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Rio de Janeiro (RJ), 08/05/2026 - Abertura para o público da exposição Arquitetura em cena, o MIS Copa antes da imagem e do som, no Museu da Imagem e do Som na Avenida Atlântica em Copacabana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A abertura parcial do Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro levou o público ao prédio icônico da Avenida Atlântica, em Copacabana, após quase duas décadas de obras e expectativas.

A primeira exposição da reabertura, Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som, apresenta os bastidores da construção do museu e antecipa a experiência cultural que será oferecida quando o complexo estiver totalmente concluído, com previsão estimada para o primeiro trimestre do ano que vem.

Erguido na orla de Copacabana, o novo MIS começou a ser projetado em 2008, a partir de um concurso internacional de arquitetura promovido pela Fundação Roberto Marinho, com apoio da Secretaria de Cultura do Estado.

O edifício, concebido pelo escritório americano Diller Scofidio + Renfro, chama atenção pela integração com a paisagem carioca e pelo diálogo com o calçadão de Burle Marx.

“Quem passa por aqui, ninguém fica indiferente. Tem pessoas que logo de cara acham um prédio lindo e tem gente que tem um certo estranhamento. Então, com essa exposição, o prédio que ainda está na fase final de obras, vem para mostrar para o público que ele pode entrar no prédio, conhecer um pouco da arquitetura aqui do térreo, do mezanino”, explicou a gerente de patrimônio e cultura da Fundação Roberto Marinho, Larissa Graça, que também assina a curadoria da mostra ao lado de Ana Paula Pontes.

Rio de Janeiro (RJ), 08/05/2026 - A gerente de patrimônio e cultura da Fundação Roberto Marinho, Larissa Graça, foi uma das curadoras da exposição Arquitetura em cena, o MIS Copa antes da imagem e do som, no Museu da Imagem e do Som na Avenida Atlântica em Copacabana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Larissa Graça

Segundo Larissa Graça, o conceito do prédio surgiu da ideia de transformar o famoso calçadão de Copacabana em um “boulevard vertical”:

“O escritório vencedor percebeu a importância da rua para o carioca. Eles propõem a verticalização da calçada e ela vira essa escada que se transforma num grande mirante da praia mais famosa do mundo. Então, é um projeto muito democrático”, afirmou.

A exposição ocupa o térreo e o mezanino do museu e apresenta maquetes, vídeos, croquis, protótipos e registros da obra. O percurso mostra desde a concepção arquitetônica até os desafios técnicos da construção, incluindo a execução de um auditório subterrâneo de 280 lugares, instalado a cerca de 10 metros de profundidade, próximo ao mar.

A mostra também relembra os percalços enfrentados ao longo da execução do projeto.

As obras foram divididas em três etapas. A primeira incluiu a demolição do antigo prédio da Boate Help, em 2010. A segunda fase contemplou as fundações e a estrutura de concreto, concluídas em 2014. Já a terceira etapa, responsável pelas instalações e acabamentos, sofreu interrupções em 2016, durante a crise fiscal do estado do Rio de Janeiro, e só voltou a ganhar ritmo nos últimos anos.

“De certa forma, a história da construção do MIS reflete a história do Rio de Janeiro nesses anos, de todas as dificuldades vividas, depois da pandemia e de todos esses impactos”, disse Larissa.

Ela destacou ainda que o financiamento da obra reúne recursos públicos e privados. Segundo a curadora, quase metade dos investimentos necessários para a construção do museu vem de parcerias:

Rio de Janeiro (RJ), 08/05/2026 - A secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, participa da abertura para o público da exposição Arquitetura em cena, o MIS Copa antes da imagem e do som, no Museu da Imagem e do Som na Avenida Atlântica em Copacabana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Danielle Barros

‘’O governo financia uma parte da obra e também parte da museografia, mas a gente tem uma parceria muito importante com o Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, pela qual parceiros privados aportam recursos no museu’’.

A secretária estadual de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, definiu a abertura da exposição como um marco simbólico para a retomada do espaço cultural. 

“É uma enorme alegria. A gente está hoje cortando a fita de uma exposição que trata exatamente disso, contando um pouco da história desde a escolha do concurso que definiu a arquitetura desse prédio até esse momento em que inauguramos uma primeira exposição que celebra todo esse legado”, disse.

A secretária ressaltou que o MIS abrigará parte de um acervo com mais de 1 milhão de itens, incluindo coleções ligadas ao fotógrafo Augusto Malta, à cantora Carmen Miranda e ao músico Pixinguinha.

“É um museu de muita brasilidade, de muita imagem, de muitos legados”, resumiu.

Rio de Janeiro (RJ), 08/05/2026 - A professora de artes Marta Azambuja de Oliveira foi a primeira a rertirar ingresso para a abertura para o público da exposição Arquitetura em cena, o MIS Copa antes da imagem e do som, no Museu da Imagem e do Som na Avenida Atlântica em Copacabana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Marta Azambuja

Além das áreas expositivas, o projeto prevê restaurante panorâmico, café, loja, áreas educativas, espaços de pesquisa, cinema ao ar livre no terraço e ambientes imersivos dedicados à música, à fotografia e à cultura carioca.

Entre os primeiros visitantes da exposição, estava a professora de arte Marta Azambuja, de 93 anos, gaúcha radicada no Rio de Janeiro. “Eu não via a hora de ser inaugurado e hoje fiquei feliz da vida”, contou.

