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Brasília, DF 22/02/2024 O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, divulga em coletiva os resultados do Censo Escolar 2023. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, afirmou nessa terça-feira (20), em entrevista à TV Brasil, que não há erro no resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avaliou 351 cursos de medicina em todo o país 

Desse total, cerca de 30% tiveram desempenho insatisfatório, que ocorre quando menos de 60% dos estudantes foram considerados proficientes. O resultado na prova é utilizado para calcular o conceito Enade das instituições, que varia de 1 a 5. As notas 1 e 2 são consideradas insuficientes pelo MEC.

O não atingimento da proficiência vem sendo questionado por associações que representam faculdades privadas. Elas alegam divergência entre os dados reportados ao sistema em dezembro do ano passado e os números divulgados agora, especialmente em relação ao total de estudantes considerados proficientes nos cursos. 

Essa divergência de informação foi reconhecida por Palacios, e ocorreu, segundo ele, em um comunicado interno via sistema eMEC que as faculdades têm acesso para a validação de informações. O dado errado sobre o número de estudantes que alcançaram a proficiência foi corrigido, com base no resultado alcançado na prova, e não teria sido usado para classificar os cursos.  

"A aplicação do número de estudantes que acolheram proficiência saiu com resultados divergentes. Houve um erro aqui no Inep desse quantitativo. Mas esse dado não foi utilizado para qualquer cálculo dos indicadores de qualidade dos cursos. Então, o que houve foi uma publicação restrita às instituições com uma prévia do número de alunos com proficiência que saiu com dados incorretos", afirmou o presidente do Inep.

Palacios explicou que os boletins recebidos pelos participantes, os resultados publicados para os cursos e o conceito Enade produzido pelo Inep para todos os cursos de medicina que foram avaliados não têm qualquer problema.

"Os resultados são válidos, estão corretos e não há qualquer intercorrência na publicação desses resultados, tanto daqueles que participaram e receberam o boletim por meio da plataforma do participante, quanto a publicação recente dos resultados", afirmou.

Segundo ele, o que houve foi uma incorreção na comunicação prévia com as instituições, sem um efeito no cálculo desses indicadores.

"Os indicadores publicados que constam o número de participantes está no site do Inep, tem o número de participantes, o número de inscritos, o número de estudantes que alcançaram proficiência e o cálculo do conceito Enade, eles estão todos corretos. Não há nada publicado pelo Inep que tenha sido entregue ao público que esteja com qualquer erro", prosseguiu.

Inconsistências

Em nota, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) destaca que as inconsistências foram reconhecidas pelo próprio MEC e pelo Inep na divulgação dos resultados do Enamed.

"Após a aplicação das provas e a divulgação dos resultados aos estudantes e às instituições, o Inep publicou sucessivas notas técnicas — a NT nº 40, entre 9 e 12 de dezembro; a NT nº 42, em 22 de dezembro; e a NT nº 19, em 30 de dezembro — alterando e complementando critérios metodológicos após o encerramento do exame e do prazo de recursos, que se deu em 17 de dezembro. Medida tão grave quanto foi a alteração dos conceitos que haviam sido apresentados, em dezembro, para as instituições de educação superior. Os dados não batem com os que foram divulgados ontem (19) para a imprensa. O próprio MEC reconheceu a existência de inconsistências nas informações, ampliando o cenário de dúvidas e insegurança regulatória para as instituições", diz a entidade.

Esse encadeamento de atos administrativos posteriores à prova compromete a transparência, a segurança jurídica e a correta interpretação dos dados, aponta a associação. "Além de expor indevidamente instituições e estudantes a julgamentos públicos baseados em informações que o próprio MEC admite precisar revisar".

"Diante disso, a ABMES defende uma apuração criteriosa dos fatos e reafirma que, no atual contexto, é impossível garantir que os conceitos produzidos e divulgados pelo Inep estejam corretos. Inclusive, outro ponto que corrobora para essa dúvida se materializa na forma como os microdados foram divulgados ontem, sem a existência de qualquer ligação entre os alunos e as instituições. Essa medida não apenas inviabiliza a checagem dos dados pelas instituições como as impede de fazerem corretamente suas manifestações em relação aos resultados divulgados", continuou a entidade, em nota.

Medidas cautelares

O conceito Enade insatisfatório abre caminho para aplicação, pelo MEC, das chamadas medidas cautelares, que podem incluir restrição de vagas em cursos de medicina e impedimento de novos ingressos. 

O Inep vai abrir prazo de cinco dias, a contar da próxima segunda-feira (26), para que as instituições possam esclarecer dúvidas e apresentar as suas manifestações a respeito do cálculo do resultado da avaliação dos cursos.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília - 27/06/2023 - O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo, integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso), em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. As inscrições podem ser feitas pelo celular ou pelo computador. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 foram divulgados na última sexta-feira (15) e, agora, os candidatos miram nas oportunidades de acesso ao ensino superior a partir da nota obtida na prova. Além do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), cujas inscrições já estão abertas, quem quiser disputar uma bolsa de estudo do Programa Universidade para Todos (Prouni) poderá se candidatar a partir da próxima segunda-feira, 26 de janeiro. 

De acordo com o edital, o  Prouni vai oferecer 594 mil bolsas nesta edição. Segundo o Ministério da Educação (MEC), é a maior oferta da história do programa..  

Bolsas

Do total, 274.819 bolsas são integrais, que custeiam 100% da mensalidade, e 319.700  custeiam 50% da mensalidade.  Administração (63.978) e ciências contábeis (41.864) somam o maior número de bolsas.   

A maior parte da oferta é para cursos de bacharelado:  328.175 bolsas. Há, ainda, 253.597 para cursos tecnológicos e 12.747 para licenciatura. 

Como se candidatar

As inscrições no programa estarão abertas de 26 a 29 de janeiro pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Na página, os candidatos já podem consultar as vagas ofertadas por curso, turno, instituição e local de oferta.   

A seleção é feita por meio da nota do Enem. Para participar, o estudante deve ter completado o ensino médio ou participado das edições de 2024 ou 2025 do exame. É necessário ainda ter nota mínima de 450 pontos na média das provas e não ter zerado a redação. 

Quem pode participar do Prouni?

Podem concorrer, estudantes que cursaram o ensino médio na rede pública ou na rede privada na condição de bolsistas. Quem cursou o ensino médio integralmente na rede privada também pode disputar o benefício, desde que se encaixe nos critérios de renda. Também têm acesso à política pública pessoas com deficiência e professores da rede pública. Os critérios para a candidatura estão detalhados no edital.  

No caso das bolsas integrais, é necessário que a renda familiar bruta mensal por pessoa não exceda o valor de 1,5 salário mínimo. Já para bolsas parciais, é preciso que a renda familiar bruta mensal por pessoa não exceda o valor de três salários mínimos. 

Cronograma Prouni 1/2026

Inscrições - 26 a 29 de janeiro 

Resultado da 1ª chamada – 3 de fevereiro 

Resultado da 2ª chamada –  2 de março 

Manifestação de interesse na lista de espera – 25 e 26 de março 

Resultado da lista de espera – 31 de março 

(Fonte: Agência Brasil)

Médicos chegam ao local de prova para a segunda etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2020, em Brasília.

