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CRIANDO CAMALEÃO EM CASA

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Houve um tempo em que, menino, com baladeira ou estilingue, eu sabia caçar lagartos. Terminei ficando com um "camaleão".

Pois é: eu não tinha medo de répteis do tipo calangos, carambolos, teiús, tijubinas, camaleões. Verdes, amarelos, multicores ou cinzentos, todos atraíram minha atenção de criança.

De todos esses lagartos, só um falava. Melhor, cantava. Era o "camaleão" inglês David Bowie, nascido em Londres, Inglaterra, em 8 de janeiro de 1947. David Bowie era o nome artístico de David Robert Jones. Era chamado de "Camaleão do Rock" por sua capacidade de renovação da própria imagem – como, “mutatis mutandis” (sem trocadilho...), o fazem os répteis camaleões, que mudam de cor conforme o humor e a proximidade do predador.

Esse "camaleão", no dia 10 de janeiro deste 2026, completou dez anos de morte. Faleceu dois dias depois de completar 69 anos, em 10 de janeiro de 2016, em Nova York, Estados Unidos. Em 2026, também se completam 50 anos de lançamento do filme “O Homem que Caiu na Terra”, de 1976, em que Bowie é o ator principal mas no qual, por divergências contratuais, não há nem uma música sua...

Há dez anos, David Bowie deixou o mundo para permanecer na Música. Sua ausência toca...

Em casa, em minha discoteca, ao lado dos discos do xará David Gilmour (ex-Pink Floyd), estão três raros, velhos mas bem conservados LPs ("long-playings") do "camaleão" David Bowie, que ouço com alguma regularidade. De "Changes Two Bowie", de 1981, pregou-me na memória a música "Ashes to Ashes".

Com "Let's Dance", o inglês atravessou seu próprio Rubicão, ingressando em novo momento musical. Dentro do álbum deste meu LP, coloquei uma página da "Folha de S. Paulo" de 27/10/1997, quando Bowie se apresentava pela segunda vez ao público brasileiro. Título da reportagem: "'Sou contemporâneo do meu tempo', diz Bowie". O disco estourou em vendas e em prêmios. "China Girl" e "Modern Love", como se diz hoje, "bombaram".

Por fim, no meu trio de "long-playings" de Bowie, está "Absolute Beginners", trilha sonora que o inglês fez para um filme de mesmo nome. O álbum é de 1986.

Pois é. Há um camaleão na minha casa.

E ele (en)canta.

* EDMILSON SANCHES

Ilustrações:

capas dos LPs "Changes Two Bowie" (1981), "Let's Dance" (1983) e "Absolute Beginners" (1986), do cantor inglês David Bowie, e do DVD do filme “O Homem que Caiu na Terra”, de 1976.

Conheci/ouvi “Summer’68” na adolescência. Quando foi originalmente lançada, em outubro de 1970, pela banda britânica Pink Floyd no álbum “Atom Heart Mother”, eu tinha 12 anos; mas, quando o álbum chegou ao Brasil, em 1972, eu o adquiri, adolescente, pois já ganhava meu dinheirinho – tinha sido o único aprovado, ainda com 13 anos, em um concurso seletivo do Banco do Brasil (BB), por meio do qual tornei-me o primeiro menor estagiário (ou menor aprendiz) do BB em Caxias (MA). Nessa época, também fui eleito diretor da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), o clube social, recreativo, dos funcionários daquela instituição financeira do governo federal.

Mas, antes de conhecer diretamente a música em seu álbum, eu já a ouvia – é claro, sem saber sua origem. A música era trilha sonora de uma publicidade do Banco Nacional, que era de propriedade daquele advogado, economista, banqueiro e político Magalhães Pinto, José de Magalhães Pinto (1909-1996), que, enganado ou não, eu o vi como um mineiro (falecido no Rio de Janeiro) com cara de bom avô.

