A nadadora maranhense Sofia Duailibe voltou a se destacar na disputa da Copa Brasil de Águas Abertas 2026, competição organizada pela Confederação Brasileira de Águas Abertas (CBDA). Sofia, que é atleta da Atlef/Nina e conta com os patrocínios do governo do Estado e do Centro Elétrico, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, além do apoio do Colégio Literato e da Expert Distribuidora, faturou três medalhas de ouro e uma medalha de prata na 3ª etapa da Copa Brasil, que foi realizada no último fim de semana (11 e 12), na Barragem do Bezerro, em José de Freitas (PI).
Sofia Duailibe teve uma excelente performance na categoria Juvenil da 3ª etapa da Copa Brasil de Águas Abertas, conquistando a medalha de ouro nas provas de 1,5km, 2,5km e 4km em José de Freitas. Além disso, a nadadora maranhense brilhou na categoria Geral Feminina, garantindo a prata nos 4km. Com esses resultados, Sofia já acumula 10 pódios na Copa Brasil 2026.
“Estou muito feliz pelos resultados que conquistei nessa etapa da Copa Brasil. Agora, é intensificar a preparação para os próximos desafios. Agradeço aos meus patrocinadores e apoiadores, que são fundamentais para que eu siga evoluindo e representando o Maranhão no cenário nacional da natação”, afirma Sofia Duailibe.
Últimos resultados
Antes de se destacar nas provas realizadas em José de Freitas, Sofia Duailibe conquistou dois pódios na 2ª etapa da Copa Brasil de Águas Abertas, realizada em Itajaí (SC). Em mais uma performance consistente, Sofia foi medalha de prata nas provas de 1,5km e 2,5km da categoria Juvenil da competição nacional.
Pouco antes, em fevereiro, Sofia Duailibe garantiu quatro pódios na etapa de abertura da Copa Brasil de Águas Abertas, em Porto Alegre. Além de vencer as provas de 1,5km e 4km da categoria Juvenil, a maranhense foi medalhista de prata da categoria Geral Feminino, também nas disputas de 1,5km e 4km.
Sofia Duailibe foi eleita atleta do ano nas águas abertas
A sequência de títulos e pódios no início da temporada de 2026 reforça o excelente momento de Sofia Duailibe no cenário estadual e nacional de águas abertas. Na temporada de 2025, Sofia conquistou o título de melhor atleta do ano na categoria Juvenil e de atleta mais eficiente da categoria Geral Feminino na Copa Brasil.
O prazo para que as pessoas interessadas em solicitar a isenção de pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 e para aqueles candidatos que precisam justificar a ausência na edição do ano passado para participar gratuitamente desta edição começa nesta segunda-feira (13) e se estende até 24 de abril.
Os interessados devem acessar o endereço eletrônico da Página do Participante do Enem com o login único da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.
Direito de solicitar isenção
O Inep prevê a gratuidade na inscrição do exame para os seguintes casos:
· matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026;
· estudantes de todo o ensino médio em escola pública ou bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio;
· pessoas de baixa renda com registro ativo no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
· beneficiários do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC);
As pessoas que se enquadram nesses perfis devem solicitar a dispensa do pagamento da taxa, pois a isenção não é automática.
O Inep destaca que o participante que integra uma família inscrita no CadÚnico precisa estar com a situação cadastral regular para solicitar a isenção da inscrição no Enem. A falta de atualização no CadÚnico pode levar ao indeferimento do pedido para fazer as provas de graça.
Ausência em 2025
O participante que teve a isenção de pagamento da taxa de inscrição do Enem 2025, não compareceu às provas nos dois dias de aplicação em novembro do ano passado e queira solicitar novamente isenção da taxa de inscrição em 2026 deve justificar sua ausência.
A justificativa de ausência no Enem 2025 deve ser feita também pela Página do Participante, no mesmo período, 13 a 24 de abril.
Não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos por pais ou responsáveis dos participantes.
Os documentos para justificativa de ausência no Enem 2025 devem conter todas as especificações do edital e serem legíveis para análise, sob pena de serem considerados inválidos. Entre eles: boletim de ocorrência policial, para casos de assaltos ou acidente de trânsito; certidão de casamento ou declaração de união estável, se ocorrida nove dias antes do primeiro dia de aplicação das provas.
O Inep exige documentos somente nos formatos PDF, PNG ou JPG, com o tamanho máximo de 2MB.
Resultados
Os resultados das solicitações de isenção da taxa de inscrição serão divulgados pelo Inep em 8 de maio.
Os solicitantes com pedidos de isenção negados pela autarquia poderão entrar com recurso administrativo entre 11 a 15 de maio. Os resultados definitivos dos recursos serão conhecidos em 22 de maio.
As regras e prazos do Enem 2026 relativos aos pedidos de isenção da taxa de inscrição estão descritos no novo edital publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no último dia 1º.
Necessidade de inscrição
O edital do Inep esclarece que ter a aprovação da solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição no Enem 2026 não garante a inscrição no Enem deste ano.
O período de inscrição pela Página do Participante ainda será definido e divulgado pelo MEC.
