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Brasília (DF) 19/02/2025 - Olimpíada do Tesouro Direto distribui prêmios para 54 escolas públicas
Recursos serão revertidos em equipamentos para as unidades
Arte Olitef

As inscrições para participação na Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef) entram em sua última semana e estão abertas até o dia 1º de setembro. Dezessete mil escolas, entre públicas e particulares, participarão da edição 2026.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por estudantes do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e médio (1º ao 3º ano) no site da competição. 

Seu formato é semelhante ao de outras competições estudantis, como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), com provas feitas pelos estudantes em suas instituições de ensino e conteúdo adaptado à etapa de ensino que estão cursando. 

No caso da Olitef, a participação pode ser feita com provas presenciais ou on-line, e as regras estão disponíveis também no site da olimpíada. 

Os participantes podem receber prêmios em títulos do tesouro, com valor financeiro de acordo com seu desempenho.

Professores também são premiados. Além dessa premiação, as escolas concorrem a valores de até R$ 100 mil para melhoria da infraestrutura escolar, visando à implementação de laboratórios de informática, robótica ou ciências e bibliotecas digitais.

(Fonte: Agência Brasil) 

Brasília (DF) 28/11/2023 – Estudantes do ensino médio terão poupança para permanecer na escola
Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Os beneficiários do programa Pé-de-Meia de 2026 que nasceram em maio e junho recebem, nesta quarta-feira (26), mais uma parcela do incentivo à frequência escolar. Para os estudantes do ensino médio regular, é a quinta parcela.

Os estudantes do ensino médio da educação de jovens e adultos (EJA) que são beneficiários do programa também recebem a parcela pela aprovação de ciclos de formação e conclusão desta etapa final da educação básica.

Na modalidade da EJA, os pagamentos do incentivo ocorrem de forma diferenciada da dos estudantes do ensino médio regular.

Enquanto no ensino médio EJA o estudante recebe até quatro parcelas do incentivo-frequência no valor de R$ 225 cada uma, totalizando até oito parcelas de frequência por ano; no ensino médio regular, os estudantes recebem até nove parcelas de frequência por ano, cada uma delas no valor de R$ 200.

Nas duas situações, é preciso atingir, pelo menos, 80% de frequência nas aulas.

O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio.

Confira o calendário de pagamento em agosto:

  • nascidos em janeiro e fevereiro: recebem em 24 de agosto;
  • nascidos em março e abril: recebem em 25 de agosto;
  • nascidos em maio e junho: recebem em 26 de agosto;
  • nascidos em julho e agosto: recebem em 27 de agosto;
  • nascidos em setembro e outubro: recebem em 28 de agosto;
  • nascidos em novembro e dezembro: recebem em 31 de agosto.

Neste período, também poderão ser pagas parcelas de matrícula de 2026 e frequências de meses anteriores para estudantes que tenham informações enviadas ou corrigidas pelas redes de ensino.

Quem tem direito?

A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

O Ministério da Educação (MEC) é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal a partir dos dados do CadÚnico. Além disso, é preciso atender aos critérios abaixo:

  • A família do estudante ter cadastro ativo no CAdÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026; 
  • a renda familiar deve ser de até meio salário mínimo por pessoa da família;
  • os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos no ensino médio regular ou entre 19 e 24 anos na educação de jovens e adultos (EJA);
  • o estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular;
  • é exigida frequência em, pelo menos, 80% das aulas.

Caso a frequência do estudante fique abaixo de 80% em algum momento do ano letivo, os valores das parcelas referentes a esses meses ficarão retidos. Quando o beneficiário voltar a apresentar uma frequência igual ou superior ao mínimo exigido, ele poderá receber os recursos bloqueados.

Pagamento

As folhas de pagamento dos incentivos são enviadas à Caixa Econômica Federal, responsável pela abertura das contas em nome dos próprios estudantes e pelos pagamentos.

Os beneficiados podem consultar os dados sobre os pagamentos na página eletrônica do estudante dentro do site do programa Pé-de-Meia. É necessário fazer login na conta da plataforma Gov.br

Pé-de-Meia

O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.

Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.

O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login da plataforma digital Gov.br. É preciso digitar a senha da conta do estudante.

Dúvidas

Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio da página eletrônica de Perguntas Frequentes do Pé-de-Meia, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa.

Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 24/10/2024 - Alunos do colégio Galois em sala de aula na preparação dos últimos dias antes da prova do Enem 2024.  Foto: José Cruz/Agência Brasil

Os beneficiários do programa Pé-de-Meia de 2026 nascidos em março e abril recebem, nesta terça-feira (25), a quinta parcela do incentivo à frequência escolar. 

Os estudantes do ensino médio da educação de jovens e adultos (EJA) também recebem a parcela pela aprovação de ciclos de formação e conclusão do ensino médio. 

Na modalidade da EJA, os pagamentos do incentivo ocorrem de forma diferenciada da dos estudantes do ensino médio regular. 

