Skip to content

Brasília (DF), 15/09/2026 - Intervenção monumental no SESI Lab : 530 m² da fachada de vidro do museu com a obra  Bordaduras, obra da artista Regina Silveira, um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A primeira vez da potiguar Kaliane Martins, de 40 anos, em um museu foi para trabalhar em Brasília (DF). Ela se mudou para a capital, com a mãe, ainda criança, e adulta virou faxineira. Conseguiu emprego no Sesi Lab, na área central da capital, há quatro anos, deixou a vassoura e virou agente de portaria. Está encantada pelas artes que surgem de todos os lados. Inclusive, a mais recente tocou mais fundo o seu coração e a memória do bordado. 

Trata-se da instalação “Bordaduras”, um vinil adesivo de 530 metros quadrados, com imagem de agulhas e vários bordados em ponto de cruz inacabados instalada sobre os vidros do museu do Sesi Lab. O trabalho está oficialmente aberto à visitação do público a partir desta terça (15).  

Brasília (DF), 15/09/2026 - A agente de portaria e costureira, Kaliane Freire, duarnte entrevista para Agência Brasi.
Intervenção monumental no SESI Lab : 530 m² da fachada de vidro do museu com a obra  Bordaduras, obra da artista Regina Silveira, um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Kaliane Freire

A obra da artista plástica Regina Silveira, de 87 anos de idade, professora emérita da Universidade de São Paulo (USP), fez bem à memória da funcionária do espaço. 

“Aprendi a bordar com a minha mãe e com minha avó. Vi as agulhas [da obra] e me fez recordar”, diz Kaliane Martins. Ela recordou que teceu não apenas as próprias roupas e as dos três filhos adolescentes, mas também a própria vida.

“Nunca foi fácil costurar cada dia de batalha”, filosofou a agente de portaria em entrevista à Agência Brasil. Ela ficou entusiasmada ainda mais com a chegada da artista.

Feminista

Nas palavras da artista Regina Silveira, que tem extensa carreira internacional, o objetivo da obra de arte é justamente provocar reflexões. Ela contextualiza que os bordados estão historicamente ligados à alfabetização das mulheres, durante o Pré-Renascimento, quando elas se ocupavam em bordar letras em enxovais. 

“No meu percurso, os bordados em pontos de cruz completos ou malfeitos se conectam ao repertório de padrões gráficos que venho utilizando desde o novo milênio com o suporte de meios digitais para dialogar com arquiteturas diversas”.

Brasília (DF), 15/09/2026 - Artista plástica Regina Silveira estreia obra no Sesi Lab
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Regina Silveira

Ela percebeu, em viagens para diferentes países, revistas que ensinavam a fazer figuras bordadas. Em alguns espaços da instalação, os pontos incompletos têm relação com a ideia de um processo em execução. 

Regina Silveira entende que essa é uma obra feminista por natureza. “Tem uma fatia do meu trabalho, nos anos 1980 e 1990, que trata da distorção dos objetos do cotidiano”. 

Além disso, a artista diz que os seus trabalhos têm viés provocador e político.

“Essa agulha, por exemplo, tem os significados dela. Eu sempre respeito muito a liberdade de interpretação. A pessoa vai entender o que quiser. Eu tenho quatro agulhas espalhadas. As agulhas são mais ilusionistas”.

Além da obra nos vidros, do lado de dentro um painel de LED exibe “Dígito”, obra que Regina Silveira criou nos anos 1980. A artista, inclusive, faz palestra inaugural do 25º Encontro Internacional de Arte e Tecnologia, evento que debate a interseção entre as duas áreas. 

Ancestralidade tecnológica

Até domingo (20), o próprio Sesi Lab e o Museu Nacional de Brasília recebem eventos, obras e experimentos de 41 artistas de diferentes regiões do país.

Entre os destaques, estão as palestras:

  • Casé Angatu Xukuru Tupinambá, liderança indígena que falará sobre ancestralidade nas relações entre natureza, arte e tecnologia (nesta terça, às 14h);
  • Hauke Dorsh, que aborda o tema das tecnologias sociais na disseminação da música africana (quarta, às 14h);
  • Ive Rubini, que trará o conceito de tecnodiversidade e a importância de múltiplas perspectivas.

Um dos temas que instiga os artistas e pesquisadores é a interferência da inteligência artificial nas obras. Para Regina Silveira, o olhar não precisa ser apocalíptico. Ela se refere ao fato que as tecnologias atuam com repertórios e memórias já existentes. “Nesse sentido, ela pode ajudar, mas não pode ajudar a criar ou a pensar”.

Ela acrescenta que a IA pode facilitar a expansão. “Mas que não implique em invenção. Invenção é própria do cérebro humano. Uma conexão inesperada entre dados que já estavam incorporados. Não é inspiração que cai do céu”.