Magalhães Pinto fundara o Banco Nacional em plena Guerra Mundial, 1944, e resistiu até 1995, quando foi vendido para o Unibanco, dos pobrezinhos dos Moreira Salles, em 2010 engolido pelo ou fundido ao Itaú. E em algum tempo do meio século de existência do Nacional, mais exatamente a partir de 1969, ele bancou o patrocínio da produção que se tornou o principal programa da Rede Globo de Televisão e o maior telenoticiário do Brasil, o “Jornal Nacional” – que nasceu naquele ano, em 1º de setembro, e não coincidentemente adotou o nome do banco mineiro. Toda noite, seis dias por semana, estava ali a “wrighteana” “Summer’68” sendo tocada antes da exposição das notícias – e eu confesso que não desgostava.... Lembro-me mais ou menos do locutor, em “off”, dizendo, com a música ao fundo: “Com prestígio do Banco Nacional e das empresas do Grupo Nacional, mais uma edição do seu ‘Jornal Nacional’”.

Quando em 1972 ou 1973, comprei o álbum “Atom Heart Mother”, o quinto do Pink Floyd, quase que eu “furava” a segunda faixa do “side two” – “Summer’68” –, de tanto que eu a escutava, com a agulha do toca-discos rangendo, chiando, fritando pelos microssulcos do vinil preto estéreo e seu selo circular central verde e amarelo, da EMI-Harvest. Menos de cinco minutos e meio de música... mas que música!... (Nem precisa responder ao “How do you feel?” da letra.)

Na época, já havia, na escola, uns colegas que “encaravam” ouvir o “progressive rock” do Pink. Eu, omnívoro, devorava todo tipo de som. Quanto ao Floyd, se eu já escutara “Ummagumma”, por que não encararia seu sucessor – e sucesso, número 1 em vendas no Reino Unido – “Atom Heart Mother” e o sucessor deste, “Meddle”, com “Echoes”, e  "Shine on You Crazy Diamond", do álbum conceitual “Wish You Were Here”, de 1975?

É... Melhor parar de escrever e voltar a reouvir essas músicas, esses discos todos... A propósito, tive a sorte de comprar “Atom Heart Mother”, o LP (“long-playing”) da música “Summer’68”, com a capa original, sem nome da banda, sem título do álbum, sem mais nada... apenas a foto de uma vaca malhada, de nome Lulubelle 3ª, posando em verdes pastos em um campo de uma cidadezinha (Potters Bar) de menos de 20 mil habitantes na época, a uns 20 quilômetros de Londres... Chamávamos “disco da capa da vaca”. Era a simplicidade desejada, uma vaca, que teria sido inspirada em peça artística – e igualmente bovina – de Andy Warhol, que admitiu ter se baseado em ideia do negociante de arte Ivan C. Karp e de um livro do escritor Edwin Shepherd Harrison... Como se lê, neste universo não há nada de novo no “front”... Neste mundo, à maneira de Lavoisier, nada se cria, tudo se adapta, tudo se (re)transforma...

Ouça essa música de verão (“Summer’68”) neste “link”:

*EDMILSON SANCHES

Ilustração:

No recorte, a capa do disco "Atom Heart Mother", com a música "Summer'68", da banda inglesa Pink Floyd, lançado originalmente em 1970 e, no Brasil, em 1972.

Fundo de Financiamento Estudantil,Fies

As inscrições gratuitas para a seleção do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) estarão abertas de 3 a 6 de fevereiro, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do Fies.

Nesta edição, o Ministério da Educação (MEC) ofertará mais de 112 mil vagas para financiamento da educação superior em instituições particulares em todo o ano de 2026.

Para o primeiro semestre, o MEC disponibilizará 67.301 vagas. Já para o segundo semestre, serão 44.867 vagas.

Informações sobre o processo seletivo estão no edital do primeiro semestre do Fies, publicado pelo Ministério da Educação (MEC) nessa quinta-feira (22).

