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São Paulo (SP), 09/11/2025 - Estudantes no primeiro dia de provas do ENEM na UNIP Vergueiro em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.

O Ministério da Educação (MEC) anunciou, nessa segunda-feira (8), que os alunos concluintes do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A Portaria nº 422/2026, publicada ontem, prevê a inclusão do exame Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), visando aumentar a participação dos estudantes para uso do Enem no Saeb. 

Inscrição automática

De acordo com o MEC, a inscrição automática já passa a valer para edição 2026 do Enem. O estudantes concluintes, do 3º ano, serão inscritos a partir de dados encaminhados pelas redes de ensino. 

O aluno terá apenas que confirmar a participação no exame e escolher a prova de língua estrangeira que deseja fazer, além de solicitar recursos de acessibilidade se necessários. 

Mais locais de prova

Com a novidade, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, irá aumentar o número de locais de aplicação das provas do Enem em cerca de 10 mil escolas. Estima-se, conforme o ministério, que 80% dos alunos da rede pública façam as provas na própria escola em que estudam.

O ministério informou que já estuda apoio de transporte e deslocamento para aqueles estudantes que precisarem fazer o exame em outras cidades.

Com essas medidas, o MEC espera, pelo menos, que 70% dos concluintes das escolas públicas participem do Enem em 2026, consolidando o exame como parte importante da avalição da educação básica. 

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 18/05/2026 - Ex-jogador de futebol Geovani. Foto: Reprodução X/Vasco

O futebol brasileiro amanheceu de luta nesta segunda-feira (18).  O ex-jogador capixaba Geovani Silva, ídolo do Vasco e ex-meia da Seleção brasileira, morreu em Vitória, aos 62 anos. De acordo com nota publicada pela família nas redes sociais, ele passou mal de madrugada, chegou a ser levado a um hospital em Vila Velha (ES), mas não resistiu. Apelidado de “Pequeno Príncipe” pela torcida cruzmaltina nos anos de 1980, o ex-meia de 1,68 de altura sobressaía em campo por visão de jogo aguçada e dribles perfeitos.  

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do nosso guerreiro Geovani Silva. Na madrugada de hoje, ele passou mal de forma repentina e foi socorrido imediatamente ao hospital maiș próximo. Apesar de todos os esforços da equipe médica e das tentativas de reanimação, infelizmente ele não resistiu. Estamos todos muito abalados e tristes com essa partida tão inesperada”, disse a família em publicação no Instagram.

Ingressou na base do Vasco nos anos 1980, após iniciar a formação pela Desportiva Ferroviária (ES). Com o Cruzmaltino, colecionou os títulos estaduais de 1982, 1987, 1988 e 1993, nas três passagens pelo clube. Jogou ao lado de outros craques cruzmaltinos, como Roberto Dinamite e Romário. Dono da camisa 8, o armador marcou 50 gols em 408 jogos.

Com a seleção brasileira, Geovani Silva conquistou a medalha de prata na Olimpíada de Seul (1988) e foi campeão da Copa América. Antes de ser titular na Seleção principal, Giovani já sobressaíra na base da Amarelinha com dois títulos em 1983 com a equipe Sub-20: faturou a Copa do Mundo e o Campeonato Sul-Americano daquele ano. O ex-aramador também defendeu clubes do México, Alemanha e Itália antes de se aposentar dos gramados em 2002.

"Neste momento de muita dor e tristeza, a CBF se solidariza com familiares, amigos e a legião de admiradores que se encantaram com o talento de Geovani, carinhosamente chamado pelos vascaínos de “O Pequeno Príncipe”", lamentou a entidade em nota de pesar.

Ex-jogador e atual senador federal, Romário também recorreu às redes sociais para expressar o luto pela perda do amigo.

De acordo com a família de Geovani, nos últimos anos ele passava por tratamento para a Síndrome de POEMS (doença multissistêmica rara causada por distúrbio de células plasmáticas) que afetava alguns de seus órgãos.  “Dentro do possível, vinha lutando bravamente e se mantendo bem”, relatou a família, em nota.

Em fevereiro do ano passado, o ex-meia foi homenageado pelo ex-jogador e atual presidente do Vasco Pedrinho no Estádio Kléber Andrade, em Cariacica (ES).

“Só não vou chorar, mas dá vontade. Pedrinho eu vi começando praticamente e fico feliz, né? Porque na vida, quando você é homenageado vivo é bem melhor, né? Tive problema de saúde, não pensei que ia passar desse ano, passei, então eu tô vivo é para comemorar”, disse o ídolo vascaíno na ocasião.

(Fonte: Agência Brasil)

Noca da Portela

O velório do cantor e compositor Osvaldo Alves Pereira, o Noca da Portela, será nesta terça-feira (19), das 8h às 14h, na quadra da Portela, na Rua Clara Nunes, 81, local onde registrou história na azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro.

Em postagem no perfil de Noca no Instagram, a família informou que atendendo a um pedido dele, o corpo do compositor será cremado no Cemitério do Caju. O horário previsto é às 16h.

“Mais uma vez, agradecemos todo carinho recebido. É emocionante ver o tamanho da contribuição dele para a nossa cultura e para o nosso povo”, indicou.

Noca, que morreu nesse domingo (17) aos 93 anos, estava internado no Hospital da Assim, em São Cristóvão, zona norte do Rio. O artista chegou ao hospital no dia 30 de abril para tratar de uma infecção urinária, mas, segundo a família, contraiu uma pneumonia.

Luto

Em edição extra do Diário Oficial do Município, publicada ontem, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, decretou luto oficial de três dias pela morte do artista.

“Noca da Portela compôs centenas de músicas, foi secretário estadual de Cultura do Rio, era integrante da Velha Guarda da escola de samba e uma das personalidades mais respeitadas do Carnaval carioca”, afirmou.

O artista nasceu no dia 12 de dezembro de 1932, em Leopoldina, Minas Gerais, mas chegou cedo ao Rio. A primeira passagem por uma escola de samba foi como compositor da Paraíso do Tuiuti e depois, ao ser levado por Paulinho da Viola, se encantou pela Portela, onde era integrante da Velha Guarda Show da escola e considerado baluarte.

O cantor e compositor Marquinhos de Oswaldo Cruz disse à Agência Brasil, estar muito triste com a partida do seu Noca, que, para ele, foi um grande compositor, muito importante para a Portela e também grande pessoa.

E foi uma música de Noca, sucesso do Trio ABC, que chamou a atenção dele para a Portela. “Ainda criancinha fez me encantar pela Portela que era "Minha Portela querida, és razão da minha própria vida", cantarolou Marquinhos.

As lembranças do cantor e compositor contam ainda que antes de ensaiar, Noca, trabalhava como feirante e costumava chegar com bolsas que trazia da feira para dar aos amigos que integravam o trio com ele.