Moradora de Copacabana, ela disse que nunca tinha visto um museu integrado à paisagem daquela forma. “Eu viajei muito pelo mundo e nunca encontrei um museu tão diferente como esse, integrado à natureza”, afirmou.

A exposição também antecipa o futuro percurso museográfico do MIS. Os pavimentos terão experiências dedicadas ao espírito carioca, à música brasileira, à trajetória de Carmen Miranda, à relação do Rio com o mar e à vida noturna da cidade.

No subsolo, haverá um espaço voltado às “Noites Cariocas” e à história do funk. Já o terraço funcionará como mirante e cinema a céu aberto.

Larissa Graça afirmou que acompanhar o projeto desde o concurso internacional até a fase atual transformou a obra em uma experiência pessoal: “Para mim, é uma missão de vida entregar esse museu para a população. Eu estava grávida quando fiz o concurso de arquitetura. Minha filha hoje tem 16 anos. Então, a história do MIS coincide também com a minha história da maternidade”, disse.

Serviço

Exposição Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som

Museu da Imagem e do Som (MIS) – Avenida Atlântica, Copacabana, Rio de Janeiro

Visitação mediante agendamento prévio
https://fmis.rj.gov.br/v1/

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 24/10/2024 - Alunos do colégio Galois em sala de aula na preparação dos últimos dias antes da prova do Enem 2024.  Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nessa quinta-feira (7), o resultado da chamada única dos estudantes que se candidataram a vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), do primeiro semestre de 2026.

Os nomes dos selecionados podem ser consultados na página do programa no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, com a senha da plataforma Gov.br.

O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas e com avaliação positiva do Ministério da Educação.

Validação de informações

Se for pré-selecionado na chamada única, o candidato deve complementar a inscrição na página do Fies.

O estudante deve verificar se poderá atender à exigência da frequência mínima, ainda no 1º semestre de 2026, no curso, turno e local do curso para o qual foi pré-selecionado.

Confirmação

Em seguida, entre os dias 8 e 11 de maio, o pré-selecionado deve validar os dados da inscrição na instituição de ensino superior privada para onde foi aprovado. Deve procurar a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento.

A documentação exigida pode ser entregue no formato físico ou digital, conforme definido pela faculdade privada.

O banco responsável pelo financiamento também precisa confirmar as informações, de acordo com o edital público.

Fies Social

O pré-selecionado na vaga do Fies Social com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa tem a situação distinta. Neste caso, o estudante não precisa comprovar renda familiar na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição privada.

No entanto, o estudante deverá comparecer à comissão para validar as demais informações no mesmo prazo, de 8 a 11 de maio.

Lista de espera

Os candidatos que não foram pré-selecionados na chamada única serão incluídos automaticamente na lista de espera.

A convocação dos candidatos desta lista ocorrerá no período de 15 a 29 de maio.

Fies

O Fies promove anualmente dois processos seletivos regulares, um por semestre, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

Se ainda houver dúvidas, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília-DF, 12.11.2023, Candidatos chegam para fazer a segunda etapa da prova do Enem 2023, na UNIP em Brasília.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou, nesta quinta-feira (7), a Portaria nº 3.845/2026, que autoriza a nomeação de 172 candidatos aprovados na segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU).

As vagas são para preenchimento de cargos distribuídos nos seguintes órgãos:

Fundação Nacional de Saúde (Funasa): 28 cargos;

Ministério da Agricultura e Pecuária: 8 cargos;

Ministério da Justiça e Segurança Pública: 8 cargos;

Ministério das Relações Exteriores: 6 cargos; e

Ministério da Saúde: 122 cargos.

Todos os cargos do CNU 2025 são de nível superior, e os nomeados vão atuar como assistentes sociais, médicos e psicólogos, nos órgãos citados.

CNU 2025

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado ofertou 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais.

Os cargos são agrupados em nove blocos temáticos.

Do total de vagas, 3.144 são de nível superior e 508 de nível intermediário.

As provas foram aplicadas em 2025 — a primeira fase em outubro e a segunda em dezembro — em 228 municípios de todo o país. 

(Fonte: Agência Brasil)

Livros infantis - Arquivo/Agência Brasil

Estudo internacional desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e divulgado nessa terça-feira (5) aponta que 53% das famílias brasileiras nunca ou raramente leem livros para suas crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola de três Estados: Ceará, Pará e São Paulo.

Nessas localidades, apenas 14% dos responsáveis fazem a leitura compartilhada entre três e sete vezes por semana. Enquanto que a média internacional para essa atividade é de 54%.

Os dados são da publicação Aprendizagem, bem-estar e desigualdades na primeira infância em 3 Estados brasileiros: Evidências do International Early Learning and Child Well-being Study (IELS)..

O coordenador do levantamento e pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LaPOpE/UFRJ), Tiago Bartholo, diz que a situação é crítica inclusive nas camadas mais ricas da sociedade, onde o índice de leitura frequente não atinge sequer 25%.

O pesquisador entende que o ponto central é que a importância da leitura compartilhada ainda não está clara para a população como parte importante do processo de alfabetização de uma criança. Além disso, a falta deste vínculo traz impactos negativos ao desenvolvimento infantil.

"Essa informação ainda não está devidamente disseminada. São momentos muito importantes para o bem-estar e para o desenvolvimento das crianças".

O resultado indica oportunidades para ampliar políticas intersetoriais e programas de apoio à parentalidade e para fortalecer a relação entre os parentes e as escolas de educação infantil.