Enquanto no ensino médio EJA o estudante recebe até quatro parcelas do incentivo-frequência no valor de R$ 225 cada uma, totalizando até oito parcelas de frequência por ano, no ensino médio regular os estudantes recebem até nove parcelas de frequência por ano, cada uma no valor de R$ 200.

Nas duas situações, é preciso atingir, pelo menos, 80% de frequência nas aulas.

O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio.

Calendário

De acordo com o calendário de pagamentos do Pé-de-Meia de 2026, a parcela será depositada conforme o mês de nascimento dos estudantes de 14 a 24 anos de idade, que cumprem os requisitos do programa.

Confira o calendário de pagamentos que continuam até 31 de agosto:

  • nascidos em janeiro e fevereiro: receberam em 24 de agosto;
  • nascidos em março e abril: recebem em 25 de agosto;
  • nascidos em maio e junho: receberão em 26 de agosto;
  • nascidos em julho e agosto: receberão em 27 de agosto;
  • nascidos em setembro e outubro: receberão em 28 de agosto;
  • nascidos em novembro e dezembro: receberão em 31 de agosto.

No período, também poderão ser liberadas, para os estudantes, uma ou mais parcelas de matrícula de 2026 e do incentivo-frequência de meses anteriores, caso as redes de ensino corrijam dados que impediam o recebimento das parcelas.

Quem tem direito

A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos pelo programa. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

É preciso que as famílias dos estudantes tenham cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto. A atualização do CadÚnico tem validade de 24 meses. Também é preciso que a renda familiar seja de até meio salário mínimo por pessoa.

Além disso, os estudantes do ensino médio precisam ter entre 14 e 24 anos ou entre 19 e 24 anos se matriculados na educação de jovens e adultos (EJA).

O Ministério da Educação (MEC) é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal a partir dos dados do CadÚnico.

O estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular e manter frequência em, pelo menos, 80% nas aulas.

Os beneficiados pela iniciativa federal podem consultar os dados sobre os pagamentos na página eletrônica dedicada ao estudante no site do programa Pé-de-Meia. É necessário fazer login na conta da plataforma Gov.br.

Pé-de-Meia

O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.

Ao considerar todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.

O estudante pode consultar os status de pagamentos, se rejeitados ou aprovados, informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login da plataforma digital Gov.br. É preciso digitar a senha da conta do estudante.

Dúvidas

Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio do link do Pé-de-Meia de Perguntas Frequentes, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa, incluindo critérios para participar, formas de consultar o benefício, calendário de pagamentos, perguntas frequentes e passo a passo sobre a liberação de movimentação da conta para menores de idade.

Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco do MEC, no telefone 0800-616161.

(Fonte: Agência Brasil)

O Maranhão foi destaque na edição de 2026 do Circuito Nacional Infantojuvenil de Beach Tennis, competição promovida pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT). Com apenas 12 anos, João Henrique mostrou ser um dos atletas mais promissores da atual geração do beach tennis maranhense. E, em sua primeira disputa no Circuito Nacional, João Henrique somou pontos valiosos para terminar o evento entre os dez melhores atletas da categoria Sub-12 do país. E detalhe: com a 7ª colocação conquistada, João Henrique foi o representante do Nordeste mais bem classificado no torneio. 

Nesta edição, o Circuito Nacional Infantojuvenil de Beach Tennis foi disputado em 13 etapas, reunindo atletas de todas as regiões do país. Patrocinado pelo governo do Estado e pela Bartofil Distribuidora, por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, e com os apoios da Beach Club Rio Poty e do Hotel Abbeville, João Henrique teve um desempenho muito bom ao longo da temporada, conseguindo subir ao pódio em cinco etapas. 

A melhor campanha do jovem maranhense foi na etapa de Santos (SP), onde, formando dupla com o mato-grossense João Lucas Pitteri, conquistou o vice-campeonato. Além desse grande resultado obtido na segunda etapa do Circuito Nacional, João Henrique foi muito bem nas duas etapas realizadas em Petrolina (PE) e nas duas etapas sediadas na cidade de Vitória (ES). Nesses quatro eventos, o maranhense terminou na terceira posição. 

“Foi um ano de muito aprendizado. Pela primeira vez, disputei o Circuito Nacional, onde participei de quase todas as etapas. Tive bons resultados no geral: conquistei um vice, alguns terceiros lugares, cheguei a várias semifinais. Sei que estou no caminho certo, e vamos nos preparar para as próximas competições. Feliz em ser Top 10 do Brasil e o melhor do Nordeste. Muito obrigado aos meus patrocinadores e apoiadores e a todos que estiveram na torcida”, disse João Henrique. 

Conquistas 

Apesar de jovem, João Henrique já coleciona várias vitórias e importantes conquistas. Em 2025, o atleta já havia feito bonito na Copa Norte-Nordeste Sub-12, competição realizada em Recife. Na ocasião, o maranhense sagrou-se campeão. O excelente resultado garantiu a João a liderança do ranking nacional da Confederação Brasileira de Beach Tennis (CBBT) no ano passado. 

