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Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Os candidatos à Prova Nacional Docente (PND) 2026 já podem consultar, na internet, o local do exame, marcado para o dia 20 de setembro.

A informação está disponível no cartão de confirmação de inscrição, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta quarta-feira (9).

A data inicial prevista para publicação do documento era 31 de agosto. O documento traz, também, o número de inscrição e o horário de aplicação do teste.

Contratação de professores

A Prova Nacional Docente (PND) é um exame anual do Ministério da Educação (MEC) para facilitar a contratação de professores.

As redes públicas de ensino podem usar os resultados do certame – conhecida como Enem dos Professores – em processos seletivos e concursos para professores, de forma classificatória, eliminatória ou complementar à prova prática.

A PND não é obrigatória para os professores.

Para orientar os candidatos a não perderem prazos importantes, o Inep elaborou o Guia do Participante da Prova Nacional Docente – 2026.

Cronograma

Conforme previsto no edital [ https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/edital-n-67-de-22-de-maio-de-2026-708710229 ] da PND 2026, a aplicação das provas está marcada para 20 de setembro em todos os Estados, no Distrito Federal e nos municípios listados no Portal do Inep.

Confira as demais datas do cronograma da PND 2026:

  • divulgação dos cadernos de prova, da grade de correção da questão discursiva e das versões preliminares dos gabaritos das questões objetivas: 24 de setembro;
  • recurso da versão preliminar dos gabaritos das questões objetivas: 24 e 25 de setembro;
  • reaplicação da prova para casos específicos: 18 de outubro;
  • divulgação dos cadernos de prova, da grade de correção da questão discursiva e das versões preliminares dos gabaritos das questões objetiva: 24 de outubro;
  • divulgação da correção preliminar da resposta da questão discursiva: 10 de novembro;
  • recurso da correção da resposta da questão discursiva: 10 a 12 de novembro;
  • divulgação do resultado final: 15 de dezembro.

Provas

A avaliação teórica terá como base o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, desde a edição de 2024, foca nos cursos de formação de docentes.

A prova, com duração total de cinco horas e 30 minutos, será composta por uma parte de formação geral (30 questões), comum aos cursos de todas as áreas, e outra de componente específico (50 itens), próprio de cada área de avaliação das licenciaturas.

(Fonte: Agência Brasil)

Sesc celebra 80 anos com programação gratuita espalhada pelo país . Foto: Sesc/Divulgação

Em comemoração aos 80 anos de história, o Serviço Social do Comércio (Sesc) promove, nos dias 12 e 13 de setembro, programação especial e gratuita em diversas cidades. Shows, apresentações culturais e atividades de lazer serão realizados em unidades do Sesc e em espaços públicos destinados a grande concentração de público.

No Amazonas, Péricles e Xande de Pilares se apresentam no Sambódromo de Manaus; Caetano Veloso faz show no Taguaparque, em Taguatinga (DF); em Campo Grande (MS), a festa é com o cantor Samuel Rosa, em uma apresentação no Parque das Nações Indígenas.

Seu Jorge se apresenta na Orla da Pajuçara, em Maceió (AL); Recife (PE) recebe Conde Só Brega no Sítio Trindade; Oswaldo Montenegro canta seus sucessos na Lagoa da Jansen, em São Luís (MA).

Também fazem parte da programação nacional Rashid, Silva e Rincon Sapiência (SP), Sandra Sá (PR), Renato Teixeira (SC), Paula Toller (TO), Marcelo Jeneci (BA), Banda Sayonara (AP) e Moacyr Luz (ES), entre artistas. 

A programação inclui apresentações de música de concerto, com obras executadas por orquestras. A Orquestra Jovem Sesc Brasil, composta por 59 jovens músicos de 11 Estados brasileiros, se apresenta no dia 13 no Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis (RJ).

Também participam do evento de aniversário as orquestras Sesc do Piauí, da Paraíba, do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, de Sergipe, a Orquestra Sesc Musicar do Maranhão e a Orquestra de Câmara Sesc de Minas Gerais.

No Ceará, a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Ceará apresentará o concerto “Homenagem a Ednardo”, sob regência do maestro Leandro L. Serafim. O espetáculo contará com a participação do próprio Ednardo, um dos mais importantes nomes da música cearense e brasileira.

Um concerto inédito de Geraldo Azevedo e a Orquestra Filarmônica de Alagoas será realizado na Orla da Pajuçara, em Maceió (AL). O Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador (BA), recebe o espetáculo "Um Concerto para Encontros", com a Orquestra Afrosinfônica. No repertório, haverá homenagem a Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia.

(Fonte: Agência Brasil)

Revelação da natação maranhense, Sofia Duailibe faz mais uma temporada de alto nível no cenário nacional das águas abertas. A jovem atleta, que compete pela Atlef/Nina e conta com os patrocínios do governo do Estado e do Centro Elétrico, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, além do apoio do Colégio Literato e da Expert Distribuidora, conquistou seis medalhas, sendo três de ouro, nas últimas duas etapas da 13ª edição da Copa Brasil de Águas Abertas, competição organizada pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).

