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Na próxima quarta-feira, 29 de abril, o município de Açailândia registrará o 22º aniversário de sua maior instituição cultural – a Academia Açailandense de Letras (AAL). Açailândia, de antigo distrito de Imperatriz, de cujo território se desmembrou e tornou-se independente, em 6 de junho de 1981, alcançou, em pouco tempo, o posto de quinta maior economia do Maranhão, com mais de R$ 4 bilhões e 274 milhões em seu Produto Interno Bruto (PIB), que mede a produção de bens e serviços açailandenses. Acima de Açailândia, apenas a capital, São Luís (com economia de R$ 42,3 bilhões), e os municípios de Imperatriz (R$ 9,4 bilhões), Balsas (R$ 7,5 bilhões) e Santo Antônio dos Lopes (R$ 5,1 bilhões), segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2023.

Com esses números econômicos, Açailândia classifica-se na posição 366 entre 5.570 municípios brasileiros. Além disso, Açailândia posiciona-se com destaque em termos populacionais: com mais de 110 mil habitantes, e considerado o Censo de 2022, já é o oitavo maior município do Estado e de nº 292 entre as mais de 5.500 cidades brasileiras.

Açailândia, com tal dinamismo econômico e demográfico em sua história, amplia e consolida seu conceito de desenvolvimento com formação, fixação, ampliação e fortalecimento de suas Instituições, entre as quais destaca-se a Academia Açailandense de Letras (AAL), que completa 22 anos de fundação na próxima quarta-feira, 29 de abril de 2026. A AAL tem origem no Centro de Cultura Popular Engenheiro Bernardo Sayao, fundado em junho do ano 2000, quatro antes da Academia, para onde migrou grande parte dos acadêmicos, entre os quais Evangelista Mota Nascimento, fundador, e o atual presidente, reeleito, o jornalista, escritor e ativista ambiental Domingos Izaias Cezar Ribeiro.

A solenidade de aniversário da AAL prevê momentos da tradição acadêmica, como a entrada dos membros da Academia, a composição da Mesa, posse da Diretoria, pronunciamento de autoridades, fala do Presidente e posse de novos Acadêmicos. Em seguida, o palestrante convidado, Edmilson Sanches, também membro e ex-diretor da AAL, fará a esperada palestra, que está surpreendendo e encantando plateias em 19 Estados brasileiros. Sanches discorrerá sobre "INTELIGÊNCIA MARANHENSE, ORGULHO BRASILEIRO: A Contribuição do Maranhão para a Identidade e o Desenvolvimento do Brasil", resultado de décadas de pesquisa e estudos, que continuam. Em linguagem que informa, inspira e emociona, Edmilson Sanches revela inéditos e inusitados feitos de maranhenses, muitos deles desconhecidos e não reconhecidos, os quais, nos séculos XIX e XX, a partir do Sudeste do Brasil, sobretudo Rio de Janeiro e São Paulo, contribuíram para a evolução da Identidade, da Cidadania e do Desenvolvimento do Brasil em diversas áreas, em especial na Saúde (Medicina, Odontologia, Farmácia), Artes (Cinema, Teatro, Escultura, Desenho), Direito e Leis, Literatura e Música, Administração e Governo, Agricultura e Economia, Esportes e Espiritualidade. “O passado do Maranhão – diz Sanches – é seu presente de maior futuro. Lamentavelmente, não ousamos explorar esse sadio nicho da Economia Criativa, em que tanto se aplicaram e tanto bem fizeram conterrâneos maranhenses da Capital e do interior”.

Durante a palestra, serão apresentados livros históricos do acervo do palestrante. São obras originais com séculos de existência, dos anos 1700 e 1800, todas relacionadas ao tema da palestra. Para os interessados, e após o encerramento da solenidade, Sanches realizará sessão de autógrafos de vários de seus livros, inclusive sua obra mais recente, publicada pela Arte Impressa, editora de Minas Gerais. Os adquirentes terão até noventa dias de prazo para pagamento.

Com apoio da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Açailândia (ACIA) e do Poder Legislativo, a solenidade da Academia Açailandense de Letras terá lugar a partir das 19h, no plenário e auditório da Câmara Municipal de Açailândia, na Rua Ceará, 662, Centro. Para contatos: (99) 98439-9463.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Edifício sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogaram o prazo para o pedido de isenção de pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026. Inicialmente, os estudantes interessados deveriam solicitar o benefício até esta sexta-feira (24), mas, agora, o prazo segue aberto até o dia 30 deste mês. 

A solicitação deve ser feita na Página do Participante do Enem, por meio do login único da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br. 

A gratuidade na taxa de inscrição do Enem é prevista nos seguintes casos: 

  • matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026; 
  • estudantes de todo o ensino médio em escola pública ou bolsistas integrais em escola privada e que tenham renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio; 
  • pessoas de baixa renda com registro ativo no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico); 
  • beneficiários do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC); 

A isenção não é automática, portanto os candidatos que se encaixam em um desses requisitos devem solicitar a dispensa do pagamento. 

Ausência em 2025

O participante que obteve a isenção do pagamento da taxa no Enem de 2025, mas não compareceu às provas nos dois dias de aplicação, deve justificar a ausência caso queira solicitar o benefício novamente em 2026.  

Entre os documentos previstos no edital para justificar a falta, estão o boletim de ocorrência policial para casos de assaltos ou acidente de trânsito; atestado médico; certidão de óbito de familiares, dentre outros. Confira as especificações para o envio no edital.  

A justificativa da ausência no Enem 2025 também deve ser feita pela Página do Participante. 

Resultado

Os resultados das solicitações de isenção da taxa de inscrição serão divulgados pelo Inep em 8 de maio. 

Os solicitantes com pedidos de isenção negados poderão entrar com recurso administrativo entre 11 a 15 de maio. Os resultados definitivos dos recursos serão conhecidos em 22 de maio. 

Ainda não foi divulgado o início do período de inscrição para as provas. 

O Enem

O Enem é a principal prova para entrada no ensino superior brasileiro, por meio de iniciativas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu); o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos que têm 18 anos completos e alcançam a pontuação mínima em cada área do conhecimento das provas e na redação. 

(Fonte: Agência Brasil)

Uma vitória que entra para a história do futsal maranhense. Na noite dessa quinta-feira (23), o Balsas Futsal derrotou o Juventude AD (MS), jogo válido pela terceira rodada da LNF Silver, competição promovida pela Liga Nacional de Futsal (LNF). Jogando em casa, no Ginásio Castelinho, na cidade de São Luís (MA), o Balsas saiu atrás no placar, mas mostrou força, reagiu e se impôs para vencer o duelo por 3 a 1, conquistando seu primeiro triunfo na competição. Além disso, esta foi a primeira vitória de um time do Maranhão em 30 anos da Liga Nacional. 