Atualmente, ela exemplifica que trabalha em um projeto de uma sombra de um objeto artístico. “Eu nunca tive uma posição negativa em relação às tecnologias”. Para ela, é necessário conscientizar os mais jovens que eles têm que, antes de tudo, manejar a linguagem. “Os meios estão subordinados às linguagens”, acrescenta.

Nada substitui o cérebro

Uma das coordenadoras do evento, a artista e professora Suzete Venturelli também concorda que deve haver atenção com o uso das tecnologias generativas na arte e que nada substitui a criatividade humana, em que pesem os benefícios de experimentações. 

Brasília (DF), 15/09/2026 - A coordenadora do 25 Art, Suzete Venturelli, fala sobre a exposição da artista plástica Regina Silveira estreia obra no Sesi Lab
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Suzete Venturelli

“Muitos alunos nossos estão resistindo no uso. Experimentaram quando surgiram tecnologias, e a gente percebeu que o banco de dados que eles usam tem um viés racista e eurocêntrico”.

Para a professora, é necessário que a obra de arte alfinete a sociedade, inclusive as próprias tecnologias. É necessário que não se perca a capacidade de criar. Para lidar com a IA, será necessário, no entender dela, que se eduque para a sua boa utilização, que privilegie criatividade e bordar invenções. 

Crochê malabares

Brasília (DF), 15/09/2026 - O malabarista e costureiro, Gabriel Martins durante entrevista para Agência Brasil.
Intervenção monumental no SESI Lab : 530 m² da fachada de vidro do museu com a obra  Bordaduras, obra da artista Regina Silveira, um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Gabriel Martins

Na porta do museu, o professor de circo tocantinense Gabriel Coelho, de 21 anos, ensaiava com malabares de pinos coloridos. Ao observar a obra de arte no Sesi Lab, recordou que aprendeu com a mãe a costurar e a fazer crochê.

“Eu arrumo todas as minhas roupas e calçados. Sou palhaço também. Lembrei, quando vi essa imagem, que desestresso com agulha e linha, e fico mais longe do celular”.

(Fonte: Agência Brasil)

Um dos principais nomes da vela brasileira e um dos grandes destaques entre os jovens talentos mundiais da modalidade, o kitesurfista maranhense Lucas Pés Fonseca encerrou a temporada de 2026 com a disputa do Campeonato Europeu de Fórmula Kite, evento que reuniu os principais nomes do esporte em todo o mundo e teve suas finais realizadas no último sábado (12), após uma semana de regatas em Akyaka, na Turquia. Dando sequência aos preparativos para o Campeonato Mundial de Vela, marcado no Brasil para o início de 2027, Lucas, que conta com os patrocínios do governo do Estado e da Potiguar por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, teve um desempenho de alto nível no Campeonato Europeu, conquistando o 11º lugar na classificação geral, ficando na 3ª posição entre os atletas não europeus e garantindo a melhor colocação entre os kitesurfistas das Américas. 

No Campeonato Europeu de Fórmula Kite, que contou com a participação de 56 atletas, Lucas Pés Fonseca chamou a atenção por sua consistência, mantendo-se no Top 10 durante quase todo o evento e competindo de igual para igual com os principais nomes da modalidade no mundo. O kitesurfista maranhense ficou fora das finais por apenas dois pontos, mas valorizou o bom desempenho e o aprendizado na competição europeia. 

“Não era o resultado que eu buscava, não era a minha meta para esse evento, principalmente depois de vir de um quarto lugar no Mundial, mas não deixa de ser um ótimo resultado em um evento de nível muito alto e que serviu de treino para o meu objetivo principal, que é o Campeonato Mundial de 2027 no Brasil, primeiro evento classificatório para os Jogos Olímpicos. O esporte é isso, nem sempre as coisas saem como planejado e cada resultado faz parte do processo”, afirma Lucas. 

Lucas Pés Fonseca também comemorou a melhor temporada da carreira em 2026, com destaque para o desempenho histórico no Campeonato Mundial de Fórmula Kite, que foi realizado em maio, na cidade de Viana do Castelo, em Portugal, onde conquistou o 4º lugar e garantiu o melhor resultado do Brasil em um evento de kitesurf olímpico. Além disso, o kitesurfista maranhense garantiu a 4ª posição no Mundial de Fórmula Kite Sub-21, realizado em Urla, na Turquia. Com esses bons desempenhos, Lucas se consolidou como o melhor brasileiro no ranking mundial de Fórmula Kite, sendo o único atleta das Américas a figurar no Top 10. 

