são políticas públicas de aquisição de exemplares. Às vezes, é só isso que uma cidade precisa: uma biblioteca com livros acessíveis”.
Ferrari lembra que as editoras reúnem uma diversidade de profissionais, além de prestadores de serviço externos. Um investimento no setor também teria reflexos, portanto, na geração de empregos e mobilização da economia. São ilustradores, designers, fotógrafos, revisores de texto, tradutores, revisores técnicos, entre outros.
Sócio da Autonomia Literária, Cauê defende as isenções e benefícios fiscais para livrarias, que são espaços fundamentais para a circulação das obras. Apesar das dificuldades em relação ao modelo de vendas, as livrarias têm um papel relevante na expansão do público-alvo. O editor ressalta que é preciso fazer com que as obras circulem e saiam dos nichos.
Cauê avalia que a presença das obras nesses espaços é uma forma de favorecer sua circulação, ainda que haja riscos no modelo de consignação.
“Se só trabalhar na bolha, não se faz a disputa. Tem que jogar nas livrarias, vai ter que correr o risco do calote, mas vai fazer o seu livro circular em grande escala”.
Além disso, ele menciona soluções como incentivo à leitura por meio de crédito para estudantes e incentivos para modernização do parque industrial do setor.
“Quando a gente vai em gráficas pelo mundo, depois vê no Brasil, a gente fala: nossa, a gente tem umas gráficas dos anos 80”.
Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão divulgados no dia 16 de janeiro, conforme anunciou o ministro da Educação, Camilo Santana, na última sexta-feira (9).
As notas individuais podem ser consultadas na Página do Participante. Os candidatos poderão conferir a nota da redação e a pontuação em cada área de conhecimento avaliada (linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; matemática e ciências da natureza).
O boletim individual dos treineiros será publicado posteriormente, informou o Ministério da Educação.
Os estudantes podem usar as notas para ingressar no ensino superior por meio de uma vaga pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), inscrições poderão ser feitas entre os dias 19 e 23 de janeiro; uma bolsa de estudo pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), com inscrições de 26 a 29 de janeiro; ou acessar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O Brasil volta a experimentar um clima de final de campeonato às vésperas da cerimônia do Globo de Ouro, marcada para este domingo (11), em Los Angeles. A 83ª edição da premiação reforça um movimento iniciado no ano passado, quando a vitória de Fernanda Torres na categoria Melhor Atriz, por sua interpretação em Ainda Estou Aqui, reposicionou o audiovisual brasileiro no radar internacional e ampliou a atenção da indústria para produções do país.
Em 2026, esse protagonismo ganha novo fôlego com O Agente Secreto, que se torna o principal representante brasileiro na disputa, com três indicações: melhor filme de drama, melhor filme em língua não inglesa e melhor ator em filme de drama. É a primeira vez que um longa brasileiro concorre na categoria principal de drama do Globo de Ouro, feito considerado histórico para o cinema nacional.
A campanha robusta tem reflexos diretos na disputa individual. Veículos especializados como a revista Vanity Fair passaram a apontar Wagner Moura, protagonista do filme, entre os favoritos ao Globo de Ouro, destacando a força de sua atuação em português, após mais de uma década dedicada majoritariamente a produções internacionais.
No Globo de Ouro, a divisão das categorias de atuação entre drama e comédia ou musical também altera o cenário da competição: Moura não concorre com nomes como Timothée Chalamet ou Leonardo DiCaprio, posicionados em outra categoria, e enfrenta atores como Michael B. Jordan e Dwayne Johnson, em uma disputa considerada aberta.
Além do peso artístico, o perfil do Globo de Ouro contribui para ampliar as chances brasileiras. Diferentemente de premiações formadas majoritariamente por críticos norte-americanos, o evento reúne 334 votantes de 85 países, o que favorece produções internacionais com forte circulação global e campanhas estruturadas. Nesse contexto, a presença constante do diretor Kleber Mendonça Filho e da equipe do filme em debates, exibições especiais e encontros com eleitores tem sido estratégica.
