Skip to content

O Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis 2026, competição chancelada pela Federação de Beach Tennis do Maranhão (FBTM), entidade que representa oficialmente a modalidade no Estado, teve continuidade com a disputa do Arena Premium Open 2026, evento que foi válido como segunda etapa do Estadual e ocorreu entre quinta-feira (5) e domingo (8), na Arena Premium do Bairro Olho d’Água, em São Luís. O Arena Premium Open 2026 contou com a participação de mais de 300 atletas inscritos de várias regiões do Estado e premiou duplas em 22 categorias.

O Arena Premium Open 2026 foi marcado por uma vasta programação de jogos de alto nível durante os quatro dias de evento, com disputas nas categorias de gênero, categorias por idade, categorias mistas e na categoria Open. Além de dar sequência à temporada do Maranhense Oficial de Beach Tennis, o torneio também valeu 200 pontos no ranking nacional da modalidade e 100 pontos no ranking estadual, que vai definir os atletas convocados pelo Time Maranhão para a Copa Norte-Nordeste de Beach Tennis, competição marcada para o mês de maio, em Fortaleza.

“O Campeonato Maranhense Oficial começou em um nível excelente, e o Arena Premium Open 2026 veio para confirmar esse grande momento do beach tennis maranhense. Tivemos um número elevado de inscritos, que se dedicaram ao máximo em quadra e protagonizaram partidas emocionantes, mostrando que o nível da modalidade no nosso Estado cresce a cada dia. Estamos muito felizes com o sucesso de mais uma etapa do Estadual. Fica o nosso agradecimento a todos os patrocinadores, apoiadores e atletas por mais essa grande festa do beach tennis do Maranhão. A expectativa já é grande para os próximos eventos”, afirma Menezes Júnior, presidente da FBTM.

De acordo com o calendário divulgado pela FBTM, a terceira etapa do Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis será realizada entre os dias 9 e 12 de abril, em local a ser confirmado. Essa será a última chance para os beachtenistas maranhenses somarem pontos no ranking e lutarem pela classificação para representar o Estado na Copa Norte-Nordeste de Beach Tennis.

Calendário 2026

Em 2026, a FBTM terá um calendário dividido em dois momentos, por causa da Copa do Mundo e das Eleições. A pontuação das três primeiras etapas do Maranhense Oficial definirão o Time Maranhão para a Copa Norte-Nordeste de Beach Tennis, em Fortaleza. As etapas do segundo semestre, por sua vez, vão confirmar a delegação maranhense para o Campeonato Brasileiro de Beach Tennis, em local a definir. Vale ressaltar que apenas atletas filiados à FBTM poderão defender o Maranhão em competições regionais e nacionais.

Outras informações sobre o Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis 2026 estão disponíveis no Instagram oficial da Federação de Beach Tennis do Maranhão (@maranhaobeachtennis). 

Confira as duplas vencedoras do Arena Premium Open 2026:

Open Masculino

1º - Ivan Syrov e Marcio Paulo

2º - Arthur França e Augusto Neto

Masculino A

1º - Alexandre Ramos e João Santos

2º - PK Matias e Samuel Lessa

Masculino B

1º - Davih Lucas e Yan Mattos

2º - Marcus e Matheus "Coruja"

Masculino C

1º - Henrique Junior e Pedro Cunha

2º - Bruno Aquino e Olegário Neto

Masculino D

1º - Enthony Sousa e Misael Sousa

2º - Conny Costa e Thiago TK

Masculino Sub-12

1º - João Lopes e Lucas Silva

2º - Lucca Teixeira e Nicollas Morais

Masculino Sub-14

1º - Davi Leite e Luís "Fabuloso"

2º - Calebh Baldez e João Marques

Masculino Sub-18

1º - João Rodrigues e Vinicius Mendes

2º - José Lopes e Roberto Neto

Masculino 30+

1º - Manoel Souza e Roberto Rocha Jr

2º - André Barreto e Arthur Lobão

Masculino 40+

1º - Christiano Silva e Joaquim Filho

2º - Augusto Fonseca e Gino Longhi

Masculino 50+

1º - Marcelo Moreira e Rodrigo Meireles

2º - Duany Moraes e José Junior

Feminino B

1º - Laizzi Albuquerque e Maria Lima

2º - Ilana Simons e Milena Barros

Feminino C

1º - Emmylee e Rosalia

2º - Alina Cruz e Eliza Holanda

Feminino D

1º - Gabyzinha e Thaysa Rafelly

2º - Jasminy Moreira e Luísa Vitoria

Feminino Sub-12

1º - Júlia Santos e Maria Cardoso

2º - Manuela Figueiredo e Maria Fonseca

Feminino Sub-14

1º - Clara Silva e Júlia Silva

Feminino Sub-16

1º - Alissa Leite e Lana Maria

2º - Alina Cruz e Carla Santos

Feminino 30+

1º - Andressa Coelho e Jéssica Brito

2º - Fernanda Heluy e Tayara Carvalho

Feminino 40+

1º - Milena Barros e Paty Monte

2º - Ilana Simons e Nathalia Couto

Mista B

1º - Romulo Bastos e Sophia Gabryelle

2º - Davih Lucas e Laizzi Albuquerque

Mista C

1º - Alina Cruz e Fernando

2º - Kassia e Matheus Vieira

Mista D

1º - Júnior Garcia e Larissa Moraes

2º - André Aires e Eduarda Aires

(Fonte: Assessoria de imprensa)

São Paulo - Após pronunciamento do governador Alckmin, representantes dos alunos se reúnem na Escola Estadual Caetano de Campos em assembleia para discutir se vão desocupar as escolas (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Na hora do intervalo ou em trabalhos durante as aulas da escola municipal Josué de Castro, na área rural de Theobroma (RO), a comunicação ganhou novo sentido. Isso porque um estúdio improvisado de rádio, com dois microfones e outros equipamentos, tem feito com que crianças e adolescentes olhem a Amazônia, onde moram, de outra forma. 