O Enem
O Enem é a principal prova de entrada no ensino superior brasileiro, por meio de iniciativas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu); e de iniciativas federais como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão desta etapa de ensino para os candidatos que têm 18 anos completos e também alcançam a pontuação mínima em cada área do conhecimento das provas e na redação.
Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições de ensino superior de Portugal que têm convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para aceitarem as notas do exame.
O Festival das Culturas Indígenas do Museu do Pontal, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio, começa neste sábado (11) e vai até domingo (12), promete mobilizar o público mais uma vez mostrando os saberes, as vivências e a força dos povos originários.
Nesta 3ª edição, as atividades terão as presenças de representantes dos povos Wauja, Guajajara, Xakriabá, Kaiapó, Kamayurá, Puri, Pataxó, Wapixana, Guarani Mbyá e Guarani Tenonderã, que vão coordenar experiências de vida, além de apresentar rituais, danças e músicas ancestrais. A programação gratuita inclui uma feira gastronômica.
Crianças e mulheres
O Museu do Pontal costuma dedicar parte da programação dos seus eventos a atividades infantis. Desta vez, vai ter integração com crianças da Aldeia Mata Verde Bonita, de Maricá, na Região Metropolitana do Rio, que apresentarão brincadeiras tradicionais neste sábado, a partir das 10h.
No mesmo dia, a programação prevê, ainda, uma agenda para as mulheres, que vão poder participar, às 11h30, de uma oficina com técnicas de modelagem de panelas de barro, que será apresentada por indígenas do povo Wauja, de Mato Grosso. Das 12h30 às 13h, haverá demonstrações sobre os rituais da Festa das mulheres – Yamurikumã, com danças, cânticos e pinturas com jenipapo e urucum que fazem parte da tradicional cerimônia.
Também no sábado, às 15h30, o pescador e artesão da aldeia Kamayurá, do Parque Indígena do Xingu, Taware Kamayurá, vai contar histórias e trazer informações sobre rituais ancestrais como o Kuarup. Todas as atividades do museu são gratuitas e estão sujeitas a lotação.
Exposição
Um dos destaques do Festival das Culturas Indígenas este ano é a exposição individual Roraimarte III de Gustavo Caboco, artista indígena do povo Wapixana, que nasceu em Curitiba e, aos 10 anos, mudou para Roraima. Na visão do artista, essa apresentação no Rio é importante porque faz parte da pesquisa que vem realizando sobre as histórias Wapixana, que se junta à exposição Macunaíma é Duwid, em São Paulo, com outras que ocorrem em malocas, em Roraima.
“É uma exposição que acaba conectando outros territórios”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.
Os deslocamentos de indígenas para vários territórios e a produção de memória a partir de uma inusitada conexão entre o Monte Roraima, considerado local sagrado para povos amazônicos, e o planeta Marte, é o foco da mostra Roraimarte III, com fotografias, pinturas e esculturas que evidenciam esses processos. A abertura está marcada para este sábado, às 15h. O artista estará presente para uma conversa, acompanhado dos curadores da mostra e diretores do Museu do Pontal, Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque.
Caboco contou que essa conexão surgiu a partir da nomeação dada pela Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, a uma parte do território de Marte que se chama Roraima, uma vez que se constatava, semelhança do solo de lá com o do Monte Roraima e do conceito que o povo Wapixana tem de que o Monte Roraima é a origem do mundo.
“Tenho trabalhado muito para não apagar a memória Wapixana e de como a arte pode fortalecer relações dentro do campo indígena”, disse Caboco, acrescentando que esta ação reforça o envolvimento dos jovens indígenas nas suas próprias culturas.
Gustavo Caboco, disse que despertou para a arte depois de ganhar uma máquina fotográfica da mãe, que é Wapixana. Ela, que aos 10 anos foi raptada por uma missionária e levada para Boa Vista, passou a trabalhar como doméstica. Já adulta se mudou para Curitiba e 30 anos depois, ao voltar com o filho ainda menino para o território Wapixana, queria que ele fizesse fotos para guardar a memória do seu povo. “Considero hoje como um primeiro trabalho que tem a proposta desse retorno à maloca, à terra que me situa no mundo”, revelou.
Caboco falou ainda que outra influência que recebeu da mãe vem do tempo que a acompanhava ao ateliê de costura que ela montou em Curitiba. Lá costumava ouvir as histórias guardadas na memória dela de como era a vida na maloca e sobre a paisagem de Roraima.
Para o diretor executivo do Museu, Lucas Van de Beuque, trazer essa exposição ao Museu do Pontal é especialmente oportuno nesse momento de retomada das missões espaciais no âmbito do Programa Artemis, que marca um novo ciclo da exploração espacial e a presença humana na Lua.
“Se, por um lado, essas iniciativas apontam para a expansão dos horizontes tecnológicos, científicos e cosmológicos, por outro, também reativam questões históricas ligadas à ocupação, nomeação e disputa de territórios, agora projetadas para além da Terra”, informou à Agência Brasil.