Sofia Duailibe conquistou duas medalhas na etapa de Ipojuca (PE) da Copa Brasil de Águas Abertas, cujas provas foram realizadas nos dias 29 e 30 de agosto, na Praia de Porto de Galinhas. Com muito talento e resistência, a nadadora maranhense conquistou o ouro na prova dos 1,5km da categoria Juvenil e, também, faturou a prata nos 2,5km da categoria Juvenil.

Em seguida, Sofia Duailibe disputou a etapa de Brasília da Copa Brasil de Águas Abertas, com provas no Clube Naval, entre os dias 3 e 4 de setembro. A jovem atleta da Atlef/Nina garantiu dois ouros na categoria Juvenil, vencendo as provas dos 2,5km e 4km. Além disso, Sofia conquistou outras duas medalhas na categoria Geral Feminina, com uma prata nos 4km e um bronze nos 2,5km.

Antes disso, no início de agosto, Sofia Duailibe conquistou três medalhas na etapa da Copa Brasil de Águas Abertas em Guarapari (ES). Com uma atuação consistente, Sofia faturou dois ouros nas provas de 2,5km e de 4km da categoria Juvenil, além de ficar com o bronze nos 4km da disputa Geral Feminina.

Sofia Duailibe vive um excelente momento no cenário nacional de águas abertas. Em julho, a nadadora maranhense havia conquistado um ouro, duas pratas e um bronze na etapa da Copa Brasil em Fortaleza. Já durante o mês de junho, Sofia foi para as piscinas, onde representou o Colégio Literato nas provas de natação dos Jogos Escolares Ludovicenses (JELs) e garantiu três medalhas de ouro: venceu as provas dos 100m borboleta, 100m peito e 200m medley.

Já em maio, a jovem nadadora teve um mês de muitos desafios e conquistas. Ela faturou nove medalhas em três etapas do Campeonato Brasileiro de Águas Abertas e da Copa Brasil de Águas Abertas, que foram realizadas em Brasília (DF), São Luís (MA) e Maragogi (AL). Mesmo lidando com uma sequência desgastante de eventos, Sofia terminou esses torneios com três ouros, quatro pratas e dois bronzes.

Outros resultados

Sofia Duailibe vem colecionando grandes resultados em 2026. Na 3ª etapa da Copa Brasil, disputada em março, em José de Freitas (PI), a maranhense faturou três medalhas de ouro nas provas de 1,5km, 2,5km e 4km, além de uma prata nos 4km da categoria Geral Feminina.

Antes de se destacar nas provas realizadas em José de Freitas, Sofia Duailibe subiu duas vezes no pódio na 2ª etapa da Copa Brasil de Águas Abertas, realizada em Itajaí (SC): prata nas provas de 1,5km e 2,5km da categoria Juvenil da competição nacional.

Pouco antes, em fevereiro, Sofia Duailibe venceu as provas de 1,5km e 4km da categoria Juvenil e foi prata nas disputas de 1,5km e 4km da categoria Geral Feminino na etapa de abertura da Copa Brasil de Águas Abertas, em Porto Alegre (RS).

Sofia Duailibe foi eleita atleta do ano nas águas abertas 

A sequência de títulos e pódios no início da temporada de 2026 reforça o excelente momento de Sofia Duailibe no cenário estadual e nacional de águas abertas. Na temporada de 2025, a nadadora maranhense conquistou o título de melhor atleta do ano na categoria Juvenil e de atleta mais eficiente da categoria Geral Feminino na Copa Brasil.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

A cidade de Santo Amaro recebeu, entre sábado (5) e segunda-feira (7), a sétima e última etapa do Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis, competição organizada pela Federação de Beach Tennis do Maranhão (FBTM), entidade que representa oficialmente a modalidade no Estado. Realizado nas quadras montadas às margens do Rio Alegre, em um cenário paradisíaco para atletas e torcedores, o VM Open de Beach Tennis 2026 reuniu mais de 280 atletas e premiou duplas em 12 categorias.

As duplas campeãs no VM Open de Beach Tennis 2026 foram as seguintes: Carlos Menezes e Samuel Lessa (Masculina A), Antonio Paizão e Vinicius Mendes (Masculina B), André Barreto e Artur Lobão (Masculina 30+), Igor Quartin e Joaquim Filho (Masculina 40+), Marcelo Moreira e Rodrigo Meireles (Masculina 50+), Gilvana Ribeiro e Isabella Sena (Feminina B), Emmylee e Tatiana Maranhão (Feminina C), Gabyzinha e Taciana Fernandes (Feminina D), Isabella Sena e Juliana Sara (Feminina 30+), Marina Medeiros e Marina Moura (Feminina 40+), Lillian Nicolletti e Pedro Cunha (Mista C) e Daniel Souza e Kalily Arrais (Mista D).

