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50a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Imagem do filme Amor Possível. Foto: Mostra de Cinema SP/Divulgação

Os 50 anos da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo serão celebrados em vários eventos que vão ocupar não apenas salas de exibição, mas também espaços culturais da capital paulista, entre 15 e 29 de outubro.

A programação conta com 380 filmes de 93 países e ainda prevê duas exposições, lançamentos de livros, shows, debates, atividades para crianças e a apresentação de um acervo com informações sobre filmes e o festival. 

A edição comemorativa ganhou um cartaz assinado pelo cineasta James Gray, que será homenageado no festival com o Prêmio Leon Cakoff e uma retrospectiva de sua obra.

Gray também participará de uma conversa com o público e com o diretor Walter Salles, agendada para ocorrer no dia 15 de outubro, na Sala Petrobras, que foi instalada neste ano, no Solar Fábio Prado, na Avenida Brigadeiro Faria Lima.

Entre os filmes programados para exibição, estão Amor Possível, vencedor do Leão de Prata do último Festival de Veneza, e Fjord, vencedor da Palma de Ouro em Cannes.

Também estão entre os destaques o documentário Musk, sobre a vida de Elon Musk; Mulher Desconhecida, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza; Homem ao Mar, de Gael García Bernal; Tigre de Papel, de James Gray; Minotauro, de Andrey Zvyagintsev; e o curta-metragem Sul de Teerã, do diretor e roteirista brasileiro Kleber Mendonça Filho.

A lista também inclui o brasileiro Feito Pipa, de Allan Deberton, escolhido para ser o representante do Brasil na corrida ao Oscar do próximo ano.

Haverá, ainda, uma exibição especial do clássico Aurora, de F.W. Murnau, que foi restaurado e será apresentado com acompanhamento de uma trilha sonora executada pela Orquestra Jazz Sinfônica, no Teatro Cultura Artística.

A programação infantojuvenil estará na Mostrinha, em que serão exibidos 20 longas e um curta-metragem. Um dos destaques é o filme Clarice Vê Estrelas, escrito e dirigido por Letícia Pires e baseado em seu livro. Segundo a organização, 16 desses filmes são inéditos no Brasil.

Programação especial

Duas exposições vão marcar o aniversário da Mostra neste ano. A primeira delas ocorre no Solar Fábio Prado e vai apresentar um pouco da história do evento. Chamada de Tempo e Movimento: Os 50 Anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, a exposição apresenta uma linha do tempo do festival, além de pôsteres e objetos que marcaram sua história. Essa exposição ficará aberta ao público até o dia 29 de outubro.

A segunda exposição foi chamada de STEPS – Fotografias Inéditas de Abbas Kiarostami e apresenta 60 imagens. em preto e branco, de escadarias registradas pelo diretor ao redor do mundo. A mostra vai de 20 de outubro a 8 de novembro, no Museu da Imagem e do Som (MIS).

As celebrações também contam com o lançamento de dois livros: 50 Anos, 50 Cartazes: A História dos Cartazes da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que apresenta todos os cartazes da mostra e da mostrinha e uma breve história por trás de cada um deles, e Antes Que Eu Me Esqueça: Um Ensaio de Lembranças para os 50 Anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, escrito pela diretora do evento, Renata de Almeida.

“Esse é um livro pessoal”, contou Renata de Almeida, durante entrevista coletiva à imprensa realizada no último sábado (5).

“É um livro que traz muitos casos da mostra, muita coisa que deu errado e muita coisa que eu acho engraçada. Há, também, muitas coisas que foram difíceis [de serem enfrentadas]”, ressaltou a diretora.

Outra novidade da programação é o lançamento de um site que reúne, organiza e preserva a memória do festival. A plataforma com o acervo da Mostra inclui um mapa interativo com a localização geográfica de títulos e diretores por edição e vai permitir pesquisas por edição, filme, direção ou país. Segundo a organização do evento, durante esses 50 anos, a mostra já exibiu mais de 11 mil filmes.

Para completar, haverá, ainda, um cine-concerto especial de André Abujamra sobre as vinhetas da mostra, no Sesc 24 de Maio.

