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MANOEL DE PÁSCOA MENDES TEIXEIRA, O PROFESSOR PASSINHO (13/4/1952 – 19/6/2017)

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O professor Manoel de Páscoa Mendes Teixeira, o Passinho (foto), faleceu em Caxias (MA), há quase nove anos, em 19 de junho de 2017. É o presidente de honra da Academia Sertaneja de Letras, Educação e Artes do Maranhão, a ASLEAMA, que ele fundou em 19 de março de 2011, em Caxias. Formado em Filosofia e Teologia, foi professor de gerações. Em 1992, foi candidato a vice-prefeito do município, na chapa de Getúlio Silva, ex-deputado estadual maranhense.

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As coisas estão perdendo sua essência. Seria possível que nós, as pessoas, também a estejamos perdendo?

Vejam só: já existe cerveja sem álcool, manteiga sem gordura.

Já existe cigarro sem nicotina, coca sem cocaína e até café sem cafeína.

Poderia existir o humano sem humanidade? Seria possível? Afinal, ser humano é a única razão – humana – de ser.

Será que aquilo que a Ciência e a Tecnologia extraem, extirpam, anulam na estrutura das coisas a Vida e seu Cotidiano poderiam eliminar, destruir, extinguir na alma das gentes?

Os registros das guerras, as barbaridades dos crimes, os atos de terrorismo, as “limpezas” étnicas, o desrespeito de crianças e adolescentes a pais e professores, a agressão e a fúria assassina contra mulheres, entre outros registros e formas de violência, nos induzem a acreditar que, sim e lamentavelmente, a Humanidade parece estar cada dia menos humana.

A troco de quê estamos nos tornando desumanos, ou não humanos? Qual o mérito disso? Que vantagem levamos nisso?

Somos criaturas frágeis. Vivemos pouco – no Brasil, em média 76,6 anos (em 2024), pelas acreditadas estatísticas oficiais. Portanto, daí pra diante... é saldo. Enquanto isso, uma tartaruga chega fácil aos mais de 200 anos, uma sequoia, um baobá, um jequitibá transbordam, transpõem, transpassam a casa do milênio...

Deste modo, têm razão o escritor e ex-primeiro ministro britânico do século 19 Benjamin Disraeli quando observa: “Life is too short to be little” – “A vida é curta demais para ser miúda”.

Portanto, e mais uma vez: somos frágeis na Vida, somos poucos no Tempo. E por que a única criatura feita à imagem e semelhança do Criador é tão balda, tão rala, tão falta, tão rareada de vida? Quem sabe seja porque, onde nos é escasso em quantidade de vida, podemos acrescentar em intensidade no viver.

Intensidade, Senhoras e Senhores, intensidade... Há a intensidade que é brilho, própria da iluminação. E há a intensidade que é entrega, própria da dedicação.

Intensidade... Dedicação... Solidariedade... Estas são, portanto, as palavras com que, neste momento, qualifico o grande caxiense que Caxias perdeu em 19 de junho de 2017 para os Céus: Manoel de Páscoa Medeiros Teixeira, o Professor Passinho, que lutava contra a leucemia há 20 anos.

A dedicação de Passinho é um tanto amor e outro tanto trabalho. Dedicação e disposição para fazer Caxias crescer naquilo que ela tem de mais representativo: sua Cultura, sua História, sua Espiritualidade.

Dizem que o menor frasco contém o melhor perfume. Esse provérbio, de tanto que se tornou comum, parece já ser gasto. Sim, até pode ser gasto... mas nunca perdeu o cheiro.

Manoel de Páscoa Medeiros Teixeira era, à primeira vista, um pequeno frasco. Nem parecia ser o gigante que era, gigante em talento, em entrega, devotamento, caridade, e uma enorme força interior. Seu corpo franzino não traduzia ou revelava a enorme quantidade de energia realizadora que ele, verdadeira turbina humana, tinha e mantinha dentro de si.

Manoel de Páscoa, ser de espiritualidade e oração, humanidade e coração, há muito sabia que ele era portador de todos os motivos para não fazer o que ele há anos senão décadas vinha fazendo em e por nossa cidade. Muitos, com muito menos daquilo que o acomete, já teriam desistido ou sequer iniciado e nisso se desculpariam e se prostrariam pelos cantos, em um processo de autovitimização que Manoel de Páscoa dele sequer tomou conhecimento.

O barro edênico e o hálito divino com que Manoel de Páscoa foi amalgamado permitiram a ele certos aparentes excessos. Manoel de Páscoa não foi buscar questionamentos – ele trouxe respostas. Não foi apontar culpados – ele assumiu seu próprio dever, ou o que ele cria ser de sua obrigação.

Homem versado em Filosofia e Teologia, professor de gerações, ele sabia que não fazer também é gostoso, é gostoso ser preguiçoso. Falam até em ócio com dignidade. Mas não se entregou a isso, não se impregnou com nada disso.

Manoel de Páscoa sabia que culpar é cômodo – desde os bíblicos tempos, no Gênesis. Sim: estava ali Adão e Eva, no jardim do Éden, perturbados pela desobediência que tinham acabado de cometer, pela desordem que haviam acabado de iniciar. Aí Deus, prévia, presente e postumamente sabedor de todas as coisas, questionou Adão: “O que fizeste?” Adão culpa Eva. O Todo-Poderoso pergunta: “E aí, Eva?” A mulher responde: “A culpa é da cobra”.

É fácil transferir culpas. É conveniente apontar falhas. O incomum é assumir responsabilidades. Com prejuízo de seu tempo e recursos e, sobretudo, de sua saúde, Manoel de Páscoa, que foi meu Confrade no Instituto Histórico e Geográfico de Caxias, doou-se em pensar, formatar, estruturar, convencer e convidar, até enfim materializar, em 19 de março de 2011, o sonho da Academia Sertaneja de Letras, Educação e Artes do Maranhão – a Asleama, seu sonho com forma e conteúdo. Para os padrões de entidades do gênero, é pouco tempo para o muito de coisa que na Asleama já foi feito. E, apesar da ausência física de Manoel de Páscoa, mas sob a inspiração de seu exemplo, mais feitos hão de vir nos dias que virão.

Quinze anos atrás, em 19 de março de 2011, Manoel de Páscoa poderia ter ficado deitado em berço esplêndido, curtindo o fato de que, entre seus familiares, já houve aqueles que se dedicaram o suficiente para os outros, para o país, para sua cidade. Gente que enfrentou a incompreensão, a ameaça, a repressão. Raimundo Teixeira Mendes, por exemplo, de quem Manoel de Páscoa Medeiros Teixeira é parente e por quem Manoel de Páscoa cultiva real admiração, pois Teixeira Mendes não é e nunca foi apenas o citado autor da Bandeira Brasileira, mas, muito mais, o talentoso e enérgico defensor de tantas causas sociais que beneficiaram e beneficiam tantos e todos os brasileiros até hoje, embora sem o justo crédito ou conhecimento, inclusive na terra dele e minha, que é a nossa terra – Caxias e o Maranhão.