Nesta temporada, o maranhense continua na briga pela primeira colocação no ranking nacional da CBBT. João é atualmente o vice-líder na classificação geral restando ainda uma boa quantidade de torneios chancelados pela CBBT a serem realizados em 2026. 

João Henrique ainda contabiliza títulos estaduais nas categorias Sub-12, Sub-14 e até no Sub-18. Além disso, ele já representou o Time Maranhão em diversas competições nacionais. 

(Fonte: Assessoria de imprensa)

O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP) recebe a exposição Marlene Barros: Tecitura do Feminino, primeira mostra individual da artista maranhense na instituição. Com curadoria de Betânia Pinheiro, a exposição reúne 15 trabalhos produzidos em diferentes momentos da trajetória de Marlene Barros, entre esculturas, bordados, crochês, instalações e objetos, que transformam técnicas tradicionalmente associadas ao ambiente doméstico em linguagem artística para discutir questões relacionadas ao corpo feminino, à memória, ao cuidado e às estruturas históricas que invisibilizaram a produção das mulheres.

Com mais de quatro décadas de atuação, Marlene Barros construiu uma pesquisa artística que tem o universo feminino como eixo central de sua produção. Em suas obras, linha, tecido, bordado e crochê deixam de ocupar o lugar do fazer utilitário para se afirmarem como instrumentos de elaboração estética, crítica e política.

Inspirada em uma pesquisa iniciada durante seu mestrado em Arte Contemporânea na Universidade de Aveiro, em Portugal, a artista parte da ideia da costura como gesto de reparação simbólica. O projeto nasceu a partir da proposta de intervir em uma casa em ruínas localizada no campus da universidade, experiência que levou Marlene a estabelecer relações entre arquitetura, memória e corpo.

Na exposição, costurar torna-se um gesto de reconstrução, enquanto o entrelaçamento das linhas remete às relações familiares, aos afetos, às heranças culturais e às marcas deixadas pelo tempo. Ao mesmo tempo, a mostra evidencia como atividades historicamente desempenhadas por mulheres que foram sistematicamente desvalorizadas e afastadas do reconhecimento institucional no campo das artes.

"Essa exposição nasceu de uma pesquisa muito íntima sobre a condição da mulher, os saberes transmitidos entre gerações, o trabalho invisibilizado, os afetos, as cicatrizes e as resistências que atravessam nossas vidas. Ver esse trabalho ganhar novos sentidos a partir do olhar de cada visitante foi um dos maiores presentes que eu poderia receber. Esse é, para mim, o verdadeiro sentido da arte", comenta Marlene Barros

Reunindo obras produzidas em diferentes períodos da trajetória da artista, Marlene Barros: Tecitura do Feminino apresenta um percurso que atravessa temas como maternidade, identidade, sexualidade, violência, pertencimento e memória. Sem seguir uma ordem cronológica, a mostra propõe um percurso livre, aproximando trabalhos que dialogam entre si por meio da materialidade dos tecidos, dos bordados e das esculturas.

Entre os destaques, está "Eu tenho a tua cara", instalação composta por 49 rostos femininos que tensiona as relações entre identidade, alteridade e construção social do indivíduo. Em “Caixa Preta", fotografias, colagens, intervenções têxteis e escritos formam um autorretrato expandido, atravessado por memórias pessoais e afetivas.

Já “Coso porque está roto” utiliza um casaco bordado para estabelecer relações entre corpo, cura e reparação simbólica, enquanto “Entre nós" propõe uma imersão em peças confeccionadas em crochê que revisitam práticas tradicionalmente atribuídas às mulheres. Em “Quem pariu, que embale”, Marlene Barros questiona a naturalização do cuidado como responsabilidade exclusivamente feminina.

Durante o período expositivo, a programação educativa reúne atividades voltadas a públicos de diferentes idades, como visitas mediadas, oficinas, palestras e experiências de criação coletiva relacionadas aos processos de bordado, costura e crochê. As ações ampliam o diálogo com a exposição e convidam o público a experimentar essas técnicas como formas de expressão, elaboração da memória e compartilhamento de experiências.

"Iniciamos essa conversa em São Luís, ampliamos esse percurso em Belo Horizonte e, agora, esperamos que o público de São Paulo entre nessa ciranda para dar continuidade a esse diálogo. É uma conversa que não se encerra nas obras, mas se amplia nas experiências compartilhadas entre muitas pessoas. Espero que sigamos refletindo sobre o feminino como uma construção histórica, social e cultural, honrando as ancestrais que abriram os caminhos para que, hoje, possamos compartilhar experiências, memórias e narrativas de mulheres", comenta a curadora Betânia Pinheiro.

Para Gabriela Azevedo, gerente-geral do CCBB São Paulo, “receber esta exposição, que transforma práticas têxteis em expressões poéticas e políticas, é reafirmar a diversidade das expressões femininas na arte brasileira. São esculturas, instalações, objetos que representam práticas e memórias historicamente marginalizadas e realizá-la no CCBB é fortalecer o compromisso com a escuta, a reflexão e ampliação de perspectivas sobre o feminino na contemporaneidade”.

