O quarto festival de cinema mais antigo do Brasil e o mais longevo em atividade ininterrupta no Norte e Nordeste, o Festival Guarnicê de Cinema chega à sua 49ª edição.
Neste ano, o festival será realizado entre os dias 20 e 26 de agosto, em São Luís, no Maranhão, e vai trabalhar com o tema Encontro com Narrativas Humanas.
A ideia do tema é promover uma reflexão sobre a essência da experiência cinematográfica, reafirmando o cinema como espaço de convivência, troca e construção coletiva.
Ao reunir artistas, realizadores, pesquisadores e público, o festival quer ajudar a promover narrativas capazes de produzir diálogo, memória e novas formas de se olhar para o mundo.
“O Guarnicê está caminhando para celebrar cinco décadas de existência”, destacou Rosélis Barbosa, diretora do festival.
“Ao longo dessa trajetória, ele se consolidou como um espaço de exibição, debate, formação de plateia e reflexão crítica. É também um espaço de formação cidadã e de democratização cultural”, disse.
Em entrevista à Agência Brasil, Rosélis ressaltou que o Guarnicê é um dos festivais de cinema mais tradicionais do país e é fundamental para dar visibilidade ao cinema independente brasileiro.
“Um de seus principais objetivos é difundir a produção audiovisual brasileira a partir do Nordeste, com uma atenção especial para a produção maranhense”, explica.
Nesta edição, o festival recebeu mais de 1,4 mil inscrições de obras de todas as regiões do Brasil. Cerca de 150 delas foram selecionadas e serão exibidas.
“Uma característica importante dessa seleção é a diversidade territorial. Temos produções de todas as regiões. E essa diversidade é importante para a gente porque nos mostra que o Guarnicê não é apenas um festival realizado no Maranhão, ele é uma janela para a produção audiovisual brasileira e, ao mesmo tempo, é uma vitrine para o cinema produzido no próprio Estado”, ressalta.
Além da variedade territorial, os filmes selecionados também trazem uma diversidade de gênero, temas e linguagens.
“Temos documentários, ficções, animações, obras experimentais, dramas, comédias e filmes que transitam por diferentes linguagens audiovisuais. E neste ano, aparecem com muita força questões relacionadas à memória, à identidade, ao território, à cultura popular, às relações sociais, diversidade, ancestralidade e às experiências de diferentes grupos e comunidades”, disse Rosélis.
A diretora destaca também que “há questões relacionadas ao ambiente natural e relações de gênero, juventude, questões indígenas e desigualdades sociais”.
Homenagens
Neste ano, o festival irá homenagear a atriz Marcélia Cartaxo, vencedora do Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim por sua interpretação em A Hora da Estrela (1985); o ator Romulo Estrela, que, recentemente, protagonizou a novela Três Graças, e o cineasta Frederico Machado, que dirigiu obras como Punga, Boi de Lágrimas e O Exercício do Caos.
Realizado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o evento também promove oficinas, debates, seminários, ações formativas e a Mostra de Jogos Digitais.
“O festival não foi pensado apenas como lugar de exibição de filmes, mas também como espaço de formação e reflexão. A programação inclui oficinas, debates e atividades voltadas para formação de pública e de qualificação profissional. Realizamos, também, o Seminário Ciência Filme Guarnicê, que aproxima o audiovisual da universidade, por exemplo”, disse Rosélis.
As exibições presenciais da mostra ocorrem no Cinépolis, do São Luís Shopping, e no Cinema Sesc Deodoro.Os filmes das mostras competitivas também ficarão disponíveis gratuitamente na plataforma Guarnicê e no aplicativo Cine Guarnicê a partir das 17h30 do dia em que forem exibidos presencialmente, permanecendo disponíveis até as 18h do dia seguinte.
Outras informações sobre o festival, que é gratuito, podem ser encontradas no site do evento.
Em setembro deste ano, o nascimento da pintora brasileira Tarsila do Amaral completa 140 anos. Para celebrar a data, uma exposição imersiva foi aberta nesse sábado (15) em um novo espaço cultural que foi inaugurado na Avenida Paulista, em São Paulo: o Nubank Art Lab, instalado dentro do Conjunto Nacional.
Depois do sucesso da exposição Tarsila Popular, que atraiu mais de 400 mil pessoas e foi uma das mais visitadas da história do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a mostra O Brasil de Tarsila aposta na interatividade e ficará em cartaz até 31 de outubro.
O visitante poderá sentir cheiros, repousar em frente a uma paisagem desenhada pela artista, viajar em um trem escutando suas frases, posar para fotos ao lado do Abaporu ou até brincar de ter sua cabeça incluída na famosa tela Operários, um dos maiores ícones do Modernismo brasileiro.
Segundo os organizadores, esta é a maior exposição imersiva dedicada ao legado da pintora, com salas que contam com cenografia, trilha sonora, dispositivos interativos, aromas e projeções de 360 graus.
Nesse percurso, o visitante irá mergulhar em dezenas de obras da artista que foram reproduzidas, animadas ou projetadas para a mostra. A curadoria dessa exposição é assinada por Paola do Amaral Montenegro, sobrinha-bisneta da artista, e por Juliana Miraldi, que descreve como democrática a seleção que ocupa 14 salas com mais de 70 obras.