Gustavo Caboco destacou outra característica dos Wapixanas. Como eles estão situados na fronteira do Brasil com a Guiana Inglesa têm fluência nos dois idiomas. “O nosso povo se dividiu, e hoje tem pessoas Wapixanas falantes de inglês porque cresceram na parte da Guiana e outras falam português, mas a nossa língua Wapixana também é viva nesses dois países”, pontuou.
Para a diretora do Museu do Pontal, Angela Mascelani, a produção de Gustavo Caboco é belíssima e plasticamente muito impactante porque transforma o pensamento dele em obra de arte e provoca no público o desejo de conhecer as questões que o artista traz.
“O fato dele traz uma discussão sobre os deslocamentos forçados e sobre mundos diversos que se conectam levam a uma atualidade muito grande para o que estamos vivendo como população mundial mesmo. Tem essa atualidade ao mesmo tempo em que fala da sua história de vida”, disse.
“É uma honra estarmos recebendo este artista que também coloca em discussão o que é ser indígena hoje desmontando estereótipos que por tanto tempo serviram de base para se pensar a questão indígena”, concluiu.
Crianças e mulheres
O Museu do Pontal costuma dedicar parte da programação dos seus eventos a atividades infantis. Dessa vez, vai ter integração com crianças da Aldeia Mata Verde Bonita, de Maricá, na região metropolitana do Rio, que apresentarão brincadeiras tradicionais neste sábado, a partir das 10h.
A programação prevê, ainda, no mesmo dia, uma agenda para as mulheres, que vão poder participar, às 11h30, de uma oficina de panelas de barro que será apresentada por indígenas do povo Wauja, de Mato Grosso. Às 12h30, elas apresentam a Festa das mulheres – Yamurikumã, ritual que celebra a força das mulheres do Alto Xingu.
No domingo (12) a programação para crianças continua com sessões às 10, 11h e 12h. A atividade Bebês no Museu do Pontal será com a contadora de histórias Mel Xakriabá. Ela vai apresentar na roda de musicalização, cantos e instrumentos da nação Xakriabá, um dos poucos grupos indígenas que habitam Minas Gerais.
O público vai ser incentivado ainda a aprender, às 10h30, a arte de fazer petecas com Carmel Puri. A partir das 15h, será a vez da artesã Ana Lucia Guajajara, que nasceu na Aldeia Morro Branco, no Maranhão, coordenar uma oficina de colares de sementes. A indígena vai explicar os significados sagrados dessas peças.
Música
Neste sábado, a programação musical ficará por conta do Coral da Aldeia Mata Verde Bonita, às 16h30, e do Coral Mbyá Guarani da Aldeia Sapukai, no domingo, às 16h.
Educadores indígenas
A curadoria do festival é dos educadores indígenas Carmel Puri e Pacary Pataxó, que vivem no Rio de Janeiro. Formada em pedagogia, pesquisadora de grafismos de outras etnias e agricultora urbana, a arte-educadora Carmel é também coordenadora do coletivo feminino Sementes da Terra, projeto que incentiva o plantio de sementes fora dos territórios indígenas.
Pacary Pataxó, que nasceu na aldeia Mãe Barra Velha, no sul da Bahia, foi para o Rio quando já era adulto. A intenção com a mudança era divulgar a cultura de seu povo.
Palestrante, oficineiro, empreendedor, Pacary põe em prática, especialmente, nas escolas, a Lei 11.645/8, que obriga o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas públicas e particulares de ensino fundamental e médio no Brasil.
Por meio dos cantos, dança, pintura corporal e contação de história, o educador indígena reforça a necessidade de preservação da natureza, da cultura de seu povo e dos povos originários.
“Esse festival é atravessado por uma programação que por um lado foca nos rituais, mas também na dança, no corpo nos cantos nas formas associativas que acontecem nas comunidades indígenas brasileiras. É de uma riqueza enorme poder trazer para o público essas experiências”, observou a diretora do Museu do Pontal, Angela Mascelani à Agência Brasil.
A manutenção do Festival, que já está na terceira edição, segundo Angela, resulta do interesse do público por informações sobre a cultura indígena e os povos originários de muitas etnias diferentes.
“É um universo complexo, amplo e diverso com muitas variações, desde de indígenas aldeados até os urbanos. Achamos muito importante, porque o Museu é voltado para a difusão das camadas populares e a gente inclui a população indígena. Há uma grande importância”, disse à Agência Brasil.
A diretora destacou que o Museu também tem um foco educativo e por isso realiza excursões de estudantes em todas as exposições do espaço cultural. Angela acrescentou que o fato de ter dois educadores indígenas na curadoria do festival, dá uma tranquilidade de que o Museu está no caminho certo.
“São educadores, são indígenas, pessoas que trazem a sua história de vida como vivência de corpo, como vivência de experiência, como seu primeiro plano. Para o público, é muito interessante ter esse contato”, completou.
Museu do Portal
Localizado na Avenida Célia Ribeiro da Silva Mendes, 3.300, Barra da Tijuca, o Museu do Pontal é considerado o maior e mais significativo espaço de arte popular do país. O acervo, resultado de 45 anos de pesquisas e viagens por todo país do designer francês Jacques Van de Beuque, é composto por mais de dez mil peças de 300 artistas, produzidas a partir do século 20.