O Balsas Futsal começou bem o jogo, mas, após desperdiçar algumas oportunidades, o time maranhense viu Acre abrir o placar para o Juventude AD (MS). Em desvantagem no marcador, o Balsas aumentou o ritmo ofensivo e, ainda na etapa inicial, Anthunys aproveitou vacilo da defesa adversária para deixar tudo igual: 1 a 1. 

Na volta do intervalo, o Balsas Futsal se impôs. Com uma defesa consistente e um ataque letal, a equipe da casa chegou à virada com Cacau. O gol animou o time maranhense que pressionava para ampliar a vantagem. E, após chute cruzado de Gustavo, Ronald desviou contra o próprio gol: azar do Juventude AD (MS) e 3 a 1 no placar para Balsas. 

“Estamos muito felizes com a vitória dentro de casa na Liga Nacional. Temos de agradecer ao público que veio aqui nos ajudar. Agora, é descansar e focar no jogo de sábado contra o Jaraguá (SC) pela Copa LNF, afirmou o ala Anthunys, autor de dos gols do Balsas diante do Juventude AD (MS). 

Com a vitória em casa, o Balsas Futsal se manteve na zona de classificação para os playoffs da LNF Silver. A equipe maranhense chegou aos 4 pontos e subiu para a 9ª posição na tabela. Pela LNF Silver, o Balsas volta a jogar somente no dia 5 de maio, quando visitará o Dracena (SP). 

Sábado tem Copa LNF 

Mas antes de pensar na sequência da LNF Silver, o Balsas Futsal terá um jogo eliminatório pela Copa LNF já neste sábado (25) à tarde. A equipe maranhense terá pela frente o multicampeão Jaraguá (SC). A partida vai ocorrer às 16h30, novamente no Ginásio Castelinho. Ingressos estão à venda e custam R$ 20. 

Adversário do Balsas Futsal em sua primeira participação na Copa LNF, o Jaraguá é uma das equipes mais tradicionais e vitoriosas da história do futsal. O clube catarinense é o atual bicampeão da Liga Nacional, faturou a Supercopa do Brasil de Futsal no início da temporada de 2026 e também foi eleito o melhor time de futsal do mundo pela Futsal Planet em 2025. Além disso, o Jaraguá é hexacampeão da LNF e da Copa Libertadores de Futsal, conquistas que reforçam a tradição do rival do time maranhense na primeira fase da competição nacional. 

O Balsas Futsal será o mandante da partida contra o Jaraguá pela primeira fase da Copa LNF por força de regulamento: de acordo com a Liga Nacional de Futsal, as equipes participantes da LNF Silver terão o mando de quadra nos jogos únicos contra os clubes da primeira divisão da Liga Nacional nesta etapa da competição nacional.  

O Balsas Futsal conta com os patrocínios do Governo do Maranhão, por meio da Sedel, da Prefeitura de Balsas, da Evolução Contabilidade, da Casa Sertaneja, da Mais Centro Médico Balsas e da New Agro.  

PRÓXIMOS JOGOS DO BALSAS FUTSAL

1ª fase da Copa LNF (25/4) // JOGO ÚNICO

16h30 – Balsas Futsal x Jaraguá (Ginásio Castelinho / São Luís) 

4ª Rodada da LNF Silver (5/5)

21h – Dracena Tempersul Unifadra x Balsas Futsal (Alaor Ferrari / Dracena) 

 5ª Rodada da LNF Silver (14/5)

19h – Balsas Futsal x Apodi Futsal (Ginásio Castelinho / São Luís) 

6ª Rodada da LNF Silver (17/5)

17h – Futsal São Lourenço/Casa do MDF x Balsas Futsal (Arena São Lourenço / São Lourenço do Oeste)  

(Fonte: Assessoria de imprensa)

São Paulo (SP), 23/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Gilberto Gil em foto para exposição fotográfica em SP. Foto: Lita Cerqueira/Divulgação

A carreira marcante construída por Lita Cerqueira em mais de cinco décadas de fotografia é contada na exposição Ofício: Luz: Lita Cerqueira: Direito de Olhar, que foi aberta ao público na última quarta-feira (22), no Sesc Pompeia, em São Paulo.

Amiga de grandes figuras da música brasileira, como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Elza Soares, a fotógrafa baiana tem um acervo repleto de imagens icônicas.

A mostra inclui 47 fotografias, três filmagens em câmera super 8, da década de 1970, e um conjunto de objetos do acervo pessoal da fotógrafa.

Grande parte do material é apresentada pela primeira vez ao público. Há fotografias que nunca foram digitalizadas e sete imagens coloridas inéditas, que se sobressaem pela raridade em um acervo composto majoritariamente por imagens em preto e branco.

Além das fotografias de grandes artistas, Lita também registrava o cotidiano da Bahia. Festas populares, retratos de rua e cenas domésticas compõem grande parte da produção da fotógrafa. Ganham destaque os registros de jovens mulheres negras e de cerimônias ligadas a religiões de matriz africana.

Como aponta um dos textos presentes na exposição, “esses registros, juntamente às fotografias da artista, também ampliam a representação do povo brasileiro e, em especial, do povo negro brasileiro”.

Intimidade no olhar

Um diferencial no trabalho da Lita é a forma com a qual é utilizado o olhar dos personagens que estão sendo fotografados. O programador do Núcleo de Artes Visuais do Sesc Pompeia, Felipe Abdala, explica que a escolha cria um sentimento de proximidade com o público.

“Uma das coisas que notamos [na fotografia da Lita] é que tem muita gente que olha para a câmera, diretamente para a câmera. São pessoas que sabem que estão sendo fotografadas e que, quando olham para a câmera, estão olhando para quem as fotografou e, quando isso é exibido, estão olhando para o público”, diz Abdala.

Segundo ele, Lita tem um olhar muito particular "que consegue criar uma intimidade com a pessoa que está sendo fotografada com o espectador”.

A curadoria é realizada pelo Sesc junto com a artista e sua equipe, com contribuição de Janaína Damaceno, responsável pelo texto crítico. A exposição integra a primeira parte do projeto Ofício Luz, que visa criar mostras voltadas para a linguagem da fotografia.

O evento permanecerá aberto para visitação até 13 de setembro. O Sesc Pompeia está localizado na Rua Clélia, 93, no bairro Água Branca. O horário de funcionamento é das 10h às 21h, de terça e sexta, e das 10h às 18h, nos sábados, domingos e feriados.

(Fonte: Agência Brasil)

09/04/2026 - Browser e app da página do MEC LIVROS. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Ministério da Educação informou que irá ampliar de 8 mil para 25 mil livros o acervo do MEC Livros, plataforma permite acesso gratuito a livros. 