Nessa segunda-feira  (19), o Ministério da Educação (MEC) apresentou os resultados da primeira edição Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avaliou 351 cursos de medicina em todo o país. Desse total, cerca de 30% tiveram desempenho insatisfatório, quando menos de 60% dos estudantes foram considerados proficientes. 

A partir da publicação dos dados, os cursos com nota insatisfatória e que pertencem ao Sistema Federal de Ensino, que inclui as universidades federais e as instituições privadas, passarão por um processo de supervisão em que podem ser adotadas medidas cautelares. Ao todo, são 99 cursos nessa situação (confira a lista abaixo). As instituições públicas estaduais, distritais e municipais não passam pelo processo, uma vez que  são supervisionadas pelos respectivos conselhos e secretarias de educação locais.  

O MEC divulgou em seu site a lista com as notas de todos os cursos avaliados. Confira aqui. 

Medidas

As sanções, de acordo com o MEC, serão escalonadas e podem prever desde a redução de vagas até a suspensão de oferta via Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As medidas cautelares serão aplicadas conforme o desempenho do curso.  

“Quanto maior o risco ou ameaça ao interesse público, mais graves serão as medidas adotadas”, informou o MEC.  

Após a publicação dos resultados no Diário Oficial da União, esses 99 cursos terão 30 dias para apresentar a defesa ao MEC, antes que as sanções entrem em vigor. Após o prazo, as medidas valerão até a próxima aplicação do Enamed, prevista para outubro de 2026.

Resultados

Os melhores desempenhos no Enamed foram observados entre 6.502 estudantes de instituições federais, que apresentaram uma pontuação média de 83,1% de proficiência, seguido dos alunos das estaduais, com média de 86,6%, entre os 2.402 inscritos. 

Os piores desempenhos foram dos 944 concluintes da rede municipal, que somaram uma média de 49,7% da pontuação máxima, com resultado médio considerado insuficiente pelo exame. Os 15.409 estudantes da rede privada com fins lucrativos também apresentaram uma média de apenas 57,2% da pontuação máxima. 

Enamed

Criado em abril de 2025,  o Enamed é a adaptação do Exame Nacional de Avaliação dos Estudantes (Enade) para estudantes concluintes do curso de medicina, com o objetivo de avaliar a formação médica no Brasil. O exame é obrigatório e o resultado obtido pelo estudante pode ser usado para ingressar nos programa de residência médica unificado do MEC, organizado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) por meio do Exame Nacional de Residência (Enare). 

Confira a lista dos 99 cursos de medicina  que serão supervisionados  

  • Centro Universitário do Panatanal (Unipantanal) - privada com fins lucrativos - Cárceres (MT) 
  • Universidade Estácio de Sá (UNESA) – privada com fins lucrativos – Angra dos Reis (RJ) 
  • Faculdade Metropolitana (UNNESA) – privada com fins lucrativos – Porto Velho (RO) 
  • Centro Universitário Alfredo Nasser (UNIFAN) – privada com fins lucrativos – Aparecida de Goiânia (GO) 
  • Faculdades de Dracena – privada sem fins lucrativos – Dracena (SP) 
  • Centro Universitário de Adamantina (FAI) – especial – Adamantina (SP) 
  • Centro Universitário do Pantanal (Unipantanal) – privada com fins lucrativos – Cáceres (MT) 
  • Centro Universitário Estácio do Ceará (Estácio Ceará) – privada com fins lucrativos – Fortaleza (CE) 
  • Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto (Estácio RP) – privada com fins lucrativos – Ribeirão Preto (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de São Paulo (Estácio SP) – privada com fins lucrativos – São Paulo (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Santa Catarina (Estácio SC) – privada com fins lucrativos – São José (SC) 
  • Centro Universitário Estácio de Belo Horizonte (Estácio BH) – privada com fins lucrativos – Belo Horizonte (MG) 
  • Centro Universitário Estácio de Brasília (Estácio Brasília) – privada com fins lucrativos – Brasília (DF) 
  • Centro Universitário Estácio de Goiás (Estácio Goiás) – privada com fins lucrativos – Goiânia (GO) 
  • Centro Universitário Estácio de Juiz de Fora (Estácio JF) – privada com fins lucrativos – Juiz de Fora (MG) 
  • Centro Universitário Estácio de Natal (Estácio Natal) – privada com fins lucrativos – Natal (RN) 
  • Centro Universitário Estácio de Recife (Estácio Recife) – privada com fins lucrativos – Recife (PE) 
  • Centro Universitário Estácio de Salvador (Estácio Salvador) – privada com fins lucrativos – Salvador (BA) 
  • Centro Universitário Estácio de Teresina (Estácio Teresina) – privada com fins lucrativos – Teresina (PI) 
  • Centro Universitário Estácio do Pará (Estácio Pará) – privada com fins lucrativos – Belém (PA) 
  • Centro Universitário Estácio do Rio Grande do Sul (Estácio RS) – privada com fins lucrativos – Porto Alegre (RS) 
  • Centro Universitário Estácio do Amazonas (Estácio Amazonas) – privada com fins lucrativos – Manaus (AM) 
  • Centro Universitário Estácio do Maranhão (Estácio MA) – privada com fins lucrativos – São Luís (MA) 
  • Centro Universitário Estácio do Piauí (Estácio PI) – privada com fins lucrativos – Teresina (PI) 
  • Centro Universitário Estácio do Tocantins (Estácio TO) – privada com fins lucrativos – Palmas (TO) 
  • Centro Universitário Estácio do Amapá (Estácio AP) – privada com fins lucrativos – Macapá (AP) 
  • Centro Universitário Estácio do Acre (Estácio AC) – privada com fins lucrativos – Rio Branco (AC) 
  • Centro Universitário Estácio de Vitória (Estácio Vitória) – privada com fins lucrativos – Vitória (ES) 
  • Centro Universitário Estácio de Campinas (Estácio Campinas) – privada com fins lucrativos – Campinas (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Sorocaba (Estácio Sorocaba) – privada com fins lucrativos – Sorocaba (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Santos (Estácio Santos) – privada com fins lucrativos – Santos (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de São José dos Campos (Estácio SJC) – privada com fins lucrativos – São José dos Campos (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Taubaté (Estácio Taubaté) – privada com fins lucrativos – Taubaté (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Guarulhos (Estácio Guarulhos) – privada com fins lucrativos – Guarulhos (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Osasco (Estácio Osasco) – privada com fins lucrativos – Osasco (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Santo André (Estácio Santo André) – privada com fins lucrativos – Santo André (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de São Bernardo do Campo (Estácio SBC) – privada com fins lucrativos – São Bernardo do Campo (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Diadema (Estácio Diadema) – privada com fins lucrativos – Diadema (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Mauá (Estácio Mauá) – privada com fins lucrativos – Mauá (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Suzano (Estácio Suzano) – privada com fins lucrativos – Suzano (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Mogi das Cruzes (Estácio Mogi) – privada com fins lucrativos – Mogi das Cruzes (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Barueri (Estácio Barueri) – privada com fins lucrativos – Barueri (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Cotia (Estácio Cotia) – privada com fins lucrativos – Cotia (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Jundiaí (Estácio Jundiaí) – privada com fins lucrativos – Jundiaí (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Limeira (Estácio Limeira) – privada com fins lucrativos – Limeira (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Piracicaba (Estácio Piracicaba) – privada com fins lucrativos – Piracicaba (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Rio Claro (Estácio Rio Claro) – privada com fins lucrativos – Rio Claro (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Araraquara (Estácio Araraquara) – privada com fins lucrativos – Araraquara (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Franca (Estácio Franca) – privada com fins lucrativos – Franca (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de São Carlos (Estácio São Carlos) – privada com fins lucrativos – São Carlos (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Bauru (Estácio Bauru) – privada com fins lucrativos – Bauru (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Marília (Estácio Marília) – privada com fins lucrativos – Marília (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Presidente Prudente (Estácio PP) – privada com fins lucrativos – Presidente Prudente (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Araçatuba (Estácio Araçatuba) – privada com fins lucrativos – Araçatuba (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de São José do Rio Preto (Estácio SJRP) – privada com fins lucrativos – São José do Rio Preto (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Catanduva (Estácio Catanduva) – privada com fins lucrativos – Catanduva (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Votuporanga (Estácio Votu) – privada com fins lucrativos – Votuporanga (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Fernandópolis (Estácio Fernandópolis) – privada com fins lucrativos – Fernandópolis (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Jales (Estácio Jales) – privada com fins lucrativos – Jales (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Itapeva (Estácio Itapeva) – privada com fins lucrativos – Itapeva (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Registro (Estácio Registro) – privada com fins lucrativos – Registro (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Peruíbe (Estácio Peruíbe) – privada com fins lucrativos – Peruíbe (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Praia Grande (Estácio PG) – privada com fins lucrativos – Praia Grande (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Cubatão (Estácio Cubatão) – privada com fins lucrativos – Cubatão (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Guarujá (Estácio Guarujá) – privada com fins lucrativos – Guarujá (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de São Vicente (Estácio SV) – privada com fins lucrativos – São Vicente (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Santos (Estácio Santos II) – privada com fins lucrativos – Santos (SP) 
  • Centro Universitário Estácio de Praia Grande (Estácio PG II) – privada com fins lucrativos – Praia Grande (SP)