A sétima e última etapa do Maranhense Oficial de Beach Tennis, que valeu 400 pontos no ranking da FBTM e 400 pontos no ranking da Confederação Brasileira de Beach Tennis (CBBT), foi a última oportunidade para os atletas maranhenses somarem pontos em busca da convocação para o Campeonato Brasileiro de Beach Tennis, marcado para novembro, em Uberlândia (MG). O ranking nacional, por sua vez, definirá os representantes da Seleção Brasileira para o desafio internacional de beach tennis em Aruba, também em novembro.

“O VM Open de Beach Tennis fechou o Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis em grande estilo, com partidas emocionantes e de alto nível técnico no cenário paradisíaco de Santo Amaro. Essa é uma das etapas mais aguardadas por toda a comunidade do beach tennis maranhense. Estamos muito felizes com esse sucesso, não só da competição, mas de toda a temporada. Fica o nosso agradecimento a todos os atletas, torcedores, apoiadores e patrocinadores, essa união de forças é fundamental para o nosso beach tennis, que cresce ano após ano. Estamos agora na expectativa pelo Campeonato Brasileiro, onde tenho certeza que o Time Maranhão terá uma performance de destaque”, afirma Menezes Júnior, presidente da FBTM.

Outras informações sobre o Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis 2026 estão disponíveis no Instagram oficial da Federação de Beach Tennis do Maranhão (@maranhaobeachtennis).

Confira as duplas vencedoras do VM Open de Beach Tennis 2026:

Masculina A

1º - Carlos Menezes e Samuel Lessa

2º - João Santos e Lucas Andrade

Masculina B

1º - Antonio Paizão e Vinicius Mendes

2º - Diniz e Lucas Valêncio

Masculina 30+

1º - André Barreto e Artur Lobão

2º - Manoel Souza e Samuel Lessa

Masculina 40+

1º - Igor Quartin e Joaquim Filho

2º - Antônio Albuquerque e Paulo Cardoso

Masculina 50+

1º - Marcelo Moreira e Rodrigo Meireles

2º - Gil Alencar e Valdemir Marinho

Feminina B

1º - Gilvana Ribeiro e Isabella Sena

2º - Karla Santos e Laizzi Albuquerque

Feminina C

1º - Emmylee e Tatiana Maranhão

2º - Klaudia Neves e Lorena Nicolletti

Feminina D

1º - Gabyzinha e Taciana Fernandes

2º - Isabela Feitosa e Luiza Mayanna

Feminina 30+

1º - Isabella Sena e Juliana Sara

2º - Raissa Catossi e Renata Moura

Feminina 40+

1º - Marina Medeiros e Marina Moura

2º - Karla Santos e Laizzi Albuquerque

Mista C

1º - Lillian Nicolletti e Pedro Cunha

2º - Leonardo Augusto e Tatiana Maranhão

Mista D

1º - Daniel Souza e Kalily Arrais

2º - Isabela Feitosa e Lailson Carvalho

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Ilustração de aposta online em celular 
 19/9/2024   REUTERS/Alexandre Meneghini

Um total de 20,4% de alunos nos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio diz já ter feito apostas on-line, as bets, informou, nesta quarta-feira (9), a Frente Parlamentar Mista da Educação. O levantamento apontou, inclusive, que a proporção chega a quase metade dos pesquisados (49,7%) no 3º ano do ensino médio.

O levantamento, feito em parceria com a Equidade.info (iniciativa que produz dados para pesquisas), ouviu 1.912 estudantes de 191 escolas de todo o país. Um dos dados de maior impacto é que as apostas começam aos 11 anos de idade. Pelo menos, 9,5% dos estudantes até essa faixa etária disseram já ter feito apostas.

Meninos apostam mais

No Brasil, é proibido que menores de idade tenham acesso a plataformas de apostas on-line. Outra informação do levantamento é que os meninos apostam mais (27,8%) – contra 12,6% das meninas. 

No ensino médio, 41,7% dos meninos já apostaram mais que o dobro do registrado entre os do fundamental II (19%).  O levantamento ocorreu nos meses de agosto e setembro deste ano, com entrevistas presenciais e questionários estruturados. 

Desafios

A Frente Parlamentar divulgou ainda considerações do coordenador da pesquisa, Guilherme Lichand. Segundo ele, soluções centradas exclusivamente no comportamento individual dos usuários podem ser insuficientes para enfrentar o problema. 

Lichand considera que há uma tendência de culpar as pessoas e alerta para o fato de que as plataformas costumam sugerir lembretes sobre perdas passadas como intervenções promissoras para moderar a prática. 

O pesquisador explica que estudos científicos sugerem que essas soluções não funcionam.

“Em vez disso, a proibição de propaganda e impostos relevantes sobre valores transacionados pelas bets colocam a responsabilidade nos atores corretos e têm efeitos comprovados sobre redução do risco de exposição”, destacou.