Manoel de Páscoa foi esse Davi na coragem de lutar e vencer e foi esse Golias no tamanho de suas vitórias.

Manoel de Páscoa foi esse perfume pequeno no frasco mas enorme no valor.

Manoel de Páscoa foi esse aço na têmpera e foi essa lágrima na emoção.

Manoel de Páscoa foi o humilde em oração, quando falava com Deus. E era esse humano em coração, quando conversava com a gente.

Se toda grande caminhada começou com um passo, uma grande realização – a Asleama – se iniciou com um Passinho.

Em maio de 2017 o incansável Manoel de Páscoa assumiu mais uma vez a presidência da Asleama, entidade que ele fundou, presidiu, organizou, deu-lhe estatura e da qual, com sua morte, tornou-se exemplo e inspiração permanentes. Na festa dos cinco anos da Asleama, em 2016, pude presenciar o sadio orgulho de Manoel de Páscoa como o acadêmico que se sentia feliz ante a Academia que fez...

... Assim como Deus, o Criador, se orgulha de Manoel de Páscoa, sua criatura.

Parabéns pelo trabalho, Manoel de Páscoa! Parabéns pela grande vida que viveu, dedicando-a mais em função do outro do que de si.

Manoel de Páscoa: Você trabalhou com e para as Letras, a Educação, as Artes, a Cultura, a Fé. E elas são a essência que nós humanos deveríamos ter e manter, o humanismo que a Humanidade não pode perder.

Se quisermos honrar a memória de Manoel de Páscoa, sejamos fraternos, solidários.

Sejamos trabalhadores, operários.

Sejamos fortes.

Sobretudo, sejamos felizes.

Pois isso é o que Manoel de Páscoa, do Alto, roga por nós, em oração.

E por mais esse gesto de amor e desprendimento de Passinho, as palmas são para ele.

E com elas, o compromisso de nós todos de não nos esquecermos desse Confrade, Conterrâneo e Amigo.

O compromisso de nós todos de não esquecermos – e, quando possível, seguirmos – o seu exemplo.

Descanse em paz, Passinho, aí no Céu.

Pois, aqui na terra, todas as tuas dores, todas as tuas canseiras, todos os teus sonhos... tudo isso agora é tarefa nossa.

* EDMILSON SANCHES

Rio de Janeiro (RJ), 16/03/2026 – Livro investiga escravidão infantil no século 19.
Foto: Instituto Moreira Sales

Na segunda metade do século XIX, no Espírito Santo, duas meninas escravizadas, com idades de 12 e 14 anos, decidem recorrer à Justiça para denunciar os donos por abuso e violência. Nenhuma delas teve êxito, mas o caso chamou a atenção pela ousadia e pelas possibilidades de resistência em um contexto de exploração extrema.

O cotidiano e as lutas de crianças negras no período escravista são o tema principal do livro Sobre a vida delas, que será lançado, nesta quinta-feira (19), pela historiadora Silvana Santus, no Museu Capixaba do Negro (Mucane), em Vitória.

Rio de Janeiro (RJ), 16/03/2026 – Livro investiga escravidão infantil no século 19 - Historiadora Silvana Santus lança livrosobre escravidão infantil no Brasil.
Foto: Maria Panzeri/Divulgação

O evento também terá a exposição de 14 fotos e gravuras do período, que retratam o uso da mão de obra infantil escravizada entre 1870 e 1888. As imagens são de domínio público, parte delas pertencentes ao acervo do Instituto Moreira Sales (IMS).

“As crianças eram comercializadas, vendidas, trocadas ou alugadas. O valor, na maioria das vezes, era menor do que o pago pelo escravizado adulto. Elas trabalhavam nas propriedades, no campo ou dentro das casas, desempenhando as mesmas tarefas que um adulto”, diz Silvana.

“Estavam dentro desse contexto de escravidão, vivendo uma não infância e um processo de invisibilidade, exploração e apagamento”, complementa.

Na obra, a autora procura debater como as crianças eram vistas pela sociedade e como eram tratadas politicamente, a partir de um recorte temporal (entre 1869 e os anos posteriores à abolição da escravidão, em 1888) e regional (Espírito Santo).

Um dos exemplos é a Lei Provincial nº 25, de 1869, que destinava um valor para libertar meninas de 5 a 10 anos de idade, desde que fossem educadas para causar menos problemas para a sociedade. O texto foi aprovado, mas, segundo a historiadora, teve alcance muito limitado: apenas 50 meninas foram beneficiadas.

Diálogo com o presente

A historiadora explica que um dos objetivos da pesquisa é contribuir para um debate mais amplo sobre os desafios das crianças negras no passado e no presente.

Ela lembra o caso do menino negro Miguel Santana da Silva, de apenas 5 anos, que aconteceu em 2020. Ele caiu do 9º andar de um edifício de luxo, no Recife, depois de ser deixado pela patroa de sua mãe dentro de um elevador.

“Quando uma mulher branca coloca uma criança negra dentro de um elevador, sozinha, abandonada à própria sorte, revela uma atitude desumana e que essa criança negra não tem importância ou tem menos valor, algo herdado desse passado escravista”, reflete Silvana.

A autora defende uma atuação mais eficiente do Poder Público em relação às crianças negras, especialmente nos problemas enfrentados no ambiente escolar.

“Minha proposta é voltarmos nosso olhar para o lugar que a criança preta vem ocupando na sociedade, a partir de reflexões que passam por proposições de políticas públicas mais justas e inclusivas”, diz Silvana.

“Também é preciso reformular os currículos escolares, para que estes ajudem a transformar as estatísticas que colocam a criança negra em um lugar de invisibilidade e a tornam sujeita a violências já na primeira infância, na educação infantil, quando adentram o espaço escolar e são vitimadas pela violência do racismo”.

Serviço

Lançamento do livro: Sobre a vida delas

  • Autora: Silvana Santus, historiadora
  • Local: Museu Capixaba do Negro (Mucane) – Avenida República, 121, Centro, Vitória/ES
  • Data: 19 de março, 18h

(Fonte: Agência Brasil)

Equipe mais vitoriosa do futsal do Maranhão e um dos principais representantes do Estado no cenário nacional do esporte, o Balsas Futsal está pronto para o primeiro grande desafio da temporada de 2026, que promete ser a mais importante da história do clube. Contando com o apoio de seu torcedor, o Balsas enfrenta o Atlético Piauiense na noite desta sexta-feira (20), às 20h, no Ginásio do Complexo Esportivo Educar, no jogo de ida da primeira fase da Copa do Brasil de Futsal Adulto Masculino 2026, um dos torneios de maior prestígio da modalidade no país. Ingressos para a partida já estão disponíveis pelo WhatsApp (99) 99178-5725. 