Sobre as ações educativas

Para a exposição Tecitura do Feminino, o programa CCBB Educativo – Arte e Cultura preparou várias atividades gratuitas para toda a família. O público poderá interagir com o Sensorial Estúdio “Tornar-se Pele”, criado como um símbolo de uma travessia por todas as peles que nos vestiram. A programação traz, ainda, duas ações cênico-musicais. Em Som em Cena: “Tear-te”, o trabalho manual se transforma em ritmo, entendendo o gesto repetitivo como composição. Já no InsPIRAção: “COMfiar”, a equipe educativa enreda significados das obras com os visitantes passantes usando fios, nós e tramas.

Aos sábados e domingos, o projeto Tardes Brincantes traz atividades livres e com hora marcada para que, fio a fio, visitante a visitante, sejam tecidas as experiências. O público poderá participar da oficina Primeiro Brincar: “trAvessos”, que convida os pequenos a descobrir o avesso do corpo e adentrar nesses órgãos. Já na Oficininha: “Eu tenho sua máscara”, as crianças são convidadas a criar uma face para Cazumbá, personagem do Bumba Meu Boi da Baixada Maranhense.

Outra opção é a FaBrincando: “Tramas em Retalhos”, em que as crianças experimentam o bordado em diferentes suportes, como papel, pedra e madeira. Para os fãs de histórias e leituras, a contação Conto um Conto “De Ponto em Ponto’” traz uma seleção da tradição oral, enquanto o projeto “Que Livro é Esse?” terá como opções as obras Meninas podem ser tudo, Meninos podem ser tudo, O quintal das irmãs, A menina que bordava bilhetes, A tecelã dos sonhos e Este não é um livro de princesas.

Durante o período da exposição, é possível conferir, ainda, a Oficina Integrada: Linha em fusão, com senhas distribuídas 15 minutos antes de cada sessão. Esta prática de ateliê traz como inspiração a matéria-prima da artista Marlene Barros, ensinando aos participantes o ofício de fiar.

A programação ainda inclui visitas mediadas com a curadora Betânia Pinheiro, workshop sobre curadoria, mediação e acessibilidade, a oficina “Arpilleras de si”, conduzida pela própria artista, além de performances e práticas de ateliê abertas ao público. As atividades abrangem diferentes perfis, entre educadores, artistas, estudantes, produtores culturais e público em geral, criando espaços de troca, experimentação e reflexão a partir dos temas presentes na exposição.

Sobre a artista

Natural de Bacurituba (MA), Marlene Barros é artista visual, pesquisadora e produtora cultural. Com mais de quarenta anos de trajetória, desenvolve trabalhos em escultura, crochê, pintura, performance, instalação e intervenção artística, tendo o universo feminino como principal eixo de investigação.

É coordenadora do Ateliê Marlene Barros e do Ponto de Cultura Coletivo ZBM, espaços dedicados à formação artística e ao fortalecimento da produção cultural maranhense. É bacharel em Desenho Industrial pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), especialista em Artes Visuais: Cultura e Criação pelo Senac e mestre em Arte Contemporânea pela Universidade de Aveiro, em Portugal.

Serviço

Exposição Marlene Barros: Tecitura do Feminino

Período: 26 de agosto de 2026 a 25 de janeiro de 2027

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – São Paulo (SP)

Entrada gratuita

Ações Formativas

Visita mediada da exposição

Data: 29 de agosto (sábado)

Horário: 10h

Com: Betânia Pinheiro, curadora

Público: público em geral

Workshop “Tecendo Experiências: Curadoria, Mediação e Acessibilidade”

Data: 24 de outubro (sábado)

Horário: 15h às 17h30

Público: educadores, mediadores culturais, artistas, estudantes, produtores culturais e demais interessados

Oficina “Arpilleras de si”

Data: 12 a 15 de novembro

Horários: quinta e sexta, das 15h às 18h; sábado e domingo, das 10h às 13h

Com: Marlene Barros

Público: mulheres cis e trans, pessoas não binárias, artesãs e artistas maiores de 18 anos

Prática de ateliê

A partir de 4 de setembro

Datas: sextas, sábados e domingos

Horários: 12h30 às 14h e 18h30 às 20h

Público: público em geral

Funcionamento

Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças-feiras

Informações

Telefone: (11) 4297-0600

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Após semanas de muita expectativa, está chegando a hora do Torneio Regional Nordeste de Ginástica Rítmica, um dos eventos mais importantes do calendário nacional da modalidade, que será realizado a partir desta quarta-feira (26) e vai até sábado (29), no Ginásio Castelinho, em São Luís. Em meio à disputa de mais de 400 atletas de todos os nove Estados da região por medalhas, a competição, que é realizada pela Federação Maranhense de Ginástica (Femag) com os apoios da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer do Maranhão (Sedel/MA), contará com uma presença ilustre: Bárbara Galvão, atleta da Seleção Brasileira e uma das principais representantes da ginástica rítmica do país na atualidade.