Entre as regras de seleção, os inscritos devem ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010, ter obtido média aritmética das notas nas cinco provas do exame igual ou superior a 450 pontos e não ter zerado a prova de redação. Ainda é necessário ter renda bruta familiar mensal por pessoa de até três salários mínimos (R$ 4.863).

Classificação

A classificação no processo seletivo do Fies será de acordo com a ordem decrescente das notas obtidas pelos candidatos no Enem, por tipo de vaga, grupo de preferência e modalidade de concorrência. E respeitará a seguinte ordem de prioridade:

  • candidatos que não tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil;
  • candidatos que não tenham concluído o ensino superior, tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado;
  • candidatos que já tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil;
  •  candidatos que já tenham concluído o ensino superior, tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado.

Resultado

O Fies tem chamada única e lista de espera. O resultado da pré-seleção na chamada única será divulgado em 19 de fevereiro.

O candidato será pré-selecionado em apenas uma de suas opções de curso.

Os estudantes pré-selecionados deverão acessar o Fies Seleção para complementar sua inscrição entre os dias 20 e 24 de fevereiro.

Fies

O Fies é o programa federal que concede financiamento a estudantes de baixa renda de cursos de graduação, em instituições de educação superior privadas. Anualmente, o programa gerido pelo MEC tem dois processos seletivos regulares, um por semestre letivo. E também processos seletivos para vagas remanescentes, que ocorrem após os processos regulares, com o objetivo de preencher vagas eventualmente não ocupadas.

Outras informações podem ser acessadas no site do MEC.

(Fonte: Agência Brasil)

Superintendência da Receita Federal, em Brasília.

A Receita Federal rebateu, na noite dessa quinta-feira (22), informações falsas que circulam nas redes sociais sobre uma suposta elevação da tributação sobre professores em razão do reajuste do piso salarial do magistério. Segundo o órgão, as alegações ignoram as regras legais de apuração do imposto e levam à conclusão equivocada de que os profissionais da educação passariam a pagar mais IR após o aumento salarial.

Em nota, o Fisco destaca que a reforma do Imposto de Renda faz com que mais contribuintes deixem de pagar IR e outros passem a pagar menos, tornando a tributação mais progressiva. Sancionada no fim do ano passado, a Lei 15.270/2025 ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês e reduziu o imposto devido sobre rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

"Não procede a afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente os professores a pagar mais Imposto de Renda. Os profissionais da educação são diretamente beneficiados pela redução prevista na Lei nº 15.270/2025", destacou a Receita no comunicado.

De acordo com a Receita, a categoria está entre as diretamente beneficiadas pelas novas regras.

Em 2025, com o piso salarial de R$ 4.867,77, um professor pagava cerca de R$ 283,14 por mês de Imposto de Renda retido na fonte, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, esse mesmo profissional passará a pagar aproximadamente R$ 46,78 mensais de IR.

Segundo o Fisco, o efeito combinado do reajuste salarial e da redução do imposto garante ganho real no salário líquido, ao mesmo tempo em que corrige distorções na tributação sobre a renda dos profissionais da educação.

(Fonte: Agência Brasil)

Do clássico disco "The Dark Side of the Moon", da banda inglesa Pink Floyd, aprendi a gostar muito das músicas mais "introspectivas", como "Us and Them", "Brain Damage" e a fantástica "The Great Gig in the Sky", que, como revela o título, é um "grande espetáculo no céu".

"The Great Gig in the Sky" traz a participação e praticamente uma cocomposição da Clare Torry, uma cantora britânica, à época com 21 anos, a quem os membros do grupo deram a missão de, por conta dela, improvisar um canto sem palavras, a partir da melodia que ela ouvia. A ideia central era "morte" – tanto que é sobre o fim da existência de um ser humano o de que tratam as palavras quase murmuradas no início da música, ditas por Gerry O'Driscoll, zelador do Abbey Road, o famoso estúdio londrino onde "The Dark Side of the Moon" foi gravado (1973).