Caminhos

Para Lichand, os dados indicam ainda que educação financeira não se tem mostrado suficiente para prevenir exposição às bets, já que estudantes em escolas com maior proporção de alunos com letramento financeiro têm maior probabilidade de apostar e menor controle sobre ganhos e perdas.

A pesquisa estima que as perdas agregadas podem ultrapassar R$ 1 bilhão entre o público pesquisado. Entre as recomendações feitas pelos organizadores do levantamento, estão a adoção de medidas de proteção, como maior tributação sobre transações nas plataformas, restrições à publicidade e medidas de proteção especialmente voltadas a menores de 18 anos.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 02.05.2024 - Os candidatos do Distrito Federal que farão o Concurso Público Nacional Unificado (CNU) estão aproveitando os últimos dias para revisar o conteúdo. Cerca de 160 pessoas acompanharam o último aulão preparatório promovido pela Biblioteca Nacional de Brasília (BNB). Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Os candidatos que estão na lista de espera da primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 1) devem, até as 23h59 desta sexta-feira (11), manifestar interesse em continuar concorrendo às vagas dos cargos para os quais estão habilitados.

O prazo foi prorrogado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) na última sexta-feira (4).

O procedimento obrigatório é necessário para a permanência no Banco de Candidatos Aprovados em Lista de Espera e, dessa forma, continuar habilitado a uma eventual convocação para nomeação e posse, caso haja vagas disponíveis que alcancem a sua classificação.

O MGI esclarece que a manifestação do candidato não garante a nomeação, apenas indica que a pessoa continuará na lista de espera do certame.

A ausência de resposta eliminará o candidato de todos os cargos do chamado Enem dos Concursos, inclusive para eventual contratação temporária, prevista nos editais de abertura do CPNU 1.

Como fazer

Para manifestar interesse, o candidato deve acessar o site do Ministério da Gestão para verificar se está aprovado em lista de espera para algum cargo.

Todos os candidatos que permanecem na lista de espera da primeira edição do concurso unificado estão convocados para essa etapa de manifestação de interesse.

O procedimento deve ser feito pelo aplicativo SouGov, disponível para smartphones, ou pelo site SouGov.br, mediante login da conta Gov.br. A conta deve ter nível prata ou ouro de segurança.

Os acessos são exclusivos para servidores públicos federais do Poder Executivo Federal civil.

As manifestações do candidato deverão ser feitas separadamente para cada cargo em que está aprovado em lista de espera.

Confira, aqui, o passo a passo de como fazer a manifestação de interesse no CNU. 

Consultas

Durante o período, o candidato pode consultar os cargos para os quais está habilitado e alterar sua manifestação até o encerramento do prazo.

Também é possível consultar, no portal do MGI, a relação de integrantes da lista de espera e os cargos para os quais estão habilitados.

É a segunda vez que os candidatos que permanecem na lista de espera precisam manifestar interesse em continuar no concurso. A primeira sinalização foi em 2025.

Novas listas

Após o encerramento do período de manifestação, serão divulgadas novas listas de espera dos candidatos do primeiro CNU.

A previsão é de que a divulgação ocorra até 30 de setembro.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 11/02/2025 - Mulheres negras na ciência. Foto: krakenimages.com/Freepik

O 3º Prêmio Mulheres e Ciência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) está com inscrições abertas até esta quinta-feira (10).

A premiação é realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Ministério das Mulheres, o British Council no Brasil e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).

O objetivo é reconhecer a excelência de pesquisadoras e incentivar a participação de mais mulheres na ciência, tecnologia e inovação para haver diversidade na carreira científica.

Categorias de premiação

De acordo com o edital desta nova edição, o prêmio mantém as quatro categorias de premiação.

Confira quem pode participar em cada uma delas:

  • Incentivo: destinada a mulheres brasileiras de 15 a 29 anos participantes do Programa Asas para o Futuro do Ministério das Mulheres (MMulheres);
  • Estímulo: destinada a pesquisadoras que concluíram o doutorado a partir do ano de 2011. Serão premiadas as pesquisadoras mais bem classificadas em cada uma das três grandes áreas do conhecimento: Ciências da Vida; Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes;
  • Trajetória: destinada a pesquisadoras que concluíram o doutorado até o ano de 2010. Serão premiadas as pesquisadoras mais bem classificadas em cada uma das mesmas três grandes áreas do conhecimento;
  • Mérito Institucional: destinada às três melhores instituições de educação superior ou institutos de pesquisa com planos de ação estratégicos desenvolvidos para a indução de políticas de igualdade de gênero.

A inscrição nas categorias Incentivo, Estímulo ou Trajetória deverá ser feita individualmente, a partir do preenchimento de formulário específico, além de preenchimento do currículo na Plataforma Lattes, do CNPq.

Em caso de mais de uma inscrição feita pela mesma candidata, será considerada válida apenas a última inscrição feita dentro do prazo.