Bárbara Galvão, de 23 anos, nasceu na cidade de Escada, em Pernambuco. Ela é uma das atletas escolhidas pela Seleção Brasileira para o ciclo olímpico de 2025 a 2028, projetando uma participação histórica da ginástica rítmica brasileira nos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, nos Estados Unidos. 

Com muita dedicação, disciplina e técnica apurada, Bárbara Galvão é tricampeã pan-americana e já conquistou título de etapa da Copa do Mundo, em que, também, faturou medalhas de prata e bronze, chegando a três finais de Mundiais, sendo peça fundamental no crescimento e na consolidação do Brasil no cenário internacional da ginástica rítmica. “Estou muito feliz e ansiosa para estar no Torneio Regional Nordeste, vai ser lindo!”, destaca a atleta da Seleção Brasileira.

Criado com o objetivo de difundir a ginástica rítmica e revelar novos talentos, o Torneio Regional Nordeste de Ginástica Rítmica tem 402 atletas inscritos nas categorias Pré-Infantil, Infantil, Juvenil e Adulto, além de 22 árbitros de experiência no cenário nacional e internacional da modalidade. Os nove Estados da região estarão representados no evento, que é válido como seletiva para o Torneio Nacional.

Essa será a segunda vez que o Maranhão recebe o Torneio Regional Nordeste de Ginástica Rítmica.

Nesta edição do evento, o Estado será representado pelo Centro de Ginástica Patrícia Mello, pela Escola de Ginástica Marília Lima e pela Aegym Clube, que projetam uma boa participação no evento, a revelação de novos talentos e a conquista de medalhas.

“Estamos recebendo as melhores ginastas do Nordeste e queremos fazer um evento muito bonito, já que o Maranhão tem capacidade tanto em atletas quanto em organização de eventos. A ginástica está no coração dos brasileiros, e o Maranhão quer fazer parte desse crescimento, desenvolvendo os nossos grandes talentos. Esperamos um evento maravilhoso e convidamos toda a população para prestigiar o Torneio Regional”, afirma Patrícia Mello, presidente da Femag.

Programação do Torneio Regional Nordeste de Ginástica Rítmica:

(25/8 / terça-feira)

10h às 21h20 – Treinamento de reconhecimento de área para as equipes

(26/8 / quarta-feira)

8h15 às 8h30 – Aquecimento na área de competição – Infantil 13 anos – Grupo A

8h30 às 10h45 – Infantil 13 anos – Grupo A

10h45 às 11h – Aquecimento na área de competição – Infantil 13 anos - Grupo B

11h às 13h15 – Infantil 13 anos – Grupo B

13h15 – Premiação Infantil 13 anos

14h15 às 14h30 – Aquecimento na área de competição – Infantil 12 anos – Grupo A

14h30 às 16h45 – Infantil 12 anos – Grupo A

16h45 às 17h – Aquecimento na área de competição – Infantil 12 anos - Grupo B

17h às 19h15 – Infantil 12 anos – Grupo B

19h15 – Premiação Infantil 12 anos

19h15 às 19h40 – Treinamento Escalonado Trios (2 minutos) / Conjunto (3 minutos)

19h40 às 20h20 – Competição Trios e Conjuntos Pré-Infantil

20h20 – Premiação Trios e Conjunto Pré-Infantil

(27/8 / quinta-feira)

8h15 às 8h30 – Aquecimento na área de competição – Pré-Infantil 10 anos

8h30 às 10h45 – Pré-Infantil 10 anos

10h45 – Premiação Pré-Infantil 10 anos

10h55 às 11h15 – Aquecimento na área de competição – Pré-Infantil 11 anos – Grupo A

11h15 às 13h30 – Pré-Infantil 11 anos – Grupo A

14h45 às 15h – Aquecimento na área de competição – Pré-Infantil 11 anos - Grupo B

15h às 17h50 – Pré-Infantil 11 anos - Grupo B

17h50 – Premiação Pré-Infantil 11 anos

18h às 18h50 – Treinamento Escalonado Trios (2 minutos) / Conjunto (3 minutos)

18h50 às 20h – Competição Trios e Conjuntos Infantil

20h – Premiação Trios e Conjunto Infantil

(28/8 / sexta-feira)

9h45 às 10h – Aquecimento na área de competição - Juvenil 1

10h às 12h20 – Juvenil 1

12h20 – Premiação Juvenil 1

13h45 às 14h – Aquecimento na área de competição – Juvenil 2

14h às 17h40 – Juvenil 2

17h40 – Premiação Juvenil 2

18h às 18h25 – Treinamento Escalonado Trios (2 minutos) / Conjunto (3 minutos)

18h25 às 19h – Competição Trios e Conjuntos Adulto

19h – Premiação Trios e Conjuntos

(29/08 / sábado)

