O resultado preliminar da avaliação de títulos da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2) será divulgado nesta quinta-feira (8). A etapa analisa a formação acadêmica e classifica os candidatos conforme os critérios previstos no edital do processo seletivo.
Os candidatos que não concordarem com a nota poderão entrar com recurso para revisão das avaliações entre os dias 9 e 12 de janeiro. O processo deve ser na área do candidato, com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha no portal único de serviços digitais do governo federal, o gov.br. Em seguida, o candidato deve acessar o menu "interposição de recursos".
Cronograma
No mesmo período será realizada a reaplicação do procedimento de caracterização de deficiência, destinada aos candidatos que concorrem às vagas reservadas a pessoas com deficiência (PcD). No cronograma oficial do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o procedimento ocorreu nos dias 13 e 14 de dezembro de 2025, mas falhas na plataforma de teleatendimento resultaram em nova convocação.
Os resultados preliminares da caracterização da deficiência serão divulgados no dia 15 de janeiro, na mesma data dos resultados da avaliação das autodeclarações das pessoas candidatas às vagas reservadas para pessoas negras, indígenas e quilombolas. O período de recursos para essa etapa será entre os dias 16 e 19 de janeiro.
A divulgação da nota preliminar da prova discursiva e a disponibilização do espelho de correção estão previstas para 23 de janeiro, com prazo para apresentação de recurso entre os dias 26 e 27 do mesmo mês. A classificação final deverá ser publicada em 20 de fevereiro.
O CPNU 2, chamado de Enem dos Concursos, oferta 3.652 vagas em 32 órgãos do governo federal. São 3.144 para nível superior e 508 para nível intermediário. De acordo com o MGI, 2.480 vagas são de preenchimento imediato e 1.172 vagas para provimento no curto prazo, após a homologação dos resultados.
O que acha de assistir a uma peça bilíngue, sendo um dos idiomas a Língua Brasileira de Sinais (Libras)? É totalmente possível no espetáculo teatral Os irmãos Karamázov, adaptação do romance do escritor Fiódor Dostoiévski, que volta ao Rio de Janeiro, para curta temporada, nesta quinta-feira (8). As apresentações serão nesta e na próxima semana, de quinta a domingo, no Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, centro da cidade.
A equipe responsável pela peça conta que a proposta é ir além de posicionar um intérprete de Libras no canto do palco, vestido de preto e com uma iluminação apenas nas mãos. A montagem traz a língua de sinais para o palco, integrada ao elenco, com duas atrizes intérpretes. Além disso, uma das cenas é totalmente encenada em Libras, envolvendo todo o elenco.
Mas esse não é o único meio de acessibilidade da montagem dirigida por Marina Vianna e Caio Blat. Os deficientes visuais podem entrar no teatro antes do restante do público para ter contato tátil tanto com o figurino como com os atores. Estará disponível ainda um livro em tecido, para leitura em braile. Há ainda protetores auriculares disponíveis para quem tem sensibilidade auditiva.
Nas quintas e sextas, as apresentações são às 19h. Já nos sábados e domingos, às 17h. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site ou na bilheteria do teatro, que abre às quartas, de 14h às 19h, quintas e sextas, às 16h, e sábados e domingos, às 14h. O teatro abre uma hora antes do início do espetáculo.
A ideia de incluir a acessibilidade em uma peça começou quando a co-realizadora e produtora da montagem, Maria Duarte, dirigiu um festival não relacionado a teatro, no qual havia muitos recursos de acessibilidade. “Me atravessou, me transformou. Era um olhar diferente sobre acessibilidade absolutamente integrado a todo o projeto”, revelou.
Maria queria que a montagem de Os irmãos Karamázov tivesse as mesmas condições e propôs isso aos diretores.
“Que a gente se dispusesse a fazer um espetáculo teatral realmente acessível. Que a gente não considerasse a acessibilidade como uma contrapartida obrigatória ou uma questão que quase atrapalhasse a criação artística e, sim, que fosse uma lente a mais para a criação do espetáculo”, disse em entrevista à Agência Brasil.
“Não faz sentido fazer uma produção cultural que não seja para todas as pessoas, que são diferentes e têm demandas diferentes”, completou, acrescentando que nunca assistiu a um espetáculo com acessibilidade integrada, mas sabia da existência de alguns com esta pauta.
Maria Duarte revelou que a equipe de acessibilidade trabalhou com todos os integrantes desde o início do projeto para a montagem de Os irmãos Karamázov. Como resultado, o elenco conta com Malu Aquino e Juliete Viana, duas artistas que são intérpretes de Libras, e com a cena que é feita com a língua.
“Elas dialogam com o elenco, assumem personagens e, ao mesmo tempo, estão traduzindo o texto com a delicadeza de olhar para a obra teatral. Não é uma tradução dura como em uma palestra, um congresso, um filme. É uma interpretação em Libras”, pontuou a co-realizadora e produtora.