“Foi um ano incrível! Oito campeonatos, muitos dias de treino e, sem dúvida, o melhor ano da minha vida como atleta. Muito aprendizado, evolução e resultados que reforçam o quanto estamos no caminho certo. Agradeço aos meus treinadores por todo o trabalho, dedicação e parceria durante esse ano. Também agradeço a todos que torcem por mim e aos meus patrocinadores que acreditam nesse projeto, tornando possível representar o Maranhão e o Brasil da melhor forma. Um agradecimento especial ao governo do Estado que, por meio do patrocínio via Lei de Incentivo, me possibilitou adquirir equipamentos de qualidade para conseguir treinar e competir no mesmo nível que os melhores do mundo. Agora, o foco muda. O Europeu acabou, a temporada acabou, mas o próximo objetivo já está marcado, que é o Mundial de 2027 em casa, no Brasil”, destaca o kitesurfista maranhense. 

Após a participação no Europeu de Fórmula Kite, Lucas Pés Fonseca volta todas as suas atenções para o Campeonato Mundial de Vela, evento que será realizado entre os dias 15 e 23 de janeiro de 2027, em Fortaleza. Determinado a buscar uma medalha no Mundial, que vale vaga direta nos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, o kitesurfista maranhense terá três meses de treinos e ajustes na capital cearense. 

Últimas temporadas  

Em 2025, Lucas Pés Fonseca chegou em 5º lugar no Mundial Sub-21, disputado em Portugal e manteve a sequência de bons resultados nos principais eventos de base de Fórmula Kite. Além de faturar a medalha de bronze no Mundial Sub-21 de 2024, que foi realizado em Gizzeria, na Itália, o kitesurfista maranhense garantiu a quarta colocação no Mundial Sub-21 e Sub-19 em 2023.  

Na mesma temporada, Lucas Pés Fonseca faturou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos Sub-23, realizados no Paraguai, e garantiu uma vaga no Pan 2027, em Lima, no Peru. Em seguida, Lucas foi o melhor kitesurfista das Américas e garantiu o 12º lugar na classificação geral do Mundial de Fórmula Kite, que reuniu os principais atletas do mundo na modalidade e foi realizado em Cagliari, na Itália.

Já em 2024, Lucas Pés Fonseca foi medalha de ouro no Campeonato Mundial da Juventude, realizado na Itália, e terceiro colocado do Sertões Kitesurf, evento que é considerado o maior rali de kite do mundo. No mesmo ano, o kitesurfista maranhense foi um dos atletas selecionados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) para o Programa de Vivência Olímpica nos Jogos de Paris 2024, em iniciativa cujo objetivo é preparar jovens promissores para futuras edições dos Jogos Olímpicos. Além disso, Lucas faturou o bicampeonato brasileiro e pan-americano Sub-21 em 2022 e 2023.

O kitesurfista maranhense Lucas Pés Fonseca conta com os patrocínios do governo do Estado e da Potiguar por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, além dos apoios da Icatu Vanguarda, do Grupo Energisa, do Iate Clube de Brasília, da Ocean Kite Point, da Marinha do Brasil, do Comitê Olímpico do Brasil (COB), da Confederação Brasileira de Vela (CBVela) e do Programa Bolsa-Atleta.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

No Sistema Único de Saúde (SUS), a medicina se faz presente no detalhe: na escuta atenta, no toque seguro, na atenção aos idosos que carregam histórias e agora recebem cuidado. Foto: Prefeitura de SP/Divulgação

Será aplicado neste domingo (13), em todos os Estados do país e no Distrito Federal, o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que afere o aprendizado dos estudantes de medicina e avalia os cursos brasileiros de graduação na área.

De acordo com edital do Enamed 2026, a prova será aplicado em todos os Estados e no Distrito Federal, nos municípios listados no Portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Criado pelo Ministério da Educação, o Enamed será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses a partir de 2027 a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.

O exame tem duas funções principais: avaliar a formação médica no país e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).

Em junho deste ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) formalizou que o Enamed passou a valer como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação.

A regra está prevista na nova política integrada para a formação em medicina no país, prevista na Medida Provisória n° 1370/2026.

Com isso, os formados só poderão se inscrever no Conselho Regional de Medicina (CRM) se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para exercer a profissão de médico no Brasil.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília - DF - 06/08/2026 - Sala de Concerto, da Rádio MEC, celebra Radamés Gnattali nesta sexta (7/8). Foto: Rádio MEC

Termina, neste domingo (13), o prazo para as inscrições na 22ª edição do Prêmio Rádio MEC. O concurso vai receber obras musicais inéditas em três categorias: Música Clássica, Música Instrumental e Música para Infância. As inscrições são gratuitas e devem ser efetuadas pelo site  radiomec.ebc.com.br, onde, também, é possível conferir o regulamento. A Rádio MEC é uma emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A iniciativa tem como objetivo revelar e divulgar gravações de obras musicais inéditas, abrindo espaço na programação da Rádio MEC para cantores, compositores e instrumentistas de todo o país. As músicas concorrentes devem ter identificação com o perfil musical da emissora. No caso das obras com letra, o idioma deve ser, obrigatoriamente, o português.