Premiação

As vencedoras da categoria Incentivo receberão prêmio de R$ 5 mil, além de passagem aérea e diárias para participação na cerimônia de premiação, passagem para participação em congresso científico nacional e certificado.

Na categoria Estímulo, cada pesquisadora agraciada receberá R$ 20 mil, além de passagens e diárias para participação na cerimônia, apoio para participação em congresso científico no Brasil ou no exterior e certificado.

As vencedoras da categoria Trajetória receberão R$ 40 mil, além de viagem ao Reino Unido para participação em atividades relacionadas a políticas de educação superior e ciência, passagens, diárias e certificado.

Na categoria Mérito Institucional, cada uma das três instituições vencedoras receberá R$ 60 mil, destinados ao desenvolvimento das ações previstas em seus planos institucionais de promoção da igualdade de gênero, além de participação em programa de desenvolvimento de capacidades promovido pelo British Council.

Os recursos da premiação são voltados ao fortalecimento de ações voltadas à promoção da igualdade de gênero.

O resultado final será divulgado em novembro, e a cerimônia de premiação está prevista para ocorrer em março de 2027, em Brasília.

Prêmio Mulheres e Ciência

Criado em 2024, o prêmio tem o objetivo de:

  • Promover a diversidade na produção científica e tecnológica no Brasil
  • Fortalecer a equidade de gênero, étnica e racial
  • Dar visibilidade às contribuições de pesquisadoras e instituições para o desenvolvimento científico e tecnológico do país

(Fonte: Agência Brasil)

“São Luís ainda brilha

como o fez antigamente.

Em nosso mar, é uma ilha,

na cultura, é um continente”.

                     (JOSÉ CHAGAS, “São Luís de quatro séculos”)

”É necessário sair da ilha para ver a ilha,

 não nos vemos se não nos saímos de nós”.

                   (JOSÉ SARAMAGO; “O Conto da Ilha Desconhecida”)

*

Na Geografia, uma ilha. Na História, um arquipélago.

A “Upaon-Açu” tupi é uma maravilhosa e maranhense porção de 1.410 quilômetros quadrados de terra abraçada por líquidas e incertas águas dos 106 milhões e 460 mil quilômetros quadrados do Oceano Atlântico.

“Upaon-Açu” é ilha grande, mas 75,5 mil vezes menor que a vasta extensão de água salgada que a rodeia, a namora e permanentemente a abraça e lambe circularmente suas partes...

Upaon-Açu é Ilha do Amor, mas também Ilha Rebelde.

Rebelde, expulsou conquistadores.

Amorosa, conquistou admiradores.

Upaon-Açu nasceu índia. Quiseram-na francesa. Holandesa. Portuguesa. Rebelde – sempre –, recusou estes para, amorosa – sempre –,  acolher todos... como brasileira.

Nesta Ilha, brotaram maranhenses e aportaram outros brasileiros, além de estrangeiros. Gentes das várias regiões do país e forasteiros dos diversos continentes do mundo.

Por esse efeito de atração, Upaon-Açu é Ilha Magnética, Ilha Bela.

Sem preconceito, Upaon-Açu é cosmopolita, plurivalente, multicultural. É tanto Atenas quanto tanto é Jamaica.

Upaon-Açu é ilha só na Geografia mas é arquipelágica, plural, tentacular, na História, nas Artes, na Cultura, ou seja: na sua gente.

Em Upaon-Açu, uniram-se cromossomos de interesses histórico-político-administrativos e socioeconômico-culturais e, dessa união, fizeram nascer cidades. A “alma mater”, São Luís, foi fundada em 1612 – e, por tão antiga, por/tão ancestral, muitas das vezes deixa passar ou assume a condição de ilha quando é, legal e honrosamente, município, mas não apenas: é município e capital, aliás, a única entre as capitais brasileiras com sua área territorial totalmente contida em uma ilha.

Depois de São Luís, a Ilha viu nascerem-lhe mais três filhos-municípios, mais três-cidades-filhas: São José de Ribamar, com fundação em 1627; Paço do Lumiar, em 1761; e Raposa, caçula, existente desde os anos 1940.

E é São Luís que se revela, para olhos e lentes. Máquinas e mentes.

É São Luís, imensa, que se contém neste livro. Do celuloide à celulose. Imagens bem impressas, impressões bem imaginadas.

Imagens atuais que trazem memórias ancestrais. A São Luís da História brasileira, quando o Brasil ainda não era Brasil, nem brasileiro. São Luís-ilha, terra tupi – tupinambás... tremembés... potiguaras... São Luís-porto, de Pinzón, primeiro trimestre de 1500, antes de Cabral (que aqui não aportou).

São Luís de Daniel. Daniel de La Touche, também de La Ravardière. São Luís equinocialmente França, trienalmente francesa: 1612-1615.