Como chegar
Para chegar ao museu, os visitantes têm a opção de usar vans gratuitas que sairão da estação de metrô Jardim Oceânico, no acesso A – Lagoa, com uma parada no New York City Center.
As saídas regulares são das 10h às 17h, no sábado e domingo, e as vans estarão disponíveis para retorno até o fim do evento. Como o estacionamento estará fechado, o museu recomenda utilizar o transporte oficial do festival, que por meio da Lei Rouanet, é patrocinado pela Shell Brasil que comemora 113 anos de presença no país.
O Censo da Educação Superior (2024), organizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra que 49% dos alunos que ingressaram por meio da reserva de vagas em universidades federais e em instituições da rede federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica concluíram a graduação – índice superior ao registrado entre os demais ingressantes, que foi de 42%.
O Censo indica ainda que a maior parte dos estudantes que ingressam no ensino superior por ações afirmativas concluem seus cursos e são diplomados.
O desempenho desses estudantes reforça o sucesso de políticas de ampliação do acesso à educação superior, articuladas pelo Ministério da Educação (MEC).
Os dados do Censo demonstram que, entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de pessoas ingressaram em instituições federais de ensino por meio de políticas de reserva de vagas, o que ampliou a presença, especialmente nas universidades federais, de grupos historicamente excluídos desses espaços. Somente em 2024, esse número foi de 133.078 estudantes.
A maior parte das matrículas ocorreu em universidades, que registraram 110.196 alunos cotistas, enquanto 22.587 foram contabilizados em instituições da rede federal.
Nos processos seletivos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), cerca de 2 milhões de cotistas ingressaram em cursos de graduação desde a adoção desses mecanismos. A implementação da modalidade no Sisu surge com a criação da Lei de Cotas. Regras específicas também foram criadas para o Prouni e, mais recentemente, para o Fies.
Com o Sisu, mais de 790,1 mil estudantes conseguiram ingressar em universidades públicas por meio da Lei de Cotas. Somente de 2023 a 2026, esse número alcançou a marca de 307.545 estudantes.
O Prouni foi pioneiro na implementação de ações afirmativas e, desde a sua primeira edição, em 2005, até o ano passado, já beneficiou mais de 1,1 milhão de autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência. Em 2024, foi a vez do Fies também passar a ofertar vagas para cotistas, garantindo o ingresso de 29,6 mil estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.
A Lei de Cotas, obrigatória para as instituições federais, passou por atualizações no ano de 2023, sendo aprimorada com a criação de cota específica para quilombolas. Além disso, ampliou as oportunidades para a população de menor renda, ao diminuir de 1,5 para um salário mínimo o limite da renda mínima per capta para quem opta por cotas que exigem a comprovação do critério econômico.
Outro destaque foi a preservação do critério de origem escolar, com a exigência de que os três anos do ensino médio tenham sido cursados em escola pública para todos os tipos de cotas. Além de valorizar mais a escola pública, essa medida contempla um espelhamento da diversidade existente nas redes públicas de educação básica, que anteriormente não se refletia nas universidades.
No critério de origem escolar, a nova legislação incluiu, ainda, as escolas comunitárias que atuam em educação do campo, conveniadas com o poder público.
O desempenho dos estudantes reforça o sucesso de políticas de ampliação do acesso à educação superior, articuladas pelo Ministério da Educação (MEC).
Os dados do Censo demonstram que, entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de pessoas ingressaram em instituições federais de ensino por meio de políticas de reserva de vagas, o que ampliou a presença, especialmente nas universidades federais, de grupos historicamente excluídos desses espaços. Somente em 2024, esse número foi de 133.078 estudantes. A maior parte das matrículas ocorreu em universidades, que registraram 110.196 alunos cotistas, enquanto 22.587 foram contabilizados em instituições da rede federal.
Nos processos seletivos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), cerca de 2 milhões de cotistas ingressaram em cursos de graduação desde a adoção desses mecanismos.
A implementação da modalidade no Sisu surge com a criação da Lei de Cotas. Regras específicas também foram criadas para o Prouni e, mais recentemente, para o Fies.
Com o Sisu, mais de 790,1 mil estudantes conseguiram ingressar em universidades públicas por meio da Lei de Cotas. Somente de 2023 a 2026, esse número alcançou a marca de 307.545 estudantes. O Prouni foi pioneiro na implementação de ações afirmativas e, desde a sua primeira edição, em 2005, até o ano passado, já beneficiou mais de 1,1 milhão de autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência.
Em 2024, o Fies também passou a ofertar vagas para cotistas, garantindo o ingresso de 29,6 mil estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.
A Lei de Cotas, obrigatória para as instituições federais, passou por atualizações no ano de 2023, sendo aprimorada com a criação de cota específica para quilombolas. Além disso, ampliou as oportunidades para a população de menor renda, ao diminuir de 1,5 para um salário mínimo o limite da renda mínima per capta para quem opta por cotas que exigem a comprovação do critério econômico.