O projeto de educação midiática, que existe há pouco mais de dois anos, faz com que das quatro caixas de som do pátio da escola, os estudantes possam se informar e reconhecer, em alto e bom som, temas como sustentabilidade, educação e saúde.

Inscrições de novos projetos

Projetos como o “Rádio na Escola”, da escola do interior de Rondônia, estão no Mapa Brasileiro da Educação Midiática que reúne, até agora, 226 iniciativas. O mapa é uma iniciativa da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), com apoio do governo do Reino Unido no Brasil, parceria técnica do Porvir (portal de inovação educacional) e cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco Brasil). 

Até 16 de março, estão abertas as inscrições para a inclusão de novas experiências e recursos que promovam o uso crítico, responsável e criativo das mídias em diferentes contextos educativos.

Mobilização

No caso da escola de Theobroma (RO), de acordo com o diretor da unidade, Elias Bastos, o rádio é aplicado da pré-escola até o nono ano do ensino fundamental. 

Ele explica que as gravações feitas pelos próprios alunos, sob orientação dos professores, têm conseguido retornos até das famílias dos estudantes, em assuntos como a poluição da nascente do Rio São João.

“Eles já entenderam que é importante conservar a natureza que nos cerca”.  O projeto tem finalidade também de combater desinformação e boatos.

A escola, de 183 alunos, fica no interior de um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, batizado de “Antônio Conselheiro” (liderança popular na guerra de Canudos).

“Pelo rádio, temos falado também de como evitar a proliferação da dengue e os riscos da evasão escolar”, diz o professor, que mora na área urbana, a cerca de 47 quilômetros de distância (ou mais de uma hora de viagem em estrada sem asfaltamento).

Os resultados da iniciativa escolar têm animado os docentes a seguir viagem.

Contra fake news

As inscrições para integrar o mapa de educação midiática são feitas por um formulário on-line e analisadas pela equipe técnica do projeto. A nova edição do mapa está prevista para junho. Para participar dessa consolidação nacional de informações, o projeto deve, por exemplo, promover uma análise crítica da mídia, fazer checagem de fatos e produção de conteúdos em prol da cidadania.

A segunda chamada é um convite para que mais educadores, pesquisadores e organizações compartilhem suas experiências.

"Queremos ampliar o mapeamento de ações de educação midiática no país, fortalecendo uma rede cada vez mais diversa, criativa e representativa”, destacou a coordenadora de Educação Midiática da Secom, Thaís Brito. 

(Fonte: Agência Brasil)

03/03/2026 - Robô cozinheiro com IA vence prêmio internacional de robótica. Foto: GoodBytz/Divulgação

Avanços recentes da robótica e da inteligência artificial (IA) estão trazendo ao mundo invenções a aplicações que pareciam impossíveis até pouco tempo atrás. Prova disso, é que uma cozinha robô venceu o Robotics Award 2026, prêmio internacional de robótica, entregue em Hannover, na Alemanha.

A criação da empresa GoodBytz, sediada em Hamburgo, também na Alemanha, precisa de apenas uma ajuda do ser humano: abastecê-la com ingredientes frescos e semipreparados e escolher qual prato fazer, em um menu eletrônico. Feito isso, o robô cozinheiro lança mão da potencialidade da robótica e da IA para preparar diversos tipos de refeições.

O robô separa os alimentos em panelas, calcula o tempo e temperatura de cocção, mexe a comida nas diversas panelas para melhor cozimento, serve pratos e, não menos importante, lava a louça final. O sistema automático de cozinha foi criado em 2021

Feira internacional de tecnologia

A premiação foi no fim de fevereiro, em um evento que antecipou novidades da Hannover Messe, maior feira de tecnologia industrial do mundo, que ocorrerá de 20 a 24 de abril, em Hannover, cidade de cerca de 550 mil habitantes no norte da Alemanha.

O Brasil será país homenageado na edição deste ano, que, além de robôs e IA, apresentará tecnologias de digitalização, automação, descarbonização e energia limpa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler (chefe de governo) da Alemanha, Friedrich Merz, confirmaram presença na Hannover Messe.

Além de restaurantes

Na cerimônia de premiação, o cofundador e CEO (diretor-executivo) da GoodBytz, Hendrik Susemihl, explicou que o robô cozinheiro foi pensando não apenas para restaurantes.

“Quando pensamos em robótica e comida, pensamos muito em infraestrutura. Então, eu não penso apenas em restaurantes. Penso em hospitais, universidades e infraestrutura militar..”, citou.

Para Hendrik Susemihl, a invenção ajuda a superar gargalos da indústria de alimentação. “É uma indústria extremamente dependente de trabalho humano. Todos nós já experimentamos restaurantes fechando, falta de mão de obra e também problemas de qualidade”, justifica.

“Em 2026, temos robôs cozinhando para humanos, o que é realmente ótimo”, avalia.

Surgimento da ideia

Em conversa com a Agência Brasil logo após a conquista da premiação, o CEO da GoodBytz contou que a ideia de um robô cozinheiro surgiu de uma “história muito pessoal”.

 “Meu pai sofreu um ataque cardíaco muito severo, e minha esposa e eu ficamos muito interessados em alimentação saudável e também em ensiná-lo como isso muda a vida dele e a saúde”, relembrou o diretor, que também é cofundador da Neura Robotics, empresa de robôs humanoides.

Hendrik Susemihl contou que achou complicado algumas vezes “sair e encontrar algo decente e saudável para comer”.

Ele diz que isso o fez se perguntar por que a indústria de refeições funciona da mesma forma que décadas atrás e não evoluiu como outras áreas manufatureiras.

“Por que não construir um produto que realmente possa fazer coisas recém-cozidas se tornarem massivamente adaptáveis, escaláveis, e usar robótica e IA exatamente para fazer isso?”, indagou.