“Tenho a certeza absoluta que ele está no Orum [que na mitologia iorubá é o céu] e a gente aqui vai ficar com uma saudade e gratidão a Deus por ter convivido por tanto tempo, 93 anos. Claro que a gente queria mais. Vai em paz Seu Noca”.

O músico, cantor, arranjador e produtor musical Pretinho da Serrinha contou que estava fazendo um show ontem, Vivo Rio, quando soube da morte de Noca da Portela logo após terminar de cantar a música Coração em Desalinho, de autoria de Monarco, outro baluarte da azul e branco.

“Quando um sambista parte, a gente tem que cantar, fazer o que a gente gosta e o que eles gostariam também”, revelou à Agência Brasil.

Pretinho disse que teve o prazer de acompanhar Noca algumas vezes na época que tocava em bares da Lapa, no Centro do Rio.

“Sujeito bacana, generoso e sempre atento aos mais novos. É uma tristeza. Mais um dos nossos ídolos que partem. Mas é a lei da vida, não tem jeito. A única certeza que a gente tem é essa. Que descanse em paz, Deus conforte a família e vamos embora. Salve Seu Noca!”

Em vídeo, o cantor e compositor Zeca Pagodinho se despediu do artista: “Meu amigo Noca da Portela, que Deus te receba de braços abertos. Vai com Deus, meu amigo. Vai com Deus”.

Portela

A azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira, na zona norte do Rio, lamentou, em nota, a morte do artista o classificando como um dos grandes nomes da história da escola.

“Osvaldo Alves Pereira, o Noca, chegou à Portela levado por Paulinho da Viola, na década de 1960. Integrou o Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo, e deixou sua marca em obras como Portela Querida, defendida por Elza Soares, e no samba-enredo O Homem de Pacoval, de 1976”, contou.

Um destaque importante nessa trajetória na Portela é ter vencido sete vezes a disputa de samba-enredo na Majestade do Samba, como a escola é chamada.

“Marca que o coloca como um dos maiores vencedores da história da agremiação. Entre seus sambas vitoriosos estão Recordar é viver, de 1985, Gosto que me enrosco, de 1995, Os olhos da noite, de 1998, e ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal, de 2015”, descreveu a escola.

“Neste momento de dor, a Portela se solidariza com familiares, amigos, parceiros de composição, admiradores e toda a comunidade do samba. Noca da Portela deixa um legado de amor à música popular brasileira, ao samba e à nossa Majestade” completou a Portela.

Fluminense

O Fluminense Futebol Clube, time de coração do Noca, informou, em nota, que recebeu com enorme pesar a notícia do falecimento do compositor, a quem definiu como um dos grandes artistas tricolores da história do samba.

“Tricolor ‘de corpo e alma, de coração’, como cantou, Noca é um dos compositores de Gosto que me enrosco, samba da sua Portela de 1995 que ganhou as arquibancadas do Maracanã na voz da torcida do Fluminense, após encantar a Sapucaí”, apontou o clube.

“Noca nos deixa com muita tristeza, mas com orgulho imenso de poder dividir seu coração azul e branco com as três cores que traduzem tradição. Obrigado por tudo, Mestre”.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 15/05/2026 - A jornalista investigativa e escritora Juliana Dal Piva fala sobre os arquivos inéditos da ditadura que usou em documentário que será apresentado no canal do Instituto Conhecimento Liberta - ICL.  Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Documentos inéditos do arquivo do coronel Cyro Guedes Etchegoyen, um dos principais nomes da inteligência do Exército durante a ditadura militar, revelam novos detalhes sobre o funcionamento da estrutura clandestina de repressão no Brasil. O material histórico, que expõe os bastidores do período mais violento do regime, é a base do documentário Bandidos de Farda, que estreia neste domingo (17), no canal do ICL Notícias.

Coordenada pela jornalista Juliana Dal Piva, a investigação reúne relatórios secretos, manuais de interrogatório e tortura, registros de monitoramento político e documentos que apontam a existência de uma política sistemática de perseguição, desaparecimentos forçados e violência de Estado durante o regime militar.

Entre os materiais revelados estão documentos sobre cursos de interrogatório e tortura realizados por oficiais brasileiros no exterior, relatórios de espionagem política produzidos nos anos 1980 e registros de vítimas ainda desconhecidas oficialmente pelo Estado brasileiro.

Rio de Janeiro (RJ), 15/05/2026 - Reprodução de fotografia do coronel do Exército Cyro Etchegoyen, responsável por roubar e esconder documentos da ditadura militar. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Coronel do Exército Cyro Etchegoyen

Um dos pontos centrais da investigação envolve a atuação do coronel Cyro Etchegoyen, chefe da contrainformação do Centro de Informações do Exército (CIE), entre 1969 e 1974. Segundo pesquisadores da ditadura militar, ele integrou a estrutura responsável pela profissionalização dos métodos repressivos utilizados pelos órgãos de inteligência. O militar participou da consolidação de mecanismos clandestinos de interrogatório e repressão.

O coronel é apontado por estudos históricos como um dos articuladores da chamada “Casa da Morte”, centro clandestino de tortura mantido pelo regime militar em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. O local ficou conhecido por receber presos políticos submetidos a tortura física e psicológica, desaparecimentos forçados e execuções clandestinas. Testemunhos de sobreviventes e documentos históricos indicam que a casa funcionava como um espaço de treinamento e experimentação de métodos de repressão utilizados pelos órgãos de segurança do regime.

A investigação apresentada no documentário mostra como parte dessa estrutura era composta não apenas por militares fardados, mas também por agentes clandestinos.

A investigação conduzida por Juliana, inicialmente publicada em uma série de reportagens do ICL Notícias, já teve repercussão internacional. O relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para Verdade, Justiça, Reparação e Garantias de Não Repetição, Bernard Duhaime, afirmou que as revelações exigem a reabertura de investigações sobre crimes cometidos por militares brasileiros.

Bandidos de Farda

O título do filme, segundo Juliana Dal Piva, nasce justamente dessa constatação.

“Os documentos mostram que havia uma estrutura organizada para cometer crimes de Estado. Não estamos falando apenas de militares cumprindo ordens burocráticas. Existia uma máquina preparada para sequestrar, torturar, matar e desaparecer com corpos. E, muitas vezes, essas operações contavam com homens treinados especificamente para agir como assassinos clandestinos”, afirmou a jornalista em entrevista à Agência Brasil. 

Rio de Janeiro (RJ), 15/05/2026 - Reprodução de documentos inéditos da ditadura militar que tinham sido roubados e escondidos pelo coronel do Exército Cyro Etchegoyen foram expostos pela jornalista Juliana Dal Piva em documentário. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Ao longo da narrativa, o documentário também expõe relatos de violência sexual cometida por agentes da repressão, incluindo um caso de estupro identificado nos documentos analisados pela equipe.