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 19/01/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com dirigentes de Instituições Comunitárias de Educação Superior, realizado no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Um decreto assinado, nessa segunda-feira (19), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva regulamenta a qualificação das instituições comunitárias de ensino superior e define regras para que elas possam fazer parcerias com órgãos estatais e acessar recursos do orçamento público. Essas entidades são faculdades e universidades sem fins lucrativos constituídas na forma de associação ou fundação e geridas por um conselho comunitário formado por vários segmentos da sociedade civil.

"Esse decreto vai permitir às instituições terem acesso a editais de órgãos governamentais de fomento direcionados a instituições públicas. Vai ter o direito de recebimento de recursos orçamentários do Poder Público para o desenvolvimento de atividades de interesse público. Terão a possibilidade de ser alternativa na oferta de serviços públicos, no casos em que não são proporcionados diretamente por entidades públicas, parceiras e públicas-estatais", destacou o ministro da Educação, Camilo Santana, durante evento de assinatura do ato, no Palácio do Planalto.

A cerimônia contou com a presença do presidente Lula e de diversas autoridades e representantes de faculdades comunitárias.

A nova norma regulamenta a chamada Lei das Comunitárias (Lei nº 12.881/2013) e foi elaborada a partir de um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2024, que reuniu especialistas da pasta, do Conselho Nacional de Educação (CNE) e representantes de entidades como a Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior (Abruc) e o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung).

Durante a solenidade, Santana também ressaltou que as instituições comunitárias de ensino superior tiveram um bom desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizado ano passado. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira. "Isso mostra a relevância dessas instituições comunitárias, e muitas delas estão presentes em municípios que não têm universidade pública", disse o ministro.

A presidente da Abruc e reitora do Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFAFIRE), Maria das Graças Soares da Costa, também discursou no evento e agradeceu o reconhecimento dessas instituições para o desenvolvimento regional do Brasil. "Faremos uma nova história com a sua assinatura, que muito nos honra, e queremos fazê-la com toda a responsabilidade, sobretudo no dia em que também são abertas as inscrições para o Sisu [Sistema de Seleção Unificada]", declarou.

(Fonte: Agência Brasil)

Médicos estrangeiros e brasileiros que se graduaram em outro país, fazem a segunda etapa da edição 2017 do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida).

A primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizada em 2025, avaliou 351 cursos de medicina em todo o país. A maior parte, 243 cursos foram bem avaliados com desempenho que garantiu proficiência a, pelo menos, 60% dos estudantes concluintes da formação médica. Outros107 cursos foram mal avaliados e um não foi avaliado por baixo número de concluintes inscritos.

Os resultados foram apresentados, nesta segunda-feira (19), pelo Ministério da Educação, em uma reunião com a imprensa e a participação do Ministério da Saúde.

“A ideia é que essas instituições possam fazer a avaliação e garantir qualidade na oferta dos cursos de medicina. Queremos que esses cursos continuem, ampliem suas vagas e ofertem, cada vez mais, qualidade na formação médica brasileira”, declarou o ministro da Educação, Camilo Santana.

Ao todo, inscreveram-se 89.024 estudantes e profissionais de medicina. Desses, 39.258 eram concluintes dos cursos de graduação ofertados no país, sendo a maior parte dos inscritos, mais de 28 mil dos avaliados, são de instituições privadas com e sem fins lucrativos e pouco mais de 9 mil de instituições públicas federal, estadual e municipal.

Os melhores desempenhos foram apresentados pelos 6.502 estudantes de instituições federais, que apresentaram uma pontuação média de 83,1% de proficiência, seguido dos estudantes das estaduais, com média de 86,6%, entre os 2.402 inscritos.

Os piores desempenhos foram dos 944 estudantes da rede municipal, que somaram uma média de 49,7% da pontuação máxima, com resultado médio considerado insuficiente pelo exame. Os 15.409 estudantes da rede privada com fins lucrativos também apresentaram uma média de apenas 57,2% da pontuação máxima.

“Os cursos de instituições públicas federais, estaduais e sem fins lucrativos tiveram um desempenho muito positivo. Então há uma preocupação forte nas municipais e nas privadas com fins lucrativas e esse é o nosso foco para que a gente possa melhorar a qualidade desses cursos”, declarou o ministro da Educação.

Medidas cautelares

Segundo Camilo Santana, a partir da divulgação dos dados do Enamed as instituições que integram o Sistema Federal de Ensino no Brasil que apresentaram desempenho médio dos concluintes do curso de medicina abaixo de 60% serão submetidos a um Processo Administrativo de Supervisão, por meio da adoção de medidas cautelares aplicadas de forma escalonada.

Sanções que vão desde a proibição do aumento de vagas, passando pela redução da oferta de vagas suspensão do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), até a suspensão do ingresso de novos estudantes.