Próximos anos

Questionado sobre o que espera do robô cozinheiro nos próximos cinco e dez anos, Hendrik Susemihl disse acreditar que será “bastante normal” que a automação seja parte do cotidiano das pessoas, não apenas nos serviços de alimentação.

“As pessoas agora, claro, estão um pouco assustadas com a mudança do quadro, porque por décadas as pessoas cozinharam manualmente, e o ofício de um chef é algo muito estabelecido também na nossa cultura”, admitiu.

Mas ele apresenta nichos que podem ser ocupados pelas cozinhas inteligentes.

“Onde é muito difícil encontrar pessoas ou onde simplesmente é caro demais servir, por exemplo, 50 pessoas em uma empresa que não fica perto de um centro da cidade”, diz.

O especialista em robótica considera que, atualmente, há uma separação entre gastronomia premium e consumo básico de alimentos.

“O consumo básico, infelizmente, é muitas vezes de qualidade muito baixa”, diz.

“É isso que estamos mirando com robótica, simplesmente elevar muito isso, tornar refeições muito boas acessíveis para todos por preços justos”, sustenta.

Hoje em dia, entre os clientes da empresa estão o Exército dos Estados Unidos; a multinacional francesa de alimentação coletiva Sodexo; a rede de supermercados alemã Edeka; e o grupo europeu Transgourmet, de entrega de alimentos.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 05/10/2025 – Candidatos chegam ao local de prova do Concurso Nacional Unificado (CNU), no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O prazo para que 102 candidatos do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) de 2025 manifestem  interesse nas vagas imediatas para as quais foram aprovados terminará às 23h59 desta segunda-feira (9).

Os aprovados foram convocados na última sexta-feira (6) pelo Diário Oficial da União, no Edital nº 3/2026.

Nesta terceira e última rodada de confirmação de interesse pelas vagas, o candidato convocado deve marcar a opção exclusivamente na Página de Acompanhamento, no site da Fundação Getúlio Vargas, responsável pela execução do concurso. 

É preciso ter a senha da plataforma Gov.br. O sistema permite apenas um registro por rodada de convocação, sem possibilidade de alteração posterior, mesmo dentro do prazo. 

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) avisa que, após o encerramento do sistema, não será possível registrar a confirmação do interesse na vaga.

Etapa necessária

A etapa de confirmação do interesse na vaga é necessária para o candidato permanecer habilitado às próximas etapas do concurso como, por exemplo, o curso de formação e a futura nomeação.

Porém, a confirmação de interesse não significa nomeação automática para assumir a vaga. É preciso cumprir as demais fases. 

A ausência de manifestação eliminará o candidato da concorrência para aquele cargo específico e para os de menor preferência, permanecendo apenas na disputa por eventuais cargos de maior preferência, se houver.  

Passo a passo

A convocação pura e simples do candidato aprovado não é garantia de permanecer na disputa pelo cargo do concurso unificado.

O MGI avisa que apenas entrar na plataforma não configura manifestação da vontade. É indispensável o registro formal da decisão de interesse pela vaga diretamente na plataforma, dentro do prazo, para seguir na concorrência.

Basta acessar o site do CNU 2025 da FGV. Depois:

- entrar na Página de Acompanhamento;

- digitar os dados da conta da plataforma Gov.br;  

- verificar o cargo convocado;

- confirmar interesse no cargo ou informar que não tem interesse; 

- concluir todas as etapas até finalizar o registro.

O sistema da FGV permite apenas um registro nesta terceira rodada de convocação até o fim do prazo, nesta segunda-feira (9).

Não é possível alterar a opção posteriormente, mesmo dentro do prazo aberto para manifestação.

Em caso de dúvida, consulte o site oficial de respostas a perguntas frequentes.

Fluxo de convocações

Com as confirmações, a administração pública tem uma indicação mais clara de que quem está na lista realmente quer assumir o cargo, o que pode acelerar a chamada dos próximos classificados. Isso porque as vagas não confirmadas serão ofertadas na rodada seguinte.

Segundo o MGI, o modelo de convocações sucessivas mantém o ritmo de preenchimento imediato das vagas. 

No dia 16 de março sairá no Diário Oficial da União e no site da FGV a divulgação das classificações finais das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera.

Ausência de manifestação

Se o candidato convocado pelo MGI informar que não tem interesse na vaga imediata da segunda edição do CNU ou não acessar o sistema da FGV dentro do prazo, será considerado ausente. 

Nessas situações, o aprovado será eliminado da concorrência para aquele cargo específico da convocação e para os demais, de menor preferência, permanecendo apenas na disputa por eventuais cargos de maior preferência, se houver.  

A falta de interesse na vaga pode alterar significativamente a composição das listas finais de aprovados no CNU 2025.

CNU 2025

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado oferece 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais. 

Do total de vagas, 3.144 são de nível superior e 508 de nível intermediário. Os cargos são agrupados em nove blocos temáticos.

O chamado Enem dos Concursos registrou 761.528 inscrições confirmadas, com candidatos de 4.951 municípios. 

As provas foram aplicadas em centenas de municípios de todo o país, em dois dias de 2025. A primeira fase, de provas objetivas, ocorreu em outubro. A segunda, de discursivas, em dezembro.

(Fonte: Agência Brasil)

Existiu uma mulher assim – e por isso foi perseguida... e morta...

UMA MULHER ESPECIAL: INTELIGENTE... CULTA... JOVEM... SOLTEIRA... BONITA... INDEPENDENTE... TRABALHADORA... MATEMÁTICA, ASTRÔNOMA, FÍSICA, FILÓSOFA, INVENTORA, ADMINISTRADORA, PROFESSORA, CIENTISTA, FORMADA AINDA EM ARTES, ORATÓRIA E RETÓRICA...