O aplicativo disponibiliza títulos de autores nacionais e internacionais que podem ser alugados gratuitamente por qualquer pessoa que tenha uma conta Gov.br. Mais de meio milhão de pessoas já se cadastraram na plataforma, lançada no início do mês. 

A partir desta sexta-feira (24), usuários que tiverem lido, pelo menos, 10% da obra poderão devolvê-la antes do fim do prazo de 14 dias e fazer um novo empréstimo. Quem tiver lido 90% ou mais do livro pode também entregar antecipadamente. Atualmente, a devolução só pode ser feita depois de 14 dias e são autorizados empréstimos de duas obras por mês por CPF.

"A maior reclamação que a gente recebeu foi que as pessoas liam mais rápido, queriam pegar emprestado aquele livro, queriam devolver o livro para poder pegar outro livro e ler mais ainda. Então, a partir de amanhã, o empréstimo não se limitará ao prazo de 14 dias. Você poderá ler o seu livro. Se você não gostou e leu 10% do livro, você pode devolver o livro e pegar outro. E se você gostou e leu rápido, você também vai poder devolver o seu livro e pegar outro livro para continuar", explicou o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

O aumento do acervo do MEC Livros foi anunciado durante a entrega do 9º Prêmio Vivaleitura, que reconheceu projetos e experiências que promovem a leitura, em comemoração ao Dia Mundial do Livro. O evento teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Ninguém vai comprar um livro se não tiver dinheiro. Nós temos que fazer as pessoas lerem, mesmo que não possam comprar um livro, e o MEC Livros é exatamente isso”, destacou o presidente.

Veja como acessar o MEC Livros:

  • Basta acessar o site ou o aplicativo do MEC Livros e fazer o login com a conta do Gov.br;
  • Na primeira página, aparece uma lista de livros disponíveis, organizados por categorias  (“Em Alta”, “Best-Sellers”, “Autores Clássicos Brasileiros”);
  • Clique na capa da obra que deseja pegar emprestado. Há a opção de ler o resumo sobre a obra no botão “Mais informações”; 
  • Em seguida, clique no botão “Emprestar e Ler" e selecione o livro.

Plano de incentivo à leitura

No mesmo evento, o governo federal lançou o Plano Nacional do Livro e da Leitura 2026-2036, que traz metas para os próximos dez anos focadas em: ampliar o acesso a livros, reduzir o preço das obras, aumentar o número espaços de leitura, expandir livrarias no interior do país e incentivar a produção literária nacional.  

Uma das metas é aumentar de 47% para 55% o percentual de leitores brasileiros até 2035.

23.04.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Solenidade de entrega do Prêmio Vivaleitura, noCentro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), Brasília/DF.

 Foto: Ricardo Stuckert / PR

(Fonte: Agência Brasil)

O DIA MUNDIAL DO LIVRO, CERVANTES E AUTORES MARANHENSES

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O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor tem origem na Espanha. A data 23 de abril é a do falecimento, há exatos 410 anos (1616), de Miguel de Cervantes Saavedra, o notável espanhol autor de “Dom Quixote”, magistral obra em dois volumes (o primeiro lançado em 1605; o outro, em 1615).

Mas há registros dando conta de que, desde 1923, e também no mês de abril, Cervantes já era reverenciado em sua terra natal, com a criação de uma Feira de Livros em sua homenagem (homenagem consolidada – até pela realeza espanhola – nos anos seguintes, com registros em 1926 e 1930).

Em 1995, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) oficializou a data, e acrescentou-se que, naquele mesmo dia 23 de abril de 1616, além de Cervantes, outro gigante da Literatura universal também havia falecido: William Shakespeare, autor sobretudo de grandes textos teatrais que há séculos são levados ao palco e reinterpretados no Cinema.

Também foram citados outros autores com nascimento ou morte registrados em 23 de abril. (Não se dirá, aqui, da diferença de dias que aparece quando se converte o calendário juliano, vigente na Inglaterra shakesperiana, para o calendário gregoriano, vigente na maior parte do mundo, ocidental sobretudo).

Com uma obra numerosa e variada, e também sendo muito lido, citado e estudado, ainda assim Shakespeare não superou seu contemporâneo de morte: Cervantes teve uma de suas obras, o “Dom Quixote”, eleita como o melhor livro de todos os tempos, segundo escritores de qualidade inconteste e de fama mundial que se reuniram na Noruega, em maio de 2002, e escolheram a obra do sofrido autor espanhol – que penou como escravo, tinha problemas financeiros graves, convivia com brigas domésticas com filha e mulher (que o deixou), sofreu o descaso de desejados protetores na nobreza da Espanha, manteve interações homossexuais, inclusive forçadas, segundo alguns registros.

Além disso, Cervantes sofreu “ataque” de um até hoje insabido autor, que escreveu a continuação de seu “Dom Quixote”, beneficiando-se do sucesso da obra naquelas duas primeiras décadas dos anos 1600. (Ocorre que, em texto introdutório a outra obra sua, Cervantes antecipou que “Dom Quixote”, lançado em 1605, teria continuação, uma segunda e última parte. Alguém até hoje não descoberto, que não gostava de Cervantes e que também tinha gosto pelas Letras e pela escrita, antecipou-se a ele e escreveu uma obra pseudônima, dizendo ser a continuação. Isso obrigou Cervantes a apressar a segunda parte, final, de seu romance, que foi lançada em 1615, um ano antes de sua morte, em 1616).

O “Dom Quixote” de Cervantes é um dos orgulhos da nação espanhola. Com certeza, como livro e a partir da obra, a Espanha apresenta-se maior que seus 500 mil quilômetros quadrados (área dez por cento menor que a da Bahia, por exemplo). Essa é a força da Literatura e da nação que preza a Cultura.

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Cervantes e o 23 de Abril como Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor têm diversos pontos de contato com o Maranhão e autores maranhenses. Como antecipei, quando da oficialização da data pela Unesco, em Paris, em 1995, foi registrado que o 23 de abril lembrava a morte de Cervantes e de Shakespeare em 1616, e, entre outros registros, marcava também o nascimento do romancista russo Vladimir Nabokov, em 1899, e o romancista francês Maurice Druon, em 1918. Nabokov é autor, entre outras, da obra “Lolita”, de 1955, clássico da literatura mundial, filmado e refilmado, onde um professor universitário vive sua obcecação pela menina Dolores, apelidada Lolita, de 12 anos.

E onde o Maranhão “arranha” nessa história?