Em sua estreia na Copa do Brasil de Futsal, competição que disputará pela 10ª vez em 2026, o Balsas Futsal quer aproveitar o fator casa para conquistar um bom resultado diante do Atlético Piauiense, atual campeão do Brasileiro de Futsal, e levar vantagem para a partida de volta da primeira fase. O segundo jogo mata-mata será no dia 29 de março, a partir das 11h, no Ginásio Verdão, em Teresina, de acordo com a tabela divulgada pela Confederação Brasileira de Futsal (CBFS).

Determinado a fazer uma temporada histórica e vitoriosa em 2026, o Balsas Futsal trabalhou na montagem de um elenco qualificado para representar bem o Maranhão no cenário nacional da modalidade. Além de renovar com destaques já conhecidos da torcida, como Danilo, Rodriguinho, Leandrinho, Seba e Elvis, o Balsas fechou as contratações de Renan Piauí, Batatinha, Domar, Carlos Recife e Esquerda.

"A preparação do Balsas Futsal para a primeira fase da Copa do Brasil foi muito boa, com uma dedicação incrível dos nossos atletas, que estão focados em conquistar grandes resultados durante toda a temporada de 2026. A expectativa é muito boa, estamos confiantes de que vamos fazer um grande jogo em casa e deixar tudo em aberto para a decisão em Teresina. A gente conta muito com o apoio do nosso torcedor nesse confronto tão importante, onde podemos dar um grande passo rumo à classificação", destaca Hallysson Dias, presidente e técnico do Balsas Futsal.

A Copa do Brasil de Futsal será disputada em formato de mata-mata, com confrontos de ida e volta, onde o gol fora de casa não é critério de desempate. Em caso de uma vitória para cada lado ou dois empates, a partida vai para prorrogação e, persistindo o empate no tempo extra, o classificado será definido nos pênaltis.

Balsas Futsal na LNF Silver

Em meio aos preparativos para a Copa do Brasil de Futsal, o Balsas Futsal vive a expectativa pela sua histórica participação na LNF Silver, nova competição promovida pela Liga Nacional de Futsal (LNF), que contará com a participação de 16 times na temporada de 2026 e servirá de acesso para a divisão principal da LNF, uma das maiores ligas de futsal do mundo e principal torneio da modalidade no Brasil. Única equipe do Maranhão na LNF Silver, o Balsas vai disputar as 15 partidas da fase classificatória da competição nacional entre abril e julho, de acordo com a tabela divulgada pela Liga Nacional de Futsal.

Maior campeão maranhense de futsal na categoria Adulto Masculino, com 10 títulos, o Balsas Futsal recebeu o convite da Liga Nacional de Futsal para a primeira edição da LNF Silver por causa de sua enorme tradição no cenário estadual, regional e nacional da modalidade. Além dos títulos estaduais, o Balsas tem um trabalho sólido nas categorias de base e participações de destaque em torneios por todo o Brasil.

O Balsas Futsal inicia a sua caminhada na LNF Silver 2026 com duas partidas consecutivas como visitante. A equipe maranhense estreia no dia 5 de abril, às 18h, em duelo diante do Joaçaba, no Ginásio Unoesc, e depois encara o Blumenau no dia 16 de abril, a partir das 19h, no Ginásio do SESI Blumenau. Já no dia 23 de abril, o Balsas terá o seu primeiro desafio em casa contra o Juventude AG, de Mato Grosso do Sul, em duelo marcado para o Ginásio Castelinho, em São Luís, que será a casa da equipe balsense na competição nacional.

A LNF Silver 2026 terá uma fase classificatória com todas as equipes se enfrentando em turno único, totalizando 15 rodadas: o Balsas vai jogar sete partidas como mandante no Ginásio Castelinho, em São Luís, e terá oito compromissos longe de seus domínios. Os quatro times de melhor campanha na fase classificatória garantem vaga direta nas quartas de final, enquanto as equipes que ficarem entre a 5ª e a 12ª posição vão disputar os playoffs, valendo as últimas vagas nas quartas. Os dois finalistas da LNF Silver garantem o acesso para a LNF Gold na temporada de 2027, enquanto o terceiro colocado vai encarar o playoff de acesso/descenso contra o 14º colocado da LNF Gold 2026.

Balsas Futsal na Copa LNF

Além de jogar a Copa do Brasil de Futsal e a LNF Silver, o Balsas Futsal está confirmado na Copa LNF 2026, competição que será realizada pela primeira vez nesta temporada e reunirá os 32 clubes franqueados da entidade, sendo 16 da primeira divisão da LNF e outros 16 da LNF Silver, divisão de acesso que terá sua edição inaugural em 2026. O Balsas Futsal terá um confronto histórico na primeira fase da Copa LNF 2026, recebendo o atual bicampeão nacional Jaraguá, de Santa Catarina, em jogo único no Ginásio Castelinho, em São Luís.

Adversário do Balsas Futsal em sua primeira participação na Copa LNF, o Jaraguá é uma das equipes mais tradicionais e vitoriosas da história do futsal. O clube catarinense é o atual bicampeão da Liga Nacional, faturou a Supercopa do Brasil de Futsal no início da temporada de 2026 e também foi eleito o melhor time de futsal do mundo pela Futsal Planet em 2025. Além disso, o Jaraguá é hexacampeão da LNF e da Copa Libertadores de Futsal, conquistas que reforçam a tradição do rival do time maranhense na primeira fase da competição nacional.

O Balsas Futsal será o mandante da partida contra o Jaraguá pela primeira fase da Copa LNF por força de regulamento: de acordo com a Liga Nacional de Futsal, as equipes participantes da LNF Silver terão o mando de quadra nos jogos únicos contra os clubes da primeira divisão da Liga Nacional nesta etapa da competição nacional. A entidade divulgará, nos próximos dias, a data e o horário do confronto entre Balsas e Jaraguá no Ginásio Castelinho.

Copa do Brasil de Futsal 2026 (1ª fase)

20/3 (Jogo de Ida) // Ginásio do Complexo Educar (Balsas)

20h -  Balsas Futsal x Atlético Piauiense (PI) 

29/3 (Jogo de Volta) // Ginásio Verdão (Teresina)

11h - Atlético Piauiense (PI) x Balsas Futsal

(Fonte: Assessoria de imprensa)

(Introdução ao livro de mesmo título, dos escritores caxienses Maria José Vilanova Assunção e Edmilson Sanches, lançado em 17 de março de 2021, na Academia Caxiense de Letras)

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Caxias é terra de grandes nomes das Letras em todo o país. Sem o talento de filhos caxienses, a Literatura Brasileira se teria privado de grandes obras e grandes referências literárias. Pois, mais que serem escritores de livros, houve conterrâneos nossos que se tornaram criadores, cofundadores, iniciadores, pioneiros de Escolas literárias – como o Indianismo (com Gonçalves Dias), o Parnasianismo (Teófilo Dias) e o Modernismo nas Artes Plásticas (com o escultor e escritor Celso de Menezes).

Mas, na órbita da galáxia Caxias, além dos grandes sóis, também circundam estrelas de variados tamanhos, mas também irradiadoras de luz e calor e que gravitam em trajetória própria pelo universo das Letras, da Arte, da Cultura.