Encontro de ideias

Pelo sexto ano consecutivo, a Mostra também vai promover o Encontro de Ideias Audiovisuais, que será realizado entre os dias 20 e 23 de outubro, no Solar Fábio Prado.

O encontro promoverá debates e painéis com a presença de agentes nacionais e internacionais do mercado audiovisual, além de produtores e diretores de diversas partes do mundo.

Entre os nomes já confirmados para o evento, estão Tamara Tatishvili, do Hubert Bals Fund do Festival de Roterdã; Mariëtte Rissenbeek, ex-diretora-executiva da Berlinale; Olivier Père, da Arte; e Eleni Tzialli, do Eye Filmmuseum de Amsterdã.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF) 16/11/2023 – Ensaio com estudantes para ilustrar reportagens sobre educação.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Os indicadores de equidade racial avançaram no Brasil, nos últimos dois anos. É o que aponta o Diagnóstico Equidade 2026 divulgado, este mês, pelo Ministério da Educação (MEC). O relatório mediu dados relacionados à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), como financiamento, formação de profissionais e material didático, protocolos de combate ao racismo, gestão, avaliação e monitoramento.  

Segundo o documento, entre 2024 e 2026, o percentual de redes de ensino com áreas específicas para coordenar ações de equidade racial saltou de 15% para 42% entre os municípios e alcançou 100% entre as redes estaduais.

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Zara Figueredo, diz que o avanço mostra uma maturidade da gestão para a equidade.

“Isso é fundamental para conseguirmos reduzir as desigualdades raciais de aprendizagem, garantindo ação planejada e acompanhada de perto para ampliar as oportunidades educacionais dos estudantes negros. Vale lembrar que, entre 2005 e 2023, a desigualdade de aprendizagem entre estudantes negros e brancos só cresceu. Temos a necessidade de inverter esta tendência e isso passa pelas práticas de gestão e práticas pedagógicas transformadas pelo prisma da equidade”, diz.

Declaração racial

As redes de ensino também aumentaram as campanhas para declaração racial. O percentual de redes de ensino com esse tipo de iniciativa cresceu de 66% para 86% nas redes municipais e de 63% para 93% nas redes estaduais.

A cofundadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert) e doutora em psicologia educacional, Cida Bento, explica que a declaração racial é importante para que as redes de ensino saibam as diferenças de desempenho, evasão escolar e abandono entre estudantes negros e estudantes brancos. Mas ela diz que há outro elemento na declaração racial: a identidade.  “Quando a pessoa tem que se perguntar: ‘eu sou pardo, eu sou preto, eu sou branco’, esse é um momento de conscientização que eu acho muito importante”, diz.

Formação e combate ao racismo

Outro fator importante para a promoção da educação antirracista é a formação de professores e profissionais da educação. Segundo dados do MEC, o número de redes municipais que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial aumentou de 48% em 2024 para 69% em 2026.  

As escolas também passaram a adotar, de forma mais sistemática, os protocolos para casos de racismo e injúria racial. O crescimento desse tipo de conduta foi 59% para 93% nas redes estaduais de ensino. Já nas redes municipais, o crescimento foi menor: de 36% para 53% em dois anos.  

Apesar dos avanços, há, ainda, muitos desafios para universalizar Pneerq. Um deles é avançar nas práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas, o que incluiu que os profissionais conheçam e apliquem os eixos da política.

“Um ponto de atenção para o próximo ciclo, por exemplo, está na consideração de conhecimentos sobre educação para as relações étnico-raciais nos processos seletivos de professores e diretores escolares, sobretudo entre municípios. Isso permitirá a sustentação do movimento crescente de promoção de equidade racial”, afirma Zara Figueiredo.

Pneerq

Desde 2003, a Lei nº 10.639/2003 obriga as escolas a ensinarem, nos ensinos fundamentais e médio, história e cultura afro-brasileira e história da África e dos povos africanos. Isso inclui a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional e a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política do Brasil.

A implementação da lei, porém, só virou realidade nas escolas 21 anos depois, com a criação, em 2024, da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq). Até aquele ano somente 30% das secretarias de Educação do país tinham algum programa voltado para o cumprimento da lei.