“Ao todo 304 cursos [de medicina] são de competência de regulação do governo federal. São as universidades públicas federais e as privadas. Desses, 99 cursos ficaram nas faixas 1 e 2 [de pontuação] consideradas insatisfatórias”.

Após a publicação dos resultados no Diário Oficial da União, esses 99 cursos terão 30 dias para apresentar a defesa ao Ministério da Educação, antes que as sanções entrem em vigor. Após o prazo, as medidas valerão até a próxima aplicação do Enamed, prevista para outubro de 2026.

Enamed

Criado em abril de 2025, por meio de portaria do MEC, o Enamed é a adaptação do Exame Nacional de Avaliação dos Estudantes (Enade), para estudantes concluintes do curso de medicina, com o objetivo de avaliar a formação médica no Brasil. O exame é obrigatório e o resultado obtido pelo estudante pode ser usado para ingressar nos programa de residência médica unificado pelo Mec e organizado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), por meio do Exame Nacional de Residência (Enare).

(Fonte: (Agência Brasil)

Os fãs maranhenses de vôlei vivem a expectativa pelo jogo histórico entre Brasília Vôlei e Sesc Flamengo, que será realizado no dia 6 de fevereiro, às 19h, no Ginásio Castelinho, em São Luís, pela quinta rodada do returno da Superliga Feminina 2025/26, considerada uma das ligas mais fortes da modalidade no mundo e uma das competições esportivas mais importantes do Brasil. Além de prestigiar um confronto importante na classificação da Superliga Feminina, com a equipe do Distrito Federal buscando uma vaga nos playoffs e o Rubro-Negro defendendo a liderança da competição, a torcida terá a oportunidade de ver de perto uma lenda do esporte brasileiro: o técnico Bernardinho, um dos maiores e mais vitoriosos treinadores da história do vôlei, que comanda o Sesc Flamengo.

Bernardo Rezende, o Bernardinho, tem mais de 80 títulos como treinador de vôlei, somando as passagens por clubes e pela Seleção Brasileira, onde comandou a equipe feminina na década de 1990 e, agora, vai para a sua 19ª temporada no time masculino em 2026. Entre as principais conquistas de Bernardinho, estão o bicampeonato olímpico com a Seleção Masculina em 2004 e 2016, seis medalhas consecutivas nos Jogos Olímpicos, três títulos do Mundial de Vôlei, duas Copas do Mundo de Vôlei, oito troféus da Liga Mundial, três Copas dos Campeões, três ouros nos Jogos Pan-Americanos e 12 títulos da Superliga Feminina. Conhecido por seu estilo enérgico, cobrando sempre o melhor dos seus atletas, Bernardinho agora luta para levar o Sesc Flamengo ao tão sonhado título da Superliga Feminina.

No duelo do Sesc Flamengo contra o Brasília Vôlei, Bernardinho retornará a São Luís após mais de uma década de seus últimos compromissos realizados no Ginásio Castelinho, onde tem um retrospecto impecável, com duas vitórias consecutivas em 2014. No dia 21 de janeiro, pela Superliga Feminina 2013/14, o Unilever/Rio de Janeiro derrotou o Maranhão Vôlei por 3 sets a 0, sob o comando do experiente treinador, que disse ter ficado impressionado com a torcida maranhense em entrevista após o confronto. “Depois de tantos anos no esporte, é maravilhoso viver isso, sentir o carinho das pessoas e essa energia incrível. O Maranhão está de parabéns”, elogiou o técnico. 

Já no dia 19 de novembro, em duelo da Superliga Feminina 2014/15, Bernardinho sofreu um pouco mais diante do Maranhão Vôlei, mas comandou a vitória de virada do Rexona/Ades/Rio de Janeiro por 3 sets a 2, em um jogo emocionante e muito lembrado pelos fãs maranhenses, que agora terão mais uma oportunidade de ver uma lenda viva do vôlei em ação, sob o comando de um Sesc Flamengo que é forte candidato ao título da Superliga Feminina 2025/26.

Ingressos para Brasília Vôlei x Sesc Flamengo

Os ingressos para a partida da Superliga Feminina entre Brasília Vôlei e Sesc Flamengo em São Luís continuam à venda, com destaque para os ingressos solidários nos setores Prata e Ouro, além do setor Experiência em Quadra, em uma comodidade e visão de confronto que prometem um momento inesquecível para os fãs maranhenses de vôlei.

O ingresso solidário para a partida entre Brasília Vôlei e Sesc Flamengo em São Luís conta com um desconto de praticamente 50% do valor em relação ao ingresso inteiro, o que torna essa entrada uma ótima opção para a torcida maranhense. Para validar esse ingresso, o torcedor terá que entregar 2kg de alimento não perecível na entrada do Ginásio Castelinho.

O setor Experiência em Quadra, por sua vez, é uma área especial no Ginásio Castelinho, com serviços de open bar de água, sucos e refrigerantes, além de open food com salgadinhos, bolos e lanches. Além de todo esse conforto, os torcedores vão poder acompanhar a partida da Superliga Feminina na beira da quadra, vibrando bem de perto pelas suas atletas favoritas.

Além disso, Brasília Vôlei x Sesc Flamengo terá as meias-entradas válidas por lei para estudantes, professores, idosos, policiais militares, bombeiros, doadores de sangue e PCDs, cujos acompanhantes também têm direito ao ingresso com 50% de desconto em relação ao valor integral.

O duelo entre Brasília Vôlei e Sesc Flamengo será o terceiro confronto da elite do vôlei brasileiro em São Luís em pouco mais de um ano. Em outubro de 2024, o Sada Cruzeiro venceu o SESI Bauru por 3 sets a 1 e conquistou o título da Supercopa do Brasil de Vôlei Masculino. Já em dezembro de 2025, o Vôlei Renata derrotou o Praia Clube por 3 sets a 0, em duelo válido pela fase classificatória da Superliga Masculina. Os dois duelos reuniram mais de 5 mil torcedores no Ginásio Castelinho.

As entradas para o jogo da Superliga Feminina no Ginásio Castelinho estão sendo comercializados no site e no app Banca do Ingresso. A venda física, por sua vez, ocorre na sede da Federação Maranhense de Vôlei (FMV), que fica localizada na Arena Domingos Leal, na Lagoa da Jansen, em São Luís.

Brasília Vôlei x Sesc Flamengo

Além da experiência de acompanharem um duelo da Superliga Feminina no Ginásio Castelinho, os torcedores maranhenses terão a oportunidade de presenciar uma disputa importante na classificação da competição nacional. Enquanto o Sesc Flamengo quer encaminhar a conquista da liderança e ter maiores vantagens nos playoffs, o Brasília Vôlei busca pontos fundamentais para se garantir no G8 da Superliga.

Um dos maiores clubes polidesportivos do Brasil e da América do Sul, com a maior torcida do país, o Sesc Flamengo está na liderança da Superliga Feminina 2025/26, com 13 vitórias em 14 partidas e 37 pontos conquistados, dois a mais em relação ao vice-líder Gerdau Minas. Entre as destaques do Flamengo, que é comandado por Bernardinho, estão a ponteira norte-americana Simone Lee, quinta maior pontuadora da Superliga Feminina, a oposta Tainara, a central sérvia Maša Kirov, a ponteira Helena e a central Lorena.