“Nossa perspectiva é sempre pensar em família e escolas de forma conjunta, potencializando o bem-estar e o desenvolvimento das crianças”, diz Tiago Bartholo.

Radiografia do estudo

O estudo internacional coletou dados somente nesses três Estados brasileiros - Ceará, Pará e São Paulo – devido a questões orçamentárias.

O levantamento está organizado em três grandes áreas do desenvolvimento de crianças de 5 anos, nas quais foram avaliados dez domínios. As áreas são:

  1. Aprendizagens fundamentais (conhecimentos básicos em linguagem e raciocínio matemático)
  2. Funções executivas (processos de autorregulação que permitem o controle da atenção, de impulsos e a adaptação a demandas e regras, e avaliação da memória de trabalho, flexibilidade mental)
  3. Habilidades socioemocionais relacionadas à compreensão de si e dos outros, à construção de relações sociais, como empatia, confiança e comportamento pró-social

Ao todo, foi registrada a participação de 2.598 crianças, distribuídas em 210 escolas, sendo 80% delas públicas e 20% privadas das três unidades da federação.

A metodologia do estudo IELS-2025 coletou individualmente dados das crianças, por meio de atividades interativas e lúdicas, organizadas em jogos e histórias adequadas à faixa etária.

O estudo também trouxe a percepção das famílias e dos professores sobre o sobre as aprendizagens, o desenvolvimento e o comportamento das crianças. As informações são coletadas por meio de questionários específicos para cada um dos públicos.

Os resultados inéditos – projetados em larga escala – podem servir como apoio para o Brasil criar políticas públicas efetivas para a primeira infância e, ainda, ajustar as estratégias nas áreas da saúde, educação e proteção social.

Habilidades iniciais: literacia e numeracia

No IELS, a denominação de literacia emergente corresponde ao desenvolvimento de habilidades iniciais de linguagem (oral e de vocabulário) antes mesmo do processo formal de alfabetização.

Sobre esse aspecto de domínio das aprendizagens fundamentais, o estudo registra que a pontuação em literacia foi a mais alta dentro da amostra brasileira e apresentou uma pontuação média de 502 pontos, ficando ligeiramente acima da média internacional, 500 pontos.

Nesse domínio, houve pouca variação de resultados entre níveis socioeconômicos diferentes, e se concentraram em torno de um nível médio mais elevado.

Outra coordenadora da pesquisa do mesmo laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mariane Koslinski, explica que uma das hipóteses para esse resultado positivo está no desenvolvimento de políticas públicas mais recentes.

“Na literacia emergente, o Brasil foi bem porque teve várias políticas que apoiaram a alfabetização, a formação de professores e isso contribuiu, muito provavelmente, para esse resultado”, estima a pesquisadora.

O estudo aborda também o domínio da numeracia emergente, conceito que envolve as primeiras noções de matemática desenvolvidas pelas crianças, incluindo habilidades como contagem básica, comparação de quantidades, reconhecimento e compreensão de relações espaciais e de tempo.

Nesse ponto, diferentemente das habilidades de linguagem, o desempenho do Brasil em habilidades matemáticas iniciais (numeracia emergente) alcançou de 456 e ficou 44 pontos abaixo da média internacional de 500 pontos.

Além disso, os resultados foram muito distintos entre as crianças da análise. Os resultados evidenciam desigualdades já presentes ao final da pré-escola e diferenças relevantes em numeracia.

Enquanto 80% das crianças de nível socioeconômico alto dominam o reconhecimento de numerais, esse índice cai para 68% entre as de grupos de baixo índice de desenvolvimento socioeconômico.

Recorte racial e de gênero

No estudo da OCDE, o Brasil foi o único país que fez o recorte racial dos resultados e analisou seu impacto na aprendizagem e no bem-estar das crianças.

Os resultados evidenciam as desigualdades que se acumulam e estão relacionadas ao gênero, raça e nível socioeconômico.

Meninos, pretos, pardos e indígenas e de menor nível socioeconômico enfrentam maiores dificuldades nas aprendizagens desde o fim da educação infantil.

Crianças pretas, de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família e de nível socioeconômico mais baixo são as que tiveram menor pontuação em quase todas as dimensões pesquisadas, em especial no domínio da memória de trabalho e noções de matemática.

As desigualdades no Brasil ficam mais nítidas na comparação entre crianças brancas e pretas. Crianças brancas apresentam uma vantagem de 17 pontos no domínio da linguagem e uma diferença ainda mais alarmante de 40 pontos em numeracia.

Telas e aprendizado

O uso de tecnologias digitais está amplamente disseminado entre as crianças pequenas nos estados pesquisados no Brasil, concluiu pela primeira vez o estudo IELS-2025.

Apesar do levantamento não detalhar o número de horas diárias de exposição às telas, os pais ou responsáveis pelas crianças responderam que 50,4% das crianças usam dispositivos digitais todos os dias, como computador, notebook, tablet ou celular, com exceção de televisão.

O percentual do Brasil – pela primeira vez divulgado – é superior ao observado na média dos países participantes do IELS, onde 46% das famílias reportaram a frequência diária no uso de telas de dispositivos digitais.

No Brasil, apenas 11,4% das crianças participantes do estudo nunca ou quase nunca usam “telas”.

Os dados do estudo reforçam a importância do uso mediado e equilibrado.

O pesquisador da UFRJ, Tiago Bartholo, descreve que crianças que fazem um uso diário de telas apresentam um desenvolvimento e um aprendizado médio menor em relação à compreensão de leitura, escrita e noções de matemática.