“Fico emocionada sempre. Acho que as soluções artísticas foram muito felizes. Chegou um momento em que percebi que tinha conseguido concretizar aquilo antes mesmo de ficar pronto. É muito lindo um elenco de 13 pessoas se comunicando em Libras, que foi incorporada no gestual dos atores”, comentou, na esperança de que esse processo motive outras produções a realizar o mesmo.
O diretor Caio Blat contou que, em Belo Horizonte, a montagem foi marcante porque a parceria com o projeto Acessa BH propiciou a apresentação em um teatro lotado com 1,2 mil pessoas.
“É uma questão importantíssima, e tem uma demanda enorme de público com deficiências que precisa ser incluído na experiência teatral”, observou Caio Blat em entrevista à Agência Brasil.
Teatros lotados
Todas as apresentações de Os irmãos Karamázov realizadas em 2025 foram com casa lotada. Isso ocorreu, por exemplo, no Rio de Janeiro, em São Paulo, capital e interior, e em Belo Horizonte. A expectativa é que nesta temporada no Rio a procura do público seja a mesma.
“Falar em Dostoiévski em 2025, no Brasil, e com os teatros lotados em todas as temporadas foi a realização de um sonho, no sentido de que aconteceu exatamente como a gente sonhou”, disse o ator.
Espera
A vontade de montar um espetáculo com Os irmãos Karamázov acompanhou Caio Blat por mais de 20 anos, desde que se interessou pela obra de Dostoiévski. Ele dividiu esse desejo com o amigo Manuel Candeias, com quem leu toda a obra do autor e, depois de escolher este romance, fez a adaptação do texto para o teatro.
“A gente não tinha nenhuma dúvida que tinha que ser esse, porque é o mais teatral dos romances de Dostoiévski. É uma tragédia familiar cheia de personagens, cheia de conflitos, de ação”, contou.
No começo dos anos 2000, segundo Caio, começaram a surgir as primeiras traduções diretas do russo para o português da obra de Dostoiévski, o que facilitou o trabalho de adaptação.
“A gente não queria que fosse uma peça longa. A gente queria resgatar o espírito popular de Dostoiévski, que era um autor de folhetim. Todos os grandes romances dele foram publicados em episódios semanais em jornais. Era novela, folhetim”, afirmou, destacando que anos depois foram considerados clássicos e eruditos.
“A trama familiar é qual dos irmãos que matou o pai, coisa bem de folhetim e novela”, disse Caio.
A gente queria fazer uma peça que fosse popular, para todos os públicos, que durasse no máximo duas horas. Esse foi nosso desafio, transformar um dos romances considerados um dos maiores clássicos da humanidade em peça popular”, comentou.
Segundo o ator, por falta de oportunidades para levar adiante a montagem, tudo ficou guardado em uma gaveta. O projeto foi à frente ao ser apresentado por Caio e Luiza para Maria Duarte.
Maria acrescenta que, a partir daí, começou a busca por parceiros que permitissem botar o projeto de pé. As primeiras apresentações, em janeiro de 2025, foram no Sesc Copacabana, depois de serem contempladas no edital de cultura Sesc Pulsar RJ e na sequência ainda no Sesc São Paulo.
“Foi quando reunimos essa turma, eu, Maria, Luiza e Marina, que a gente tirou o projeto da gaveta e transformou ele em encenação”, relatou Caio.
O ator, que batalhou tanto para conseguir fazer a montagem, se emocionou na primeira apresentação, em janeiro de 2025. “Eu não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo 24 anos depois. Foi muito tempo sonhando, imaginando, mexendo”, pontuou.
Os irmãos Karamázov
A montagem traz a narrativa para os três dias que antecedem e sucedem o crime central da trama. “Ambientado na Rússia pré-revolucionária, a história acompanha as disputas entre os irmãos Dmitri, Ivan e Aliócha e seu pai, Fiódor Karamázov, em torno da herança da família e do amor pela mesma mulher”, resumiu a produção.
A Mostra de Cinema de Tiradentes, considerada a primeira grande vitrine do cinema brasileiro no calendário anual de festivais, divulgou, nesta semana, a programação das mostras competitivas Olhos Livres e Aurora, que integram a 29ª edição do evento.
As exibições começam dia 23 a vão até 31 de janeiro, na cidade histórica mineira de Tiradentes, com entrada gratuita.
Ao todo, 13 longas-metragens em pré-estreia mundial compõem as duas mostras, avaliadas pelo Júri Oficial e pelo Júri Jovem, em diálogo com o tema desta edição, Soberania Imaginativa.
Para a coordenadora-geral da Mostra, Raquel Hallack, o evento mantém papel estratégico no setor.
“A mostra abre o calendário audiovisual brasileiro e funciona como um termômetro para as produções que vão ganhar destaque ao longo do ano”, afirmou.