Outro destaque foi a preservação do critério de origem escolar, com a exigência de que os três anos do ensino médio tenham sido cursados em escola pública para todos os tipos de cotas. Além de valorizar mais a escola pública, essa medida contempla um espelhamento da diversidade existente nas redes públicas de educação básica, que anteriormente não se refletia nas universidades.
No critério de origem escolar, a nova legislação incluiu, ainda, as escolas comunitárias que atuam em educação do campo, conveniadas com o poder público.
O programa Cena Musical apresenta um show especial da banda Afrojazz na madrugada deste sábado (11) para domingo (12), à meia-noite, na TV Brasil. O espetáculo foi gravado, com exclusividade, pela emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro.
A apresentação celebra os dez anos de trajetória do grupo, com releituras do arranjador Moacir Santos e do multi-instrumentista nigeriano Fela Kuti. Durante a atração, o Afrojazz também interpreta faixas autorais do disco African Brothers e outras composições inéditas, percorrendo toda a história do grupo desde o seu surgimento nos bailes da Lapa, tradicional bairro carioca.
O grupo é formado por Eduardo Santana (trompete), Oswaldo Lessa (sax), Roque Miguel (percussão), Rodrigo Ferrera (baixo), Antonio Neves (trombone), Negralha (samples e scratchs), Gabriel de Aquino (guitarra) e Caio Oica (bateria).
Programa
Criado em 2007, o Cena Musical é um programa da TV Brasil que traz para o público performances inéditas da nossa música. Desde 2017, as apresentações são gravadas no Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro. A série semanal traz shows que revelam e celebram a riqueza e a diversidade da música brasileira. O comando desta temporada é de Bia Aparecida, cantora, jornalista e apresentadora da emissora.
Ao vivo e on demand
Acompanhe a programação da TV Brasilpelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.
Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.
Serviço
Cena Musical – sábado, dia 11, para domingo, dia 12, à meia-noite, na TV Brasil
– Há muito de Caxias – e há muito do Maranhão – no Rio de Janeiro.
*
Chegar novamente e rever boa gente. Ver um rosto amigo à sua espera no aeroporto faces alegres à mesa de um jantar na intimidade de um lar. Isso não tem preço. Tem valor.
E a fieira da amizade é o ponto de intercessão, o cambo que une pessoas pelos anéis da boa vontade, da saudade e do carinho mútuos.
Presencialmente, ao vivo e em cores e odores e sabores, e também por telefone, amigos saúdam de viva voz ou mensagens escritas.
Carlos Rocha, jornalista e radialista...
Newton Nazareth, músico, escritor, e Regina Brito, dançarina, escritora, professora de Línguas e Literatura...
Eurico Nunes, médico e cirurgião vascular, e Karla Cunha, psicóloga e psicanalista...
Graça Rocha (sempre uma graça e, quando necessário, uma rocha...), carregada de lembranças e afetos...
Francisco Agüero, jornalista, engenheiro, fotógrafo...
José Cruz Medeiros, sargento do Exército Brasileiro, reformado...
Odali Dias Cardoso, grande gestor da AABB na capital carioca...
Wagner Azevedo, dicionarista, músico...
Adriano Espínola, professor doutor, cearense de boa cepa, recentemente eleito presidente da Academia Carioca de Letras...
E Salgado Maranhão, que (e)leva no nome e nas ações e realizações um Maranhão de talentos, de Poesia, de Música, de ativismo cultural-literário, com uma sabida e sobrada qualidade e produção conhecida e reconhecida, continental e mundialmente,...
Creio que, desde a década de 1970, tenho viajado para o Rio de Janeiro, capital e interior. As interações e inter-relações, os vínculos e integrações da capital carioca com Caxias e o Maranhão me segredam um segredo que conta ser o Rio Itapecuru um curso d’água tributário do Rio de Janeiro – tal a leva de boas pessoas caxienses e maranhenses que “desaguaram” no “flumen” carioca.
No Rio de Janeiro, capital e Estado, estudaram, trabalharam, casaram-se, levaram família, lutaram, padeceram, conquistaram, visibilizaram-se nomes como Gonçalves Dias, que se casou no Rio, teve filhinha carioca, de poucos anos de vida, e que lançou, em 1846, o livro divisor de águas literárias, (de)marcador no território literário, instaurador do Indianismo e iniciador da Literatura brasileira do jeito brasileiro... Gonçalves Dias dá nome à mais antiga escola pública do Rio de Janeiro...
Coelho Netto, tão inteligente e ao mesmo tempo tão sensível, acolhedor, que abrigava, orientava e até mantinha conterrâneos que chegavam “puxando a cachorrinha” à antiga capital federal...
Teixeira Mendes, um gigante da cidadania brasileira, fazedor de muitas coisas e inspirador do fazer de outras por outrem...
Elpídio Pereira, o músico e diplomata, que encantava a sociedade carioca e era distinguido por boas e belas palavras que o caracterizavam, como as que sobre ele escreveu a muito talentosa cronista...
Ubirajara Fidalgo, entre os maiores dramaturgos negros do país, o primeiro do Brasil a incluir irmãos negros em papeis teatrais que não fossem aqueles de escravizante clichê de gente escravizada, de operários braçais e trabalhadores domésticos...