São Luís de Alexandre e de Jerônimo. Alexandre de Moura e Jerônimo de Albuquerque. Um expulsa os franceses; o outro, passa a administrar o lugar.

São Luís de Maurício e de Johann. Maurício de Nassau e Johann von Koin. São Luís novamente “estrangeira”, trienalmente holandesa (1641-1644).

São Luís novamente retomada. Portugueses e colonos em armas desarmam a continuação das ambições neerlandesas. Para os batavos, agora é vazão. Hora de evasão. Saída. Fuga.

São Luís das guerras e dos amores – Gonçalves Dias e Ana Amélia.

São Luís da lavra e palavra. Prosa e verso. Ficção e realidade.

São Luís em qualquer canto: música, canto, encanto.

São Luís histórica. Retórica. Pictórica. Escultórica.

São Luís carmelita. Jesuíta. Franciscana.

São Luís indígena. Europeia. Africana.

São Luís maranhense. Brasileira. Americana.

São Luís cultural – patrimônio. Mundial.

São Luís dos desejos – miragem.

São Luís ao longe – paisagem.

São Luís das chegadas – ancoragem.

São Luís vida – aprendizagem.

São Luís casarões e ruas – viagens.

São Luís neste livro – Que imagens!

* EDMILSON SANCHES

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Texto publicado originalmente no livro “Nossa São Luís”, de Brawny Meireles.

Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A educação brasileira continua com desempenho muito inferior ao de países desenvolvidos, mas a diferença caiu ao longo das últimas duas décadas. É o que apontam os mais recentes resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), referente ao ano de 2025, divulgados, nesta terça-feira (8), pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Aplicado a cada três anos pela entidade, o Pisa avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.

Com os resultados de 2025, que se mantiveram estáveis em relação a 2022, o Brasil continua no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas. Foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nessa mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos integrantes da OCDE.

A distância, no entanto, já foi bem maior, quando se comparam os dados entre os anos de 2006 e 2025. A diferença de desempenho em relação à média dos países da OCDE diminuiu de 102 para 58 em leitura (redução de 44 pontos), de 131 para 92 em matemática (39 pontos) e de 113 para 77 em ciências (36 pontos).

O estudo do ano passado envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 estudantes. O perfil dos participantes brasileiros avaliados foi composto por 72,4% de estudantes oriundos de escolas da rede estadual, sendo a quase totalidade (96,9%) delas localizada em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do ensino médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025. Nesta edição, o foco foi o letramento dos alunos em ciências, com o maior número de itens aplicados. Foi em ciências, aliás, que a nota do Brasil mais evoluiu na comparação com o ciclo anterior de avaliação (2022), saltando de 403 para 409 pontos.

O Pisa 2025 também aponta melhor recuperação do Brasil após a pandemia de covid-19 do que a média da OCDE. Entre 2018 e 2025, o país recuperou e superou o desempenho pré-pandemia em ciências e registrou perdas menores que a média da OCDE em leitura e matemática. No Brasil, a avaliação é aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

Ferramentas computacionais

O ano de 2025 marca o nono ciclo da avaliação do Pisa desde seu lançamento, em 2000, ano em que o Brasil aderiu ao programa, participando de todas as avaliações desde então. Nesta edição, como é praxe, o Pisa introduziu um novo domínio. A dimensão escolhida foi "Aprendizagem no Mundo Digital", que envolveu dois atributos: a Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC) e Processos de Aprendizagem Autorregulada.

A pandemia revelou a desigualdade de acesso à internet

Na divulgação do primeiro volume de resultados, a OCDE disponibilizou as médias e os níveis de proficiência no atributo de RPFC. Já os resultados sobre o construto de Processos de Aprendizagem Autorregulada serão disponibilizados em 2027.

Em RPFC, o Brasil ficou com 406 pontos, abaixo da média da OCDE (500). Entre os 19 países selecionados, a Coreia do Sul apresentou a maior média (538), enquanto o Paraguai apresentou a menor (352).

Celulares nas escolas

Na avaliação do Pisa em 2025, os estudantes também respondem a questionários contextuais, incluindo sobre o uso de celulares em sala de aula. O resultado mostrou que 81% dos estudantes brasileiros avaliados frequentavam escolas com restrições ao uso desses dispositivos. Em 2022, eram 37%. A proporção brasileira supera amplamente a média da OCDE (49%).

Brasília (DF) 05/08/2026 - Pessoa ouve áudio no celular na Rodoviária do Plano Piloto de Brasília  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Segundo o MEC, o percentual medido está alinhado às evidências de que estudantes em escolas com esse tipo de regra apresentam menor probabilidade de relatar distrações digitais. "O resultado também reflete a implementação da Lei nº 15.100/2025, que estabeleceu regras para o uso de celulares na educação básica em todo o país", observou a pasta, em nota.

No relatório anterior, de 2022, a OCDE havia apontado que o uso excessivo de dispositivo digital afeta desempenho de alunos em todos os países analisados.