Segundo Raquel Hallack, a edição reúne 140 filmes brasileiros em pré-estreias nacionais, refletindo a diversidade estética, narrativa e regional do cinema contemporâneo.
“É um território fértil que antecipa tendências, lança novos nomes e fortalece a produção audiovisual brasileira”, completou.
Mostra Olhos Livres
Voltada a cineastas com trajetória consolidada, a Olhos Livres reúne obras que investem na liberdade formal e no risco estético.
Em 2026, a seleção inclui: Meu Tio da Câmera, de Bernard Lessa (ES); Tannhäuser, de Vinícius Romero (SP); Anistia 79, de Anita Leandro (RJ); As Florestas da Noite, de Priscyla Bettim e Renato Coelho (SP); O Enigma de S., de Gustavo de Mattos Jahn (RJ); Ao Sabor das Cinzas, de Taciano Valério (PE); e Amante Difícil, de João Pedro Faro (RJ).
Mostra Aurora
Dedicada a longas-metragens de estreia, a Aurora segue como espaço de revelação.
A programação traz Vulgo Jenny, de Viviane Goulart (GO); Sabes de Mim, Agora Esqueça, de Denise Vieira (DF); Politiktok, de Álvaro Andrade (BA); A Voz da Virgem, de Pedro Almeida (RJ); Para os Guardados, de Desali e Rafael Rocha (MG); e Obeso Mórbido, de Diego Bauer (AM).
Segundo a coordenação, muitos dos filmes foram realizados com recursos próprios ou editais de baixo orçamento, evidenciando a força do cinema independente.
Um dos espaços mais aguardados da Mostra, o Cine-Praça transforma o Largo das Forras em sala de cinema ao ar livre, com sessões seguidas de bate-papo. A programação neste ano inclui os filmes : Querido Mundo (Miguel Falabella), O Último Episódio (Maurílio Martins), Pequenas Criaturas (Anne Pinheiro Guimarães), Herança de Narcisa (Clarissa Appelt e Daniel Dias), Em Dolores (Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar) e Ladeiras da Memória – Paisagens do Clube da Esquina (Raabe Andrade e Daniel Caetano), além de sessões de curtas de segunda a quarta-feira.
Além das exibições, a mostra mantém forte investimento em atividades formativas, com 16 ações gratuitas entre oficinas, workshops e masterclasses. “Desde a primeira edição, a formação é parte essencial da nossa identidade”, destacou Hallack.
O Dia de Reis, celebrado nesta terça-feira (6), marca uma tradição centenária na cultura popular brasileira, que é a passagem das folias pelas ruas, reunindo grupos de cantadores e instrumentistas que entoam versos em homenagem aos três reis magos: Baltazar, Belchior e Gaspar.
Em diversas cidades do país, eles passam de casa em casa vestindo fardas e máscaras e performando danças e cantorias com múltiplos instrumentos de corda, sanfonas e percussão. Alguns grupos contam com personagens – reis, palhaços e bastiões – que chegam a visitar as casas de devotos.
Belchior, Gaspar e Baltazar, convertidos em santos pela Igreja Católica, teriam saído do Oriente se guiando por uma estrela e levavam três presentes: ouro, incenso e mirra, simbolizando realeza, imortalidade e espiritualidade. Para os devotos, a data da chegada dos reis magos ao destino é quando se encerram os festejos natalinos, que começam quatro domingos antes do 25 de dezembro, dia atribuído ao nascimento de Jesus Cristo.
Desta forma, o dia 6 de janeiro marca o momento em que os três reis magos visitam o recém-nascido Jesus Cristo, em Belém, cidade milenar localizada atualmente na Palestina. Neste dia, também são desarmados os presépios, as árvores e os demais enfeites natalinos.
Período colonial
De origem portuguesa, a Folia de Reis ou Reisado foi trazida para o Brasil durante o período colonial, incluindo manifestações com títulos diversos: Terno de Reis, Tiração de Reis, Rancho de Reis, Guerreiros e Reisado. Elas consistem na presença de cantadores, tocadores de instrumento, que saem pelas ruas, de casa em casa, cantando louvores a um santo de devoção e recolhendo donativos para ofertar aos mais necessitados ou cumprindo promessas que as pessoas fazem aos seus santos.
Atualmente a tradição continua presente em diversos estados do país, especialmente nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, a exemplo do Espírito Santo, de Minas Gerais, São Paulo, do Rio de Janeiro, de Alagoas, da Bahia, do Ceará, Maranhão, da Paraíba, de Pernambuco, do Piauí e de Goiás.
A cidade de Caxias, no Maranhão, a Folia de Reis tem a apresentação de vários folguedos, na Praça da Matriz. Entre eles, o Encanto da Terra, Jacar, Reisado Mirim, Encanto dos Corais, Filomena, os três Reis Magos e Dona Joaninha.