Cida Bento conta que, quando começou a estudar as políticas de igualdade racial nas escolas, a situação era muito mais grave. Por isso, ela comemora os avanços e diz que eles ajudam na democracia brasileira. “Quando a escola sinaliza para o aluno negro que está cuidando dele, que ele é parte, que os livros escolares tratam do grupo dele, tratam a história negra, que ele tem o mesmo tratamento e oportunidade, eu acho isso um elemento tão democrático, sabe? É o pilar da democracia esse sentimento de pertencimento, de identidade”.

(Fonte: Agência Brasil)

A Retrospectiva Ruy Guerra – Uma vida de cinema apresenta quase sete décadas de produção do artista, que completou 95 anos. Foto: Monica Ramalho/Divulgação

Uma carreira extensa e repleta de realizações reconhecidas pela crítica e pelo público. A Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema traz destaques dessa trajetória em 17 longas-metragens do diretor e dois documentários feitos sobre a vida e obra dele. A mostra pode ser visitada gratuitamente, até o dia 16 de outubro, na Caixa Cultural Rio de Janeiro, no centro da cidade.

A programação tem filmes que passam por quase sete décadas de cinema, incluindo o primeiro longa-metragem de Ruy, Os Cafajestes (1962), até A Fúria (2024), sua obra mais recente. Este último filme encerra a chamada Trilogia dos Fuzis, que começou com Os Fuzis (1964) e seguiu com A Queda (1978). Essas três obras realizadas ao longo de seis décadas são ligadas por um único personagem.

“São três filmes sobre um personagem o Mário que é um cara de uma retidão muito grande e, por isso, é muito abalado na vida” disse o curador e cineasta Aristeu Araújo em entrevista à Agência Brasil.

O público vai poder assistir a um filme raro em versão restaurada. Ternos Caçadores (1969) é uma produção francesa que, durante décadas, esteve praticamente inacessível ao público brasileiro. Essa é uma das obras menos vistas da filmografia de Ruy Guerra, que, agora, chega à circulação em 4k.

“Durante o processo do projeto, a gente descobriu que o filme foi produzido na França, na década de 1960, e dirigido pelo Ruy. Estava praticamente perdido e não era exibido há muito tempo, mas tinha sido restaurado em 4K, e vamos exibir, o que ocorreu em raríssimas exceções. Foi exibido, em Curitiba e aqui no Rio, pelo aniversário do Ruy Guerra em agosto”, contou, acrescentando que existia uma cópia muito deteriorada, em película, no Brasil, que mal podia ser assistida. Por isso, não era exibida. “Agora, a restaurada é de muito boa qualidade”.

“O filme teve uma carreira boa, pelo que o Ruy fala. No lançamento na França e na Espanha também foi bem, mas, aqui no Brasil, foi pouquíssimo exibido. É uma oportunidade muito interessante para o público assistir”, acrescentou.

O filme Kuarup, que é muito importante na carreira do cineasta e concorreu à Palma de Ouro em Cannes, também enfrenta falta de qualidade de cópias e não há nenhuma digital minimamente possível de ser exibida. “A gente exibiu em Curitiba, mas com aviso para o público. Eu falava antes das exibições que era a única cópia possível de ser exibida. Agora no Rio, a gente vai ter a possibilidade de exibi-lo em película”, afirmou, informando que a cópia em película é guardada no Arquivo Nacional.

Os documentários que fazem parte da mostra são O Homem que Matou John Wayne (2015), de Bruno Laet e Diogo Oliveira, no qual Ruy Guerra tem um encontro inesperado com o ator americano em uma viagem poética pelas ideias do cineasta. O outro documentário é Tempo Ruy (2021), de Adilson Mendes, sobre o trabalho do cineasta, escritor, ator e dramaturgo.

Confira, aqui, a programação completa da mostra.

Curadoria

Segundo Araújo, a intenção sempre foi reunir, na mostra, todos os filmes de Ruy Guerra que pudessem ser exibidos em uma retrospectiva mais ampla do trabalho dele. Como em muitos casos é difícil ter a preservação adequada de filmes no cinema nacional, a organização precisou fazer um grande trabalho de pesquisa e localização de cópias.