9h45 às 10h – Aquecimento na área de competição - Adulto 1

10h às 12h – Adulto 1

12h – Premiação Adulto 1

13h45 às 14h – Aquecimento na área de competição - Adulto 2

14h às 15h40 – Adulto 2

15h40 – Premiação Adulto 2

16h às 16h45 – Treinamento Escalonado Trios (2 minutos) / Conjunto (3 minutos)

16h45 às 17h45 – Competição Trios e Conjuntos Juvenil

17h45 – Premiação Trios e Conjuntos e Geral

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Brasília (DF), 23/08/2026 - Filme Nosso segredo.
Frame Nosso segredo/Trailer oficial Youtube

O filme Nosso Segredo, com direção de Grace Passô foi o vencedor do prêmio Kikito de Melhor Longa-Metragem Brasileiro. O longa, o primeiro da diretora, narra a história de uma família que tenta reconstruir a rotina após uma perda recente. 

Na história, cada integrante da família foge do luto de sua maneira. O enfrentamento vem de um segredo guardado pelo filho mais novo. 

O filme está sendo exibido na Mostra Competitiva de Longas-Metragens Brasileiros do 54º Festival de Cinema de Gramado. A estreia nos cinemas brasileiros será no dia 27 de agosto. 

Grace Passô esteve presente na cerimônia de premiação, acompanhada da diretora de fotografia Wilssa Esser; do produtor Ricardo Alves Jr.; e dos integrantes do elenco Ju Colombo, Tássia Reis, Jéssica Gaspar, Glaucia Vandervel, Marisa Revert, Flip, Ana Paula Santos Gomes, Efraim Santos, Robert Frank e Juan Queiroz. 

“Eu tenho a dimensão do que significa fazer um festival. Então, obrigada por terem nos recebido tão bem. Esse filme conta a história de uma família. Então, sejam bem-vindas, bem-vindes, bem-vindos a essa casa, a essa família”, afirmou a diretora.  

O longa é uma produção da EntreFilmes em coprodução com a Globo Filmes, Desvia Filmes, Quarta-Feira Filmes, Foi Bonita a Festa e Grãos da Imagem. “Nosso Segredo”  com distribuição da Vitrine Filmes. 

(Fonte: Agência Brasil)

 Filme Cabeças Cortadas (1970), de Glauber Rocha. Foto: FlixOlé

“Cabeças Cortadas é um filme que está entre o teatro e a poesia", explicou Glauber Rocha sobre a obra, uma produção hispano-brasileira rodada em 1970, na Catalunha, no norte da Espanha.

Com uma metáfora sobre a decadência das ditaduras tanto na América Latina quanto na Península Ibérica, o longa-metragem ganhará versão 4k em 2027, 45 anos depois da morte do artista, graças a uma restauração realizada pela indústria do cinema espanhol.

A obra retrata a "decadência de um ditador", nas palavras de Glauber, trazendo para a tela um tirano que ora tinha referências de déspotas latino-americanos ora de Francisco Franco, ditador espanhol. Atormentado por seus atos, o personagem espera a chegada da morte.

O filme tem cena icônicas, como a do telefone, quando o déspota Diaz II, interpretado pelo espanhol Francisco Rabal, questiona efeitos climáticos e relembra que já chegou a "extinguir vulcões".

Na mesma cena, ele manda chamar de volta um filósofo exilado para assumir uma fundação que pretende criar, com o lucro da venda de sua produção agrícola aos Estados Unidos.

 Filme Cabeças Cortadas (1970), de Glauber Rocha. Foto: FlixOlé

Quebra de padrões

Controverso e enigmático, Cabeças Cortados pode ser de difícil compreensão para quem não conhece o contexto latino e, talvez, por isso, não tenha agradado ao público menos habituado à estética de Glauber, que rompia com padrões comerciais do cinema hollywoodiano.

No entanto, despertou a atenção de críticos e realizadores mais jovens que se puseram a defender a obra, feita durante o exílio do cineasta brasileiro por causa da perseguição do regime militar no Brasil.

Para o diretor e crítico de cinema Cavi Borges, Cabeças Cortadas é uma obra clássica, tanto pelo tema, que reflete sobre a dominação norte-americana, o racismo e o fascismo, quanto pelo rompimento estético com os padrões do cinema comercial.

"O filme de Glauber e o que ele representa vão na contramão do momento em que vivemos, em que o cinema norte-americano e seu streaming (exibição on-line) crescem e dominam toda a indústria, ou seja, produzem, distribuem e exibem os conteúdos, ignorando o valor do autor e monopolizando o mercado", avaliou Borges, à Agência Brasil.

Para o diretor brasileiro, é importante que uma nova geração tenha acesso à obra de Glauber, que ele classificou ainda como única e especial.

"Esse é um dos últimos filmes do Glauber que ainda não tinham sido restaurados, uma obra internacional que celebra o cinema anti-imperialista", completou.