A concorrência, no entanto, é acirrada. Em melhor filme em língua não inglesa, O Agente Secreto disputa o prêmio com produções como Os Excelentes, Foi Apenas um Acidente, Valor Sentimental, Cirate – A Voz de Rindi Rásda e A Única Saída. Já na categoria de melhor filme de drama, o longa brasileiro enfrenta títulos de grande orçamento e visibilidade internacional, como Frankenstein, Hamnet, Pecadores e Sarraf.
A trajetória recente ajuda a explicar o otimismo. Com a vitória no Critics Choice, o filme também conquistou o chamado trifecta da crítica norte-americana, ao ser premiado pela National Society of Film Critics, pelo New York Film Critics Circle e pela Los Angeles Film Critics Association. Ao todo, o longa soma agora 48 prêmios internacionais.
“O prêmio do Critics Choice deu uma visibilidade ainda maior para O Agente Secreto, que está tendo uma carreira excelente nos cinemas dos Estados Unidos”, afirmou Kleber Mendonça Filho, ao comentar a temporada de premiação. Segundo o diretor, o reconhecimento ajuda a ampliar o debate sobre o cinema internacional em um momento político sensível nos Estados Unidos, em que a produção estrangeira ocupa espaço central nas discussões culturais.
No circuito comercial, os números também reforçam o impacto do filme. Em sua nona semana em cartaz no Brasil, O Agente Secreto já ultrapassou 1,1 milhão de espectadores. Na França, o público se aproxima de 300 mil pessoas, e o longa tem estreias programadas para o fim de janeiro na Itália e na Espanha, além de lançamento no Reino Unido e na Irlanda em fevereiro.
A agenda internacional segue intensa. Além do Globo de Ouro, o filme concorre ao prêmio de melhor filme internacional no Independent Spirit Awards, figura entre os indicados ao Lumières, da crítica francesa, na categoria de melhor coprodução internacional, e integra a shortlist do Oscar nas categorias de melhor filme internacional e elenco. As indicações finais à maior premiação do cinema mundial serão anunciadas no dia 22 de janeiro.
A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), restituiu cinco peças sacras e diversos bens arqueológicos à Arquidiocese do Rio de Janeiro. Elas foram apreendidas pela PF na Feira de Antiguidades da Gávea, zona sul do Rio, durante uma operação realizada em dezembro de 2002.
A cerimônia de entrega ocorreu, na quarta-feira (7), na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, na Rua Sete de Setembro esquina de Primeiro de Março, região central da cidade. As peças foram restituídas após os trâmites legais e a definição do destino dos bens. As esculturas foram entregues à Comissão de Patrimônio Histórico e Cultural da Arquidiocese, conforme recomendação do Iphan.
A devolução foi realizada com base no princípio da “mão morta”, que estabelece a permanência de bens vinculados à Igreja sob sua guarda.
O conjunto de obras sacras é formado por cinco esculturas religiosas de oratório, produzidas entre os séculos 18 e 19. Elas representam São João Batista, São José, Virgem Maria, São Francisco de Assis e Santo Antônio, além de fragmentos arqueológicos de cerâmica, pedra e outros materiais históricos.
De acordo com a avaliação técnica do Iphan, as peças estão em bom estado de conservação, apesar de apresentarem pequenas fragmentações e desgaste da pintura original.
A expectativa é que o material passe a ter uso cultural e devocional, além de ações educativas e exposições promovidas pela Arquidiocese do Rio.
O Maranhão voltará a receber um jogo histórico de vôlei no dia 6 de fevereiro, a partir das 19h, no Ginásio Castelinho, em São Luís. Líder invicto da Superliga Feminina 2025/26, considerada uma das ligas mais fortes da modalidade no mundo e uma das competições esportivas mais importantes do Brasil, o Sesc Flamengo defenderá o seu excelente momento na temporada em duelo contra o Brasília Vôlei, que luta pela classificação para os playoffs. A partida da Superliga Feminina em São Luís, que reunirá nomes de destaque como Tainara, Simone Lee, Maša Kirov e o lendário técnico Bernardinho, já tem entradas à venda, com destaque para os ingressos solidários nos setores Prata e Ouro, além do setor Experiência em Quadra, em uma comodidade e visão de confronto que prometem um momento inesquecível para os fãs maranhenses de vôlei.