“O estupro aparece nos documentos como instrumento de terror e humilhação. Isso é muito importante porque, durante décadas, a violência sexual da ditadura ficou invisibilizada. A pesquisa ajuda a mostrar como o Estado utilizava todos os mecanismos possíveis para destruir física e emocionalmente as vítimas”, disse Juliana.

Para pesquisadores e defensores dos direitos humanos, os documentos atribuídos ao coronel Cyro Etchegoyen podem abrir novos caminhos para investigações históricas e jurídicas sobre crimes ainda não totalmente esclarecidos.

Jornalista e escritora especializada em investigações sobre a ditadura militar, Juliana dedica cerca de 15 anos de trabalho ao tema. Ela é autora do livro Crime Sem Castigo: Como os Militares Mataram Rubens Paiva, publicado em 2025. Confira abaixo a íntegra da entrevista sobre a produção inédita. 

Rio de Janeiro (RJ), 15/05/2026 - A jornalista investigativa e escritora Juliana Dal Piva fala sobre os arquivos inéditos da ditadura que usou em documentário que será apresentado no canal do Instituto Conhecimento Liberta - ICL.  Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Juliana Dal Piva

Agência Brasil:

Como começou a investigação que resultou em Bandidos de Farda?

Juliana Dal Piva: 

Essa investigação é resultado de muitos anos trabalhando com documentos da ditadura militar. A minha dissertação de mestrado foi um estudo de caso sobre o desaparecimento do Rubens Paiva. Eu defendi em 2016, num período em que houve muitas descobertas importantes sobre o caso e também começaram as primeiras ações no Supremo Tribunal Federal questionando a Lei da Anistia.

Agência Brasil: 

O debate sobre memória e ditadura mudou nos últimos anos?

Juliana Dal Piva: 

Mudou muito. Eu acompanhei como repórter o julgamento sobre a revisão da Lei da Anistia, em 2014. Depois disso, o Brasil entrou em uma espécie de interrupção desse debate, especialmente com a ascensão da extrema direita entre 2014 e 2015. Houve um bloqueio dessa conversa pública sobre memória e justiça.

Agência Brasil:

E qual o papel do audiovisual nesse processo?

Juliana Dal Piva: 

O audiovisual está ajudando a desinterditar essa conversa. Filmes como Ainda Estou Aqui fazem as pessoas compreenderem que a ditadura não foi uma guerra de dois lados. Era um pai dentro de casa, desarmado, que desaparece e deixa uma família destruída sem respostas. Qualquer pessoa consegue se colocar naquele lugar.

Agência Brasil:

Por que o nome Bandidos de Farda?

Juliana Dal Piva: 

Porque os documentos revelam homens do Estado envolvidos diretamente em crimes gravíssimos. Não eram excessos isolados. Era uma estrutura organizada. Muitos desses agentes foram treinados para agir clandestinamente, matar, desaparecer com corpos e perseguir opositores políticos. Eles usavam a estrutura do Estado para cometer crimes.

Agência Brasil:

O que mais chamou atenção nos arquivos?

Juliana Dal Piva:

O grau de preparação. Os manuais de interrogatório, os cursos no exterior, a sofisticação da vigilância. Havia um planejamento muito estruturado para perseguir pessoas. E muitas vítimas nem participavam de organizações armadas. Os documentos desmontam completamente a narrativa de que havia uma guerra entre dois lados equivalentes.

Agência Brasil:

O documentário mostra também violência sexual praticada pela repressão. Qual é a relevância?

Juliana Dal Piva: 

Sim. Existe um caso de estupro identificado na documentação. Isso é muito importante porque durante muito tempo essas violências ficaram escondidas ou minimizadas. A tortura sexual fazia parte da lógica de dominação da repressão.

Agência Brasil:

Existe relação entre esse passado e o Brasil recente?

Juliana Dal Piva: 

Totalmente. O que vimos nos anos recentes foi uma caminhada ao autoritarismo. Tentativas de censura, perseguição, espionagem de jornalistas e magistrados, o uso político de estruturas de inteligência como a chamada Abin paralela [núcleo clandestino de espionagem que funcionou dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro para monitorar adversários políticos]. Estruturada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Existem consequências quando um país não enfrenta o próprio passado.

Agência Brasil: 

Como foi transformar a investigação em documentário?

Juliana Dal Piva: 

Foi uma experiência muito intensa. Eu já tinha feito podcast, reportagem investigativa, mas nunca uma produção audiovisual dessa dimensão. O ICL trabalha muito com vídeo e a gente quis construir uma narrativa acessível sem perder rigor histórico. Estou muito orgulhosa da equipe e do resultado.

(Fonte: Agência Brasil)

Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - 80 anos dos ateliês terapêuticos da psiquiatra Nise da Silveira. Retrato bordado da dra. Nise da Silveira. Foto: CPRJ/Divulgação

Experiência pioneira que transformou a história da psiquiatria no Brasil, os ateliês terapêuticos criados por Nise da Silveira completam, neste dia 18 de maio, 80 anos. A proposta era usar atividades artísticas coletivas como alternativas aos eletrochoques, isolamento e lobotomia, métodos predominantes na psiquiatria em 1946, quando foram criados. 

Os ateliês hoje compõem o Museu de Imagens do Inconsciente (MII), no Bairro Engenho de Dentro, na zona norte do Rio de Janeiro.

Atualmente, o Museu abriga o maior acervo do mundo em seu gênero, com mais de 400 mil obras, sendo 128 mil tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os ateliês da psiquiatra são considerados referência internacional ao substituírem práticas agressivas por uma abordagem baseada na escuta, na expressão criativa e na dignidade humana.

Nascida em Maceió, em 15 de fevereiro de 1905, Nise Magalhães da Silveira foi uma médica psiquiatra que revolucionou o tratamento mental no Brasil.  Ela morreu em 30 de outubro de 1999, no Rio de Janeiro. 

Ateliês continuam funcionando

Os ateliês terapêuticos de Nise da Silveira continuam em funcionamento até hoje. Eles se destinam a pessoas que precisam de algum tipo de cuidado. “São pessoas que atravessam dificuldades emocionais e psíquicas, sejam elas temporárias, pontuais ou mais permanentes”, explicou o coordenador de projetos da Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente, Eurípedes Junior.

O que é produzido nos ateliês do Museu é objeto de estudo e pesquisa, visando “conhecer mais um pouco o mundo interno do ser humano e os processos psíquicos que pertencem a todos nós, independente de doença ou não”, diz Junior. Com isso, o museu abre um grande leque de pesquisa sobre o imaginário, as imagens e o tratamento.

Rio de Janeiro (RJ), 13/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - 80 anos dos ateliês terapêuticos da psiquiatra Nise da Silveira. Foto: Museu de Imagens do Inconsciente/Divulgação

Atualmente, 55 pessoas frequentam os ateliês do MII. As melhoras observadas são muitas, segundo a coordenadora dos ateliês do museu, psicóloga Adriana Lemos.