Já o Brasília Vôlei, que será a equipe mandante do jogo em São Luís, está na 9ª posição da Superliga Feminina 2025/26, com 12 pontos conquistados após quatro vitórias em 14 partidas. A equipe do Distrito Federal, que tem Spencer Lee como treinador, conta com destaques como a oposta Gabi Carneiro, a ponteira Karen e a central Lívia.

Outras informações sobre o jogo entre Brasília Vôlei e Sesc Flamengo no Ginásio Castelinho estão disponíveis no Instagram oficial do evento (@superliganomaranhao).

VALORES DOS INGRESSOS PARA BRASÍLIA VÔLEI x SESC FLAMENGO EM SÃO LUÍS

Cadeira Prata

Meia-entrada: R$ 60

Solidário: R$ 70 + 2kg de alimento

Inteira: R$ 120

Cadeira Ouro

Meia-entrada: R$ 100

Solidário: R$ 110 + 2kg de alimento

Inteira: R$ 200

Experiência Quadra

Meia-entrada: R$ 250

Solidário: R$ 300 + 2kg de alimento

Inteira: R$ 500 

POSTOS DE VENDA

- Banca do Ingresso (site e app)

- Sede da FMV (Arena Domingos Leal) / Segunda-feira: 14h às 18h - Terça a sexta: 9h às 12h / 14h às 18h

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Brasília (DF), 29/12/2025 - SISU - Sistema de Seleção Unificada. Foto: MEC/Divulgação

As inscrições para a edição de 2026 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começarão nesta segunda-feira (19) e poderão ser feitas até as 23 horas e 59 minutos de sexta-feira (23), no horário de Brasília.

O Sisu é o processo seletivo para ingresso em cursos de graduação gratuitos em instituições públicas de educação superior em todo o país.

A novidade desta edição é que o Sisu passará a considerar o resultado das três edições mais recentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — 2023, 2024 e 2025 ─ para acesso às vagas ofertadas pelas instituições públicas participantes.

As regras e o cronograma oficial do Sisu 2026 foram publicados pelo Ministério da Educação (MEC) no Edital nº 29/2025.

Inscrições

Os candidatos devem se inscrever pela internet, exclusivamente por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do Sisu. A pessoa interessada poderá se inscrever em até duas opções de cursos superiores. O Ministério da Educação (MEC) alerta que não há cobrança de taxa de inscrição dos candidatos.

Esta edição do Sisu terá somente uma etapa de inscrição. Dessa forma, os inscritos concorrerão, em um único processo seletivo, às vagas disponibilizadas para todo o ano letivo (primeiro e segundo semestres) pelas universidades públicas.

Ao se inscrever, o candidato deverá, obrigatoriamente, preencher também o cadastro socioeconômico disponível.

Vagas

São mais de 274,8 mil vagas em 7.388 cursos, oferecidos por 136 instituições, em 587 municípios do país.

Com isso, a edição de 2026 é considerada a maior da história do Sisu em quantidade de instituições participantes, tanto para o primeiro quanto para o segundo semestre de 2026.

Entre as 274 mil vagas disponibilizadas, mais de 73 mil são para cursos de licenciaturas presenciais. Os estudantes que optarem por esses cursos poderão se inscrever no Pé-de-Meia Licenciaturas. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) garante um incentivo financeiro mensal no valor de R$ 1.050.

O MEC avisa que é de responsabilidade do candidato verificar previamente essa informação antes de realizar a inscrição no Sisu 2026, não sendo possível a escolha do semestre de ingresso, o qual será definido de acordo com a nota do candidato.

Ações afirmativas

O Sisu considera diferentes modalidades de concorrência, que levam em conta o perfil socioeconômico dos candidatos, de acordo com a Lei de Cotas (nº 12.711/2012) e a Lei nº 14.945/2024, e também de acordo com as ações afirmativas definidas em cada instituição.

No momento da inscrição, caso possua o perfil para concorrer a essas vagas, os candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas e pessoas com deficiência (PCD), bem como daqueles que tenham cursado integralmente o ensino médio ou fundamental em escola pública deverão, obrigatoriamente, indicar as modalidades de reserva de vagas às quais desejam concorrer.

Será permitida a opção por apenas uma ação afirmativa do tipo bônus e uma ação afirmativa do tipo reserva de vagas.

A oferta de vagas reservadas ocorre somente após a etapa de classificação e observa a proporção de estudantes de escolas públicas, de baixa renda, com deficiência, pretos, pardos, indígenas e quilombolas.

Seleção

Todos os candidatos inscritos no Sisu 2026 serão classificados com base no desempenho obtido nas edições do Enem dos anos de 2023, 2024 ou 2025.

Caso o candidato tenha participado de uma ou mais edições do Enem, o sistema de inscrição do Sisu selecionará automaticamente a melhor nota média ponderada das edições do Enem, levando em conta ações afirmativas e a opção de curso.

Porém, é preciso que o participante tenha tirado nota superior a zero na redação e não tenha sido treineiro (estudante que não terminou o ensino médio e faz o exame para fins de autoavaliação).

O MEC explica que, em caso de empate no uso das médias ponderadas, será considerada a edição do Enem em que obteve a maior nota em uma das disciplinas que têm maior peso para o curso escolhido e conforme a ordem de prioridade.

Resultado

O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro de 2026.

Todos os estudantes selecionados dentro das vagas disponíveis, tanto na chamada regular quanto por meio da lista de espera, deverão realizar a matrícula na instituição a partir de 2 de fevereiro.

O candidato que não for selecionado na chamada regular poderá manifestar interesse em participar da lista de espera no período de 29 de janeiro a 2 de fevereiro, também pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na aba do Sisu.

A lista de espera poderá ser usada pelas instituições de educação superior participantes, durante todo o ano, para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas na chamada regular.

Saiba mais sobre o Sisu aqui. A central de atendimento do MEC funciona no telefone: 0800-616161. 

(Fonte: Agência Brasil)

Há pessoas que nascem em Caxias. Há pessoas que Caxias nasce nelas.

O juiz de Direito (aposentado) e escritor Firmino Antônio Freitas Soares foi uma dessas raras pessoas permanentemente grávidas do sentimento de pertença à cidade caxiense, da qual fisicamente se despertenceu há exatamente sete anos.

Sim. Foi em Caxias (MA), na manhã de 17 de janeiro de 2019, cinco dias antes de Firmino completar 75 anos de idade. Naquela data, as informações davam conta de que o grande poeta e prosador, por volta das 6h, teria tido um infarto fulminante. Ele se encontrava em sua residência, na tradicional Rua Padre Gerosa, no centro de Caxias, próximo à Igreja de São Benedito, vizinha à praça que leva o nome de outra expressão literária caxiense – Vespasiano Ramos.

Firmino Freitas nasceu em Crateús (CE), em 22 de janeiro de 1944. Recém-nascido, mal contando dois dias que viera à luz, o futuro juiz de Direito, escritor de talento e dedicado numismata chegou a Caxias com os pais. Firmino saiu da “Princesa do Oeste” e do sertão cearense para entrar de corpo e alma na “Princesa do Leste – e do Sertão – Maranhense”.