"Aqui, a gente está se comunicando com quem nunca viu Tarsila, com quem não conhece Tarsila, mas a gente também se comunica com quem conhece Tarsila. É uma exposição pensada de uma maneira democrática em essência, com obras que dificilmente são vistas, porque estão em espaços inacessíveis. Essa exposição é para todas as idades e todos os repertórios”, destacou Juliana.
De acordo com Paola do Amaral Montenegro, esta é uma exposição diferente das demais que já foram apresentadas sobre Tarsila, sem apresentar suas obras originais.
“A gente quis trazer alguma coisa diferente. De fato, a gente quis que houvesse essa imersão em obras que também não são muito conhecidas na vida da artista. A exposição imersiva é um formato muito atual e moderno, e, do jeito que está aqui, acho que vocês nunca viram. Não existe nada melhor para ser feito do que uma exposição imersiva para celebrar os 140 anos da artista, colocando ela de novo à frente do seu tempo”, afirmou.
Novos suportes
De acordo com Juliana, todo o conteúdo audiovisual foi desenvolvido não por inteligência artificial, mas por artistas digitais e plásticos para garantir consistência estética e respeito às obras originais.
“Foram mais de 32 artistas digitais que fizeram esse trabalho. Vocês vão notar nos vídeos que isso é diferente da inteligência artificial. Aqui, a gente tem camadas e trabalhos com luz e com textura”.
Em entrevista à Agência Brasil, ela destacou que toda a exposição foi concebida para receber famílias, despertar a curiosidade de crianças e jovens, abrir portas para pessoas que talvez nunca tenham tido contato direto com a obra de Tarsila e até mesmo vencer preconceitos contra esse tipo de exposição.
“Quando surge um novo suporte, há uma desconfiança daqueles que estão já estabelecidos e que têm a sua tradição, que fizeram seu legado com tanto esmero e com tanto respeito. Na minha visão, as exposições imersivas, assim como a fotografia e o cinema, são espaços que dialogam com outros lugares que não são exclusivamente o lugar da arte. Existe, ali, um lugar do entretenimento, da informação e da comunicação que é muito importante”, disse ela.
Para a sobrinha-bisneta da artista, o surgimento de novos suportes, como já foram a fotografia e a performance, por exemplo, tendem a provocar disputas, mas todos eles acabam ampliando o conhecimento sobre a arte.
“Hoje em dia, existe um conjunto de autores da filosofia, da sociologia e da psicanálise que retomam a importância dos sentidos e dos afetos e falam sobre o quanto que a alegria, o envolvimento e a capacidade de se emocionar também são uma forma de conhecer. E a imersão permite isso. E a gente está apostando nisso com a [exposição sobre] Tarsila”, explicou.
140 anos
Nascida no interior paulista, na cidade de Capivari, em 1886, Tarsila do Amaral é considerada uma das maiores artistas brasileiras do Século XX e figura central do Moderismo.
Em 1928, em homenagem ao aniversário de seu então companheiro, o escritor Oswald de Andrade (1890-1954), ela pintou o que viria a ser um dos quadros mais valiosos da arte brasileira: o Abaporu, um dos marcos do Movimento Antropofágico.
O nome da obra surgiu de um dicionário de tupi-guarani, onde encontrou as palavras "aba" e "poru (puru)", significando o "homem que come a carne humana". Para sua sobrinha-bisneta, Tarsila foi uma mulher sempre à frente de seu tempo.
“Além da importância de Tarsila como artista, temos que falar de sua importância como mulher, como feminista. Ela tinha condições de viajar e foi para muitos lugares. Pegou tudo isso e transformou em arte. Com isso, ela me ensina muito a seguir meus sonhos”, disse ela à reportagem.
Nubank Art Lab
O novo espaço cultural da cidade, o Nubank Art Lab, ocupa uma área superior a 2,7 mil metros quadrados no primeiro andar do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.
O espaço é composto por uma sala multiuso e por duas salas imersivas. Em uma delas, há uma parede de LED com 10 metros de comprimento e teto espelhado, com um sistema de sensores que serão programados de acordo com cada projeção.
O local receberá, ao mesmo tempo que Tarsila, a exposição Fronteiras do Imaginário. A mostra reunirá Muti Randolph, artista e designer sul-africano reconhecido internacionalmente por seu trabalho no campo da ilustração e das artes visuais, e Maotik, artista digital francês, referência na criação de experiências imersivas e interativas que combinam arte, tecnologia, som e imagem.
A quinta edição da Orquestra Ouro Preto Vale Festival (OOP) será realizada em um palco já conhecido do grupo mineiro: a Praia de Copacabana, que, em dois dias, receberá, no Posto 2, quatro concertos gratuitos. Entre eles, as apresentações com os cantores e compositores Samuel Rosa nesta sexta-feira (14) e Alceu Valença no sábado (15).
Foi ali, na areia do Posto 2, que o público diverso se encantou com edições anteriores do festival e com apresentações com a regência do maestro Rodrigo Toffolo, para óperas baseadas nos livros Feliz Ano Velho, Auto da Compadecida e Hilda Furacão. Esses encontros já se tornaram uma tradição do grupo de Minas Gerais, que tem a característica de juntar música de concerto com a literatura e a música popular.