Muitas dessas estrelas, por motivações várias, estão ou preferem estar, manter-se, em uma zona acinzentada, infensas ou pouco afeitas a outras luzes e calores e brilhos.

A professora Maria José Vilanova Assunção é um desses corpos (e mentes) celestes de Caxias meio que arredios aos holofotes, à demorada exposição. Preferem a calmaria e suas bonanças. E, nessa meteorologia pessoal, vão navegando plácida e agradavelmente por seus próprios mares literários e culturais em geral.

No sem-fim do Cosmos das Letras, Maria José Vilanova Assunção, a professora Zequinha Assunção, escolheu o difícil – mas, ao final, prazeroso – orbe dos estudos genealógicos. Foi assim e com sua serenidade que, em 2017, Zequinha Assunção presenteou a História e a Cultura caxienses com um detalhado livro acerca das origens (estendidas até os dias atuais) de sua Família. As duzentas páginas de “As Raízes & Os Ramos – Uma Memória de Família” são um verdadeiro legado historiográfico local, regional e mais que tal, pelas conexões, interações, inter-relações que, ao longo dos tempos, membros da Família vão desenvolvendo com membros de outras famílias, inclusive fora do Brasil. Não há como negar: a história de uma família, que se inicia com duas, é o começo da história de muitas famílias...

O trabalho ingente que é a pesquisa genealógica, convertido em livro, colocou Zequinha Assunção no seleto grupo de autores publicados, com livros lançados.

O jeito discreto, “low profile”, não deixa entrever a autora de outras obras, inéditas, guardadas nos grandes barris mentais de maturar textos. Uma segunda edição – revista e possivelmente ampliada” – de “As Raízes & Os Ramos”, um livro de viagens, quem sabe um outro, sobre sua rica e, às vezes, penosa lide como professora de distantes e quase inacessíveis rincões em diversos municípios... e este despretensioso livro de registro dos discursos na sua posse na Cadeira nº 1 da Academia Sertaneja de Letras, Educação e Artes do Maranhão (Asleama), vaga com o falecimento do acadêmico fundador e amigo comum Manoel de Páscoa Medeiros Teixeira, criador da Entidade.

Isenta de preferências, a Cadeira nº 1, que antes recebera o arrojo, a multifuncionalidade e a liderança de Manoel de Páscoa, recebeu, em contrabalanço, a discrição, a contenção e o involuntário jeito “lady” de ser de Maria José Vilanova Assunção. Sua eleição, pela unanimidade dos votos, agradou aos que fazem a Academia e a um ror de ex-alunos, que ao longo de anos e anos “enfrentaram” a docessevera professora de Matemática e que se debulharam em cumprimentos e elogios pela chegada da grande Mestra ao formal mundo acadêmico.

Convidado por ela, tive a multíplice satisfação e honra de ser seu incentivador, aconselhador, acadêmico recebedor e, agora, editor desta nova obra de Zequinha Assunção.

Que os Céus mantenham a saúde espiritual e física e a disposição mental para que Maria José Vilanova Assunção, que tanto se afadigou no universo dos algarismos e números, fórmulas e equações, possa transpor para o papel a muita tinta necessária para dar visibilidade às letras e palavras, aos períodos e parágrafos dos capítulos de sua vida, do que nela fez e o que nela viu e sentiu.

Se este livro ou algo nele tem ou terá alguma utilidade? Quem sabe... Ouçamos o escritor e dramaturgo britânico (nascido em Paris) William Somerset Maugham (1874-1965), autor de perto de 80 obras, que, impossibilitado de participar da 1ª Guerra Mundial nas fileiras do Exército britânico, foi prestar serviços na Cruz Vermelha Internacional, ao lado, entre outros, de escritores do quilate de Ernest Hemingway, John dos Passos e E. E. Cummings. Em 1915, Maugham tirou um tempinho da guerra (para onde depois voltou) e foi promover sua grande obra, “Servidão Humana”, considerado um dos principais romances do século 20. É nesta obra clássica que o autor britânico diz:

“Quando leio um livro tenho a impressão de lê-lo somente com os olhos, mas de vez em quando eu tipo com um trecho, talvez apenas uma frase, que tem uma significação para mim, e ele se torna parte de mim [...]. Veja, parece-me que cada um de nós se assemelha a um botão fechado, e a maior parte do que lê e faz não faz efeito nenhum; mas há certas coisas que têm uma significação particular para a gente, e elas abrem uma pétala; e as pétalas abrem uma por uma, e no fim a flor está aí”.

Ou, na reescrita das suplicantes – e confiantes – palavras de um oficial do exército romano para Jesus Cristo, quando o Salvador entrou em Cafarnaum: “Senhor, dizei uma só palavra e serei salvo”.

Uma só palavra, ou um grupo delas, toca alguém e o leva a tocar a vida adiante... Em um livro, até a muda palavra... muda.

Parabéns, professora e acadêmica Maria José Vilanova Assunção! O livro, sobretudo o livro impresso, é um dos mais simbólicos e charmosos, ricos e permanentes, silenciosos e tocantes legados que as sadiamente inquietas almas como a nossa podem deixar no agora da Vida e para o doravante dos Tempos.

* EDMILSON SANCHES

Fotos:

O livro "Na Academia" e seus autores, Maria José Vilanova Assunção (discursando na Academia) e Edmilson Sanches.

– No Cine Rex, ele foi um grande personagem...

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Saúde.

Cinco letras, uma palavra. Único desejo.

Neste 17 de março de 2026, Francisco das Chagas Pinto Costa (ou, no popular, Chico do Cinema) completa 82 anos de vida. E, nesta data, ele não se lembra de Deus para pedir que se cumpram os direitos que a Justiça já lhe assegurou e que lhe poderiam, a essa altura do campeonato da existência, lhe propiciar dias futuros menos difíceis. Não. A Deus, Chico só pede saúde. É a tal história: saúde é bom demais, o resto corre-se atrás.

O menino Francisco nasceu em Caxias, no Povoado Barra do Brejo, em 17 de março de 1944. Era filho do Seu Aldezi Ferreira Costa, motorista de caminhão, e de Dona Maria de Jesus Pinto Costa, professora. Era o primogênito, o mais velho dos filhos; teve dois irmãos: Maria Concebida Pinto Costa, assistente social do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS), do governo federal, vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, residente em Teresina (PI), e José de Ribamar Pinto Costa, funcionário aposentado da Caixa Econômica Federal (CEF). Residente em Caxias.