O outro escritor nascido em 23 de abril de 1918, o francês Maurice Druon, falecido em 14 de abril de 2009, nove dias antes de completar 91 anos, era bisneto do escritor maranhense Odorico Mendes, que nasceu em São Luís, em 1799, e morreu em Londres, em 1864. Maurice Druon pertencia à mais referendada de todas as academias do mundo ocidental, a Academia Francesa, da qual era decano e secretário perpétuo. Druon foi também ministro da Cultura em seu país, a França, pela qual havia lutado, inclusive na Resistência, em terras francesas e em Londres, durante a Segunda Guerra Mundial. Das dezenas de livros que Druon escreveu, um deles e sua única obra de ficção infanto-juvenil, chamada “O Menino do Dedo Verde”, de 1957, é uma das obras do gênero mais conhecida no mundo.

Druon esteve algumas vezes no Maranhão, terra de familiares e antepassados – a partir de Manuel Odorico Mendes, jornalista, político, tradutor, poeta e humanista, considerado o precursor da moderna tradução criativa, com suas traduções, pioneiras e integrais, das obras de Virgílio (“Eneida”, em latim) e Homero (“Ilíada”, em grego) para o português. Odorico Mendes também traduziu obras do francês Voltaire. Em 1999, nos eventos de 200 anos de nascimento de Odorico Mendes, em São Luís, lá estava Maurice Druon, prestigiando a memória do talentoso bisavô.

Portanto, há sangue e história maranhense – pela descendência de Odorico Mendes – nas homenagens que a Unesco fez quando, ao instituir o Dia Mundial do Livro, lembrou grandes nomes que nasceram ou morreram em 23 de abril...

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Relembrando o nome de Cervantes, autores maranhenses tinham-no em sua predileção, a ele dedicando estudos e até livros. É o caso, por exemplo, de Josué Montello (1917-2006). O notável romancista, ensaísta, jornalista, professor e teatrólogo são-luisense é autor de pelo menos duas obras sobre Cervantes: “Cervantes e o Moinho de Vento”, lançado em 1950 (Gráfica Tupy, Rio de Janeiro – RJ), e, três anos depois, “Viagem ao Mundo de Dom Quixote” (Universidade Federal do Ceará, Fortaleza/CE, 1953). Sobre o ensaio montelliano de 1950, o ótimo escritor, historiador e crítico literário paulista Brito Broca (1903-1961), em setembro de 1952, anotou, já ao final de sua alentada e excepcional introdução a uma edição de “Dom Quixote de La Mancha”: “[...] muito erudito e penetrante, no qual o autor procura ver no romance em questão uma sátira ao leitor crédulo”. E ainda: “Não será demais que patrícios nossos, como Josué Montello, venham a descobrir sentidos novos em tal livro”.

Brito Broca também registra, antecedentemente às anotações sobre o ensaio de Montello, que o maranhense, de Caxias, Coelho Netto, respondendo a João do Rio sobre “quais os autores que lhe haviam contribuído para a formação literária”, teria colocado “Dom Quixote”, precedido de, primeiro, “As Mil e Uma Noites” e “toda a obra de Shakespeare”.  Eis a íntegra do trecho:

“No inquérito realizado via ‘Gazeta de Notícias’, por volta de 1907, e reunido em volume, sob o título ‘O Momento Literário’, uma das perguntas dirigidas por João do Rio aos escritores era: quais os autores que lhe haviam contribuído para a formação literária. Coelho Neto coloca em primeiro lugar ‘As Mil e Uma Noites’; em segundo, toda a obra de Shakespeare; em terceiro o ‘Dom Quixote’. Mas a influência deste último decerto se filtrou de tal maneira na numerosa obra do romancista maranhense, a ponto de não nos permitir identificar qualquer manifestação concreta ou precisa”.

O parágrafo acima é o texto com a leitura de Brito Broca do que escreveu ou transcreveu João do Rio após a entrevista deste com Coelho Neto, texto publicado no livro “O Momento Literário”, onde Broca reúne 36 autores – outros oito não responderam ao “inquérito” (a lista de perguntas), entre eles os maranhenses Graça Aranha, que alegou que se deve “escrever pouco”; Aluísio Azevedo, que estava abarrotado de trabalho (“diante de mim uma torre de papeis”, teria escrito) no consulado em Cardiff, no País de Gales (Reino Unido); e Artur Azevedo, que, segundo Broca, “não disse nada”.

Afora Coelho Netto, de maranhense entre os 36 escritores entrevistados em "O Momento Literário" só vejo Raimundo Correia, o último do livro, onde ocupou só três páginas. Também vejo Rodrigo Otávio, que se casou com uma das filhas de Ricardo Leão Sabino, são-luisense e, residente em Caxias, professor de Gonçalves Dias, lá na Rua do Cisco, onde morei, região central da cidade "Princesa do Sertão Maranhense", minha terra natal.

Vejo também, entre os 36 autores do livro “O Momento Literário”, Medeiros e Albuquerque, pernambucano, que deu a ideia desse livro para João do Rio, que por sua vez lhe dedicou a obra. Medeiros de Albuquerque (1867-1934) foi da Academia Brasileira de Letras e era filho do maranhense, de Caxias, Joaquim José de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque, de quem herdou talento e o nome (com a inversão dos prenomes iniciais – José Joaquim).

A leitura direta do texto de João do Rio sobre Coelho Netto diz mais, e diferentemente, do que resumiu Brito Broca em sua magistral introdução a uma das edições brasileiras de “Dom Quixote”. Na transcrição de Brito Broca, Coelho Netto diz logo, com sua “rude franqueza meridional” (como anotou o autor paulista) que, para a formação literária dele, “não contribuíram autores, contribuíram pessoas”. Continua o caxiense: “Até hoje sofro a influência do primeiro período da minha vida no sertão. Foram as histórias, as lendas, os contos ouvidos em criança, histórias de negros cheias de pavores, lendas de caboclos palpitando encantamentos, contos de homens brancos, a fantasia do sol, o perfume das florestas, o sonho dos civilizados... Nunca mais essa mistura de ideais e de raças deixou de predominar, e até hoje se faz sentir no meu ecletismo. A minha fantasia é resultado da alma dos negros, dos caboclos e dos brancos. É do choque permanente entre esse fundo completo e a cultura literária que decorre toda a minha obra [...]”.

Só quando João do Rio insiste (“– Há, entretanto, uma parte da sua obra...”) é que Coelho Neto, nem deixando o jornalista carioca completar a frase, diz:

“– Sim, a parte fescenina [licenciosa, obscena]. É aí, no ‘Fruto Proibido’, que começo a ter a responsabilidade do meu trabalho. O amor pelas lendas, pelo fantástico ficou porém. O livro que mais me impressionou foi ‘As Mil e Uma Noites’. Depois toda a obra de Shakespeare, o ‘Dom Quixote’, os poetas gregos, Plutarco, que releio constantemente...”

João do Rio procura saber dos autores modernos de predileção de Coelho Netto, que lista:

“– Flaubert, o admirável Maupassant, Taine, que é a base da minha visão crítica, e os ingleses contemporâneos, com especialidade os dramaturgos”.