– Acreditavam que ela poderia ser uma má influência para outros, em razão da vastidão do seu conhecimento. Imagine o que fizeram a ela...

* * *

O nome dela era Hipácia.

Hipácia era uma inteligente e linda professora de Alexandria, a segunda maior cidade do Egito, fundada por Alexandre o Grande em 332 a. C., portanto, há 2.358 anos.

Filha do filósofo Theon, desde criança cuidava do corpo e da mente. Tornou-se matemática, astrônoma, física e filósofa, além de formação nas áreas de Artes, Oratória e Retórica. Inventou instrumentos de astronomia. Tal era seu conhecimento que foi comparada a Euclides e Ptolomeu e outros matemáticos, sábios e cientistas.

Hipácia foi responsável pela biblioteca de Alexandria, o maior templo do saber da humanidade na metade do primeiro milênio da nossa atual história.

Por ser mulher, por ser cientista e sábia e, sobretudo, por cativar uma multidão de alunos, fãs e seguidores, Hipácia despertou a ira de Cirilo, bispo e patriarca de Alexandria (a segunda principal cidade do Egito). Cirilo acreditava que Hipácia poderia ser uma má influência para outros, em razão da vastidão do seu conhecimento, que poderia enfraquecer, como ciência, as bases da religião.

Essa insegurança do bispo Cirilo foi maior que seu zelo pelas coisas e causas da Igreja e chegou ao que hoje se classificaria de insanidade: a seu mando, seguidores do bispo aguardaram Hipácia sair da biblioteca de Alexandria, puxaram-na violentamente da carruagem que a transportava e a arrastaram até uma igreja. Naquela tarde do ano 415, há 1611 anos, o mundo começava a escurecer.

Dentro da igreja, os paroquianos de Cirilo tiraram as roupas da bela Hipácia. A seguir, nua e imobilizada pelas mãos fortes e embrutecidas dos fanáticos, Hipácia teve seu corpo rasgado e esfolado até os ossos por meio de afiadas conchas e pedaços de cerâmica. Os órgãos internos de seu corpo, ainda pulsantes e palpitantes, foram jogados no fogo.

Os pertences de Hipácia também foram queimados. Os textos que ela escreveu foram proibidos. Seu nome foi levado ao esquecimento.

A jovem, bela, sábia, solteira e trabalhadora Hipácia foi morta selvagemente e seu nome foi degradado. O bispo Cirilo, por seu obscurantismo e violência, foi canonizado. Virou doutor da Igreja e santo, São Cirilo de Alexandria (ou São Cirilo Alexandrino), comemorado a 27 de junho.

Em 416, ano seguinte à morte de Hipácia, o obscurantismo religioso fez mais: queimou a biblioteca de Alexandria, o maior templo do saber do mundo. E o mundo, que já se escurecera com a morte brutal de Hipácia, entrou de vez na looooooooonga noite da ignorância.

E, durante 1.000 anos, a Humanidade ficou no vazio, no período chamado “Idade das Trevas”.

Será que o ser humano evoluiu ou apenas mudou o modo de ser desumano?

* EDMILSON SANCHES

IMAGENS:

Hipácia e uma versão de sua história em filme com a atriz Rachel Weisz no papel principal. Vale a pena assistir.

À mulher de hoje não mais lhe basta ser apenas a poesia da vida – até porque a vida não é só poesia.

Nas intenções e pulsões de um homem, a mulher até pode ser um ser dos nossos sonhos. Mas a melhor parte da vida vive-se acordado.

Portanto, a mulher é um ser da realidade. E ela sabe que amor rima com flor e também com dor.

Que inocência faz verso com consciência, mas seu reverso pode ser violência.

Que a prostituta que pariu a rima conduta muito antes ficou grávida da rima luta.

À mulher de hoje não basta rimar coração com emoção: também existe a palavra ação.

Tudo isso, e muito mais, porque a mulher quer ter orgulho e prazer de (re)construir o mundo – e fazer História – ao lado da maior obra que ela gerou: o homem.

*

A MULHER, NA HISTÓRIA E NO SENTIMENTO

– De modo geral, Lei, Polícia e Justiça só são femininas enquanto palavras...

*

“Pode-se graduar a civilização de um povo pela atenção, decência e consideração com que as mulheres são educadas, tratadas e protegidas”.

Quem disse isso há um século e meio foi um senador e escritor brasileiro, Mariano José Pereira da Fonseca, mais conhecido por seu título de Marquês de Maricá.

É de lamentar que as pré-condições de reconhecimento da civilização de um povo, estabelecidas por esse ilustre brasileiro, ainda não tenham sido de todo observadas no seu próprio país.

Estatísticas confirmam que, nesse aspecto, o gênero humano, pelo seu lado masculino, apenas refinou, em muitos casos, as primitivas violências que vitimavam suas parceiras.

Como está em frase de episódio da série norte-americana "Criminal Minds": "Achar novas maneiras de magoar uns aos outros é nossa especialidade".

Talvez tenha sido por constatar isso que outro escritor, Maurice Donnay, tenha resumido – e, ao mesmo tempo, generalizado –, cruel e cruamente:

“Todos os homens batem nas mulheres: os do povo, com os punhos; os burgueses, com as leis”.

Há muito tempo, as mulheres vêm sofrendo: individualmente, pela lei do mais forte; e, coletivamente, pela fraqueza da Lei – uma Lei que, em relação à condição feminina, de maiúscula só tem a letra inicial, e ainda se apequena e se acachapa ante o peso social da cultura dita machista.

De modo geral, e na sensação da maioria, Lei, Polícia e Justiça só são femininas enquanto palavras...

E é, sobretudo, por essa fraqueza da Lei (ou de seu cumprimento) que se reproduzem cotidianamente, diuturnamente, nos jornais, rádios e televisões os depoimentos tristes, vergonhosos, de mulheres espancadas, barbarizadas, estupradas, mortas, sujeitadas, enfim, a toda sorte de violências e outras ilegalidades.