“Nós temos, inclusive, três clientes que este ano começaram a cursar faculdades”, disse. Dois deles estão na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), cursando museologia e pedagogia, e um no Colégio Pedro II, cursando filosofia.

O trabalho desenvolvido pelos terapeutas do MII proporcionou não só uma estrutura para que eles conseguissem passar nas faculdades, se aproximando cada vez mais do território, mas ainda construindo uma relação familiar mais digna, uma aproximação da família. “É importante que a família esteja mais presente”, afirmou a psicóloga.

Atividades

De acordo com Lemos, atualmente funcionam sete ateliês com atividades expressivas: roda de mulheres, voltado para questões femininas; pintura; cerâmica; ritmologia; corpo e movimento; atividades plásticas; e teatro. Os chamados “clientes”, como preferia Nise da Silveira, dos ateliês do MII são pessoas que frequentam o Sistema Único de Saúde (SUS) como usuários da saúde mental e são encaminhados para as práticas terapêuticas.

Dentro do museu, a atividade proporciona uma nova linguagem, pela especificidade do trabalho direcionado para olhar a relação do mundo interno com o mundo externo. “Principalmente a pintura proporciona que essa linguagem chegue mais ao “cliente”, por conta da falta mesmo da palavra que, muitas vezes, não alcança o tamanho do sofrimento que a pessoa vive”, explicou Lemos.

“Porque não é só um sofrimento psíquico, mas é toda uma vulnerabilidade social que permeia a vida das pessoas que vêm dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), da Clínica da Família, aqui para o museu. Quando esse usuário chega para o museu, a gente passa a se relacionar com ele como cliente, porque é dentro do método da Nise. E com esse olhar da pessoa ser ativa na relação e não passiva”, complementou a psicóloga. 

Lemos informou que o “cliente” é então inserido em uma atividade não indicada pelos profissionais de saúde do museu, mas de sua preferência. “É ele que escolhe a atividade em que quer estar. Através dessa atividade, a gente vai se relacionando ali com a expressão dele, com a linguagem do inconsciente, com o que ele coloca nas imagens, na emoção de lidar com o objeto escolhido para essa expressão”.

Com isso, os profissionais vão também ampliando essa relação terapêutica e contribuindo com a área social do “cliente” e suas vulnerabilidades.

Essência de tudo

O psiquiatra Lula Wanderley trabalhou com Nise da Silveira durante oito anos, na Casa das Palmeiras, desde que chegou ao Rio de Janeiro, vindo de Pernambuco, em 1976. “Foi uma época muito bonita na minha vida”. Em todo o trabalho que desenvolveu após esse convívio com Nise, Lula Wanderley disse à Agência Brasil sentir muita nostalgia da Casa das Palmeiras.

Idealizada por Nise, a Casa das Palmeiras é uma instituição de reabilitação psiquiátrica com atividades expressivas, terapêuticas ocupacionais, que são realizadas em regime aberto. Ali, Nise da Silveira ia às quintas-feiras para dar supervisão às equipes médicas que trabalhavam no local.

Na avaliação de Lula Wanderley, os ateliês de Nise “são a essência de tudo”. A partir dali, criou-se uma relação humana muito produtiva. “Não acredito que possa haver um tratamento de alguém se não tiver uma relação humana muito genuína, um ambiente plural e criativo em que as pessoas possam desenvolver um convívio terapêutico”.

Outros ateliês

O modelo dos ateliês é replicado também em outros locais. O diretor-geral do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro (CPRJ), unidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), Francisco Sayão, assegurou à Agência Brasil que todos os psiquiatras que compartilham as ideias de Nise da Silveira tentam dar sequência ao que ela fez, colocando o que as pessoas sabem em funcionamento nos ateliês de tratamento.

Segundo Sayão, nos ateliês em funcionamento no CPRJ, criados seguindo o modelo de Nise da Silveira, ele constata que o paciente é o protagonista do que está fazendo.

Um desses pacientes artistas é Israel Alves Correia, conhecido pelos dragões que confecciona no ateliê de arte e que ele mesmo foi desenvolvendo a partir de materiais diversos, como embalagens, vidros de shampoo, joelhos de PVC, entre outros.

Israel informou à Agência Brasil que durante 18 anos construiu cabeças de boi, berrantes, mas acabou optando por criar dragões. Uma de suas inspirações foram as obras de barro de Mestre Vitalino. Israel trabalha com durepox (massa epóxi bicomponente de alta resistência e secagem rápida) e não tem intenção de realizar uma exposição de suas obras, nem de vender. “Não vendo nada do que é meu. Quem quiser ver meus trabalhos venha aqui”, diz. 

Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - 80 anos dos ateliês terapêuticos da psiquiatra Nise da Silveira. Israel Alves Correia e seus dragões. Foto: CPRJ/Divulgação

Protagonismo e cuidados

A terapeuta ocupacional do CPRJ Eni Nascimento considera os ateliês de Nise da Silveira um ancoradouro. “O paciente se ancora nesse fazer que a arte permite e ele consegue transitar entre esse espaço da loucura e da sanidade com bastante segurança, fazendo coisas que, se não houvesse esses espaços, a gente não conseguiria”, disse à Agência Brasil.

Eni destacou o que considera um “insight” da dra. Nise. “Já naquela época, ela via possibilidades desse sujeito produzir, se mostrar de uma maneira bem bacana. Para mim, os ateliês são espaços de ancoragem dessa clientela de saúde mental, que encontra ali possibilidade de circular entre o espaço da sanidade e o espaço da loucura”.

Os “clientes” desenvolvem trabalhos que se destacam pela delicadeza e cuidado. Eni citou o caso de Israel Alves Correia, considerado um paciente gravíssimo, com histórico bem difícil e em que, no momento em que está produzindo no ateliê de arte, “não existe loucura”. Todo o projeto foi desenvolvido por ele.

No CPRJ, além do ateliê de arte, que engloba pintura e escultura, funciona o ateliê de bordado. Nesses espaços, não existe diálogo de doenças, mas de cuidado, e isso surte um efeito muito grande e acaba dando sentido para a vida das pessoas que participam. “Para mim, tudo que eu vejo hoje na prática são referências da dra. Nise. Um retrato bordado da médica psiquiatra foi confeccionado no ateliê, em março deste ano, junto com os de outras mulheres consideradas referência no país.

Público

Os 80 anos dos ateliês terapêuticos criados pela doutora Nise da Silveira serão comemorados pelo MII ao longo deste ano, com atividades gratuitas, cujo início está marcado para o próximo dia 18, durante a 24ª Semana Nacional de Museus, que se estenderá até o dia 24 deste mês. 

A semana é promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), com apoio do banco Itaú, e tem como tema Museus: unindo um mundo dividido. A comemoração dos 80 anos dos ateliês terapêuticos de Nise da Silveira é simbólica, porque 18 de maio marca o Dia Nacional da Luta Antimanicomial e 20 de maio foi a fundação do Museu de Imagens do Inconsciente (MII).