O pai, Aldezi, cuidou de mandar a família do povoado para a cidade. Motorista de um caminhão Dodge de propriedade do seu patrão, Alderico de Novais Machado, de quem era trabalhador de confiança. Alderico Machado, que chegou a ser deputado e governador interino do Maranhão, foi um grande empreendedor do leste maranhense; as terras férteis de sua Fazenda São João levaram aos negócios agropecuários e industriais, que levaram à abertura de estradas pelo próprio Alderico... e tudo isso e muito mais terminou conduzindo à constituição do município de Aldeias Altas, que ficou com o antigo nome de Caxias, de cujo território, com o desmembramento legal de 26/12/1961, Aldeias Altas levou 1.942km2 e alguns metros, onde hoje moram cerca de 24 mil habitantes – lembrando que a primeira casa do lugar foi a de Alderico Machado, que a construiu em 1918, após ele decidir pela exploração econômica das potencialidades de sua propriedade.

Na residência da família do Seu Alderico em Caxias, a família Machado recebeu bem e deu apoio a Dona Maria de Jesus e filhos. Francisco é, até hoje, agradecido e diz ter boas relações de amizade com os descendentes de Alderico Machado, de João Machado..., dos quais tem lembranças boas de acontecências e características, coisas de outrora que mantém até agora.

Distintamente dos irmãos, Francisco não quis prosseguir nos estudos. “Eu era rudo”, conta Francisco, usando a palavra com que, geralmente no interior, se diz do menino ou de qualquer pessoa pouco afeita a estudos, à instrução escolar. Fez até o 3º ano do primário (hoje 3º ano dos nove do ensino fundamental), na Escola (hoje Centro de Ensino) Eugênio Barros, dirigido pela professora Jacira Vilanova, ali na Rua do Pau d’Água (hoje Rua Manoel Gonçalves). A mãe, professora mas sobretudo mãe, não o forçou: sabia, como mãe e professora, “ler” o filho, que era um livro aberto para ela.

Se não ia estudar, podia trabalhar... E foi ao trabalho, muitos e variados, que o rapazote Francisco se dedicou. Foi catador de lenha e de pequi na chapada. Ele e um primo, o Zé Pindoba (José Ribamar Sousa Pinto), todo santo dia, de segunda-feira a sábado, das 7h da manhã às 18h, muniam-se de uma cabaça de água, o “almoço” (duas rapaduras e dois sacos com uns dois quilos de farinha) e uma récua com oito jumentos de carga, cada um, ao fim do dia, trazendo dois jacás nos lados e mais um cofo no alto da cangalha, cheios da drupa (o fruto) do pequi, pelo menos 15 mil deles, para serem levados pelo trem que parava na estação “Iacina”, na zona rural de Caxias.

Serviço não faltava para Francisco – e, se faltasse, ele ia procurar... Plantava roça em vazante, que era a época de estiagem, quando sumiam as enchentes e surgiam as margens e leitos férteis de rios onde se podia plantar. Do brocar ao colher, Francisco fazia. Se no “mato” não estava bom para plantação e coleta, na cidade Francisco aprendeu a ser sapateiro, especificamente, cortador. Aprendeu o ofício e trabalhou com grandes sapateiros de antanho: Arias “Catita” (no Centro de Caxias), Cornélio (no Bairro Cangalheiro), Antônio Palhano (próximo ao Largo de São Sebastião, no Centro). Fazia serviços gerais em escola, no Ginásio Duque de Caxias (do Projeto Bandeirantes), de onde retém a lembrança da diretora Labibe Gedeon Simão se juntando aos auxiliares na lavação e limpeza geral periódica da escola. (Estudei no Duque de Caxias todo o ginásio – hoje 5º ao 8º anos do ensino fundamental. Fui vizinho da professora Dona Labibe, na Rua do Cisco / Benedito Leite / Fauze Simão; ela, dedicada, foi secretária municipal de Educação, na administração do prefeito José Ferreira de Castro).

Francisco foi garçom por um ano, em pequeno mas movimentado estabelecimento no Largo de São Sebastião. Foi fotógrafo. Foi vigilante “fichado” em grandes empresas do ramo, tendo prestado esse serviço em grandes instituições financeiras. E, aos 82 anos, Francisco ainda trabalha, e muito: é vigia em um antigo e vazio prédio no Centro de Caxias e, pra variar, é mototaxista nas horas de folga...

Francisco fez filhos, com Dona Maria das Graças Pinho Costa (“in memoriam”), servidora pública estadual e, segundo ele, “a mais bela entre quatro irmãs” (e também irmã do contabilista Chagas Pinho, que, junto comigo, na adolescência, trabalhamos na antiga Refinaria, a indústria de óleos vegetais A Silva – o Pinho, na Contabilidade; eu, responsável pelo Crédito e Cadastro; o Dílson, pela Cobrança, e Dona Francisca Torres Pacheco, a tesoureira, mandando em todo mundo...).

São três filhos de Francisco: Richard, técnico agrícola; Aldezi Neto e Francisco das Chagas Filho, servidores públicos municipais. Os filhos ampliaram a descendência e genética de Francisco: são nada menos que quinze netos e três bisnetos.

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A “HORA DOS MISERÁVEIS”

Entre todas as atividades, todos os trabalhos com que Francisco se houve para ir sustentando a si e à família nessa sua longa estrada da vida, nenhum o marcou tanto, sobretudo em exposição social, como o ofício de porteiro do Cine Rex, o, digamos, mais sofisticado dos dois mais populares cinemas de Caxias. O outro foi o Cine São Luís, ao lado do tradicional Excelsior Hotel. O São Luís era mais povão, com programação de filmes “western”, gladiadores romanos, artes marciais... O Rex também programava filmes assim, mas tinha opções mais “elitizadas”: lembro que foi no Cine Rex que assisti a “Eram os Deuses Astronautas”, documentário de 1970, baseado em livro de Erich Von Daniken (falecido em janeiro deste ano); assisti a “Dio, Come ti Amo!”, de 1966, com a cantora e atriz italiana Gigliola Cinquetti.

Assisti a muuuuuuuitos filmes, tanto no Cine Rex quanto no Cine São Luís. Tempo dos “seriados”, filmes que eram exibidos em partes antes do filme principal, cada parte como se fosse capítulo de novela, sempre deixando um suspense, para estimular o espectador a assistir ao próximo filme, no fim de semana seguinte, quando era exibida uma nova parte e assim por diante.

Foi nesse tempo que conheci o Francisco, agora o Chico do Cinema, bem antes dos 13 anos, quando passei em primeiro lugar em concurso seletivo do Banco do Brasil e tornei-me o primeiro menor estagiário da agência de Caxias. Digo isso porque, a partir dessa idade, trabalhando no Banco, eu tinha como pagar minha própria entrada nos cinemas. Antes, dos seis aos 12 anos, ou alguém da família bancava (o filme da “Paixão de Cristo”, na Semana Santa, era quase obrigatório) ou eu apurava algum dinheiro com a venda de revistas em quadrinhos no concorrido troca-troca de publicações que havia em frente ao Cine São Luís.

Portanto, antes dos 13 anos, quando não tinha como comprar ingresso, eu e diversos outros menores, geralmente a partir dos oito anos, ficávamos em frente ao Cine Rex, conversando, conversando, lendo revistinhas (“gibis”), conversando... e esperando. O quê? Pausa.