A essas violências respondem providências policiais poucas e condenações na Justiça raríssimas. Isso só no campo penal. Vai-se ver, e teremos nas demais partições do Direito – como, por exemplo, o Trabalhista – iguais desmandos, mesmos desatinos, idênticos vexames, semelhantes desrespeitos senão violências, como a que deu origem ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março.

Foram as mulheres – e não os homens – quem primeiro fez greve geral em nosso país. Talvez por influência das greves femininas russas de março de 1917, em junho deste mesmo ano o estopim da paciência se acendeu e a bomba explodiu: centenas de mulheres, trabalhadoras em indústrias têxteis, em São Paulo, paralisaram por 30 dias as máquinas e o trabalho, foram às ruas com seus enormes vestidos da época e gritaram e reivindicaram por carga horária menor e não desumana.

Brigaram por respeito e contra o assédio sexual dos homens supervisores (chamados contramestres).

Reivindicaram a libertação de colegas do movimento que foram presos.

Houve tiros da Polícia e houve morte.

E a morte fortaleceu o movimento, que se espalhou por todo o Estado de São Paulo (a capital parou, dizem os pesquisadores).

Com a morte de uma pessoa, o movimento ganhou mais vida e avançou por diversos estados brasileiros. Até os ditos patrões negociarem e a greve acabar.

Mas o passado não é suficiente em termos das muitas – muuuuuuuuuitas – lutas que as mulheres todo dia travam. Ainda há muito em que avançar nos dias de hoje, tanto nas relações da vida social, política, cultural, econômico-profissional e familiar quanto nas questões conjugais, de relacionamentos e término deles, da sexualidade e da natalidade etc.

Nesses grandes campos, mostra-se, como ponta de iceberg, a violência da pobreza e dos abusos do tipo casamentos forçados, exploração sexual, circuncisão feminina (infibulação), seleção pré-natal por sexo (como na China), violência doméstica, subemprego ou sub-remuneração, criminalização do aborto e outras formas de violência, material ou não, contra as quais mulheres e homens de vergonha se opõem em todo o mundo.

Corre por aí a história de que Deus fez a mulher após o homem porque todo criador, ao se preparar para produzir sua obra-prima, faz antes um borrão...

Assim, só mesmo Freud para explicar se seria essa a raiz e a razão para tantas agressões (físicas ou não) do masculino contra o feminino. “Por trás da insistência na superioridade masculina há uma inveja imemorial das mulheres”, escreveu Erik Erikson, psicólogo, psiquiatra e psicanalista alemão-americano.

E isso não deveria acontecer. Afinal, a mulher é a morada do homem: como mãe, ela o acolheu no ventre; como companheira, ela o abriga no coração.

O homem, na verdade (e até a Ciência confirma), é o ser frágil. Tanto que, como já se disse, de um tigre faminto e de uma mulher carinhosa nenhum homem escapa.

Vamos combater a constatação do escritor Maurice Donay com o postulado do senador Mariano Fonseca, pois é no respeito à mulher que cresce o conceito do homem.

Desta forma, para quem quiser, proponho a seguinte frase de ordem:

Ame a mulher de um jeito diferente: respeite-a.

Ou, se for o caso:

Respeite a mulher de um jeito diferente: ame-a.

*

MULHERES E ESTRELAS

Há algo de diferente, muito diferente, no espírito feminino.

As mulheres têm uma capacidade de suportação, de resignação e resistência que transcende a imaginação e a perplexidade do homem.

As mulheres merecem mais, muito mais: mais poder, mais participação, mais reconhecimento. As mulheres são melhores.

Tem algo de múltiplo e vário na singeleza da mulher,

de arrebatador em sua beleza,

de premonitório em seu olhar,

de indecifrável no seu ser,

de irresistível em sua sedução.

Talvez porque não haja um homem que, no íntimo, não se quede ante esse poder invisível, invejável, de que foi dotada, às escondidas, a mulher. O poder e a resistência, a sedução e o encantamento femininos – ante os quais impérios ruíram e também se alevantaram,

vidas se ergueram e igualmente tombaram,

fracos se fortaleceram e heróis se acovardaram...

Sim... Seja à frente de reinados ou nos bastidores de residências, sentadas em tronos como rainhas reais ou em pé em casa como rainhas domésticas, as mulheres têm, escondido ou explícito, um poder diferente,

uma força indescrita,

um segredo não revelado,

um mistério indecifrado.

Mulher. Mar pouco navegado.

Território pouco desbravado.

Alma quase nunca compreendida.

Sentimentos quase sempre pouco correspondidos.

Desejos simples contrafeitos.

Vontades abissais insatisfeitas.

Uma mulher não é só um corpo, embora, mesmo quando acompanhada, seja uma alma só.

Sozinha.

Solitária.

Mulher – usada e ousada.

Mulher – cifrada e indecifrada.

Mulher – que acomoda e incomoda.

Mulher – citação e excitação.

Se o homem veio do barro, as mulheres vieram do pó.

Pó de estrelas.

Por isso brilham.

Por isso luzem.

Por isso ofuscam.

Por isso reinam.

Por isso voam.

... E também por isso nós homens as amamos.

* EDMILSON SANCHES

Brasília-DF - 07/03 /2026  Exposição Caru Brandi. Foto: Gabriela Puchineli/Divulgação 

Pela primeira vez, o artista gaúcho transmasculino não binário Caru Brandi faz uma exposição individual no Rio de Janeiro. E, isso, para ele, é importante por trazer visibilidade à cultura trans, conforme se refere ao seu trabalho e ao de companheiros que produzem esta arte.

A mostra Fabulações transviadas de Caru Brandi, que pode ser vista até 22 de abril, no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan), no Catete, zona sul da cidade, abre o calendário 2026 do programa Sala do Artista Popular (SAP).