Dentro das comemorações dos 80 anos dos ateliês terapêuticos de Nise da Silveira, serão abertos ao público uma vez por mês. “Para que o público possa participar dessa experiência de criação livre, espontânea, dentro de um ambiente de acolhimento e de liberdade de expressão”, destacou Eurípedes Junior

O primeiro ateliê aberto está programado para o dia 23.

Durante o ano todo, em cada mês, o processo se repetirá com ateliês abertos de cada especialidade, sendo o de pintura o mais antigo e carro-chefe, revelando grandes talentos, pessoas que utilizaram sua criatividade para encontrar um caminho de vida, de sobrevivência no mundo, como ressaltou Eurípedes Junior.

Programação

As comemorações incluem o fórum científico batizado A Emoção de Lidar - 80 anos da terapêutica segundo Nise da Silveira, organizado pelo Grupo de Estudos do Museu, criado pela própria Nise em 1968 e que continua funcionando até hoje.

A Emoção de Lidar foi o nome dado pela psiquiatra para identificar seu método terapêutico, copiado de expressão usada em poema por um de seus pacientes, ou “clientes”, como ela preferia chamar, da Casa das Palmeiras.

A programação inclui ainda, entre outros eventos, a exposição Geometria e Cor, de Manoel Godin, artista contemporâneo do ateliê; lançamento do documentário Um caminho para o infinito: Emygdio de Barros, com texto e roteiro de Nise da Silveira e direção de Luiz Carlos Mello. 

O filme narra a trajetória de Emygdio de Barros, considerado um dos maiores nomes da arte revelado nos ateliês da médica psiquiatra.

O Museu de Imagens do Inconsciente está fechando ainda parcerias no exterior para publicação de livros de Nise da Silveira em inglês, francês e espanhol. Vários projetos estão em andamento com esse objetivo de internacionalização do trabalho da médica psiquiatra brasileira. 

O museu está também estreitando laços com instituições que já desenvolvem ateliês terapêuticos e querem fazer intercâmbio, de modo a formar uma grande rede de cuidados com essa prática. Outros querem implantar a teoria e a prática de Nise da Silveira, adaptando-as a seus países, para fazer frente aos tratamentos tradicionais que não atendem mais a modernidade.

Em paralelo, a Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente está fazendo um grande esforço ainda para disseminação do conhecimento resultante dos resultados das pesquisas da médica no meio acadêmico, por meio de cursos de extensão e pós-graduação.

A meta é que a psiquiatra seja mais estudada, além do nível simbólico da luta antimanicomial que representa. “A gente quer que as ideias dela penetrem no campo da saúde mental, da psicologia, da psiquiatria e das humanidades em geral”, afirmou Eurípedes Junior. 

A programação disponível pode ser conferida aqui. 

(Fonte: Agência Brasil)

Lançado na terça-feira à noite, em Fortaleza (CE), os livros “Todavia” e “Contudo” (poesia), do escritor, tradutor, advogado e professor universitário aposentado Luciano Maia. Do Maranhão, foi convidado o escritor, jornalista, consultor e palestrante Edmilson Sanches, colunista de “O Progresso”, autor do texto das duas orelhas (abas) do livro “Contudo”, que é a mais recente e a 48ª obra do conhecido e reconhecido escritor cearense.

Luciano Nunes Maia é membro da Academia de Letras de sua terra natal, Limoeiro do Norte, no vale do Jaguaribe. Foi membro da Academia Cearense de Letras, da qual voluntariamente se desligou. Cônsul Honorário e Comendador da Ordem Nacional da Romênia, país do sudeste da Europa, Lucino Maia tem obras traduzidas e editadas na Argentina, Espanha, Estados Unidos, França e Romênia.

O lançamento deu-se no Ideal Clube, na capital cearense, e o sucesso do evento pôde ser visto nas duas grandes filas que se formaram desde antes das 19h do dia 19 de maio de 2026, para aquisição dos livros e para o autógrafo de Luciano Maia. Uma verdadeira conjunção de livros e conexão de pessoas.

Convidado para compor a mesa da solenidade, Edmilson Sanches foi cumprimentado e abraçou diversos amigos, confrades e membros do mundo cultural cearense, entre os quais:

– ANA MARIA JEREISSATI MAIA, arquiteta, autora do livro “Verdegreen Hotel: Edificação Sustentável”;

– BARROS ALVES, escritor, jornalista, assessor parlamentar, autor de várias obras; membro, entre outras instituições, da Academia Cedrense de Letras, Academia Cearense de Retórica, Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará, Sociedade Cearense de Geografia e História;

– CÉSAR WAGNER MARQUES BARRETO (CÉSAR BARRETO), músico, compositor, cantor, jurista, escritor, apresentador de TV, membro da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo e da Arcádia Alencarina;

– FERNANDA QUINDERÉ, escritora, poetisa, jornalista e atriz carioca radicada em Fortaleza, da Academia Cearense de Letras, ex-presidente da Academia Fortalezense de Letras e confrade de Sanches na  Associação Brasileira de Bibliófilos;

– FRANCISCO EULÁLIO SANTIAGO COSTA, empresário, industrial gráfico, arquiteto e urbanista, proprietário da Expressão Gráfica e Editora, em Fortaleza; 

– HELENA RORAIMA CAVALCANTE LEITE, ativista cultural, engenheira civil cearense, residente em Madrid (Espanha), filhado poeta e jornalista Rogaciano Leite (11920-1969) e ex-colega de Sanches na assessoria da presidência do Banco do Nordeste em Brasília;

– JOSÉ AUGUSTO BEZERRA, empresário, administrador, professor universitário, escritor, fundador e presidente da Associação Brasileira de Bibliófilos;

– LUCIANO NUNES MAIA, escritor, tradutor, advogado, professor universitário;

– MARIA BERNADETE DE OLIVEIRA BEZERRA, empresária, bibliófila, fundadora e presidente da Sociedade Amigas do Livro;

– REGINA CLÁUDIA PAMPLONA FIÚZA, escritora, mestre em Letras Vernáculas e Literatura Brasileira, pós-graduada em Língua Francesa Universidade de Nice (França), membro da Academia Fortalezense de Letras, Sociedade Amigas do Livro e Associação Brasileira de Bibliófilos;

– REGINALDO VASCONCELOS, jornalista e escritor, presidente da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo;

– ROMEU DUARTE JÚNIOR, artista visual, compositor, escritor e cronista, mestre e doutor em Arquitetura e Urbanismo, professor da Universidade Federal do Ceará, onde é chefe do Departamento de Arquitetura e Urbanismo do Centro de Tecnologia e, entre outras titulações, detentor da Insígnia de Ouro do Colégio Oficial de Arquitetos de Madrid (Espanha), conselheiro vitalício do Instituto de Arquitetos do Brasil e membro da representação brasileira do International Comitee of Monuments and Sites – Icomos/BR da Onu/Unesco;

– SANDRA NÓBREGA, odontóloga, culinarista, escritora, tradutora;

– VICENTE ALENCAR, jornalista, radialista, poeta e escritor, da família do romancista José de Alencar (1829-1877) colega de Edmilson Sanches em curso de pós-graduação em Fortaleza.