Na capital do Rio Grande do Norte, Natal, a comemoração começou na madrugada no Santuário de Santos Reis, com missa de vigília à meia-noite, missa da alvorada às 06h, dos enfermos às 07h, dos peregrinos às 09h da manhã, com a missa de encerramento às 16 horas, seguida da procissão pelas ruas do bairro natalense de Reis Magos.
No Piauí, a tradição se faz presente no 26º Festival de Reisado da cidade de Boa Hora. Durante a comemoração a arena do festival recebe vários grupos de Reisado, entre eles o Boi Maravilha, o Boi Estrela e o Boi Esperança.
Os integrantes das brincadeiras - entre eles cantadeiras, caretas, dançador, sanfoneiro, mandado e, claro, o boi - se apresentam para uma comissão julgadora, concorrendo a prêmios em dinheiro. Na sequência, ocorre o tradicional ritual da morte dos bois, realizado nas casas dos pagadores de promessas.
Em Pernambuco, a Folia de Reis acontece tanto no interior quanto na capital. Em Recife, a tradicional Queima da Lapinha acontece nesta terça-feira. A Queima da Palhinha ou do próprio presépio marca o encerramento dos festejos natalinos e a abertura do Carnaval, simbolizando renovação e esperança. A concentração será a partir das 16 horas, na Rua Nova, em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares.
Em Minas Gerais, onde a tradição é bastante presente, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) já cadastrou mais 1,6 mil grupos em cerca de 400 municípios de todas as regiões, consideradas, desde 2017, patrimônio cultural de natureza imaterial. Além dos Reis Magos, são cultuados o Divino Espírito Santo, São Sebastião, São Benedito e Nossa Senhora da Conceição, em períodos que não são necessariamente o de Natal.
Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), existem três pedidos de reconhecimento abertos no Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI): Reisados de Pernambuco; Folias de Reis Fluminenses; e Folias de Reis do Estado de São Paulo.
Em Pernambuco, o Reisado recebeu, em 2022, o título de Reisado de Patrimônio Cultural Imaterial do Estado. O mapeamento realizado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) abrangeu os municípios do Recife, de Garanhuns, povoado de Maniçoba (Capoeiras), Paranatama, Águas Belas, Arcoverde, Sertânia, Pedra, Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande e Tacaratu, contemplando o agreste pernambucano e a região metropolitana do Recife.
No Rio de Janeiro, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), identificou Folias de Reis nos municípios de Angra dos Reis, Cabo Frio, Cassimiro de Abreu, Duas Barras, Itaboraí, Mangaratiba, Paraty, Petrópolis, Quatis, Quissamã, Rio Claro, Rio de Janeiro, Santa Maria Madalena e São Pedro da Aldeia.
Em São Paulo, as Folias de Reis estão presentes no interior do estado, mais precisamente, na microrregião de Ourinhos e de Assis, reunindo elementos usados pelos integrantes na construção de suas identidades e memória, a exemplo dos grupos: Bandeiras de Santos Reis de Ribeirão Grande; Companhia de Reis Água das Anhumas; Companhia de Reis Família Faceiros e Faceiros Jr.; e Companhia de Reis Três Ilhas.
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) abriu, nessa segunda-feira (5), o período de inscrições para o concurso público para a área médica que se estende até as 23h59 de 30 de janeiro.
O edital está publicado no Diário Oficial da União dessa segunda-feira.
Vagas
O certame selecionará 152 profissionais para trabalhar em hospitais universitários federais administrados pela estatal e ainda formará o cadastro de reserva.
As vagas estão distribuídas em 96 especialidades:
cirurgia geral;
ginecologia e obstetrícia;
pediatria;
anestesiologia;
cardiologia;
clínica médica e
oncologia, além de outras definidas conforme a necessidade de cada hospital.
Os salários iniciais variam conforme a jornada de trabalho:
24 horas semanais: R$ 11.464,35
40 horas semanais: R$ 19.107,31
Taxa de inscrição
O valor da taxa de inscrição é de R$180, que deverá ser paga até 2 de fevereiro.
Pessoas com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) e doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde poderão solicitar a isenção do pagamento da taxa de inscrição até quarta-feira (7).
O candidato inscrito no CadÚnico deverá preencher o requerimento de isenção do pagamento de inscrição no endereço eletrônico da Fundação Getulio Vargas. Já o candidato doador de medula óssea deverá enviar eletronicamente o documento de identidade e o documento expedido pela unidade coletora que comprove ser doador de medula óssea cadastrado nos hemocentros estaduais.
Cotas
Em relação a reserva de vagas, o edital aumenta em 5% na cota para pessoas pretas e pardas. Desta forma, o quadro de vagas ofertadas terá as seguintes reservas:
25% para candidatos negros (pretos e pardos).