Caru Brandi afirma estar muito feliz com o que chama de "abertura de caminhos" e por ser a primeira pessoa trans a expor neste espaço.

“Acho muito significativo, enquanto conquista da comunidade trans. Espero, inclusive, que isso se torne uma política não só do Centro de Folclore, mas de outras instituições aqui do Rio de Janeiro”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Brasília-DF - 07/03 /2026  Exposição Caru Brandi. Foto: Gabriela Puchineli/Divulgação 

O artista ficou satisfeito ainda pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular abrir espaço para um olhar sobre o conhecimento artístico a partir dos saberes trans. “Fiquei muito feliz em poder inaugurar este espaço aqui. É também a primeira vez que um projeto me chama para uma exposição fora de Porto Alegre”, comentou.

A exposição inclui obras do acervo do artista e outras criadas especialmente para a Sala do Artista Popular.

São cerâmicas e pinturas de Caru, que retratam, de forma lúdica e crítica, a transição de gênero. Todas as obras expostas estão à venda, e as visitas são de terça a sexta-feira, das 10h às 18h e nos sábados e domingos e feriados, das 11h às 17h. A entrada é gratuita.

No início, Caru Brandi expressava a sua arte por meio da tatuagem, quando já fazia desenhos. Com o seu processo de transição de gênero e de conhecer pessoas transmasculinas e não binárias foi se reconhecendo nelas e o processo criativo começou a mudar radicalmente em 2018.

“Saio de uma coisa mais realista que eu fazia antes, para uma coisa bem mais ficcional. Aí, começa meu processo artístico, junto com minha transição de gênero”, revelou.

Durante a pandemia, ele fazia faculdade de Direito e chegou a se formar em 2021, mas não foi adiante porque viu que o caminho na sua arte já se identifica com a transmasculinidade. “A pintura e o desenho, nessa época, veio como forma de encontro com essa comunidade.” Para ele, esse foi também um processo de coragem.

Com a sua preferência profissional já definida desde 2024, Caru Brandi cursa, atualmente, a faculdade de Artes Visuais, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Volto à academia como forma também de me profissionalizar enquanto artista. Entendi que precisava estudar. Foi importante porque me encontrei como arte-educador e a partir de 2024 trabalho na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre”, disse.

Perfomance

Antes da inauguração, na última quinta-feira (5), o público pôde participar da oficina “Imaginários do barro”, com o artista, que propôs uma vivência no universo da escultura em cerâmica.

Ainda na abertura, os visitantes participaram de performance com os artistas Maru e Kayodê Andrade sobre a potência da cultura ballroom, bailes realizados, nos anos 70, pela população LGBTQIA+, negra e latina nos Estados Unidos. Com  intervenções artísticas, desfiles e dança, a ballroom nasceu como uma forma de resistência.

Os dois artistas atuam na cena ballroom brasileira e em diferentes frentes da arte e do ativismo. Transmasculino não binário, Maru é modelo, atleta e multiartista/performer. Também transmasculino, Kayodê Andrade, de 25 anos, é modelo, ator, poeta, dublador e produtor cultural, reconhecido por sua atuação na comunidade LGBTQIAPN+. Kayodê é fundador do Coletivo TransMaromba, voltado à saúde mental e física de transmasculinos.

“Penso na coletividade. Trazer os meninos da ballroom para a exposição foi muito importante, porque foi uma forma de colocar outras pessoas junto comigo neste espaço. São processos que eu vou vivendo dentro de uma comunidade trans, me baseio nas minhas vivências, mas elas não são individuais. Falam de coletividade”, disse Caru Brandi.

Na visão do artista, também são vivências muito invisibilizadas.

“Muita gente não sabe que pessoas como eu existem, que homens trans existem, que pessoas transmasculinas existem e em diversas formas. Não é de um único jeito que essa existência vai estar".

O artista afirma que, em seu trabalho, busca também essa reflexão, de que existem diversas formas de ser trans e a exposição é ação educacional para as pessoas conhecerem a comunidade.

O texto do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular informa que a transmasculinidade se refere a pessoas que no momento do nascimento são categorizadas como do gênero feminino, mas, ao longo da vida, reconhecem-se como pertencentes ao gênero masculino, embora, não necessariamente, se reconheçam com a categoria homem. Já a não binaridade se refere ao não pertencimento ao binário de gênero homem ou mulher. 

Brasília-DF - 07/03 /2026  Exposição Caru Brandi. Foto: Gabriela Puchineli/Divulgação 

Pesquisa

A pesquisa e o texto do catálogo da exposição são do antropólogo Patrick Monteiro do Nascimento Silva. Ele visitou o ateliê onde Caru Brandi trabalha em Porto Alegre, recentemente conquistado depois do projeto Além-mundos: memórias do (in)imaginário2, que ele desenvolveu de forma colaborativa com outros artistas trans no espaço independente Casa Baka.

“Ao retratar esses seres que desafiam dicotomias estabelecidas, do que é humano, do que é a natureza, o que é homem, o que é mulher, a exposição abraça dicotomias, no caso da arte”, afirmou Patrick em texto divulgado pelo centro..

Para o antropólogo, é um marco importante para a SAP apresentar o fazer artístico de uma pessoa trans em uma mostra individual. “Atualmente, há no Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) um esforço para pensar sobre os patrimônios desse segmento da sociedade brasileira com a criação do Grupo de Trabalho LGBTQIAPN+, instituído através da Portaria do Iphan nº 260 de 27 de junho de 2025”, acrescentou Patrick.

De acordo com o diretor do CNFCP, Rafael Barros, é a primeira vez que a Sala do Artista Popular recebe um artista trans. Conforme disse, o trabalho de Caru é muito singular, muito expressivo, a partir da pintura e da cerâmica, mas que tensiona, esgarça, transborda os limites e os contornos do conceito de arte e de cultura popular.