Coelho Netto menciona autores portugueses e outros mais. A parte que lhe coube em “O Momento Literário” de João do Rio tem sete páginas. Faço questão de antecipar, no parênteses abaixo, um pouco das informações que estarão em texto que preparo sobre o caxiense Aderson Ferro, escritor e odontólogo pioneiro no Brasil.

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(Parênteses: Quando Coelho Netto, acima, menciona, até qualificando de "admirável", o escritor francês Guy de Maupassant (1850-1893), lembrei-me de que tive acesso a uma ata manuscrita de uma sociedade de geografia comercial da França onde se registrava que, em um dia dos anos 1870, o dentista e escritor caxiense Aderson Ferro e o grande escritor francês Guy de Maupassant, amigo de Gustave Flaubert, estavam os dois, Aderson e Maupassant, tomando posse na dita sociedade. Aderson Ferro tinha saído de Caxias em setembro de 1877 para estudar “Arte Dentária” (Odontologia) em Paris e lá tornara-se membro da Sociedade Nacional de Geografia da França, e nesta condição estava na reunião com Maupassant e como este sendo admitido em uma sociedade mais específica da área, neste caso, Geografia Comercial.

Também sobre Aderson Ferro descobri que, sim, e distintamente do que se registra em textos – poucos – biográficos, ele voltou para o Maranhão após retornar da França, tendo montado consultório na Rua da Paz, em São Luís, como comprovam anúncios de sua atividade profissional publicados em jornais da capital maranhense naquela segunda metade do século XIX (anos 1880). Só depois, por motivos ainda insabidos, é que Aderson Ferro mudou-se para o Ceará, onde clinicou em Fortaleza e, depois, em diversas cidades do interior cearense, onde, em Baturité, faleceu e está enterrado).

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Portanto, tornando a Brito Broca: ele ampliou para “formação literária” o que o próprio Coelho Netto assumiu como livros que mais o “impressionaram”, além do que, de cara, o maranhense-caxiense ter dito que não “autores”, mas “pessoas” (negros, caboclos, brancos) é quem contribuiu para a formação do autor, desde logo “em criança” – “Até hoje sofro a influência do primeiro período da minha vida no sertão”. (Veja-se a obra “O Momento Literário”, de João do Rio – pseudônimo do jornalista, cronista, tradutor e teatrólogo carioca João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto[1881-1921] –, publicada pela Criar Edições – Curitiba, 2006).

Tornando à obra de Cervantes. Além de Josué Montello e Coelho Netto, o maranhense-ludovicense  Aluísio de Azevedo foi tocado pelo talento cervantino: na mesma introdução a “Dom Quixote”, Brito Broca consigna que, em busca de uma “revivescência indígena do herói de Cervantes”, uma espécie de Dom Quixote brasileiro – como à época já existiam Quixotes nas literaturas alemã, russa, francesa e italiana –, Aluísio de Azevedo “teve ideia semelhante, por volta de 1909, de fazer um Dom Quixote da fé, inspirado na figura de Antônio Conselheiro [...]”. A ideia aluisiana não se materializou...

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A influência e/ou a presença de autores maranhenses nos diversos estratos da Literatura – universal, brasileira, regional – é matéria a ser consolidada e ampliada, tais e muitas são as menções, citações, dissertações, teses e outros trabalhos acadêmicos, além de livros, textos em jornais etc. produzidos por ou sobre nossos conterrâneos, Brasil adentro e mundão afora.

Um dia haverá uma decisão, farto apoio e a efetivação de um trabalho de pesquisa, coleta, documentação e disseminação de informações e trabalhos relacionados aos – ou de autoria de – talentosos maranhenses que contribuíram, e muito, para que nosso país se houvesse melhor, seja enquanto realidade para nós, seja como referência para outrem.

* EDMILSON SANCHES

Imagens:

Os escritores Miguel de Cervantes, Coelho Netto, Josué Montello e Aluísio Azevedo.

Rio de Janeiro (RJ), 23/04/2026 – Orquestra Sinfônia Juvenil Chiquinha Gonzaga.
Foto: Rafael Ribeiro/Divulgação

Jovens instrumentistas de idades entre 13 e 21 anos, estudantes de escolas da rede pública do Rio de Janeiro, começam, nesta sexta-feira (24), uma turnê na Itália, com a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, que foi criada em 2021 com a intenção de ampliar a representatividade de meninas nesse tipo de música.

Para simbolizar “uma herança de luta, liberdade e protagonismo feminino” não à toa é a primeira maestra do Brasil, Chiquinha Gonzaga, quem dá nome à Orquestra com formação exclusivamente feminina, composta por 52 instrumentistas.

“Foi uma escolha muito consciente e carregada de significado. Chiquinha foi uma mulher à frente do seu tempo, que rompeu barreiras em uma sociedade extremamente restritiva para as mulheres. Ela foi compositora, maestra, ativista, uma mulher que lutou por autonomia e liberdade”, disse a diretora-executiva da Orquestra, a pianista Moana Martins, à Agência Brasil por meio de mensagem no WhatsApp.

“Ao trazer o nome dela, a gente conecta as meninas a essa inspiração de coragem e realização. É como se disséssemos todos os dias: vocês também podem transformar a história”.

A orquestra vai completar cinco anos em 2026. O mesmo tempo em que a flautista Nathaly Joyce, de 21 anos e moradora de Tomás Coelho, zona norte da capital, está nesse projeto, onde ingressou ao ser aprovada em uma audição.

A jovem disse que, quando está no momento da apresentação, passa quase um filme na sua cabeça. “Desde de quando a gente tinha dificuldade em uma música e por conta de estudos e motivação, não só de professores e maestros, mas da própria orquestra, a gente ali se apoiando. É lindo ver o companheirismo e a aliança através da música”, disse à Agência Brasil.

Nathaly se sente “sortuda e privilegiada” em ter uma família que a apoia 100% no que faz e atualmente leva a música como profissão. Não faltam planos para a carreira.

“Estou me formando em faculdade de música e penso futuramente continuar na área musical e em outras áreas como regência e fazer mestrado e doutorado”.

Programação

Em sua estreia na Itália, o grupo tem agenda extensa entre os dias 23 e 1º de maio, incluindo uma audiência com o papa Leão XIV, no dia 29, na Praça São Pedro, no Vaticano, e ainda programação em outros espaços culturais de Roma. A turnê Conexão Vaticano faz parte das comemorações do Bicentenário das Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé.

A agenda das Chiquinhas, como são chamadas, prevê atividades de intercâmbios acadêmicos com importantes instituições de música da Europa, como a Sapienza Università di Roma e a Accademia de Santa Cecilia.