“Uma coisa é uma criança fazer um uso diário de 30 minutos, uma coisa muito diferente fazer um uso diário de três a quatro horas. E a gente sabe que esse tipo de comportamento existe.”

Outro aspecto destacado pelo estudo internacional sobre o uso de dispositivos digitais indica a baixa frequência no desenvolvimento de atividades educativas, no Brasil.

Cerca de 62% das crianças raramente ou nunca realizam atividades educativas em computadores, tablets ou celulares, enquanto apenas 19% os usam entre três a sete vezes por semana com este foco educativo.

Crianças saem menos de casa

A realização de atividades ao ar livre – como caminhadas, brincadeiras livres e outras opções de lazer – é frequente para apenas 37% das famílias, abaixo da média de 46% nos países participantes do IELS.

Já 29% afirmam nunca realizar esse tipo de atividade ou fazê-la menos de uma vez por semana.

No entanto, o estudo destaca que o acesso das crianças a atividades fora de casa, como brincadeiras ao ar livre, visitas a bibliotecas, cursos, oficinas e aulas de música, dança ou esportes, “são experiências importantes para a exploração do ambiente e para o desenvolvimento físico, cognitivo e socioemocional, além de contribuírem para a criatividade, a resolução de problemas e a socialização”.

A explicação observada no IELS pode refletir barreiras como “custo, tempo, disponibilidade local de equipamentos culturais, esportivos ou de áreas verdes e hábitos familiares.”

Por isso, o pesquisador da UFRJ, Tiago Bartholo, defende que a prática de atividades físicas seja oferecida primeiramente no espaço da escola e deve ser considerada importante para o desenvolvimento infantil.

“A prática regular de atividade física está associada com melhores indicadores de saúde física e mental e está associada com mais cognição e tem impacto brutal na memória de trabalho.”

No Brasil, as famílias relatam menor frequência de outras atividades e interações que estimulam o desenvolvimento das crianças, como cantar, recitar poemas ou rimas infantis, desenhar ou pintar com criança, brincar com a imaginação ou de faz de conta e contar uma história que não esteja no livro.

Ouvir a criança

Mais da metade das famílias (56%) relata que conversa com as crianças sobre como elas se sentem entre três e sete dias por semana.

Porém, esse bate-papo entre crianças e adultos brasileiros sobre emoções ocorrem com menor frequência do que na média internacional, que chega a 76%.

O estudo explica que, ao longo da primeira infância, conversar sobre sentimentos, compartilhar materiais ou resolver pequenos conflitos “são oportunidades importantes para que as crianças aprendam a compreender as emoções e a construir relações sociais positivas. são relevantes porque fortalecem vínculos afetivos.”

Os domínios relacionados à empatia apresentaram as pontuações mais elevadas em relação à média internacional, com 501 pontos em atribuição de emoções e 491 pontos em identificação de emoções.

Funções exclusivas

As funções executivas avaliadas no estudo são as habilidades cognitivas das crianças da educação infantil que lhes permitem planejar, focar a atenção, lembrar instruções e lidar com múltiplas tarefas ao mesmo tempo.

A memória de trabalho (capacidade de armazenar e manipular informações) destaca-se como a mais afetada pelo nível socioeconômico, com diferença de 39 pontos entre crianças de nível alto e baixo, considerada uma diferença alta.

As médias brasileiras nos três domínios (memória de trabalho, controle inibitório e flexibilidade mental) estão abaixo da média internacional, com diferenças classificadas como moderadas a grandes e estatisticamente significativas.

OCDE

Atualmente, o Estudo Internacional das Aprendizagens e Bem-estar na Primeira Infância está no segundo ciclo e inclui o Brasil, Azerbaijão, Bélgica, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Holanda e Malta e Inglaterra.

O Brasil foi o único país da América Latina a participar da pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

No Brasil, o levantamento foi realizado com o apoio de um consórcio de instituições liderado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

(Fonte: Agência Brasil)

LUCIANO MAIA EM DUPLA CONJUNÇÃO COM A POESIA

– Autor é considerado um dos maiores nomes da poética cearense.

– Convidado, o maranhense Edmilson Sanches escreveu o texto das orelhas de uma das obras (reproduzida abaixo).

*

Há o Dia da Poesia e há a Noite da Poesia. O Dia tem, pelo menos, três datas. A Noite, ah! a noite é única – como o são todas as noites em seu mister e mistério de tornar diferentes dias tão iguais...

Em Fortaleza, capital do Ceará, a Noite da Poesia tem seu dia, um dia particular, especial: 12 de maio, terça-feira, quando, no Ideal Clube, a partir das 19h, serão lançadas as mais recentes obras poéticas de um senhor poeta.

As obras são “Todavia” e “Contudo”. O autor é Luciano Maia. (As simples e belas capas das obras têm a assinatura da esposa, a arquiteta Ana Maria Jereissati Maia).

Professor universitário (aposentado), Luciano Maia formou-se em Direito e tornou-se mestre em Literatura. Os que sabem de sua obra, os que sabem de seu saber confirmam: Luciano é mestre em Literatura não porque um título acadêmico documenta, mas porque sua obra literária atesta.