Segundo Rafael, isso tem proporcionado ao espaço cultural entender um outro horizonte e uma outra perspectiva de trabalho que ajuda a pensar: O que é arte popular hoje?, qual o lugar da arte popular e qual o lugar do artista popular?.

“Em paralelo a isso, tem uma outra dimensão que é extremamente maravilhosa, que é a de compreender e entender o universo trans, o multiverso trans, os diversos universos que fazem parte das existências não-binárias, das existências queers como universos extremamente populares.”

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 05/10/2025 – Candidatos chegam ao local de prova do Concurso Nacional Unificado (CNU), no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O prazo para que 102 candidatos do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) de 2025 confirmem o interesse nas vagas imediatas para as quais foram convocados nessa sexta-feira (6) teve início às 10 horas (horário de Brasília) deste sábado (7) e terminará às 23h59 de segunda-feira (9).

A manifestação individual de interesse na vaga deve ser feita pelo candidato convocado exclusivamente na Página de Acompanhamento no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela execução do concurso.

É preciso ter a senha da plataforma Gov.br. O sistema permite apenas um registro por rodada de convocação, sem possibilidade de alteração posterior, mesmo dentro do prazo. 

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) avisa que, após o encerramento do sistema, não será possível registrar a confirmação do interesse na vaga.

Etapa necessária

A etapa de confirmação do interesse na vaga é necessária para o candidato permanecer habilitado para as próximas etapas do concurso, por exemplo, iniciar o curso de formação do cargo e a futura nomeação.

Porém, a confirmação de interesse não significa nomeação automática para assumir a vaga do certame. É preciso cumprir as demais fases do concurso.

Já a ausência de manifestação eliminará o candidato da concorrência para aquele cargo específico e para os de menor preferência, permanecendo apenas na disputa por eventuais cargos de maior preferência, se houver. 

Convocação 

Os 102 candidatos que podem manifestar interesse na vaga de preenchimento imediato neste sábado foram convocados um dia antes pelo Ministério da Gestão.

A lista com os nomes dos convocados foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (6), no edital 3/2026.

O candidato também poderá fazer a consulta individual na Página de Acompanhamento.

A convocação ocorre sempre para um único cargo por rodada, ou seja, aquele para o qual a pessoa passa a figurar como classificada em vaga imediata após a atualização das listas.

A nova convocação considera a ordem de preferência indicada pelo candidato no momento da inscrição e as regras estabelecidas em edital da segunda edição do CNU.

Passo a passo

A convocação pura e simples do candidato aprovado não é garantia de permanecer na disputa pelo cargo do concurso unificado.

O MGI avisa que apenas entrar na plataforma não configura manifestação da vontade. É indispensável o registro formal da decisão de interesse pela vaga diretamente na plataforma da seguinte forma:

  • Acesse o site do CNU 2025 da FGV
  • Entra na Página de Acompanhamento
  • Digite os dados da conta da plataforma Gov.br;  
  • Verifique o cargo convocado
  • Confirme se tem ou não interesse no cargo 
  • Conclua todas as etapas até a finalizar o registro.

Em caso de dúvidas, consulte o site oficial de respostas a perguntas frequentes.

Fluxo de convocações

Com as confirmações, a administração pública tem uma indicação mais clara de que quem quer assumir o cargo, o que pode acelerar a chamada dos próximos classificados. Isto porque as vagas não confirmadas serão ofertadas na rodada seguinte.

Segundo o MGI, o modelo de convocações sucessivas mantém ritmo de preenchimento das vagas de preenchimento imediato.

No dia 16 de março sai no Diário Oficial da União e no site da FGV a divulgação das classificações finais em vagas imediatas e lista de espera.

Ausência de manifestação

Se o candidato convocado pelo MGI informar não ter interesse na vaga imediata da segunda edição do CNU ou não acessar o sistema da FGV dentro do prazo (23h59 de 9 de março) este candidato será considerado ausente de manifestação.

Nessas situações, o aprovado será eliminado da concorrência para aquele cargo específico da convocação e para os demais, de menor preferência, permanecendo apenas na disputa por eventuais cargos de maior preferência, se houver.  

A falta de interesse na vaga pode alterar significativamente a composição das listas finais de aprovados no CNU 2025.

CNU 2025

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado oferece 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais. 

Do total de vagas, 3.144 são de nível superior, e outras 508, de nível intermediário. Os cargos são agrupados em nove blocos temáticos.

O chamado Enem dos Concursos registrou 761.528 inscrições confirmadas, com candidatos de 4.951 municípios. 

As provas foram aplicadas em centenas de municípios de todo o país, em dois dias de 2025. A primeira fase, de provas objetivas, ocorreu em outubro. A segunda, de discursivas, em dezembro.

(Fonte: Agência Brasil)

06.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à Escola Técnica Roberto Rocca, na Rodovia Rio-Santos (altura do km 392) – Santa Cruz. Rio de Janeiro - RJ.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e a Faculdade de Ciências Médicas do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) receberam, nesta sexta-feira (6), a habilitação para a criação de cursos de medicina no Rio de Janeiro.

A habilitação, que é um passo para o funcionamento do curso, foi formalizada durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Escola Técnica Roberto Rocca, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio.

De acordo com a PUC-Rio, a criação de uma graduação de medicina é um projeto antigo da universidade que, internamente, buscava viabilizá-lo há vários anos, mobilizando parcerias acadêmicas e hospitalares. A implantação da graduação médica inclui apoio à rede municipal de hospitais do Rio.

O ministro da Educação, Camilo Santana, que acompanhou o presidente Lula na visita, disse que a autorização para o funcionamento dos cursos, de fato, deve ser dada "o mais rápido possível".

"Estamos com a Rede D'Or e a PUC do Rio de Janeiro, única PUC que não tinha faculdade de medicina. Vamos assinar a habilitação como instituições de ensino, o primeiro passo para ter faculdade", disse.