“Isso é muito importante. É ter uma visão contemporânea da orquestra, que não é unicamente obrigada a olhar e tocar uma música do passado e é um patrimônio da humanidade. A música tem que ser tocada, sim, e a orquestra toca”, afirmou o maestro Rodrigo Toffolo em entrevista à Agência Brasil.
Ele lembrou que já foram gravadas composições de Mozart, Vivaldi, Villa-Lobos e Piazzolla, mas que existe uma música contemporânea que as orquestras também têm que fazer. “Gosto muito de falar que a Orquestra Ouro Preto não é apenas uma guardiã do passado. Ela é isso e mais um pouco, que é exatamente a música contemporânea”, completou.
O som de violinos, violas e violoncelos da orquestra estará presente nas apresentações que representam bem o caminho percorrido com a sua marca artística.
“É o quinto ano da gente com uma orquestra como a de Ouro Preto, do interior de Minas, no Vale Festival, em um dos endereços mais famosos do mundo que é a Praia de Copacabana. Eu acho, né?”, afirmou sorrindo, destacando que os concertos fazem parte da série de grandes shows que vêm sendo realizados no Rio, depois da pandemia de covid-19.
Rock e pop
Hoje, logo na abertura, às 19h30, a orquestra fará o tributo Lendas do Rock, juntando esse ritmo musical ao pop. “A gente toca Queen, Metallica, Led [Zeppelin], Pink Floyd. É muito legal poder falar um pouco desse ambiente que, de certa forma, inspirou todos nós e o próprio Samuel. É a orquestra fazendo a abertura para ela mesma”, disse.
A partir das 20h30, será a vez da estreia do concerto especial com Samuel Rosa. É a primeira vez que Samuel Rosa se encontra com a sonoridade dos instrumentos da Orquestra Ouro Preto, no concerto criado justamente para essa apresentação, que vai trazer sucessos conhecidos do grande público, mas que também propõe um acompanhamento do trabalho do compositor, com arranjos que revelam novas camadas melódicas e harmônicas das canções.
De acordo com Rosa, a junção da música erudita com a popular sempre produz bons resultados e sempre é uma experiência muito interessante. “Recebi o convite com muita empolgação. A orquestra já vem fazendo isso há muito tempo e, agora, chegou a minha vez. Estou bem tranquilo quanto a isso porque o meu repertório tem músicas que aceitam esse tipo de arranjo, inclusive hoje algumas originalmente têm arranjos com cordas”.
O fato de o concerto ser na Praia de Copacabana também é relevante. “O astral muda, é completamente diferente. Eu já toquei várias vezes na praia, Copacabana inclusive, e é sempre uma ocasião muito especial. Ali, é um show gratuito que as pessoas vão para escutar as músicas de que gostam. Com novos arranjos, é toda uma moldura para ser uma grande noite, sendo o Rio de Janeiro, por si só, já seria legal e ainda estar na companhia da Orquestra Ouro Preto que tem experiência muito grande com música popular", disse.
Segundo Samuel Rosa, o público que for e estiver acostumado com a sua música terá a oportunidade de ouvir de maneira diferente, com arranjos mais delicados. “Quando é bem feito como costuma ser com a Orquestra Ouro Preto, é bem legal. Estou indo com a minha banda completa, com naipe de metais. São músicas que escolhi já com a possibilidade de casarem bem com arranjos de orquestra”, adiantou.
A lista de músicas tem momentos românticos com Dois Rios, Ainda Gosto Dela, Te Ver, Balada do Amor Inabalável; traz, também, o lirismo com Acima do Sol, Canção Noturna e Tarde Vazia; e sucessos dançantes, como Vamos Fugir, Vou Deixar e Lourinha Bombril.
A presença de Samuel, segundo o maestro, é também uma forma de mostrar que a música de Minas não é apenas o Clube da Esquina, composto, entre outros, por Milton Nascimento, Beto Guedes e Lô Borges. Tem, ainda, a cantora Fernanda Takai, do grupo Pato Fu, e Rogério Flausino, vocalista do Jota Quest.
“Este ano, a gente queria que o primeiro dia tivesse uma cara mineira. E, entre a constelação de músicos mineiros, há, também, uma ligação com a história do Samuel. Um disco icônico dele foi gravado em Ouro Preto. Eu estava lá naquele dia, numa Praça Tiradentes lotada”, revelou. O disco era Skank- MTV ao Vivo em Ouro Preto.
Samuel está animado. “Tenho certeza que vai funcionar. Tendo o Rio e a brisa da praia, vai ser uma das experiências das mais valiosas. Valorizo muito quando tenho a possibilidade de tocar em ambientes que não são os corriqueiros de casas de show ou lugares fechados. Tocar em locais abertos no Rio de Janeiro e na Praia de Copacabana tem outra conotação. O contexto muda muito e me empolga”.
Encontro longevo
Amanhã, às 20h30, a plateia vai ver o reencontro da OOP com Alceu Valença, em um espetáculo que andou pelo Brasil e foi levado também para a Europa, transformando-se em uma das parcerias mais antigas da música popular brasileira.
É também mais uma celebração dos 80 anos de Alceu, com ritmos nordestinos em novas camadas musicais para clássicos como La Belle de Jour, Anunciação, Tropicana, Girassol, Como Dois Animais, Dia Branco e Táxi Lunar.