O ingresso solidário para a partida entre Brasília Vôlei e Sesc Flamengo em São Luís conta com um desconto de praticamente 50% do valor em relação ao ingresso inteiro, o que torna essa entrada uma ótima opção para a torcida maranhense. Para validar esse ingresso, o torcedor terá que entregar 2kg de alimento não perecível na entrada do Ginásio Castelinho.
O setor Experiência em Quadra, por sua vez, é uma área especial no Ginásio Castelinho, com serviços de open bar de água, sucos e refrigerantes, além de open food com salgadinhos, bolos e lanches. Além de todo esse conforto, os torcedores vão poder acompanhar a partida da Superliga Feminina na beira da quadra, vibrando bem de perto pelas suas atletas favoritas.
Além disso, Brasília Vôlei x Sesc Flamengo terá as meias-entradas válidas por lei para estudantes, professores, idosos, policiais militares, bombeiros, doadores de sangue e PCDs, cujos acompanhantes também têm direito ao ingresso com 50% de desconto em relação ao valor integral.
O duelo entre Brasília Vôlei e Sesc Flamengo será o terceiro confronto da elite do vôlei brasileiro em São Luís em pouco mais de um ano. Em outubro de 2024, o Sada Cruzeiro venceu o SESI Bauru por 3 sets a 1 e conquistou o título da Supercopa do Brasil de Vôlei Masculino. Já em dezembro de 2025, o Vôlei Renata derrotou o Praia Clube por 3 sets a 0, em duelo válido pela fase classificatória da Superliga Masculina. Os dois duelos reuniram mais de 5 mil torcedores no Ginásio Castelinho.
As entradas para o jogo da Superliga Feminina no Ginásio Castelinho estão sendo vendidas no site e no app Banca do Ingresso. A venda física, por sua vez, ocorre na sede da Federação Maranhense de Vôlei (FMV), que fica localizada na Arena Domingos Leal, na Lagoa da Jansen, em São Luís.
Briga pela liderança e pelos playoffs
Além da experiência de acompanharem um duelo da Superliga Feminina no Ginásio Castelinho, os torcedores maranhenses terão a oportunidade de presenciar uma disputa importante na classificação da competição nacional. Enquanto o Sesc Flamengo quer encaminhar a conquista da liderança e ter maiores vantagens nos playoffs, o Brasília Vôlei busca pontos fundamentais para se garantir no G8 da Superliga.
Um dos maiores clubes polidesportivos do Brasil e da América do Sul, com a maior torcida do país, o Sesc Flamengo é comandado por Bernardinho, lenda do esporte brasileiro, um dos maiores e mais vitoriosos treinadores da história do vôlei. O Rubro-Negro está na liderança invicta da Superliga Feminina 2025/26, com 12 vitórias consecutivas e 33 pontos conquistados, quatro a mais em relação ao vice-líder Gerdau Minas. Entre as destaques do Flamengo, estão a ponteira norte-americana Simone Lee, quinta maior pontuadora da Superliga Feminina, a oposta Tainara, a central sérvia Maša Kirov, a ponteira Helena e a central Lorena.
Já o Brasília Vôlei, que será a equipe mandante do jogo em São Luís, está na 10ª posição da Superliga Feminina 2025/26, com 11 pontos conquistados após quatro vitórias em 12 partidas. A equipe do Distrito Federal, que tem Spencer Lee como treinador, conta com destaques como a oposta Gabi Carneiro, a ponteira Karen e a central Lívia.
Outras informações sobre o jogo entre Brasília Vôlei e Sesc Flamengo no Ginásio Castelinho estão disponíveis no Instagram oficial do evento (@superliganomaranhao).