Curiosidade e perseverança

Em 2025, 72% dos estudantes brasileiros afirmaram ter interesse por diversos assuntos, ao passo que 59% disseram se esforçar mais diante de desafios. Ao mesmo tempo, caiu para 16% a parcela que considera a escola uma perda de tempo, percentual significativamente inferior à média da OCDE (24%) e 6,9 pontos menor que em 2022.

Os dados também mostram que a valorização da escola faz diferença na aprendizagem. No Brasil, estudantes que reconhecem o valor da educação e rejeitam a ideia de que a escola é uma perda de tempo obtêm, em média, 35 pontos a mais em ciências do que seus colegas, impacto superior ao observado na média da OCDE (27 pontos).

Maio ambiente

Resultados do Pisa 2025 mostram também que os estudantes brasileiros estão entre os mais engajados com as questões ambientais. No Brasil, 84% acreditam que podem criar impactos positivos para o meio ambiente, 87% confiam na força da  ação coletiva para enfrentar desafios ambientais e 77% afirmam saber trabalhar em grupo para promover mudanças positivas. São percentuais superiores aos observados na média da OCDE, destacou o MEC.

Entenda o Pisa

Coordenado pela OCDE, o Pisa é uma avaliação internacional aplicada a cada três anos a estudantes de 15 anos. É considerado o maior estudo sobre educação no mundo e avalia até que ponto os estudantes dessa idade, próximos ao que se considera o término da escolaridade obrigatória na maioria dos países (equivalente ao ensino médio), adquiriram conhecimentos e habilidades essenciais para plena participação na vida social e econômica.

O exame procura medir a capacidade dos jovens de aplicar conhecimentos de matemática, leitura e ciências em situações da vida real e permite comparar o desempenho dos sistemas educacionais de diferentes países. A cada edição, uma dessas três áreas recebe maior ênfase. No Pisa 2025, o foco principal foi ciências, além da introdução de uma avaliação de língua estrangeira e de um novo domínio sobre aprendizagem no mundo digital.

No Brasil, a aplicação é coordenada pelo Inep, que seleciona as escolas participantes, organiza a aplicação e analisa os dados. O Brasil participa do Pisa desde 2000. O exame é amostral e não corresponde a uma prova aplicada a todos os estudantes de 15 anos. O ciclo mais recente foi realizado em 2025, depois de o calendário ter sido alterado pela pandemia de covid-19: a edição prevista para 2021 foi realizada em 2022, e a que estava prevista para 2024 foi transferida para 2025.

A OCDE é uma organização internacional que reúne 38 países, incluindo algumas das maiores economias do planeta, para produzir estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico e social. O Brasil, embora não seja membro, participa de programas da entidade, como o Pisa. Em 2022, o país recebeu o convite formal para iniciar o processo de adesão, mas a entrada depende do cumprimento de vários requisitos e da aprovação dos países-membros.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 01/09/2026 – Exposição Amazônicas: poéticas femininas, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A exposição Amazônicas: Poéticas femininas, que fica aberta ao público até 16 de novembro de 2026, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ), na região central da cidade, mostra a força da arte contemporânea em 80 obras de 21 mulheres protagonistas e pioneiras de diferentes gerações dos Estados do Pará, Acre e Amazonas, incluindo a Ilha de Marajó.

A inauguração, na última quarta-feira (2), ocorreu na semana em que se comemora o Dia da Amazônia, criado em 2007 e celebrado em 5 de setembro.

Idealizada pelo Museu das Mulheres (Museu DAS), a mostra ocupa todas as salas do segundo andar do CCBB RJ, após passar por Belém, Fortaleza e Brasília. A diretora artística Sissa Aneleh disse que a curadoria partiu de seu mestrado e do doutorado em arte, baseados em pesquisas sobre a produção de mulheres da Amazônia, na qual identificou uma tradição.

A exposição tem obras da década de 70 e outras mais antigas na região, que vão completar 100 anos. Também foram incluídas algumas peças de arte moderna do norte do Brasil.

“Fui encontrando as artistas e identificando as principais. É muito forte a pintura e a performance, outras têm produção em menor quantidade, como esculturas, objetos e videoarte”, disse em entrevista à Agência Brasil.

A curadora destacou que, pela primeira vez, uma exposição reúne as artes de Manaus e Belém, que são dois centros culturais representativos do território amazônico. “O que pude conferir é que a Amazônia é muito artística. A gente fala muito da fauna e da flora, mas tem uma população lá que já tem um capítulo da história da arte brasileira”, disse.

A seleção das artistas para participarem da exposição foi a partir do conjunto da obra que tivesse uma permanência do universo amazônico e por extensão a presença muito forte do universo feminino.

“Temos uma obra da Val Sampaio, que é uma foto performance com objeto. Ela é uma indígena escravizada que, ao se libertar, foi para a cidade, construiu família, e é a matriarca, porque cuidou dos netos e filhos sozinha”, afirmou.