Entre tantas coisas que faz e é na Literatura, Luciano Maia é o autor que, agora e prafrentemente, ratifica-se como referência literária no Ceará, Estado que, antes, pratrasmente, já enriquecera as Letras brasílicas, todas elas, de “A” a “Z”,  de Adolfo Caminha a Zé de Alencar (que ele não se revire no túmulo com esta minha liberdade antroponímica...). E aí pelo meio, interliteralmente, desfila um rico, riquíssimo, abecedário de talentos de antanho: Capistrano de Abreu... Domingos Olímpio... Emília Freitas... Francisco Carvalho... Gustavo Barroso... Henriqueta Galeno... Imelda Pontes... Juvenal Galeno... Leonardo Mota... Moacir C. Lopes... Nertan Macedo... Otacílio de Azevedo... Patativa do Assaré... Quintino Cunha... Rachel de Queiroz... Soares Bulcão... Tristão de Alencar Araripe... Vinícius Antonius Holanda de Barros Leal...

Luciano Nunes Maia e seus irmãos, Napoleão Filho (foi meu professor no curso de Direito, na Universidade Federal do Ceará) e Virgílio, são filhos de Limoeiro do Norte, cidade-referência do Vale do Jaguaribe, terra inesquecível e inesquecida na poesia lucianiana.

Luciano é o segundo entre os três manos limoeirenses, todos de excepcional formação e inteligência no Direito e na Literatura – são homens, portanto, que, em igual tempo, sabem a letra das Leis e, sábios, sabem a lei das Letras. A inteligência “trimaiana” levou-os todos à Academia Cearense de Letras, ou “Academaia” – como gente bem-humorada trocadilhava com o nome da vetusta e mais antiga Instituição cultural do gênero no Brasil, fundada em 1894, três anos antes da fundação da Academia Brasileira de Letras. Luciano, que estava há 25 anos na Academia Cearense, renunciou à sua Cadeira há dois anos – coincidentemente, renúncia e lançamento têm como marco temporal a mesma segunda semana de maio...

Advogado, escritor, tradutor, Luciano Maia – vê-se – é homem de palavra. Prova disso são as dezenas de livros que em celulose e tinta, seja na Poesia, seja na Prosa, materializaram seus sentimentos e sensações, percepção e imaginação, técnica e inventividade.

A poesia feita com sensibilidade e esmero está presente nos livros “Todavia” e “Contudo”.

Luciano Maia e sua poesia estão aí.

Em conjunção.

* EDMILSON SANCHES

***

UM LIVRO CON/TUDO

(Texto das orelhas do livro “Contudo”, de Luciano Maia, a ser lançado em 12/5/2026, em Fortaleza)

*

Tu, Poeta, de vinho embriagado, pediste aos deuses “bênção” e ”perdão”

para teus versos aqui (per)feitos – e essa graça ainda estás a esperar.

Se as divindades, clementes, te darão indulto, remissão, sabemos não.

Mas nós, teus leitores, ante versos tão belos, nunca iremos te perdoar...

*

Deste poeta de quem tão bem se fala já lhe conhecia a terra em que nasceu e as águas em que foi batizado.

A terra, Limoeiro do Norte, eu a conheci em visita ao Distrito Irrigado Jaguaribe-Apodi, o DIJA, onde vi os grandes e mais vermelhos tomates e as enormes e mais verdes alfaces – produto do entranhamento semimiraculoso das águas (sempre elas) no solo árido, crestado, rachado, depois irrigado, daquela região limoeirense.

As águas, são as do Jaguaribe, o rio de cuja foz eu partia para bem longe e pro/fundo no Oceano Atlântico, na prática do mergulho submarino (mergulho autônomo). Nas veias do poeta e no veio de sua poesia corre – líquido e certo – o Jaguaribe, “rio-antigo”, já “distante” do “mundo infante” do autor. Basta ler Jaguaribe – Memória das Águas, obra quarentã, de 1982, em décima-primeira edição em 2019.

Este poeta – já o disse – é feito dessa água e daquela terra. Umidade e pó. LAMA, criadora, e ALMA, criativa.

A um ou outro leitor, pode parecer que o poeta Luciano Maia – pois é dele e de sua poesia o de que poucamente cuidamos aqui – maneja fácil a forma e o conteúdo dos ricos, modelares poemas que, em sua physis, têm suas fôrmas e fórmulas de fazer (como as quadras e os sonetos).

É claro, não perguntei ao poeta, nem o perscrutei, acerca de seu modus faciendi, o “jeito” como ele (e)labora suas crias nascidas da cópula de palavras. Palavras prenhes de textos. Textos que o poeta sente e (se) consente. Textos con/sentidos. Sua obra, quer prosa (ensaística), quer verso (poética), é conhecida na Academia e em outras Nações. Da universidade à universalidade – o autor é poliglota e sua obra também fala para diversos povos, pois que traduzida para diversas línguas.

Sei, e sabem-no seus leitores e doutos críticos, que Luciano Maia respira poesia... mas ele não faz poesia como quem respira – assim automaticamente, por ato reflexo, como se nem soubesse que inspira e expira. Não. Luciano, se é discípulo das Musas, é mestre em Literatura, professor de gerações. Sabe, nas “confissões” mineiras de Drummond (neste livro homenageado – “o poeta de Itabira”), que não se verseja "por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo", e que o poeta tem de dedicar-se "aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação", pois "até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê de inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos"...

Esta nova obra de Luciano Maia amplia sua já rica bibliografia, de cerca de cinquenta livros. Pintando com palavras e escrevendo com imagens, Luciano Maia é artista – multissensorial – do texto – polissemântico.