“A Rádio MEC nasceu de uma tradição pioneira e inovadora no rádio brasileiro. Ao realizar mais uma edição do prêmio, a emissora reafirma essa vocação de ampliar o acesso à cultura e aproximar as pessoas de repertórios até então pouco conhecidos, além de valorizar artistas de todo o país que produzem música clássica, instrumental e para a infância. O prêmio já faz parte do nosso calendário e combina memória, criação artística, diversidade cultural e compromisso com a formação de novos públicos”, afirma Antonia Pellegrino, presidente da EBC.

Ao todo, serão concedidos nove prêmios em três categorias. Pelo júri, as premiações são para Melhor Música Clássica, Melhor Intérprete de Música Clássica, Melhor Música Instrumental, Melhor Intérprete de Música Instrumental, a Melhor Música para Infância e Melhor Intérprete de Música para Infância. Pelo voto popular, serão três prêmios: Melhor Música Clássica, a Melhor Música Instrumental e a Melhor Música para Infância.

As músicas classificadas serão divulgadas em 25 de setembro e passarão a ser veiculadas nas programações das emissoras da Rádio MEC, de acordo com o perfil musical. A votação pela internet também começa em 25 de setembro e continua até 15 de novembro. As finalistas serão anunciadas em 18 de novembro, e as vencedoras serão divulgadas em 1º de dezembro. Além da transmissão na Rádio MEC, as músicas vencedoras serão premiadas com troféus.

Serviço

Prêmio Rádio MEC está com inscrições abertas até o domingo (13). Acesse radiomec.ebc.com.br, confira o regulamento e realize o seu cadastro.

Sobre a Rádio MEC

Conhecida de norte a sul do país como "A Rádio de Música Clássica do Brasil", a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3MHz e AM 800kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1MHz e AM 800kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537. 

Rádio MEC na internet e nas redes sociais

Site: https://radiomec.ebc.com.br

Instagram: https://www.instagram.com/radiomec

Spotify: https://open.spotify.com/user/radiomec

YouTube: https://www.youtube.com/radiomec

Facebook: https://www.facebook.com/radiomec

X: https://x.com/radiomec

WhatsApp: (21) 99710-0537

Como sintonizar a Rádio MEC

Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz

Belo Horizonte: FM 87,1 MHz

Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz

Parabólica - Star One C2 - 3748,00 MHz - Serviço 3

Celular - App Rádios EBC para Android e iOS

(Fonte: Agência Brasil)

Uma programação especial e gratuita. Assim será a grande festa de comemoração aos 80 anos do Sesc, com shows, apresentações culturais e atividades de lazer por todo o país. E, no Maranhão, não será diferente. O Sesc/MA preparou várias ações em celebração ao aniversário, tanto em São Luís quanto em Itapecuru-Mirim.

Na capital maranhense, neste domingo (13), na Lagoa da Jansen, o público ludovicense poderá conferir o aguardado show do cantor e compositor Oswaldo Montenegro, que promete embalar a noite com grandes canções que marcam sua carreira, como “Bandolins”, “Estrelas”, “Intuição”, “Lua e Flor”, “A Lista”, “Léo e Bia” e “Lembrei de Nós”.

Entre violões e piano, o artista sobe ao palco às 19h30 e estará acompanhado pelo multi-instrumentista Alexandre Meu Rei e pela flautista Madalena Salles – parceira musical que o acompanha desde a adolescência.

Além do cantor, o Festival Sesc 80 Anos terá, também, a partir das 17h30, as apresentações dos corais Vozes da Sabedoria e Sons da Maturidade, formados por integrantes do Trabalho Social com Idosos (TSI), além da Orquestra Sesc Musicar, projeto do Sesc/MA que reúne jovens músicos.

Na Lagoa da Jansen, o Sesc/MA preparou um espaço equipado para o público, com estrutura completa, voltada a idosos e pessoas com baixa mobilidade, além de intérprete de Libras e acessibilidade.

Itapecuru-Mirim

Assim como em São Luís, o município de Itapecuru-Mirim também será palco da grande festa do Sesc. A comemoração será neste sábado (12), na Praça Gomes de Sousa, com foco em evidenciar a importância do Sesc para a comunidade itapecuruense, destacando a trajetória e a contribuição da entidade nas áreas de educação, cultura, lazer, saúde e assistência social.