Tem ainda apresentações no Cinema Troisi, na Sapienza Università di Roma e na Embaixada do Brasil em Roma para o encerramento da mostra audiovisual de cinema brasileiro, que também integra o Bicentenário das Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé.

Para a violinista Clarysse Amaral, de 21 anos e moradora de São Cristóvão, na zona norte do Rio, se apresentar para o papa é algo inexplicável. “Não tem nem como comparar com outra coisa. Eu vejo como importante e acho que é um feito histórico, sinceramente”, afirmou em áudio do WhatsApp para a Agência Brasil.

Clarysse acrescentou que recebe muito apoio da família na sua carreira. “Graças a Deus estão sempre comigo e muito felizes com as minhas conquistas tanto na Chiquinha como na música em si. Sou muito grata a eles”, comentou.

Lista

Rio de Janeiro (RJ), 23/04/2026 – Orquestra Sinfônia Juvenil Chiquinha Gonzaga.
Foto: João Dultra/Divulgação

O repertório do concerto traz homenagens a compositores de destaque da música brasileira, entre eles, Carlos Gomes, Guerra-Peixe, Baden Powell, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Djavan e Chico Buarque. A cantora Flor Gil, neta de Gilberto Gil, fará uma participação especial nos concertos.

O programa ainda prevê a obra inédita da compositora brasileira residente na Itália, Ágatha Lima, que venceu uma chamada pública organizada pelo projeto.

A regência da Orquestra é de Priscila Bomfim, mas como ela não pôde viajar para a turnê, a função vai ficar sob a responsabilidade de Ludhymila Bruzzi. Para a maestra, trabalhar com as meninas da OSJ Chiquinha Gonzaga tem sido uma alegria e um incrível aprendizado, que vai além da música.

“É sobre criar laços, cultivar a confiança, e principalmente a autoconfiança delas em relação ao ofício de ser musicista, em um meio ainda tão dominado pelos homens”, afirmou à Agência Brasil por meio de mensagem no WhatsApp.

“O fato da orquestra ser só de meninas, mulheres pesa muito para que a mudança seja cada vez mais rápida e presente no meio musical. Existe um senso de união e representatividade muito vivo entre elas, fazendo com que tenham a certeza que podem e devem estar ali e em qualquer outro grupo ou palco pelo mundo”.

A turnê Conexão Vaticano tem o apoio do Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil junto à Santa Sé, da Embaixada do Brasil em Roma e do Instituto Guimarães Rosa, além do patrocínio da Zurich Santander, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A patrocinadora master da Orquestra é a Petrogal Brasil, Joint Venture Galp|Sinopec, que apoia o desenvolvimento do projeto ao longo do ano, também com a utilização dessa legislação.

A ida à Itália é a sexta turnê internacional da OSJ Chiquinha Gonzaga. Em 2025, com a participação de Flor Gil, a Orquestra se apresentou no Carnegie Hall, em Nova York, nos Estados Unidos, e no Festival Nos Alive, em Oeiras, Portugal. Em 2024 foi a Bordeaux, na França e, em 2023 a cidades da Suíça. No ano anterior, as Chiquinhas estiveram em Portugal e Espanha. Das 52 jovens instrumentistas, 27 participam da viagem na turnê Conexão Vaticano.

Projeto

Manter um projeto como este, de acordo com a diretora executiva, não é uma tarefa simples porque é um grande ecossistema social que inicia nos polos e se estende às ações de formação profissional. “O que nos faz seguir em frente com firmeza é o propósito”, contou.

“Sou muito feliz por acompanhar o crescimento de cada Chiquinha. Elas começam ainda tímidas, encontrando o seu som e não demora muito, a transformação acontece. As meninas vão ocupando seus espaços nos teatros, nas universidades, protagonizando histórias lindas e realizando seus sonhos e de suas famílias”, comemorou.

Segundo Moana, o impacto do projeto nas famílias e nos territórios é muito concreto. A diretora acrescentou que são visíveis as mudanças no desempenho escolar, no comportamento, na forma como as meninas se posicionam no mundo.

“Elas se tornam referência dentro de casa, inspiram irmãos, fortalecem vínculos familiares e criam novas possibilidades dentro de contextos que, muitas vezes, são marcados por limitações de acesso. A orquestra acaba sendo um vetor de mobilidade social e também de transformação simbólica que amplia horizontes”.

“No fim das contas, o que sustenta a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga é o sentido”, diz Moana.

Para comemorar os cinco anos de trajetória, a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga lançou um selo comemorativo que “representa não apenas um aniversário, mas também uma história construída com dedicação, formação artística e impacto social”.

O rigor acadêmico é uma das marcas do programa da OSJ Chiquinha Gonzaga. Somente as alunas com os melhores resultados escolares participam dos intercâmbios internacionais.

“Como reflexo direto dessa política, o Relatório de Impacto 2025 aponta um desempenho 96,6% superior em comparação à média dos estudantes da rede estadual do Rio de Janeiro”, informou a diretoria da orquestra.

Além dos resultados acadêmicos, o projeto destacou ainda a profunda transformação de mentalidade das alunas. “São jovens que, em muitos casos, são as primeiras de suas famílias a ingressar na universidade e a construir projetos de vida mais ambiciosos e sustentáveis, que demonstram o poder transformador da música”.

(Fonte: Agência Brasil)

Alunos em sala de aula. Foto: Sam Balye/Unsplash

Os avanços das tecnologias de inteligência artificial (as IAs) e também da desinformação impõem às faculdades de jornalismo a necessidade de potencializar uma formação humana baseada em crítica e ética. Essa é uma das considerações da professora Marluce Zacariotti, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), presidente da Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (Abej). 

Para ela, é indispensável que esses pilares sejam responsáveis para a permanente conquista da confiança social, em dias tão desafiadores. A pesquisadora está em Brasília para o 25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (ENEJor), na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB). As atividades ocorrem até 24 de abril.

Não precisa de nova disciplina

A pesquisadora entende que a formação e a profissão passam por momentos que pedem reflexão e ações. Não se trata, então, apenas de aperfeiçoamento técnico, de acrescentar uma disciplina de inteligência artificial ou de combate à desinformação na matriz curricular. Para ela, esses temas devem ser trabalhados de forma transversal nas disciplinas do curso. “É preciso olhar para a pedagogia do jornalismo com o objetivo de reafirmar o papel clássico da atividade”, disse à Agência Brasil. 

A formação não deve abrir mão, segundo ela, de trabalhar a pesquisa jornalística e as metodologias de verificação de dados. Para ela, as tecnologias devem potencializar essas atividades, mas é preciso que seja reforçado o papel humano do fazer jornalístico. Olhar além dos muros da faculdade. Esse seria um papel da extensão universitária. Pensar em públicos e parcerias que vão colaborar com o aprendizado. “O jornalismo é um curso, por natureza, extensionista”. 