De acordo com o curador, a filmografia de Ruy Guerra tem muitos itens deteriorados por causa do tempo e da má conservação ou do difícil acesso. Grande parte das obras dele é em película e, quando não há possibilidade de exibir neste tipo de material, tem que buscar as obras em arquivos digitais.

“Um grande problema é como essas cópias foram passadas para o digital. Às vezes, não foram bem telecinadas [telecinagem é o processo de transposição da película para o arquivo digital], são cópias muito antigas com resolução baixa”, explicou.

Gratuidade

Para o curador, a entrada gratuita na mostra vai permitir uma divulgação maior do trabalho do cineasta. “É uma espécie de democratização da cultura do cinema brasileiro fazer este tipo de movimento. Por isso, a gente insistiu em fazer tudo gratuito”, afirmou.

Aos 95 anos, Ruy Guerra, que também é roteirista, dramaturgo, poeta e compositor, vai presentear os visitantes da mostra com uma masterclass, dedicada à construção artística e política da Trilogia dos Fuzis. O encontro será neste sábado (3), às 18h. O ingresso tem que ser retirado meia hora antes, na bilheteria da Caixa Cultural.

Ruy Guerra nasceu em Moçambique, enquanto aquele país africano atravessava o domínio colonial português. Saiu de lá durante o período de surgimento do movimento cinematográfico francês conhecido como nouvelle vague, para estudar cinema em Paris.

A chegada ao Brasil foi em 1958 e, em poucos anos, ele se tornou um dos principais nomes do Cinema Novo, ao lado de Glauber Rocha (1939-1981) e Cacá Diegues (1940-2025). O olhar político, o diálogo constante com outras linguagens artísticas e a experimentação estética marcam as obras de Ruy Guerra.

Araújo descreveu a produção do cineasta como diversa porque ele não tem um tema específico, apesar de falar muito de questões políticas. “Ele é um homem de esquerda e muito revoltado com a opressão. Isso é um ponto em comum e grande parte dos filmes dele traz as pessoas que são oprimidas e estão revoltadas com um certo status quo”, apontou.

Literatura

Outro destaque da filmografia de Ruy Guerra é a presença da literatura. Ruy Guerra adaptou para o cinema, entre outros, textos de escritores como Gabriel García Márquez (1927-2014) e Antonio Callado (1917-1997), mas também se dedicou a peças, poemas e letras de músicas interpretadas e compostas com grandes nomes da MPB, como Milton Nascimento, Francis Hime e Chico Buarque.

O catálogo digital preparado especialmente para a retrospectiva traz uma entrevista inédita feita pelo curador e organizador da mostra com o cineasta. Nela, Ruy revelou que sempre teve uma paixão muito grande pela palavra e, antes de tudo, queria ser escritor.

“Ele queria trabalhar com literatura, queria ser escritor, mas, na juventude, o pai fez pressão para ter uma profissão. Ele já gostava muito de cinema e falou que o cinema é uma má profissão, mas é uma profissão. Ele nunca se distanciou da literatura”, disse Aristeu Araújo.

Antes de chegar ao Rio, a Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema, esteve na Caixa Cultural de Curitiba, onde o público pôde assistir a uma filmografia que atravessou momentos históricos do Brasil. Situações como violência, desigualdade, poder, liberdade e justiça social estão presentes de diferentes formas nas obras do cineasta, que, perto de completar 100 anos, permanece produzindo. “Ele tem essa história em que fala que vai filmar até só 100 anos para depois se dedicar à literatura”, contou o curador.

Serviço

Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema

Quando: 29 de setembro a 16 de outubro de 2026 Não haverá sessões: segundas-feiras e 9 de outubro
Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Rua do Passeio, 38, no centro do Rio

Ingressos: gratuitos, a serem retirados meia hora antes de cada sessão na bilheteria da Caixa

Classificação: a partir dos 18 anos

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ) 27/02/2024 – Pacientes buscam atendimento médico para dengue na Policlínica Hélio Pellegrino. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os inscritos no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2026 que solicitaram a reaplicação da prova já podem consultar o resultado do pedido analisado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O resultado da solicitação de reaplicação deverá ser consultada on-line no Sistema Enamed do Inep, com login único da plataforma Gov.br. A nova aplicação da prova será feita em 18 de outubro.