10% para pessoas com deficiência (PcD).
3% para candidatos indígenas.
2% para candidatos quilombolas (novidade).
Os candidatos que concorrem às vagas reservadas às pessoas com deficiência serão submetidos ao procedimento de análise documental para caracterização da deficiência. E os candidatos negros, indígenas e quilombolas serão submetidos ao procedimento de verificação documental complementar à autodeclaração.
Provas
As provas objetivas serão aplicadas, simultaneamente, em 42 municípios de todas as 27 capitais das unidades da federação, em 29 de março. A etapa é eliminatória e classificatória.
Conforme o edital, as provas objetivas terão 60 questões de múltipla escolha.
O resultado definitivo da prova objetiva será divulgado em 11 de maio.
Também contarão para classificação a prova de títulos e experiência profissional do candidato. Essa etapa avalia a formação acadêmica (doutorado, mestrado, especialização) e o tempo de serviço na área.
Convocação
Somente serão convocados os aprovados no concurso após esgotado o cadastro de reserva dos cargos nos concursos anteriores vigentes.
O concurso público vigente, homologado em junho de 2025, convocou mais de 1.240 profissionais médicos.
Os candidatos aprovados e classificados serão contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com contrato experimental de 90 dias.
O prazo de validade deste concurso público é de um ano, a contar da data da publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período.
Hospitais participantes
A Ebserh agrupou os hospitais participantes do concurso por macrorregião:
Macrorregião 1 (Norte)
Hospital Universitário Getúlio Vargas da Universidade Federal do Amazonas, Manaus (AM);
Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá, Macapá (AP);
Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão, São Luiz (MA);
Complexo Hospitalar Universitário da Universidade Federal do Pará, Belém (PA);
Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí, Teresina (PI);
Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima, Boa Vista (RR).
Macrorregião 2 (Nordeste I)
Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza (CE);
Hospital Universitário Júlio Bandeira da Universidade Federal de Campina Grande, Cajazeiras (PB);
Hospital Universitário Alcides Carneiro da Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande (PB);
Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa (PB);
Hospital Universitário Onofre Lopes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal (RN);
Maternidade Escola Januário Cicco da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal (RN);
Hospital Universitário Ana Bezerra da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Santa Cruz (RN).
Macrorregião 3 (Nordeste II)
Hospital Universitário Professor Alberto Antunes da Universidade Federal de Alagoas, Maceió (AL);
Maternidade Climério de Oliveira da Universidade Federal da Bahia, Salvador (BA);
Hospital Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia, Salvador (BA);
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, Recife (PE);
Hospital de Ensino Dr. Washington Antônio de Barros da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina (PE);
Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, Aracaju (SE);
Hospital Universitário de Lagarto da Universidade Federal de Sergipe, Lagarto (SE).
Macrorregião 4 (Centro-Oeste)
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (sede), Brasília
Hospital Universitário de Brasília da Universidade de Brasília, Brasília
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, Goiânia;
Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados (MS);
Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande;
Hospital Universitário Júlio Müller da Universidade Federal do Mato Grosso, Cuiabá;
Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins, Araguaína (TO).
Macrorregião 5 (Sudeste)
Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória;
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte;
Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora (MG);
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba (MG)
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia (MG);
Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense, Niterói (RJ);
Hospital Universitário dos Servidores do Estado da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (HUSE-Unirio), Rio de Janeiro;
Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro;
Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos, São Carlos (SP).
Macrorregião 6 (Sul)
Complexo Hospitalar de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba;
Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas (RS);
Hospital Universitário Doutor Miguel Riet Corrêa Junior da Universidade Federal de Rio Grande, Rio Grande (RS);
Hospital Universitário de Santa Maria da Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria (RS);
Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis (SC).
Saiba mais
Em caso de dúvidas, o candidato poderá entrar em contato com a Fundação Getúlio Vargas por meio do Serviço de Atendimento ao Candidato, pelo telefone (0800-2834628) ou e-mail [email protected] , de segunda a sexta-feira úteis, das 9h às 17h (horário de Brasília).
Está nas livrarias a obra “Teatro Experimental do Negro: testemunhos e ressonâncias”, organizada originalmente por Abdias Nascimento (1966) e agora recuperada e ampliada pela socióloga Elisa Larkin Nascimento e pelo gestor cultural Jessé Oliveira.
Adias Nascimento (1914-2011) foi artista plástico, ativista, ator, deputado federal, dramaturgo, economista, escritor, poeta, professor universitário e senador. Em todos os papéis, defendeu a liberdade e o comprometimento com a transformação social.
O livro foi lançado na última primavera (novembro), marcando 80 anos de fundação do Teatro Experimental do Negro (TEN), para ensaios em outubro de 1944. A publicação é da Edições Sesc, em parceria com a Editora Perspectiva (328 páginas).