Talvez impregnado pelo ambiente da Terra dos Poetas, o mais caxiense dos crateusenses tornou-se respeitado homem do Direito e escritor de fato. Poesia e Prosa foram campos em que esse lavrador de palavras semeou letras e colheu livros. Livros de – e à – mão cheia, como se relacionará mais abaixo.

Firmino Freitas era casado com Dª Maria das Graças (Gracinha), com quem teve os filhos Firmino Freitas Filho (advogado e um dos mais completos ornitologistas amadores, nascido em 3/2/1968), Rita (Ritinha) Freitas (enfermeira e servidora pública; 11/3/1971) e Louise Freitas (28/8), proprietária do Antiquário Louise Store, em Caxias. Deixou também netos.

Firmino foi membro da Academia Caxiense de Letras (ACL), da qual se tornou sócio honorário, após voluntariamente se desligar da entidade: ele alegou, entre outras coisas, que era para “dar lugar aos mais jovens”. Ocupava a Cadeira nº 2, que tem como patrono o inesquecível Monsenhor Clóvis Bevilacqua Vidigal, com quem em minha infância/adolescência desenvolvi projeto de um jornal cultural para Caxias. Firmino foi sucedido, na ACL, pelo professor, escritor, servidor público, gestor escolar e ativista cultural Carvalho Júnior (falecido em 30/3/2021).

Na Rua Benedito Leite (antiga Rua do Cisco e hoje Rua Fauze Simão), onde também morei, Firmino aprendeu os primeiros rudimentos das letras, ensinados por sua mãe e irmãs. Depois foi estudar no Grupo Escolar João Lisboa, na Rua Aarão Reis. Aí fez do 1º ao 5º ano do antigo Curso Primário. Foi nesse Grupo Escolar onde Firmino escreveu seus primeiros poemas.

Ainda em Caxias, no Colégio Diocesano São Luís de Gonzaga, no alto do histórico Morro do Alecrim, Firmino fez o à época famoso Exame de Admissão ao Ginásio e, sucessivamente, o Ginásio (que corresponde, atualmente, aos anos do 5º ao 9º do Ensino Fundamental). No Diocesano cursou ainda dois anos do Científico, correspondente, hoje, aos 1º e 2º anos do Ensino Médio. Inteligente e com espírito de liderança, foi eleito presidente do Grêmio Lítero e Recreativo São Luís de Gonzaga e, anos depois, presidente da União Caxiense dos Estudantes Secundários, que fica na Rua Dr. Berredo, próxima ao Palácio do Comércio e Excelsior Hotel, no centro caxiense.

A veia de homem das letras já se inflamava. Assim, com a participação dos colegas e amigos Enoque Torres da Rocha Filho e José Carlos Santos, fundou e dirigiu “O Lábaro”, primeiro jornal estudantil impresso de Caxias.

Além das palavras impressas, mais tarde foi profissional da voz, como locutor do serviço de alto-falante “Gigante do Ar”, de propriedade do Delamar Silva, e da Empresa Eletracústica de Propaganda “A Voz da Cidade”, de Osvaldo Marques, que era orador e poeta.

Ao mesmo tempo, Firmino Freitas fazia a revisão do jornal “Tribuna Caxiense”, cujo diretor era o Luís Coelho Sales, escritor (sobretudo cronista) e, se não me engano, trabalhava também nos Correios e Telégrafos.

Ainda na seara jornalística, Firmino Freitas foi colaborador da “Folha de Caxias”, dirigida pelo Vitor Gonçalves Neto, escritor e jornalista, autor de obras como “Conversa Tão Somente” e “Roteiro de Sete Cidades” e que, tempos depois, passaria a dirigir por décadas o jornal “O Pioneiro”, onde por anos também escrevi e, ainda adolescente, fui responsável por uma coluna de página inteira.

Firmino e eu tivemos outra atividade em comum, exercida em mesmo local, mas em anos distintos e distantes no tempo: locutor-apresentador da Rádio Mearim de Caxias. Em 1959 ele Firmino atendeu convite do amigo comum e também jornalista e político Luís Gonzaga Abreu Sobrinho, que foi o primeiro prefeito de Eugênio Barros (MA); de minha parte, eu atendi convite do Antônio Bezerra de Araújo, radiotécnico e diretor geral da Mearim na década de 1970. Além de locutor da Mearim, Firmino Freitas, sete anos depois (1966), foi seu Diretor Artístico e Diretor Geral. Um ano depois (1967), ascendia rumo à capital maranhense, São Luís, onde se tornou locutor da Rádio Gurupi.

De volta para Caxias, Firmino fez o curso de Técnico em Contabilidade, na Escola Técnica de Comércio de Caxias. Na colação de grau (1971), foi orador da turma. Também nessa escola confirmou-se como líder estudantil, como presidente do Grêmio Lítero e Recreativo Vespasiano Ramos.

Adulto feito, Firmino tornou-se membro da sociedade internacional Lions Club e ingressou na Maçonaria, onde, em Teresina, Timon e São Luís, prestou relevantes serviços, inclusive fundação e direção de lojas maçônicas.

O curso superior (Bacharelado em Direito, pela Universidade Federal do Piauí) foi concluído em 1975; na formatura, e por concurso, foi eleito orador da turma. Era o poder da palavra e da liderança se reconfirmando. Já nas lides profissionais, foi advogado registrado no Piauí e Maranhão, tendo defendido causas em diversas comarcas da Região Nordeste, no período de 1976 a 1981. Neste ano fez concurso para a Magistratura do Estado do Maranhão e desde 10 de dezembro de 1981, como juiz de Direito, levou e elevou a Justiça às comarcas de Paraibano, Parnarama, Chapadinha, Imperatriz, Caxias e São Luís.

Como advogado e juiz não descansou e, além das causas e processos, sempre buscou a atualização e aperfeiçoamento, tendo participado de diversos eventos jurídicos no Maranhão, Piauí, Pernambuco, Amazonas, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, além de curso de Especialização em Metodologia do Ensino do Terceiro Grau, que o habilitou a ser professor no Ensino Superior.

Seu talento e trabalho levaram-no a receber algumas distinções e honrarias, representadas por títulos, diplomas, placas e medalhas. Mas, fora das atividades laborais, gostava mesmo era de ler e de colecionar moedas e cédulas, “hobby” este que o levou à Sociedade Numismática Brasileira e à Associação Filatélica e Numismática de Brasília, das quais era sócio correspondente.

*

Encontrei-me poucas vezes com esse meu confrade de Academia e colega de escritas. Conversei com ele algumas vezes em remotas reuniões e solenidades da Entidade. Tempos atrás, tendo eu viajado mais uma vez a Caxias, telefonei para o Firmino, em busca de um exemplar de um dos seus livros, onde, em uma das crônicas, ele (re)lembra Dª Maria Poquinho, que morava no encontro da Rua da Galiana com a Rua da Palmeirinha, logradouros onde também morei. Maria Poquinho e suas filhas Santa, Mariman e a mais nova, Fátima, eram amigas de minha família e tinham o carinho de minha mãe, Dª Carlinda -- que, alma boa que era, dispensava cuidados especiais ao filho mais velho de Maria Poquinho, o Antônio, portador de hanseníase.