“Tem quase 15 anos que a gente lançou o primeiro concerto com Alceu. Nós inauguramos esse projeto em Copacabana com ele e voltamos agora, agregando a esse show os 80 anos de Alceu. Imagina um poeta maior como Alceu Valença com 80 anos em Copacabana, vamos cantar parabéns ali”, disse Toffolo.
As escolhas das músicas foram do próprio Alceu e, ao mesmo tempo, é certeza de animação e emoção do público. “O Alceu transforma a gente em pessoas e músicos melhores. Em cada experiência com Alceu, você sai melhor do que entrou. Estar cada minutinho ao lado dele é muito importante. Ele compreende o Brasil profundo como poucas pessoas compreendem. Isso é a alma e essência de Alceu Valença”, ressaltou o maestro.
“Eu adoro tocar com a Orquestra Ouro Preto, em cordas maravilhosas. As pessoas que fazem parte da orquestra têm um astral inigualável e é maravilhoso. Já estivemos em muitos cantos, no Recife, em São Paulo várias vezes, em Brasília, em Belo Horionte. É uma loucura, muito bom. É um reencontro maravilhoso”, comentou Alceu à Agência Brasil.
“Estar em Copacabana com um colega mineiro, que é o Samuel Rosa, é muito importante, assim como com Alceu Valença, que é um parceiro de longa data”, afirmou o maestro.
Antes do concerto, como Alceu gosta de frisar, haverá uma apresentação dedicada a um artista bem próximo da formação artística do cantor e compositor de São Bento do Una, Pernambuco. A partir das 19h30, o grupo mineiro vai subir ao palco para um concerto em homenagem a Luiz Gonzaga, o Gonzagão, também pernambucano como ele.
“Muito bom. Ele está presente também na minha música. Seu Luiz é uma grande figura, uma coisa maravilhosa”, disse Alceu.
O maestro lembrou que na última apresentação de solo, a ginasta Flávia Saraiva utilizou como trilha musical um trecho da gravação da Orquestra Ouro Preto tocando Gonzagão. “É um patrimônio brasileiro que saiu do campo popular. Luiz Gonzaga hoje está na questão da erudição da música brasileira. É algo de um estrelato diferente. É muito maior do que a gente pode imaginar”, comentou.
Pontes
O festival, que costuma ser aguardado na temporada anual da orquestra, reforça o propósito de “construir pontes entre repertórios, linguagens, públicos e tempos distintos da música brasileira e mundial”. Com o patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, a OOP consegue levar os seus concertos gratuitos a diversos lugares do país e do exterior.
Para a diretora de Investimento Social Privado e Cultura da Vale, Mariana Luz, o festival é uma forma de democratizar o acesso à música de concerto, além de “promover a circulação da cultura para diferentes públicos, fortalecendo o desenvolvimento de territórios e a economia criativa”. A parceria da OOP se estende ao Vale Música, projeto da empresa para a formação musical de crianças e jovens.
Os estudantes que foram pré-selecionados na segunda chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni), do segundo semestre de 2026, devem ficar atentos ao prazo final para comprovar as informações da inscrição. Até esta sexta-feira (14), a documentação pode ser entregue presencialmente no local de oferta do curso ou encaminhada virtualmente para a instituição privada de ensino superior onde foi pré-selecionado.
O Prouni oferece bolsas de estudo integrais (que custeiam 100% do valor da mensalidade) e bolsas parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em faculdades privadas.
Documentação
A documentação comprobatória exigida para esta fase do Prouni está descrita no edital do processo seletivo – informações socioeconômicas pessoais e dos componentes do grupo familiar do estudante.
A faculdade privada onde o candidato foi pré-selecionado poderá escolher se a documentação poderá ser entregue presencialmente ou on-line.
Nesse caso, a instituição deverá disponibilizar, em suas páginas eletrônicas na internet, campo específico para o encaminhamento do material.
No momento em que receber os documentos dos candidatos à bolsa, a instituição deverá emitir um documento que confirme a entrega.
A instituição ainda poderá solicitar documentos complementares, quando necessário.
Nova oportunidade
Os candidatos que, até o momento, não foram pré-selecionados em nenhuma das duas chamadas do Prouni do segundo semestre terão nova oportunidade por meio da lista de espera.
Para participar dessa etapa, será necessário manifestar interesse nos dias 26 e 27 de agosto.
A divulgação do resultado da lista de espera será no dia 1° de setembro, e a comprovação das informações de inscrição dos pré-selecionados deverá ser feita entre 1° e 14 de setembro.
Bolsas de estudo
Neste segundo semestre, o programa federal oferece 471.304 bolsas de estudos parciais e integrais em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de ensino superior.
Do total de bolsas ofertadas, 219.725 foram integrais e 251.579 parciais (50% do valor do curso).
Ações afirmativas
O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos.
Para pessoas com deficiência, foram ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas, 188.880; e, para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo.
Cronograma
Confira o cronograma completo da segunda chamada do Prouni 2/2026:
- comprovação de informações da inscrição dos pré-seleciona ddos na 2ª chamada: 5 a 14 de agosto;
- lista de espera: 26 e 27 de agosto;
- resultado da lista de espera: 1º de setembro;
- comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro.