Clare Torry então se soltou. E numa mesma tarde, em três participações, ela liberou voz, sentimentos e sensações – que alguns chegaram/chegam a associar a orgasmo (que, aliás, não deixa de ser uma pequena, doce, rápida e ressurrecta morte... – “la petite mort”, é como os franceses definem o orgasmo e sensações pós-orgásticas).

Após a edição da música, os lamentos, ganidos, gritos da competente Clare fizeram tanto sucesso que em 2004 – 45 anos depois da gravação – ela processou a gravadora EMI e o próprio conjunto Pink Floyd, que simplesmente não creditaram, não puseram o nome da moça entre os colaboradores na criação de "The Great Gig in the Sky". Resultado: Clare Torry ganhou a causa e a partir daquele ano (2004), todo e qualquer material que traga a faixa "The Great Gig in the Sky" deve ter o nome dela. É besta!...

Sem trocadilho, muitas das vezes é muito justo, é justíssimo, ganhar no grito...

Conheço várias interpretações de cantoras quando assumem o desafio de reproduzir vocalmente "The Great Gig in the Sky". Tem gente boa, mulheres, cantando essa música no mundo todo. Mas gostaria de destacar a competência de duas brasileiras, uma de São Paulo (SP) e, a outra, de Montes Claros (MG) – duas cidades onde já deixei minha "ecological footprint".

Deixo com os apreciadores do Pink Floyd três "links": um com a Clare Torry, na gravação original (último "link"); e os demais, com a interpretação da paulista LILIAN XIMENES (banda: Pink Floyd Cover) e da mineira VIVIANE DONNER (banda: Atom - Pink Floyd Tribute).

A qualidade vocal e de interpretação dessas brasileiras asseguram-nos que, sim, ainda há CANTORAS QUE (EN)CANTAM em nosso país. E como qualidade não é o forte do consumo musical, só os "iniciados" sabem desses talentos.

À maneira do provérbio castelhano, há os que não acreditam em qualidade, mas que ela existe, existe.

Boa audição.

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(*) Tradução/adaptação livre para o título da música "The Great Gig in the Sky".

*EDMILSON SANCHES

–

LILIAN XIMENES, paulista:

VIVIANE DONNER, mineira

CLARE TORRY, inglesa

Bragança (PA), 13/06/2025 – A professora Pamela Gonsalves atua com crianças da Vila dos Pescadores de Ajuruteua na Alfamangue, atividade de alfabetização baseada na temática do manguezal do Projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Começou, nesta quinta-feira (22), o prazo para as secretarias de Educação de todo o país inscritas na segunda edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização apresentarem o pedido de reconsideração sobre o resultado preliminar da avaliação.

A pontuação e classificação dos participantes foram divulgadas, nessa quarta-feira (21), pela Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) e estão disponíveis no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).

O pedido de reconsideração da pontuação poderá ser apresentado até esta sexta-feira (23), exclusivamente, pelos articuladores estaduais e municipais da Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa) do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. 

Os recursos devem obedecer aos critérios e procedimentos previstos no edital do MEC.

O ministério disponibilizou um tutorial para orientação do pedido de reconsideração. Após o fim do prazo, os pedidos serão analisados e o resultado final sairá no dia 4 de fevereiro.

Participação

De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Educação Básica, essa edição recebeu 4.872 inscrições das 5.595 secretarias que participam do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, alcançando um índice de participação de 87,1%.

O Selo Alfabetização é concedido às secretarias de Educação pela formulação e implementação de políticas, programas e estratégias que assegurem o direito à alfabetização das crianças. O reconhecimento é feito por meio de três categorias, conforme a pontuação alcançada pela secretaria de educação inscrita:

  • bronze - para pontuações entre 45 e 64 pontos;
  • prata - para pontuações entre 65 e 84 pontos;
  • ouro - para pontuações entre 85 e 100 pontos.

Colaboração

A iniciativa faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, uma política pública federal baseada na colaboração entre municípios, estados e Distrito Federal, com o objetivo de garantir o direito à alfabetização de 100% das crianças brasileiras até o final do 2º ano do ensino fundamental.