Naqueles idos, segunda metade da década de 1960 e primeira da década de 1970, na famosa Rua Afonso Cunha, a mais comercial do Centro da cidade (hoje um calçadão), o Cine Rex era de propriedade do Sr. Carvalho Neto. Lá pelas 19h, ele costumava sair do cinema para juntar-se aos amigos no Senadinho, um ponto de encontro onde política, baralho e vida alheia se misturavam sadiamente. No cinema, ficavam, na bilheteria, Maria Amélia (falecida há alguns anos), mulher bonita que – diziam – sabia da vida de muita gente... Na gerência, e com um olho na sala de projeção, outro Francisco; na projeção, o Natan, o Rodrigo, o Valmir e o quarto projecionista, também de nome Francisco (eram quatro Franciscos no Cine Rex). Na portaria, é claro, o Francisco das Chagas Pinto Costa, o Chico do Cinema, alto, magro, bigodão e cabeleira bem feitos, bem vestido, alinhado, sempre de camisa de magas compridas – afinal, era a pessoa de maior contato e visibilidade  do Cine Rex. Era quase uma autoridade da noite. Nos 17 anos que trabalhou nesse cinema, personificou-o, a ponto de, até hoje, ser conhecido ou apelidado como Chico do Cinema, ou Chico do Cine Rex. Cuidadoso e inflexível na admissão dos compradores de ingresso ao salão de cartazes e à sala do cinema propriamente dito, o Chico tinha ali, na portaria, um lado de compreensão e bondade.

Ele compreendia que aqueles meninos ali à frente do cinema eram garotos que gostavam de filmes e que, naquele momento, não tinham o suficiente para pagar um ingresso. Não eram maus meninos – eram interessados, eram curiosos, amavam assistir a filmes... E aí o Chico, em determinada hora, já o filme bem avançado em tempo, o Chico tirava a corrente que unia as duas colunas de ferro da entrada e liberava o acesso dos guris. Mas com ordem.

Naquele instante, Chico era porteiro e professor: dizia para entrarmos discretamente, sem barulho; não devíamos nos sentar em cadeira para não incomodar os espectadores em plena terça ou quarta parte final do filme; deveríamos ficar sentados nos corredores, ou em pé, atrás da última fileira de assentos. Em silêncio.

Eram as regras do Chico do Cinema – e sua palavra, ali, era lei, sob pena de nunca mais permitir a entrada do garoto que não respeitasse as orientações. Aquele momento, em que o Chico liberava o ingresso dos meninos, aquele momento ganhou um nome: a “hora dos miseráveis”... Ainda hoje, alguns daqueles meninos (entre eles meus tios, que também eram menores à época) nos lembramos daquele instante e do nome que ele ganhou. Não havia nenhum preconceito nem nada de pejorativo na expressão, até porque “hora dos miseráveis” poderia também ser entendido como a hora em que podiam entrar sem pagar até aqueles que tinham dinheiro para o ingresso, mas preferiam assistir à parte final do filme e economizar seu rico dinheirinho, como se fosse um pão-duro, um muquirana, um Ebenezer Scrooge, o adorável avarento de “Um Conto de Natal”, que o inglês Charles Dickens escreveu em 1843 e que foi filmado e refilmado desde 1951 – e que assisti a praticamente todas as gravações, inclusive em animações (desenhos).

Devo ter visto muitos filmes em seus 30% finais. Tenho certeza de que até isso poderia fazer bem ao cérebro dos meninos, naquela fase de mais hormônios do que neurônios, pelo esforço ou uso intensivo do cérebro, “forçando” conexões interneuronais (sinapses) para juntar os pontos e as pontas do filme, identificar quem eram e o que faziam os personagens... Enfim, tínhamos de “rodar” ou fazer nosso próprio filme, isto é, aquela parte a que não havíamos visto, para podermos minimamente compreender a história... Geralmente, sabíamos quem era o “artista”, nome que dávamos ao protagonista, o “mocinho” ou herói do filme.

*

Chico do Cinema e eu viramos amigos. Há muitas décadas. Ali na Praça Gonçalves Dias, em seu ponto de mototáxi, eventualmente pelas ruas ou no local de trabalho dele, conversamos, rimos, lembramo-nos das lembranças comuns. Homem de fé, ele diz orar por mim, torcer por mim. Neste 17 de março, um filme de longa-metragem estará passando na cabeça do Chico do Cinema. Ele, que nasceu no interior caxiense, na Barra do Brejo, passou pelo Centro, pelo Morro do Alecrim, pelas proximidades do Cemitério dos Remédios, pelo Dinir Silva e outros bairros e lugares onde morou. Hoje, Chico do Cinema mora no Teso Duro, bairro distante, enodoado pelas montanhas de lixo “que nunca se acabam”, segundo ele.

Uma dura verdade/realidade nos ensina – duramente – que, no filme da vida, o ator principal sempre morre no fim...

Na portaria do Cine Rex, Chico foi um grande personagem... Continuando no cinema – da vida –, enquanto houver “frames”, quadros, fotogramas de tempo, Chico vai vivendo de modo real os personagens que, dia a dia, aos 82 anos, a vida o obriga a interpretar... e dirigir.

Nos seus 82 anos, Chico do Cinema não fará festa nem será festejado. Para o dia de aniversário e para os demais dias que hão de vir, Chico do Cinema não precisa de “Luzes! Câmera! Ação!”

Aos 82 anos, bastam-lhe Fé... Paz... e Saúde...

É o que lhe desejamos.

Parabéns, Chico.

* EDMILSON SANCHES

Fotos:

Chico do Cinema, aos 23 anos e agora.

Brasília (DF), 10/04/2023 - Fachada do ministério da Justiça.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) convocou, nesta terça-feira (17), os candidatos do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) 2025 aprovados para o novo cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD) para participarem da fase de Investigação Social e Funcional.

O Edital de Convocação nº 85/2026 foi publicado no Diário Oficial da União e beneficia 712 candidatos habilitados para o cargo, nas vagas imediatas e também para a lista de espera.

A etapa de Investigação Social e Funcional é eliminatória e tem o objetivo de verificar se o candidato atende aos requisitos exigidos para o exercício do cargo.

Ficha de Informações Pessoais

O preenchimento da FIP deverá ser feito por meio de acesso ao link do sistema próprio, com login da conta da plataforma Gov.br, no período de 17 a 24 de março.

Os convocados deverão preencher a Ficha de Informações Pessoais (FIP) e encaminhar a documentação exigida, como:

  1. documentos como identidade (federal e estadual/distrital);
  2. certidões criminais,
  3. comprovantes de residência e de vínculos profissionais dos últimos cinco anos,
  4. comprovante de escolaridade.

O edital prevê ainda a possibilidade de complementação da ficha por meio de entrevistas e consultas a bancos de dados oficiais.

Cronograma

Após preenchimento da Ficha de Informações Pessoais (FIP), até 24 de março, a investigação contará com apoio da Polícia Federal, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e poderá incluir levantamento social e funcional dos candidatos.