VALORES DOS INGRESSOS PARA BRASÍLIA VÔLEI x SESC FLAMENGO EM SÃO LUÍS
Cadeira Prata
Meia-entrada: R$ 60
Solidário: R$ 70 + 2kg de alimento
Inteira: R$ 120
Cadeira Ouro
Meia-entrada: R$ 100
Solidário: R$ 110 + 2kg de alimento
Inteira: R$ 200
Experiência Quadra
Meia-entrada: R$ 250
Solidário: R$ 300 + 2kg de alimento
Inteira: R$ 500
POSTOS DE VENDA
- Banca do Ingresso (site e app)
- Sede da FMV (Arena Domingos Leal) / Segunda-feira: 14h às 18h - Terça a sexta: 9h às 12h / 14h às 18h
Começou, nesta sexta-feira (9), o prazo para os candidatos da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2025) apresentarem recurso para revisão da avaliação de títulos. O resultado provisório da etapa que analisa a formação acadêmica foi divulgado na noite de quinta-feira (8) e poderá ser contestado até segunda-feira (12).
Para apresentar os recursos é necessário acessar a área do candidato, com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha no portal único de serviços digitais do governo federal, o gov.br. Em seguida, o candidato deve acessar o menu "interposição de recursos".
Deficiência
Entre os dias 9 e 12, também será realizada a reaplicação do procedimento de caracterização de deficiência, destinada a candidatos que concorrem às vagas reservadas a pessoas com deficiência (PcD).
No dia 15 de janeiro serão divulgados os resultados preliminares da caracterização da deficiência e da avaliação das autodeclarações das pessoas candidatas às vagas reservadas para pessoas negras, indígenas e quilombolas. Recursos sobre o resultado dessa etapa poderão ser apresentados entre os dias 16 e 19 de janeiro.
Recurso
A divulgação da nota preliminar da prova discursiva e a disponibilização do espelho de correção estão previstas para 23 de janeiro, com prazo para apresentação de recurso entre os dias 26 e 27 do mesmo mês. E a classificação final está prevista para o dia 20 de fevereiro.
Nesta edição, o CPNU2 tem o objetivo de preencher 3.652 vagas em 32 órgãos do governo federal. São 3.144 para nível superior e 508 para nível intermediário. De acordo com o MGI, 2.480 candidatos serão chamados para ocupar as vagas imediatamente após a homologação do resultado final e 1.172 vagas serão preenchidas em um curto prazo.
A etapa analisa a formação acadêmica e classifica os candidatos conforme os critérios previstos no edital do processo seletivo.
Os candidatos que que quiserem entrar com recurso para revisão das notas devem apresentá-lo no período de 9 a 12 de janeiro. O processo deve ser na área do candidato, com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha no portal único de serviços digitais do governo federal, o gov.br. Em seguida, o candidato deve acessar o menu "interposição de recursos".
A divulgação da nota preliminar da prova discursiva e a disponibilização do espelho de correção estão previstas para 23 de janeiro, com prazo para apresentação de recurso entre os dias 26 e 27 do mesmo mês. A classificação final deverá ser publicada em 20 de fevereiro.
O CPNU 2, chamado de Enem dos Concursos, oferta 3.652 vagas em 32 órgãos do governo federal. São 3.144 para nível superior e 508 para nível intermediário.
De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), 2.480 vagas são de preenchimento imediato e 1.172 vagas para provimento no curto prazo, após a homologação dos resultados.
O Projeto Criança Feliz está de volta para transformar, por meio do esporte e da arte, as vidas de crianças da comunidade da Vila Nova, bairro localizado na área Itaqui-Bacanga, em São Luís. A iniciativa, desenvolvida pela Associação Beneficente de Mães da Vila Nova com o patrocínio do governo do Estado e do Grupo Potiguar via Lei Estadual de Incentivo ao Esporte e que também conta com a parceria do Grupo Oito, vai atender 60 crianças de 3 a 5 anos com aulas gratuitas de judô e balé. As atividades serão desenvolvidas na Creche Nossa Senhora das Graças.
“Eu cresci aqui na creche e tenho o prazer de trazer a minha filha para também viver a experiência dessa educação, que é uma educação de família. O balé é uma coisa que ela sempre quis fazer e a escola trouxe isso para a comunidade para que todos possam aproveitar, para que todas as crianças possam ter acesso a uma atividade importante e que vai contribuir muito para o crescimento delas”, comentou Amanda Barros, mãe de uma das alunas do projeto.