Com Luciano Maia, o Verbo faz-se verso e este, metalinguística e metapoeticamente, faz-se a si, fala de si e da linguagem que o faz. Entretanto, embora seja a poesia o leitmotiv que mais frequentemente se apresenta nestes poemas lucianianos, também chegam juntos a mulher e o amor (ah!, o amor e a mulher...) e, em menor número mas sempre a superior qualidade, vêm a morte e a vida, a crítica sociopolítica, o eu, o tempo e uma dezena de temas mais (a coragem e a dor, o Cosmos e a Natureza, o espírito e a bebida, o segredo e o silêncio, a verdade e a Humanidade...). Todos os poemas são magistralmente e (mili)metricamente dosados, contidos, enfeixados em quase mil linhas formalmente (bem) distribuídas em dois versos diversos, livres, e cerca de sessenta sonetos e setenta quartetos e trovas e outras quadras, monóstrofas, inclusive os dezesseis versos – é claro, também quadrilineares – do “Elogio do vinho”.

Com snorkel faço este rápido e epipelágico mergulho nos versos de Luciano Maia, Poseidon no vasto oceano da Poiésis, de que são líquidas e certas as palavráguas – poéticas – deste Contudo.

Nos versos (ou em muitos deles, ou na maioria deles), a maneira do autor, sempre terna com as coisas sempiternas, o jeito lucianovo de tratar dos temantigos, o cavar de modo covo e, mesmo na contenção linear, dar profundidade e trazer densidade às sensações, aos sentimentos e aos sentidos que, nos “poetas desarmados”, poderiam ser só superfície e tenuidade.

“Ecce homo!” “Ecce liber!” Têm

ar profundo, grave  ---  não

sisudo.

Poeticamente vem

o livro, quase lição,

     Con/tudo...

* EDMILSON SANCHES

Imagens:

Convite de lançamento dos livros “Todavia” e “Contudo”, de Luciano Maia

QUANDO: 12 de maio de 2026, 19h.

ONDE: Ideal Clube – Avenida Rui Barbosa – Meireles – Fortaleza (CE)

O Time Maranhão de Beach Tennis teve uma performance de alto nível na Copa Norte-Nordeste de Beach Tennis, que foi realizada entre quinta-feira (30/4) e domingo (3/5), na Cidade Beach Tennis, em Fortaleza (CE). Convocado pela Federação de Beach Tennis do Maranhão (FBTM), entidade que representa oficialmente a modalidade no Estado, o Time Maranhão garantiu o quarto lugar na classificação geral do Norte-Nordeste, ficando atrás apenas de Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte, após conquistar uma medalha de ouro, duas pratas e dois bronzes, resultados que consolidam a seleção maranhense como uma potência da região e reforçam o crescimento da modalidade no Estado.

Na disputa da Copa Norte-Nordeste de Beach Tennis, o Time Maranhão sagrou-se campeão por equipes na categoria 30+. Contando com Ivan Syrov, Pedro Moura, Manoel Fifo, Renata Lima e Renata Catossi, a seleção maranhense não deu chances aos adversários e subiu ao lugar mais alto do pódio.

Além disso, o Time Maranhão conquistou duas medalhas de prata na Copa Norte-Nordeste de Beach Tennis, com a equipe Sub-18, formada por João Pedro, José Antenor, Carla Santos e Sophia Gabrielly, e a equipe B, que contou com Antonio Paizão, Vinicius Negueba, Yan Rebelo, Laizze Arruda e Maria Eduarda.

Fechando o quadro de medalhas na Copa Norte-Nordeste de Beach Tennis, o Time Maranhão também faturou dois bronzes na categoria Pro, com Artur Lobão, André Barreto, Jessica Brito, Tayara Carvalho e Nathalia Couto, e na categoria D, em equipe formada por Thaysa Rosa, Rui Manuel, Flávia Santos, Débora Fonseca, Valdomiro Oliveira e Gabriel Marinho.

Contando com 63 atletas em 15 categorias, o Time Maranhão de Beach Tennis foi convocado para a Copa Norte-Nordeste após as três primeiras etapas do Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis, evento chancelado pela FBTM e que distribuiu pontos para o ranking estadual. Além de conquistarem bons resultados na disputa do Maranhense Oficial, os beachtenistas do Time Maranhão estão filiados na FBTM.

“O balanço da participação do Time Maranhão na Copa Norte-Nordeste de Beach Tennis é altamente positivo porque o nível da competição foi muito forte e conseguimos grandes resultados em meio a essa disputa tão intensa. Tivemos um bom número de participações nas fases finais das categorias, fomos competitivos, travamos uma disputa intensa com o Rio Grande do Norte pelo terceiro lugar geral. Estamos muito felizes com o resultado e com o desempenho dos nossos atletas. Agradecemos a todos os nossos patrocinadores e a todos que torceram por nós. Agora, é dar sequência à temporada e preparar para o Brasileiro, onde temos expectativas ainda maiores”, afirma Menezes Júnior, presidente da FBTM.

Próximas etapas do Maranhense Oficial de Beach Tennis 2026

Após a participação na Copa Norte-Nordeste de Beach Tennis, os atletas maranhenses terão um mês de preparação para a sequência do Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis, que contará com mais quatro etapas. A FBTM ressalta que o ranking estadual foi zerado e que as próximas disputas valerão pontos para uma nova convocação do Time Maranhão, desta vez para o Campeonato Brasileiro de Beach Tennis, competição organizada pela Confederação Brasileira de Beach Tennis (CBBT) e marcada para novembro, em Uberlândia (MG).

De acordo com a programação estabelecida pela FBTM, o Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis terá continuidade com a disputa da 4ª etapa entre os dias 4 e 7 de junho, na Arena T9, em São Luís. A 5ª etapa, por sua vez, ocorre entre os dias 17 e 19 de julho, na Arena KOA, em Santa Inês. 