No evento em Brasília, ela citou que é fundamental que os cursos de jornalismo estabeleçam parcerias para reafirmar o papel da extensão no processo de ensino e aprendizagem.

As instituições podem ajudar a pedagogia para ajudar a decifrar o “novo universo”, a fim de identificar contextos econômicos e políticos. “É preciso entender que a gente vive nesse novo universo. Fechar as portas para isso é estar distante também dos nossos alunos”.

O viés social seria, então, inerente à formação. Dentro desse olhar humano que se exige do estudante e do jornalista, a formação, segundo entende, não deve vilanizar as tecnologias. Ela defende que os pesquisadores não devem olhar para as novidades de forma apocalíptica. 

“É preciso olhar e entender que são ferramentas que a gente precisa saber usar da melhor maneira possível. É não negar, mas aproveitar o potencial que elas podem ter para nos ajudar”. 

Para ela, há alunos também sem entender como fazer a utilização dessas ferramentas. O diálogo com os alunos é fundamental para a busca de soluções. 

Expor o método

Ela ressalta que é preciso que o jornalista seja formado com consciência cidadã. “É um caminho do qual não podemos abrir mão para o fortalecimento perante a sociedade. É preciso investir em educação midiática, a literacia midiática a fim de explicar para o público sobre o ecossistema mediático. 

Nesse cenário, será preciso compreender as diferenças sobre o que fazem os jornalistas e o que realizam os influenciadores. “Muitas vezes, as pessoas não sabem se aquilo é uma informação jornalística produzida por profissionais, com visões, abordagens e contextualização do tema”.

Sistema midiático 

Não obstante, os professores devem levar em consideração que, na escalada da desinformação, o cenário é de completa reconfiguração do ecossistema midiático. Ela explica que os pesquisadores avaliam que as grandes corporações midiáticas são as big techs (gigantes de tecnologia) e não mais os veículos tradicionais. 

“Se antes a gente falava de impérios midiáticos, agora lidamos com forças um pouco mais ocultas porque a gente está lidando com algoritmos”, argumenta. Um sistema midiático em que cada indivíduo é um gerador de dados. Esse sistema midiático, “digitalizado e plataformizado”, requer colocar a crítica e a ética antes da técnica. 

Até por isso, ela diz que a formação em jornalismo deve prever uma preparação para encarar os desafios de forma responsável a fim de fazer o diferencial. “Não reproduzindo, mas produzindo com essas possibilidades tecnológicas”.

Presença 

A pesquisadora também destaca que a formação na profissão deveria priorizar aspectos presenciais. “O jornalismo é uma atividade coletiva, que exige a troca. É sempre muito difícil imaginar como fazer isso totalmente on-line”.

Da mesma forma, as redações coletivas no campo profissional são mais ricas de discussão do que o trabalho virtual. “Isso afeta, inclusive, o perfil do próprio jornalista”. O jornalista está cada vez mais na redação e menos na rua. Isso também tem relação com as condições precarizadas de trabalho.

(Fonte: Agência Brasil)

– Psicanalista e escritor disse estar “impressionado com todas as informações”, com a “alegria e humor” e “com a profundidade de tudo” na palestra de Edmilson Sanches.

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Realizadas na primeira semana de abril, no Clube Militar e na Academia Pan-americana de Letras e Artes do Rio de Janeiro, as palestras do administrador, jornalista e escritor Edmilson Sanches continuam merecendo repercussão positiva em diversos pontos do país.

A partir do tema-título “MARANHÃO, CAPITAL RIO”, Sanches discorreu por mais de duas horas sobre grandes nomes de maranhenses que, baseados no Sudeste do Brasil, sobretudo Rio de Janeiro e também São Paulo, realizaram feitos que mudaram e melhoraram para sempre a Identidade, a Cidadania e o Desenvolvimento nacionais.

Na Medicina, Odontologia, Farmácia-Bioquímica, na Administração e Economia, no Direito e Leis, nos Esportes e na Espiritualidade, na Literatura e na Música, no Cinema e Teatro, nas Artes e na Cultura em geral, na Agronomia e Botânica, na Antropologia e no Folclore e em diversas outras áreas do Conhecimento homens e mulheres do Maranhão, nos séculos XIX e XX, descobriram e inventaram, escreveram e fundaram, instituíram e criaram, agiram e lutaram pela implementação de inovações técnicas, científicas, jurídicas e culturais que contribuíram para um Brasil melhor.

Avanços na Cardiologia, Hematologia, Medicina Tropical, Oftalmologia, Odontologia, Anestesiologia; redação de Leis pioneiras de proteção à mulher trabalhadora, de liberdade de crença e culto, da separação Igreja-Estado, a Lei do Ventre Livre, a criação do Ministério da Agricultura, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, da primeira companhia imobiliária do país, do primeiro movimento para criação de instituição financeira no século XVIII, criação ou implantação de diversas “Escolas”, tendências ou movimentos literários (Indianismo, Parnasianismo, Realismo, Tradução, Tradução Criativa, Modernismo, Concretismo, Neoconcretismo, Poesia Práxis etc.) e dezenas, senão centenas de outros feitos põe cientistas e intelectuais, gestores e políticos maranhenses em ações de vanguarda, de protagonismo e de pioneirismo na formação histórico-cultural nacional.

“PROFUNDIDADE”

Para o psicanalista, escritor, músico e acadêmico carioca Frederico Amitrano, que no dia 6 de maio, no Shopping Downtown, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, lança seu livro “A Ciência dos Restos – De que se Ocupa a Psicanálise”, “todas as informações” de Edmilson Sanches deixaram-no “impressionado”. Escreveu Amitrano: “Caro Edmilson, / Precisei sair antecipadamente durante a palestra, pois fui palestrar também, na Cinelândia. Um compromisso maçônico da Ordem da qual presido no Rio de Janeiro. // Mas fiquei muito impressionado com todas as informações, com a maneira alegre, com o humor irônico e com a profundidade de tudo o que falou. // Gostaria de parabenizá-lo. Inclusive, por definir com maestria uma coisa que se observa diariamente na Psicanálise: o invisível move o visível! É isso! Sempre soube disso, mas não havia vestido esse saber numa sentença como você fez e me ensinou. // Obrigado por tudo. Lamento não podermos conversar, mas acredito que a poesia e a arte nos darão outra chance. Forte abraço! (FREDERICO ALEXANDRE DA SILVA AMITRANO, Rio de Janeiro/RJ)”.