Na cidade, o Festival Sesc 80 Anos começa às 16h. Entre as principais atrações, está a apresentação do espetáculo de dança do ventre “Day El Said” e, em seguida, a discotecagem do DJ Glaydson Botelho às 18H20, show pirotécnico às 19h e apresentação musical do cantor Tom Cleber às 21h15.

A noite de celebração terá, ainda, espaços lúdicos e recreativos, bem como ações voltadas para o público infantil, como oficina de slime, pintura facial, jogo de tabuleiro gigante, experiências de realidade virtual com óculos 3D e plataforma 360 graus, circuito recreativo e cultural, contação de histórias, espaço playground, pula-pula, brinquedos infláveis, muro de escalada e touro mecânico.

Outro destaque da programação será a “Tenda da Saúde”, que fará orientações de saúde das 16h30 às 19h, bem como distribuição de panfletos em alusão à “Campanha Setembro Amarelo: Prevenção ao Suicídio”.

Serviço

O quê:

Festival Sesc 80 anos com shows em Itapecuru-Mirim (sábado, dia 12) e São Luís (domingo, dia 13)

Onde:

Na Praça Gomes de Sousa, em Itapecuru-Mirim; e na Lagoa da Jansen, em São Luís

Entrada gratuita

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Médicos chegam ao local de prova para a segunda etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2020, em Brasília.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou, nesta sexta-feira (11), a relação final dos aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira 2025/2 (Revalida).

A Portaria nº 493/2026 traz os nomes dos 5.666 habilitados. Veja, aqui, a lista completa.

De acordo com o texto, os resultados já foram divulgados aos participantes, via Sistema Revalida, conforme cronograma disposto em edital.

A partir de agora, os aprovados deverão seguir as orientações referentes à indicação da universidade parceira responsável pelo processo de revalidação do diploma.

O Revalida tem o objetivo de verificar se médicos formados no exterior adquiriram os conhecimentos, habilidades e competências necessários para o exercício profissional no Brasil adequados aos princípios e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Processo

O exame teve duas etapas de avaliação, a teórica e a prática. O processo organizado pelos ministérios da Educação e da Saúde serve para dar validade aos diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior que desejam atuar no Brasil.

O exame não se configura como um concurso público. Portanto, não se destina à seleção de pessoas para preenchimento de emprego ou cargos públicos e não é prova de ordem profissional que garante direito ao exercício da prática médica.

A aprovação no exame atesta que o documento emitido no exterior é compatível com as exigências de formação das universidades brasileiras.

A revalidação de diplomas médicos é feita por instituições públicas de educação superior que aderiram ao Revalida.

As referências exigidas no Brasil são os atendimentos no contexto de atenção primária, ambulatorial, hospitalar, de urgência, de emergência e comunitária, com base na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina, nas normativas associadas e na legislação profissional.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília - Karina Ribeiro (à direita), levou os filhos para a feira de troca de brinquedos durante o Dia Mundial do Brincar, no CCBB  ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério da Educação (MEC) regulamentou como as redes de ensino público e privado de todo o país devem organizar as férias escolares do meio do ano de 2027, período em que ocorre a Copa do Mundo Feminina da Fifa no Brasil. No total, 64 partidas serão disputadas de 24 de junho a 25 de julho do próximo ano, por 32 seleções.

É a primeira edição do torneio em um país da América do Sul, nas seguintes unidades da Federação:

  1. Minas Gerais;
  2. Ceará;
  3. Rio Grande do Sul;
  4. Pernambuco;
  5. Rio de Janeiro;
  6. Bahia;
  7. São Paulo;
  8. Distrito Federal.

As regras de organização do calendário letivo de 2027 ficam divididas segundo o nível de impacto local. 

Primeiramente, a competição do futebol feminino deve afetar diretamente as oito cidades-sede e cerca de 174 municípios que integram suas regiões metropolitanas ou áreas de influência direta.

Nessas localidades, os sistemas de ensino deverão promover os ajustes em seus calendários escolares para que o recesso, logo após encerramento das atividades do primeiro semestre de 2027, coincida com o período do torneio.

Já as redes estaduais e municipais de ensino que não sofrerão impacto direto do campeonato mundial têm autonomia para decidir se querem adequar as férias ao evento esportivo. O parecer detalha que estas devem considerar as realidades locais, conforme necessidades educacionais, socioeconômicas e até climáticas. 

Segurança jurídica

As orientações sobre os calendários escolares de 2027 estão no Parecer CNE/CEB nº 7/2026, do Conselho Nacional de Educação (CNE), homologado pelo MEC na última terça-feira (8).

O objetivo do parecer é dar segurança jurídica e uniformidade de orientação aos sistemas de ensino de todo o país, no período entre a abertura e o encerramento da Copa do Mundo Feminina.

Na prática, as orientações permitem que estudantes e profissionais da educação acompanhem os jogos sem perder aulas, além de facilitar a mobilidade urbana e evitar congestionamentos.