A edição traz textos do dramaturgo Nelson Rodrigues, do poeta Efrain Tomás Bó, dos cientistas sociais Guerreiro Ramos, Florestan Fernandes, entre outros. O livro apresenta o ensaio fotográfico de José Medeiros com imagens em preto e branco do elenco do TEN.
Protagonismo
Criado há menos de 60 anos após a abolição da escravidão, o TEN tinha como propósito valorizar a herança cultural afro-brasileira, destacar histórias e dar protagonismo a autores e atores negros. Entre 1945 e 1958, o TEN encenou mais de 20 espetáculos, com peças brasileiras e estrangeiras, e revelou nomes como Léa Garcia e Ruth de Souza.
“Quem definia os temas [das peças], os textos [a serem encenados] e quem definia o rumo das atuações essa eram as pessoas negras”, assinala Jessé Oliveira. “O Teatro Experimental do Negro é um divisor de águas. Amplia o local de debate das questões raciais e estabelece profissionalismo em uma companhia teatral negra”.
Na avaliação Elisa Larkin Nascimento, o TEN “faz a ponte entre o teatro moderno e contemporâneo no Brasil” e apresenta uma versão da sociedade brasileira diferente do discurso oficial e de parte da intelectualidade (geração do sociólogo Gilberto Freyre) de que o país seria uma “democracia racial”.
A nova edição do livro tem o objetivo da publicação original, de “fazer um registro mais estável” e contribuir para evitar o apagamento da história do TEN.
“Nas escolas de teatro, sempre vêm me dizer que não conhecem o Teatro Experimental do Negro. Inclusive os jovens que estão cursando teatro e estudam a história do teatro brasileiro”, lamenta Elisa Larkin Nascimento.
A obra mostra como as concepções de Abdias seguem ressoando em práticas cênicas e coletivos atuais, mantendo vivo o ideal de um teatro antirracista.
As inscrições podem ser feitas até as 18h de 26 de janeiro, no horário de Brasília.
Vagas
As 70 vagas imediatas são para os seguintes cargos, ambos de nível superior:
⦁ 35 vagas para analista legislativo – especialidade processo legislativo e gestão;
⦁ 35 vagas para técnico legislativo – especialidade assistente legislativo e administrativo.
O edital do concurso prevê mais 70 vagas em cadastro de reserva.
Os candidatos podem ter curso de graduação em qualquer área de formação, com diploma fornecido por Instituição de Ensino Superior (IES) reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).
Do total das vagas do concurso, 30% serão reservadas da seguinte forma:
- 25% para candidatos negros;
- 3% para candidatos indígenas; e
- 2% para candidatos quilombolas.
Para concorrer às vagas reservadas, o candidato deverá, no ato de inscrição, indicar que deseja concorrer às vagas reservadas e autodeclarar-se negro (preto ou pardo), indígena ou quilombola, conforme quesito cor ou raça adotado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Taxa de inscrição
Conforme o edital, a taxa de inscrição foi determinada em R$ 100 para concorrer ao cargo de técnico legislativo; e R$ 130 para o de analista legislativo.
A data final para o pagamento da taxa de inscrição é 28 de janeiro. O candidato deverá efetuar o pagamento por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança). O documento apresentará QR code que possibilita o pagamento por Pix.
Pedidos de isenção
Somente os candidatos com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) e doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde poderão solicitar a isenção do pagamento da taxa de inscrição. O período para pedir a isenção é de hoje (5) a 12 de janeiro.
No aplicativo de inscrição, o interessado deve indicar o Número de Identificação Social (NIS), atribuído pelo CadÚnico.
Remuneração
A remuneração mensal dos aprovados no concurso da Câmara Federal varia de R$ 21.008,19 até R$ 30.853,99, conforme o cargo (técnico e analista). A jornada de trabalho é de 40 horas semanais para todos os cargos.
Provas
As provas objetivas e discursivas serão aplicadas em todas as capitais do país, em 8 de março, nos turnos da manhã e tarde. A etapa é eliminatória e classificatória.
As provas objetivas terão duração de cinco horas e a discursiva, de três horas.
Conforme descrito no edital, as provas objetivas terão 90 questões de conhecimentos gerais e 90 de conhecimentos específicos.
O filme brasileiro O Agente Secreto ganhou, na noite desse domingo (4), o prêmio de melhor filme em língua estrangeira no Critics Choice Awards 2026. O filme concorreu com as produções A Garota Canhota, Foi Apenas um Acidente, Belén, Sirat e No Other Choice.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, O Agente Secreto tem sido bastante elogiado pela crítica nacional e internacional e foi muito bem recebido nos festivais por onde passou ao longo dos últimos meses.
A produção também concorreu na categoria melhor ator com Wagner Moura, mas o ator Timothée Chalamet foi quem ganhou pelo filme Marty Supreme. Competiram com Moura, nesta categoria, os atores Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra), Ethan Hawke (Blue Moon) e Michael B. Jordan (Pecadores).