Prouni
O Programa Universidade para Todos tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de curso superior.
Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.
A classificação para a seleção do Prouni considera as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a classificação dos candidatos.
Mais informações sobre as regras do processo seletivo Prouni do segundo semestre deste ano estão no edital público do MEC nº 51/2026.
Nome de destaque do esporte maranhense, Augusto Neto foi convocado pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT) para representar a Seleção Brasileira no Pan-Americano de Beach Tennis 2026, que será realizado entre os dias 24 e 27 de setembro, em Cuiabá (MT). Augusto, que conta com os patrocínios do governo do Estado e do Mateus Supermercados por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, além dos apoios da Maniacs, da Adidas e da Arena Premium, é um dos principais talentos da nova geração do beach tennis do Brasil e faz uma temporada de altíssimo nível em 2026, conquistando títulos e resultados expressivos no cenário nacional e internacional da modalidade.
Augusto Neto foi convocado para defender o Brasil na categoria Sub-18 do Pan-Americano de Beach Tennis, que é considerado uma das principais competições continentais da temporada. Em busca de um número elevado de medalhas no Pan-Americano, a Seleção Brasileira também contará com representantes nas categorias Sub-12, Sub-14, Sub-16 e Profissional, nos naipes masculino e feminino.
“Ser convocado para representar o Brasil no Pan-Americano é a realização de um sonho que começou muito antes deste momento. Foram anos de muito trabalho, dedicação, desafios e, principalmente, de acreditar, mesmo quando as coisas não saíam como eu esperava. A trajetória até aqui não foi fácil, mas cada dificuldade me fez crescer e chegar mais preparado para viver momentos como esse. Agradeço, primeiramente, a Deus, à minha família e à minha namorada, que sempre estiveram ao meu lado. Aos meus treinadores, parceiros de treino, equipe e a todos que acreditaram em mim, me apoiaram e fizeram parte dessa caminhada! Agradeço à CBT e a toda a equipe pela confiança, agradeço também à Lei de Incentivo ao Esporte pelo apoio e por fazer parte dessa caminhada. É uma honra poder representar o Brasil e saber que tenho ao meu lado pessoas que acreditam no meu potencial”, celebrou Augusto Neto.
A convocação para a Seleção Brasileira de Beach Tennis coroa o excelente momento de Augusto Neto na temporada. No fim de julho, o atleta maranhense foi campeão da categoria Sub-18 do Campeonato Brasileiro Infantojuvenil de Beach Tennis, realizado em Uberlândia, mantendo a sua posição de destaque entre as revelações do beach tennis nacional.
Também em julho, Augusto esteve em Sorriso (MT) para as disputas do BT50, onde mostrou força ao chegar às semifinais, e do BT200, evento em que foi eliminado na primeira fase após um jogo emocionante e de alto nível técnico contra a dupla que seria vice-campeã na sequência da competição.
Subida nos rankings
Graças aos ótimos resultados em 2026, Augusto Neto chegou ao Top 10 do ranking brasileiro Sub-18 e subiu 15 posições no ranking mundial da International Tennis Federation (ITF) no mês de junho, sendo o maranhense melhor ranqueado.
Augusto Neto brilhou nos eventos realizados em junho. Logo após conquistar dois vice-campeonatos nas etapas de Feira de Santana e Salvador do Circuito Nacional CBT Infantojuvenil de Beach Tennis, formando dupla com o gaúcho Gabriel Lemes, o atleta maranhense chegou às quartas de final do BT50 em Botucatu e entrou na chave principal do BT400 de Marabá, resultados que renderam pontos valiosos nos rankings nacional e mundial.
Com o desempenho nesses torneios, Augusto Neto agora está na 10ª posição do ranking brasileiro masculino Sub-18, se consolidando entre as principais revelações do beach tennis nacional. Além disso, o atleta maranhense deu sequência ao processo de evolução no ranking da ITF, subindo para a 177ª colocação.
Boa fase em 2026
A temporada 2026 tem sido especial para o maranhense Augusto Neto. O atleta tem tido resultados expressivos nos torneios realizados no primeiro semestre do ano. Em abril, fez história ao conquistar o título do ITF BT50 Vitória (ES), competição válida como etapa do Circuito Mundial de Beach Tennis. Na ocasião, foi campeão invicto do torneio ao lado de Gabriel Lemes, tendo perdido apenas dois sets durante toda a campanha vitoriosa.
Antes da conquista da etapa do Circuito Mundial, Augusto Neto foi vice-campeão da do Open Masculino na 2ª etapa do Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis e chegou até as semifinais de dois torneios ITF: um em Petrolina-PE e outro em Jericoacoara-CE. Além disso, Augusto Neto também sagrou-se campeão da 3ª etapa do Campeonato Maranhense FMT.
A kitesurfista do Maranhão Socorro Reis está de volta às competições após se recuperar de uma lesão no joelho, que aconteceu no início do ano. Principal nome feminino do kitesurf brasileiro na classe da Fórmula Kite, Socorro confirmou presença na disputa da Copa Brasil de Vela de Praia 2026, um dos eventos mais importantes do calendário da vela nacional. As disputas terão início nesta sexta-feira (14) e vão até domingo (16), em Fortaleza (CE).