Respeito à LDB

O documento deixa claro que a adaptação do calendário escolar 2027 não afasta a obrigatoriedade do cumprimento dos 200 dias letivos e da carga horária escolar mínima anual exigida, conforme determinado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

O parecer esclarece ainda que as orientações se aplicam, inclusive, aos cursos de qualificação profissional e de educação profissional técnica de nível médio previstos na LDB.

(Fonte: Agência Brasil)

Referência da natação paralímpica brasileira e um dos atletas maranhenses de maior destaque nas últimas temporadas, Davi Hermes teve uma sequência de grandes resultados em eventos estaduais, regionais e nacionais nos últimos 12 meses. Davi, que é atleta da Viva Água e conta com os patrocínios do governo do Estado e da Potiguar por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, participou de 13 competições nesse período e conquistou 42 medalhas, sendo 34 de ouro, atingindo a expressiva marca de 364 pódios em sua vitoriosa carreira.

Os últimos grandes resultados foram conquistados em agosto, quando Davi Hermes brilhou na disputa da IV Copa Amazônia Internacional de Natação. O nadador maranhense conquistou cinco medalhas de ouro nas provas dos 50m borboleta, 50m costas, 100m borboleta, 100m nado livre e 200m nado livre. Pouco antes, em julho, Davi faturou dois ouros nos 50m borboleta e 100m borboleta do VII Troféu Anibal Dias, válido como segunda etapa do Circuito Maranhense Master de Natação.

"Graças a Deus o ano está sendo de muitos resultados positivos. Estou tendo um bom desempenho nas competições e sei que posso melhorar ainda mais. Muito obrigado à minha família, aos meus patrocinadores e apoaidores por estarem sempre ao meu lado. Vamos seguir buscando os pódios nos próximos torneios", disse Davi Hermes.

Com a confiança elevada após as mais de 40 medalhas nos compromissos anteriores da temporada, Davi Hermes está se preparando para os próximos desafios. O nadador maranhense vai competir na categoria Open do CBEM Master Games Brasil, evento organizado pelo Comitê Brasileiro do Esporte Master (CBEM), que será realizado entre os dias 9 e 18 de outubro, no Rio de Janeiro.

Davi Hermes também está confirmado no Open Cearense de Paranatação 2026, que ocorrerá entre os dias 31 de outubro e 1º de novembro, na piscina do Náutico Atlético Cearense, em Fortaleza. O nadador maranhense quer aproveitar os dois eventos para manter a sequência de títulos e pódios em 2026.

Títulos históricos

Durante o mês de junho, Davi Hermes conquistou títulos históricos em duas das competições nacionais mais importantes da temporada. No Meeting Brasileiro de Natação CBDI, o atleta da Viva Água foi ouro nos 50m e 100m borboleta, além de garantir a prata nos 200m nado livre. Já na III Copa Brasil de Natação Paradesportivo, o nadador maranhense faturou seis ouros nas provas dos 50m borboleta, 50m costas, 50m nado livre, 100m borboleta, 100m nado livre e 100m medley. Além disso, Davi foi bronze no revezamento 4x50m nado livre do Campeonato Maranhense de Inverno.

Na disputa do Torneio Grão-Pará da Amizade Master de Natação, em maio, Davi Hermes foi ouro em quatro provas: 50m borboleta, 50m costas, 100m borboleta e 4x50m livre. No mesmo evento, o atleta da Viva Água foi bronze nos 4x50m medley. Antes disso, em abril, Davi representou a Universidade Ceuma nos Jogos Universitários Maranhenses (JUMs), onde venceu as provas dos 50m borboleta, 50m costas e 100m borboleta.

Antes dos ouros nos JUMs, Davi Hermes se destacou nos primeiros eventos da temporada de 2026, com destaque para os dois ouros nas provas dos 50m borboleta e 100m borboleta do Campeonato Brasileiro de Natação CBDI. Em fevereiro, Davi foi campeão dos 100m borboleta, dos 100m livre e dos 4x50 revezamento livre no Torneio Início da FMDA – II Troféu Beto Freire.

Resultados de destaque em 2025

Antes da sequência de medalhas nesta temporada, Davi Hermes se destacou em eventos realizados em 2025. Em dezembro, o atleta da Viva Água foi ouro nos 100m borboleta e 100m medley no Campeonato Maranhense Absoluto de Natação FMDA. No mesmo mês, Davi conquistou a medalha de ouro nos 100m borboleta e foi prata nos 100m costas da V Etapa do Circuito Maranhense Master de Natação.