Teófilo Dias, advogado, jornalista, escritor de vanguarda, pioneiro do Parnasianismo brasileiro...
Armando Maranhão, que, da capital carioca, vai para a capital paranaense e ali, em Curitiba, torna-se pioneiro artista plástico, escultor, caricaturista e homem das Artes Cênicas, tendo estudado na Europa com Federico Felinni, Michelangelo Antonioni, Luchino Visconti, Lawrence Olivier, incontestavelmente os maiores diretores de Cinema desde que o Cinema é Cinema...
Celso Antônio de Menezes, introdutor do Modernismo nas Artes Plásticas do Brasil, escultor e escritor, admirado por Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Otto Lara Rezende...
João Paulo da Cruz Britto, que estudou no Rio e que ensinou em São Paulo, criando na Universidade de São Paulo a Escola Paulista de Oftalmologia. (Estudou também na Suíça, País de Gales, Inglaterra, Áustria, Berlim e Londres)...
Joaquim José de Campos Costa Medeiros e Albuquerque, que, a partir do Rio de Janeiro, realiza o primeiro Censo Demográfico do Brasil, ainda no século XIX. E deixa para a Cultura brasileira um filho talentoso, Medeiros e Albuquerque, membro da Academia Brasileira de Letras...
João Christino Cruz, agrônomo e deputado federal, que estudou na Suíça, Alemanha, França e Inglaterra, conduziu o processo de criação do Ministério da Agricultura, a ponto de a Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), do Rio de Janeiro, torná-lo seu presidente de honra...
Andresa Ramos, a última princesa de etnia nobre africana, estudada por franceses, espanhóis, brasileiros, entre outros, que recebia do Rio de Janeiro, de onde lhe vinha pedir a bênção, o vice-presidente e depois presidente da República Café Filho...
Cândido Mendes de Almeida, de família de pessoas multitalentosas, nascido em Brejo quando Brejo ainda se situava em terras caxienses, deu livros, estudos e o nome à mais antiga Universidade privada do Brasil, sediada no Rio de Janeiro...
Sálvio Correia Lima Negreiros, notável desenhista, ilustrador e inventor. Tal seu talento que o famoso cartunista, chargista, pintor, escritor, dramaturgo, cartazista, caricaturista, poeta, cronista, desenhista, apresentador, humorista, advogado e jornalista Ziraldo Alves Pinto declara, em entrevista, sua admiração ao colega ilustrador nascido em Caxias...
São contáveis, mas são muitos, os caxienses, como os acima, que foram para o Rio, estiveram no Rio, estudaram no Rio ou, de algum modo, tiveram vínculo com a capital carioca e a partir do conhecimento, por meio dela, obtiveram reconhecimento ou, no mínimo, dela, da capital carioca, fizeram sua rampa ou base de lançamento, espalhando para os mais diversos pontos do Brasil e até do mundo o resultado de tanto esforço, estudo, ações caxienses.
Retornar ao Rio é maravilhoso – sobretudo por saber que bons caxienses e bons maranhenses muito contribuíram para realmente fazer daqui a Cidade Maravilhosa... – e, em certa medida, do Brasil, um país maravilhoso...
Há muito de Caxias – e há muito do Maranhão– no Rio de Janeiro.
* EDMILSON SANCHES
FOTOS:
Edmilson Sanches, em aeroporto do Rio, com o jornalista carioca Carlos Rocha no Sindicato de Jornalistas Profissionais do município do Rio de Janeiro, no Depósito Legal da Biblioteca Nacional, e recebido pelo casal maranhense Karla Cunha, psicanalista, e Eurico Nunes, médico.
O Festival de Cannes anunciou os filmes que concorrem à Palma de Ouro na 79ª edição, que será realizada entre os dias 12 e 23 de maio, na França. A seleção foi apresentada, nessa quinta-feira (9), em entrevista à imprensa conduzida pela presidente do festival, Iris Knobloch, e pelo diretor artístico, Thierry Frémaux. Segundo a organização, cerca de 95% da programação já está definida, e novos títulos podem ser incorporados nas próximas semanas.
Apesar de não ter filmes na competição principal, o Brasil integra a programação com o longa Elefantes na Névoa, selecionado para a mostra Un Certain Regard. A produção é uma coprodução internacional com participação de produtoras brasileiras.
Considerado o principal evento do cinema mundial, Cannes chega à edição de 2026 com uma curadoria marcada pelo protagonismo do cinema europeu e asiático e pela ausência de produções brasileiras na competição principal.
Entre os destaques, está o novo longa do espanhol Pedro Almodóvar, Autofiction (também divulgado como Amarga Navidad), confirmado na disputa pela Palma de Ouro. A seleção também reúne cineastas reconhecidos do circuito internacional, como Ryûsuke Hamaguchi e Hirokazu Kore-eda, reforçando a diversidade estética e geográfica da mostra.
Brasil
A ausência brasileira na disputa pela Palma de Ouro contrasta com o desempenho do país na edição anterior. Em 2025, O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, estreou no festival e conquistou os prêmios de melhor direção e melhor ator, para Wagner Moura.