De acordo com o MEC, o compromisso não propõe uma solução centralizada para todo o país. Estados e Distrito Federal, em colaboração com municípios, elaboram a política e as iniciativas de alfabetização no território, conforme as especificidades de cada local.

(Fonte: Agência Brasil)

16/01/2026 - Cenas do filme O Agente Secreto de Kleber Mendonça com Wagner Moura. Foto: MK2Films/Divulgação

O Brasil entrou com força na disputa do Oscar 2026. O Agente Secreto foi indicado, simultaneamente, a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Direção de Elenco, enquanto Wagner Moura recebeu indicação a Melhor Ator por sua atuação no longa. Em outra frente, o país também aparece entre os destaques técnicos: Adolpho Veloso concorre a Melhor Fotografia por Sonhos de Trem.

A lista foi anunciada, nesta quinta-feira (22), pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, marcando o início da etapa decisiva da 98ª edição do prêmio e confirmando um momento histórico para o cinema brasileiro.

Melhor Ator

Wagner Moura disputa a estatueta ao lado de:

Timothée Chalamet (Marty Supreme)

Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra)

Michael B. Jordan (Pecadores)

Ethan Hawke (Sonhos de Trem)

A indicação vem após Moura ter vencido o Globo de Ouro de melhor ator em drama, consolidando a performance como uma das mais comentadas da temporada.

Melhor Fotografia

Com Adolpho Veloso, Sonhos de Trem enfrenta:

Uma Batalha Após a Outra

Pecadores

Frankenstein

Marty Supreme

Melhor Filme Internacional

Apontado como favorito, O Agente Secreto concorre com:

Valor Sentimental (Noruega)

Foi Apenas um Acidente (França)

Sirât (Espanha)

A Voz de Hind Rajab (Tunísia)

Além da categoria internacional, o longa brasileiro também figura entre os indicados a Melhor Filme, a principal disputa da noite — votação aberta a todos os integrantes da Academia.

A primeira fase de votação foi encerrada na última sexta-feira (16). Mais de 10 mil profissionais da indústria cinematográfica — entre atores, diretores, roteiristas e técnicos — participaram do processo, votando majoritariamente dentro de suas áreas, com exceção de Melhor Filme, que reúne o voto de todo o colégio eleitoral.

A cerimônia do Oscar 2026 ocorre em 15 de março, e o anúncio desta quinta-feira já provoca clima de celebração no setor audiovisual brasileiro.

(Fonte: Agência Brasil)

Alunos que pretendem trabalhar na Copa 2014 fazem curso  extracurricular de inglês

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (21), a Medida Provisória (MP) que atualiza o cálculo do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. 

Para este ano, o valor será reajustado em 5,4%, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válido para a rede pública de todo o país, com jornada de 40 horas semanais. 

O percentual representa um ganho real de 1,5% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, que foi de 3,9%.

O piso salarial é o valor mínimo que professores devem ganhar no Brasil. A legislação determina a recomposição anual do valor. A norma define que o piso será atualizado a partir da soma do INPC do ano anterior e de 50% da média da variação percentual da receita real, com base no INPC, relativa à contribuição de estados, Distrito Federal e municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), realizada nos cinco anos anteriores ao ano da atualização. 

A lei também determina que o percentual estabelecido nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior, medida pelo INPC. No ano passado, seguindo a mesma regra, o reajuste foi de 6,27%. 

As remunerações dos profissionais da educação básica são pagas por prefeituras e estados a partir de recursos do Fundeb, bem como de complementações da União. Por ser uma MP, a medida tem validade imediata, mas precisará ser confirmada pelo Congresso Nacional.

(Fonte: Agência Brasil)

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O governo federal devolveu, integralmente, as verbas que haviam sido cortadas do orçamento das instituições federais de ensino para este ano. Em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) dessa terça-feira (20), o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) autoriza a recomposição integral do orçamento, no valor de R$ 977 milhões, para o Ministério da Educação.