Em outubro de 2025, Davi Hermes teve uma performance histórica nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBS), onde defendeu a Universidade Ceuma e competiu na categoria S14. O nadador maranhense conquistou cinco medalhas, sendo dois ouros nos 50m e 100m borboleta, duas pratas nos 50m e 200m livre, e um bronze nos 100m livre. Pouco antes, Davi teve resultados de destaque no Troféu Fabiano Galeno, válido como 4ª etapa do Circuito Maranhense Master de Natação 2025, com dois ouros nas provas dos 50m nado livre e 200m borboleta, além do bronze no revezamento 4x50m.

Por causa do grande desempenho em competições estaduais e nacionais na temporada de 2025, Davi Hermes ganhou, pela terceira vez na carreira, o prêmio de melhor atleta paralímpico no Troféu Mirante Esporte, maior premiação esportiva do Maranhão, em cerimônia realizada em março de 2026, em São Luís.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Aruba: um paraíso tropical localizado no sul do Caribe. É nesse cenário paradisíaco que a Seleção Brasileira de Beach Tennis vai disputar um desafio internacional. Nos dias 6 e 7 de novembro, a pequena ilha do Caribe holandês vai receber o “Beach Tennis For All Cup”, evento inédito reunindo as seleções nacionais do Brasil e de Aruba. Ao todo, a Confederação Brasileira de Beach Tennis (CBBT) convocou 36 atletas para a disputa do evento. Desses, sete atletas são do Maranhão. 

Os maranhenses convocados para o “Beach Tennis For All Cup” em Aruba foram: Artur Lobão (Master 30), André Barreto (Master 30), Juliana Sara (Master 30), Vinicius Mendes (Masculino B), Antonio Paizão (Masculino B), Laizzi Arruda (Feminino B) e Marcelo Moreira (Master 50). 

“Ficamos muito felizes com a convocação dos atletas maranhense para um evento internacional e bastante relevante. Ter o Maranhão na Seleção Brasileira é motivo de orgulho. Isso mostra que o trabalho desenvolvido pela Federação Beach Tennis do Maranhão (FBTM) e pela CBBT nos últimos anos tem fortalecido o beach tennis. Tenho certeza de que nossos atletas vão dar o melhor em Aruba, assim como os demais convocados de todo o país. Estamos na torcida”, afirmou Menezes Junior, presidente da FBTM. 

Para realizar a convocação para este desafio internacional em Aruba, a CBBT utilizou como critério o ranking nacional, que é composto pelos últimos oito melhores resultados dos atletas de todo Brasil durante um ano. Esses pontos foram conquistados em competições nacionais e regionais, como o Campeonato Brasileiro 2025, o Norte-Nordeste 2026 e a etapa final do Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis 2026, realizada no último fim de semana, na cidade Santo Amaro. 

Vale destacar que dos sete atletas maranhenses convocados para o “Beach Tennis For All Cup”, seis vão chegar a Aruba motivados após serem campeões na etapa de Santo Amaro do Maranhense Oficial: Antonio Paizão e Vinicius Mendes venceram no Masculino B; André Barreto e Artur Lobão levaram o título no Masculino 30+; Marcelo Moreira venceu no Masculino 50+ ao lado de Rodrigo Meireles; e Juliana Sara foi campeã do Feminino 30+ formando dupla com Isabella Sena. 

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A redução da distância entre o desempenho dos estudantes brasileiros e a média dos alunos de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no Pisa 2025 não significa, necessariamente, que o Brasil tenha avançado em aprendizagem. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que a aproximação ocorreu, principalmente, porque o desempenho brasileiro permaneceu relativamente estável enquanto a média dos países da organização recuou, especialmente nos últimos anos.

"O país tem mantido seus resultados relativamente estáveis, enquanto a média da OCDE recuou. Portanto, embora tenha evitado uma piora, o desafio brasileiro continua sendo promover ganhos consistentes de aprendizagem", diz Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann

O Pisa é o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), coordenado pela OCDE, entidade que reúne 38 países, incluindo algumas das maiores economias do planeta, para produzir estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico e social. Aplicado a cada três anos pela entidade, a prova avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.

"Podemos afirmar que o Brasil melhorou no longo prazo, sobretudo em ciências e leitura. No entanto, parte importante da aproximação ocorreu porque a média da OCDE caiu, especialmente em matemática", avalia Rodrigo Fulgêncio, 1º vice-presidente da Associação Brasileira de Sistemas de Ensino e Plataformas Educacionais (Abraspe).

Com os resultados de 2025, que se mantiveram similares em relação a 2022, o Brasil continua no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas. Foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nessa mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos integrantes da OCDE.

A distância, no entanto, já foi bem maior, quando se comparam os dados entre os anos de 2006 e 2025. A diferença de desempenho em relação à média dos países da OCDE diminuiu de 102 para 58 em leitura (redução de 44 pontos), de 131 para 92 em matemática (39 pontos) e de 113 para 77 em ciências (36 pontos).