Socorro Reis, que é patrocinada pelo Grupo Audiolar e pelo governo do Estado por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, além de contar com os patrocínios do Brasilcap e do programa Bolsa-Atleta, chega a Fortaleza motivada para sua primeira competição pós-lesão.
“No início do ano, tive uma lesão no joelho que me tirou de várias disputas importantes. Graças a Deus, minha recuperação tem sido muito positiva e fico feliz em poder voltar às competições, especialmente em Fortaleza, onde já conquistei vários títulos. Além disso, essa edição da Copa Brasil de Vela é uma espécie de evento-teste para o Campeonato Mundial de 2027, competição que é um dos meus principais objetivos para o ano que vem. Vou me preparar bastante para conseguir bons resultados”, afirmou Socorro Reis.
Além de sua relevância no calendário esportivo nacional, a edição 2026 da Copa Brasil de Vela de Praia assume papel estratégico no processo de preparação esportiva, operacional e institucional para o Campeonato Mundial da World Sailing 2027, que será realizado em Fortaleza para as classes Fórmula Kite, iQFoil e ILCA. Assim, a disputa vai contribuir para o desenvolvimento técnico dos atletas brasileiros e para o fortalecimento da estrutura organizacional dos eventos internacionais de vela no país.
Socorro Reis
Antes de se lesionar, Socorro Reis teve alguns resultados relevantes. No Mundial de Fórmula Kite 2025, ela ficou em 25° lugar no geral e garantiu o Top 3 entre as kitesurfistas das Américas, resultado que credencia a atleta do Maranhão como uma forte candidata a uma vaga em Los Angeles 2028.
Antes do Mundial, Socorro Reis garantiu o 17° lugar no Campeonato Europeu de Fórmula Kite, na Turquia, que foi o primeiro grande evento preparatório em busca da tão sonhada vaga para os Jogos Olímpicos de 2028. A kitesurfista maranhense também garantiu o vice-campeonato do Sertões Kitesurf.
A antropóloga, historiadora e filósofa Lélia Gonzalez é a homenageada na edição de 2026 da Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN), que começa nesta quinta-feira (13) e continua até domingo (16), na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Lélia foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU) e uma das pioneiras do feminismo negro no Brasil.
A ativista desenvolveu conceitos como amefricanidade e pretuguês, considerados relevantes para a compreensão das contribuições das matrizes africanas e indígenas na construção da identidade brasileira e latino-americana.
O pensamento de Lélia é a inspiração para a programação gratuita que terá o tema Territórios das Palavras. O seu legado influenciará os debates que vão passar, conforme a organização, pela literatura, relações raciais, feminismos, memória, educação, oralidade, diversidade, políticas culturais e formação de leitores.
“A gente queria muito que a pessoa homenageada fosse uma mulher que dialogasse com temas importantes. Trazer territórios, negritude, pensamentos contemporâneos ainda muito pertinentes era muito importante para a gente e, a partir de Lélia, a gente chega na temática dos Territórios das Palavras para poder confluir as ideias”, apontou o coordenador artístico da Flin, Jackson Jacques, em entrevista à Agência Brasil.
Uma mesa em homenagem a Lélia vai ter a participação de Melina de Lima, neta da ativista, adiantou o coordenador artístico.
O diretor do projeto editorial Niterói Livros, da administração municipal, Jordão Pablo de Pão, disse que não se pode pensar em território sem pertencimento e identidade, um tripé que anda junto.
“Quando se pensa em território e em identidade a gente está pensando em pessoas que democratizaram o acesso ao saber, às experiências”, disse Pão, que também é um dos curadores da Flin, em entrevista à Agência Brasil. “A gente consegue ser diverso e aproveitar essa diversidade. Acho que esse é o grande ensinamento da Lélia”.
A intenção da Flin é mostrar que toda palavra nasce de um território, que “carrega memórias, afetos, ancestralidades, disputas e formas próprias de enxergar o mundo”.
Na visão do diretor, para se criar o reino das palavras, a festa literária, na verdade, fala de narrativas com muitas formas em jogo.
“A narrativa vem pela história que a avó conta no ouvido, pelo cordel publicado, vem pelo fanzine que a pessoa faz porque tem menos condição financeira e vem pelo grande livro no trabalho reconhecido. Existe uma diversidade que não está na publicação só, mas também na narrativa. É a narrativa que nos interessa”, pontuou.
Uma característica que tem moldado a Flin ao longo dos anos é a possibilidade de os visitantes participarem de grandes encontros. “A Flin vem ganhando contorno que reflete a vontade das pessoas de quererem ir para ter encontros com quem fala sobre livros e valoriza as publicações. Não é ir apenas para ver um grande nome. É aprender, trocar experiências e divulgar”, disse Jordão Pablo de Pão.
A presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN), Micaela Costa, quer que a festa seja um espaço onde diferentes vozes se encontrem, sejam ouvidas e ampliem a visão dos participantes sobre o Brasil e sobre eles mesmos.
Público
A expectativa dos organizadores é receber 30 mil pessoas no Reserva Cultural de Niterói, na Região Metropolitana do Rio.