A portaria também incluiu a suplementação orçamentária no valor de R$ 186,37 milhões para unidades de pesquisa e projetos tecnológicos vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O dinheiro devolvido havia sido reduzido durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) no Congresso Nacional no ano passado.

O crédito suplementar para o Ministério da Educação é destinado ao custeio, bolsas de pesquisa e financiamento de obras em universidades e institutos federais. 

Os recursos serão divididos da seguinte forma:

  • R$ 332 milhões: para as universidades federais (para o custeio, como o pagamento de contas como luz, água, segurança, etc.);
  • R$ 156 milhões: para os institutos federais (ensino técnico e profissional);
  • R$ 230 milhões: para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), destinados especificamente a bolsas de apoio às pesquisas na graduação e na pós-graduação.

Pelas redes sociais, o ministro da Educação, Camilo Santana, ressaltou que o governo federal tem feito um esforço anual de repor possíveis cortes no orçamento das instituições federais de ensino. 

“Quero mostrar o compromisso deste governo com as nossas instituições [federais], com as universidades e os institutos federais, e todas as ações de quem tem feito uma construção de diálogo e parceria com as nossas Universidade do Instituto”, escreveu.

Repercussão

A dirigente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Elaine Cassiano, disse  que o momento de recomposição orçamentária das instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica foi adequado após os cortes realizados durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) no Congresso Nacional. 

“O momento é adequado porque é no início do ano e para que a gente consiga executar todo esse orçamento. A recomposição é muito importante”, afirmou.

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), José Geraldo Ticianeli, comemorou a medida. “Essa recomposição orçamentária no valor integral é muito importante para a manutenção das nossas universidades e mostra um gesto muito importante desse governo que é o investimento na educação pública”, disse.

(Fonte: Agência Brasil)

Médicos estrangeiros e brasileiros que se graduaram em outro país, fazem a segunda etapa da edição 2017 do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida).

As inscrições para o concurso da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para a área médica estão abertas até 30 de janeiro. O certame selecionará profissionais para os hospitais universitários federais administrados pela estatal. São 152 vagas para 96 cargos e/ou especialidades.

Este é o primeiro concurso da Ebserh que terá vagas para o Hospital Universitário dos Servidores do Estado da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (HUSE-Unirio).

Em dezembro de 2025, a unidade, que era do Ministério da Saúde e foi cedida para a Unirio, passou a fazer parte da Rede Ebserh por meio da fusão com o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG-Unirio), já administrado pela estatal.

Os demais hospitais universitários federais geridos pela Ebserh também terão vagas no concurso.

Os salários vão de R$ 11.464,35 para uma jornada de 24 horas semanais até R$ 19.107,31 para jornada de 40 horas semanais.  

O edital pode ser acessado nos sites da Ebserh (Edital nº 02 - Ebserh/Nacional - Área Médica — Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca organizadora.

Entre as especialidades com vagas imediatas estão cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, pediatria, anestesiologia, cardiologia e oncologia.

O concurso prevê reserva de vagas para pessoas pretas e pardas (25%), pessoas com deficiência (10%), indígenas (3%) e quilombolas (2%). Em relação ao último concurso, há um aumento de 5% na cota para pessoas pretas e pardas. A nova ordem de convocação priorizará as pessoas com deficiência.

Segundo a diretora de Gestão de Pessoas da Ebserh, Luciana de Gouvêa Viana, o novo concurso é essencial para que a estatal alcance seu propósito de promover saúde, ensino, pesquisa e inovação a serviço da vida e do Sistema Único de Saúde (SUS).

"Nosso esforço é pela contratação tempestiva de profissionais aprovados nos concursos, sempre que houver demanda pela expansão ou pela reposição da força de trabalho nos hospitais que integram a Rede Ebserh e na administração central da estatal, em Brasília”, disse, em nota, Luciana.

Sobre a Ebserh

Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas pois atendem pacientes SUS ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

(Fonte: Agência Brasil)