O longa seguiu em circulação internacional e recebeu indicações ao Oscar de 2026, consolidando a presença recente do cinema brasileiro no circuito global.
Mostras
A edição de 2026 contará ainda com mostras paralelas, como Cannes Première, Cannes Classics e sessões especiais. O filme de abertura será The Electric Kiss, do diretor francês Pierre Salvadori.
Entre as exibições fora de competição, estão produções assinadas por Steven Soderbergh, Andy Garcia e John Travolta, que estreia na direção.
O júri da competição será presidido pelo cineasta sul-coreano Park Chan-wook. Já as Palmas de Ouro honorárias serão concedidas a Peter Jackson e Barbra Streisand.
O Museu da Imagem e do Som (MIS), no Rio de Janeiro, inaugurou, nessa quinta-feira (9), o início gradual das atividades culturais, com a exposição temporária Arquitetura em Cena: o MIS Copa antes da Imagem e do Som.
A mostra faz parte da abertura parcial do espaço, exibindo os bastidores da obra, fotos históricas do Rio de Augusto Malta e Guilherme Santos e o conceito da "Avenida Vertical" que inspira o edifício, localizado na Praia de Copacabana.
No terreno, funcionou a antiga boate Help, casa noturna conhecida como um dos ícones da noite carioca, nas décadas de 1980 e 1990.
Adiamento
A nova sede na zona sul carioca seria inaugurada oficialmente em 28 de março, porém, quatro dias antes, o governo do Estado anunciou o adiamento.
Depois de mais de 15 anos de paralisações e incertezas sobre o projeto, ainda não foi remarcada uma nova data para a inauguração integral.
Na época do início das obras, o presidente da Fundação MIS, Cesar Miranda Ribeiro, disse que a nova sede do MIS Copacabana consolidaria um projeto de Estado que valoriza a cultura como elemento estratégico de desenvolvimento, identidade e cidadania, reafirmando o compromisso com as futuras gerações.
A plataforma MEC Livros do Ministério da Educação (MEC) registrou 122 mil empréstimos gratuitos de obras literárias, desde o anúncio da nova ferramenta, em 1º de abril. A nova biblioteca digital do Brasil já alcançou 291,6 mil usuários.
O acervo reúne cerca de 8 mil livros nacionais e internacionais, que podem ser alugados de graça por 14 dias, renováveis por igual período.
A leitura das obras ocorre diretamente na plataforma MEC Livros, via site ou aplicativo disponível para dispositivos móveis (tablets e smartphones), com login do Gov.br.
O MEC informa que o objetivo é estimular o hábito de leitura entre os brasileiros, além de contribuir para a aprendizagem e formação de estudantes, por exemplo, para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A plataforma também moderniza o ensino e promove a integração de novas tecnologias na educação. Há, ainda, recursos de acessibilidade, com opções de ajuste de fonte e contraste, suporte para pessoas com dislexia e compatibilidade com leitores de tela.
Os favoritos
Desde a liberação para o público, o livro mais lido é “A Cabeça do Santo”, da jornalista e escritora brasileira Socorro Acioli. A obra conta a história de um jovem que descobre possuir o dom de ouvir as preces de mulheres para Santo Antônio.
Além dessa, completam lista das cinco obras mais lidas:
o romance Sem Despedidas, de Han Kang;
o romance A Vegetariana, de Han Kang, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2024;
o suspense Noites Brancas, de Fiódor Dostoiévski;
o romance Crime e Castigo, também de Dostoiévski.
Leitores
Em uma semana, os Estados que registraram os maiores números de leitores ativos e mais livros lidos são:
São Paulo, com 10.045 leitores ativos e 5.366 livros lidos;
Minas Gerais (4.518 leitores e 2.382 livros);
Rio de Janeiro (4.485 leitores e 2.434 livros);
Ceará (3.259 leitores e 1.887 livros);
Bahia (3.171 leitores e 1.783 livros).
Acervo
Os quase 8 mil livros nacionais e internacionais proporcionam aos leitores acesso às obras clássicas, best-sellers contemporâneos, além de obras nacionais, internacionais, de domínio público e as que foram licenciadas pelo governo federal.
Na primeira página do MEC Livros, aparecem listas de livros disponíveis, organizados por categorias como “Em Alta”, “Best-Sellers”, “Autores Clássicos Brasileiros”, “Livros Premiados”, “Sucessos Brasileiros”, “Adicionados recentemente”, “Saberes Indígenas”, “Livros para a Infância”, “Poesia”, entre outras.
Empréstimo
Para ter acesso às obras, basta acessar o site ou o aplicativo do MEC Livros e fazer o login com a conta do Gov.br.
O usuário pode buscar um livro pelo título ou autor. Com base na pesquisa, a plataforma pode sugerir títulos semelhantes.
Ao clicar na capa da obra que deseja pegar emprestada, há a opção de ler o resumo sobre a obra e no botão “Mais informações” é possível verificar a editora, data de publicação, número de páginas, idioma, categoria e se a obra é de domínio público.