“REPENSAR”

“Foi a sua palestra que abriu uma janela que me fez repensar em tudo que eu já escrevi e se perdeu no tempo […]”, escreveu o acadêmico, coreógrafo, dançarino e diretor artístico Stefânio Márcio Coêlho Vieira, referência brasileira em Dança Inclusiva e fundador da Cia. Livre Acesso de Teatro e Dança Inclusivos, no Rio de Janeiro (RJ). Stefânio Vieira escreve e exclama: “Nossa! // Eu não estava com pretensão para tanto, até porque, diante de você, ainda necessito comer muito feijão com farinha, e nem sei por onde começar. // Simplesmente te relatei a minha verdade, algo que o meu coração se sentiu confortável e ao mesmo tempo confiante. // Tudo isso após escutar e me sentir fazendo parte da sua palestra. Veja que incrível! // Acredito que a arte, independente da sua forma de expressão, é capaz fazer… fazer você refletir… e foi ela, a sua palestra, quem abriu uma janela que me fez repensar em tudo que eu já escrevi e se perdeu no tempo… […]” Sobre obra de Edmilson Sanches, disse: “Pelo seu talento literário, eu já esperava um trabalho desse nível […]. Você é uma verdadeira enciclopédia! Parabéns!” (STEFÂNIO VIEIRA, acadêmico, coreógrafo, diretor artístico, Rio de Janeiro/RJ).

“CONHECIMENTO”

De Fortaleza, Ceará, o escritor, empresário e acadêmico Antônio Cruz Gonçalves escreveu: “Caro Amigo e Conterrâneo Sanches. // Você com o seu vasto conhecimento e facilidade em se expressar, arrasou na entrevista no Programa Cultura em Movimento, no Rio de Janeiro. // PARABÉNS! Você enalteceu nossa Caxias, o nosso Maranhão e o Brasil como um todo. // Que Deus o ilumine para continuar sempre bravo e competente.” (ANTÔNIO CRUZ GONÇALVES, Fortaleza/CE).

“ENRIQUECIMENTO”

A professora, escritora, psicopedagoga e compositora musical Graça Coêlho confirma que “é sempre um grande prazer e uma grande oportunidade de enriquecimento ouvir Edmilson Sanches”. Em outra oportunidade, disse Graça Coêlho, que é acadêmica de Instituições culturais de São Paulo e Rio de Janeiro: “Edmilson fala com muita propriedade. Ele tem muita coisa pra gente escutar e aprender.” Escreveu ainda Graça Coêlho: “[…] desde o dia da sua palestra – "Maranhão, Capital Rio" –, em Assembleia da APALA RJ, no dia 2 de abril de 2026, na Federação das Academias de Letras do Brasil, que desejo me expressar por escrito, além da minha fala do momento, quando comuniquei a minha decisão de adiar a minha palestra (‘Suassunas: Madeira que Cupim não Rói’) em prol da sua. // Edmilson Sanches é um maranhense orgulhoso de suas raízes, dedicado à cultura de sua terra e reconhecido estudioso e palestrante de excelência. Ouvir suas explanações é sempre motivo de grande alegria e enriquecimento. // Como nordestina de essência, cultivo profundo amor por minha terra, preservo meu sotaque e faço questão de difundir nossa cultura por onde passo. Minha admiração por você, nasce dessa afinidade: o mesmo zelo, orgulho e compromisso com nossas origens. // Parabenizo-o pela forma exemplar com que valoriza suas raízes e pela capacidade de evidenciar a relevância da contribuição maranhense na construção do nosso país. Pessoas como você mantêm viva a nossa história”. (GRAÇA COÊLHO, Rio de Janeiro/RJ)

“RESPEITO”

De Imperatriz, Maranhão, escreveu Lucinete Cunha Oliveira, técnica em Enfermagem: “Tive o privilégio de participar de uma palestra sua no antigo CEFET [Centro Federal de Educação Tecnológica, atualmente IFMA - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão]. // Foi incrível!!! Parabéns! // Você merece esse respeito!!” (LUCINETE CUNHA OLIVEIRA, Imperatriz/MA)

“BOQUIABERTO”

O jornalista, escritor e ambientalista Domingos Izaías Cézar Ribeiro, presidente da Academia Açailandense de Letras, escreveu: “Meu prezado confrade ao dobro, Edmilson Sanches, eu só tenho a concordar com todas as pessoas entrevistadas nesta matéria. Ouvi o nobre conferencista pela primeira vez em agosto de 1988, no auditório Nereu Ramos, da Câmara Federal, em Brasília, que me deixou boquiaberto, e este testemunho darei antes de sua conferência em Açailândia. Portanto, endosso, assino embaixo, todas as declarações. […]” (DOMINGOS CÉZAR RIBEIRO, Açailândia/MA).

Fotos:
Frederico Amitrano, Stefânio Vieira, Antonio Cruz Gonçalves, Graça Coêlho, Lucinete Cunha Oliveira e Domingos Cézar Ribeiro.

09/04/2026 - Browser e app da página do MEC LIVROS. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Mais de 566 mil pessoas já se cadastraram na plataforma literária disponibilizada pelo Ministério da Educação (MEC), o MEC Livros. Cerca de 263 mil obras já foram alugadas desde o lançamento, no dia 6 de abril. . 

O aplicativo disponibiliza mais de oito mil títulos de autores nacionais e internacionais que podem ser alugados gratuitamente por qualquer pessoa que tenha uma conta Gov.br. 

“A iniciativa contribui para preservar o patrimônio literário, ao mesmo tempo em que democratiza o acesso à literatura, incentiva o hábito de leitura, promove a integração de novas tecnologias na educação e apoia as práticas pedagógicas”, diz o MEC. 

Os cinco livros mais lidos na plataforma são, nesta ordem: 

  • Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski; 
  • A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli; 
  • Sem Despedidas, de Han Kang; 
  • A Vegetariana, da mesma autora e 
  • Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J.K. Rowling.

Como acessar

Para ler os livros disponíveis, basta acessar o site ou o aplicativo do MEC Livros e fazer o login com a conta do Gov.br.

O aplicativo está disponível para Android, computadores e, também, tem integração com o portal gov.br.

Na primeira página, já aparece uma lista de livros disponíveis, organizados por categorias como “Em Alta”, “Best-Sellers”, “Autores Clássicos Brasileiros”, entre outras. 

Ao clicar na capa da obra que deseja pegar emprestado, há a opção de ler o resumo sobre a obra no botão “Mais informações”. Após clicar nesse botão, abrirá uma nova página que contém o botão “Emprestar e Ler”, basta selecioná-lo e o livro estará à disposição para leitura. 

Os livros devem ser devolvidos em 14 dias, quando o usuário pode optar pela renovação do empréstimo pelo mesmo período ou pela devolução do título. 

Segundo o MEC, estão sendo implementadas melhorias para permitir a devolução a qualquer tempo, além da possibilidade de habilitar essa função a partir de 90% da leitura, ampliando a autonomia do usuário na gestão dos empréstimos.

(Fonte: Agência Brasil)