Quem teve direito

A reaplicação é destinada aos candidatos que faltaram à aplicação regular do Enamed porque foram comprovadamente afetados por problemas logísticos no dia da prova, 13 de setembro, ou que estavam com uma das doenças infectocontagiosas listadas no edital do Enamed 2026. Entre elas: tuberculose, coqueluche, sarampo, rubéola, catapora ou covid-19.

Somente a aprovação do documento comprobatório garante a participação na reaplicação do exame.

Cronograma

A previsão é que o Cartão de Confirmação da Inscrição, com as informações sobre o local de prova, esteja disponível a partir de 13 de outubro, também no Sistema Enamed.

Após a reaplicação, o gabarito preliminar será divulgado em 20 de outubro.

Os participantes poderão apresentar recursos entre 20 e 22 de outubro.

O resultado dos recursos, o gabarito definitivo e o resultado final do exame estão previstos para 4 de dezembro.

Enamed

Criado pelo Ministério da Educação, o Enamed tem duas funções principais: avaliar a formação médica no país e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).

O Enamed será aplicado obrigatoriamente, a cada seis meses, a partir de 2027, a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.

Em junho deste ano, o Inep formalizou que o Enamed vale como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação.

Com isso, os formados só poderão inscrever-se, no Conselho Regional de Medicina (CRM), se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para exercer a profissão de médico no Brasil.

A regra está prevista na nova política integrada para a formação em medicina no país, prevista na Medida Provisória nº 1370/2026.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 01/10/2026  - Com 110 filmes inéditos, Festival do Rio começa nesta terça-feira
Foto: Marina Calderon/Divulgação

O Festival do Rio começa nesta quinta-feira (1º) com programação que reúne cinema brasileiro e produções internacionais premiadas nos principais festivais do mundo. Até 11 de outubro, o público poderá assistir a 359 títulos entre longas, curtas e séries, em diferentes salas e espaços culturais do Rio de Janeiro.

Paralelamente às sessões, o RioMarket reúne produtores, distribuidores, plataformas, canais e investidores para discutir negócios, inovação e os novos caminhos da indústria audiovisual.

No tapete vermelho , na  abertura do festival  no Cine Odeon, no centro da capital fluminense , o filme exibido será La Bola Negra, dos espanhóis Javier Calvo e Javier Ambrossi, lembrando que os diretores  receberam o prêmio de Melhor Direção em Cannes, neste ano.

A programação tem como um dos principais destaques a mostra Première Brasil, que apresenta 110 filmes brasileiros inéditos. Considerada a principal vitrine do cinema nacional dentro do festival, a mostra reúne produções de diferentes gêneros, gerações e regiões, com sessões de gala, exibições populares e debates com as equipes.

As sessões competitivas da Première Brasil também aproximam o público da premiação. Os espectadores podem avaliar os filmes por meio de uma cédula digital acessada por QR Code nas saídas das salas. As produções mais votadas concorrem ao Troféu Redentor de Voto Popular em categorias como Melhor Longa de Ficção, Melhor Longa Documentário e Melhor Longa da Mostra Novos Rumos.

Entre os filmes selecionados, estão Funk, de Aly Muritiba, que acompanha uma jovem funkeira diante da possibilidade de transformar a carreira artística; Alucinação, de Marcos Caetano, Renato Terra e Leo Caetano, inspirado nas canções de Belchior; e Elza, de Eryk Rocha, documentário em que Elza Soares é narradora de sua própria trajetória.

A música também aparece em produções dedicadas a artistas como Aldir Blanc, Maria Alcina, Flora Purim, Airto Moreira e Alceu Valença. A programação inclui, ainda, a série Marília Mendonça: Sentimento Louco, de Susanna Lira, e o documentário Ney por Trás das Máscaras, de Esmir Filho e Thais Guisasola.

O Festival do Rio também se consolida como porta de entrada para filmes que circularam, recentemente, pelos grandes festivais internacionais. A programação traz obras reconhecidas em Cannes, Berlim e Veneza, aproximando o público carioca de títulos que chegam ao Rio logo depois de passarem por importantes eventos da temporada cinematográfica.