A habilitação confere às instituições de educação superior já credenciadas a possibilidade de solicitar o protocolo do pedido de autorização do curso de medicina, bem como utilizar suas unidades hospitalares reconhecidas pelo Ministério da Saúde como hospitais de ensino.

Com a habilitação, as instituições seguirão o fluxo dos processos regulatórios do Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres). 

06.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à Escola Técnica Roberto Rocca, na Rodovia Rio-Santos (altura do km 392) – Santa Cruz. Rio de Janeiro - RJ.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Agenda no Rio de Janeiro

Lula cumpriu, nesta sexta-feira (6), várias agendas no Rio de Janeiro. Ele esteve na zona oeste e na zona norte da cidade, acompanhado do prefeito, Eduardo Paes, do ministro da Educação, Camilo Santana, e da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, além de parlamentares e representantes municipais. 

O presidente desembarcou na cidade pela manhã e, além da Escola Técnica Roberto Rocca, visitou a Comunidade do Aço, também em Santa Cruz, onde participou de entrega de moradias para a população em situação de vulnerabilidade social, parte dela beneficiária do Bolsa Família, programa do Governo do Brasil.

Uma das pessoas que recebeu a casa foi Mariza Batista. Ela conta que morava em um barraco com sete pessoas e três cômodos. Agora, ela tem a própria casa. "Eu moro no Aço, hoje eu não tenho vergonha de falar isso, moro em uma comunidade que foi transformada", disse ela à Agência Brasil. "Não tenho vergonha de ir no supermercado, fazer compras e mandar trazer, acho isso muito chique".

O presidente participou também, no Aeroporto Internacional do Galeão, de anúncio da instalação de hub internacional, o que deverá reforçar a conectividade internacional e consolidar o Rio de Janeiro como porta de entrada do turismo no Brasil.

Túnel em Campo Grande

06.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante inauguração do Túnel Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande. Rio de Janeiro - RJ.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula também participou da inauguração do Túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, o primeiro de Campo Grande, na zona oeste do Rio. A obra liga a Estrada da Caroba à Estrada da Posse, reduzindo o tempo de deslocamento de 15 para apenas cinco minutos.

O túnel faz parte da entrega da primeira fase do Anel Viário de Campo Grande, que envolve um investimento de, aproximadamente, R$ 1 bilhão, viabilizado via financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com recursos do município.

No fim da tarde, no Aeroporto Internacional do Galeão, Lula discursou no anúncio da instalação do Hub internacional da Gol Linhas Aéreas, o que deverá reforçar a conectividade internacional e ajudar a consolidar o Rio de Janeiro como porta de entrada do turismo no Brasil. Também estavam presentes a ministra Anielle Franco, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

(Fonte: Agência Brasil)

Cena do filme Goleiro, no Festival Internacional de Cinema de Brasília (BIFF) . Foto: Beatriz Lefèvre/Gullane

Foram abertas, nesta sexta-feira (6), as inscrições para as mostras competitivas do Festival Internacional de Cinema de Brasília (Biff, na sigla em inglês para Brasília International Film Festival). Realizado de 29 de abril a 3 de maio de 2026, no Cine Brasília, na capital federal, o festival exibirá produções nacionais e internacionais e terá sessões gratuitas abertas ao público.

Podem participar longas-metragens concluídos em 2025 e 2026, dirigidos por cineastas que estejam até em seu terceiro filme, incluído o que for indicar. As inscrições podem ser feitas pelo site oficial do festival ou pela plataforma FilmFreeway até o dia 20 de março.

A programação terá duas competições principais: a Mostra Competitiva de Longas-Metragens, com cinco filmes selecionados pela curadoria, e o Biff Junior, voltado ao público jovem, com três produções.

Além das exibições, o festival terá debates e encontros entre profissionais do audiovisual. Um dos destaques da edição de 2026 será a homenagem à produtora Gullane, responsável por filmes e séries reconhecidos no Brasil e no exterior.

Fundada, em 1996, pelos irmãos Caio Gullane e Fabiano Gullane, a produtora soma 58 longas-metragens e 53 séries para televisão e plataformas de streaming.

Cena do filme Goleiro, no Festival Internacional de Cinema de Brasília (BIFF) . Foto: Beatriz Lefèvre/Gullane

Em nota, a produtora afirmou que recebe a homenagem como reconhecimento de sua trajetória no audiovisual brasileiro:

“A Gullane se sente honrada com essa homenagem do Biff, especialmente pela história de colaboração e encontros ao longo dos últimos anos”, informou.

Como parte da homenagem, o festival exibirá três produções do catálogo da produtora: O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006), dirigido por Cao Hamburger; Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert; e a animação Arca de Noé (2024), dirigida por Sergio Machado e Alois Di Leo e inspirada na obra de Vinicius de Moraes.

A edição de 2026 também contará com parceria com a Mostra Competitiva de Cinema Negro Adelia Sampaio, voltada à valorização de narrativas do cinema negro.

Outra atividade prevista é o Encontro dos Festivais, realizado em parceria com o Fórum dos Festivais, que reunirá realizadores, curadores e representantes de eventos audiovisuais para discutir políticas culturais e estratégias de cooperação entre festivais.

A curadoria do Biff Junior será do ator e influenciador Theo Medon, conhecido entre o público jovem:

“Sempre fui apaixonado por cinema e percebi, ao participar de festivais, o quanto esses encontros são importantes para dar visibilidade a novas histórias”, afirmou.

O festival também terá ações de acessibilidade em parceria com o estúdio AllDub, responsável por serviços de tradução e legendagem. Segundo a CEO da empresa, Ana Motta, a iniciativa busca ampliar o acesso do público às atividades culturais.

“Contribuir para que essa experiência seja cada vez mais acessível é reafirmar nosso compromisso de que a cultura deve ser vivida por todos”, disse.

(Fonte: Agência Brasil)