O interessado deverá verificar se o livro selecionado está disponível para leitura ou se há fila de espera. Se disponível, basta clicar no ícone azul “Emprestar e Ler”.
No fim do prazo (14 dias), o usuário pode optar pela renovação do empréstimo pelo mesmo período ou pela devolução do título. Somente após a devolução deste livro será possível tomar um novo livro emprestado.
Celebrar uma década dedicada à cultura e à produção contemporânea no Maranhão, como um espaço independente que se consolidou enquanto elo entre a produção artística local e o circuito nacional e internacional. Esse é o tom do ano de 2026 para o Chão SLZ, projeto artístico maranhense localizado em São Luís, que completa dez anos em grande estilo: com aprovação no Programa de Ações Continuadas/Artes Visuais, da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e abertura de uma residência artística, intitulada “Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro”, para cinco iniciativas nacionais individuais.
O Chão SLZ é um dos principais projetos culturais realizados no Centro Histórico de São Luís do Maranhão, com impacto e relevância no cenário artístico maranhense, nordestino e, também, brasileiro. Reconhecido como Ponto de Cultura desde 2024, tem sido um importante articulador entre a produção maranhense e os circuitos nacional e internacional, promovendo formação, experimentação e intercâmbio.
O projeto comemorativo de dez anos prevê várias ações estruturantes e programáticas. Entre elas, estão: ações de acessibilidade, incluindo adaptação do banheiro, construção de rampa de acesso, instalação de sinalização acessível, formação da equipe e realização de atividades educativas voltadas à acessibilidade comunicacional e atitudinal.
Além disso, entre as novidades, está a implementação de medidas de sustentabilidade ambiental, elaboração e implementação de protocolo de prevenção e enfrentamento ao assédio moral, sexual e à violência de gênero e a criação de um Laboratório de Gestão, que reunirá gestores do Chão e redes de artistas e instituições locais parceiras, para trocas de experiências e construção de estratégias futuras.
Durante o “Chão SLZ – 10 anos”, o espaço terá abertura e funcionamento diário ao longo do período do projeto, garantindo continuidade das atividades, acesso público e consolidação como espaço ativo no Centro Histórico de São Luís.
A programação será desenvolvida ao longo de 10 meses, articulando formação, criação, debate público e fortalecimento institucional, reafirmando o compromisso do Chão com inclusão, equidade de gênero e sustentabilidade.
Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro
Outro destaque da programação de 10 anos do Chão SLZ é a realização de cinco residências artísticas, por meio da chamada pública “Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro”, compreendendo o território não apenas como espaço geográfico, mas como campo simbólico, político, afetivo e histórico.
As residências ocorrem no período de 15 dias ininterruptos para o desenvolvimento de pesquisa dos selecionados e o desenvolvimento de ações formativas, e são voltadas para artistas, curadores(as), pesquisadores(as) e profissionais da cultura, brasileiros(as) ou residentes no Brasil há mais de 4 anos.
A seleção considerará a consistência conceitual da proposta, sua relação com o território, o potencial de pesquisa e experimentação e a realização de uma oficina durante a residência. Não são elegíveis participantes de residências anteriores do programa, e os(as) candidatos(as) devem ter mais de 18 anos, sem limite máximo de idade.
As inscrições começaram na última segunda-feira, 6 de abril, com prazo final até o dia 6 de maio, às 23h45 (horário de Brasília). Os interessados devem acessar o formulário oficial, por meio do link disponível no linktree do Chão SLZ: https://linktr.ee/CHAOSLZ.
A residência é acessível, pessoas com deficiência (PCD) podem se inscrever. Cada selecionado receberá uma bolsa no valor total de R$ 5.000 (cinco mil reais), além de acompanhamento de pesquisa com articuladores locais e passagem aérea ou terrestre (ida e volta).
Chão SLZ
O Chão SLZ é um espaço independente localizado no Centro Histórico de São Luís do Maranhão, fundado, em 2015, por artistas, curadores e gestores culturais e, hoje, coordenado por Dinho Araujo, Camila Grimaldi, Samantha Moreira e Thadeu Macedo. Dedica-se à formação não convencional e à pesquisa em cultura visual e contemporânea, por meio de programação contínua que inclui debates, oficinas, exposições, residências, publicações e encontros comunitários.
Situado em área reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco, o Chão SLZ está inserido em um território de forte densidade histórica e simbólica. O espaço estabelece pontes entre práticas contemporâneas e manifestações tradicionais, atuando como plataforma de encontro, experimentação e articulação com artistas, moradores, coletivos e agentes culturais.
Para mais informações sobre a comemoração de dez anos do Chão SLZ, da chamada aberta e do formulário de inscrição, acesse o Instagram oficial do espaço, por meio do link: https://www.instagram.com/chaoslz/.
Serviço
O quê: projeto “Chão SLZ – 10 anos” + chamada pública “Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro”;
Quando: inscrições para a residência artística “Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro”, de 6 de abril a 6 de maio;
Inscrições: por meio de formulário on-line, disponível no linktree do Chão SLZ: https://linktr.ee/CHAOSLZ