Globo de Ouro e Oscar
O Critics Choice Awards é um dos eventos considerados como termômetro para o Oscar, que acontece no dia 15 de março. Além do prêmio de melhor filme estrangeiro, O Agente Secreto pode concorrer na categoria melhor direção de elenco (casting).
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos anunciou, em dezembro, a pré-lista de indicados em 12 categorias para a 98ª edição do Oscar, cuja cerimônia de premiação será exibida no dia 15 de março de 2026. A lista final de concorrentes ao Oscar será divulgada dia 22 de janeiro.
O próximo desafio do filme de Kleber Mendonça Filho é o Globo de Ouro 2026, no próximo domingo (11). O longa está indicado nas categorias melhor filme de língua não-inglesa e também melhor filme de drama. Wagner Moura concorre como melhor ator.
No ano passado, a atriz Fernanda Torres ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz por sua atuação em Ainda Estou Aqui.
Embora seja chamada popularmente de Superlua, o nome correto da Lua Cheia que será vista no céu, nesse sábado (3), é "Lua Cheia de Perigeu", como definem os astrônomos, porque ela estará em um ponto mais perto da Terra. Peri significa próximo e Geo, Terra. Daí o nome Perigeu. A Lua Cheia parece 6% maior e 13% mais brilhante do que uma lua cheia média.
Na realidade, a Lua não muda de tamanho; ela se aproxima mais da Terra somente, conforme explicou à Agência Brasil o astrônomo Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Universidade Estadual Paulista (Unesp). A Lua Cheia de 3 de janeiro vai ocorrer às 7h3 (horário de Brasília). O diâmetro da Lua Cheia do mês de janeiro será de 32,92 minutos de arco, o que é considerado relativamente grande em comparação com os 29,42 minutos de arco da Microlua prevista para o dia 31 de maio próximo.
A chamada Superlua de janeiro de 2026 esteve a 362.312km da Terra no primeiro dia deste ano. Em contrapartida, a menor Lua Cheia de 2026 (Microlua de 31 de maio) estará a 406.135km de distância. O diâmetro da Lua Cheia de janeiro será de 32,92 minutos de arco (relativamente grande em comparação com os 29,42 minutos de arco da Microlua de 31 de maio).
“Todo mês, ela passa pelo Perigeu, que é o ponto mais próximo de um corpo celeste em sua órbita ao redor da Terra e também todo mês ela passa pelo ponto mais longe. que é o Apogeu. Aí, quando coincide ser Lua Cheia, quando ela está perto do Perigeu, isso é chamado de Lua Cheia de Perigeu ou Superlua, porque ela fica um pouquinho maior”, disse Langhi. Destacou, porém, que a olho nu será difícil ver qualquer diferença no tamanho da Lua Cheia desse sábado.
Segurando uma bola
“Imagina que você está segurando uma bola na sua frente com as duas mãos. Aí, você aproxima e afasta a bola dos seus olhos e vai perceber que, aparentemente, a bola vai ficando cada vez menor, quanto mais longe ela é posicionada. Tanto que se alguém segurar essa mesma bola a uns dez metros de distância, vai parecer para você que ela está longe, que a bola ficou bem pequenininha. A mesma coisa acontece no caso da Lua. Quando ela está mais próxima da Terra, ela fica um pouquinho maior, porque essa diferença não é tão grande”, informou o astrônomo da Unesp.
Rodolfo Langhi comentou que, na realidade, a olho nu, não se percebe diferença alguma no tamanho da Lua Cheia.
“É muito difícil. Para uma pessoa que não está muito acostumada a ficar olhando para a Lua todo dia, que não é uma pessoa que se importa muito com isso, ela não vai nem perceber diferença. Já alguém que olha sempre para a Lua Cheia e presta atenção, como os astrônomos, aí sim. Mas mesmo para a gente não é tão evidente, sabe?”.
Por isso, Langhi acredita ser um pouco de exagero chamar a Lua Cheia do dia 3 de janeiro de Superlua, porque as pessoas acham que ela vai ficar gigante, enorme, mas é um erro.
Irrelevância
Na avaliação de João Batista Canalle, físico, doutor em Astronomia, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e também coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), essa Lua Cheia de sábado “não tem nada de diferente.
É a mesma Lua Cheia de sempre. Apenas vamos ter duas luas cheias no mesmo mês. Ou seja, é uma coisa absolutamente irrelevante fisicamente. É só uma coincidência que se tem de duas luas cheias no mesmo mês”.
Para João Canalle, a Lua Cheia, chamada segundo ele erroneamente de Superlua, não muda de tamanho, apenas se aproxima da Terra. Disse que no próximo domingo (4), a Terra vai estar mais próxima do Sol.