Ganhos em escala

Mestre em matemática e gerente da CASIO Educação, Jalman Lima afirma que é positivo que o Brasil não tenha acompanhado a intensidade de queda na educação observada em diversos países, mas essa estabilidade ainda ocorre em um patamar de desempenho educacional muito baixo, já que somente 28% dos estudantes atingiram, pelo menos, o nível 2 em matemática, que é o mínimo.

"O principal desafio continua sendo transformar essa estabilidade em crescimento real da aprendizagem matemática, ampliando a capacidade dos estudantes de interpretar situações, relacionar informações, escolher estratégias de resolução", pondera.

"O ponto central é que o Brasil ainda não conseguiu produzir ganhos de aprendizagem em escala. Seguimos com uma parcela muito elevada de estudantes abaixo dos níveis mínimos de proficiência, especialmente em matemática e leitura, e com desigualdades importantes de desempenho. É preciso considerar também que esta é uma geração que teve sua trajetória escolar diretamente impactada pela pandemia, com efeitos sobre a aprendizagem que não desaparecem de um ano para outro", argumenta Felipe Proto. Segundo ele, a recomposição das aprendizagens continua sendo fundamental para garantir que nenhum estudante fique para trás.

Além de ampliar o domínio básico em disciplinas como matemática, o país ainda precisa criar mais oportunidades para desenvolver o raciocínio mais sofisticado.

"Muitos ainda têm dificuldade em interpretar uma situação, decidir com autonomia, qual o conhecimento matemático a utilizar. Ao mesmo tempo, praticamente não temos estudantes nos níveis mais altos de proficiência. E isso é um grande problema. É um desafio nas duas extremidades", observa Jalman Lima.

Desigualdades educacionais

Rodrigo Fulgêncio, da Abraspe, também alerta para essa disparidade. Entre os principais gargalos, ele enfatiza, estão o elevado percentual de estudantes abaixo do nível básico, a presença muito pequena nos níveis mais altos de proficiência, a situação especialmente crítica em matemática e a forte desigualdade socioeconômica.  

"Em ciências, por exemplo, a diferença entre os 25% mais favorecidos e os 25% mais vulneráveis chega a 96 pontos. Quase cinco vezes o aprendizado médio associado a um ano escolar, que é de, aproximadamente, 20 pontos", afirma.

O Pisa 2025 envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 estudantes. O perfil dos participantes brasileiros avaliados foi composto por 72,4% de estudantes oriundos de escolas da rede estadual, sendo a quase totalidade (96,9%) delas localizada em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do ensino médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025. Nesta edição, o foco foi o letramento dos alunos em ciências, com o maior número de itens aplicados.

"Mais do que a posição relativa do país no ranking, o Pisa reforça a urgência de transformar a melhoria da aprendizagem em prioridade nacional, com foco em garantir que todos os estudantes desenvolvam as competências essenciais para a vida, o trabalho e a participação cidadã no século XXI", reforça Felipe Proto, da Fundação Lemann .

Tecnologia em sala de aula

Na avaliação do Pisa em 2025, os estudantes também respondem a questionários contextuais, incluindo o uso de celulares em sala de aula. O resultado mostrou que 81% dos estudantes brasileiros avaliados frequentavam escolas com restrições ao uso desses dispositivos. Em 2022, eram 37%. A proporção brasileira supera amplamente a média da OCDE (49%). Segundo o MEC, o percentual medido está alinhado às evidências de que estudantes em escolas com esse tipo de regra apresentam menor probabilidade de relatar distrações digitais.

A ocorrência, por exemplo, da chamada "leitura apressada", que é quando o estudante lê rapidamente, mas de maneira imprecisa, quase dobrou entre 2018 e 2025. A OCDE também identificou fragilidades crescentes na capacidade de avaliar informações, relacionar diferentes fontes e pensar criticamente sobre o que se lê. Além disso, 28% dos estudantes disseram que os colegas se distraem com dispositivos digitais na maioria ou em todas as aulas de Ciências, e 46% já utilizam Inteligência Artificial (IA) semanalmente ou mais para estudar.

Segundo Rodrigo Fulgêncio, diante desse cenário, cabe refletir se os estudantes e suas formas de aprender mudaram mais rapidamente do que as práticas escolares conseguiram acompanhar. "O grande alerta do Pisa 2025 talvez seja exatamente esse: ampliar o acesso à informação e à tecnologia não garantiu maior aprendizagem. O desafio atual é ajudar os estudantes a sustentar a atenção, ler com profundidade, avaliar informações, construir raciocínios e utilizar a tecnologia para ampliar, e não substituir, o pensamento".

(Fonte: Agência Brasil)