Depois de dizer ao Firmino o quanto de memória me despertou em mim a crônica dele, sobre a Maria Poquinho, pude ouvir sua voz lamentando verdadeiramente o não ter um exemplar para repassar para mim, sabedor ele do zelo, do interesse que (man)tenho pelas coisas e causas caxienses.

Logo que soube, manhã cedinho de 17/1/2019, do passamento do talentoso Firmino Freitas, telefonei para outros amigos e caxienses, entre os quais Francisca Girlene Dias, Carvalho Junior, Eziquio Barros, Wybson Carvalho, Jacqueline Moreira, Arthur Almada Lima Filho (falecido em 27 de outubro de 2021), Magda da Cunha e meu tio, Raimundo João Gama Soares, o João Gama ou J. Gama, que também conhecia Firmino Freitas.

No velório, que se realizou na residência da família, a memória e o talento de Firmino Freitas foram reverenciados por familiares, amigos, colegas e membros de entidades históricas culturais de Caxias (Academia Caxiense de Letras, Instituto Histórico e Geográfico de Caxias e Academia Sertaneja de Letras, Educação e Artes do Maranhão), entre os quais os professores Antônia Miramar, Valquíria Fernandes (falecida em 8/6/2019), Carvalho Junior (falecido em 30 de março de 2021) e o desembargador Arthur Almada Lima Filho (falecido em 27 de outubro de 2021), que só tratava Firmino, cortês e fraternalmente, por “Sereníssimo”. Foi Arthur Almada quem aconselhou e orientou o à época advogado Firmino Freitas para a carreira da Magistratura, em que se aposentou.

Firmino Freitas estreou em livro em meados da década de 1980, com a obra de prosa poética “Conversando com Deus” (1985). A esse diálogo divino sucederam-se outras “conversas” literárias, enfeixadas em outros 12 livros: “Versos de Cantaria” (poesias, 1986); “Do Verbo ao Verso” (poesias, 1990); “Cantares de Amor e Outros Cantos” (poesia, 1990); “Memorial dos Insensatos” (prosa, 2002); “Festejos de São Benedito” (prosa, 2003); “A Mudez do Grito” (poesia, 2003); “Sermão aos Surdos” (prosa, 2003); “Causos de Caxias” (prosa, 2004, com Rodrigo Otávio Baima Pereira); “Oitavas do Eu Menino” (prosa, 2004); “Mensagem aos Cegos” (poesia, 2005); “Maria sem Vez” (prosa, 2011); “Largo do Rosário” (prosa, 2011).

Diversos desses títulos, já de cara, revelam, a nós caxienses, o quanto da terra, do ar, da água, enfim, do (meio) ambiente e do povo caxienses impregnava-se fundamente na alma de Firmino Freitas e o quanto tudo isso se desvelava, se revelava e se elevava ao correr da pena segura dele escritor.

Com certeza mais e mais textos foram elaborados por Firmino e esses escritos devem por enquanto estar recolhidos e em paz em folhas e maços guardados em alguma gaveta de mesa, ou sob pesos de papel ou, como pedaços de espíritos, jazem – virtual e virtuosamente – em forma de pulsos de luz, de brilhos de energia, de “bits” e “bytes” na memória de um computador e nos espaços não computáveis no vasto mundo da Internet. Sim, Firmino Freitas tem obras inéditas e dois de seus filhos já me contataram para tratar de futura edição dessas obras.

*

Muito de Firmino Freitas está em muitos de nós – até um dia todos nós estarmos juntos dele...

O corpo de Firmino Freitas foi sepultado no Cemitério Nossa Senhora dos Remédios, onde outros seus familiares já dormem a Eternidade.

“Sit tibi terra levis”.

Que a terra, Firmino, te seja como a tua consciência:

Leve.

* EDMILSON SANCHES

Foto:

O escritor e juiz de Direito Firmino Freitas.

– Escritor lançou quatro livros nessa sexta-feira, às 19h, no Centro de Ciências da Saúde (Uema – Rua Rio Branco, Caxias)

*

Ano que vem, 2027, ele completará um século. Marcará setenta anos de vida e contará 30 anos de nascimento (ou estreia) como autor, autor publicado em livro, livro individual, seu, autoral. Portanto, somados, brindaremos a um homem centenário. Cem anos de vida natural mais a vida autoral.

Sua (nossa) cidade natal, Caxias, deve(ria) ter orgulho de um “coroa” desses, que chega à plena maturidade com a mesma jovem viva/cidade – pois vive vívida e moçamente sua terra mátria, seu chão pátrio. Vive Caxias tanto em sua poesia quanto com os pés – já que Joaquim-Neto-sempre-acompanhado-de-Quincas-Vilaneto não deixa de, a pé, percorrer os pertos e longes caxienses.

Joaquim – é como o chamo, de Joaquim Vilanova Assunção Neto – ou Quincas Vilaneto estabeleceu natural e culturalmente esse compromisso com sua (nossa) terra, ela que tão intensa e desmesuradamente não deixamos de (en)cantar – é “o incontido orgulho de ser caxiense”...

Desde sua obra inaugural, “Balaio de Ilusões”, que ressaltam esse liame vilanetiano com a terra onde se apartou do umbigo e onde jogou fora dentes infantes clamando “mourão, mourão, toma este dente doente e me dê um são”. Já na primeira orelha do livro de estreia se destaca que “seus poemas”, “seus “textos possuem vigor e beleza estética admiráveis, [...] impregnados de Caxias”.

Nas muitas conversas que (man)tivemos, em mensagens curtas – comentando os poemas mais recentes que ele envia – ou em textos alongados (geralmente prefácios, que ele ousa me convidar a cometê-los), não deixei arreparar e anotar esse sentimento de caxiensidade, ora nostálgico, ora crítico, ora essa...

Não direi muito dos quatro livros; ao menos, transcreverei abaixo só uns trechos do prefácio que fiz para dois deles.

Nessa sexta-feira (16 de janeiro de 2026), o autor caxiense Quincas Vilaneto lançou, de uma lapada só, quatro livros, escritos e impressos e deixados “na moita”, que nem bom vinho – envelhecendo... Com perfume de letras, o autor envolve seus conterrâneos caxienses e o filho “devolve” parte de seus “feitos” para Caxias, sua “alma mater”, mãe nutridora terrena e espiritual.

Joaquim Vilanova Assunção Neto, o Quincas Vilaneto, volta a Caxias.

Pois bons filhos – e bons autores – à casa tornam... (EDMILSON SANCHES, caxiense)

*

 “POEMAS PARA BOLINAR A ALMA”, de Quincas Vilaneto

(trecho do prefácio de Edmilson Sanches)

Como humilde revisor e modesto editor desta mais recente obra vilanetiana, tive, ex officio, o privilégio de ler, reler e treler os originais dos Poemas para Bolinar a Alma.