No cronograma da fase de Investigação Social e Funcional (ISF), o resultado preliminar está previsto para ser divulgado em 22 de maio.

O resultado classificará os participantes apenas como “apto” ou “inapto”.

Os candidatos eliminados preliminarmente podem interpor recurso contestando o resultado entre 25 e 29 de maio.

O resultado definitivo dos aprovados para o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa será publicado em 9 de junho.

O cargo

O cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD) foi criado em junho de 2025.

O chamado Enem dos Concursos é o primeiro concurso público a ofertar vagas para o cargo, que integra o bloco temático 7 do certame, o de Justiça e Defesa. 

Os ocupantes do cargo de ATJD ficarão lotados no Ministério da Gestão. Porém, as 250 vagas ofertadas serão distribuídas entre órgãos que atuam diretamente na formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas relacionadas à Justiça, à cidadania, à defesa nacional, segurança pública, e à proteção de direitos.

O cargo é focado em inteligência, gestão e formulação de políticas públicas, com as principais competências a seguir:

  • assistência técnica no planejamento, na coordenação, implementação e supervisão de projetos e programas;
  • análise de dados que contribuam para o planejamento e o aperfeiçoamento das políticas públicas;
  • contribuição para a definição de estratégias de execução das atividades de controle, monitoramento e avaliação das políticas de justiça, defesa nacional e segurança.

De acordo com o MGI, a carreira foi estruturada para atrair profissionais com perfil técnico e visão transversal, ou seja, capazes de atuar em temas intersetoriais de diferentes órgãos públicos.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 05/10/2025 – Candidatos chegam ao local de prova do Concurso Nacional Unificado (CNU), no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) divulgaram, nesta segunda-feira (16), o resultado final da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU).

O resultado final, com as classificações gerais do certame, e as convocações para as demais etapas do processo seletivo podem ser consultados no Diário Oficial da União (DOU).

As listas com as classificações finais dos candidatos para vagas imediatas e para a lista de espera foram consolidadas após a terceira rodada de confirmação de interesse pelos candidatos convocados.

Desde as 16h desta segunda-feira, no horário de Brasília, está disponível, também, a consulta individual ao resultado final, na Página de Acompanhamento, dentro do portal da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso.

O resultado reúne as classificações para vagas em cargos de nível superior e intermediário, distribuídas em 32 órgãos e entidades federais.

Próximas etapas

Para alguns cargos, o resultado divulgado corresponde ao encerramento de uma fase do concurso.

Cada órgão e entidade federal participante iniciará os procedimentos administrativos para nomear os aprovados dentro do número de vagas imediatas, com respeito à ordem de classificação e os trâmites específicos de cada carreira.

Porém, pode haver etapas complementares, como cursos ou programas de formação, procedimentos de investigação social e funcional, além de defesa de memorial e prova oral, dependendo das atribuições e exigências legais de cada cargo ou especialidade.

Curso ou formação

A etapa dos cursos ou programa de formação corresponde à segunda fase do certame, com caráter eliminatório e classificatório e será conduzida pelo órgão responsável pelo cargo.

Já para cargos que exigem investigação social e funcional, o procedimento tem caráter eliminatório e busca verificar a idoneidade e a vida pregressa das pessoas candidatas para o exercício das funções públicas.

Confira o calendário com as próximas etapas, após o início das convocações para nomeação:

  • Após 16 de março: início das convocações para nomeação, e, quando couber, para o procedimento de investigação social e funcional, a realização da defesa de memorial; prova oral e o curso ou programa de formação
  • 17 a 24 de março: prazo para preenchimento da Ficha de Informações Pessoais, referente à fase de investigação social e funcional para o cargo de analista técnico de justiça e defesa
  • 6 a 10 de abril: prazo para envio da documentação referente à defesa de memorial e prova oral.

CNU 2025

A segunda edição do CNU oferece 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais.

Os cargos são agrupados em nove blocos temáticos.

Do total de vagas, 3.144 são de nível superior e 508 de nível intermediário.

Em relação ao preenchimento das 3.652 vagas, o MGI planeja chamar 2,4 mil aprovados imediatamente após a homologação do certame. As outras 1,1 mil vagas serão preenchidas no curto prazo.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília, São Sebastião (DF), 10.08.2023 - Ato contra o feminicídio no Distrito Federal na cidade satélite de São Sebastião (DF). Somente no primeiro semestre deste ano (janeiro a junho), foram assassinadas 18 mulheres no DF. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Poesias inéditas que protestem contra o machismo e abordem a conscientização no enfrentamento à violência contra a mulher podem ser enviadas por artistas de todo o Brasil para o livro coletivo Hip-Hop pelo Fim do Feminicídio.

As inscrições estão abertas até o dia 23. Serão selecionados 50 textos que serão publicados no livro a ser lançado no dia 30 de maio.

De acordo com a educadora popular Eulla Yaá, uma das organizadoras da iniciativa, a circulação da publicação será nacional. A ideia, segundo ela, é motivar as linguagens e potências do hip hop como forma de denúncia, resistência e valorização da vida das mulheres.

Eulla ressaltou que podem participar pessoas de todas as idades e terão prioridade na publicação os trabalhos de mulheres cis, trans e travestis. A iniciativa é do Instituto Periferia Livre em parceria com o Instituto transforma, Núcleo de Estudos, Organização e Difusão do Conhecimento em Literatura Marginal (Neolim) e a Frente Nacional de Mulheres no Hip- Hop DF.

“Cada pessoa pode enviar uma poesia de autoria própria e sem uso de inteligência artificial”, disse a organizadora. Ela defendeu que a arte também é uma forma de luta contra o feminicídio, com significado de prevenção e de conscientização. As inscrições devem ser feitas pelo formulário online, onde também é feito o envio do poema.

Segundo as entidades, a coletânea pretende reunir produções artísticas que contemplem estéticas, linguagens e potências do hip hop como ferramenta de denúncia, resistência e enfrentamento às violências de gênero.

O Instituto Periferia Livre, que também é responsável pela Casa da Mulher no Hip Hop do Distrito Federal, oferece cursos e oficinas profissionalizantes, além de apoio psicológico e orientação jurídica. O livro faz parte desse trabalho de sensibilização.

(Fonte: Agência Brasil)

Wagner Moura poses on the red carpet during the Oscars arrivals at the 98th Academy Awards in Hollywood, Los Angeles, California, U.S., March 15, 2026. REUTERS/Caroline Brehman

Apesar da enorme expectativa e de uma campanha internacional aclamada, o filme brasileiro O Agente Secreto encerrou sua participação na cerimônia do Oscar 2026, na noite desse domingo (15), sem estatuetas. 

O longa dirigido por Kleber Mendonça Filho concorria em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Direção de Elenco (categoria que estreou nesta edição).

Na categoria Melhor Filme Internacional, o representante brasileiro foi superado pelo norueguês Valor Sentimental (Sentimental Value), dirigido por Joachim Trier.