(Fonte: Assessoria de imprensa)

(Raimundo Alves de Sousa, 24/11/1953-13/5/2026)

*

A primeira vez que vi Seu Raimundo foi no apartamento em que eu morava, em Imperatriz, maior cidade do Maranhão depois da capital. Ele subira a escada, apertara a campainha, uma pessoa que me auxiliava em casa abriu a porta, e ele entrou.

Entrou e, me vendo, já foi falando: “– Eu vim aqui para dizer que quero lhe apoiar nas suas candidaturas. Por causa da sua honestidade, do seu conhecimento, da sua competência”.

Foi desse jeito. Aqui e acolá, ele repetia isso, nos momentos difíceis da campanha, como a reforçar que eu poderia continuar contando com ele, chovesse ou fizesse sol, independentemente de questões relacionadas a dinheiro (que não havia) ou a êxito eleitoral (difícil de obter, tendo em vista as chamadas candidaturas “fortes”, de gente endinheirada, possuidoras de fazendas, indústrias, comércios, ou detentora de bases eleitorais tidas como consolidadas – pejorativamente, os “currais”).

Mas, naquele dia, eu não estava ganhando um apoiador. Estava ganhando um amigo. Apoiadores vêm e (se) vão. Amigos, chegam e ficam. Estabelecem-se na mente e no coração da gente. Viram referência. Às vezes, tornam-se necessidade.

Seu Raimundo era amigo. Dos bons. Aliás, dos melhores. Simples. Humilde. Trabalhador – era serralheiro. Uma outra saudável qualidade: era bem-humorado. Ríamos muito, ele e eu. Ríamos de quase chorar. Éramos bestas para rir... Nunca tivemos um desentendimento. Nunca ficamos “de mal”.

Durante a campanha, o acesso aos locais (bairros, povoados) das centenas de reuniões na maioria das vezes era feito com seu automóvel, de uma cor cinza-escuro. Automóvel que nem o dono: simples, pequeno, já puxado nos anos... mas onde nos acomodávamos bem, sem nem reparar nessas coisas, pois já saíamos de bom-humor, contando histórias, conversando sobre os ontens, os hojes e os amanhãs do embate político-eleitoral daqueles tempos idos.

Entre as diversas qualidades de Seu Raimundo, que eu sempre reconhecia em alto e bom som para ele, era o excepcional conhecimento de praticamente todo o município de Imperatriz, seus bairros e povoados. Na sede, na cidade, não me recordo de Seu Raimundo ter dito que não sabia onde se localizava determinado logradouro, entre os milhares – praça, rua, avenida, travessa, viela, beco... Não apenas conhecia; ele sabia descrever as características do local, a forma de acesso e o ponto exato de destino; dizia onde era, se era perto disto ou daquilo...

Em geral, Seu Raimundo tinha amigos e conhecidos em quase todos os lugares. Por esse domínio topográfico, por suas relações de amizades, seu conhecimento município adentro e afora, em pelo menos uma vez, como me contou, rindo, tentaram contratá-lo para outras campanhas ou candidaturas. Mas Seu Raimundo não estava atrás de dinheiro ou poder: ele queria mudança – mudança, como ele dizia, “com honestidade, conhecimento, competência”.

Desportista, era apreciador de futebol, sobretudo do futebol praticado nos campinhos, nas várzeas, nos cantos e recantos da cidade e do interior. Em geral, quando podia, colaborava doando bolas e até vestuário (camisas para as equipes, os times). Estimulava o esporte e a esportividade sobretudo entre os mais jovens.

Atendia em sua pequena serralheria seus fieis clientes. Havia comprado um terreno em novo loteamento para mudar sua industriazinha de local. (Como saí antes de Imperatriz, não sei se chegou a fazer a transferência de local.)

Seu Raimundo me falava das cidades e lugares do Maranhão onde vivera. Sabia falar das distâncias entre essas cidades e lugarejos. Coincidentemente, em uma das sempre agradáveis conversas que mantivemos, descobrimos que ele chegou a conhecer um familiar meu, no à época povoado Livramento, do município de Peritoró. Creio que eu o chamava esse parente de tio Elesbão, de quem tenho uma das lembranças mais remotas de minha infância: eu ainda criança pequena e minha mãe me acolhendo no colo, dentro da boleia do caminhão de propriedade de e dirigido por esse meu tio. Foi uma senhora coincidência!

Nos últimos anos, Seu Raimundo e eu nos telefonávamos. Ele estava em Goiânia, Goiás, em casa de familiares, fazendo exames e tratamento de saúde. Nunca ouvi dele uma manifestação de raiva, inconformismo, chateação... Ao contrário, o bom-humor, a risada... Disse que queria vir aonde eu estava para conversar mais e, se fosse o caso, até para ficar presencialmente comigo na campanha eleitoral de que eu novamente decidisse participar.

Seu Raimundo era de um desprendimento tal que nunca reclamou se demoravam ou não as reuniões para as quais, quase sempre, somente eu, em sua companhia, era convidado, nos bairros e povoados. Uma vez, no povoado Petrolina, convidados pelos times de futebol do local, chegamos às 7h da manhã, para a reunião marcada para as 8h, no campo de futebol. Um dos responsáveis pelo encontro, que praticamente acordamos em sua residência, ficou surpreso por estarmos cumprindo o horário: “– Os outros candidatos que convidamos, só chegavam perto de meio-dia, ficavam quinze minutos e já diziam que tinham outros compromissos; não debatiam, não respondiam a perguntas... E vocês estão aqui antes do horário!...”

Era assim. Entre tantas coisas em relação às quais Seu Raimundo e eu concordávamos, era o respeito ao tempo dos outros, o cumprimento da palavra dada, do compromisso acordado...

Certa feita, moradores do Riacho do Meio nos convidaram para uma reunião com eles em um domingo à tarde. O Riacho do Meio é o último povoado de Imperatriz, há algumas dezenas de metros da Rodovia Belém-Brasília, no sentido Belém. Fiquei sabendo que fui o único candidato convidado para fazer campanha (reunião) lá. A reunião estava prevista para começar às 16h de um domingo de sol agradável. Seu Raimundo e eu chegamos às 15h – eu queria conhecer pessoas, perscrutar o lugar, saber quem eram os moradores mais antigos do povoado, como a história começou ali, a razão do nome do lugar... Havia um bom campo de futebol ali perto, com uma “arquibancada” que arrodeava o campo, feita de troncos e tábuas fixadas sobre eles. Ali se acomodou grande parte das mais ou menos duzentas pessoas que moravam no Riacho do Meio. E conversa vai... e conversa vem... Pedi que fizessem todas as perguntas, expusessem todas as curiosidades, mesmo as chateações e indignações acerca do mundo político, sobre Câmaras Municipais, as Prefeituras, os vereadores e prefeitos, as “altas” esferas do Poder (Governos estaduais e Governo Federal, Congresso Nacional).