Entre os destaques, está Cartas Amarelas, de Ilker Çatak, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim. De Veneza, chega Um Pequeno Bom Soldado, de Stéphane Brizé, premiado pelo roteiro. Cannes está representado por Covarde, de Lukas Dhont, e Um Homem do seu Tempo, de Emmanuel Marre, ambos reconhecidos no festival francês.

A programação inclui, ainda, A Grande Estreia, de Jesse Eisenberg, que passou pelo Festival de Toronto e pela competição oficial de San Sebastián. Ao todo, 16 produções escolhidas por seus países para representá-los na disputa por uma indicação ao Oscar estão na programação. Entre elas, Feito Pipa, representante do Brasil, e A Bola Preta, representante da Espanha.

Entre as estreias internacionais, está Rosebush Pruning, do cineasta cearense  Karim Aïnouz, que terá première no Festival do Rio no dia 3 de outubro, com a presença do diretor. O filme é estrelado por Callum Turner, Elle Fanning, Riley Keough, Jamie Bell e Pamela Anderson e tem roteiro de Efthimis Filippou.

Ao falar sobre a produção, Aïnouz destaca as relações entre privilégio, intimidade, violência e silêncio no interior de uma família:

“Quando comecei a trabalhar em Rosebush Pruning, sabia que não estava simplesmente retratando uma família privilegiada. Eu estava confrontando um espelho no qual intimidade, privilégio e violência se fundem até se tornarem indistinguíveis”.

Segundo o diretor, o filme busca tratar, também, das estruturas de poder que se escondem nas relações familiares:

“O que estou refletindo não é apenas um drama familiar, mas aquilo que se esconde dentro dele: como o poder pode intoxicar, como o conforto se transforma em anestesia e como o silêncio mascara o abuso”.

RioMarket reúne indústria audiovisual

Enquanto as salas recebem os filmes da programação, o RioMarket concentra as atividades voltadas à indústria audiovisual. Realizado no Armazém da Utopia, no Cais do Porto, o espaço reúne profissionais brasileiros e estrangeiros em uma agenda de debates, formação e negócios.

Produtores, distribuidores, plataformas, canais, investidores e criadores participam de encontros sobre produção, distribuição, tecnologia, internacionalização, sustentabilidade e comportamento do público. O acesso à programação é gratuito, mediante inscrição.

Entre os temas desta edição, estão a TV 3.0, os FAST Channels e os microdramas, formatos que vêm alterando as formas de produção, distribuição e consumo de conteúdo. A programação também discute a relação entre plataformas, fãs e criadores, além das estratégias de internacionalização do audiovisual brasileiro.

Representantes internacionais participam de debates sobre a presença do audiovisual brasileiro no mercado global. A programação reúne, ainda, produtores, distribuidores e exibidores chineses, coreanos e latino-americanos , que estarão no evento para discutir as transformações do setor e sua relação com o público.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

As instituições de educação superior interessadas em ofertar vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no segundo semestre já podem formalizar a adesão ao processo seletivo. O período vai desta quinta-feira (1º) até a próxima quarta (7).

O novo edital que estabelece o cronograma e as regras para o processo do Fies 2026/2 foi publicado, nessa quarta-feira (30), pelo Ministério da Educação (MEC).

O programa oferece financiamento para estudantes que desejam cursar o ensino superior em faculdades privadas bem avaliadas pelo MEC. O Fies cobre as mensalidades do curso e permite que o estudante pague, com condições facilitadas, o valor financiado após a conclusão da graduação.

Termo de adesão

Entre as informações que devem ser prestadas pelas mantenedoras de instituições estão a quantidade de vagas para cada curso e seus respectivos turnos, além dos valores das semestralidades escolares de cada um dos períodos/semestres que compõem o curso.

As mantenedoras participantes deverão oferecer, no mínimo, seis vagas por curso, turno e local. As informações devem estar descritas no termo de participação formalizado pela faculdade.