Logo em seguida, o Maranhense Oficial de Beach Tennis volta para São Luís, com a realização da 6ª etapa na Arena Lito Beach, entre os dias 13 a 16 de agosto. A cidade de Santo Amaro, por sua vez, sediará a 7ª etapa nos dias 4, 5, 6 e 7 de setembro.

Outras informações sobre o Time Maranhão, a participação na Copa Norte-Nordeste de Beach Tennis e todas as etapas do Campeonato Maranhense Oficial de Beach Tennis 2026 estão disponíveis no Instagram oficial da Federação de Beach Tennis do Maranhão (@maranhaobeachtennis).

PÓDIOS DO TIME MARANHÃO NA COPA NORTE-NORDESTE DE BEACH TENNIS 2026:

Ouro

Categoria 30+ (Ivan Syrov, Pedro Moura, Manoel Fifo, Renata Lima e Renata Catossi)

Prata

Categoria Sub-18 (João Pedro, José Antenor, Carla Santos e Sophia Gabrielly)

Categoria B (Antonio Paizão, Vinicius Negueba, Yan Rebelo, Laizze Arruda e Maria Eduarda)

Bronze

Categoria Pro (Artur Lobão, André Barreto, Jessica Brito, Tayara Carvalho e Nathalia Couto)

Categoria D (Thaysa Rosa, Rui Manuel, Flávia Santos, Débora Fonseca, Valdomiro Oliveira e Gabriel Marinho)

(Fonte: Assessoria de imprensa)

Rio de Janeiro (RJ), 04/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Oficina mescla fotografia com IA para construção de fabulações visuais. Foto: Observatório de Favelas/Divulgação

Termina, na próxima quinta-feira (7), o período de inscrições para a oficina Fabulações Visuais: Inteligência Ancestral, IA e Criação Fotográfica, que integra o programa Imagens do Povo, do Observatório de Favelas. 

Clique aqui para acessar o formulário de inscrição.

Trata-se de uma formação de 20 horas, em seis encontros semanais, voltada para maiores de 18 anos, especialmente moradores de territórios periféricos que atuam ou têm interesse pela fotografia popular.

A oficina busca fortalecer práticas criativas conectadas com identidade, memória e território e convida participantes a experimentar novas possibilidades de criação de imagens a partir do encontro entre fotografia, inteligência artificial (IA) e saberes ancestrais.

O início das atividades será na terça-feira, dia 12 de maio, com aulas até 16 de junho, no horário das 18h às 21h, sempre às terças.

A ideia é levar os participantes a explorar processos criativos que partem do repertório individual, das epistemologias negras e das tecnologias populares e, a partir daí, construir narrativas visuais autorais, simbólicas e sensoriais.

Ao longo dos encontros, os participantes vão transitar entre teoria e prática, conectando referências históricas e culturais com experimentações contemporâneas.

A introdução à inteligência artificial (IA) e suas aplicações na criação de imagens, as relações entre IA, fabulação preta e história do Brasil, além da noção de Inteligência Ancestral estão entre os conteúdos que serão trabalhados.

A oficina propõe ainda exercícios de desenvolvimento do olhar fotográfico, construção de repertório visual e criação de imagens com IA a partir da elaboração de prompts – perguntas ou comandos enviados à IA para gerar respostas, conteúdos, imagens ou ações específicas –, pesquisa de referências e exploração sensorial.

As informações são do programa Imagens do Povo, do Observatório de Favelas.

(Fonte: Agência Brasil)

Médicos chegam ao local de prova para a segunda etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2020, em Brasília.

A nota de corte da prova objetiva da primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) em 2026 foi fixada em 59 pontos de um total de 100 possíveis.

A nota foi anunciada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em edital específico publicado no Diário Oficial da União (DOU).

O resultado será equivalente à soma dos pontos na prova objetiva, sem possibilidade de arredondamento ou de equivalência percentual.

Provas

 A primeira etapa do exame Revalida 2026/1 será aplicada em todos os Estados e no Distrito Federal em 7 de junho aos profissionais formados em medicina em instituições de educação superior estrangeiras.

O cartão de confirmação da inscrição do candidato será divulgado no dia 22 deste mês, data que o candidato saberá o local de prova.

Os portões serão abertos às 12h e fechados pontualmente às 13h (horário de Brasília). As provas terão início às 13h30, com encerramento previsto para as 18h30.

Resultado

Somente quem atingir a nota mínima estará habilitado para realizar a prova da segunda etapa, de habilidades clínicas.

A divulgação das versões preliminares dos gabaritos e abertura de recursos será em 10 de junho, com a possibilidade de recurso para quem for reprovado nesta fase.

O resultado definitivo do Revalida 2026/1 será divulgado em 10 de julho.

A aprovação na edição 2026/1 do Revalida ocorrerá a partir da combinação da aprovação na primeira etapa das edições do Revalida de 2025 ou 2026 e da aprovação na segunda etapa da edição deste ano.

Para mais detalhes sobre esta edição, acesse o edital do Revalida 2026/1. 

Revalida

O Revalida é composto por duas etapas de avaliação (teórica e prática). O processo organizado pelos ministérios da Educação e da Saúde serve para dar validade aos diplomas médicos estrangeiros.

O Revalida não se configura como um concurso público. A aprovação no exame atesta que o documento emitido no exterior é compatível com as exigências de formação das universidades brasileiras.