Diversas leituras, diversas gratificações. Ganha-se ante a densidade poética de Quincas Vilaneto, o domínio do ofício de colocar transcendências em versos. Ganha-se com os surpreendimentos (surpresas com encantamentos) ante o renovar semântico de palavras e frases, de substância e sentido, de signo e significado.

Mas, sobretudo, e para mim particularmente, ganha-se em “caxiensidade” (o amor ao chão natal, Caxias) e em revivências de cores, odores, primores e até amores da minoridade e sabores verbivocais, audíveis, sentíveis e sensíveis na memória da infância.

Sim, embora se coloquem à disposição para o desfrute estético do leitor poroso, os poemas trazem palavras e expressões e traduzem memórias e emoções próprias de quem criançou-se, meninou-se, rapazoteou-se no mesmo habitat espaço-temporal que Quincas Vilaneto habitou e vivenciou. São as palavras com cheiro de terra (a terra natal) e gosto de infância.

Foi assim que, recebendo um livro, ganhei de gode um portátil sistema de teletransporte, com certas palavras e expressões me levando para a mais distante das lonjuras, na mais rica das viagens: a viagem para dentro de si mesmo e a distância entre o agora e o passado para sempre, passado incapaz/impossível de ser outro tempo.

[...]

Tome, leitor, este livro e abra-o. Conceda ao Autor o benefício da leitura e da certeza – pois, como está aqui, em um “Poema perdido”, “não se pode negar abrigo / a quem desafia as palavras”. (E. S.)

*

“VILA POESIA”, de Quincas Vilaneto

(trecho do prefácio de Edmilson Sanches)

Vilaneto e eu escrevemos no O Pioneiro, o saudoso semanário da cidade, que não resistiu à morte de seu diretor, o igualmente saudoso Vítor Gonçalves Neto, meu amigo, nem aos esforços de um grupo de talentosos caxienses que, por um tempo, em tocante exemplo de união e ideal, deram alguma sobrevida àquele jornal, que ainda circulou por algumas edições mais.

[...]

Se Quincas Vilaneto antecipa que não é fácil escrever poesias, imagine só escrever metapoesia(s)... Mas Quincas escreve – e ainda quero achar que ele, um afilhado das Musas, o faz sem dificuldade, sem desespero, sem noites ou manhãs ou tardes de pestana, insone...

Um dia, não me contendo com o (e)terno retorno aos termos, aos versos, aos poemas autorreferenciados, disse ao Quincas Vilaneto que os temas mais presentes em sua obra (Caxias e a metapoesia) deveriam merecer um livro... e o baita Poeta aderiu de modo positivo e operante. Disse sim e já foi fazendo mais poemas...

Para reconhecer a cidade natal ou a metalinguagem na obra vilanetiana não precisa que da primeira à última linha seus poemas se estejam impregnados ou emprenhados de construções metapoéticas ou de (ex)citações, odes e elegias acerca das características, das acontecências ou da toponímia caxienses. Quincas faz versos gráficos, não cartas geográficas. O Poeta sabe quando dar nomes -- e, muitas das vezes, por um pedaço da casca se pode saber de que árvore se trata...

[...]

Duvidar da utilidade e, mais que isso, da necessidade da poesia é duvidar da humanidade – seja o coletivo das pessoas, seja o conjunto dos sentimentos humanos. Quincas Vilaneto soma sua voz e resposta a esse “nonsense” pragmatista. Relembre-se a estúpida pergunta de um juiz de Leningrado (hoje São Petersburgo, Rússia), em fevereiro de 1964, em processo contra o poeta Josef (ou Iossif) Brodski: “Qual é a utilidade de seus ‘assim chamados’ versos?”

[...]

Vila Poesia torna-se agora referência para os que quiserem andar pela Princesa do Sertão com sentimentos, da infância à maturidade. Bem-vindos à Praça Gonçalves Dias, ao rio Itapecuru, ao Alto dos Negros, ao pirão de parida e ao moque da Dica, ao Riacho do Ouro e à lama (medicinal) de Veneza, ao Morro do Alecrim e seu Mirante da Balaiada, às igrejas Catedral (Nossa Senhora dos Remédios) e São Benedito, à loja Matoense e ao bar do Cantarele, ao colégio Silvandira Guimarães, às ruas Aarão Reis e do Cisco, às almas poéticas de Déo Silva e Cid Teixeira de Abreu...

E se Vila Poesia não é – “et pour cause...” – um “guia” completo da cidade, seu Autor o é. Chame pra conversa o Quincas Vilaneto e ele se derramará todo e lhe mostrará o “caminho do rio”, onde “o sol passeia / com os que têm sede” (“Com o tempo”). O roteiro será longo e agradável, pois, para o Autor, Caxias é “Mãe querida”, e “[...] não há em ti / nada que eu não reconheça / e tudo o que sou e tenho / vivemos juntos para sempre” (“Ser caxiense”). Com elevada caxiensidade, o Poeta proclama, como canino citadino que mija em postes para demarcar território: “Foi aqui que nasci / herdeiro dos teus becos / [...]” (“Herança”).

Entre as inumeráveis utilidades da poesia, este livro revela uma: dar vida.

[...]

Guia local, repertório sentimental, poesia literal e literariamente poética, este livro reitera, amplia e eleva o lugar de Quincas Vilaneto na poesia caxiense e maranhense. O Autor não liga pra isso. O que lhe interessa é cantar sua cidade e encantar(-se) com a poesia.

Porque neste livro, a partir do título, “Vila” é a cidade-inspiração, e “Poesia” é a do filho inspirado  – Quincas Vilaneto.

* EDMILSON SANCHES

Ilustração: capa dos quatro livros.

No dia 16 de janeiro de 1995, representantes de comunidades e entidades de Imperatriz, profissionais liberais e outros trabalhadores decidiram em assembleia geral ocupar a sede da Prefeitura de Imperatriz e da Câmara Municipal.

A ocupação permaneceria até que fosse decretada a intervenção estadual, em razão da grande insatisfação popular com o à época prefeito Salvador Rodrigues, que sucedera a Renato Moreira, morto por assassinato. (Salvador Rodrigues faleceu em hospital de Imperatri,z há seis dias, em 10/1/2019).

Dois dias depois, em 18 de janeiro de 1995, aconteceria o movimento que ficou conhecido como "Revolução de Janeiro".

Alguns dias mais tarde, o governo estadual decretou intervenção em Imperatriz, e o processo se consolidou em 24 de janeiro, com a posse oficial do interventor, Ildon Marques de Souza – que já havia sido vice-prefeito de José de Ribamar Fiquene (1983 a 1989), secretário de Administração do prefeito Davi Alves Silva (1989 a 1993) e, após a intervenção (1995/1996), prefeito por duas vezes (1997 a 2000 e de 2005 a 2008).

*

Nessa sexta-feira (16), a "Revolução de Janeiro" não é sequer uma data na folhinha. Foi esquecida pela maioria das pessoas – sobretudo por aqueles que mais se beneficiaram dela...

* EDMILSON SANCHES

Fotos:

O povo em movimento, a revolução em marcha em Imperatriz. Um dos livros que tratam do assunto, de autoria do advogado e ativista da Cidadania Ulisses de Azevedo Braga, presidente da entidade que liderou o movimento.