Este documento deverá ser assinado, eletronicamente, pelo representante legal da mantenedora. Todos os procedimentos necessários, desde a assinatura até a emissão do termo de participação, deverão ser realizados exclusivamente por meio do Sistema Informatizado do Fies, o Sisfies. O acesso exige o login único do portal Gov.br.

Além do termo de adesão ao Fies, as mantenedoras devem ter o termo de adesão válido ao Fundo Garantidor do Fies (FG-Fies), destinado à concessão de financiamento aos estudantes.

De 8 a 14 de outubro (no horário de Brasília), as mantenedoras das instituições de educação superior poderão fazer a retificação dos termos de participação no Fies.

A partir das informações prestadas pelas mantenedoras, a seleção de vagas será realizada pelo Ministério da Educação (MEC).

Por fim, entre 4 e 6 de novembro, as faculdades deverão fazer o registro de aproveitamento acadêmico dos universitários inscritos.

Inscrições de estudantes

A oferta de vagas remanescentes do Fies será destinada exclusivamente aos candidatos em condições de atingir a frequência mínima exigida.

Os demais critérios para inscrição são:

  • ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas e nota acima de zero na redação;
  • ter renda familiar mensal bruta por pessoas de até três salários mínimos.

Os estudantes podem se inscrever gratuitamente entre os dias 26 de outubro e 3 de novembro, exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Fies. Para acessar o sistema, deverão usar a conta Gov.br.

O candidato deve preencher os dados solicitados e escolher até três opções de curso superior, instituição e turno, conforme a oferta disponível.

As vagas remanescentes destinam-se exclusivamente à contratação do financiamento no segundo semestre letivo deste ano, sem possibilidade de extensão do prazo.

A divulgação do resultado da chamada única dos pré-selecionados está prevista para 16 de novembro.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF) 03/09/2024 - Meninas cientistas
Foto: USP/Divulgação

Alunas do ensino médio e professoras de escolas públicas estaduais de todo o Brasil podem se inscrever, até o próximo dia 26 de outubro, para conhecer os maiores laboratórios e espaços de desenvolvimento científico e tecnológico do país.

A oportunidade faz parte do Programa Futuras Cientistas, vinculado ao Ministério de Ciência,Tecnologia e Inovação (MCTI), que deu início, nesta semana, às inscrições ao projeto Imersão Científica 2027.

A participação é gratuita e são oferecidas 470 vagas.

Como participar

As inscrições devem ser realizadas pela internet. A candidata deverá apresentar:

  • documentos de identificação;
  • dados de contato;
  • boletim escolar (se aluna);
  • diploma de graduação em licenciatura (se professora);
  • comprovante de residência;
  • termos de autorização previstos pelo edital;
  • Currículo Lattes.

É possível se candidatar a um dos 114 projetos de trabalho, com opções em todas as regiões do país.

Entre eles, há 20 projetos remotos, disponíveis para participantes de diversos Estados.

Dúvidas podem ser esclarecidas por e-mail para o seguinte endereço: [email protected].

Distribuição das vagas

Das 470 vagas, 320 são para estudantes do 2º ano do ensino médio regular e das modalidades médio integral, semi-integral e técnico, desde que sejam das redes públicas de ensino estaduais.

As demais 150 vagas são destinadas a professoras também da rede pública estadual.

O edital estabelece reservas de vagas para ações afirmativas: 30% (141 vagas) para candidatas pretas, pardas, indígenas ou quilombolas; 5% (24 vagas) para pessoas com deficiência; e 5% (24 vagas) para mulheres transexuais, travestis e intersexo.

O programa tem como objetivo principal estimular a equidade de gênero, incentivando a formação de mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Quando será a imersão

As selecionadas participarão da Imersão Científica de 4 a 29 de janeiro de 2027. Ao todo, serão 80 horas de atividades, ao longo de 20 dias úteis.

Segundo o Programa Futuras Cientistas, “as participantes vivenciarão a rotina da pesquisa científica sob a tutoria dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da ciência no Brasil nos dias de hoje”.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pagará um auxílio financeiro de R$ 300 às participantes que efetivamente iniciarem as atividades.

As que estiverem na modalidade remota receberão também um kit de participação com todo o material suplementar para a realização dos experimentos em casa.

(Fonte: Agência Brasil)