“Você vai ver ele maior por causa disso? Não vai. Entendeu? Então, o nosso verão é do hemisfério Sul, ocorre com a Terra mais próxima do Sol alguns milhões de quilômetros. Mas você não vai ver o sol maior por causa disso”, sustentou.
Indicou que, com a Lua, ocorre algo parecido. Mesmo que ela esteja no Perigeu, que é o ponto mais próximo da Terra, ninguém verá diferença a olho nu. O mesmo ocorre quando ela estiver no Apogeu, no ponto mais distante da Terra, a chamada Microlua. “Até parece que ela vai ficar microscópica. É um nome absolutamente enganador chamarem uma Lua Cheia de Microlua. Nunca que ela vai ser uma Microlua; ela vai continuar sendo uma Lua Cheia. Apenas, coincidentemente, ela vai estar no ponto mais distante da órbita da Terra. Essa diferença é muito pequena, perto aí dos quase 400.000 km, que é a distância média dela para a Terra. Então, astronomicamente, isso não tem nenhuma relevância”, concluiu Canalle. (Alana Gandra).
Transformar vidas por meio do esporte e da arte. Este é objetivo principal do Projeto Criança Feliz, iniciativa desenvolvida pela Associação Beneficente de Mães da Vila Nova com o patrocínio do governo do Estado e do Grupo Potiguar via Lei Estadual de Incentivo ao Esporte e que também conta com a parceria do Grupo Oito. Em 2026, o projeto está de volta e irá atender 60 crianças da comunidade da Vila Nova, bairro localizado na área Itaqui-Bacanga, em São Luís. O lançamento oficial de mais uma edição dessa importante ação vai ocorrer na terça-feira (6), às 9h, na sede da Creche Nossa Senhora das Graças, localizada na Travessa Bela Vista.
O Criança Feliz é um projeto que alia educação e esporte para motivar a inclusão social. Ao longo do ano, as crianças participantes da iniciativa vão ter acesso a aulas de judô e balé de forma gratuita. É uma verdadeira oportunidade para que meninos e meninas da Vila Nova conheçam e desenvolvam atividades capazes de transformar vidas.
“O projeto irá atender 60 crianças de 3 a 5 anos em situação de vulnerabilidade social e contará com aulas de judô e balé. O projeto vai muito além das práticas esportivas e artísticas: ele representa oportunidade, inclusão social e transformação de vidas. Iniciativas como essa significam esperanças e novos caminhos. Agradecemos ao governo do Estado, à Sedel e à Potiguar por acreditarem no poder do esporte e da arte como instrumento de transformação social e por fazerem a diferença nas vidas de tantas crianças e famílias”, destacou Arlete Pereira, coordenadora da Creche Nossa Senhora das Graças.
A retomada do Projeto Criança Feliz significa um “investimento no futuro” de crianças da comunidade da Vila Nova. Para Camila Brasil, sócia-diretora do Grupo Potiguar, é fundamental incentivar práticas que valorizem o próximo. Tanto que a empresa já é uma parceira de longa data da creche, ao contribuir com reformas e manutenções estruturais do espaço.
“Nós, do Grupo Potiguar, estamos extremamente felizes com a retomada do Criança Feliz, que é um projeto que, desde o seu início, abraçamos e patrocinamos via Lei Estadual de Incentivo ao Esporte. Enxergamos esse projeto como um investimento no futuro de diversas crianças. O esporte transforma as vidas e o Criança Feliz é uma forma para as crianças se ocuparem de maneira positiva dentro de um cenário que muitas vezes não é favorável, mas, ali no projeto, elas têm um amparo, um ensinamento, um retorno positivo por parte dos professores. Ao longo dos nossos 45 anos de história, a Potiguar sempre se preocupou em se associar com projetos que tenham a ver com nossas raízes, com o nosso DNA”, afirmou.
Creche Nossa Senhora das Graças
A sede da Creche Nossa Senhora das Graças foi construída em 1989. Em janeiro de 1990, houve a inauguração da unidade de ensino com 50 crianças matriculadas para estudarem nela. O local foi inaugurado com 50 alunos inscritos, sendo que hoje há 120.
Associação Beneficente
A Associação Beneficente de Mães da Vila Nova é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que direciona suas atividades em prol de pessoas carentes, que vivem em situação de exclusão social. A entidade foi fundada no dia 10 de fevereiro de 1985, por mulheres sensíveis à comunidade do bairro que, naquela época, era constituída, em sua maioria, por ex-portadores de hanseníase, quase sempre vítimas de preconceitos.
No início, a associação organizava campanhas de arrecadação de alimentos, roupas, fraldas e alimentos para a preparação de sopas, para ajudar os ex-portadores de hanseníase e suas famílias. A entidade cresceu, se fortaleceu e realizou metas maiores, como a instalação de uma escola de reforço que, atualmente, está credenciada para ministrar aulas no ensino infantil e fundamental.