Os cidadãos e cidadãs do Riacho do Meio ficaram interessados. Até porque alguém “de fora” do povoado como eu, com aquele compartilhamento de informações, de conhecimentos, de reflexões, era quase um “acontecimento” por ali. Pensou que não, já era boca da noite e, em peso, a comunidade pediu que ficássemos para o jantar, que não aceitavam “não” como resposta... E partilhamos a boa comida interiorana, galinha ao molho pardo (ou galinha de cabidela), frangos fritos... E, de sobremesa, além dos sucos, mais conversa no campinho de futebol, eu falando e respondendo, a comunidade escutando e questionando. Já passava das 20h quando nos “deixaram” voltar para a cidade. Seu Raimundo adorou, primeiro porque, nas palavras dele, ele gostava de me ouvir e de aprender com o que eu falava; segundo, porque ele gostava de conhecer pessoas, fazer novas amizades...

Uma vez, no bairro Parque São José, em Imperatriz, uma moradora que se tornou amiga nossa, convidou-nos para uma reunião em sua casa. Na verdade, como a casa era bem recuada, o encontro dava-se no espaçoso terreno antes da casa, tudo cercado por alto muro. Era novamente um domingo. Vizinhos foram convidados. Começaram a chegar. Sentaram-se em forma de “U”. Foi uma das mais longas reuniões, sempre a pedido dos moradores, dos ouvintes, que pediam que nos demorássemos. Um dos moradores, Seu Binô, observou: “Seu Sanches, os outros candidatos vêm aqui e, cinco minutos depois, já estão olhando o relógio e dizendo que têm outras reuniões. O senhor, não: começamos esta reunião sete da noite, já terminou o ‘Fantástico’ da TV Globo [após as 22h, naquele tempo], as mulheres estão aqui com seus filhos dormindo no colo... e ninguém saiu da reunião, porque o senhor cativa e convence. Vemos sinceridade nas suas palavras”.

Seu Raimundo e eu nunca esquecemos de Seu Binô do Parque São José, da análise nua e da verdade crua que os cidadãos simples, da chamada periferia urbana, fazem e expõem para seus pares cidadãos em uma reunião política. Ah! se os políticos tivessem tempo para verdadeiramente ouvir o povo...

Essas lembranças – algumas, de milhares – são parte das vivências e convivência de anos e anos, na saudável amizade com Raimundo Alves de Sousa, chamado por alguns de “Baixinho”, acerca de quem recebi notícia de sua morte, em Imperatriz, no dia 13 de maio deste 2026. Estou fora de Imperatriz há anos e neste momento, em viagem, bem distante do Maranhão. Mas a surpresa e dor ante a morte de um amigo não demora para nos alcançar, mesmo em razão de distâncias. Porque amigos estão do modo mais perto possível, um em relação ao outro: amigos, conta-se e canta-se, guardam-se “do lado esquerdo do peito”, são preservados na mente, nas lembranças. Acessar um amigo nem sempre é estar fisicamente ao lado dele – é também, consciente e respeitosamente, não esquecer-se dele... É lembrar-se de um rosto, um gesto, uma atitude, um sorriso, de cada um deles quando a palavra “amigo” for dita... Bendita palavra...

Seu Raimundo é um desses rostos amigos – não são muitos – que a palavra “amigo” me traz. Nascido em 24 de novembro de 1953, Seu Raimundo viveu 72 anos, 5 meses e 19 dias. Era filho de José Alves e dona Rosa Alves de Sousa. Pai de cinco filhos, um deles falecido (lembro dos choros e dos soluços do pai despedaçado pela morte do jovem filho). Morava em Imperatriz, na Vila Lobão. Não faz muito tempo, Seu Raimundo encontrou por acaso meu irmão Carlos Magno no centro de Imperatriz. Quis saber meu número de telefone, que lhe foi anotado e entregue em papel (ele não tinha muita prática em cadastrar dados). Disse ter mudado de aparelho ou de número e que depois faria contato comigo. Com isso justificava-se o silêncio de nossas ligações nos últimos dois meses. Minha mensagem mais recente fora em março deste 2026. A dele, um mês antes, em 15 de fevereiro, depois do meio-dia. Bem-humorado, perguntava-me: “E aí, gente boa, como é que tu tá, rapaz? Diga como estão as coisas por aí; está tudo bem? Eu aqui estou naquela mesma pendenga daquele tratamento daquele problema que surgiu em mim há dois, três anos atrás. Atrapalhou todos os meus planos.” A voz era firme. Em nenhum momento se fazia de vítima. Era um cabra bom...

Seu Raimundo, com sua amizade, seu bom-humor, seu desprendimento, sua crença em meus ideais, sua dedicação às nossas causas, seu compartilhamento de minhas lutas políticas, no seu jeito de ser, reforçava em mim o quanto constância de propósitos é importante, e, sobretudo, o quanto, na Política e na vida, é indispensável não se tornar (mais um) bandido...

Que a bondade e humildade de Seu Raimundo aqui na Terra possa em algo ter valido a pena, como exemplo para nós que o conhecemos e que ainda resistimos neste lado de cá da Vida.

Se os portões dos Céus estiverem com algum problema, precisando de manutenção ou reparo, eis que está chegando um profissional do ramo para consertar. Depois, pelas virtudes desse serralheiro, deixem-no entrar na Morada do Pai e, mesmo que humildemente um pouco recuado, deixem-no ficar postado ao lado direito de Deus Todo-Poderoso... Amém.

Paz e Luz, Seu Raimundo...

... meu Amigo.

* EDMILSON SANCHES

Rio de Janeiro (RJ) 17/05/2024 - Festa Literária de Santa Teresa
Foto: Flist/Divulgação

A 18ª edição da Festa Literária de Santa Teresa (Flist) ocorre neste sábado (16) e domingo (17), no Centro Cultural Municipal Parque Glória Maria, no Rio, com entrada gratuita.

João Bosco, Marcelo Rubens Paiva e Roseana Murray serão homenageados por mais de 100 artistas convidados.

Segundo os organizadores, o evento terá programação que integra literatura, música, teatro, dança, artes plásticas, artesanato, gastronomia, exposições e encontros com autores.

Clique aqui e acesse a página da Flist na internet

Anualmente, a Flist recebe mais de 18 mil pessoas que movimentam a economia do charmoso bairro do Rio de Janeiro. O Centro Educacional Anísio Teixeira (Ceat) é o organizador da festa literária.