Durante os quatro dias, o evento vai reunir escritores como Valter Hugo Mãe, Ana Maria Gonçalves, Emicida, Conceição Evaristo, Lilia Schwarcz, Jeferson Tenório, Eliana Alves Cruz, Ana Maria Machado, Rosiska Darcy, Ruy Castro, Cidinha da Silva, Luiz Antonio Simas, Tatiana Salem Levy, Mariana Salomão Carrara.
Entre as vozes internacionais, estão os angolanos Ondjaki e Valter Hugo Mãe.
Considerada uma das principais festas literárias do Brasil, a Flin tem espaço também para música, teatro, audiovisual, jornalismo, cultura popular e produção acadêmica.
A música será representada por Teresa Cristina, MC Marechal, Tati Quebra Barraco e Michael Sullivan. Já o teatro, a televisão e o cinema contam com as participações dos atores Paulo Betti, Fabiana Karla e Dadá Coelho, além da diretora de cinema e TV Rosane Svartman.
O fortalecimento do diálogo entre a literatura e a sociedade fica por conta de intelectuais, pesquisadores, educadores e comunicadores, que também estarão presentes nas atividades.
A agenda inclui as participações do sociólogo Jessé Souza, um dos principais intérpretes das desigualdades brasileiras; a historiadora especializada em escravidão e relações raciais Ynaê Lopes dos Santos; as jornalistas Ana Paula Araújo, Carol Raimundi e Luciana Barreto; a pesquisadora e influenciadora que debate gênero, raça e direitos humanos Giovanna Heliodoro; a ativista indígena guarani Geni Núñez; a escritora e professora, com foco em relações interpessoais, comunicação e saúde social, Laura Pires; e a jornalista e pesquisadora que atua na interseção entre comunicação e justiça racial Midiã Noelle.
Pluralidade
A Flin mais uma vez se destaca pela pluralidade e traz escritores, poetas, criadores de conteúdo e comunicadores que movimentam a cena literária e cultural do Brasil.
Entre os destaques, estão a jornalista e Youtuber Jout Jout; a criadora e apresentadora do podcast Não Inviabilize Déia Freitas; o autor de romances que tratam de identidade, pertencimento e juventude Stefano Volp; o escritor, palestrante que aborda questões humanas com sensibilidade, criatividade e profundidade Pedro Salomão; e a comunicadora, escritora e criadora do podcast Afetos Gabi Oliveira.
“Este ano, a gente tem mesas sobre histórias em quadrinhos, tem cordelistas na programação, tem oficina de barro, tem uma infinidade de coisas que estão associadas à história tradicional ou sacralizada que é de abrir um livro e ler”, Jordão Pablo de Pão.
“A gente fala que o maior problema de quem vier a Flin será escolher a programação que quer assistir porque todas [as atividades] estão muito legais e algumas acontecem no mesmo horário, infelizmente, mas é esse problema que a gente quer ter com a Flin de qual atividade vou escolher entre uma boa e uma muito boa”, comentou Jackson Jacques.
Parceria
Os organizadores da Flin comemoram este ano a parceria inédita com duas instituições essenciais à literatura: a Academia Brasileira de Letras (ABL) e a Biblioteca Nacional que, além de apoiarem, participam da programação.
Em diferentes mesas ao longo dos quatro dias, estarão presentes 15 acadêmicos da ABL. São esperados nesta festa literária Antônio Carlos Secchin, Antônio Torres, Geraldo Carneiro, Godofredo de Oliveira Neto, João Almino, Paulo Henriques Britto e Ricardo Cavaliere.
“Tanto a Academia Brasileira de Letras quanto a Biblioteca Nacional vão ter um estande na Flin mostrando para o público leitor a importância de a gente ter esses dois ícones institucionais da literatura no Brasil falando pelo trabalho realizado e expondo os seus autores, criações e fazeres”, disse o coordenador artístico.
A curadoria em várias mãos da Flin é assinada por Vilma Piedade, Elisa Ventura, MC Marechal, Edu Krieger, Carla Portilho, Jordão Pablo de Pão e Jackson Jacques. Além da programação gratuita, a Festa Literária oferece tradução em Libras e audiodescrição em diversas ações.
A renovação do público também é uma preocupação dessa festa literária. A edição de 2026 tem atividades destinadas à formação de leitores e receberá alunos da rede pública de ensino.
A Flin 2026, que é realizada pela Prefeitura de Niterói, por meio da Fundação de Arte de Niterói (FAN), tem patrocínio da Águas de Niterói e apoio da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Academia Brasileira de Letras (ABL), da Biblioteca Nacional e da Ecovias Ponte.
A Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec) anunciou, nessa terça-feira (11), que vai destinar R$ 2,77 milhões para a organização da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O evento está agendado para ocorrer entre os dias 11 e 19 de setembro, na capital federal.
A disponibilização do valor foi confirmada à Agência Brasil um dia após a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, informar, nas redes sociais, que determinou à secretaria que providenciasse os recursos necessários para o festival.
Celina publicou a determinação após profissionais do audiovisual criticarem o clima de incerteza acerca da organização do evento. O diretor artístico do festival, Eduardo Valente, chegou a usar as redes sociais para lamentar o possível cancelamento.