 Filme Cabeças Cortadas (1970), de Glauber Rocha. Foto: FlixOlé

“Joia rara”

Em versão restaurada, Cabeças Cortadas retornará digitalizado em 4k, com correção de cor, imagem e som. O projeto reúne a Escola de Cinema de Madrid (Ecam), a Vídeo Mercury Films e a FlixOlé, distribuidora e plataforma de streaming especializada no cinema espanhol. A Ecam e as empresas têm se dedicado à digitalização e restauração de obras-primas do cinema mundial.

As organizações, em nota conjunta, afirmaram que a iniciativa devolve Cabeças Cortadas, uma obra "única da filmografia de Glauber", ao seu devido lugar na história do cinema:

"O de uma joia rara do cinema espanhol que, ligada à América Latina e à vanguarda europeia, se conecta a um cinema teatral, histórica e politicamente revolucionário".

Representante da FlixOlé e da Video Mercury Films, Miguel López disse que se trata de "um filme completamente esquecido e inacessível”, o que o projeto pretende mudar.

"É uma oportunidade para que seja novamente apresentado ao público graças à nova cópia digital", disse.

O projeto de revitalização também incluiu um website para que o público possa acompanhar o processo e conhecer mais a obra. Lá, estão depoimentos de artistas que participaram da filmagem, como Paco Rabal; bastidores das gravações, que enfrentaram o os fortes ventos da Tramontana; além de relatos sobre o jeito peculiar de Glauber de filmar. A improvisação de cenas era parte da liberdade criativa do autor, figura chave do Cinema Novo Brasileiro.

Para Glauber, que explicou sua ideia com o filme no encarte de divulgação, Cabeças Cortadas é um filme do "Terceiro Mundo sobre o Terceiro Mundo".

"É um filme que procura uma comunicação com a sensibilidade do espectador, usando uma linguagem diferente da do cinema tradicional", disse.  

"Nesse caso, o espectador deve aceitar o filme como quem lê um poema, ouve uma música ou vê uma exposição de pintura", avisou o cineasta, conhecido por obras como Deus e o diabo na terra do sol (1964) e Terra em transe (1967). Glauber Rocha morreu em 1981, aos 42 anos.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 21/08/2026 - Álbum de regravações do Chico Buarque.
Frame Universal Music

Artistas de diferentes gerações e gêneros da música brasileira se reuniram em um projeto para reinterpretar e incluir novas batidas em clássicos de Chico Buarque. A audição de Chico 2.0 ocorreu nessa quinta-feira (20), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

A iniciativa reúne a Central Única das Favelas (Cufa), a FRecords, a Tha House Company e a Universal Music Brasil. A produção musical do álbum é de Felipe Poeta e Alê Siqueira.

Entre as canções revisitadas, estão Construção, Cálice, Roda Viva e Geni e o Zepelim. As novas versões incorporam elementos de rap, trap, funk, R&B, samba, soul e nova MPB.

Brasília (DF), 21/08/2026 - Álbum de regravações do Chico Buarque.
Frame Universal Music

Para Felipe Poeta, diretor musical do projeto, a proposta é criar uma ponte entre a obra de Chico Buarque e a música urbana atual.

“Desde o começo, a ideia foi criar essa ponte entre a obra do Chico e a música urbana de hoje. Mesmo sendo letras escritas em outros contextos, as histórias, os amores e os temas que ele aborda continuam muito atuais", destaca.

"Trazer essas músicas para artistas de diferentes gerações e estilos fez muito sentido. A gente quis inovar sonoramente, mas sempre com muito respeito pela obra, principalmente pelas harmonias e melodias do Chico. Acho que o mais legal é justamente conseguir levar essas histórias, que já são tão conhecidas, para uma geração mais nova que acompanha a música urbana”, completa Felipe Poeta.

Entre as novas versões incluídas no álbum, está O Que Será (À Flor da Terra), interpretada pelos rappers Vandal e Don L. A faixa também conta com a participação de Milton Nascimento e do próprio Chico Buarque.  

“Estou de coração preenchido e grato por participar de um projeto tão importante, ao lado de nomes tão relevantes da música brasileira. O que mais me toca é poder interpretar uma faixa com Milton Nascimento e o próprio Chico Buarque. Também fico muito feliz em dividir esse momento com Don L, uma voz nordestina que admiro", afirma Vandal, músico nascido em Salvador.

"Essa conexão entre dois artistas do Nordeste era muito esperada e, para mim, representa uma entrega muito especial ao nosso povo”, destaca o rapper.

A aproximação entre diferentes gerações e territórios da música brasileira é uma das marcas do projeto. Participam, ainda, Dexter, MC Livinho, Xênia França, MC Cabelinho, Budah, Júlia Mestre, TZ da Coronel, Tasha & Tracie, Grag Queen, Bela Maria e Maurício Pazz.