O diferencial do Criança Feliz é aliar educação e esporte para motivar a inclusão social. Durante o lançamento oficial do projeto, ocorrido na última terça-feira (6), a coordenadora da Creche Nossa Senhora das Graças, Arlete Pereira, agradeceu a retomada do Criança Feliz e destacou a importância da iniciativa para a comunidade da Vila Nova.
“O projeto vai muito além das práticas esportivas e artísticas: ele representa oportunidade, inclusão social e transformação de vidas. Iniciativas como essa significam esperanças e novos caminhos. Agradecemos ao governo do Estado, à Sedel e à Potiguar por acreditarem no poder do esporte e da arte como instrumento de transformação social e por fazerem a diferença nas vidas de tantas crianças e famílias”, disse.
A sócia-diretora do Grupo Potiguar, empresa patrocinadora do Criança Feliz por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, esteve presente no lançamento desta edição do projeto e reforçou a necessidade de “investir no futuro” de crianças e dar oportunidade a elas de vivenciarem o esporte em suas vidas.
“Nós, do Grupo Potiguar, estamos extremamente felizes com o retorno do Projeto Criança Feliz, onde as crianças do Anjo da Guarda têm a oportunidade de vivenciar o esporte como base para suas vidas. O projeto tem um significado enorme, pois temos a oportunidade de abrir novas portas para tantas crianças. Ao longo dos nossos 45 anos de história, a Potiguar sempre se preocupou em se associar com projetos que tenham a ver com nossas raízes, com o nosso DNA”, explicou Camila.
Conquista para a comunidade
Como parte do projeto, todos os alunos do Criança Feliz vão receber uniformes completos para a participarem das aulas de judô e de balé, que serão ministradas por professores devidamente qualificados. A entrega simbólica de quimonos e dos kits de balé foi feita durante o lançamento do projeto, na última terça-feira (6).
“O Projeto Criança Feliz com certeza é uma grande conquista para a comunidade e tem uma importância gigantesca para o processo de desenvolvimento de nossas crianças. Graças a Deus estamos de volta para transformar a vida dessa criançada”, destacou o sensei Ítalo Nunes, que irá ministrar as aulas de judô.
Moradora da comunidade da Vila Nova, a professora de balé Sylvia Cruz é um exemplo de que o esporte pode mudar vidas. Ela, que iniciou no balé nas aulas na Creche Nossa Senhora das Graças, hoje é bailarina profissional e será responsável em transmitir seu conhecimento para esta nova geração.
“É muito gratificante estar agora como professora de balé no Projeto Criança Feliz porque eu sou da comunidade e comecei a minha carreira como bailarina aqui. Vai ser algo muito especial para mim. Esse é um projeto maravilhoso”, disse.
Diretora do Grupo Oito, empresa parceira do Criança Feliz, Cássia Melo valoriza a utilização das leis de incentivo para transformar as realidades de qualquer comunidade. “Através desse projeto, a gente vê o quão importante é a aplicação correta das leis de incentivo. Elas podem mudar as realidades de comunidades, Estados, municípios. O Criança Feliz é prova disso aqui no bairro da Vila Nova. A Lei de Incentivo muda vidas e realidades e estamos orgulhosos em ser parceiros dessa iniciativa incrível”, afirmou.
Creche Nossa Senhora das Graças
A sede da Creche Nossa Senhora das Graças foi construída em 1989. Em janeiro de 1990, houve a inauguração da unidade de ensino com 50 crianças matriculadas para estudarem nela. O local foi inaugurado com 50 alunos inscritos, sendo que hoje há 120.
Associação Beneficente
A Associação Beneficente de Mães da Vila Nova é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que direciona suas atividades em prol de pessoas carentes, que vivem em situação de exclusão social. A entidade foi fundada no dia 10 de fevereiro de 1985, por mulheres sensíveis à comunidade do bairro que, naquela época, era constituída, em sua maioria, por ex-portadores de hanseníase, quase sempre vítimas de preconceitos.
No início, a associação organizava campanhas de arrecadação de alimentos, roupas, fraldas e alimentos para a preparação de sopas, para ajudar os ex-portadores de hanseníase e suas famílias. A entidade cresceu, se fortaleceu e realizou metas maiores, como a instalação de uma escola de reforço que, atualmente, está credenciada para ministrar aulas no ensino infantil e fundamental.