As atividades poderão ser conferidas em diferentes ambientes do Parque Glória Maria, incluindo o Teatro Ruth de Souza, com apresentações teatrais e musicais, além de espaços como o Palanque das Letras, a Galeria Principal e o Túnel Literário, que recebem bate-papos, mesas, lançamentos e contações de histórias.

A escritora Ninfa Parreiras, curadora da Flist, conta que celebrar João Bosco, Marcelo Rubens Paiva e Roseana Murray é celebrar trajetórias que atravessam gerações e contribuem para a formação de leitores

Ao longo dos dois dias, a Flist receberá mais de 100 artistas confirmados e uma série de espaços que ampliam o acesso à leitura e à cultura, como quatro livrarias, ponto de braile, tenda de brinquedos e áreas de artesanato e gastronomia.

"Mais do que uma festa literária, a Flist é um encontro que movimenta a cena cultural e a economia criativa de Santa Teresa, aproxima diferentes linguagens e transforma o Parque Glória Maria em um espaço de descobertas e convivência. Nesta 18ª edição, estamos ampliando ainda mais as ações de inclusão, com espaços dedicados a diferentes públicos e vivências", disse Ninfa Parreira.

Programação 

Entre os destaques estão os bate-papos inclusivos sobre gênero e raça nas artes, a conversa O Bêbado e a Equilibrista: a vida entre o caos e a invenção, e o debate Ré por ser Mulher.

Os visitantes também terão a oportunidade de conferir atrações como a Roleta do Bosco: música e teatro no palco e com a presença de integrantes do Sarau Poesia Andarilha e estudantes do Ensino Médio do Ceat; enquanto a cultura urbana chega com a apresentação de Eddi MC, que apresenta o rap da Baixada Fluminense; e o Slam do Estudante.

A presença indígena atravessa diferentes atividades que vão do Grafismo Indígena, com Sandro Akroá, à Conversa no Terraço com Luciana Tupinambá, passando por Indígenas e Aldeamentos Urbanizados, seguida de Roda de Maracá com o Cacique Urutau, e a contação de histórias com Melissa Xakriabá, além dos Contos de Pindoretá com Sol Jacy.

Serviço

18ª Festa Literária de Santa Teresa (Flist) – CEAT

16 de maio (das 9h30 às 19h) e 17 de maio (das 10h às 18h)

Centro Cultural Municipal Parque Glória Maria (Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa)

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 16/11/2025 - Candidatos comparecem a local de prova para realização do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) começou a convocar, nessa sexta-feira (15), os candidatos participantes da lista de espera para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2026.

O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas e com avaliação positiva do MEC

O período de convocação terminará no dia 29 de maio.

Consulta

A lista de convocados pode ser consultada diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do MEC. O acesso é com o login da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

O candidato deve acompanhar diariamente o portal, pois, se for convocado, terá um prazo curto para validar suas informações.

Classificação

A classificação seguirá a ordem decrescente das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com prioridade para candidatos:

  • sem ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies;
  • sem ensino superior que quitaram financiamentos anteriores;
  • com ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies;
  • com ensino superior que quitaram financiamentos anteriores.

Próximos passos

Os estudantes de ensino superior pré-selecionados na lista de espera do Fies devem validar as informações declaradas no momento da inscrição. ​​

​​Para validação, o estudante deve procurar a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da instituição de ensino superior privada onde foi pré-selecionado.

A documentação exigida pode ser entregue no formato físico ou digital, conforme definido pela faculdade privada.

Validação do banco

Depois dessa etapa, ocorrerá a validação das informações pelo banco (agente financeiro) responsável pelo financiamento, conforme previsto no edital público.

O prazo para essa última validação é de até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil, logo após a data da validação da inscrição pela faculdade privada, para a qual o estudante foi selecionado.

Fies Social

O pré-selecionado na vaga do Fies Social com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa tem a situação distinta. Neste caso, o estudante não precisa comprovar a renda familiar junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da instituição privada.

Fies

O Fies é destinado prioritariamente a estudantes que não tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados por outro financiamento estudantil.

O programa realiza anualmente dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

Para obter mais informações, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.

(Fonte: Agência Brasil)

A capital maranhense volta a receber um dos grandes nomes do karate mundial. No próximo dia 23 de maio, o Ginásio do Ceuma Renascença será palco do seminário técnico do japonês Koji Arimoto, referência internacional no estilo Shotokan. Esta será a segunda passagem de Arimoto por São Luís, reforçando o intercâmbio técnico entre o Japão e o Maranhão e consolidando o Estado no circuito de grandes eventos da modalidade.

Com trajetória destacada no cenário internacional, Arimoto acumula títulos em competições organizadas pela World Karate Federation (WKF) e pela Japan Karate Shoto Federation (JKS), sendo amplamente reconhecido por sua excelência na execução de kata — um dos pilares do karate tradicional. 

O evento é promovido pela JKS Brasil, JKS Maranhão e pelo Dojo Seiryukan, sendo considerado um dos encontros técnicos mais relevantes do ano. O seminário será aberto a praticantes de outras entidades e federações, ampliando o acesso ao conteúdo técnico de alto nível.

Referência mundial no karate Shotokan

Instrutor da sede central da JKS no Japão (Honbu Dojo), Arimoto é conhecido pela precisão, velocidade e forte base técnica. Sua formação inclui passagem pela Universidade Teikyo, instituição japonesa reconhecida por sua tradição esportiva e formação de atletas de alto rendimento.

Atualmente, Arimoto segue como aluno direto do mestre Masao Kagawa, treinando regularmente sob sua orientação — um dos nomes mais respeitados do karate mundial e referência global no estilo Shotokan.

Preparação para o cenário internacional

A realização do seminário ocorre em um momento estratégico para o karate brasileiro, servindo como preparação para o Campeonato Mundial da JKS, previsto para ocorrer no Brasil em 2026. No Maranhão, a equipe está sob a coordenação do sensei Marco Mota (5º Dan), responsável pela preparação técnica dos atletas locais.

Segundo a organização, a presença de Arimoto representa uma oportunidade única de aprimoramento técnico e troca de experiências entre atletas de diferentes escolas e estilos. “A participação de praticantes de diversas entidades fortalece o karate como um todo e eleva o nível técnico do evento”, destaca o sensei Marco Mota.

SERVIÇO

Evento:

Seminário Técnico com Koji Arimoto (Japão)

Data:

23 de maio de 2026

Local:

Ginásio do Ceuma Renascença – São Luís (MA)

Público:

Praticantes de karatê de diferentes entidades e federações

Realização:

JKS Brasil, JKS Maranhão e Dojo Seiryukan

Informações e inscrições:

Sensei Marco Mota – (98) 98408-9991

(Fonte: Assessoria de imprensa)