Na categoria de Melhor Ator, Wagner Moura, que foi ovacionado pela crítica por seu papel como professor Marcelo, viu a estatueta ir para as mãos de Michael B. Jordan, pelo terror gótico Pecadores (Sinners), de Ryan Coogler.

Já em Melhor Direção de Elenco, o troféu ficou com Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, que também levou o prêmio principal de Melhor Filme.

Antes da cerimônia do Oscar, O Agente Secreto já havia consolidado sua relevância internacional no Globo de Ouro. A produção brasileira venceu na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, enquanto Wagner Moura conquistou o troféu de Melhor Ator em Filme de Drama.

(Fonte: Agência Brasil)

Festival de Música da Rádio Nacional FM 2021

Estudo da União Brasileira de Compositores (UBC) aponta que apenas 10% dos direitos autorais na indústria da música foram destinados a mulheres em 2025. Além disso, entre os 100 maiores arrecadadores de direitos autorais, somente 11 são mulheres, embora a melhor colocação feminina tenha passado de 21º para o 16º lugar.

Os dados fazem parte da edição 2026 do estudoPor Elas que Fazem Música, lançado pela UBC, que analisou as condições das mulheres no setor e a desigualdade de gênero no setor.

As autoras concentraram 73% do total recebido pelas mulheres, enquanto as versionistas e produtoras fonográficas tiveram nível bem abaixo, ficando em apenas com 1% cada da arrecadação. As intérpretes reúnem 23% e as que executam as músicas ficaram com apenas 2%.

O estudo indicou que, em 2025, também ocorreu crescimento expressivo no cadastro de obras e fonogramas com participação das mulheres.

O total de fonogramas registrados por produtoras subiu 13%, percentual de crescimento semelhante ao verificado em obras cadastradas por autoras e versionistas, com alta de 12%.

Esse comportamento, na avaliação da UBC, indica uma melhoria na presença feminina não só como intérpretes, mas também nos bastidores da produção musical.

Para a UBC,  mesmo com avanços em algumas frentes, “a presença feminina ainda precisa ser fortalecida em diversas áreas do setor musical”.

Segundo a entidade, uma informação significativa é o aumento de 229% na quantidade de mulheres associadas à UBC desde a primeira edição do relatório, em 2017.

“Um salto expressivo que reflete o interesse e a busca por reconhecimento na indústria, mas que ainda não se traduz de maneira proporcional nos rendimentos obtidos”, apontou a entidade.

Regiões

A maior concentração de mulheres na música permanece nas regiões Sudeste, Nordeste e Sul, com 88% do total.

A liderança ainda é do Sudeste (60%) e o menor percentual, no Norte (3%).

No Nordeste, elas representam 17%, no Sul, 11%; e no Centro-Oeste, 8%.

Para a UBC, a desigualdade geográfica mostra a necessidade da adoção de políticas e ações que incentivem o ingressos de mulheres de todas as regiões no setor musical.

Assédio, maternidade e discriminação

Em paralelo ao estudo, a entidade fez um levantamento digital com mais de 280 mulheres, no primeiro bimestre de 2026, para avaliar as questões de assédio e violência.

Do total das pesquisadas, 65% relataram terem sofrido assédio no meio profissional. A maior parte (74%) foi o sexual, seguido do verbal (63%), do moral (56%).

Com relação à violência, 35% informaram que sofreram atos violentos, sendo 72% psicológica e na sequência toque físico sem consentimento (58%) e verbal (38%).

Quando o assunto é discriminação, 63% responderam que foram ignoradas ou interrompidas em contextos profissionais, 59% ouviram comentários que desqualificaram sua competência, 57% sentiram cobrança maior para provar capacidade e 52% tiveram créditos omitidos ou minimizados, “com reuniões de negócio (45%), bastidores de shows (31%), passagem de som (27%) e processos de contratação e seleção de equipe (26%) como os ambientes mais associados a preconceitos e barreiras”.

Em relação à maternidade, 60% das entrevistada com filhos sentiram interferência nas suas carreiras, especialmente, pela quantidade menor de convites, oportunidades e viagens/turnês, além de comentários negativos sobre dedicação à maternidade.

Renda

Os segmentos de rádio e show foram os mais lucrativos para as mulheres, sendo cada um com 17% da arrecadação total feminina. Em seguida, aparece streaming de música, com avanço de 11%. O cinema é o menor com apenas 0,5% da renda total das mulheres no setor. 

A música é a principal fonte de sustento para 55%, mas 29% não têm como renda principal. 

Das entrevistadas, 45% se classificaram como profissionais do mercado musical, 25% como compositoras, 22% como intérpretes e 8% como musicistas executantes.

De acordo com a pesquisa, 37% atuam no setor há 21 anos ou mais.

Ações

Desde 2023, a cantora e compositora Paula Lima está na presidência da UBC, sendo a primeira mulher na função. A entidade reformulou seus quadros. As mulheres ocupam atualmente mais de 57% dos postos de liderança na entidade e todas as filiais são gerenciadas por mulheres.

Brasília, (DF) – 06/10/2023 - Diagnóstico da presença de mulheres no mercado da música. Presidente da (UBC). Paula Lima. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.

“A ampliação da presença feminina na UBC tem um impacto direto na indústria musical, porque representatividade transforma estruturas, mesmo as antigas e sólidas. Quando mais mulheres participam, criando, produzindo, compondo e também ocupando espaços de decisão, ampliamos oportunidades e começamos a mudar dados historicamente desiguais”, disse Paula Lima à Agência Brasil.

Apesar dos desafios, a perspectiva de Paula Lima é de avanço contínuo, com mais mulheres conquistando visibilidade, reconhecimento e espaço na indústria. 

“Contribuir para esse processo de mudança, consolidar os espaços conquistados, reconhecer a importância das mulheres neste mercado tão competitivo e ajudar a abrir caminhos para as próximas gerações na música tem sido um grande trabalho coletivo”, pontuou.

Para a diretora da UBC, a cantora, compositora e multi-instrumentista, Fernanda Takai, a permanência de desequilíbrio de gênero na indústria musical reflete a própria história do país.

“Onde as mulheres são vistas como força de trabalho em alguns setores e em outros, somos filtradas por critérios muito masculinos”, disse à Agência Brasil.

A diretora disse acreditar na melhora dessa participação de uma forma sólida, mas ressaltou que não é uma conquista a curto prazo. “Temos que ir pelo caminho da educação, de incentivo e visibilidade para que outras mulheres venham junto, se reconheçam e queiram ocupar novos lugares”, afirmou.

A gerente de comunicação e marketing e coordenadora do projeto, Mila Ventura, acredita que o exemplo é um fator motivador e quando as mulheres enxergam outras em espaços, até então masculinos, são incentivadas a ocuparem esses lugares. “Trabalhamos na conscientização com os números e agimos enquanto empresa com ações práticas, como o SongCamp Por Elas Que Fazem a Música, que terá sua terceira edição neste ano”, disse.

(Fonte: Agência Brasil)