Enquanto Belém tem uma representação forte do matriarcado, Manaus, segundo a curadora, tem uma presença feminina interessante. “A gente tem o registro do primeiro grafite em grande escala feito por uma mulher, em homenagem à mulher indígena mãe, e não tem um exemplo feito por um homem. A Wɨra Tini é uma grafiteira que está com pintura e um vídeo, que é um registro da tia, mãe, filha e avó dela. É bem interessante. Elas vão nesses lugares da presença feminina histórica”.

A pesquisa mostrou que as artistas têm um apego pelo território que virou temática. “A Amazônia é suporte, é motivo, é a própria obra de arte”, disse.

Sissa destacou o trabalho da Keila-Sankofa em uma obra pautada na identidade afro-indígena do norte do Brasil que é muito forte. “No geral, o Brasil separa a cultura indígena da cultura afro. Na Amazônia, isso chega a ser um mito e uma identidade muito forte”.

Ancestralidade

Para a curadora, a mostra traz ancestralidade, biografia, território feminino e ineditismo com a inclusão de três obras da Pinacoteca do Estado do Amazonas, em Manaus. Pela primeira vez, as obras estão sendo expostas no Brasil.

“São obras de duas mulheres pioneiras: a Rita Loureiro, pintora que, desde a década de 60, 70, comprovou que existia uma profissão de pintura em Manaus; e Maria Auxiliadora Zuazo, gravurista que, também, tem obras da década de 70”.

A mostra foi dividida em quatro núcleos temáticos: Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas que tratam de questões de gênero, regionalismo, identidade nacional e diversidade.

Rio de Janeiro (RJ), 01/09/2026 – Exposição Amazônicas: poéticas femininas, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os trabalhos feitos em pintura, escultura, fotografia, gravura, objeto, arte digital e videoarte são obras das artistas Auá Mendes, Bárbara Savannah, Cristiane Martins, Diná Oliveira, Elaine Arruda, Elieni Tenório, Keila-Sankofa, Lise Lobato, Lúcia Gomes, Maria Auxiliadora Zuazo, Nina Matos, Rafa Bqueer, Rafaela Kennedy, Rafaela Moreira, Renata Aguiar, Rita Huni Kuin, Rita Loureiro, Sanchris, Val Sampaio, Wɨra Tini e Yaka Huni Kuin.

A acessibilidade também está presente na exposição que tem recursos como obra tátil, audiodescrição de obras e intérprete de libras. “Ao longo do período da mostra, serão realizadas visitas guiadas com a curadora e palestra com algumas artistas. Também foi lançado o catálogo da mostra”, informou o CCBB.

O vídeo Mensagem para a Amazônia é outra parte da exposição. A obra coletiva está sendo construída ao longo da itinerância da mostra com a participação do público. De acordo com a curadora, é um convite para deixar uma mensagem do público sobre a importância da preservação ambiental.

Metaverso

Além de apreciar as obras, o público pode se divertir no Espaço Petrobras Amazônicas. Em cenário com realidade aumentada – com o uso de óculos 3D – os visitantes podem experimentar uma viagem espacial imersiva e assistir a um filme em realidade virtual. “É possível ter uma visão em 360 graus, cenário em realidade aumentada e visualizar algumas obras de forma totalmente imersiva e inovadora”, informou o CCBB.

Atividades

Quem for à exposição, pode participar de oficinas presenciais de economia criativa, feitas para incentivar o desenvolvimento profissional de mulheres em áreas técnicas e artísticas das artes visuais e plásticas. 

Há uma programação formativa em economia criativa do programa Avanço das Mulheres do museu que foi preparada. A ideia é buscar o “desenvolvimento de carreira e mais atuação de mulheres no setor cultural nas áreas de produção executiva, projetos coletivos de arte e produção de exposições de artes visuais”.

Para o público infantojuvenil, foi preparada uma programação educativa: a atividade Sons da Natureza dirigida à  “criação de memória sensorial, vivência lúdica com réplicas de esculturas da exposição inspiradas em sementes e sons de animais do Marajó”.

O CCBB informou que, durante a temporada, são realizadas visitas mediadas para escolas públicas e privadas, grupos diversos e programação educativa inspirada no projeto.

Segundo a curadora, as oficinas de economia criativa “foram pensadas para o avanço das mulheres, ampliando a formação técnica e artística de quem está começando ou querendo começar uma carreira profissional no universo artístico e atuar em grandes projetos”.

Exposição

A exposição fica aberta de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h. Fecha na terça.

Evento foi aprovado na Seleção Petrobras Cultural e conta com patrocínio da Petrobras, via Lei Rouanet, com realização do Ministério da Cultura e apoio do CCBB.

A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser obtidos no site bb.com.br/cultura ou retirados na bilheteria do CCBB, na Rua Primeiro de Março, 66, Centro.

(Fonte: Agência Brasil)