“O que teremos para amanhã e depois? Difícil dizer, mas, seguramente, nem essa edição nem o futuro deste evento será determinado só por quem estava aqui lutando para organizá-lo. Teremos que ver o quanto as associações em geral, o setor do cinema, o público do DF e até, por que não, outros festivais de cinema do país estarão dispostos a se juntar nessa briga”, escreveu Valente, pedindo a união de todos os envolvidos com cinema para manter o evento.
Hoje, Valente voltou ao tema nas redes sociais. “Temos um festival para fazer em 30 dias [e] um anúncio de seleção em uma semana, mas tem muitas páginas”.
Consultada pela Agência Brasil sobre a determinação da governadora, a Secretaria de Economia confirmou o empenho dos R$ 2,77 milhões destinados ao festival. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa ainda não divulgou detalhes do cronograma de pagamento.
Histórico
Criado em 1965, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o mais longevo do setor no Brasil, tendo se consolidado como um importante espaço de debate sobre os rumos do audiovisual brasileiro.
O evento só deixou de ocorrer em dois anos, durante a ditadura militar (1964/1985). Em meio à crise sanitária da pandemia de covid-19 (2019/2023), foi realizado de forma virtual. Desde 2007, é considerado patrimônio imaterial do Distrito Federal.
A edição de 2026 recebeu número recorde de inscrições de filmes, com 1.928 obras pleiteando uma vaga. A exibição de mais de 80 filmes foi confirmada – o que representa o envolvimento de centenas de profissionais de todo o Brasil.
Um diferencial em relações a outros festivais é que as obras selecionadas precisam ser inéditas e os vencedores recebem o Troféu Candango, em homenagem aos pioneiros que construíram a capital.
Um eclipse solar total vai ocorrer nesta quarta-feira (12) e poderá ser visto no Hemisfério Norte, principalmente em países como Espanha e Portugal.
O fenômeno não será visível no Brasil, nem mesmo de forma parcial, mas o Observatório Nacional (ON) anunciou uma transmissão ao vivo do eclipse por meio das suas redes sociais, com início a partir das 12h de hoje.
O pico do eclipse está previsto para as 14h e deve ser visto, também, em países como Rússia, Islândia e Groenlândia. Em outras regiões do Hemisfério Norte e no norte do continente africano, o eclipse solar vai ser apenas parcial.
A astrônoma do Observatório Nacional Josina Nascimento explica que o eclipse solar, mesmo total, ocupa uma área reduzida. O que exige o deslocamento a um local específico para aqueles que quiserem acompanhar o fenômeno presencialmente.
“Tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. Esse caminho é de 300 quilômetros de largura”, explica.
“Por isso que a gente acha que o eclipse solar é raro. Não é que ele seja raro, acontece em geral um eclipse total do Sol por ano. Mas quem vai estar naquela sombrinha são poucas pessoas”.
Eclipse solar
Um eclipse solar ocorre sempre na Lua Nova, bloqueando, pelo menos, parte da luz e criando a projeção de uma sombra. Fora do ponto que eleabrange, mesmo sendo total, ele se torna um eclipse anular, o que significa que a Lua não cobre o Sol por completo criando um anel de luz em volta.
A pesquisadora do Observatório Nacional alerta que, para observar um eclipse solar, são necessárias precauções de segurança. Só é possível fazer a observação com óculos especiais certificados com a norma ISO 12312-2 ou máscaras com vidro de soldador número 14. Olhar diretamente sem proteção traz riscos sérios à visão e pode causar cegueira.
Josina Nascimento conta que, quando o eclipse solar é visível no Brasil, o ON consegue distribuir gratuitamente os óculos de segurança em eventos de observação, além de realizar oficinas que ensinam truques com material reciclável para ver o eclipse solar.
“Tem outras observações indiretas que também são muito legais, que é você pegar, por exemplo, uma tampa de caixa de pizza, fazer um furinho e colocar um papel embaixo para projetar. Se o Sol está bem alto na hora do eclipse, projeta no chão. Se está mais baixo, projeta em uma parede”, explica.
A Secretaria de Cultura, Economia e Indústrias Criativas de São Paulo disponibiliza, para este semestre, 1,2 mil vagas em cursos gratuitos ligados à produção do setor. A partir desta terça-feira (11), os interessado podem se candidatar e acessar todas as informações por meio do site do CultSP Pro.
O público-alvo é formado por profissionais da cultura em diferentes etapas de desenvolvimento, empreendedores e pessoas em situação de vulnerabilidade, a partir de 16 anos e com ensino fundamental completo.
As aulas serão distribuídas por 11 cidades, nos espaços geridos pela Organização Social Instituto de Desenvolvimento e Gestão, principalmente na capital paulista, Campinas e Santos.
Além de 861 vagas em 45 cursos presenciais, o programa conta com 11 cursos virtuais, para os quais são destinadas 395 vagas. Entre os cursos oferecidos, estão:
narrativa e roteiro para games;
introdução à produção executiva para audiovisual;
história, teoria e prática sobre documentário brasileiro;
acompanhamento e orientação de projetos literários;
fundamentos de design editorial;
empreendedorismo cultural e economia criativa.
Nos cursos on-line, haverá vaga para interessados em cursar estratégias para captação de recursos de projetos, elaboração e articulação de projetos culturais e gestão de projetos culturais, entre outras opções.