As referências exigidas no Brasil são os atendimentos no contexto de atenção primária, ambulatorial, hospitalar, de urgência, de emergência e comunitária, com base na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina, nas normativas associadas e na legislação profissional.

(Fonte: Agência Brasil)

Brasília (DF), 15/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Cena do filme A Sombra do Meu Pai (Nigéria), que será exibido no BIFF 2026. Foto: BIFF 2026/Divulgação

O longa nigeriano A Sombra do Pai, dirigido por Akinola Davies Jr., foi o vencedor da mostra competitiva do Festival Internacional de Cinema de Brasília (BIFF 2026).

Segundo os organizadores, o júri, composto por Edileuza Penha, Luciana Melo e Joaquim Otávio, destacou a força estética e narrativa da obra. Primeiro longa-metragem do diretor, o filme acompanha a travessia íntima de um pai ausente e seus filhos por um país em ruínas, entrelaçando memórias e fragmentos autobiográficos em uma jornada marcada por afeto, perda e resistência.

Outro destaque do festival foi o filme Hungria – Em Busca de um Sonho, inspirado na trajetória do rapper Hungria, a obra trouxe para a tela bairros de Brasília. Segundo a diretora do festival, Anna Karina de Carvalho, sessões chegaram a reunir mais de 500 pessoas, muitas delas vivenciando pela primeira vez a experiência do cinema em sala.

Na mostra BIFF Junior, que contou com curadoria mirim de Théo Medon, Melina Vargas e Julia Merheb e votação do público, o vencedor foi A Arca de Noé, de Sérgio Machado, voltado para o público jovem. Théo Medon, de 16 anos, participou ativamente da seleção e destacou o impacto do cinema em sua formação.  “Os filmes fazem com que eu conheça culturas distintas”.

Realizado no icônico Cine Brasília, Anna Karina diz que o BIFF 2026 reafirmou seu compromisso com o acesso gratuito e a formação de público. Com mais de 800 filmes inscritos de todo o mundo, o festival celebrou também um recorde de produções brasileiras.

Vencedores do BIFF 2026

  • Melhor Filme (Júri Oficial): A Sombra do Pai
  • Melhor Filme (Júri Popular): Hungria – Em Busca de um Sonho
  • Melhor Filme (BIFF Junior): A Arca de Noé, de Sérgio Machado
  • Menção Honrosa (Júri Oficial): Hungria – Em Busca de um Sonho

(Fonte: Agência Brasil)

Motivado após vencer a primeira partida na LNF Silver, competição promovida pela Liga Nacional de Futsal (LNF), o Balsas Futsal se prepara para mais um importante desafio. Nesta terça-feira (5), o representante do Maranhão no torneio nacional volta à quadra para encarar a equipe do Dracena (SP), em jogo válido pela quarta rodada. A partida está marcada para as 21h, no Ginásio Alaor Ferrari, no interior paulista e terá transmissão ao vivo pelo YouTube da LNFTV. 

O Balsas Futsal chega a este duelo vindo de bons resultados. Além do triunfo por 3 a 1 sobre o Juventude AD (MS) na rodada passada, em São Luís, a equipe maranhense ficou no empate por 3 a 3 com o Blumenau (SC) em seu último compromisso fora de casa. As boas atuações nestes jogos recentes animam o técnico Hallysson Dias. No entanto, o treinador sabe que sua equipe terá muitas dificuldades diante do Dracena (SP). 

“Estamos vindo de dois bons jogos e conseguimos nossa primeira vitória na LNF Silver. É claro que isso nos anima, mas não podemos deixar a empolgação tomar conta. É preciso que nossa equipe continue empenhada dentro de quadra para que consigamos mais um grande resultado. Temos consciência que a partida será muito difícil. O Dracena vem muito bem na competição e ainda não foi derrotado. Vamos fazer de tudo para quebrar essa sequência positiva do nosso adversário para subirmos na tabela de classificação”, afirmou Hallysson Dias. 

Com os resultados da rodada passada, o Balsas Futsal ocupa a 10ª posição na LNF Silver com 4 pontos ganhos e continua na zona de classificação para os playoffs. Para o jogo desta terça-feira, a equipe maranhense terá novidades em quadra: o fixo Rodriguinho, o ala Adson e o pivô Boca farão suas estreias na Liga Nacional com a camisa do time balsense. 

Autores dos gols da vitória do Balsas Futsal sobre o Juventude AD (MS), o ala Anthunys e o pivô Cacau também viajaram com a delegação maranhense e estão confirmados na partida contra o Dracena (SP). A equipe paulista ocupa a vice-liderança da competição com 9 pontos ganhos. 

O Balsas Futsal conta com os patrocínios do governo do Maranhão, por meio da Sedel, da Prefeitura de Balsas, da Evolução Contabilidade, da Casa Sertaneja, da Mais Centro Médico Balsas e da New Agro.  

PRÓXIMOS JOGOS DO BALSAS FUTSAL

4ª Rodada da LNF Silver (5/5)

21h – Dracena Tempersul Unifadra x Balsas Futsal (Alaor Ferrari / Dracena) 

 5ª Rodada da LNF Silver (14/5)

19h – Balsas Futsal x Apodi Futsal (Ginásio Castelinho / São Luís) 

6ª Rodada da LNF Silver (17/5)

17h – Futsal São Lourenço/Casa do MDF x Balsas Futsal (Arena São Lourenço / São Lourenço do Oeste)  

(Fonte: Assessoria de imprensa)