A ideia de levar a obra de Chico para novos públicos partiu, entre outros articuladores, de Celso Athayde, fundador da Cufa e um dos idealizadores do projeto:

“Dirigir, artisticamente, o projeto Chico 2.0 é uma responsabilidade imensa com a história da nossa música. Os grandes clássicos do gênero sempre beberam na fonte da cultura popular. O que estamos fazendo aqui é dar continuidade a essa linhagem, garantindo que a nova geração de artistas e ouvintes ocupe esse espaço com propriedade, qualidade técnica e autonomia narrativa”, afirma Athayde.

Para Athayde, o projeto representa uma forma de dar continuidade à tradição da música popular brasileira por meio de novos artistas e linguagens.

(Fonte: Agência Brasil)

supercomputador

O Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Macaíba, na Região Metropolitana de Natal, foi escolhido para abrigar o novo supercomputador de inteligência artificial (IA) que será adquirido pelo governo federal ao custo de pouco mais de R$ 1 bilhão.

O edital público de concorrência para a compra do supercomputador será publicado no Diário Oficial da União (DOU), segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os recursos são oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

A infraestrutura deverá alcançar 7.200 petaflops, cerca de 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo. Petaflop é uma unidade usada para medir a capacidade de processamento de supercomputadores. Um petaflop corresponde a 1 quatrilhão de operações matemáticas por segundo.

Assim, uma máquina de 7.200 petaflops pode realizar, em teoria, até 7,2 quintilhões de operações de ponto flutuante por segundo. Para se ter uma ideia, a atual máquina mais potente do país é o supercomputador Santos Dumont, instalada no Estado do Rio de Janeiro, que opera com 27 petaflops.

A capacidade do novo equipamento será disponibilizada para empresas, universidades, instituições científicas e governos para treinamento de modelos, pesquisa e desenvolvimento de aplicações de IA. A execução será feita pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

O objetivo é abrir espaço para pesquisa, inovação, novos produtos, serviços e negócios por meio da maior capacidade computacional disponível no Brasil.

"A gente vai reduzir nossa dependência. Sessenta por cento de tudo que é processado da inteligência brasileira é feito fora e, agora, vamos poder processar aqui", destacou a ministra Luciana Santos, do MCTI, ao acrescentar que o supercomputador estará entre os 10 mais potentes do planeta.

Segundo a ministra, o edital prevê contrapartidas relacionadas a transferência de tecnologia, capacitação, pesquisa e desenvolvimento, conteúdo local e participação de fornecedores brasileiros, com previsão de capacitar 5 mil brasileiros em cinco anos.

A medida integra o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que reúne ações para ampliar a infraestrutura tecnológica do país, a formação de profissionais, a transferência de tecnologia e fortalecer governança e a soberania digital.

"Nós vamos provar que os brasileiros, nossos acadêmicos e a juventude, não devem nada a ninguém. Só precisam de oportunidade, é isso que queremos garantir com o supercomputador", afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante o evento que marcou o anúncio do novo equipamento.

A escolha pelo Nordeste teve como fundamento o esforço de reduzir as desigualdades regionais no campo tecnológico e a abundância de energia renovável. O Estado é líder na produção de energia eólica.

Chips de código aberto

Outra iniciativa é o desenvolvimento de chips com arquitetura aberta RISC-V, para reduzir a dependência de arquiteturas proprietárias. O esforço envolve uma parceria com cerca de 70 países e estimativa de 10 a 15 anos de desenvolvimento.

Segundo o MCTI, essa frente será conduzida pelo Instituto Eldorado, de Campinas (SP), em cooperação com o ecossistema de inovação de Barcelona, na Espanha, e busca ampliar o domínio brasileiro sobre tecnologias críticas para a computação de alto desempenho e a inteligência artificial.

Transferência tecnológica

Outra cooperação tecnológica também envolverá uma infraestrutura de supercomputação no Rio de Janeiro, por meio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), em parceria com as chinesas Huawei e Iflytek.

A iniciativa pretende ampliar a capacidade de processamento com transferência de tecnologia, parcerias de pesquisa e desenvolvimento, formação de profissionais e desenvolvimento de uma pilha de software soberana.

Também está previsto o desenvolvimento de um modelo de linguagem de grande escala (LLM) nacional e de modelos de inteligência artificial em português, permitindo criar soluções mais adequadas ao idioma, aos dados e às necessidades brasileiras. Nesse caso, o investimento público  é estimado em R$ 1,276 bilhão ao longo de cinco anos, e o início das operações está previsto para julho de 2027.

Em julho, o governo brasileiro assinou o documento de criação da Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (Waico), com sede em Xangai, na China. O objetivo da iniciativa é desenvolver uma governança global de IA por meio de modelos com código aberto, que permitem a apropriação da tecnologia por qualquer empresa ou organização.

Nuvem brasileira

O evento no RN também marcou a assinatura de um acordo de cooperação entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serpro e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estruturação de um projeto para criar uma alternativa brasileira para armazenamento e processamento de dados e sistemas.

A ideia é reduzir a dependência de grandes provedores estrangeiros na guarda de dados computacionais.

(Fonte: Agência Brasil)